Nós, adultos, sabemos perfeitamente discernir o que é público e o que é privado. Não sabemos? Vamos conversar!
Sabe aquela sensação que temos, quando chegamos de uma viagem, mesmo sabendo que aquilo estava dentro de um plano, abrimos a nossa mala e percebemos que a nossa mala foi fiscalizada, revirada, olhada, vista. . .
Qual a sensação? A sensação é de que nós fomos violados, espionados e, mais do que isso, invadidos. Isso também precisa ser levado em conta, quando olhamos o celular de um adolescente, abrimos a mochila de uma criança ou entramos no quarto sem bater na porta.
Ah, mas a casa é nossa! Mas o celular é. .
. Cuidado, porque isso pode ser entendido e sentido como uma tremenda violação de privacidade. Os adultos, por melhor que seja a intenção, não podem invadir dessa maneira.
Não é permitido que se abra uma mochila na calada da noite, para olhar o que tem lá dentro. Não, nós não podemos pegar um aparelho celular, que não é nosso, e simplesmente olhar. E como é que nós vamos fazer então?
Vocês podem olhar sim: junto com eles! “Vamos dar uma olhadinha na sua mochila, para ver como é que estão as coisas? ” “Deixa eu dar uma olhada nas conversas que vocês estão tendo?
! ” Mas tudo isso precisa ter uma conotação de consequência. Não é a troco de nada.
Eles precisam entender do que se trata esse acompanhamento. Vocês precisam entender o porquê desse acompanhamento. Criar uma linha de conexão: “infelizmente, por essa sua atitude, eu vou acompanhar”, ou “por ter respeito pela sua privacidade, vamos ver isso juntos”.
Existem muitas coisas privadas. Existem conversas privadas. Existem conteúdos privados.
Existem momentos privados. Um beijo, por exemplo, ele pode viralizar. Algo que era pequeno, pode ficar grande.
Isso, nos dias de hoje, é de impossível controle. Em épocas de redes sociais, o que algumas pessoas consideram como algo muito privado, outras não consideram. O que precisamos pensar sempre é: eu quero que isso ganhe o mundo?
Eu quero que todas as pessoas vejam? Eu estou muito exposto a isso? Para resolver esse problema, só muita conversa e alguma maturidade.
Lembrando que o crivo sempre vai ser diferente, porque é o crivo de uma família, não é o mesmo crivo da outra. Então, tudo precisa ser pautado por uma única palavra, que é: respeito. Existe o mesmo público e privado dos adultos, para as crianças e para os adolescentes.
Muito cuidado! Nunca, em hipótese alguma, uma criança ou um adolescente podem se sentir invadidos ou violados. Vamos conversar!