continuando a série de vídeos a respeito dos conceitos em psicanálise e dirigida aos alunos da graduação da Universidade onde eu leciono com material de apoio complementar a gente vai tratar nesse vídeo sobre a o conceito de resistência que é um conceito muito importante também em psicanálise e faz parte um pouco desde a experiência inicial de Freud até suas elaborações finais e eh sobre exatamente o que significa isso e de onde parte essa resistência né foi alguma coisa que ficou na obra de Freud eh como um todo por isso ele tem articulação com vários outros conceitos
que a gente vai acabar citando e que ainda não foram trabalhados em vídeo mas enfim e é Preciso registrar esse conceito aqui eh antes da gente poder chegar à ideia de inconsciente da forma como a gente tá tratando então a gente pode po dizer que a resistência eh significa ou quer dizer tá ligada a tudo aquilo que eh no discurso do paciente de Freud eh dificultava o acesso àquilo que seria o inconsciente o conteúdo inconsciente uma lembrança recalcada isso usando uma terminologia freudiana ele começou usando a hipnose Como já eh citamos em outro vídeo e
todo mundo sabe que a hipnose foi abandonada justamente quando abandonou-se a hipnose que se criou um método eh que for depois vai dar o nome de psicanálise né a partir da associação livre também já citado em outro vídeo mas o que acontecia na hipnose eh O que frode foi percebendo com a hipnose é que mesmo sob hipnose alguns pacientes resistiam a falar tudo que lhe vinha à cabeça a chegar a lembrança traumática que era o que ele tava buscando essencialmente na época então ele já começou a perceber que havia um problema nesse método e que
a resistência que a defesa do sujeito em relação àquilo que seria o sofrimento a angústia o trauma ou a lembrança traumática já tava colocado mesmo sobre hipnose ele começa a perceber depois de um tempo que eh ao abandonar a hipnose e e entrar com a ideia da associação livre diga o que L vier à cabeça diga tudo que tiver pensando e livremente sem se preocupar com lógica com eh com qualquer outra eh articulação necessariamente própria da consciência ele vai perceber que aí sim eh começa ficar mais Evidente ainda a ideia de que o sujeito se
defende de algo o indivíduo se defende de algo que ele não quer com o qual ele não quer se encontrar com o qual ele não quer Eh se abrir né e ele vai perceber então mais no decorrer que justamente as forças que mantém as forças psíquicas que mantém a resistência são as mesmas que mantém o recalque ou que produziram o recalque daí então a ideia que vai se eh derivar em algumas eh Vertentes da psicanálise que é preciso analisar as resistências evidentemente o trabalho com as resistências vai ser fundamental FR vai marcar isso em diversos
pontos da obra dele em relação ao tratamento que ele propunha né novamente a gente não está falando aqui dos pós freudianos mas a resistência para Freud vai ser um material de trabalho é preciso vencer né evidente que reduzir a psicanálise ou uma análise a vencer as existências também não é correto mas a ideia de que é preciso que o sujeito Deixe de se defender disso eh faz parte um pouco desse caminho e de pensar uma anál então ah a gente pode pensar assim que Freud colocou quando ele vai colocar a respeito do de quem é
que produz resistência quem é que é o autor do recalque ele vai localizar isso depois um pouco mais tarde no EGO no eu né que é um conceito que ainda não tá nos vídeos a gente vai chegar a ele mas o ego seria o autor da resistência e também aquele que provoca o o recalque né então a gente poderia dizer que nesse tempo Freud vai dizer de três tipos ou dimensões da Resistência depois ele vai acrescentar mais duas mas que seriam o seguinte o primeiro uma uma primeira dimensão da Resistência como defesa é justamente o
recalque né o recalcamento é um tipo de defesa e aí a gente pode ligar a uma certa ideia de resistência você resiste justamente porque existe alguma coisa recalcada e se tá recalcada é porque eh se tornou conflitiva ou insuportável né por diversos motivos a gente pode também pensar na resistência na transferência transferência que a gente já citou em outro vídeo a transferência não é resistência mas a resistência pode fazer uso do material da transferência como a gente já citou Em outro momento né né e a gente pode também pensar a resistência como e aquela dimensão
que Freud destaca interessantíssima que é o benefício secundário da doença ele chama assim né ou seja o o paciente se queixa de um sofrimento ele está em sofrimento mas ele também não abandona por completo aquele estado de coisas porque é uma resposta que ele tem ao Desejo ao problema da angústia Então existe um benefício secundário ele quando esse quando a o sintoma Quando o Sofrimento se tá absorvido no EGO né Tá absorvido de uma forma interessante do ponto de vista do paciente ao eu ele acaba não abandonando isso justamente porque e isso traz um outro
benefício uma outra satisfação que ele eh desconhece evidentemente é inconsciente mas que ele também não quer abandonar então aí a gente pode encontrar uma Terceira Dimensão da da Resistência mais tarde Freud vai acrescentar outras duas né uma delas é tá ligado justamente à ideia de it ou de isso que é uma outra tradução de it eh é um conceito que ainda não foi trabalhado ele faz parte dessa dessa Tríade que flid vai propor como uma nova forma de entender o aparelho psíquico né o o ego Eid sug a gente vai tratar disso eh um pouco
mais paraa frente mas eh ele vai dizer então que existe uma resistência ligada ao ID sentido da compulsão e repetição de alguma coisa que se fixa do ponto de vista da pulsão e se repete né Essa repetição também poderia ser entendido num certo sentido como uma resistência algo que não se elabora que não se desfaz evidentemente o trabalho é eh também eh conseguir elaborar isso e uma última resistência que ele pode que ele coloca na na nessas dimensões da existência também tá ligada a essa outra Instância né psíquica o supere ou supereu e que tá
ligada ao sentimento inconsciente de culpa então muitas vezes o paciente o sujeito não vai abandonar um determinado tipo de sofrimento ele não vai abandonar ou deixar ou elaborar alguma questão porque Existe um sentimento de culpa que é derivado da relação com o superg né bom Essas são resumidamente as ões Deu para perceber que é um conceito um pouco e importante assim muito importante no sentido de atravessar a obra floridiana tá desde o princípio quando ele começou a perceber como fenômeno até quando ele vai tentar elaborar e articulações eh para explicar isso em relação até mesmo
essa última proposta de um aparelho psíquico dividido naquelas instâncias do idego superg na terminologia que a gente tem da tradução que que chegou eh bom com agora com o conceito de resistência eh a gente tá fechando um um primeiro ciclo que começou com sexualidade recalque eh pulsão transferência desejo a gente vai agora pro próximo vídeo que seria Justamente a questão do conceito fundamental fridiano que é o inconsciente Ok é isso