Você consegue imaginar um Real Madrid que valoriza mais a posse do que o ataque direto? Um time que pressiona alto e controla o jogo com a posse de bola e onde o brilho individual dá lugar a um sistema quase cirúrgico. Porque com Xavier Alonso no comando é exatamente isso que vai acontecer.
E não é achismo, é padrão. O estilo que fez o Leverkusen ser campeão da Bundesliga invicto vai chegar no elenco que ainda não jogou assim. E a mudança começa ainda na formação.
Um 3 2 4 1 que transforma a saída de bola. Uma organização ofensiva que muda o papel do Vin Júnior e que vai dar protagonismo a jogadores que hoje parecem coaduvantes. Nesse vídeo vou te mostrar como deve jogar o Real Madrid de Xavonso e porque essa é a virada mais radical desde a EAS e Dani.
E antes de qualquer coisa, a gente precisa contextualizar o quão fenomenal foi o trabalho dele no Leverkusen. Além de salvar os alemães do rebaixamento, levaram um título invicto na Bundesliga, coisa que nunca tinha acontecido antes na história, além de interromper uma sequência de 11 títulos seguidos do Bayern de Munique. E a ideia de jogo parte de um sistema ainda pouco habitual no futebol espanhol, um modelo com três zagueiros que parte de um 3 2 4 1 para dominar o campo de ataque.
E esse sistema começa surpreendendo muito dos admiradores do jogo com três zagueiros. Isso porque o Xavi Alonso subverte essa ideia principalmente. E aqui eu quero chamar atenção pro zagueiro pelo lado direito aqui vai ser o Tapsoba, que na saída de bola, no momento em que o adversário ameaça subir para pressionar, ele sobe praticamente como um lateral direito, enquanto do outro lado o Grimaldo, o ala esquerda, vai fazer o mesmo papel.
A ideia aqui é justamente que ele abra como um lateral e libere pras subidas do ala direito, Frong, para ele aí sim se tornar praticamente um ponta. A gente vai ver junto nessa saída de bola dois volantes jogando muito baixos, Ezequiel Palácios e Granit Shaka, participando ativamente da saída de bola. Aqui a gente vê claramente como se fossem dois laterais, Grimaldo e Tapsoba, alinhados e avançados no campo, muito distantes da outra dupla de zaga, Jonathan Tá e Incapier.
À medida que o time vai conseguindo avançar no campo, o desenho já vai mudando de cara. E a gente vê mais ou menos isso daqui, um time que forma essa base com três zagueiros, aí sim, de fato, o ala esquerda, Grimaldo, vai ganhar profundidade, enquanto o ala direita faz o mesmo movimento pelo outro lado, até que o time de fato vai conseguir ocupar o campo de ataque. E se a gente parar para pensar bem, quando o Tapsoba sobe para ser esse lateral direito e libera pro Frong subir, vai gerar uma formação assimétrica em que de um lado o Ala joga mais baixo e do outro o ala joga mais alto, o que vai colaborar muito para confundir a marcação adversária.
E um outro padrão muito claro no Leverkusen do Xav Alonso é a participação dos volantes jogando muito baixos, geralmente bem próximos dos dois zagueiros. E isso tem um motivo que é não só gerar apoios, mas principalmente atrair a marcação dos volantes adversários. Com isso, com poucos passes trocados, você tira o adversário lá de trás e consegue superar a pressão, gerando um espaço muito grande entre linhas, pro Leverkusen conseguir explorar muito bem velocidade e aí sim com bom pivô, com poucos toques, chegar logo na linha de fundo, chegar logo próximo à área adversário para abrir o placar.
A organização que a gente vai ver do Leverkusen é mais ou menos essa daqui. Três zagueiros com o Tapsoba, muitas vezes virando esse lateral direito e liberando pro Frmong subir pro campo de ataque. E o time acaba que aglomera mais jogadores dessa forma.
E aí a gente vai ver um padrão muito claro com os homens de frente, em especial Virt e o Tela, funcionando basicamente como falsos pontas, jogadores que vão sair de fora para dentro para conseguir entregar criatividade. O Virt perfil de drible, mais velocidade, aceleração, ataque no espaço, como efetivamente um falso ponto aquele jogador pelo outro lado que na temporada invicta foi o Hoffman, se aproximando mais do centroavante para ser mais um jogador de conclusão. O centroavante, independente se é o Chic, se é o Bonny Face, qualquer outro jogador, vai ter que entregar todo tipo de recurso, baixar para ser um apoio a mais para ajudar a destravar o jogo, jogo aéreo, além disso, muita velocidade para atacar espaços e aproveitar contra-ataques.
Essa é a base do Bayern Leverkusen do Chabi Alonso, que encantou a Europa na temporada passada e que nessa temporada continuou com um trabalho muito interessante competindo com Bayern de Munique na Bundesliga. Mas agora a gente precisa encaixar o elenco do Real Madrid nessa forma de jogar do Chave Alonso. e você vai perceber que a gente precisa est atento à necessidade de alguns reforços.
Nesse momento, eu quero aproveitar para te fazer um convite. Semanalmente aqui no Futebol Máximo, os membros do canal tem acesso a vídeos exclusivos sobre futebol europeu e com certeza a gente vai acompanhar a jornada do Xav Alonso no Real Madrid. por isso, se torne um membro e vem com a gente.
Para começo de conversa, todo o time começa com um grande goleiro. Não tem como o Curtuáis não ser o titular dessa equipe. Por mais que o Xav Alonso goste de usar um goleiro que também tem o domínio do jogo com os pés, o Courtoá é um jogador de elite debaixo das traves.
Faz milagres e ajuda o Real Madrid em jogos importantes em todas as temporadas em que tiver presente. Por isso, obviamente, o time começa com ele. Para montar esse trio de zaga, a gente vai precisar ser criativo.
E olhando pro elenco do Real Madrid, eu vejo dois zagueiros que podem fazer esse papel do Tapooba de ser um terceiro zagueiro que se converte em lateral no momento da saída de bola. O primeiro deles é o Alabá, que já fez esse papel no Bayern de Munique, sendo basicamente um lateral que também participava da saída de bola. Mas com a chegada da idade, o problema com uma sequência de lesões, o meu escolhido pro time que eu ainda acredito que entrega mais qualidade na saída de bola é o Militão.
O Militão que já jogou de lateral inúmeras vezes ao longo da carreira, tende a ser titular desse time com Xabonso. Para fazer companhia a ele na zaga, outros dois zagueiros com boa capacidade de construção. O primeiro quase indiscutível, Antônio Rudger.
Imagino que jogando em especial pela esquerda, muito na ausência de zagueiros canhotos do time, principalmente tendo conseguido fazer boas partidas nessa reta final de temporada pelo Real Madrid. E centralizado, Asensio é um nome que tende a se consolidar ainda mais nesse Real Madrid. tem sido muito bem, mostra excelente capacidade em bolas longas, inclusive com participação importante em gol do Real Madrid contra o Manchester City nos play-offs.
O Ascenso é um nome muito importante desse Real Madrid, jovem e que tende a ganhar cada vez mais espaço. Apesar disso, um nome que pode vir fazendo companhia com o Chabonso é o do Jonathan T. Além de tudo, é uma oportunidade de mercado.
Com o contrato se encerrando no início da próxima temporada, ele já deu indícios que não vai renovar com Bayern Leverkusen. E, obviamente, talvez esteja esperando já o convite do Chab Alonso. Um zagueiro que tem boa capacidade de construção, é rápido, principalmente porque a gente vai ver os times do Chave Alonso geralmente atacando com todos os jogadores e tendo espaço nas costas.
Então, obviamente, você precisa proteger esse espaço, entrega bom jogo aéreo e, obviamente, já conhece o modelo de jogo do professor. Pensando na dupla de volantes, obviamente não tem como a gente não começar com Federico Valverde, um jogador extremamente polivalente que pode fazer várias das funções. Não seria surpresa se ele jogasse, por exemplo, algumas partidas como ou quem sabe como aquele falso ponta que eu já comentei.
Mas eu imagino muito ele fazendo esse papel de um segundo volante, um jogador que vai baixar na saída para atrair a marcação adversária, mas que também vai ter qualidade para pisar no último terço para concluir. Um excelente exemplo de um jogador também sul-americano que fez exatamente esse papel com Xav Alonso é o de Ezequiel Palácios, volante argentino que entregava muito refino na construção das jogadas e boa agressividade perto da área adversária. O Bayern Leverkusen e o Chab Alonso conseguiu recuperar o Granit Chaka que saiu embaixa do Arsenal e se tornou um dos principais jogadores do campeonato alemão.
Baseado nisso, eu não duvidaria da gente ver, por exemplo, ele recuperando o bom futebol do Tiu Ameni ou potencializando ainda mais o Camavinga. Apesar disso, eu vejo que o Real Madrid tem uma boa oportunidade de mercado para procurar um volante que consiga construir e ser peça ativa nessa primeira fase de construção no trabalho com Xabonso. Esse jogador é o Martin Zubend, que é tratado como sucessor, uma versão mais jovem do Rodre na seleção espanhola.
O volante da Real Sociedade entrega tudo que o titular do Manchester City também entrega. Boa capacidade de baixar, de girar, de organizar o jogo, de procurar as diagonais. Isso vai ser muito importante, em especial falando da importância dos alas do Chabio.
Mas muita atenção aqui nas alas, mas antes disso não esquece de deixar o like aqui no vídeo. Isso ajuda a gente para caramba. E se você já é inscrito, ativa também o sininho das notificações para não perder nenhum dos próximos conteúdos.
E por falar em alas, a gente tem que falar do protagonismo deles no time do técnico espanhol. Na temporada passada, em que foram campeões invictos da Bundesliga, Grimaldo e Frmong somaram 39 participações em gols com 19 gols marcados. Ou seja, são mais do que laterais, são praticamente pontas, com muita qualidade de cruzamento, de finalização e que ajudam a verticalizar os ataques do Bayern Leverkusen.
E aqui é importante a gente entender, o Levercusen é um time que consegue construir com posse, mas que também não deixa de aproveitar as transições. Por isso, o Real Madrid precisa fazer algumas buscas no mercado. Principalmente a gente olha pra ala direita e a gente vê o Lucas Vasques, que tende a deixar o clube no final dessa temporada.
Carvahal teoricamente seria o titular da posição, mas a idade tá chegando e tá se recuperando de uma lesão muito grave. A vantagem é que o substituto já tá praticamente fechado. Trent Alexander Arnold chega no Santiago Bernabéu, obviamente para ser titular dessa posição, inclusive sendo uma oportunidade de mercado.
O Real Madrid que aproveita muito bem as oportunidades em finais de contrato, assim como fez com Mbappé, com Antônio Rudger e quem sabe possa fazer também com o Jonathan Tá, tende a aproveitar o mesmo movimento com Alexander Arnold, que vai ser, sem dúvida nenhuma, potencializado. lateral que sempre foi criticado pela sua fase defensiva, vai ter certas isenções nessa responsabilidade, podendo ser ainda mais potencializado com a pisada na área, cruzamento, construção de jogadas e boa finalização de média distância. Paraa lateral esquerdo, o problema é um pouco mais fundo, já que não tem nenhuma contratação encaminhada.
Hoje o time teria o Fran Garcia e o Mendim, mas nenhum jogador que entregue alto nível. Por isso, olhando pro mercado, eu vejo duas possibilidades. A primeira e mais improvável seria do Alfonso Davis, que já foi linkcado com o Real Madrid na última janela de transferências antes de renovar com o Bayern de Munique.
Mas depois de uma renovação até 2030, esse negócio acabou esfriando um pouco. Por isso, meu nome favorito e talvez seja o mais óbvio, seja dele. Grimaldo, lateral espanhol, já conhece o trabalho do Chabelon, estaria retornando ao seu país natal e entrega exatamente o que que o treinador precisa, qualidade para baixar, para construir como um volante, para pisar próximo à área, mas também para ser esse ala muito agressivo e que foi peça marcante desse time do Leverkusen.
Na frente, o mais legal é que a gente consegue ver uma certa manutenção de características, pensando naquele falso ponta que sai de fora para dentro, que tem qualidade de drible, que constrói, que consegue girar, encontrar bons passes pros companheiros, ou seja, conclui, mas também cria. Não tem como não falar de Vini Júnior, um jogador que cada vez mais tem sido menos terminal, que consegue colaborar no jogo como um todo e saindo de fora para dentro, principalmente com a companhia do Grimaldo, que consegue também fazer esse papel para alternar de posição com ele, tende a voltar a ter uma temporada de melhor do mundo. Do outro lado, pensando no meia que tem a capacidade de construir, mas também de concluir jogadas, Jude Bellingham é o candidato natural para essa vaga.
E para um centroavante completo, que ataque espaço, mas que também baixa e que faça uma dinâmica de terceiro homem muito bem executado, Killian Mbappé tende a ser o titular. Pensando nessa escalação, quem tende a perder o espaço é o Rodrigo, mas a gente sabe que numa temporada que vai bater na casa dos 50 jogos, ter jogadores no banco vai ser importante, em especial para ter um time que também tem esse apoio defensivo, coisa que foi ponto negativo nessa última temporada do Anchelot. E o Rodrigo, obviamente, é uma opção de ouro no banco do Real e quem sabe ele não conquiste a vaga dele ao longo da temporada.