[Música] uma droga lícita amplamente consumida e socialmente aceita mais que está relacionada à morte de aproximadamente 3 milhões de pessoas por ano no mundo muito se fala sobre os impactos do álcool sobre a saúde individual mas o fato é que a substância tem grandes repercussões sobre a saúde coletiva contribuindo não só com doenças mas também com acidentes e episódios de violência álcool e saúde pública é o assunto de sala de convidados de hoje [Música] para conversar com a gente estão no estúdio francisco neto psicólogo e coordenador executivo do programa institucional álcool crack e outras drogas
da fundação oswaldo cruz maurício fiore antropólogos social e pesquisador do centro brasileiro de análise e planejamento e por fim marcelo cruz médico psiquiatra do instituto de psiquiatria da ufrj e coordenador do projeto o programa de estudos e assistência ao uso indevido de drogas e você também é o nosso convidado participe fazendo perguntas e comentários utiliza o nosso site canal saúde ponto fiocruz.br ou telefone 0 800 701 8122 ligação gratuita baixo preço alta disponibilidade inexistência de regulação são inúmeros os desafios que fazem do consumo abusivo de álcool um importante problema de saúde pública [Música] prazer e
relaxamento euforia são inúmeras as sensações provocadas pelo álcool o motivo que leva muitos indivíduos a fazerem uso freqüente da substância aumentando as chances de dependência o corpo humano pode ser afetado como um todo com o uso abusivo do álcool especialmente órgãos como fígado o estômago e cérebro mas além de ter consequências danosas para a saúde individual o consumo da substância também tem consequências relevantes para a saúde pública acidentes de trânsito exposição relações sexuais desprotegidas e eventos violentos estão entre os principais impactos em o álcool é um dos principais problemas de saúde pública é principalmente aqui
ainda no brasil né e e o álcool ele tem diferentes gradações de consumo a gente também não pode pensar o consumo de álcool como um consumo único ele tem diversas gradações dependendo da gradação do consumo do álcool é existem prejuízos diferente para a saúde pública de acordo com a pesquisa nacional de saúde publicada em 2013 o consumo abusivo de álcool em uma única ocasião o que corresponde a quatro ou mais doses para mulheres e cinco ou mais doses para homens e foi relatado por cerca de 13% da população brasileira entre os adolescentes o consumo abusivo
da substância também vem crescendo e preocupa os especialistas em geral isso aponta a possibilidade dele ser uma pessoa que vá ter com seu consumidor o álcool chegando um quadro mais é grave na vida adulta outra questão é que geralmente o adolescente ele faz um consumo de álcool excessivo assim chamado 2011 é que a ele consome grande quantidade de álcool então ele ele vai numa festa eles se embriaga muito isso pode ter consequências danosos para ele a pesquisa também concluiu que um quarto da população brasileira referiu ter consumido bebida alcoólica e dirigido logo em seguida cerca
de 24% dos brasileiros que beberam e dirigiam para a doutora em epidemiologia e pesquisador associado do laboratório de informação em saúde dos sith fio cruz de zeli damascena os desafios no combate ao consumo excessivo de álcool entre jovens e adultos que começa pela regulação da publicidade que deve se espelhar na ação eficaz de combate ao cigarro no país um bom exemplo desse foi na questão é da campanha do tabaco onde os impostos foram aumentados e justamente com isso o consumo diminui essa implementação e de sucesso do trabalho que a gente tem aqui no brasil pode
servir de exemplo também para o álcool né além disso a questão das propagandas né do marketing propagandas relacionadas ao álcool que hoje em dia ainda também não temos regulação sobre isso né gente vê a maioria das propagandas relacionadas ao álcool com jovens nem sempre situações de euforia de alegria né de muita descontração o que incentiva principalmente o uso cada vez mais precoce entre os jovens é um desafio muito grande que a gente tem na saúde pública não é porque é é uma droga que é de fácil acesso é relativamente barata e e que a gente
sabe que todas as medidas mais forte de restrição só só causa um efeito exatamente ao contrário do que a gente espera francisco maurício marcelo muito obrigada pela presença de vocês aqui no canal saúde é um prazer recebê los aqui francisco queria começar é comentando justamente essa questão do álcool não ser muito associado a um problema de saúde pública geralmente as pessoas se referem muito a um uso abusivo de álcool como um problema individual mas na verdade isso é só a ponta do problema né eu acho que é essa questão do álcool também pode ser falado
das outras substâncias psicoativas né tem um uma tendência pessoas entenderem como se fosse uma questão de um desvio na áera pessoal não um certo desvio aí é historicamente caráter fim na verdade a gente tem como já mencionado aqui um pouco na entrevista diversos elementos bem complexos né é que coloca um desafio é de fato importante e que há como também ficou colocado não adianta uma uma lógica de demonização a gente sabe que isso também não funciona mora exemplo disso certamente foi a lei seca americana quando tentou por mais dez anos a insistir numa lógica de
proibição do álcool e teve efeito extremamente deletério para a sociedade como um todo então a gente tem que pensar em que estratégia de termos saúde coletiva de fato possam lidar com alguns problemas mais marcantes não é todo o uso como também falado na que o uso problemático e tenham duas questões fundamentais fundamentais não é que o uso precoce uso de adolescentes jovens adultos que é não só para o álcool e outras substâncias também uma questão e particularmente do álcool há a questão também do da prevalência do uso ea direção é causa de efeitos colaterais importantes
enfim são um ou vários outros elementos também mas isso talvez nos mais relevantes a sina de início não maurício é é o álcool ele é uma droga lícita na maioria dos países do mundo sim na maioria tem exceções de ordem é religiosa em alguns países não necessariamente é uma proibição como era a lei seca completa mas se tem sérias restrições principalmente países islâmicos por exemplo é e de uma forma geral as repercussões em termos de saúde pública são as mesmas com a situação do brasil quando se compara com um contexto onde a eco nesses países
e evidentemente pelos países islâmicos eles têm taxa de de problema com algo pequeno embora eles tenham consulta isso varia muito de país para país e com a história é de relação inclusive desse país com o chamado ocidente mas assim porque você tem um consumo escondido no irã você tem consumos restritos a turistas nestas grandes nesses grandes países é a área diz que recebem no catar na arábia saudita tem a inscrição varia mas são brasileira ela não é a pior do ponto de vista das da média de consumo do da porcentagem da prevalência de dependência mas
o brasil disputa lytha entre os países que têm que considerar o álcool uma questão relevante muito relevante saúde pública que até completando que o francisco disse é a gente tem que parar de encarar qualquer droga psicoativa né mas o álcool principalmente pela sua prevalência sem metade da população brasileira bebe como uma uma mercadoria comum é tentam um tema inglesa no ordinary é commodity não é não é uma não é uma como um alimento que é que isto tem que ser regulado mas é as drogas são especialmente complicadas e no ea uma naturalização quem acha que
esse é o principal efeito das políticas têm que ser pensadas com muito cuidado para não criar também outros problemas mas é a de desnaturalizar o consumo de álcool como é é algo praticamente banal sem limpeza você beber é é como é comer arroz e feijão sentam isso acho que é o principal caminho para as pensões saúde pública ao agora doutor marcelo quando a gente pensa que 50% da população brasileira bebe a pergunta que me vêm imediatamente é se existem níveis seguros para o consumo de álcool sei que essa é uma discussão é entre os especialistas
inclusive eu já ouvi gente dizendo que não há níveis seguros inclusive para o desenvolvimento de doenças sérias e por outro lado há pessoas e especialistas que defendem que existe sim um possível uso não problemático da substância queria saber como se observa isso eu acho que certamente a gente pode dizer que existe tanto é que na história da humanidade né seres humanos usam bebidas alcoólicas nem desde o início e uma parte das pessoas a grande maioria das pessoas não tem problemas pessoais com o uso do álcool é com s nível seguro aqui é difícil de definir
porque pra alguma uma pessoa pode ser uma determinada quantidade para outra pessoa pode ser outra quantidade eu assim a gente a questão do ponto de vista da pessoa né eu acho que tem muitos aspectos são importantes de um dos aspectos na tv que está falando é que não se trata de saber beber as pessoas têm muitas ideia de que é uma questão de aprendizado sujeito solberg não tem problemas com o enem é nóis nem tem muitas pessoas que têm problemas que têm uma experiência que poderia ajudar a saber eu tenho formas de saber mas não
conseguem apesar disso agora eu acho que é muito importante discutir a questão do álcool porque além de todas as consequências possíveis individuais eu acho que essa abordagem do da importância disso para a sociedade como um todo eu acho que é porque é muito é muito necessário discutir isso né a questão do do acidente relacionado ao uso do álcool tem a questão da propaganda tem a questão da violência eu acho que tem um aspecto que é muito importante que a gente pensar o álcool como droga e que pode nos ajudar a pensar em relação a outras
drogas porque têm diferenças a gente tem muitas semelhanças na verdade a questão das drogas ilícitas ou sei lá está é uma questão a ser discutida já existe muito a ideia de que drogas ilícitas são realistas porque elas são perigosas e isso é uma bobagem apresentando bom de vista médico contém outros aspectos o próprio exemplo do álcool mostra isso não é como os do álcool pode ser muito perigoso e eu acho que é muito pertinente também a gente discutir formas de tentar minimizar o problema não é exatamente não é através de uma única ação que que
se vai mesmo diminuir os problemas nós somos o uso do álcool essa idéia de que o álcool é a porta de entrada para outras drogas mais pesadas é isso é um mito ou de fato existe alguma é algum fundamento nessa afirmação assim o fato do al khoms e a substância psicoativa vamos chamar drogas na de substâncias psicoativas não é mais usada e historicamente milenarmente né a substância mais usada faz dela é mais presente então seria inevitável né dando mais presente a não tivesse alguma correlação é é ainda adolescente na mama no primeiro uso né a
gente sabe que o tabaco eo álcool nas duas drogas lícitas são mais utilizados é uma das dimensões importantes que a gente tem que poder discutir essa prevenção primária né é uma discussão importante sobre diferentes níveis de prevenção para trabalhar e essa seria a prevenção primária né evitar esse uso precoce uso em binge enfim é que é muito comum e olha aquilo isso porque existe muito já ouvi várias vezes que o álcool seria uma droga de fundo uma droga de fundo para outra eu queria saber se de fato esse processo eu tenho desculpa de cortar mas
eu acho que o termo porta de entrada não é um bom termo e já foi aplicada a maconha de maneira sim é colocar essa estatística porque é você encontrar todos os usuários pegar problemáticos de crack começaram com álcool maconha mas na verdade nem todo usuário de maconha e álcool termina usando então é uma falácia estatística um bom termo mais no caso do álcool ea itens e pega os estudos nas redes sociais por exemplo é o meu campo que fazer uma análise mais qualitativa é o álcool ele tem ele é um ele tem essa dimensão de
pano de fundo ele tem essa dimensão de um agregador social importante e é bom até que a gente prepare porque esse é um aspecto positivo socialmente que seu foco está ligado ao contexto de festa de suspensão do cotidiano mas por isso mesmo ele está ligado também uma série de outras práticas que podem ser arriscadas que que é você diminui o senso de responsabilidade é tempo a gente chama de um poucos mais de um agenciamento que a droga produz necessariamente o efeito mas é então é muito comum você entrevistando você observando que a pessoa o sexo
desprotegido é uma das questões mais usar outras drogas vão usar mais alto que essa pessoa ela vai diminuindo senso ela não se considera mais ela se sente fortalecido por isso é tem pesquisa da da professora zila sanchez que mostra que por exemplo o open bar né que você é e se estimula bebê é você paga e tem um pode beber à vontade uma briga sua contra o dono do estabelecimento para quem ganhe a isso faz com que realmente ela demonstrou estatisticamente aumente o consumo de drogas lícitas e ilícitas não é não é bem a porta
de entrada mas é uma droga que que ela é um grande facilitador não só para coisas negativas para o agregador social mais pra práticas é é que podem ser enganosas pra ela e para a sociedade é o carro que ela vai dirigir é a violência que ela vai estar mais propensa a né o álcool não queria violência mas ele cria um pano de fundo muito propício à violência não tem tanta cumprimentar eu acho que nesse sentido né a questão da propaganda é muito importante acho que é um tema é muito relevante até porque a indústria
obviamente na indústria sempre visa o lucro e aumento do lucro então eu acho que a questão de uma um avanço muito importante eo exemplo do tabaco é que é um exemplo paradigmático brasileiro a gente conseguir reduzir em mais da metade é bem mais da metade não há o consumo de tabaco focando muito uma idéia de restrição da venda da propaganda e do de glamourização que a propaganda não é também sozinho né tem uma harmonização social com o fim eu acho que é a gente saber o meu esse meio do caminho entre a demonização que estigmatiza
usuário que isso não ajuda também e também a globalização mas tem um caminho que é o caminho do candidato que é o que é saúde coletiva em que buscamos é seria justamente a minha próxima pergunta o que é que o senhor acredita do marcelo que a gente pode aprender com a experiência do tabaco ou seja o nosso consumo abusivo de álcool a que estaria mais relacionado à alta disponibilidade ou justamente uma baixa regulação ou justamente ao peso que essa indústria tem ou tudo isso junto exemplo eu acho que eu acho que é muito importante discutir
isso porque inclusive eu é o do exemplo do tabaco e mostra que é possível nem diminuir os problemas com o uso de uma substância mas o que foi feito com o tabaco é que trouxe diferença é que houve ação em vários aspectos diferentes da questão nettheim um autor da chamada roda que ele fala de que isso é como se fosse um sistema aconteceu com várias engrenagens se você mexe só numa engrenagem as outras engrenagens todas se move para se adaptar e continua tudo do mesmo jeito né então não adianta por exemplo você simplesmente é proibir
essas e proibia você cria um mercado negro não adianta você simplesmente aumentar o preço que as pessoas vão encontrar formas mais baratas na na rússia por exemplo eles fizeram esgotar o preço lá em cima do álcool num primeiro momento diminuir os problemas qual depois de um certo tempo começou a surgir problemas com pessoas produzindo álcool de batata álcool de um monte de outras formas diferentes com destinos e com uma qualidade né não adianta só se trabalhar em termos de prevenção só tem que agir em todos esses aspectos como foi feito com o tabaco inclusive com
algumas restrições como se existe com tabaco não pode fumar em qualquer lugar né e também não deve se dê bem em qualquer lugar você vender bebida para pra menores de 18 anos existe uma uma ideia que é interessante diminuir a disponibilidade número de pontos de venda em ações junto à dono de restaurante de garçom e tem uma série de ações que inclusive são usadas em outros países e que funcionam no sentido de diminuir mas eu acho que um aspecto fundamental não é que a frança estava falando é a gente tem que produzir se é possível
no caso do tabaco conseguiu produzir essa essa representação social de que é tudo que é prazer também está ligado ao álbum né e com o trabalho que se fez isso contra barcos idéia é essa um símbolo de virilidade de afirmação de ousadia e tal de gravar o seu amor e com uma propaganda que foi feita na época é pelo governo brasileiro mostrando que nada disso é que o tabaco pode até ser cafona é brega etc ea mesma coisa que a gente pode fazer com álcool a gente pode mostrar que é possível ter prazer ter responsabilidade
e tudo mais que outras formas que a embriaguez e que a nec todo aquele drama zonzo álcool no sangue glamorosos jeito nenhum agora uma questão é que vêem nessa reportagem é justamente o aumento do consumo entre os adolescentes é isso é uma coisa recente ou já vem de um tempo e quais seriam as causas atribuídas a esse aumento eu acho que tem ondas é o que a gente vê quando a gente vê o a prevalência do uso de substâncias não é que talvez o cômputo geral né mas aí às vezes é um momento eu acho
que assim como a um álbum dizer uma coisa que não é considerado cooler gawin você fumar tabaco e inclusive ao momento importante nos estados americanos do norte também alguns estados ac da américa do sul já é importante o uso de vaporizadores e ô ô ô ô cigarro eletrônico né é a gente tem 11 ao momento que o álcool tá vamos dizer assim é mas é sempre eu não sei eu até tem uma cultural eu acho que é importante não sei se é isso que eu acho ela também colocou não quer dizer que eu falei com
o estado ele tem que ser um pouco contra hegemônico nesse sentido a a regulação porque a essa s esta ligação direta entre a sociabilidade prazer e álcool é e você tem que criar medidas que você não vai ter pleno controle das ondas culturais é um pouco uma ilusão que a gente tem né o tabaco as medidas foram de muito sucesso mas há também tem a ver com é é uma um espírito do tempo em que você a o condicionamento físico aconselha as pessoas via as consequências ao longo do século 20 né é cessou mas morte
por tabaco elas ultrapassam as todas as guerras né então é isso as pessoas vêm então usar o meu pai morreu de cantão lá você vai tem defeitos culturais e aí mas por exemplo evento cigarro eletrônico então você tem que estar um pouco preparado e sempre no sentido um pouco contra hegemônicos porque o álcool hegemônico então isso mas é levantar uma questão dos pontos de venda é muito mais fácil vender álcool no brasil além de comida seu abrir um estabelecimento noturno eu posso vender bebida sem me pagar absolutamente nada como licença nem nada agora se eu
for vender uma coxinha eu tenho que passar por uma série de restrições sanitárias são corretas mas então o que os donos isso tem pesquisas que mostram os donos preferem máximo que eles vendem a um salgadinho de saquinho top que eles não respondem por isso agora cerveja e um deste lado é vendido é como a cerveja então sem são paulo aqui no rio também se tem locais que brincam ao colégio a gente falante protocolando é um colã disso você compra a álcool de ambulantes que estão muitas vezes são as crianças que vendem o álcool não só
pensa em competições que vendem e dentro dos bairros também então é a ideia de que assim ao consigo a o álcool é isso que a gente tem que ser várias medidas de restrição de publicidade aumento de preço e são de onde vêm de cessão de uso por aí cercando e engrenagem mude de direção no bafta que falam mas não basta só uma peça tem que mudar um pouco a direção assim só pra gente não deixar de prestigiar nossa audiência tem uma pergunta que chegou pelo instagram eu vou direcioná-la autor marcelo é do daer aquino perguntando
se o alcoolismo tem causa hereditária é um dos fatores é que existem a gente pensa o álcool como uma forma de adoecer que a multi é causar o tipo determinado é tem aspectos biológicos entre eles a questão de uma nova vulnerabilidade genética mas aspectos psicológicos sociais culturais etc e mesmo quando existe uma vulnerabilidade ética isso não é um destino né muitas pessoas que têm familiares que tinham problemas com álcool que não desenvolvem problemas qual é mas é apenas um fator um ambiente pode favorecer o ambiente exatamente certamente não é todo toda essa é uma coisa
que eu costumo falar é com o conteúdo aula nem assim pra até para sensibilizar assim com quem que nós aprendemos a usar drogas com os nossos familiares nossos amigos sim né com que a gente aprenda bebê com os familiares e os amigos então isso é isso certamente é um determinante só pra voltar um ponto aqui a questão da propaganda é eu acho que a questão da propaganda é muito importante é que a gente deve tentar lidar com esses vários outros fatores mas eu acho que existe a possibilidade de dar com a propaganda tinha a oportunidade
de participar de um grupo interministerial muitos anos atrás nem que se estava discutindo a política para o álcool é foi chamado pelo ministério da saúde mas tinha outras instâncias participando e na época existia a experiência do tabaco com uma quase que proibição completa da propaganda com tabaco e o que há é a ducha da publicidade e fez da publicidade 67 pois assim não não deixa que a gente regula né e houve uma proposta do conar que órgão ao regulador a propaganda com uma série de itens vai regular a propaganda do álcool então a propaganda do
álcool não vai aparecer menor de 18 anos 21 anos vai tentar o horário ninguém vai percebendo não sei se vocês já repararam que é uma propaganda nunca pessoal bebe o álcool chega perto da boca mas não bebe não vai ser sexualizada será que não é sexualizar é óbvio que a sexualizado né é é um ambiente extremamente não vai te ícones infantis então tirou aquela história do cilinho de apartar o guia enfim então foi uma forma de regulação que na realidade acaba que não coloca ninguém tem um dado da regulação de publicidade que é que a
questão do limite alcoólico meca se botar até 13 graus alcoólicos você pode fazer publicidade em qualquer horário do dia foi auto regulação são não tem nenhuma justificativa efe int científica para isso quer dizer você tomar cinco cervejas s tomar um pouco de whisky quer dizer eh eh isso é uma forma de manutenção e não é você falar bom mas aí você tem restrições essas todas mas se está assistindo futebol à tarde e as crianças estão assistindo toda a eu vi a propaganda ou consumir mas essa idéia de que se você aprendeu se normaliza nessa é
isso que faz o futebol e cerveja eu acho que só rapidamente cumprimentando né dois exemplos gritantes disso é a questão do horário não disse de imediato na questão do horário você poderia a associação a grandes eventos particularmente os motivos enfim que são coisas que chamam muita transição os do quanto isso é realmente eu quero falar sobre isso eu quero falar mais sobre isso é um assunto que vai ficar então para o segundo bloco porque agora o sala de convidados vai fazer um breve intervalo não sai daí a gente volta já [Música] o sala de convidados
está de volta conversando sobre álcool e saúde pública nossos convidados são francisco neto é psicólogo e coordenador executivo do programa institucional álcool crack e outras drogas da fiocruz maurício fiore antropólogos social e pesquisador do centro brasileiro de análise e planejamento e marcelo cruz médico psiquiatra do instituto de psiquiatria da ufrj e coordenador do programa de estudos e assistência ao uso indevido de drogas o project e você também é nosso convidado participe fazendo perguntas e comentários utilize nosso site canal saúde ponto frio cruz ponto br ou telefone 0 800 701 8122 a ligação é gratuita a
organização mundial da saúde acaba de lançar uma nova iniciativa para ajudar os governos a reduzir em uso nocivo do álcool a idéia é que a adoção destas estratégias diminuam os impactos econômicos sociais e de saúde causados pelo consumo abusivo da substância cinco ações estratégicas para reduzir o uso nocivo e os problemas relacionados ao álcool em todo o mundo essa é a iniciativa que acaba de ser lançada globalmente pela oms chamada de iniciativas sempre ela já é usada em alguns países há mais de 20 anos e tem comprovação garantida no impacto à saúde global a estratégia
engloba cinco ações e forçar as restrições à disponibilidade de álcool avançarem por contra medidas para direção sob efeito do álcool facilitar o acesso a triagem intervenções e tratamento do alcoolismo aplicar proibições ou restrições abrangentes a publicidade patrocínio ou promoção de bebidas alcoólicas e aumentar os preços por meio de impostos e políticas de presos essas medidas elas têm como objetivo diminuir a os danos provocados pelo uso de álcool cook como a gente sabe não são muitos é tão associados então com diversas doenças mais de 200 doenças que são responsáveis por três milhões de mortes todos os
anos no mundo o que significa uma morte a cada dez segundos isso é muita coisa segundo relatório que foi publicado pouco antes da iniciativa ser lançado em setembro o álcool é consumido por mais da metade da população nas américas europa e região do pacífico ocidental e as projeções apontam para um aumento do consumo global nos próximos dez anos o que pode dificultar que os países atinjam algumas metas dos objetivos de desenvolvimento sustentável o álcool é especificamente abordado que a meta 3.5 que se refere a fortalecer a prevenção eo tratamento do abuso de substâncias incluindo abuso
de drogas e uso prejudicial de álcool entendendo que a carga de doença e as mortes relacionadas com o consumo de álcool elas afetam a vida das pessoas e é lógico não se você perde mortes se você perde anos de vida prematuramente você afeta o desenvolvimento de um país inteiro mas além desse da carga de doença o uso de álcool está associado com uma série de outras doenças sejam elas foram únicas não transmissíveis como as mortes por doença cardiovascular que é a principal causa de morte no nosso país hoje tanto as doenças infecciosas como tuberculose e
hiv am quantos acidentes que a gente já falou o objetivo da oms é reduzir o consumo do álcool em até 10 por cento até 2025 por isso a entidade declarou que as ações para redução do uso nocivo da substância serão considerados a partir de agora como uma prioridade global raquel deboni epidemiologia do instituto nacional de infectologia evandro chagas da fiocruz considera que todos os países terão grandes desafios pela frente e que um dos maiores será driblar a indústria que é uma indústria poderosa cima e a gente não tem os mesmos recursos a mesma verba o
mesmo poder de fogo na saúde pública para lutar com uma indústria tão poderosas em que é uma das mais bem pagas do são josé a feição muitos deles estão colocados e eu queria saber a partir de então dessa reportagem francisco como é que você vê a iniciativa da oms ao lançar essa nova iniciativa assim fé ou eu vou dar um contextualizar acho que todo o tempo faculdade eu acho a fiocruz ele tem um programa é que o nome é programa é um momento bom mas vamos no curta programa sobre álcool crack e outras drogas ou
pela coisa é álcool é uma droga uma substância psicoativa é uma iniciativa muito importante nome da onu é a iniciativa do dos objetivos o único centavo na escola pronta em 2015 e que tem uma meta 3.5 específicas sobre diminuir o uso nocivo é problemático de álcool das drogas desafio cruz fez em 2016 um seminário importante pra gente é fundamental que foi ao local com saúde e sociedade no âmbito do plano regional marcelo participou até de bonito é do gt do programa nacional participou também e eu acho que é fundamental de contextualizar o quanto é importante
que esse objetivo do sul e sustentáveis da onu são esteio importante pra gente e de fato álcool assim como outras substâncias eles são fatores tanto no sentido do do uso deles seria 11 uma questão importante quanto o quanto que se usa o impacto é em clima também outros efeitos né e eu acho que é importante nesse sentido a contextualização de entender a gente tem uma curva em o que a gente fala um pouco de políticas públicas netão por um lado você tem a promoção do álcool uma promoção comercial vamos dizer assim glamourizada muitos recursos né
e com muitas estratégias para poder ter a sua afirmação enquanto indústria e por outro lado de três políticas também são equivocadamente eficazmente e ultra repressiva mas né e também são os 11 imagina que na verdade no meio disto é uma política que implica numa lógica responsável de regulação de das substâncias eu acho que é fundamental que a gente faça como a gente fez com o tabaco trazer essa curva no caso do álcool dessa regulação dessa promoção comercial que é ela não é do ponto de vista da saúde coletiva é vantajosa para a sociedade é pra
esse é confundida com os danos sociais e à saúde sejam realizados no prazo com deixa um pouco e acho que a oportunidade raquel termina a reportagem dizendo que o maior desafio talvez seja justamente padre blá indústria né e você concorda com isso e se é assim o maior desafio eu acho que é um deles acho que é importante não perder a dimensão da engrenagem também é a demonização e quem trabalha com drogas maneira mais ampla tem muito medo da demonização excessivo até da indústria a gente tem que ver que a indústria legitimamente busca seus lucros
e aí você vai dos de outras indústrias fazem o mesmo dos farmacêuticos contra sakineh então a demonização por cida busca do lucro não é um caminho o caminho é colocar o estado com partidos e de forças sociais para que ele seja um uma um obstáculo a que o lucro simplesmente vá contra o inter e social mais amplo que é isso que acontece então é tem que ter um cuidado também porque é você tem que ser olhar com muito atento a questões culturais que estão envolvidas que não é não é só a indústria que é obstáculo
é também a nossa relação histórica fortíssima com álcool também é um obstáculo a indústria está nesta lógica né e ela faz parte e outras questões econômicas e por exemplo você fala driblar né você aumento de preço que é uma tala no sei fazer é nos países ricos e desenvolvidos você tem a questão do preço mínimo né é isso tem um impacto só que tem que cuidar um país muito pobre e desigual que no brasil o aumento de preços ele pode ser via coisas ruins ou aquilo que o começo foi com relação à rússia da produção
caseira que aconteceu também na lei seca americana ou a questão do contrabando o tabaco por exemplo nós temos hoje a estimativa da própria indústria tem controvérsia entre 30 a 40% do tabaco já não não é mais um mercado lícito etapa nós estamos consumindo muita baku que não passa por regulação não passa por taxação um é não adianta é dar murro em ponta de faca tem que ter muito cuidado pra pensar isso de uma maneira mais é é sempre fazendo é de maneira responsável e gradual é sem declarar guerra hindus e dual sim eu acho que
esse não é um caminho de muitas vezes até esse discurso bélico aí você vai fazer o seu papel que não é um bom papel para a saúde pública é verdade mas a gente tem que gradualmente entender que eles atendem legitimamente ao mercado 100 são mas só pra fazer referência à fala última fala do francisco no primeiro bloco quando ele diz sobre a venda nos estádios quando é existe uma proibição para vender bebida em eventos por exemplo como a copa do mundo essa proibição é derrubada de alguma forma é é indústria se sobrepondo ao poder da
indústria se sobrepondo um poder de uma lei local é isso né é muito ruim isso eh eh - pelo tem controvérsia sobre os efeitos do consumo interno de álcool nos estádios a violência que vem ele é é mas acho que me é o sentido mais aceito em termos de evidência que é melhor proibir mesmo consumo interna que aconteceu muitas e bebia ao redor dos estádios mas o sinal principal do que está falando pra mim é isso é porque que na copa se derruba uma regra porque o interesse de duas da fifa que é uma grande
organização é e sair do coi também por que não nas olimpíadas também foi liberado e de empresas se sobrepõe à saúde pública isso é terrível desastre é uma demonstração de fraqueza até da de regulação estatal que é um passo um péssimo sinal prendeu independente desse desse dessa medida específica ea meta da oms é de acordo com a reportagem a tentar então reduzir o consumo de álcool até 2025 em 10% o marcelo é uma meta ousada demais o senhor acredita que é plausível plenamente possível acho que o que a gente viu no brasil em relação ao
tabaco mostra aqui é possível inclusive eu acho que isso é uma coisa que a gente tem que lembrar a gente não desanimar diante dessa força da indústria do álcool na indústria do tabaco também extremamente poderosa e apesar disso houve medidas foram tomadas medidas que consegui no brasil a gente conseguiu diminuir o problema com tabaco é só para lembrar em relação a essa questão da da força da indústria na verdade a gente tem não só a indústria mas tem a indústria que produz a bebida alcoólica tenha tem a produção na agricultura tem uma indústria da publicidade
tem uma indústria da mídia todos esses lucros é nessa época que havia essa discussão inclusive também entrava nessa equação o próprio governo porque a idéia do governo é recebe impostos né do de todas as indústrias o governo é tem todo há uma relação com a mídia mas na realidade é quando a gente vê assim do ponto de vista da saúde pública e do português do próprio governo é muito ruim né que as coisas continuem do jeito que elas são em relação ao álcool é porque assim não apenas o sofrimento das pessoas mas o custo é
enorme se a gente for ver tudo que o governo brasileiro tem um povo brasileiro gasta com os problemas relacionados ao usual é muito mais do que é produzido por impostas ou por tudo isso então exatamente o mesmo do ponto de vista estritamente econômico é um mau negócio é a lei seca está completando este ano dez anos a gente pode considerá-la um exemplo bem sucedido é algum caminho pelo menos é um exemplo que a gente deve permanecer seguir tentar evoluir com ele é a questão de a gente ter muito claro alguns tipos de um consenso completos
né de misturar uso de álcool com direção é uma coisa completamente consensual que os danos disso são uso assim imediatamente estabelece a lei seca enquanto estratégia foi bem sucedida há controvérsias e obviamente que houve impacto nos lugares que ela foi mais implementada atualmente já há várias questões tecnológicas que fazem também não ter tanto sentido essa questão seja coerente com a estratégia mais eficaz se é como a gente faz se é possível adaptar a ela eu acho que é importante mas que é fundamental que as pessoas têm a educação que enfim né na pauta regulação eles
né fala justamente se beber não dirija e obviamente tem que enquanto sociedade entender o quanto que isso é completamente a um ponto que não tem discussão eu acho que em relação às suas indústrias é o que aponta uma coisa importante para nós a do programa nacional né adaptar da fiocruz porque é não é só indústria do álcool é de indústria a farmacêutica e seus interesses têm dos alimentos ultra processados seu interesse existe longa data não só no brasil e no mundo todo uma discussão muito importante no a em relação a como são as melhor estratégia
é dialogando é fazendo o pactos é fazendo com que você tenha metas como por exemplo essa né a do ds de você fazer uma diminuição até uma cidade que o pagador de antena a indústria da colaborando problemas pra diz que está concordando com essa estratégia então eu acho que é a gente tem que entender que é é às vezes é uma discussão que a gente solta uma questão não é de uma questão mais complexa que é os hábitos que não são individuais somente a gente não pode colocar a promoção da saúde como sendo de comportamento
individual existe uma questão muito importante aí que é como que a cena de cerveja que chegou da cidade é fundamental nessas pessoas estão num processo lohbauer de aumento da obesidade esteve em boa parte porque estamos alimentos processados e uma discussão fundamental que o excesso de gordura em excesso de sal em excesso de açúcar e então sim é nesse contexto agora está podre boy previu sal a resposta é não é proibir o sal mas é certamente estimular e não olha o que os leões eventos no mundo que as políticas que estão dando certo no mundo vai
nos mostrar pra voltar a lei seca que a gente chama de lei seca na verdade essa restrição total ao álcool no trânsito e que lhe foi aplicada de maneira desigual pelo brasil então campeão pessoa de são paulo é não têm o mesmo nível de aplicação como teve no rio onde as pessoas isso causou mudança de hábitos em que é esse o objetivo assim é mas você vê como é não é pra parecer complexo que não dá para mexer mas sabe como é complicado tem uma questão também do carro que é da velocidade o álcool ele
está associada a muitas mortes álcool e outras drogas são associados à morte responsabilidade mas nunca vez que vem junto com a velocidade não é você tem aqueles acidentes de moto em 34 pessoas e ou dentro do mesmo carro que matam alguém que também estão correndo quem é que faz é essa cultura do carro velocidade ela vem de outra indústria que a indústria automobilística e das suas adjacências que produzem então você ver como é a idéia de bem coletivo às vezes não é bem entendido assim é dever do estado como aquele que deve promover esse bem
coletivo não em detrimento a outros setores da sociedade mas causa em ponto restrições impondo controles impondo regulações porque o número de mortes é que a gente tem por por acidentes de tráfego é muito grande né 40 mil anos mais ou menos não estou enganada é um número absurdo um absurdo a lei seca quando ela foi feita não se esforçava lembrar disso mas foi muito estava ao mesmo tempo que se discute a restrição de publicidade álcool a própria indústria do álcool apoiou a restrição da lei seca que viu numa família está vendo está sendo feito alguma
coisa assim né o correto ele teria sido vamos fazer as duas coisas nós vamos fazer perseguição a direção nós vamos restringir a publicidade mas aí os diversos interesses e as formas de obscurecer o debate pra gente tentar que responder mais uma pergunta da nossa audiência é da maria luísa e aí eu acho que vai falar um pouquinho sobre o padrão de consumo do marcelo ela usou assim como identificamos a pergunta foi como identificamos um alcoólatra eu vou te perguntar se esse termo é um termo pejorativo em cima da pergunta dela é esse é um termo
pejorativo sim ou não e também gosto de pessoas respondendo à pergunta dela como que a gente faz para identificar se uma pessoa está passando dos limites em relação ao uso de álcool é um termo que o termo cola tem um tema que é não tem sido usado não é como o nef tecnicamente porque muitas vezes têm uma conotação pejorativa moral é eu vou dizer qual é a forma que eu acho mais interessante de de poder identificar pessoas que podem precisar de ajuda né existem uma série de critérios e tudo mais existem alguns testes que em
termos de saúde pública podem ser utilizados eu acho que isso tudo a gente pode resumir numa de uma uma forma que eu acho mais interessante que é uma pessoa que precisa de ajuda é uma pessoa que tem problemas têm prejuízos e não consegue controlar né e prejuízo pode ser com o prejuízo de qualquer ordem pode ser prejuízo físico pode ser prejuízo dos seus relacionamentos pode ser a exposição à violência pode ser prejuízo da área jurídica enfim e quando eu digo não consegue controlar significou não consegue interromper ou não consegue diminuir ao ponto de não ter
mais esse prejuízo não entendeu então eu assumir isso pessoa que tem prejuízo não consegue controlar tem algo muito é um papel que muitas vezes a mídia coloca que eu acho ruim do ponto de vista a educação pública que é o alcoolista não é é que aquele da novela né que é um caso mais extremo e que há muitas vezes o autor acha que está ajudando a sensibilizar pode ajudar por que não trata com uma pessoa com desvio moral uma pessoa que tem uma patologia só que aí todos os outros não são acolhidos a novela inteira
todo mundo bebe o tempo todo cezar é mas é aquele que treme de manhã aquele que vê a garrafa quase como uma entidade mágica é o alcoólatra mesmo que aquele idolatro álcool óleo atraírem de idolatria né é pois com um termo pejorativo e na verdade não é a gente tem que ver o o alcoolismo é essa essa relação presencial está muitas vezes aquela pessoa que não imagina que está do seu lado é que não treme de manhã é excelente mas que toda a noite e vai beber e tem prejuízo vai ser agressivo com a família
vai cortar relações vai se comportar mal vai perder entre o ou eventualmente que nem é tudo de que todo dia muitas vezes as pessoas que chegam é por exemplo o meu consultório assim eu não tenho problema com álcool porque não vejo todo dia só que a pessoa todo o fim de semana ela bebe fica muito mal se expõe a situações de com uma série de consequências pessoais relacionamentos e apesar disso na semana seguinte ela foi de novo e de novo de novo ela tá tudo bem acho que tudo bem não é todo dia e de
fato as situações em que está tudo bem e existe um consumo que é socialmente aceito e encarado como relativamente ok eu acho que de novo é muito importante para usar isso faz sim é uma questão para todas as substâncias não é só com a maioria das pessoas que faz uso faz uso disse não a todo o tempo que eventualmente pode ter um uso de brinde um exagero pontual que se ele não está dirigindo e não tá fazendo uma coisa que tem maior risco a em geral implica quando é um uso agora a maioria das pessoas
não faz um uso que chega se agora o importante é como é que a gente lida para que primeiro a gente previne um padrão de uso que seja de fato néon um padrão que gere maiores riscos e como que a gente trata as pessoas de uma forma que não seja do que a gente geral faz né estigmatizá a e não de fato dá acesso ao cuidado e isso também é verdade que a substância a gente na verdade nem que o álcool ele tem não sei se já não sei fazer isso né mas o álcool tem
tem crescido o conhecimento a respeito de que não há consumo seguro filha de onze monge suíço até o desenvolvimento de câncer onde saiu isso é uma mera revisão mas não estou pensando só descreve que era um carro de uma coisa importante dizer se uma dose pequenos onde um golzinho é isso também capciosa porque a europa mais do sul tem um culturalmente um uso mais regulado álcool que é pequenas doses e muito freqüentemente diário a europa onde tem mais estudo há uma diferença importante mas o norte tem mais um bindi e onde você vê mais intensamente
os danos no sentido mais rua é mais mas foi mais uma visão pegou assim enfim mas é o que não é ruim é é uma política de saúde pública é importante essa o plano é contra a sociedade é que às vezes é importante pois está dizendo se você não vai normatizar a sociedade não é uma uma visão alienista da sociedade as pessoas tivessem um padrão de vida totalmente montada também sim mas isso é notado é um agente é o ideal o que nem é desejar plena saúde é que a gente coloque e é não é
que a gente seja contra quem ea tim mas assim colocar isso como meta para todo ser humano de quem não faz isso você tá é não acho que é um caminho lógico né então é um é um pouco como quem fala a linguagem se comunica nessa questão tenho ele tem só pra juntar mais um elemento eu acho que tem uma coisa que tem que ter um certo cuidado que eu acho que é uma coisa que também tem muito a ver com o que a gente está vivendo no brasil hoje que a idéia e disse que
tal coisa tem isso então tem que ser proibido messi que é um equívoco também né e oque se essa coisa tem risco a gente vai se preocupar com isso vamos tentar encontrar maneiras de diminuir se ele vai aguentar mais agradável exatamente mas não necessariamente a proibição é a melhor maneira em determinadas situações a proibição acaba gerando mais problemas e mais danos ainda o risco de vida com com você gerencia nessa você foi do carro pra mim eu seria humana a gente está chegando ao final do programa e aí eu quero terminar é uma das que
em uma das cinco metas ali da oms nessa nessa iniciativa sei quem seria justamente é intensificar as estratégias também de prevenção e tratamento do marcelo queria fechar o programa falando sobre isso é possível prevenir o uso abusivo de álcool e em caso de tratamento é a com que as pessoas podem contar atualmente bom é é um dos aspectos têm a ver com uma capacitação dada da rede pública o mais amplo possível pra produzir reflexão nas pessoas que ainda não têm problemas mais importantes é e porque se já fez estudos no mundo todo inclusive no brasil
mostrando que quando você feito essa produção de reflexão que não é feito de uma forma autoritária do tipo você tem um problema com álcool então você tem que parar mas você já pensou sobre a forma como você tá bebendo será que está agitando o problema pode vir do problema e isso produz modificação e isso em termos de saúde pública têm um alcance muito grande outra coisa que é muito importante as pessoas saberem que problemas com álcool tem tratamento sim porque existe também muito uma idéia de que não tem jeito não vai resolver o que não
é verdade né um é um problema é que muitas vezes é um problema crônico mesmo não se resolve assim rapidamente mas tem tratamento e passa pelo que esse tratamento se trata por uma abordagem multiprofissional da idade não tem uma resposta única não adianta porque eu sou médico eu vou passar um remédio vai resolver tudo isso é moda você tem que tomar cuidado com muitos pacientes que eu quero tomar um remédio para resolver se tornou algo não funciona assim mas é mas existem medicações existe uma abordagem psicológica existem abordagem da família existem aspectos sociais e culturais
no meio de outra pessoa viva e que estudo produtos modificação e as pessoas muitas vezes ficam muito bem a família pode ajudar como adotou o marítimo eu acho que muitas vezes ela ela já ajuda não atrapalhando é você tem uma coisa muito comum é é quando as pessoas não está nesse estágio da novela pessoa que ainda não desenvolveu uso mais nocivo sem ela mas ela percebe ela quer diminuir ela quer parar de beber mas a família é tão naturalizados a pessoa então você tem a pressão de grupos que a gente fala então é tem esse
aspecto negativo não só da família dos amigos né você tem essa coisa da pressão social e no álcool é a droga o maior pressão social então sob o ponto de vista seria ajudando atrapalhando agora tem outro ponto de vista saíssem de de do entendimento do acolhimento da pessoa se retirando a carga moral do problema que ela tem é e e aprendendo a lidar que de fato é uma patologia multicausal e que tem questões orgânicas envolvidas ainda às vezes não pode suspender o consumo de uma hora pra outra sentar assim em causa uma violência então acho
que é anual reforço da família sim genérica mas a idéia de que o bom acolhimento social ea família isso é fundamental é um caminho quase que é um pressuposto para que algo dê certo quem né complementar eu acho que assim a gente tem uma tecnologia social vão chamar a cinac é muito usada na rede de atenção psicossocial que é um projeto terapêutico singular né eu acho que quando a gente pensa em alguém que tem nunca substância sempre tem que levar vários os fatores que não é somente substância em geral quem tem problema de muitas vezes
não é só com uma substância de um pódio no uso ea eu acho que é como é que você liga aquela pessoa deseja então um pequeno uso ela vê deseja reduzir ela está entendendo é muito dialógico e uma coisa importantíssima que o equívoco e eu acho que também para todos substância é uma loja um entendimento das vezes muito a assim às vezes até arrogante face se a pessoa tem problema então vamos forçar ela parar né isso é o que a gente sabe que é menos eficaz sim não que não possa ter eventualmente ser possível mas
ainda é é a forma talvez nem que a gente entende assim todos os recursos eu posso usar antes de qualquer lógica arbitrária que não leva em consideração o desejo daquela pessoa devem ser usados é pra poder buscar esse cuidado vamos assim né e que não é somente o uso muitas vezes o uso é um pano de fundo e tem alguns estudos importantes do carro até do do blues alecsandro que mostra o quanto que também a questão do uso problemático dependência não tão somente relacionadas à substância e vários elementos importantes para a conservação então a gente
não focar também como se tirando aquele elemento vai ficar bem né então acho que o francês só pra complementar lembrar que além do cuidado assim aquele equipe de saúde tem um outro aspecto importante é que tem toda uma rede de assistência que foi construído ao longo dos últimos anos no brasil é com recursos que são muito interessantes nem tanto em termos dos equipamentos quanto de equipes treinadas para isso né os caps centro de atenção psicossocial cap's há de tudo mais e que né possibilitar uma coisa que há dez vinte anos atrás não existia no brasil
é um campeonato importante inclusive a gente finalizar o programa com essa mensagem que é justamente é a que mais interessa é pra quem está passando por esse tipo de problema queria agradecer muito difícil a presença de vocês aqui no sala de convidados vão pra ter recebemos aqui se você quiser baixar e compartilhar a este programa entre no nosso site www.canalrural.com.br você também pode acompanhar o canal saúde no facebook e no twitter o sala de convidados contou com a colaboração da nbr a gente se vê na próxima semana até lá [Música] [Música] [Música] [Música]