Tá tudo dentro da nossa cabeça, é muito mais sobre a gente do que o outro, que a timidez é aquela pessoa, né, que tem ali uma dificuldade social, sente um medo social, mas ela ainda consegue fazer. Agora, a pessoa com ansiedade social, ela não consegue realmente se expor. Tá tudo bem ser introspectiva. Agora, a ansiedade social, ela te paralisa nas situações sociais. E esse que é o problema, porque a gente tem a tendência Também de se comparar. Eu só posso me comparar quem eu fui antes. Eu me aceito sendo quem eu sou no meu processo,
que não é igual ao de ninguém. A gente tem ali 1000 elogios, mas tem uma crítica pesada. Pronto, tua mente foca ali e tu fica ruminando aquilo ali. Nós não somos os nossos pensamentos. Os pensamentos eles vêm de forma inconsciente, muitos deles, e a gente tem que aprender a olhar para esse pensamento. E aí a chave que é essa consciência da atenção. Que Que é a vergonha, né? A vergonha é aquilo que a gente >> Estamos começando mais um Luto Podcast. Hoje eu tenho a honra de receber o psicólogo Guilherme Meira. Obrigado, cara, pelo por
ter aceito o convite e ter vindo aí de longe. Como chama lá onde cidade você vem? >> Eu venho ali do lado de Porto Alegre, que é Viamão, na região de Águas Claros, ali, que é um sítio ali que eu moro ali, solito ali, eu e os animais ali. >> Que maneira, que maneira, cara. Então, você é psicólogo, fa preta de git no meio do mato. >> Exato. [risadas] >> Legal demais, cara. E hoje é pelo que eu te acompanho ali, pelas coisas que você fala, o teu foco é falar sobre ansiedade social, sobre timidez,
não é isso? Exatamente. Hoje o foco total é fui mais para esse lado assim, não faz tanto tempo, foi a partir do meio do ano passado assim que eu nichei bem paraa Ansiedade social, trabalhava com ansiedade, né? Mas aí como era uma coisa que também eu sempre fui introspectivo, sempre sofri também com com ansiedade social, eu cheguei ali um autor, né, que é hoje um dos maiores psicólogos do mundo, que é o Stephan Hoffman, né, na TCC. E ele faz um trabalho ali muito interessante, que é o >> Ele foca nisso, >> ele foca nisso
e foca em ansiedade, mas principalmente em ansiedade social. E Ele tem um trabalho ali que é bem diferente, né, que é eh trazendo assim essas exposições de contratempos sociais, né? E o contratempo social é mais ou menos o que tu vê ali, não sei se tu já viu na internet o meu conteúdo ali, né? >> Aham. [risadas] Aham. >> Que tipo aquela coisa que você se joga no chão ali, como é que é isso? >> Exato. A gente [risadas] se expor a algo assim que a gente acha Que vai ser muito julgado, né? Então esse
é é um um tratamento que ele usa, né? E quando eu tive acesso a isso, estudando ali vários artigos dele, lendo livros, me deu um instalo, nossa, se eu botasse em prática tudo que ele que ele escreve aqui, né, como para as pessoas fazerem, né? E e aí eu achei achei muito legal assim e tive coragem assim no primeiro dia eh chegar no shopping center assim, tava com um amigo meu, cara, grava aí que eu vou fazer uma Exposição social. [risadas] E aí eu peguei, >> cara, eu vou dar um um grito aqui como se
eu conhecesse a minha tia e para a praia de alimentação cheia assim, né? Era um domingo paraa pessoa lá do outro lado da praça de alimentação me ouvir. E aí, pera aí, deixa eu ver o que que eu vou falar aqui. Uma coisa bem diferente. Aí eu, ah, vou falar: "Ô, tia Jurema, amanhã eu vou na tua casa para tu fazer aquela pizza de sardinha com leite Condensado que só a senhora sabe fazer". Aí peguei, levantei e dei esse gritão assim para para todo mundo ouvir, né? E aí ali foi a primeira cena assim, claro,
fiquei muito nervoso antes de fazer, né? Mas quando eu fiz, eu vi assim, nossa, ninguém prestou tanta atenção, mal olharam e voltaram a comer ali o seu hambúrguer, né? E tudo aquilo que a gente cria, né? Antes a gente vai vendo que tá tudo na nossa cabeça, né, Luts? Não, a maioria das pessoas Que tm ansiedade social, que são muito tímidas, né, acho que é legal a gente falar essa palavra timidez, né? Eh, as pessoas não não diferenciam tanto. Ah, será que eu sou tímido? temedade social. A pra gente ver qual a diferença básica, a
timidez é aquela pessoa, né, que tem ali uma dificuldade social, sente um medo social, mas ela ainda consegue fazer. Ela vai lá e faz o que tem que fazer. Você tem que apresentar um trabalho, se tem que falar, um grupo de Amigos, eh, chegar numa mulher. Agora, a pessoa com ansiedade social, ela tem um prejuízo, ela não consegue realmente se expor, né? Então, ela vai trancar, ela vai fazer a evitação, justamente porque vem todos esses pensamentos antes na cabeça dela, né? Nossa, não vão gostar muito medo da avaliação dos outros, né? E e por que
que é ansiedade social? Porque ela vai ficar ansiosa antes daquilo acontecer, Né? Então, o que que é a ansiedade? A ansiedade é ficar ali ruminando alguns pensamentos antecipatórios, né? Não vão gostar, vão me julgar, eh, vão me achar incompetente, eu não sou bom, eu não sou bonito, eu não sou isso, eu não sou aquilo. Todos esses pensamentos que eu vou ruminando antes fazem eu trancar, né, eu evitar. E aí eu entro num ciclo ali da ansiedade social que a situação, ah, tem que apresentar no trabalho, numa reunião, na faculdade. Essa é a Situação. Daqui a
pouco eu faço uma evitação. A evitação é, ó, dou uma desculpa e não vou na apresentação, deixa o meu colega falar mais. Que que acontece quando eu faço isso no ciclo? Eu tenho então um um primeiro alívio. Ah, me escapei, né? E só que esse alívio, ele te traz um prejuízo depois, que é eu manter a minha ansiedade social. Por quê? Porque eu evitei, então não, eu não vivi aquilo e Não soube lidar com aquilo. Então a gente tenha que justamente fazer esse enfrentamento, né? Eu tenho a situação, eu enfrento e aí eu vou criando
um repertório emocional cognitivo para sair desse ciclo, né? eh da das pessoas que que você atende, que das coisas que você estudou sobre ansiedade social, eh, existe um um padrão, uma uma algo que é mais que aparece mais assim no quando a gente olha paraa infância dessa pessoa, Para como que ela eh como que foi ela na escola, como que foi ela com os pais para ter eh gerado essa ansiedade socialmente? >> Na maioria, na maioria das vezes, a ansiedade social, ela tem um fator genético também, né? a gente vai olhar na família, já teve
alguém ali com ansiedade social, mas eu vejo assim na clínica que eu atendo muito hoje pessoas que me procuram com ansiedade social, é que na verdade sempre na infância ali Aconteceu alguma coisa. ou um pai, por exemplo, muito rígido, muito controlador, muito autoritário, ou xingava, batia, né, menosprezava, humilhava e em maior ou menor intensidade, isso não precisa ser um extremo, né, ou decapou, >> até porque cada pessoa vai interpretar aquilo de uma maneira diferente. >> Exato, [ __ ] Às vezes a gente acha que tem, nossa, tem que ter sido espancado ou muito humilhado e
não, às Vezes são coisas mais sutis, mas que causa igual, depende da pessoa. Eh, pode ter sido também algo na escola, né, um bullying começou às vezes 5 anos, às vezes aos 10 anos, né? Então tem um bullying ali, tem alguma coisa que a pessoa também ela cria aquela baixa autoestima, né? Ela começa com alguns pensamentos de que ela não é boa, que ela não é legal, que ninguém gosta dela e ali instala essa crença. Ou também pode ser o contrário disso. Ah, uma mãe muito protetora, né? Pô, não sai para brincar com os amiguinhos
que tu vai te machucar. Eh, fica estudando, não, não, não te arrisca, né? Quando tá num lugar, faz tudo pelo pela criança. Ao invés de incentivar a criança, né? a gente tem um termo que a gente usa que é inoculação ou estress, né? Então é justamente a gente que que é isso? Inoculação estresse, né? Imagina que um vírus, quando a gente vai se tornar imune a ele, a gente bota, né, um para Criar uma vacina, né, a gente bota um vírus ali, eh, ou ele morto ou ele ali, né, meio adormecido. E aí a gente
depois quando eh pega ele, na realidade, a gente tá imune porque nosso organismo já aprendeu a lidar com aquilo. Então, isso que a gente tem que desenvolver com as crianças, né? Então, se a criança ali ela tem um medo, eu vou lá e incentivo ela, ó, ela é muito envergonhada, eu digo: "Não, chama aqui o garçom, né? Pede o teu suco pro garçom." E aí eu Faço a criança então ter um nível de estresse, ela lidar com aquilo. Então, é como se ela botasse o vírus ali, né? E aí depois na vida dela ela vai,
ela já vai est imune. Por quê? Porque ela teve então uma dose de estresse eh eh boa, saudável, né? e ela aprendeu a lidar com aquilo. Quanto antes, melhor tu vai levando isso pra tua vida. Tu vai criando esse repertório cognitivo, emocional, comportamental. Desculpa interromper esse podcast aqui, Atrapalhar sua experiência assistindo esse programa, mas eu preciso dar o recado para vocês que eh durante essa semana tá rolando a Cyber Week na Insider, ou seja, todas aquelas promoções estavam rolando na Black Friday, ainda estão rolando. Então, se você utilizar nossos cupons, você tem aí até 50%
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não sei como que eu vou me importar naquele lugar, se as pessoas Vão gostar de mim e tudo mais. Hoje não faço mais isso. Eh, se eu desmarca é só porque eu não quero ir mesmo. >> E hoje eu me vejo mais como pessoa só tímida mesmo, mais introvertida, né? Só que eu não me lembro de ter tido nenhuma experiência assim bullying ou nada do tipo que tenha aflorado isso. Só fui ficando assim, sabe? Eu era, acho que quando criança eu tinha menos medo do julgamento e depois eu fui ficando mais com mais medo do
julgamento com o passar Do tempo, sabe? Mas eu não consigo me lembrar de uma situação só >> ou de uma coisa assim muito específica que tenha gerado isso. >> É como como a gente tava falando, pode ser pequenas coisinhas que tu vai percebendo ali, tu vai >> te fechando, né? Senti um julgamento aqui, um olhar do outro. >> Tem um estudo que mostra, cara, que as pessoas tímidas, elas, se elas estão passando por alguém na rua, o o simples Olhar rosto do outro neutro, ela já interpreta como se faz as distorções cognitivas, né? Como a
leitura mental. A leitura mental é eu eu achar que a pesso que que eu eu sei o que que a pessoa pensou de mim, né? Ah, ela não gostou de mim, ela não foi com a minha cara. Então, um rosto neutro eu já interpreto como um julgamento péssimo da outra pessoa. Ela tem que tá passando, rindo para mim para eu achar que foi legal aquilo, né? Então, Eh, tu vê que a gente, na verdade, o que que acontece quando eu faço isso? Eu olho pra pessoa e como se eu lesse a mente dela e achasse
que ela tá pensando aquilo de mim, mas na verdade é o pensamento que eu mesmo faço de mim. Aí eu me vejo pelos olhos da outra pessoa. Então, eh, vamos imaginar que eu tô começando um primeiro dia, né, na faculdade. Eu abro a porta da sala de aula, eu entro, olho para uma pessoa, a pessoa olha para mim e eu penso: "Hum, Não foi com a minha cara, ela me achou estranho. Ah, eu sou sou diferente mesmo. Ninguém gosta de mim, tá todo mundo se enturmando." Na verdade, esse é um pensamento que eu faço de
mim. Eu me acho estranho, né? Eu tô com uma baixa autoestima. Eu não tô bem comigo mesmo. E aí esse pensamento que eu tenho dentro da minha mente, eu acho que a pessoa tá tendo de mim. E na verdade não, ela te olhou porque ela te olhou. Se eu tivesse dado oi para ela, ela ia me responder: "Oi, tudo bom?" Né? Então, tu vê que essa minha crença faz eu ter distorções do pensamento nas situações, né? Então, na TCC, na terapia cognitiva comportamental, que é a minha abordagem, a gente vai dizer isso, que um pensamento
automático, que foi esse que eu tive ali quando eu entrei na sala de aula, me gerou um sentimento. Eu me gero um sentimento de ansiedade, de insegurança, de falta de confiança e vai me levar um comportamento de baixar a Cabeça, ir pro fundo da sala de aula, puxar o celular, ficar lá na minha. E aí eu vou reforçar essa minha crença, porque ninguém vai, vão pensar, pô, não vou falar com o cara, ele tá lá na dele, tá com uma cara de brabo, né? E aí vão respeitar e eu vou achar, pô, todo mundo já
começou a conversar, já tá seurmando e ninguém falou comigo, né? E ela reforça essa crença de que ninguém gosta dela. Eu passo que daqui a pouco uma outra pessoa ou que já trabalhou essa Questão ou que não tem tanto ativado essa crença, ela vai abrir a porta na mesma cena. A pessoa vai olhar para ela, ela vai olhar pra pessoa, vai dizer: "Oi, tudo bem?" Pessoa já vai dizer: "Oi, tudo bom?" E ela já vai sorrir, já vai sentar perto de outras pessoas, já vai puxar um assunto, tem uma caneta para emprestar. Aí a pessoa
também vai falar com ela, porque é o primeiro dia, né, de de aula. Mas assim, [ __ ] isso é [ __ ] cara, porque Parece que para algumas pessoas isso é tão natural, >> né? >> Parece que elas fazem com uma facilidade assim que, eh, que vem de dentro uma coisa tão é parece simples para algumas pessoas, sabe? Eu não sei se realmente é, se é só uma impressão que eu tenho, mas por exemplo, para mim puxar um assunto, e acho que muita gente vai se identificar com isso, para mim chegar a conseguir puxar
um assunto e parecendo Natural, cara, é quase impossível. Eu, pelo menos, tenho essa percepção, né? Pode não ser, mas >> tem é tem essa essa impressão assim. >> Exatamente, cara. Porque as pessoas mais extrovertidas, elas não têm essas crenças ativadas, né? Elas não estão se importando tanto com a opinião dos outros, com o olhar do outro. >> Eh, eu eu também fui a pessoa com muita ansiedade social. >> Como é que foi isso aí na tua vida? Me Conta um pouquinho sobre isso, >> cara. Eu eu eu sempre morei para fora, né? ia estudar em
em escolas, mas voltava assim pro mato e tal. Então sempre vivi mais isolado, né? E eu sempre também fui muito autocrítico comigo mesmo, assim, me cobrava muito, né? E a autocrítica também é um padrão, né? Um perfeccionismo assim. E e cara, daí eu eu me lembro muitas vezes assim que eu ia na casa de um coleguinha e tal, tava os outros lá, já Abria a porta da geladeira, pegava uma água e eu sempre, por favor, pode pegar uma água, né, sempre assim, com muito receio, né, e outras pessoas mais extrovertidas, né, já com nem aí,
né, já a mãe da pessoa tava lá na sala, passava pela mãe da pessoa, né? Tem muito isso também da de tu figuras de autoridade, né? Então os pais ali sempre para mim e para outras pessoas que não têm essas crenças ativadas, né? Não são eh não, porque eu já tinha ansiedade social. Porque vamos diferenciar, né? Sem introspectivo, tá tudo bem. Sem introspectivo é algo da tua personalidade que tu se sente bem e confortável tendo teu momento sozinho, né? buscando o teu momento mais cegado, tá tudo bem ser retrospectiva. Agora, a ansiedade social, ela te
paralisa nas situações sociais. Esse que é o problema. Eu posso ser eh ser introspectivo, como eu sou hoje, mas eu não tenho ansiedade social, né? Tô aqui No podcast falando e então tá tudo bem. A gente consegue ser introspectivo e não ter a ansiedade social. A ansiedade social é um transtorno que ela te bloqueia. né, que ela faz tu evitar, tu cai naquele ciclo ali da evitação para buscar um alívio. Então, desde a infância isso, né, eh, ia ia na casa dos amigos e sempre assim com muito, né, muito muita vergonha, né, a vergonha muito
presente. Então, >> mas tá um sentimento estranho, né? Uma Uma emoção estranha. A vergonha, >> a vergonha, né, cara? Como é como isso bloqueia, né, a gente ser tímido e ter essa vergonha. E é algo totalmente superável, né? eh, tá só dentro da nossa cabeça, assim, quando a gente consegue romper isso, eu gosto de falar de dois ciclos paraa gente entender isso. O primeiro ciclo é é aquele que a gente começa aqui nas 12 horas, vamos imaginar um relógio. E eu tô aqui querendo ser bem avaliado pelos outros, reconhecido, Amado, que todos gostem de mim,
eh, que todos me vejam como um cara legal, educado, tudo de bom, né? E aí é como se eu pegasse o meu centro de valor e colocasse na mão da outra pessoa. Me avalia. Se tu me avalia bem, eu me sinto super bem. Nossa, tão gostando de mim, tá tudo bem. Agora, se alguém me olha ali de um jeito ou me fala alguma coisa, né, e me avalia mal, eu vou lá para baixo. Então eu fico oscilando sempre, né? E aí o que que vai acontecer quando Eu tô assim colocando o meu centro de valor
na mão dos outros? Porque eu quero ser reconhecido, aceito, amado por todos. Eu não consigo ir pro próximo passo, que é ser autêntico. Autêntico é eu ser eu mesmo, eu tá bem sendo eu mesmo, né? Conforme os meus valores. Então, eu quero ser reconhecido, aceito e amado por todos. Eu não consigo me tornar autêntico. Eu não sendo autêntico, eu vou ficar o quê? inseguro. Óbvio, como é que eu vou me Sentir seguro se eu não tô sendo eu mesmo? Se eu não consigo me libertar para ser eu mesmo? >> Isso é muito forte, né, cara?
É, quando eu olho, pelo menos na minha vida, você foi falando isso aí, eu acho que é algo que fez mais do por que eu fui virando uma pessoa mais tímida do que eu era antes ou que ou que não é uma pessoa que se importava mais com que os outros pensavam do que eu era antes. Assim, foi porque eu comecei a achar que eu Precisava ser, por algum motivo, encaixar num padrão ou ser um tipo de pessoa ali, ter um certo eh padrão de comportamento ali que as outras pessoas tinham, porque aquilo era mais
aceito, era mais comum, eu faria mais parte de alguns grupos e tudo mais, né? >> Perten pertencimento, né? E aí, claro, é todo, você fica inseguro, porque aquilo não é seu jeito natural de ser. E aí quando você vai num, sei lá, vou num evento e eu tenho que eh ser esse Personagem, agir dessa forma, é claro que eu vou estar inseguro. Não sei ser outra pessoa, só sei se eu mesmo, né? >> Exato. Falou tudo, a gente quer ser personagens sociais, né? Só que aí a gente acaba, para eu agradar esse grupo, eu sou
um personagem. Para eu agradar esse, eu sou outro. Aqui outro, aqui outro. Uma hora eu me perco no personagem, né? E acabo perguntando quem eu sou. Eu perco a minha identidade, eu não consigo ter minha identidade. Então, Indo pro ciclo ali de novo, a gente quer agradar a todos, quer pertencer a todos os grupos, quer ser que todos os grupos têm que gostar de mim, né? Eu me não sou autêntico, me torno seguro e eu vou pro último passo que é o perfeccionismo social, né? que é uma distorção cognitiva. Eu preciso ser perfeito aqui nesse
grupo para ser aceito. Eu preciso agir assim, assado. E aí é o que tu falou: "Vou colocando essas máscaras sociais, esses personagens." Só que Acaba que tudo que eu queria, que era ser aceito, que era que gostassem de mim, que era eu tá ali pertencendo, eu não consigo. E vou ficando cada vez mais com medo, evitando e fugindo das situações, né? Por quê? Porque eu não sou autêntico. As pessoas notam que eu não tô sendo autêntico, que eu tô sendo inseguro, né? Eu fico nesse ciclo. Agora, qual que seria o outro ciclo pra gente conseguir
se libertar disso? Começa ali nas 12 horas de novo. Agora Eu não vou ter eh essa vontade de ser aceito, reconhecido e amado por todos. Só por alguns, né? Mas não por todos. Então, quando eu faço isso, eu não coloco o meu centro na de valor na mão dos outros. Se me avalia bem, eu vou para cima, senão vou para baixo. Então agora o que que me norteia são os meus próprios valores e eu tenho que saber quem eu sou, né? Quem é o Guilherme? Quem é o Luts? Pô, eu sou um cara justo, eu
sou um cara empático, eu sou Introspectivo e não tenho que ser extrovertido, tá tudo bem. Imagina se o mundo todo fosse de pessoas extrovertidas, os ambientes iam ficar também meio caóticos, né? A gente tem que ter esse equilíbrio. Então, a gente olha pros nossos valores e diz: "Beleza, sou um cara leal, tá? Tô bem com os meus valores, tô, então agora eu vou olho direto pro meu centro, pro meu centro de valor, né? >> Minhas atitudes estão encaixando nisso Aqui que eu que eu enxergo, que são valorosas para mim, né?" Exato. E aí eu não
vou querer ser aceito por todos os grupos. Vamos, vamos imaginar que eu tô chego num grupinho ali que estão falando mal de uma outra pessoa, tá ali falando mal, né? Acontece ali pelas costas e tal e eu chego ali e não falo mal, né? Ou não preciso dizer a parar de falar mal a do cara, né? A gente pode ser mais político, mas daqui a pouco eu corto o assunto. Pô, mas tu Gosta daquela daquele carro lá, tu viu, né? Dou um corte ali para ver, né? que, pô, cara que se posicionou, né, deu para
a pessoa sente que, né, foi um corte mais sutil ou saio. Beleza, eu tava olhando pro meu centro de valores, que é a lealdade. Eu não, eu sou leal aquela pessoa que não tava ali e eu não quero falar mal dela. Se essa pessoa não vai gostar de mim, dane-se. Eu não preciso que ela goste de mim, porque ela não tem valores Parecidos com os meus. Daqui a pouco outras pessoas que estavam ali nesse grupo vão gostar da minha atitude, né? Porque viu ali que, pô, ele tem uma atitude legal. Se eu sair aqui da
roda, ele não vai falar mal de mim, né? Isso na minha história foi bem marcante. Eu me lembro que eu morava certa vez bem novo, 20 e pouquinhos anos na Califórnia e fomos, tava lá mordido lá com com um amigo meu e tal. E nessa casa tinha um cara mais velho na época, né? que nem Era tão velho mesmo na época pra gente que era guri. E aí e a gente foi comprar uma carne no açog e eu cheguei lá no açog e meio que fui falar mal dessa pessoa, né? Pá, tava tava ali chateado
e tal. E ele foi bem radical assim, cara, não fala mal dele para mim que comigo não. Aquilo na hora assim bateu, né? Bateu ali dentro do eu, >> fui cortado, né? queria desabafar um pouquinho, >> mas cara, foi uma grande lição para mim, Tanto que eu tô falando isso agora aqui, né, que eh ele foi ali, ele seguiu um valor, né, dele e eu aprendi uma lição. Eu também tinha esse valor, né, só que tava um pouco confuso, novo, né, eu, pô, legal isso. Depois eu dei crédito para ele e vi, pô, um cara
que ele não vai falar mal de mim também pelas costas que nem >> Pois é, >> né? >> Bom, então voltando pro ciclo ali, esse Virtuoso que eu chamo, né? Agora, a gente não vai ter essa necessidade de ser aceito, reconhecido e amado por todos, só por alguns. Então, eu tiro o meu centro de valor da mão dos outros, olho direto pros meus valores, o que me norteia são os meus valores e agora sim, eu seguindo os meus valores, eu sou autêntico. Que que é ser autêntico? Eu tá congruente aos meus valores, né? Se eu
sou congruente ao que eu penso, ao que Eu quero, mesmo que eu ainda não seja perfeito, mas eu tô indo nesse caminho, eu quero esse caminho, eu agora sou autêntico, sou eu mesmo. Não preciso estar botando essas várias máscaras sociais para me adequar, né? Eu sou eu mesmo, tá tudo bem. Agora, então eu fico seguro, porque eu estando na minha própria pele, eu consigo estar mais seguro. E aí o último passo que no outro ciclo lá seria eh eh buscar ser aceito por Todos, né? Eh, esse perfeccionismo social agora é a autoaceitação, último passo. Então,
sou autêntico, me sinto seguro e eu me aceito. Eu me aceito sendo quem eu sou no meu processo, que não é igual ao de ninguém, porque a gente tem a tendência também de se comparar, né? E e não é se eu só posso me comparar a quem eu fui antes. Então se eu só me comparo a mim mesmo, tá tudo OK, né? E aí eu me aceito, me aceito com o meu jeito de ser, que não é igual do Outro. O outro fala, é daquele jeito, chega e é é mais extrovertido. Eu não, eu tenho
o meu jeito, mas ele também é legal. Eu também posso conquistar as pessoas, elas podem gostar de mim, eu sendo do meu jeito e com as minhas falhas também, né? Eh, eu não preciso ser perfeito, mesmo eu não sendo perfeito, vão me aceitar. E muitas vezes, na verdade, quando a gente tem coragem para ser imperfeito, para ser vulnerável, é aí que a gente tem força, Né? E é aí que a gente conquista >> e as pessoas gostam ainda mais, né? conquista as pessoas ali >> gostam ainda mais, cara, porque todo mundo hoje em dia tá
com tá querendo esconder, né? Tu pega então hoje que na internet, né? É só um mais perfeito que o outro, um melhor que o outro, né? Ninguém tem coragem de ser ele mesmo com os com os seus erros, dentro do seu processo, né? Eu tô começando algo, não vou me comunicar tão bem, né? Depende do Processo que eu tô, mas eu me aceito. Então, quando a gente se aceita, a gente sai desse. Agora sim, a gente começa a trair as pessoas porque elas vão ver que, pô, o cara se aceita, né? Ele tá seguro e
aí ele não é perfeito, beleza? Mas ele se aceita na sua imperfeição. Aí trazendo isso, me lembra outra coisa, né? Esses são os dois ciclos, então, né? Mas como a gente sair então daquilo? Mas me lembra muito também essa dor do tímido, do ansioso social, que é muitas Vezes ali não se aceitar e ficar com a vergonha. Que que é a vergonha, né? >> A vergonha é aquilo que a gente não aceita na gente. >> Hum. >> Vamos imaginar assim, vamos imaginar antes de você definir, para pensar, pessoal. E eu tô parando para pensar aqui
como que a gente definir vergonha, né? É um, a gente sabe, todo mundo já sentiu vergonha em algum em algum nível, às vezes todo mundo já sonhou que Aquele sonho clássico de aparecer na escola sem roupa, [risadas] sabe? Essas coisas assim que vai gaguejar na palestra e tal, e você sente aquela aquele sentimento de vergonha, mas definir palavras o que é estranho, né? É difícil, né? >> É. E a gente abstrato >> não não encontra muito essa definição, né? Eu fui chegando assim nessa conclusão de que vergonha é tudo aquilo que a gente não aceita
na gente. Então a Gente cria esse sentimento porque é um sentimento, né? Não é um conceito. Então vamos vamos dar um exemplo lá. Eu tô na beira da praia e por algum motivo eu não aceito o meu corpo. Eu tenho vergonha. Então vou imaginar posso ter uma estria, eu posso ter uma cicatriz, eu posso estar mais gordinho, alguma coisa que eu não aceite em mim. E aí tá todo mundo lá se divertindo na beira da praia e tá um calorão e eu tô de camisa ali, né? Camiseta na beira da Praia. Tá todo mundo sem
camisa e as gurias de biquíni, né? Eu e um guri ou uma mulher, um menino, uma menina, né? Tá, falo guri, guri, mas tá, tá de biquíni ou de camiseta. Beleza? Então ele tá com vergonha do seu próprio corpo. Ele não aceita aquela gordurinha ou aquela estria ou aquela cicatriz. Quando ele tenta esconder do outro, a gente tende a sofrer o bullying. A gente tende que o outro olhe para aquilo Que a gente tá com vergonha e aquilo maximiza. Por quê? Porque a gente tá escondendo. Aí chama atenção e a nossa vergonha cresce quando a
gente esconde. Então aí pode vir a gozação, a brincadeira, porque a pessoa não tá, na verdade brincando com o fruto da tua vergonha. Não é pela gordura, não é pela estria, é pelo teu desconforto. A pessoa capta a tua vergonha e o teu desconforto. E aí ela bota o dedo ali na tua ferida, né? Por quê? Por que que é Isso mesmo? Porque, cara, não tá cheio de gente na beira da praia lá que se aceita e tá sem camisa, gordinho, com uma cicatriz de biquíni com estria e ninguém olha para aquilo porque a pessoa
não tá escondendo, ela se aceita, então ela não tá com vergonha. E quando ela não tá com vergonha, os outros também não olham para aquilo, porque ninguém tá preocupado com a vida um do outro, né? A pessoa ali nota, na verdade, não é o sobre a vida do outro, notou o Desconforto que o outro tá em relação ao fruto da sua vergonha, né? >> Pois é, cara. E da onde vem, né, essa nossa necessidade de ter o corpo perfeito também, assim, é claro, tem questões de saúde envolvidas n tudo, mas às vezes você ter uma
estria, você ter um pouquinho de gordura ali, não vai, não é isso que vai que vai te fazer mal e tudo mais. A gente leva muito a sério essas coisas, né? E acho que o tempo inteiro, [ __ ] se eu não tiver ali com o Corpo perfeito, a galera ali vai me julgar. >> Isso é uma coisa, isso é uma coisa que que eu tive muito problema, porque eu sempre sofri muito efeito sanfone, assim, tinha épocas muito magras, épocas muito muito acima do peso e tudo mais e ficava com essa [ __ ] e
agora fodeu, tem um stre aqui e tal, não sei que por conta disso, vou para com meus amigos, vou vou não vou me sentir à vontade. Mas falei, cara, quer saber? Isso faz meio Que eh parte da minha luta, assim, parte da minha história, um processo que eu vou tentar resolver com o tempo, sabe? E no momento tive momentos melhores, momentos piores e é isso. Eu entendi que faz parte, assim, não é um uma das dificuldades que eu tenho. As pessoas vão ter outras dificuldades em outras áreas, sabe? >> Claro. E aí hoje tu lida
melhor, por exemplo, tu tira a camisa, como é que tu lida com isso? [ __ ] eu não ligo [risadas] nem um pouco. >> [ __ ] >> Provavelmente em algum momento tinha um amigo mais que tinha uma personalidade de fazer um bullying ali, de olhar para aquilo. Teve. >> Hoje tu pode notar como tu aceita, ninguém vai ficar apontando para aquilo ali, né? Tá tudo dentro da nossa cabeça. É muito mais sobre a gente do que o outro. >> Pois é, né, cara? E das de expectativas Que às vezes a mídia criou em cima
da gente, de como a gente tem que ser, né? total. >> A sociedade criou como a gente tem que ser e tudo mais. >> Total, né? Esse o ser aceito, né? O esse padrão que a gente tem, né? Que a gente não consegue furar essa bolha social, né? >> E aqui a gente tá falando de uma coisa estética, né? Mas o ser aceito também comportamental existe isso aí também, Né? Como a sociedade quer que a gente se comporte, como é que você tem que se portar num tal lugar e tudo mais. >> É, é um
medo muito primitivo, né, Lut? Se a gente olhar da onde que vem a ansiedade social, teve um estudo, né, que que mostrou que muitas vezes falar em público para algumas pessoas é um medo tão grande quanto da morte, né? Tamanha essa ansiedade social. Por quê? Vamos pensar que lá atrás, né, milhares de anos atrás, quando a gente Era caçador, coletor, o homem precisava viver em grupo, né, tanto para ter comida, né, caçar animais grandes, quanto pro para manter o fogo, quanto para eh passar os nossos gens adiante, né, ter sexo. Eh, então a gente precisava
do grupo. Qualquer erro social naquele grupo que tu fosse julgado por alguma coisa, ele iria representar tu ser rejeitado pelo grupo e essa rejeição do grupo ia representar tua morte. Tu sozinho, né, Na ou na savana africana, né, tu não ia durar uma noite, né? Então tu vê que isso vem muito com a gente para preservar a nossa espécie, né? Esse comportamento ele foi muito útil. A gente >> essa necessidade de aprovação do grupo é é muito genético também, né? Faz muito parte da nossa biologia, né? >> Total. Por isso, né? Pra gente, se a
gente ficar sozinho, fosse excluído, a gente morreria, né? Só que hoje isso Ainda nos acompanha nesse processo evolutivo. Só que a gente tem que evoluir porque eh isso ainda não foi ainda tão bem evoluído, né? A gente tem que tirar isso porque hoje a gente eh não precisa mais tanto do grupo para não representa mais um perigo desse tamanho, né? Eh hoje eu tenho um apartamento, tenho uma farmácia, tenho supermercado, né? Eu não vou morrer se eu for excluído ou se alguém não gostar de mim. Então isso vem lá de trás. Por isso que é
tão Forte esse medo. Muitas vezes de falar em público representa a morte. Porque na cabeça da pessoa é: se eu tiver um erro social, serei rejeitado. E essa rejeição dentro da nossa mente representa a morte, né? E esse viés da negatividade junto, né? Que anda com a gente sempre por conta disso também, né? a gente vai ver que a gente pode ter 10 elogios ou 1000 elogios. Verdade, >> né? >> Por exemplo, nas redes sociais, Posta alguma coisa ali, tu pode ter cara, tu pode ter, eu vejo por mim isso, né? Como a nossa mente
ela tem esse viés, né? A gente tem ali 1000 elogios, mas tem uma crítica pesada. Pronto, tua mente foca ali e tu fica ruminando aquilo ali e tu bota em jogo, em cheque quem tu é, o teu trabalho, tudo mais, por conta de uma pessoa, né, que muitas vezes frustrada, né, eh, cheia de problema, que foi ali te criticou. E, cara, tu tu a tua mente esquece todo o Positivo. Por quê? Porque também vem de lá, né? Não adiantava a gente, a nossa mente não guarda o positivo tão fácil. A gente tem que fazer força
para isso. Por quê? Se a gente tivesse andando lá na savana africana e pensando, ah, vou namorar depois lá na beira da cachoeira, vou comer lá um peixinho assado lá com tu ia ser atacado, ia morrer, né? Então tu tinha que est pensando sempre num viés negativo. Que que é aquele barulho que eu vi atrás do arbusto? Que que é Aquele aquele vulto ali, né? sempre olhando pro negativo para se preservar. Então isso também vem de lá, né? Esse esse a nossa mente ainda trabalha muito assim. E só a gente se dando conta disso, né?
Pra gente é a TCC, né? A gente racionalizando um pouco que é muito automático do emocioneducação, né? Sobre de onde vem essas coisas, né? Pessoal, antes da gente continuar, eu só preciso dar um Recadinho rápido aqui e também apresentar para vocês uma ferramenta nova que eu descobri, inclusive aqui durante o podcast com a Dra. Ana Cláudia, que ela me apresentou uma da uma das coisas mais legais que eu já vi ultimamente, que é o uma mentora virtual que ela criou. Então é um uma pessoa aqui no WhatsApp, uma pessoa entre aspas, né, aqui no WhatsApp,
é um contato aqui no WhatsApp que eu posso mandar uma mensagem para ela e ela me Traz um direcionamento envolvendo comportamento, psicologia e neurociência. Então vou dar um exemplo aqui só para vocês terem uma ideia. Vou mandar em áudio, inclusive. Eita, que é o nome dela. Eita, eu tô me sentindo um pouco ansioso hoje, estressado, eh, disperso. Tem algum exercício que você pode me passar para ansiedade que eu possa fazer agora? Então, mando o áudio aqui pra eita e ela me responde em áudio também. Lembrando, Pessoal, não é uma, isso aqui não substitui terapia, não
é ser, não é uma psicóloga, mas é uma mentora, uma amiga que você pode contar e direto converso com ela aqui sobre alguma coisa que eu tô passando, eh, alguma ansiedade ou algum medo que são as coisas que eu vivo no meu dia a dia, dependendo com as coisas que, sei lá, às vezes você tá passando por um burnout, às vezes você tá passando por uma depressão, conversar com ela ali, que é uma IA treinada e com Especializada nesse tipo de de assunto, é muito interessante. Então, ela tá me respondendo aqui, tá até os três
pontinhos. E quando eu mando em áudio, ela responde em áudio. Quando eu mando em texto, ela responde em texto. Vamos ver o que que ela vai falar sobre a minha ansiedade aqui, ó. Respondeu. Vamos ver. >> O nome dela é eita mesmo, Luts. Aliás, já percebeu que esse nome combina com aqueles momentos em que a gente solta um Eita, sem nem pensar? Esse é o espírito aqui. Olhar pra sua ansiedade e não fugir dela, mas aprender com ela. Vamos testar um exercício rápido agora. para um pouquinho, se possível, senta, olha qual ao seu redor e
escolhe uma coisa para focar. Pode ser um objeto ou a luz entrando na sala. Agora inspira devagar, contando até três. Segura um segundinho e solta o ar pela boca, contando até quatro. Tente fazer isso umas três vezes, olhando para esse objeto. Depois Me fala, sentiu alguma diferença no corpo ou na mente? >> Era muito legal. Então, para quem eh passa por essas dificuldades aí, que eu passo muito no meu dia a dia, se você se identifica com isso, vale muito a pena experimentar. O link que tá aí na descrição e o QRcode que tá aí
na tela, eh, te permite utilizar a Eita durante um dia inteiro gratuitamente. Você tem esse teste de um dia para poder utilizar, testa. Eu tenho certeza você Vai gostar muito. Pega uma coisa que você tá com alguma com alguma dificuldade agora, com alguma angústia agora, manda uma mensagem para Eita e ver o que que ela responde. Cara, quando quando chega alguém para você lá que tem todas essas questões de timidez e olhando para um, se for uma escala, alé, não sei se é, mas um degradê ali, de timidez, vai passando, passando, passando, vira uma ansiedade
social e tudo mais. Eh, qual que é o, não sei se essa é a melhor palavra, tá? Mas qual que é o protocolo ali? Como é que você chega nela? Como é que você entende? Quais, tipo assim, você tem que chegar a entender quais são as situações, entender qual é o medo, entender o passado, como é que você mapeia isso primeiro. Uhum. >> E depois como é que é o processo de solução disso, né? Então você falou daquela questão lá do esqueci o nome de Que você se jogou lá na no >> os contratempos >>
contratempos, como é que você encaixa isso na vida daquela pessoa. Até uma coisa que depois queria te perguntar sobre isso, que é uma vez já ouvi falar, cara, veste uma roupa que você nunca vestiria, eh, por exemplo, eu só visto preto, veste uma roupa colorida, umas meias loucas assim, vai no shopping, sai, não sei quê, não sei se isso tem a ver com isso também. >> Total. Então me conta um pouquinho sobre isso. Chega uma pessoa lá, aí pode descrever uma pessoa padrão que chega, uma coisa do tipo, vamos mapear ela, mapeamos qual que é
o próximo passo, como é que é o dia a dia ali, como é que ela tem que lidar e tudo mais, >> tá? Geralmente a pessoa com ansiedade social, né, essa timidez que a timidez é aquela coisa, é o começo da ansiedade social, mas ainda não te limita tanto, Tu ainda não faz as evitações. No momento que ela causou mais prejuízo na tua vida, a gente já tem um diagnóstico ali de ansiedade social. Ah, eu não tô conseguindo sair com meus amigos, eu não tô conseguindo eh ter uma namorada, eu não tô conseguindo falar numa
reunião eh de trabalho ou da escola do meu filho, né? Então, eh, quando eu tranco já é uma ansiedade social. Então, chega essa pessoa lá para mim, a gente vai olhar pra história dela, né? Da onde que veio Isso? Geralmente vai vindo um passado assim que essa pessoa ela tem ali marcas lá atrás, né, de pais muitas vezes, né, que foram muito duros, rígidos, controladores, comparavam com irmãos ou batiam ou xingavam, né? Então a gente vai ver que isso, esse é o começo, assim, né? >> A indiferença também pega nisso, assim, pais que eram mais
indiferentes, assim, a gente busca aprovação e não tem >> Exato. A gente vai que daí querer passar A vida inteira buscando uma aprovação que daí é o perfeccionismo social, né? A gente vai querer buscar essa aprovação desses pais internos, né? Eles, a gente nunca teve aprovação e aí eu fico tentando ser perfeito o resto da vida. E mesmo que se eu tiro 9.9 numa prova, eu vou olhar, putz, não fui bem porque eu não tirei 10, eu tinha que ter tirado 10. É sempre como se eu quisesse essa aprovação interna de um pai interno aqui
dentro que nunca me deu e aí eu nunca Consigo me dar, né? E então isso total relacionado. Então a gente vai ali mapear essa pessoa, né? eh fazer essa psicoeducação, mostrar para ela da onde que vem, fazer ela ter consciência, né? A consciência é é que é a psicoeducação, né? Ela é a virada de jogo, assim, porque a gente tá muito em padrões ali de pensamentos automáticos. Que que são pensamentos automáticos? Vamos imaginar que a nossa mente ela tá dividida a um meio, uma Parte inconsciente, outra parte consciente. Só bem básico assim pra gente fazer
agora esse pensamento. Se eu tô lavando louça, se eu tô caminhando na rua e eu não tô escolhendo pensar em algo, tão vindo pensamentos ali toda hora, né, para eu pensar. tão vindo de forma inconsciente. Eu não escolho pensar naquilo. Eh, simplesmente o pensamento tá brotando para minha mente consciente. E aí eu boto a minha atenção no pensamento que veio de forma Inconsciente. Agora ele se tornou consciente. Então, eh, veio um pensamento do inconsciente ruim, um lixo lamental que a minha mente me trouxe, um medo, um julgamento, né, ruminando alguma história do passado sobre futuro
ou um devaneio. E aí eu boto ali a minha atenção ali e começo a ruminar aquilo ali, né? E aí já tem o próximo passo com sentimento ruim e um comportamento ruim. Então a gente tem que ter primeiro essa consciência assim que nós não somos os Nossos pensamentos. Os pensamentos eles vêm de forma inconsciente, muitos deles, e a gente tem que aprender a olhar para esse pensamento. E aí a chave, que é essa consciência da atenção. Eu vou botar atenção em todos os pensamentos que a minha mente me traz ou não? Eu não boto atenção.
Então para eu não pensar em algo ruim, não é eu dizendo: "Eu não posso pensar em algo." Se eu te disser, "Não pensa Luz em um [risadas] elefante rosa com bolinha verde", vai vir essa Imagem mental, >> né? Porque a nossa mente ela é feita para pensar. Então a grande chave que é o trabalho no mindfulness, né, que é a terceira geração da TCC que encaixa muito nisso, pra gente se dar conta dos pensamentos, né? Então a chave é a atenção. Não é eu dizer para mim que tu não pode pensar nisso, mas eu conseguir
tirar a atenção de um pensamento. Aí eu dissolvo esse pensamento. Então se me tô ali eh lavando louça e vem um Pensamento, um devaneio ruim, eu eu já tô mais, né? consciente disso, eu olho para que que eu vou botar atenção nesse pensamento ruim aí, vai me levar aondde? Aí eu boto de novo a atenção, por exemplo, no mindfulness, né, que são cinco sentidos. Sinto a água caindo na mão, a óleo pra louça, volto a minha atenção pro agora, né? Os cinco sentidos sempre estão no agora, por isso que a respiração tá no agora também,
né? Quando eu volto pro agora, o pensamento Dissolve. Ele pode até voltar automaticamente um minuto depois, mas eu olho para ele de novo e volto. É uma musculação pro meu córtex pré-frontal. Esse pensamento, vamos dizer que é um pensamento límbico, né? Vindo desse inconsciente emocional. Então eu eu ter essa consciência que os pensamentos vêm sem eu escolher. Eu não consigo escolher se o pensamento vai vir sobre um assunto, mas eu consigo tirar a atenção dele. E o que que a gente faz quando não Tem essa esse essa consciência? Tudo que é pensamento, todos os lixos
mentais, tudo que a mente traz da minha baixa autoestima, né? Eu penso e já boto atenção ali, continuo pensando, pensando, pensando, >> acredito naquilo, rumino em cima daquilo, >> acredito naquilo. E aí é a chave a gente não acreditar tanto, né? Eh, e aí, que que é esse não acreditar? é o córtex, que agora ele tá Filtrando já mais esse tema límbico. Quanto mais eu pratico, por exemplo, um mindfulness, mais eu tô fazendo essa musculação pro meu córtex, pra frontal ficar mais forte e ele não tá tão ali e permeável a tudo que vem desse
sistema límbico. Então, quanto mais consciência eu tenho, menos eu sofro, porque o pensamento gera o sentimento que vai gerar um comportamento, né? Então, dentro do ciclo da ansiedade social, uma situação, uma apresentação, eh, eu ter Que falar num grupo de de amigos, é a situação. Vai me gerar pensamentos automáticos ali distorcidos. Por que que são distorcidos? Não são a realidade. A realidade, as pessoas não estão nem aí para mim, vão me aceitar, né? Mas ele tá vindo ali, eu não sou bom, não vão gostar de mim, eu não tenho carisma, eu sou um fracasso. E
aí esse pensamento me gera um sentimento naquela situação. Me sinto ansioso, me sinto frustrado, me sinto inseguro e vou pro Último passo que são esquivas dentro daquilo ou evitação. Evitação eu não vou ou faço pequenas esquivas, né? Não olho nos olhos, não falo tanto, deixo para outra pessoa falar, né? Fico no celular. Então esse é é um ciclo que a gente tendo a consciência a gente olha. Por isso que o mindfulness encaixa com a TCC. Eu aprendo a olhar os pensamentos automáticos e aí quando me vem esses pensamentos ali sabotadores, né, distorcidos da realidade, eu
digo assim: "Pera aí, que evidências, né, que eu tenho que isso é uma verdade? A isso eu já tive experiências, né, que eu tô me colocando à prova, vou pensar, pô, última vez que eu fiz, não, deu tudo certo. Ninguém riu de mim, ninguém me atirou uma pedra, né, que é onde a gente vai chegar lá, que é onde entra os contratempos sociais, né, que a gente vai ver a realidade. Então, é o tamanho do poder que a gente tá ali na terapia, né? Sai um pouco, mas tu me perguntou Sobre o processo da terapia.
>> Então, a gente vai criando toda essa consciência. Vou trabalhando mindfulness também com a pessoa, né, para ela aprender a olhar pros pensamentos, entender que os pensamentos vem, não são uma verdade, eu não sou os meus pensamentos. É como se eu olhasse, né, um rio de pensamentos passando de forma automática e cada pensamento me atirasse, fosse levado por essa correnteza. Então eu ir pra margem Desse rio e ver que os pensamentos passam, né? Eles não são uma verdade absoluta. E aí quando eu já tô nesse processo, eu consigo agora ir para essa parte da da
dessa reestruturação dos pensamentos, essa reestruturação cognitiva, que é eu me perguntar, não, que evidência eu tenho que tudo isso que a minha mente tá trazendo agora automático vai acontecer. Não vou arriscar, né? E quando eu arrisco, a mágica acontece. Aí eu vejo que, pô, o Que a minha mente tava dizendo ali não era verdade, as coisas são diferentes. Pode até ter sido assim lá no passado, né? Ah, sofri um bullying, era assim na minha casa, mas não, não é a vida inteira assim. Eu não preciso acreditar nisso que é para sempre. Tá, >> cara, vou
abrir um parênteses aqui, daqui a pouco você continua falando sobre a questão do como é que a gente resolve todas essas coisas e como se arriscar a forma correta nesse sentido. Mas uma coisa assim que me ajudou muito com isso é que eu sempre achei que meus pensamentos estavam me protegendo em algum sentido, sabe? Exato. >> Então, toda vez que eu tava pensando demais, analisando, pô, eu vou naquele evento lá, como é que eu vou cumprimentar as pessoas, o que que eu vou falar, em que momento que eu, tipo, pensava todas essas coisas. Eh, eu
achava que eles estavam me protegendo e pelo contrário, tav me Deixando mais ansiosos, t aquilo tava me deixando mais ansioso. E aí eu quando eu chegava naquele naquele evento, eu eu eh tinha que agir dessa forma que eu eu tinha tentado planejar e as coisas não funcionam assim, na vida real e já fica mais ansioso por conta disso. E aí vai, né, vira uma bola de neve e é sempre ruim. Uma coisa que me ajudou muito, cara, foi simplesmente falar assim, cara, quer saber? Eu vou viver no automático nesse sentido, sabe? Eu vou Parar de
pensar essas coisas. >> Humum. >> E vou chegar lá e vou falar e vou agir da forma que meu meu corpo mandar eu agir, sabe? Que a que a minha mente mandar eu agir na hora ali. >> Uhum. >> E aí meio que segui uma intuição ali, segui uma o que eu qualquer coisa que vem na minha cabeça, sem pensar se vão me julgar ou não, sabe? Sem pensar. e começou a funcionar, comecei a arriscar Mais e entrar em situações assim que me que antes eu não entrava por conta disso, sabe? Por conta de pensar
demais como é que seria e tudo mais. >> É, é muito do do dessa visão autocentrada, né? A gente fica botando foco só na gente. Então isso faz parte do ciclo dança da rede social. A gente fica botando o foco como que eu tenho que falar, como que eu tenho que me comportar, será que eu vou ficar vermelho, será que eu vou tremer? Será Que eu vou falar algo certo? E aí eu não vivo a situação, eu não tô presente na situação, eu não tô ali eh curtindo a situação, né? E eu tô sempre preocupado
de como os outros estão me avaliando, né? que que é provavelmente era isso que tava sentindo ali, como que estão me vendo, como que estão me avaliando. E aí eu vou colocando filtros, que eu digo, a gente vai colocando filtros que a gente emana a nossa essência, a nossa autenticidade, mas quando a gente vai Fazendo isso, a gente vai colocando camadas de filtro >> que vai filtrando essa nossa autenticidade e eu vou cada vez mais pensando em como que eu tenho que me comportar e aí eu vou trancando, travando, né? E não sou eu mesmo
ali na situação que é o que tu tava falando aí antes tu, pô, tu chegava lá e tu ficava travadão, né? Porque tu ia colocando esses filtros. Ah, esse o que que ele vai pensar? Que que eu vou falar agora Aqui? Será que eu chego dando oi assim o assado, né? E aí vai botando os filtros e eu tranco. Agora eu tenho que arrancar esses filtros, né? E é o que tu tava falando, Dani se você o mesmo, né? Eh, vou vou lá. Às vezes é ruim, que às vezes eu solto umas piadas ruins assim
do nada, mas maior parte do tempo é bom. >> Mas e e não é ruim, né? Tu tá sendo tu mesmo e tá tudo bem. Às vezes a gente soltar piada que não tá tão legal. É só quando a gente faz isso que a gente Também consegue em outros momentos sentir que tu se conectou mais sendo eu mesmo. >> E aí tu perguntou da terapia, às vezes eu faço justamente para isso um trabalho que eu criei essa técnica, que é tipo porque as pessoas são muito assim, né, muito rígidas. que que eu vou falar, como
é que eu vou você. E aí eu dou o exemplo primeiro, eu digo, me mostra aí três objetos aleatórios da e vamos construir uma história sobre esses Objetos. Uma historinha rápida. A gente faz isso algumas sessões assim para tu te permitir sair fora da caixa, ser louco, né? Louco, ser estranho, ser tu mesmo. A gente nosso, todo ser humano visto de perto, ele é um bicho estranho, né? Só que a gente quer parecer que, né, é o cara e não é estranho. Então eu dou o exemplo, né? Daí eu falo coisas absurdas ali, né? Mostra
aí três objetos. Ah, garrafinha, caneca e o microfone. Aí eu tento ali criar ali de Forma automática mesmo uma história mais fora da caixa possível, né? P começa, eh, uma vez essa essa caneca, peguei os três itens, me lembro uma vez, né, que eu fui viajar, aí eu mostro eu saindo mesmo para para dar essa permissão pro outro também depois criar dele. Ah, essa caneca me faz lembrar que certa vez eu fiz uma viagem pra Amazônia e chegando lá eu fui visitar uma tribo indígena, né, e cara, achei incrível, né, me me conectei muito lá.
E de noite tinha tinha vários rituais e de noite teve um ritual lá que foi foi muito legal, que que o pajé ele dava uma xícara para cada um e botava um chazinho ali dentro, né? E esse chá ele é ele era feito de um cipó, não sei se já ouviu falar na iuasca, né? E aí eu bebi aquilo. Quando eu bebi aquilo, essa experiência abriu um portal para mim. E aí tanto vê que eu vou falar coisa assim, né? Aí me fez ver, né, num numa visão que eu tava, eu pego outro Item, ah,
um microfone e ali eu entendi que eh eu poderia palestrar, eu poderia ser um palestrante, né, porque eu tava muito trancado com a opinião dos outros. E quando eu tava lá, né, dentro com esse microfone, eu eu tava com o microfone empolgado e aí aconteceu aquilo que eu mais temia. Eu tropecei e caí do palco e eu achei, né, né, isso tudo na visão da Iasca e eu achei que o público ia rir de mim, ia me vaiar e eu vi que as pessoas me ajudaram, né, me Incentivaram, eu voltei pro palco e foi a
melhor palestra da minha vida, porque eu ter caído me colocou em vulnerabilidade e fez eu ser aceito pelas pessoas. Elas se colocaram no meu lugar e e foi incrível. E aí me fez ver que tudo que eu temia nessa nessa visão da IASCA me fez ver que tudo aquilo que eu temia de ser julgado e criticado se eu cometesse um erro social não aconteceu, né? E e aí vou fazendo uma historinha assim bem fora assim da caixa Caixa. >> E aí depois eu digo: "Bom, agora aqui eu vou te mostrar." Eu mostro ali, puxo três
objetos ali que estão perto de mim, aleatórios e às vezes eu digo: "Tu quer um minutinho para pensar e início meio fim". já quer começar, muitos já se encorajam ali porque pensam, pô, como é que ele falou esse monte de loucura? Às vezes cada cada hora eu invento uma coisa diferente, né? E tento, né? Às Vezes tô ali com médicos, né? Pessoas super, né? Eh, que tem ali um trabalho super sério, né? E eu não me importo o que que um cara aqui da minha frente tá pensando, eu vou lá e parece que quanto mais
essa pessoa é séria, aí sim que eu que eu boto esse outro lado assim e falo ali loucuras, né? E e aí é incrível esse trabalho que porque a pessoa dela se ela dá essa permissão para ela, >> né, de tirar os filtros, que é o que a gente tava falando, né, que começou a Tua história ali, eu chegar lá e vou colocando esse filtro e eu não emano a minha autenticidade, né? E aí a pessoa fala ali, ela: "Nossa, que legal, né, falar assim". E e aí a gente vai abrindo assim, né, a pessoa
e ela vai se permitindo tirar esses filtros e ser ela mesmo ser estranha, ser diferente, ser autêntica. Cada um tem o seu jeito e a gente é especial porque a gente é estranho, cara. E é e é tão legal quando você encontra uma pessoa, tipo assim, Que você vê que ela é autêntica, que ela é ela não tem problema em ser estranha, ser esquisita. Eu vejo muito isso em artistas assim, sei lá, a galera de banda às vezes que eu bastigo, tem uns caras esquisitaço, mas eles são autênticos assim. Você dá vontade de conhecer, cara,
como é que você, sei lá, conhecer o cara, entender da história dele? Dá vontade de você entender aquela pessoa, sabe? Quando quando ela é tão autêntica que ela não tá nem aí porque Vão pensar e tudo mais, sabe? >> É muito massa isso aí, >> cara. E aí eu eu te cortei ali naquela hora, mas assim, qual qual que então que seria algumas técnicas além dessa e que outras assim que você vai pedindo pro pro teu pro teu cliente ali fazendo? Então daí a gente também começa a trazer um mindfulness, algumas práticas ali para ele
se dar conta desses pensamentos, mas a gente vai cair muito dentro do dessas de trazer exposições Sociais, porque isso assim é o que gera uma mudança assim que anos de terapia convencional não iriam não iria gerar. Eh, vamos imaginar, eu sempre uso aquela frase, para tu aprender a nadar, cara, não adianta tu ficar lendo livro, lendo, lendo, lendo. Se tu nunca entrar dentro d'água, não vai adiantar, né? pra gente que é praticante de jitsu, só ficar vendo vídeo e eu nunca for pro tatame, nunca vou nunca vou aprendendo que eu vou evoluir. Então, pra ansiedade
Social como medo, é, é, é, é por isso que é hoje, né, eh, o tratamento padrão ouro. Não existe outro tratamento melhor do que os contratempos sociais, que é a exposição para qualquer ansiedade, né? Mas e vamos imaginar que uma criança ela tem medo de cachorro, né? Se o pai incentiva ela levar na praça, ah, olha pros cachorros, cachorros mais amigáveis no começo, né? E conversa ali com o dono do cachorro, faz ela se aproximar, né? Depois vai outra vez, faz de novo, faz De novo, até que ela perde aquele medo, sensibiliza aquilo, né? Então,
para um medo, a forma mais eficaz não é ele ficar em casa dizer: "Não, olha, o cachorro não te morde. Pô, se ela viu um cachorro feroz outra vez latindo, né? Ela não vai acreditar. Então, ela tem que viver aquela experiência. >> Então, esses são os contratempos sociais pra pessoa com ansiedade social. a gente vai criar ali de forma gradual, não já como eu já apareço ali na nas redes Sociais fazendo já ali um nível que eu chamo ali de nível faixa preta, né, que é um nível 10 já, que é o que o Stephan
Hoffman vai chamar de um inundação, né? Então eu já vou ter uma inundação emocional para eu aprender a lidar com aquilo, mas eu começo gradual, então coloco a pessoa que ela como tu tava dizendo, botar uma roupa colorida. Isso já é mais também nível faixa roxa. Vamos começar mais gradual, né? Então daqui a pouco eu eu digo paraa pessoa andar na Rua eh batendo palma, né? [risadas] Aí ela vai ver. Nossa, que ah, eu tenho medo de parecer ridículo, tenho vergonha. Ah, tu tem vergonha? Então, que que tu acha que vai acontecer se tu andar
batendo palma na rua? Ah, todo mundo vai me olhar e vai rir da minha cara. Então, tá, vamos lá. Vamos fazer isso. Tu vai dar 10 passinhos batendo palma. Aí depois volta, que que aconteceu, né, pô? Ninguém tava nem aí. Eu acho que uma pessoa só olhou, o resto Não olhou. Então isso faz eu a partir da vivência, que é muito mais do que eu ficar falando que tu, ah, pode ser assim, que ninguém tá nem aí, não. Tu vai lá e vive a experiência e a partir da vivência tu tem a transformação, que é
tu fazer essa reestruturação do pensamento, né, que vai te ajudar paraas outras vezes, porque tu fez agora, ao invés da evitação, tu fez o enfrentamento e d aí tu não optou pelo alívio imediato, foi Lá e viveu. Aquilo te causou muita ansiedade para tu ir viver, principalmente a ansiedade prévia, né? Causou muita an que vão achar, eu vou parecer ridículo. E aí tu viveu e viu que não aconteceu nada daquilo que a tua mente sabotadora te disse que ia acontecer. E e aí não tem nada maior do que tu viver e ver com os teus
próprios olhos, né? >> Então essa seria uma exposição faixa Branca ali, um comecinho. Quais outras de faixa branca que você recomendaria que você passaria pra galera? Eh, se gravar, eu peço muito assim, começa a se gravar, pegar o celular e e dá cinco passos na rua, eh, se filmando. Mas não, eu falo, não pode ser bracinho de dinossauro aqui curtinho, olhando para baixo. Estica o braço, levanta na altura da tua testa para tu pensar: "Nossa, as pessoas estão vendo que eu tô me Gravando". Começa por uma rua que não passa ninguém, só num ambiente, né,
aberto que não passe ninguém. Dá-lhe cinco passos, faz isso durante tantos dias, né? E aí a pessoa faz isso, depois tu vai aumentando, vai para uma rua que já tem mais pessoas, né? até que tu chega a dar 10 passos numa rua já movimentada ou dentro de um shopping. Aí vai, vai passando as semanas, a gente vai aumentando isso e aí ela vai densibilizando, Porque não é sobre a gente não sentir a emoção, não. Eu tenho que ter uma força mental que eu não sinta nenhuma emoção no momento. Não, as emoções são inerentes a nós,
né? Elas vão vir. Então, não é sobre não sentir, não é sobre anestesiar, sobre se tornar frio, não, é sobre lidar com aquilo, aceitar essas emoções. Eu me lembro que certa vez eu eu tinha crise de ansiedade assim, quando eu apresentava algo e tal, suava, tomava um Banho, não era um suadozinho, tomava um banho e o meu joelho ele tremia. Então, aí entra aquela coisa que todo anos social sofre, né? Eu ia chegar numa numa menina, tinha que beber para ter coragem, né? Quando era mais novo, principalmente, se eu não bebia, chegava numa menina, eu
sentia que o meu joelho ficava tremendo, tr, era incontrolável. Aí, às vezes, que que eu fazia? Eu não posso sentir essa emoção. Aí eu enrijeci o meu músculo da coxa para trancar o Joelho e não dava certo. Cada vez ia tremendo mais aquilo. E só de eu tocar na pessoa, ela já sentia a vibração ali do meu corpo, [risadas] né? Até que eu me dei conta certa vez, nem estudava psicologia, mas eu me dei conta disso. Nossa, hoje eu vou deixar tremer. Ao invés de eu trancar a minha emoção, eu vou me permitir. Aí eu
começou a tremer ali, eu falando com uma pessoa, eu disse: "Pode tremer, mas treme mesmo. Quero ver tremer agora esse joelho." Parou de tremer. Porque o que gera, o que tava gerando tremer era o meu processo reativo de preocupação, dizendo eu não posso tremer. Muito louco isso, né? Uma vez eu dei uma palestra, foi a maior palestra que eu já dei, cara. Tinha umas, sei lá, umas 2000 pessoas, era muita gente, talvez até mais. E na hora que subi meu no pago que você tava com o microfone na mão, só eu não tava tão ansioso,
nervoso, não senti Nada tio, só que minha mão não parava de tremer. >> Uhum. >> Aí na hora eu já Aí na hora eu falei assim: "Mano, eu vou falar, eu não vou, todo mundo vai perceber". Eu vou falar, gente, tô tremendo aqui. Eu tô, eu tô bem, tô feliz de estar aqui com vocês. Tô tremendo aqui igual um chiuava, mas daqui a pouco passa. E aí passou, deu 2, 3 minutos da palestra, parou. [risadas] >> Perfeito. Exatamente. >> Então, então eu trouxe a fiquei vulnerável ali e deu certo, sabe? >> Exato. Vulnerabilidade é coragem,
né? A gente tem que ter coragem pra gente ser o que a gente é, o que a gente tá vivendo naquele momento. E aí tu fez esse processo aí que eu fiz também, né? E ainda tu tu falou ali, né? Então, passou um pouquinho. Agora, se tivesse lutado contra, meu Deus, que vergonha, vão notar que que eu tô tremendo, >> vão me achar o pior palestrante do mundo. Tu aí tu ia tirar o teu foco da tua do teu conteúdo, né? E tu ia ficar botando que essa coisa do do auto centrado ali no no
que o ansioso tem, né, de botar ali o olhar para pro que tá acontecendo. Meu Deus, vão me achar uma um palestrante horrível. E aí começa a ir para esse pensamento e cara, tu ia sair do teu flow, tu ia sair da tua autenticidade e tu ia ficar só girando o Teu cérebro nessa preocupação. E e a nossa mente ela não consegue estar nos dois lugares ao mesmo tempo. Ou ela tá num pensamento ou ela tá no agora. Então tu voltou para um estado de presença, né? Tu te permitiu tremer, tu te permitiu dizer que
tava tremendo. Quando tu aceitou, tu desligou o teu sistema nervoso, simpático, de luto fuga da preocupação, que tava fazendo tu ter adrenalina e cortisol e tremer. Aí tu desligou ele. Aí tu acionou o Parassimpático ali, deu mais um tempinho, o teu corpo ali começou agora a secretar outros hormônios dizendo: "Tá bom, não tem perigo, né? Tá todo, todo mundo já sabe aqui que tu tremeu e tá tudo bem". E aí tu relaxou. e fez ali o a tua palestra, teu conteúdo, né, que foi esse processo aí quando quando a gente tenta eh não aceita, né,
quando eu tentava trancar tremor, mas ele vinha, quando eu aceitei e disse treme mesmo, eu desliguei o simpático e acionei o Parassimpático, que não é o da preocupação. Então, o que eu tava dizendo ali, né, a os contratempos sociais não é sobre a gente anestesiar, a gente não poder sentir, porque isso causa mais esse processo, é a gente ir paraa situação, viver ela, principalmente no começo, permitir sentir que ela é uma emoção eh forte e aí ela vai baixar automaticamente dentro da situação, né? Hoje eu faço, hoje eu sinto assim que eu sou capaz de
qualquer Coisa numa exposição social, me deito no shopping ali, né, como aquele último, um dos últimos agora. Estou olhar no vídeo, cara, >> é muito engraçado. Depois vejo no perfil lá do do Gui. É muito massa >> est olhar, ninguém deu bola. >> É, ninguém liga, né? Por que esse louco? Aí passou passou tudo. >> Isso. É, ninguém fala algo. E se pensar, mas ele acharam ele o idiota. Tá bom. Se me achar eu, eu eu tá tudo bem para mim Dentro da cabeça daquela pessoa me achar em alguma coisa, né? Mas ninguém fala nada.
Tá todo mundo em si mesesmado em si mesmo, tá todo mundo olhando pro filme da sua própria vida, tá todo mundo preocupado e pensando nas suas questões, né? O ansioso social, ele acha que as pessoas vão levar ele pro resto do dia, né? Ele comentou um erro social, a pessoa vai dormir, vai lembrar no outro dia, não, essa ruminação pós- evento é o ansioso social que faz, né? Cometi um Erro, falei lá tal coisa e fica ruminando no outro dia. >> Isso é importante de saber, né? >> É. E e quem olha, olhou, até julgou
por 5 minutos, depois voltou paraa sua própria vida, pro seus, paraas suas questões, né? Cada um vive o filme da sua própria vida. Ninguém tá gostando tanto. A gente acha que a gente é o ator principal, o filme da nossa vida ou é o filme do que o mundo tá vendo. Não, não. Todo mundo é Muito egocêntrico nesse sentido. Cada um tá achando ali que todo mundo é o personagem principal da sua própria história. Só que aí a distorção é que não, o mundo também acha que eu sou um personagem. Não, não, é só para
ti. Então relaxa, né? Pode fazer qualquer coisa social. Então os contratempos eles vão aumentando e não é sobre fugir da das das emoções, é sobre a gente se permitir, sentir, ver que todo aquele Processo que antes a nossa mente criou de vão me julgar, se eu deitar ali, alguém vai me chutar, alguém vai chamar o segurança, vão rir da minha cara, a gente vai ver que nada daquilo aconteceu. E aí isso me dá uma liberdade. Eu tenho uma frase que eu digo que o desconforto ele passa, mas a liberdade ela fica. Por quê? Porque eu
crio um repertório emocional. Isso é a liberdade que ficou. Para um próximo desafio eu vou ver. Mas aquela vez a Minha mente estava dizendo que ia acontecer tudo aquilo de catastrófico. Na verdade não aconteceu nada, ninguém deu bola e tá tudo bem. E aí a virada de chave para mim, cara, nisso, que me fez assim ficar tranquila em fazer as exposições sociais, foi quando eu entendi que, nossa, eu ainda sou um entretenimento ali pras pessoas, porque eu tava num restaurante e eu tava comêndula normal e um cara levantou, pim, pim, pim, bateu no no no
Copo. Ah, queria dizer que hoje é aniversário aqui da minha namorada e tal. Queria pedir para todo mundo cantar parabéns para ela e vamos cantar parabéns. É, parabéns para você. E é claro, na hora foi meio automático, mas eu já já me coloquei no lugar dele, porque eu já fiz um um um contratempo exatamente esse, levantando, dizendo: "Olha, hoje é meu aniversário, ninguém cantou parabéns para mim. Será que vocês podem [risadas] Cantar parabéns para mim?" E na primeira vez, eu fiz duas vezes, na primeira, que foi no ano passado, eu fiquei 2 horas na mesa
sentado com pensamentos, meu Deus, não vou fazer isso, que vergonha, com aquela ansiedade, né, lá nível de 0 a 10, 10 que eu fiquei 2 horas ali evitando. Até que eu fiz. Aí quando eu fiz, todo mundo cantou parabéns, né? Foi, foi legal. E quando esse cara fez, eu eu vi que, nossa, quando alguém se coloca assim, a Vergonha da pessoa, quem tá olhando não sente vergonha, sente ali é um entretenimento, >> não sente sensações negativas, né? >> Não sente. É, é, é, é, é uma distorção que a pessoa acha que os outros estão sentindo
aquele desconforto que ela tá. Não, pra pessoa, nossa, o cara tá fazendo uma coisa diferente, deixa eu dar uma olhadinha, vai durar 2 minutos. Claro que eu não vou ficar ali falando a noite inteira, né? P, vai durar 2 Minutos aqui comendo, tá legal. Tô vendo que que que esse cara tá fazendo, né? Aí eu me dei conta disso. Nossa, é é legal para quem ainda tá aí. Aí isso me reforçou ainda a ver que, pô, será que eu sou chato, tão inconveniente quando eu faço alguma coisa? Não, para quem tá ali é uma coisa
diferente que é legal. Aí esse cara depois veio e me chamou, não, eu fiz essa brincadeira porque minha namorada te segue. Ela é muito tímida, eu não sou. E aí eu fiz isso com Ela para te homenagear aqui também para colocar ela numa situação. >> Legal. Que legal. >> E aí ali foi outra viradinha de chave assim, né, que eu criei, reestruturei de novo a minha mente, né, e que me encoraja a fazer essas exposições. E hoje eu sinto assim que, cara, eh, antes assim, eu ficava ansioso com qualquer experimento social. Hoje eu sou um
nível assim que eu chamo de nível 10 ali de dificuldade, que é o padrão faixa preta, Né? eh, que eu faço qualquer coisa e sei que, cara, ninguém vai est nem aí. As pessoas na hora de dormir já vão, não, 10 minutos depois já vão ter esquecido, né, e tá tudo bem. Então, isso cria uma liberdade, que é o que todo mundo relata, que faz isso. Por isso que isso é o padrão ouro hoje da terapia cognitiva comportamental, porque nada mais forte do que tu viver. >> Pois, Pois é, cara. Eu percebi muito isso assim,
que o que fez eu melhorar Foi tendo mais oportunidade de poder eh ser eu mesmo ali e ver que não dava nada, que tava tudo bem e que foi até melhor, as pessoas davam mais valor assim, sabe? >> Exato. E e aí, por que que é legal o contratempo? Porque se a gente for ficar esperando, >> legal isso mesmo, cara. >> E se a gente for esperar só situações reais, às vezes demora muito para para acontecer. E como ela não é uma situação Controlada que eu quero passar, eu fico mais ativado ali, porque eu tenho
na minha cabeça ainda coisas a perder, né? Eh, pô, tem o meu chefe, tem esse grupo, né, que é o meu grupo e tal, mas quando eu faço eh os contratempos sociais, eu escolho um momento que eu não conheço ninguém, uma situação real, por isso que ela é tão eficaz, mas eu não tenho nada a perder. Eu nem conheço aquelas pessoas, né? não tô causando nenhum mal para elas, nem para mim. Eu escolhi Naquele momento. Então um ambiente controlado que a gente diz, eu vou lá e faço. E aí eu otimizo isso. Ao invés de
eu ficar esperando para parasibilizar só, né, os momentos reais, que eu fico muito ativado com esse padrão de distorção cognitiva que às vezes eu faço, faço, faço. Tem gente que vai dizer: "Pô, eu já fiz várias exposições, mas a mensade social só aumenta porque ela sempre tá ativada, né? Então a gente ir com esse outro Viés, né, de eh que a gente treina ali na terapia, né, de faz alguns mantras para pensar ali, ninguém tá nem aí, né, eu posso fazer isso, qual é o meu objetivo realista, ir lá e fazer isso e ponto, né?
E aí eu vejo que na situação baixa a ansiedade. É muito legal, cara. Eu uso assim também muito essa me libertou muito. Eu entro no gelo, né? Eu fiquei ano passado fazendo 317 dias seguidos entrando numa banheira de gelo. >> Por que 317? >> Porque foi o dia que eu comecei até o final do ano. [risadas] Não andava ainda. Já tinha começado o ano. Aí dava 317. E cara, às vezes eu eu procrastinava a a o dia inteiro para entrar porque é muito desconfortável, né? E era diário, então ficou cansativo. Agora até eu voltei a
fazer, mas eu não vou fazer como desafio assim. E aí eu percebi isso ou quando eu ia pular de um bang de que Eu gosto, já pulei de de para-quedas também, a mente ela sempre te sabota e é muito pior antes da situação. Ela fica dizendo: "Nossa, o gelo vai ser horrível, tu vai ficar com muito frio, meu Deus, não entra, ai que situação. Depois para esquentar o corpo, ai vai ser horrível. Não, tu vai pular de bug jump, vai estourar o cabo, o cara não prendeu direito, eu vou cair de cabeça lá, vou acabar
com a minha vida. É sempre antes a mente, né? E por uma Situação social é igual. é igual, é um desafio, né? Então, a mente trabalha contra antes. E quando a gente vive aquilo não é tão difícil quanto tudo que a tua mente te trouxe antes, né? E aí a gente vai vendo que é muito mais fácil. Na realidade, quando eu entro no gelo, eu controlo a respiração, se torna um momento que a minha meditação ela fica mais profunda. Eu precisa, uma pessoa que consegue controlar sua mediração e a sua mente entrando no gelo, ela
vai Atingir um nível de meditação que ela precisaria de 10 anos meditando, porque ali tu vai ser obrigado a focar a tua mente para parar com a respiração afegante, o tremor no corpo, ajustar tua respiração e para isso tu vai est entrando no agora, né? E isso é um estado de meditação muito profundo. Então, no agora só tem o agora. No agora, quando eu tô saltando e e no ar caindo, só tem o agora. O problema é antes. O medo não tá no agora. Agora não Existe nada além do agora. Então, cara, eh, é por
isso que é tão importante esse contratempos sociais, que às vezes as pessoas olham na internet, não entendem direito, né? Acho que é uma pegadinha, não é uma pegadinha, a pegadinha é com o outro. Eu eu exponho o outro, eu humilho o outro, eu faço o outro passa vergonha. Não, o contratempo social é comigo, né? Eu que tô lidando. Ou eu eu me coloco ali para ser rejeitado, né? Eu peço algo de Propósito. Ah, eu chego lá numa pizzaria e pergunto: "Cara, eh, se eu comprar a pizza, eu posso entrar aí dentro e fazer minha própria
pizza para botar bastante recheio?" Óbvio que ele vai dizer não, né? Então, ele dá com a rejeição. Eh, já se olhar lá os meus vídeos lá, tem vários. eu querendo ser rejeitado e sendo propósito. >> Muito legal. Isso é muito muito legal. >> Porque, cara, o medo da rejeição nos impede de crescer tanto na vida Simplesmente porque a gente tem medo e a gente vai ver que se a gente vai lá e faz e pede ou não tem esse medo, as portas se abrem. Se abrem. Eu cheguei no hotel para e várias vezes eu vou
para ser rejeitado e não consigo. Tenho que gravar vários para ser rejeitado. Justamente por isso. Eu cheguei no hotel lá super, né, de elite lá em Gramado, não, em Bento Gonçalves, lá na Serra Gaúcha. E cheguei lá, B, agora vocêou falar uma Coisa absurda aqui para ser rejeitado. Eu, cara, olha só, eu sou psicólogo, trabalho eh com ansiedade, tenho ali vários seguidores no Instagram e tal. Eu queria o seguinte, cara, será que vocês podem eh me ceder o espaço aqui de vocês, né, para para eh para eventos, né, para de graça para eu fazer esse
evento. E eu também queria que vocês fechasssem o hotel e cedessem todos os quartos para pro pessoal que vai vir no evento de forma gratuita. Bom, achei que O cara ia me correr de lá, né? Eu já tava até preparado para segurança vir e tira esse maluco daqui, né? Imagina a diária do quarto bem cara, né? E e cara, os caras ouviu, não, vamos ver a disponibilidade aqui do saguão, né? Eh, chamou o gerente, aí começaram a conversar, aí me passaram: "Bom, não posso te dar uma resposta agora, mas pega aqui o contato aqui do
da determinada setor lá e a gente vai entrar em contato contigo, a gente vai Ver o que que é possível fazer." Eu não levei, né? Era só um, não, era um experimento, não levei adiante. Mas tu vê que eu achei que ia ser uma coisa assim bizarra. >> Você tá louco? Xingar, né? Tá louca de quarto de graça. Que mundo tu vive. É uns caras entraram ali que queriam me ajudar, né? Então tu vê que o medo da rejeição, quantas portas a gente podia ter aberto na nossa vida, né? E pelo medo, >> cara, para
mim um negócio que, por exemplo, eu sempre gostei muito de tocar instrumento, tocar guitarra e tudo mais, só que eu sempre toquei sozinho no quarto, nunca toquei com outras pessoas, nunca tinha tido banda, nunca toquei ao vivo e tudo mais. E então passei 15 anos tocando instrumento e nunca tinha tocado ao vivo para assim para várias pessoas e tal. E aí no último ano eu toquei duas vezes. Uma numa minha graduação de gitelar, eu toquei e um outro show que a Gente fez. >> E é muito louco porque eh eu tive várias oportunidades de poder
tocar assim e eu sempre ficava com medo, ficava ansioso e tudo mais. >> E essas duas assim eu que me coloquei, eu que criei aquela chance de poder estar ali tocando, sabe? >> Uhum. E aí é aquilo, vem todos aqueles pensamentos de [ __ ] vai estourar a corda no meio do show, eu vou esquecer as músicas e aí [ __ ] esse último show lá Da graduação tinha que tirar um monte de música em dias assim, três, quatro dias. Aí [ __ ] eu não vou conseguir que eu não sou bom suficiente. E aí
o povo vai rir. Vou fazer tudo errado. E não, deu super certo, foi muito legal, né? Então, eh, é legal as coisas que você falou hoje. Para mim fica claro, pelo menos na minha vida como que as coisas que você passa pr pra galera, as técnicas que você passa. Eu naturalmente ele fui aplicando e funcionou muito bem com outros outros Psicólogos também que vem aqui e passam, mas eu queria que você também divulgasse um pouco do teu método lá que você tem um curso, um treinamento ali que a galera pode entrar >> e ali acho
que são cinco semanas, né? Uhum. >> E a galera pode eh desenvolver melhor isso aí, mas dá para ser seu paciente, como é que é? >> Exato. Então, eu trabalho com com a psicologia clínica, né? A pessoa pode Ali entrar ali no meu Instagram e ir ali no na minha bi ali, então consegue ali falar comigo pelo WhatsApp. e agendar uma consulta. E aí eu atendo qualquer demanda, mas hoje o que mais chega são essas questões, né? E aí a gente trabalha ali toda essas técnicas que é mais específico pra pessoa, mas eu tenho o
curso Exposição Faixa preta, que são cinco semanas com desafios que a gente faz semanal. Então a gente começa nessa relação com o Gilgitsu, né? Eh, então a Gente começa na faixa branca ali, que é um são níveis, né, de exposição. Faixa branca nessa primeira semana, níveis mais fáceis. pra gente irsibilizando, né, essas emoções dentro de exposições reais. Depois a gente vai na segunda semana faixa azul, na terceira faixa roxa, na quarta faixa marrom, até que se tornam faixa preta da exposição social, que a gente já tá ali confiante, com segurança, né, vendo que ninguém tá
aí Nem aí, a gente consegue se expor, já criou essa liberdade, né, já tá bem no desconforto, né, muito esse processo aí de de ficar bem dentro desse desse desconforto. E aí, então também tá o link na bill ali que é o exposição faixa preta ali que é só clicar ali que consegue ter acesso. >> Maneiro. Vou deixar os links aí na descrição pra galera. Cara, eu queria agradecer, foi muito massa, >> muito legal, cara. >> Cara, você fala muito bem nesse assunto. Parabéns, isso foi muito legal. É, pessoal, sigam ele porque é muito massa
ele fazendo as exposições lá. Éí, tudo que ele posta é muito maneiro. E não mais é isso. Muito obrigado mais uma vez, cara, por ter vindo aí. Vou deixar todos os links aí na descrição. Quero agradecer o pessoal também pela atenção de vocês. E é isso. Até a próxima galera. Ciao. Ciao.