a mulher com HIV pode engravidar tá mas se ela engravidar aí o bebê nasce com HIV né pode tomar as medicações do HIV quando tá grávida e o parto não pode ser normal né tem que ser sempre cesária E aí você sabe todas essas respostas tá seguro para atender uma gestante com HIV se você quer saber essas respostas e mais um monte de outras coisas fica aqui que eu fiz esse vídeo para você [Música] Olá prazer meu nome é maribori eu sou enfermeira concursada Sou professora Universitária e esse aqui é um canal para você que
busca se tornar referência na enfermagem e aí vestir jaleco então agora vamos fazer a diferença você sabe que o exame de HIV assim como outros são parte da primeira rotina do pré-natal então o ideal é que quando essa gestante vai na unidade básica de saúde para abrir um pré-natal que já seja feito o teste rápido de HIV de sífilis de hepatites virais feche rápido você deve lembrar a gente já conversou sobre ele é aquele teste que fica pronto em 20 30 minutos ou seja a gestante já vai sair dali com o resultado do seu HIV
da sua sociologia de sífilis hepatite C e hepatite B Por que que essa economia de tempo é tão importante Principalmente quando a gente tá pensando em HIV porque tempo é igual a mais segurança para esse bebezinho nascer sem o vírus HIV Pera aí que eu vou te explicar o motivo principal é que hoje a gente tem muita coisa a fazer por essa gestante que em HIV porque a gente tem grandes avanços que garantem que 1% ou menos dessas crianças filhas de mãe com HIV venham a ser positivas e a gente está falando de virtualmente zero
porque se a gente tem uma mãe adequadamente tratada a gente praticamente não tem chance de que isso aconteça então quanto mais rápido a gente descobre esse status sorológico dessa mãe melhor então é muito importante a testagem errada ah mas a pessoa faz pré-natal no convênio E aí quando faz para Natal no convênio realmente vai acabar fazendo teste convencional no laboratório mas para gestante da rede básica que procura a unidade básica de saúde para iniciar ou pré-natal o teste rápido de HIV precisa ser feito na abertura do pré-natal uma outra razão também é que infelizmente muitas
mulheres Vão descobrir o seu status sorológico Ou seja vão se descobrir HIV positivas exatamente na fase do pré-natal eu falo infelizmente porque é uma notícia que para a maioria das mulheres gestantes é devastadora então é muito ruim você descobrir que você tá gestando E descobre um diagnóstico de uma doença que ainda requer alguns cuidados Então essa falta de testagem nos outros períodos da vida faz com que essa mulher chegue para fazer o pré-natal às vezes fazendo o primeiro teste de HIV da vida dela mas se a mulher que já sabe que tem HIV não isso
acontece a mulher já sabe que tem HIV ela engravida e para ela também a gente tem todo um planejamento para se essa mulher procurar o serviço de saúde falar assim olha eu pretendo engravidar a gente consegue fazer com que ela tem uma gravidez absolutamente segura do ponto de vista de impedir a transmissão vertical e eu vou te explicar direitinho o que essa mulher precisa fazer para ela poder engravidar com segurança mas antes me conta aqui se na tua prática você atende gestantes com HIV ou se isso é uma coisa que para você é totalmente novidade
eu quero muito saber o que que você faz e como é que é a tua vida profissional em relação a gestação e o HIV Então vamos lá eu listei aqui alguns aspectos de cuidado que a gente precisa ter e eu começo o primeiro deles com acolhimento a gente vai ter duas situações sempre a gente vai ter a gestante que acabou de descobrir uma sorologia positiva para HIV e a gente vai ter a gestante que já sabia que tinha HIV e agora encontra-se grávida Então vamos pensar nesses dois cenários a primeira coisa que você precisa fazer
é entender de gestação com HIV porque você deve ter segurança para prover essas orientações e também para tranquilizar essa mulher Porque hoje o cenário é extremamente positivo Então os casais eles geram filhos saudáveis livres do vírus em múltiplas gestações Então não é para a gente ter criança que soro converte para HIV quando isso acontece a gente tem que parar tudo e entender o que que falhou porque que nesse caso essa criança positivou então essa mãe ela precisa ser tranquilizada de que o fato dela estar gestante não é intensa de que esse bebezinho vai nascer com
HIV que ela também carrega Então vamos pensar nessas duas situações uma situação que é o melhor dos mundos é quando a gente tem uma gestante que já sabia do HIV e está adequadamente tratada quando ela tá adequadamente tratada significa que ela toma as medicações antirretrovirais e ela tem carga viral indetectável o que que é carga viral carga viral é um exame que a gente faz para medir ali se essa gestante tem um número alto de vírus ou não quando a gente fala que ela tá em detectável é que a quantidade de vírus é tão pequena
que a gente não consegue detectar no sangue periférico vírus significa que ela tá curada infelizmente não significa que ela tá curada mas é como se fosse uma cura clínica porque ela não tem vírus circulando então todos aqueles prejuízos do HIV essa mulher não experimenta porque porque ela tem carga viral em detectável Então isso é muito importante da gente saber só que lembre-se que essa gestante ela é uma pessoa inserida Numa família e quando você falar de acolhimento não foque só nos nomes que você vai fazer e todas as questões biomédicas ali da condução desse pré-natal
foque na rede de apoio dessa mulher por quê essa mulher tem parceiro fixo esse parceiro sabe do diagnóstico esse parceiro também é HIV positivo esse parceiro tá adequadamente tratado Essa mulher tem outros filhos essa mulher teve filhos que ficaram positivos Essa mulher tem uma rede que sabe do diagnóstico dela ou ninguém sabe só o parceiro por exemplo tudo isso é muito importante existem situações de vulnerabilidade nessa família dessa paciente que vão colocar essa adesão ao tratamento em risco porque você também precisa saber se existe alguma medida a mais que você precisa tomar para proteger esse
concerto porque se você tá lidando com uma gestante que tem dificuldade de aderir ao tratamento você tá lidando com uma gravidez com uma gestação que pode sim culminar com uma transmissão vertical do vírus HIV então conheça essa gestante como um todo no acolhimento não é para você falar apenas do que é exame Laboratorial e pré-natal para você conhecer ela Principalmente nos Bastidores ali como um todo e aí o segundo grande aspecto é exatamente essa questão dos exames laboratoriais Então já falei do CD4 é importante a gente saber a gente vai ter dois cenários a gente
vai ter a gestante que tá tratada que podes ou não ter uma carga virada detectada se ela tá adequadamente tratado é esperado que ela tenha se ela tá em abandono de tratamento enfim ela não vai ter essa carga viral e detectável provavelmente a gente sempre vai colher a carga viral no início do pré-natal e se essa gestante acabou de descobrir o HIV ela certamente não tá com carga viral ele detectável porque ela é virgem de tratamento Então a gente vai entrar com a medicação anti retrovirar então ela vai fazer um pré-natal provavelmente no serviço especializado
com um ginecologista que atende especialmente a gestantes com HIV e ela também vai fazer o acompanhamento em paralelo com o infectologista que vai cuidar da questão da prescrição dos anti retrovirais e do acompanhamento do resultado desse tratamento então que exames mais que são específicos existem uma coisa importante assim existem poucas diferenças viu entre o pré-natal da gestante com HIV e o pré-natal da gestante soro negativa principalmente essas diferenças dizem respeito aos exames que são específicos do HIV então o CD4 é um deles a gente já falou da carga viral o CD4 é o exame que
mede a imunidade e a gente ainda tem um outro exame que a gente também colhe no pré-natal dessa mulher com HIV que é a genotipagem a genotipagem é um exame para a gente entender com que remédio que esse vírus morre ok que é para você não dar remédio que não faz efeito então diante mão a gente já fica sabendo o que que pode medicar essa gestante ou não um terceiro aspecto muito importante é o acompanhamento rigoroso do pré-natal Então qual é a diferença maior de uma gestante com HIV para uma gestante sem HIV em termos
de pré-natal existem alguns exames que a gente vai pedir que vão determinar por exemplo a via de parto eu vou chegar lá mas durante o acompanhamento do pré-natal você vai poder identificar Que aspectos da vida mulher precisam de maior atenção então às vezes essa mulher vai precisar de um acompanhamento com psicóloga com um acompanhamento com serviço social ela vai precisar de repente de clínica de médicos de outras especialidades então o acompanhamento pré-natal da mulher com HIV é tão o mais importante do que o acompanhamento pré-natal de uma mulher sem HIV para Natal precisa ser feito
com todo Rigor ainda na condução do pré-natal a gente precisa lembrar da vacinação toda mulher precisa estar com a vacinação em dia no caso da gestante com HIV isso é ainda mais importante existem vacinas que a mulher que a pessoa que vive com HIV tem direito que seus imuno biológicos especiais e ela pode inclusive fazer uso de vários deles ainda durante a gestação então a cobertura vacinal para mulher com HIV ela é uma cobertura diferenciada e é muito importante que essa mulher esteja devidamente vacinada então tão importante quanto a mulher que não tem HIV em
outro aspecto importante também é você pensar em tuberculose para mulher que tem HIV normalmente a gente não tem essa preocupação se o paciente for assintomático mas na mulher que tem HIV a gente Primeiro vai se preocupar com sintomas então lembra esse aí dos sintomas clássicos de tuberculose que estão sudorese noturno na febre perda de peso mal estar e principalmente tosse então lembra da regra torce a mais de três semanas pode ser tuberculose no caso do paciente com HIV se tiver tossindo há mais de duas semanas a gente já tem que pensar em tuberculose Mas além
disso muitos serviços fazem a prova tuberculínica que é o PPD para saber se essa paciente não tem uma tuberculose latente ou seja ela não tem sintomas mas ela tem ali uma história de ter tido contato com a tuberculose teve uma infecção latente bactéria tá então a tuberculose é um pensamento que a gente tem que ter também difere um pouco do pré-natal comum ou pré-natal da gestante com HIV nesse aspecto um outro aspecto é a escolha da via de parto eu comecei o vídeo de fazer uma pergunta pode ter bebê por parto normal Ah não só
cesária né Não não é nada disso a mulher com a HIV ela pode seus filhos por parto normal ou por uma cesariana que que vai determinar isso primeiro filtro que a gente vai passar é a carga viral se essa mulher chegar na maternidade com a carga viral que a gente colhe com 34 semanas de gestação quando vai se aproximando ali o final da gestação a gente vai colher uma carga viral com 34 semanas esta carga viral é a carga viral que vai nortear a decisão sobre o parto dessa gestante então se a carga viral for
menor do que mil cópias esta mulher pode tanto parir por um parto normal quanto cesárea e a indicação neste caso vai ser uma indicação obstétrica então aquilo que foi ali na condução do trabalho de parto determinado pela pela paciente e pela equipe então pode ser parto normal pode pode ser batizado pode também agora se essa mulher chega na maternidade sem essa carga viral de 34 semanas ou com uma carga viral acima meu cópias aí ela vai para cesária então isso vai depender exatamente desse exame e se ela chegar sem exame nenhum o que que acontece
é claro que ela vai para cesárea Então você tem que orientar sua paciente é sempre andar com a carteirinha de pré-natal Principalmente quando tiver se aproximando do momento do parto senão Se ela chegar lá no hospital mesmo que seja em trabalho de parto mas sem marcar um exame comprovando que a carga vira dela tá abaixo de mil cópias ela pode acabar indo para uma cesárea aí a gente avançou esse momento aí da escolha do parto e essa mulher vai finalmente parir O que que a gente precisa fazer de especial para essa mulher a gente usa
uma medicação endovenosa que é um anti retroviral nessa gestante com pelo menos três horas antes do momento de parto seja normal ou seja a cesárea até a hora que o bebezinho nasce e existe o clampeamento do cordão aí então essa medicação é suspensa para que isso essa medicação ela vai atuar eliminando o vírus que podem estar ali dispersos na corrente sanguínea dessa paciente para quando o bebezinho nasce e haja troca de fluido entre a mãe e o bebê não haja troca de vírus ali entre a mãe e o bebê tá então para isso que a
gente faz essa medicação existem protocolos estaduais que ainda fazem a medicação caso do meu estado é assim a gente ainda faz a medicação mesmo quando a mãe tem menos de mil cópias mas o protocolo Nacional fala que a mãe com menos de mil cópias não precisa receber a medicação endovenosa tá bem agora o bebezinho nasceu e eu vou falar dos cuidados com o recém-nascido mas antes se você chegou aqui se inscreve no canal ativo Sininho se você tiver gostando desse vídeo deixa seu like aí que toda semana eu trago conteúdo novo para você vamos lá
nasceu Esse bebezinho O que que a gente vai fazer existem alguns cuidados que são específicos desse bebezinho quando Esse bebezinho nasce então ele vai tomar banhinho logo que ele nasce tem uma série de procedimentos médicos que são feitos mas eu quero deixar aqui algumas coisas que são importantes para que você naquele momento do acolhimento E durante o pré-natal já converse com a sua gestante a respeito deste momento primeiro momento é o seguinte essa gestante não vai amamentar então é muito difícil isso para muitas mulheres então é muito sofrido para Muitas delas não poder amamentar ainda
que a gente tenha exames de carga viral testando que a carga viral no sangue ela é indetectável a gente ainda pode ter eliminação de vírus no leite materno e o leite materno ele é um fator que contribui muito para transmissão vertical então amamentar o bebê quando a mãe é HIV positiva aumenta muito a chance desse bebezinho contrair o HIV então não esse bebê não vai poder ser amamentado ao seio certo ele vai receber fórmula Láctea e uma coisa importante o Ministério da Saúde ele provê essa fórmula Então até os primeiros seis meses desse bebê vai
receber os leitos que a gente chama de leite de partida que seria aqueles Leite número um né não Aptamil 1 depois dos seis meses até um ano vai receber o leite de segmento que é aquele leite dois e depois ele pode continuar com o leite de segmento aí para o leite integral depende da convenção ali de cada município Então essa mãe não vai gastar com o leite se ela é atendida no serviço público ela realmente não pode amamentar Por que que você tem que conversar isso com ela quer veja faz parte do senso comum que
as crianças nascem em mamam e essa mulher ela vai ficar no alojamento conjunto porque ela vai ficar o tempo todo com essa criança e vai gerar questionamento muitas vezes por parte da própria família existem mulheres que tem isso como uma um assunto discutido Só com o seu parceiro a mãe não sabe a sogra não sabe a irmã não sabe a cunhada não sabe ninguém sabe só quem sabe é o parceiro E aí você precisa instrumentalizar essa mulher para o que que ela vai pensar de justificativa do porquê que ela normalmente porque porque se essa mulher
não tiver muito segura de que realmente ela não pode amamentar na hora da pressão familiar pode você que essa mulher Coloca essa criança no peito então você tem uma gestação toda para preparar essa mulher para este momento prepare essa mulher a gente oferece na maternidade uma medicação que é para diminuir ali aquele desconforto da mama dar uma Secada no leite quando a gente tem Ah pô já dura então Melhora esse desconforto mas se essa criança for com o peito estimular essa mulher pode ter leite tá então isso precisa ser muito bem explicado e a outra
coisa que esse bebezinho ele vai fazer um tratamento com anti retroveral por 28 dias tá então ele vai tomar essa medicação por 28 dias e o raciocínio é muito semelhante ao raciocínio da pep que a gente já fez vídeo a respeito disso então é uma profilaxia após exposição vamos imaginar que esse bebê quando nasceu quando ouve troca de fluído ali do bebê com a mãe ele entrou em contato com algum vírus que estava ali passando essa medicação vai impedir que esse vírus que essa criança possa eventualmente ter entrado em contato há em Fé ok e
por fim eu quero falar do acompanhamento desse bebezinho no serviço de saúde a criança que nasce de uma mãe HIV ela é o que nós chamamos de bebês posto ao HIV ou seja ele se expôs ao vírus durante a gestação existem três momentos Aonde esse vírus pode chegar até o bebê primeiro é durante a própria gestação Então esse vírus pode romper a barreira transplacentária e chegar até o bebê então quanto mais alta a carga viral da mãe mais perigo para que esse vírus atravesse mais chance desse vírus atravessar existe o segundo momento é o momento
do parto então por isso que a mãe usa a medicação anti retroviral no momento do parto a escolha do parto Visa trazer mais segurança para o bebê e o terceiro é durante a leitamento materno Então essa mulher não pode amamentar porque essa é uma via de transmissão do HIV muito importante mas ainda assim esse bebê ele vai precisar ser acompanhado por aproximadamente 18 meses ele vai ter alta como cerca de 18 meses quando ele tiver exame anti HIV não reagente ou seja ele não tem anticorpos anti HIV e é normal que o bebê nasça com
anticorpos anti HIV porque os anticorpos São maternos não são dele então a gente precisa esperar que se esgote esses anticorpos maternos até que o bebê Realmente você tenha certeza não ele não tem anticorpos porque os exames agora estão negativos e ele também precisa ter três cargas virais indetectáveis Então não é para encontrar vírus no sangue do bebê anti- corpo anti HIV a gente pode encontrar porque ele é anticorpo materno o vírus a gente não quer encontrar então uma vez que esse bebê tem três cargas virais em detectáveis e tem o anti HIV não reagente E
isso acontece por volta de um ano e meio Esse bebezinho recebe alta e aí ele tem uma vida normal então respondendo a todas as perguntas que a gente fez no início do vídeo sim uma mulher que tem HIV pode engravidar sim Esse bebezinho nasce sem o vírus HIV se a gente observar todos os cuidados que a gente tem que ter não Esse bebezinho não precisa nascer de parto cesárea vai depender bastante aí de todas essas situações que a gente conversou e sim Você precisa estar preparado para atender uma gestante e fazer uma revelação diagnóstica de
HIV para paciente que você tá atendendo eu espero ter te ajudado esse assunto para mim é um assunto que eu tenho muita paixão eu quero que você deixa aqui o seu a sua pergunta caso você tenha alguma dúvida um beijo e até o próximo vídeo