É, essa é essa é a minha próxima pergunta. Vocês estão lidando meio que de forma profissional, assim, vocês não são amigão ainda de sair para comer uma pizza? Vocês querem fazer isso, né?
Se encontrar antes para para ter essa resenha de repente. Exato. A gente quer, enfim, a parte profissional, ela tá se resolvendo em paralelo, né?
Como é que vai ser o palco, quem vai tocar o qu, quanto tempo de show, que músicas e etc. , o que que precisa de equipamento, precisar de hold, sabe? Essa parte profissional tá sendo resolvida em paralelo, mas também existe a preocupação de dar uma quebrada no gelo, porque afinal são 18 anos ou mais que a gente não, caraca, sobe o cinco num palco, entendeu?
e e essa vontade e essa eh enfim, essa postura se estende também pro restante dos membros atuais do Angra que querem que o negócio seja legal, que querem fazer dar certo. Então não tem aquelas aquele sentimento de tipo, ah, esses caras vão vir aqui, [ __ ] vai se todo mundo vai prestar atenção nele, como é que vai ficar, não, entendeu? Tá todo mundo na mesma postura de tipo, tem que ser legal, vamos fazer o negócio acontecer bem e tal.
E vocês anunciaram agora um show no porão do Rock. Esse show do Porão do Rock vai ser o Alírio só cantando. Sim, o Alírio eh, que vai cantar e o Kiko vai participar do show também.
Então vai ser a banda atual com a Alírio no vocal e três guitarras participação do Kiko. Participação no show inteiro. A gente ainda não sabe exatamente o formato, tá?
E no no Bengers como é que vai ser? Vai ser dividido por atos? Dá para dar um Vai, a gente vai ter um primeiro ato com a banda atual, né?
tocando as coisas da fase do André e da fase atual. A gente vai ter um segundo ato só com a formação do Reburth no palco e a gente vai ter um terceiro ato juntando e misturando as galeras no final e no final todo mundo junto. Pô, maneiríssimo.
Muito bom. É maneiríssimo. E deixa eu te agora uma pergunta capiciosa.
Capiciosa. Fabione, vocês terminaram bem? Foi um término tranquilo?
Cara, eu diria que sim, porque não é que não houve problemas. Uhum. Porque assim, se não tem problema, terminou por quê, né?
Óbvio que existe 13 anos de relacionamento. O Fábio, ele é um cara que ele sacrificou muito tempo dele, ficando no Brasil nas vezes que ele precisou vir para cá, entre shows, entre ensaios e etc. Deixou de ficar com a filha dele, deixou de estar em casa, entendeu?
Isso é uma coisa que a gente reconhece muito, né? Quando eu escrevi o texto da saída do Fábio, eu quis deixar muito claro a gratidão que a gente tem pelo esforço que ele colocou na banda, entendeu? Por tudo que ele trouxe como artista, como eh compositor, né, no palco e o tanto que era bom conviver com ele.
É bom, né? Tanto é que ele vai est lá. Uhum.
enfim, toda essa parte positiva. Agora, seria muito assim inocente da minha parte achar que eu ia dizer que não, não tem problema nenhum, mas terminou, entendeu? Claro que existem problemas.
Toda a relação comercial, né, empresarial, eh, de negócios, ela tá passível de ter desentendimentos, entendeu? Mas eu acho que a gente escolheu encerrar essa relação de uma forma tranquila, sabe? eh, mantendo a amizade, mantendo o respeito, evitando problemas que a gente já teve no passado de tipo negro que saiu brigado, p da vida e enfim e que fica aquela coisa.
Então, é claro que tem pontos que a gente estava infeliz, claro que tem pontos que o Fábio tava infeliz, por isso que a gente resolveu terminar. Mas isso foi feito de uma forma muito tranquila, muito respeitosa, com o diálogo, ouvindo o Fábio, entendeu? E tanto é que ele vai participar do show do Bengers.
Uhum. Eh, então assim, terminou porque essas coisas acontecem numa banda, em qualquer lugar, mas eu acho que a gente procurou levar isso da melhor forma possível, sendo uma situação que vai ser por definição, sempre difícil, que é você, né, eh, ter uma mudança na formação da panta. Sim.
O Angra tem um som que agrada muito você, né? Você gosta para caramba. Obviamente era um objetivo seu tá no Angra.
Eh, eu não diria isso não. Eu não diria que era um objetivo meu estar no Angra. Eu diria que quando eu era adolescente passou pela minha cabeça estar Ah, tá.
Eh, eu achei que fosse uma coisa que você tinha lutado para não apareceu uma oportunidade. Tanto é, e o Aquele já contou essa história que quando eu tava rolando as audições, eu não mandei material porque eu tava no karma na época e amarradão no karma e tipo muito aim de fazer o lance do karma, nem prestei atenção no lance do Angra. O Aquiles falou de mim, outros amigos falaram de mim, pessoal do Souza Lima falou de mim, o Kiko ouviu falar de mim por não sei aondde, não sei o quê.
E aí eu fui, eles foram cercados de gente falando de mim, até que o Kiko me ligou um dia. É, pô, quem esse cara? Chama esse cara aqui, pô.
O Kiko me ligou um dia e falou: "Vem aqui em casa". Entendeu? Mas não, eu não tinha esse objetivo.
Foi uma coisa que rolou. E quando rolou, eh, demorou um tempo para cair a ficha, porque eu era muito novo, eu tinha 20 anos. Uhum.
Demorou um tempo a cair a ficha. Falou: "Caraca, olha o tamanho desse negócio, era a importância dessa banca". Entendeu?
Aí de pensar assim, falou: "Porra, e eu nem mandei material". [risadas] Não, beleza, mas o som do Angra é um som assim que tenha tudo a ver com o seu gosto pessoal. É.
E o Matanza, como é que foi a entrada no Matanza ritual? Você já ouvia o Matanza original ou tipo? Não, o Matanza foi um caso diferente.
Eu não ouvia o Matanza, não é não é a minha onda musical, né? Nunca foi. E quando eu recebi esse convite foi por quê?
Porque o Jimmy tava trabalhando com a Top Link, né, com o Paulo Baron. Uhum. E eles estavam querendo, caras uma pegada mais pesada, né?
E obviamente que tivesse uma importância, uma importância no mercado, né? Para agregar uma tanza e fazer, a princípio, tocar matanza. Quando eu recebi esse convite, eu fiquei meio surpreso, confesso.
E eu falei: "Cara, deixa eu ouvir", né? Porque eu nunca tinha prestado atenção no som do Matanza. E aí rolou um tempo de tipo uma pesquisa, sabe assim, de ver vídeos dos shows, de ver entrevistas, de ouvir o som, entendeu?
Para entender o que que era uma tan. E eu entendi que, embora não fosse um estilo que eu tenha ouvido a vida inteira, que era uma coisa muito bem feita, que tinha uma identidade muito forte, que tinha uma conexão muito forte com os fãs, que tinha uma comunidade em volta da parada, entendeu? E e aí eu me senti, ao contrário do que muita gente pensa, fala: "Pô, você toca um monte de nota, vai tocar uma tans é muito mole, não sei o quê".
Não, eu senti que eu tinha uma responsabilidade com um legado de 20 e poucos anos. com uma estética, entendeu, de chegar fazendo de uma maneira que eu pudesse ser eu mesmo, respeitando o que uma tanza é, entendeu? E foi um processo muito legal, porque além disso tinha dois grandes amigos meus na banda, que são Antônio Araújo Milka Cristóforo, que hoje em dia são maiores amigos ainda.
E eu conheci melhor o Jimmy, que eu já tinha encontrado muitas vezes, mas nunca tinha de fato, né, batido um papo e tal. E a gente se deu muito bem, muito rápido. Então rolou um uma amálgama assim muito fácil, muito rápido, tanto na convivência quanto no play.
E aí a coisa ficou muito boa, sabe? E deu muito certo. Pô, que legal, cara.
É, eu acho que eu ainda não consegui te ver uma tan. Eu sempre que eu fui algum sub teu e infelizmente. Ah, o quer dizer, felizmente teve uma porção de coisas esse ano, né, de de compromissos que me fizeram viajar muito e tá fora, infelizmente não poder tocar também no Matan.
Infelizmente eu não sou dois, mas eu tenho um sub muito legal que é o Renan. Sim, do Rful Murder, seu compatriota carioca. E e já foram outros também, já foi o Juninho, já foi quem mais?
Já tive outros subs também, que eu já não tô lembrando agora, mas eu vou lembrar daqui a pouco, que o Juninho do Ratos, né, que quando eu não pude estar lá, vão lá e mandam muito bem também. Então assim, o show não perde, né? Eh, e o show continua, né?
Tem que continuar. É, eu já gostava do Matanza, né? quando e aí quando fiquei sabendo que eles tipo tinham acabado, achei eh lamentável que eu achei assim que era uma banda que precisava, né?
E eu conheci o Matan da época do underground, né? Eu a primeira vez que eu vi foi no Sérgio Porto lá no Rio de Janeiro, uma eles abrindo shows assim, sabe? E eu já achei maneiro, falei: "Pô, essa banda aqui é, ela tem potencial" e de repente uma transa explodiu e tal, teve um auge assim, acho que talvez entre 2005, 2009, 10 por aí.
E eu achei muito legal de ver que o Matan tinha acontecido. Aí acabou e aí eles aí o Jimmy voltou com uma super banda, né, pô, pegou batera do Tort Squad, guitarra do Corditarista do Cordo, pô. Baixista do âng falei caraca, não tem como esse negócio ficar ruim.
E realmente eu vi vocês ao vivo é o negócio é muito legal. É, mas uma energia é muito forte, o show é uma entrega totalmente diferente do Angra. O Angra é muito mais técnico, né?
Muito mais cheio de dinâmicas o show. Então tem embaladas, tem momentos mais quietos, tem porradaria também, um monte de nota. O Angra vai tipo do zero ao 100, né?
E o Matanza não, ele fica tipo no 90 o tempo inteiro, sabe? Ele não chega a ser tão intenso quanto o Angra nas partes mais intensas, mas é o show inteiro de porrada, entendeu? Então uma entrega bem diferente.