uma das características mais marcantes que um cometa pode ter é a sua cauda ela se estende por milhares de quilômetros a partir do núcleo criando algo simplesmente exuberante para os observadores terrestres no entanto caudas não são um fenômeno exclusivo de cometas Mas podem ocorrer em planetas e satélites naturais concordo que essa pode ser afirmação um tanto bizarra Mas é verdade que Caldas já foram registradas tanto em Mercúrio quanto na nossa própria lua Mas como isso é possível de onde essa cauda vem no vídeo de hoje vamos viajar até a lua para conhecer sua cauda de
sódio emergindo da superfície bom quando falamos em Caudas no sistema solar é Impossível não lembrar dos cometas já que os planetas geralmente passam longe de apresentar essa característica para que uma cauda com etária seja formada em abundância é necessário que a composição do corpo celeste inclua materiais voláteis capazes de reagir ao calor e a radiação solar nos cometas essa dinâmica física cria a chamada coma ao redor do núcleo e em alguns casos até duas caudas visíveis isso faz nos cometas os verdadeiros Reis das Caudas no sistema solar e entender essa dinâmica ajuda a compreender como
é peculiar um planeta ou um satélite natural apresentar algo semelhante pois bem quando o núcleo cometário se aproxima do Sistema Solar interno os compostos voláteis sofrem com calor saindo diretamente do estado sólido para o estado gasoso esse gás escapa do núcleo levando consigo partículas de poeira que dá origem as Caldas medições revelaram que as caudas dos cometas são compostas principalmente por hidrogênio com traços de água e outros gases como dióxido de carbono e amônia dependendo da composição do núcleo os minerais presos ao núcleo ajudam a dispersar a luz solar criando a incrível coma essa atmosfera
brilhante ao redor do núcleo do Cometa por outro lado o vento solar gera uma segunda cauda chamada de iônica composta por gás ionizado menor que a cauda principal ela se forma quando prótons e elétrons do vento solar atingem os gases emitidos pelo núcleo como o próprio dióxido de carbono e provocam reações que produzem um brilho azulado esse efeito Lembra as auroras boreais causadas por processos similares na alta atmosfera da terra quando o vento solar canalizado pelo campo magnético ioniza átomos de nitrogênio no entanto a visualização de cometas na Terra é um evento raro pois eles
precisam se aproximar o suficiente para serem visíveis e ter o tamanho adequado para refletir a luz de maneira expressiva isso torna o fenômeno um tanto especial já que depende de uma combinação pouco frequente de proximidade e composição oferecendo aos observadores um espetáculo astronômico fascinante quando ocorre Mas que história é essa de que a lua tem uma calda ela é um cometa e não sabemos há décadas os astrônomos já sabem da existência de uma cauda emergindo de mercúrio o planeta mais próximo do sol não uma cauda comum mas uma cauda feita de sódio aquele que tem
no cloreto de sódio do Sal que você usa na sua comida a cauda de mercúrio começou a ser teorizada na década de 1980 quando os astrônomos começavam acreditar que a pressão do vento solar naquela região poderia ser forte o suficiente para arrancar o sódio e outras partículas da superfí do planeta e curiosamente se vermos as imagens de mercúrio e da lua lado a lado dificilmente vamos conseguir diferenciar um do outro pois são bem parecidos apesar de ser extremamente teno e essa cauda já foi registrada por as astrônomos e astr fotógrafos que utilizam filtros especiais e
técnicas avançadas nas imagens é possível notar como essa cauda é surpreendentemente extensa o filamento de sódio se estende até 100 vezes o raio do planeta e estima-se que os átomos de sódio possam alcançar até 2,5 milhões de kmet de distância essa característica fascinante de mercúrio está diretamente ligada a sua proximidade com o sol que o expõe a intensos fluxos de partículas carregadas provenientes do vento solar assim como Mercúrio a lua também possui uma caluda composta por átomos de sódio embora seja ainda mais discreta e desafiadora de observar essa caluda se forma principalmente devido ao Impacto
de microm teoricos na superfície lunar que liberam o sódio para o espaço a radiação solar empurra esses átomos para longe criando uma espécie de filamento invisível a olho nu durante a fase da lua nova a terra se posiciona de forma que sua gravidade interage com essa a cauda curvando e focalizando os átomos em direção ao nosso planeta embora a cauda da lua não seja visível a olho nu telescópios equipados com filtros específicos podem detectá-la especialmente durante os dias próximos à Lua Nova quando a luminosidade do nosso lado do satélite natural está reduzida nessas condições o
brilho do sódio é registrado como um ponto difuso e alaranjado no céu localizado na direção oposta ao sol comparada a cauda de mercúrio a da lua é significativamente mais fraca Além disso o mercúrio possui uma interação mais direta e constante com as partículas carregadas do vento solar enquanto a lua depende mais de eventos esporádicos como impactos de rochas espaciais para gerar sua cauda de sódio estudos realizados com câmeras de alta sensibilidade mostraram que essa cauda de sódio da lua aumenta de acordo com a quantidade de impactos essa cauda foi identificada na década de 1990 e
desde então mais observações têm ajudado a entender melhor suas características em noites de Lua Nova quando a terra passa por essa calda é possível observar um ponto brilhante na direção longe do Sol que se estende por uma área cerca de cinco vezes maior que o diâmetro da lua cheia mesmo assim sua luminosidade é cerca de 50 vezes mais fraca do que os olhos humanos conseguem captar tornando indispensável o uso de instrumentos especializados principalmente filtros que trabalham dentro da faixa do sódio embora as imagens da cauda da lua sejam rar os avanços na tecnologia de observação
tem permitido registros potenciais com o uso de filtros ajustados para a faixa de emissão do sódio os astr fotógrafos têm capturado a caluda em condições específicas como em noites claras e longe de fontes de luz artificial esses registros exigem equipamentos sensíveis e longas Exposições o que ressalta a dificuldade de detectar uma estrutura tão tênue por fim a cauda de sódio da lua apesar de menos notável que a de mercúrio representa uma das muitas formas de interação entre os corpos celestes que sequer podíamos imaginar que existia assim mesmo invisível a olho nu essa estrutura nos lembra
como o universo está repleto de fenômenos sutis e surpreendentes esperando para serem [Música] explorados você imaginava que a lua tinha uma cauda Pois é a todo momento pedacinhos da lua estão sendo lançados ao espaço e mostrando como o universo pode ser surpreendente pessoal se vocês gostaram deste vídeo não se esqueçam de deixar o like aqui que é muito importante e se você não está inscrito aqui no canal ainda Convido você a apertar o botão inscrever-se aí embaixo até a [Música] próxima Y