Boa noite me chamo erandir Macedo tenho 52 anos e moro em uma das várias comunidades ribeirinhas do Rio Araguaia como a maioria das eu vivo da pesa e foi uma dessas várias pescarias quei testemunha da história mais sinistra que alguém pode viver nessa vida eu tinha um pequeno barco a motor onde trabalhava com mais dois amigos todos os dias nós saímos de casa e ficávamos por horas no Rio até chegar no nosso local de pesca era bem distante de tudo e de todos mas como já éramos experientes na região não era tão perigoso como parecia
nós íamos bem preparados para qualquer coisa tanto para bicho selvagem como para homens que poderíamos encontrar no caminho como já falei o lugar Era bastante afastado e levar e trazer nosso material de pesca em um peeno era bem complicado mas nós tínhamos o Almeida que era o nome do homem mais louco e corajoso que eu já conheci na vida ele morava próximo a nosso local de pesca até aí tudo bem eu chamava de louco porque ele morava completamente sozinho em uma casinha de madeira na beira do rio ele falava que não gostava do barulho das
pessoas os gritos e a música O negócio dele era mato vento o canto dos pássaros e a tranquilidade que só encontraria vivendo isolado onde morava de vez em quando ele pegava seu velho barco e ia até Nossa comunidade comprar comida fumo e alguma roupa mas logo voltava para seu isolo o Almeida foi o melhor pescador que eu já vi na vida ele morava onde morava e vivia Como vivia por opção mesmo porque se quisesse viver melhor ele poderia era essa minha rotina trabalhar e trabalhar só que ela estava prestes a mudar na virada do ano
se não me falha a memória de 999 para 2000 eu tinha saído para comemorar na casa de meu primo e por volta de 2as da manhã baate meu vizinho lá na casa me chamando quando fui ver o que era ele disse erandir o Almeida tá lá em frente a tua casa todo se tremendo parece que ele saiu fugido lá de onde mora e veio até aqui como se o diabo tivesse atrás dele eu escutei ele batendo lá na tua porta e falei que ia te chamar ele tá lá sentado e olhando para todos os lados
como se tivesse com medo de alguma [Música] coisa eu deixei minha família na casa de meu primo e corri para ver o que tinha acontecido pois pro Almeida ter vindo até minha casa na noite mais barulhenta do ano alguma coisa de muito grave deveria ter acontecido quando cheguei vi o coitado desnorteado não falava coisa com coisa então abri a porta e o levei para dentro dei uma roupa minha e o sentei na cama depois fiz um chá bem quente para tentar acalmar o coitado que parecia ter uma onça no calcanhar de tão espantado que estava
Demorou umas duas horas até ele falar alguma coisa que fizesse sentido só quando o galo Começou a cantar ele [Música] falou o Diabo foi até a minha casa meu amigo o diabo eu tô vivo aqui por um milagre e não volto mais naquele lugar Nem amarrado me conte essa história direito porque eu não tô entendendo nada você foi atacado tentaram te [Música] matar pela manhã eu fui dar uma olhada nas redes de vocês o peixe que tinha lá estava todo mastigado não tinha nada inteiro e já eu pensei alguém veio aqui levou o que deu
de peixe e foi embora o que não conseguiu levar deixou aqui e deve ter vindo algum animal e comeu então peguei o que sobrou das redes e levei casa eu moro naquele lugar há anos Mas nunca tinha sentido uma coisa tão ruim como senti nesse dia era como se algo estivesse me olhando o dia inteiro dentro da Mata eu ia lá na frente e me arrepiava inteiro como se olhos ruins estivessem me olhando direto eu peguei minha arma e acendi um cigarro segurando ela se alguém estivesse por ali saberia que eu estava armado agora eu
sentei lá em frente e Fiquei vendo o sol desaparecer enquanto a noite chegava devagar tranquei as portas e deitei na minha rede quando a escuridão chegou mas ela não veio sozinha dessa vez comecei a escutar uma respiração cansada e um rosnado dentro da Mata e a primeira coisa que veio em minha mente foi que uma onça estava perto então peguei uma bomba dessas rasg lata e acendi abri a janela e joguei ela fez um barulho alto que seria suficiente para espantar qualquer animal com um susto só que o que estava lá fora não se assustou
em nenhum momento eu achei que seria homem Pois para fazer um barulho como rosnado que eu escutava não poderia ser [Música] homem foi aí que sem que eu Esperasse algo começou a bater nas paredes de madeira da casa tentando entrar batia na parede nas janelas e na porta tentando ver o melhor lugar para entrar eu só segurava minha e esperava o animal dar a cara para tirar o beijo começou a arranhar a janela de trás e a mordera arrancando as lascas de madeira eu nunca tinha visto algo [Música] igual dava para escutar as lascas de
madeira quebrando nos dentes daquilo [Música] quando o animal conseguiu fazer o buraco eu esperei ele por a cabeça para tirar mas quando ele conseguiu soltou um rosnado que eu tremi como nunca antes de tanto medo ele ia entrar com certeza então atirei no bicho sem nem mirar só pelo suso mesmo e corri para a porta da frente então abri e saí correndo até meu barco quando liguei o animal veio correndo atrás de mim e eu atirei no rumo dele que voltou para perto da casa botei o barco no meio do rio e o animal ficou
lá de pé me olhando na frente da casa eu comecei a me distanciar e a criatura me olhando ir embora Se eu tivesse ficado lá não estaria aqui para com a [Música] hisa Mas o que você viu que animal era esse eu perguntei então ele me olhou e falou Era um Lobisomem quando o Almeida falou que era a criatura que tentou matá-lo Eu segurei o riso e perguntei se ele tinha bebido porque queria um gole tamb mas ele continuou sério e me encarando sem piscar os olhos então perguntei tu T certeza que não foi uma
onça o que tu viu estava escuro e a gente pode se enganar mas ele bateu o pé e disse eu tenho certeza Eu lá sou homem de correr de onça o que eu vi Era sim um lobizomem e eu não volto até minha casa enquanto não tiver certeza que esse diabo tá morto Você pode até não voltar mas quando amanhecer eu vou até lá pegar o material de pesca pois pode ir mas pegue tudo e venha-se embora não espere até a noite pelo amor de Deus quando o sol começou a aparecer eu já estava no
barco com meu tio para pegar as redes e as coisas na casa do Almeida por precaução Levei duas armas de fogo por caso de ter alguém no meio daquele mato quando chegamos eu fui antes pegar as redes que tinha deixado Armadas Mas elas estavam todas para fora da água e o peixe que era nela Estavam todos aos Pedaços na beirada e já fedi uma podre foi a mesma visão que o Almeida teve no dia anterior fiando a cabeça e pensando será que aquele maluco viu mesmo um lobizomem então deixamos o barco um Pou Antes daa
e f andando até ela se esse alguém por lá nós chegaríamos de surpresa fomos andando pela Mata até avistar a casa e vimos alguém passar pela janela que estava aberta olhei para meu tio e falei o que tu acha a gente vai até lá ou espera para ver quem é vamos até lá e se for Gente Atrás de confusão botamos para correr andamos até a frente e eu gritei Bom dia pode nos ajudar mas ninguém respondeu então apontei minha arma no rumo da casa e dei um tiro na porta então vimos alguém sair correndo pela
janela de trás entrando na mata nós corremos e deu para ver uma mulher com longos cabelos correndo e olhando para trás assustada deixamos ela ir embora e entramos na casa eu lembro como se fosse hoje o cheiro de podre que estava lá parecia que tinha algo morto há dias perto da janela de trás tinha uma coisa no chão que parecia vômito mas era muito mesmo era de lá que vinha um mau cheiro eu me segurava para não vomitar também tamanho fedor daquilo no no chão meu tio foi até o Rio e pegou água para lavar
o chão pois nós ainda teremos que levar nossas coisas até o barco e depois trancar tudo para caso o Almeida quisesse voltar quando ele souber que estava com medo de uma mulher não vai acreditar fiquei olhando a janela de trás e realmente estava toda arranhada mas daí acreditar que um lobizome teria feito aquilo já era demais para mim a não ser que a mulher que vimos ficasse fazendo barulhos para assustar e fazer o Almeira ir embora e não seria difícil assustar alguém que mora no meio do nada sozinho Foi aí que tive a pior ideia
de toda a minha vida chamei meu tio para ficar na velha casa do Almeida até anoitecer para ver quem era tal mulher que tínhamos visto correr mais cedo meu tio no início até não quis por achar Perigosa a volta mas acabou aceitando então fechamos a Cabana e fizemos um peixe frito para comer Naquela tarde deixamos só a janela da frente aber e eu até cochilei um pouco pois com aquele silêncio era impossível não dormir o sol já sumia quando meu tio me acordou muito nervoso me mandando levantar eu perguntei o que ele tinha para estar
daquele jeito então ele falou eu vi a mulher nos olhando na mata Mas ela está diferente o rosto dela parece de um animal Como assim eu [Música] perguntei eu vi que era ela por causa da roupa mas a cara não é mais de uma mulher é de um animal deve ser o animal que o Almeida viu eu Levi e perguntei tinha visto então me mostrou vi né porque esta B eso quando olhei me tio esta pegando asis para ir embora e eu pegi o resto dasis para irmos Foi aí que percebemos que o Almeida não
estava mentindo um rosnado alto veio da Mata foi tão alto que fez Eco soltei as coisas no chão e peguei apenas as armas então falei vamos pro Rio o rosnado foi longe se a gente ficar aqui dentro o beo vai conseguir entrar então Fomos até o Rio e ficamos com água até o peito torcendo para que nos atacasse foi quando Vimos a criatura chegar já pulando na porta tentando entrar quando vimos o tamanho daquilo tivemos a certeza de que era mesmo um lobisomem lembrava bastante um usso de pé mas se movia bem mais rápido ele
pegava a distância e se jogava contra a porta tentando derrubar do mesmo jeito que o Almeida relatou vendo o tamanho da coisa à nossa frente o Almeida teve muita sorte de sobreviver começamos a nadar devagar na direção de onde tínhamos deixado o nosso barco mas sempre olhando a criatura que batia na porta da casa sem parar quando chega no barco Não ligamos apenas Subimos E deixamos que o rio nos levasse para longe Pois para voltar teríamos que passar em frente à casa e nada me faria fazer [Música] isso quando já estávamos bem longe eu liguei
o motor tentando achar algum lugar para passar o resto daquela noite só que não fazamos ideia de onde estávamos então joguei uma pedra para fazer o barco parar e não se mover mais pois se estivéssemos muito longe poderia não ter gasolina o suficiente para voltar ficamos o resto da noite ali nas águas e logo pela manhã eu liguei o motor passamos em frente à casa e a porta estava no chão se tivéssemos ficado lá teria sido nosso quando chegamos na comunidade o Almeida estava lá a nos esperar e já tinha juntado alguns homens para ir
atrás de nós contamos o que tínhamos visto e eu pedi desculpas por não ter acreditado nele realmente tinha um lobizomem ali e com certeza era mulher que tinhamos visto os acontecimentos fizeram com que nós mudássemos toda Nossa rota de trabalho tivemos que achar outro local de pesca e o Almeida ficou morando comigo até construir uma casa perto da [Música] minha muitos meses depois alguns pescadores contaram que viram uma mulher estranha se banhar nas águas saía correndo pra mata e não era mais vista escutamos depoimentos de caçadores que disseram terem sido perseguidos por um cão negro
que só não os matou porque es pularam nas águas do rio alguns animais que eram difíceis de serem vistos foram avistado perto de nossas casas como se não quisessem ficar nas matas e Estavam certos em temer o grande Predador anos depois passamos pela antiga Casa do Almeida mas só restava algumas madeiras podres para contar a história mas quem viu sabe o que aconteceu ali e com certeza demos muita sorte de sobreviver só de lembrar daquele lugar me arrepio inteiro sobre a mulher nunca soubemos nada se era ela o lobisomem eu tenho certeza que sim se
ela ainda está lá quem sabe eu não duvido boa noite