oi oi gente essa aula sobre José Lins do Rego um dos mais produtivos escritores do modernismo brasileiro lá na fila do pão os velhinhos o rego vai ficar na segunda fase do modernismo a geração de 30 ele era um escritor paraibano Então fez parte ali do grupo dos regionalistas de 30 e elas que eu tô muito produtiva ele só vai perder para o Jorge Amado foi um total de 12 romances publicados em 25 anos então a média histórica é de um livro A cada dois anos mas o fato é que ele vai passar por um
período em que ele tá escrevendo um livro por ano tá sem os cinco primeiros anos são praticamente um livro por ano tá E essa produção toda vai se concentrar em alguns temas centrais e por isso quando a gente faz o estudo a gente organiza em circos temáticos o primeiro grande ciclo que ocupa os cinco primeiros livros é o ciclo da cana-de-açúcar depois ele vai e ao Cangaço E essas obras são ciclos porque ele vai acompanhar frequentemente o mesmo grupo de personagens vão mesmo personagem em diferentes momentos da vida e como é que ele vai se
relacionar com as estruturas sociais históricas econômicas de onde ele tá surgindo que no primeiro caso por exemplo são os personagens que estão relacionados ao Engenho Santa Rosa tá Além disso ele tem alguns romances que ele não retoma para aprofundar em outros momentos sobre outros pontos de vista que são são massa de que a gente considera independentes e o ciclo da cana-de-açúcar é o mais importante do José Lins do Rego metade de sobra é a respeito dessa economia dessa sociedade dos Engenhos de Açúcar do Nordeste e ele começa esse ciclo com três romances que vão ter
como protagonista Carlos que é o futuro dono do Engenho Santa Rosa a gente vai acompanhar a formação do menino Carlinhos a formação de um descendente área da Casa Grande até que quando ele vai se tornar esse herdeiro ele vai encontrar a decadência dos Engenhos da cana-de-açúcar então primeiro acho que começa com a infância dele em Menino de Engenho a gente tem um período dos 4 aos 12 anos de idade a obra começa com Carlinhos indo morar com o avô por causa de uma tragédia pessoal o feminicídio de sua mãe o pai do Carlinhos vai assassinar
aí Oi e ele fica muito desequilibrada emocionalmente e mentalmente vai ser internado em um Hospital Psiquiátrico E aí Carlinhos ficam os cuidados de uma tia e aos cuidados do avô mas muito solto nesse Engenho e isso vai trazer algumas consequências aos 12 anos de idade o Carlinhos ele tem por exemplo já uma vida de buscar prostitutas e isso vai fazer com que o avô para exemplo Estabeleça que nós também precisa ser corrigido Esse menino tá muito solto por aí e ele vai ser enviado então para um colégio interno que é a grande Trama ali de
Doidinho inclusive chama atenção que o próprio salinhas o rego faz uma conexão e uma comparação entre a obra que vai vir que vai ser doidinho com O Ateneu de Raul Pompéia São duas obras em que a gente tem esse menino além dos seus onze doze anos sendo enviado para o colégio interno mas os alunos o rei vai pontuar A grande diferença entre os personagens e portanto a experiência que eles vão ter olha só o que ele diz nos parágrafos finais de Menino de Engenho eu não sabia nada levava para o colégio o corpo um corpo
sacudido pelas paixões de homem feito e uma alma mais velha do que o meu corpo aquele Sérgio de Raul Pompéia entrava no internato de cabelos grandes e com a alma de anjo cheirando a virgindade eu não era sabendo de tudo era adiantado nos anos que atravessar as portas do meu colégio menino perdido Menino de Engenho então ele por um lado não sabe de nada porque academicamente os estudos dele foram muito falhos ele é queria Liberdade ali de correr pela fazenda tem todo todo uma imagem muito idílica do engenho de açúcar que depois vai ser contra
aposta quando os Galinhos o rego retomar o ciclo numa outra perspectiva é que vai ser de ou é mas é isso que o Carlos sente assim que ele tinha essa liberdade muito grande que ele perde toda essa liberdade quando ele vai para o colégio interno então doidinho ele lutando contra essa perda da liberdade Mas não vai ter jeito ele vai para o colégio interno ele vai formar Bacharel e só depois que ele se forma baixar ela que ele volta para o engenho quando Engenho já é um banger presta atenção nessa palavra porque a gente vai
ver uma conexão muito grande de uma outra obra com esse livro mas também com perspectivas diferentes segura aí bom depois de fazer esse ciclo que mostra a formação da casa-grande do Futuro Herdeiro do Engenho os a Lins do Rego continua falando dessa perspectiva dos Engenhos mais a partir do ponto de vista dos Trabalhadores de ganhos Trabalhadores de aluguel aqueles que vão viver naquele regime semi-escravo em relação a terra e aí ele tão é um menino também pega o infância mas é a outra infância a do menino preto pobre filho de um desses Trabalhadores de aluguel
do Engenho Santa Rosa o moleque Ricardo e a gente vai acompanhar ao longo do primeiro livro A o amadurecimento depois das andanças do moleque Ricardo saindo do Engenho Santa Rosa e conhecendo outras vivências e trabalho e aí a gente tem o retorno dele para o engenho Santa Rosa no livro usina que vai falar da decadência da economia e da estrutura social dos Engenhos por causa do Advento das usinas a grande diferença do Engenho para usina é o uso da máquina tá os engenhos usavam a mão de obra braçal e a Força Animal para movimentar as
moedas já as usinas usam força mecânica então a chegada das usinas muda totalmente as estruturas sociais e econômicas daquela o Iban Gere como eu tinha anunciado para você deixar atenção nesse nome Bangu é fala sobre essa decadência o nome Bangu é o nome da padiola é aquela aquela espécie de rede que vai ser levada numa vara pelos ombros dos trabalhadores que inicialmente era o nome dessa para ela que era usada para levar o bagaço da cana para a Bagaceira Então você tirava ali da área estava morrendo e levava para um local específico para esse despejo
desse produto final desse subproduto é que era a Bagaceira mas também banger começou a ser chamada a mesma pare Olha só queria levar o corpo das pessoas mortas para nós em um ser enterradas então título desse terceiro livro do José Lins do Rego fala sobre esse transporte de uma coisa que está morta e o que morreu são os engenhos o poder dos cor e é senhores de Engenho e esse é o tema do último livro que vai falar sobre a estrutura dos Engenhos e das da economia ali da cana-de-açúcar centrada na figura do Senhor de
Engenho que é o fogo morto esse livro fogo morto foi escrito sete anos depois Aliás foi publicada sete anos depois de usina e relação à bangwey ele tem uma diferença que é bem interessante em Bangu é a gente vê O Herdeiro do Engenho chegando para desfrutar desse poder que ele é daria e que ele ver que não existe mais E que esse poderia econômico também se perdeu por causa das usinas já e fogo morto não apenas um Engenho tadaka dentro gente não produz mais um engenho de fogo morto que o fogo não se acende mais
ali para fazer a queima da cana mas também os seus três grandes pro tá Essa é a inveja a gente tem um jovem ou alguns jovens a gente tem três homens maduros e idosos que perderam um poder que eles às vezes nem percebe que talvez não tivessem em algum momento esses personagens são Coronel Lula de Holanda dono de um outro Engenho chamado Santa Fé não é o Santa Rosa é outro Engenho Santa Fé o major o capitão Vitorino que é uma figura like shutter isca bem dramática mas também come que ela era uma figura tragicômico
é porque alguém que acredita na força das leis ele acredita que ele pode defender as pessoas sendo que ele é um pobre coitado que é alvo de riso por exemplo estar das Crianças tá e o México Zé Amado que é um artesão que trabalha com couro e que já teve uma importância ali na região mais que nesse momento ele está decadente e inclusive do ponto de vista da sua saúde física e mental aliás todos ali tem alguma questão de saúde mental envolvida em algum momento é um romance gente Fantástico riquíssimo é considerada a obra-prima de
José Lins do Rego e eu recomendo muito a leitura de fogo morto para você e para a gente finalizar o estudo do autor deixa te apresentar Quais são as outras principais obras as duas do ciclo do Cangaço que são um Pedra Bonita e o cangaceiros E aí tem uma crítica às vezes algumas pessoas dizem que os alunos do Rêgo não é tão crítico como deveria ser Talvez os três primeiros romances mas quando ele vai tornando essa obra cada vez mais volumoso e complexa ele é 15 acredita em cidades muito interessantes e esses dois romances são
muito atuais olha só essa declaração que a gente vai encontrar neles quando não tem seca tem soldado quando não tem soldado tem cangaceiro essas três coisas são colocadas ali como sinônimos na vida do sertanejo os soldados que deveriam combater a violência dos cangaceiros e deveriam proteger a população São apresentados Como tão violentos quanto os cangaceiros E quanto a seca tá e a gente tem também o ciclo que a gente chama de independente né E aí as eu não sei pureza que vai ter ali como fio condutor a construção de uma ferrovia mas vai voltar por
exemplo o tema do feminicídio aqui Riacho Doce que foi adaptado inclusive para uma minissérie da Globo acho que nos anos 90 que fez bastante sucesso água mãe e Eurídice são algumas das obras que vão compor o ciclo independente da nossa mais importante seria o Riacho Doce por conta dessa adaptação porque foi uma obra muito linda muito popular mas os mais importantes se alimenta que você tem que realmente conhecer todos os alunos o rego são os livros do ciclo da cana-de-açúcar especialmente for morta se concentra nessa obra lê essa obra você vai aparecer a um livro
Fantástico da literatura brasileira e vai conhecer o mais essencial desse autor espero que essa vídeo-aula tem ajudado você um bom estudo um beijo até a