Só para reforçar, para ficar mais claro para você, ah, em que tempo, em que circunstância, em qual idade. Então, para esclarecer de uma vez por todas, quanto mais novinho aquele ser humano for, mais suscetível ao aprendizado ele tem. E como ele está aprendendo e o aprendizado é o que vai desencadear o futuro dele em termos de comportamento, quanto mais novinho, mais suscetível a assimilar comportamentos que se tornarão padrão posteriormente.
É muito difícil, por exemplo, uma pessoa que já é adulta, é formar o padrão dela, porque já tem uma história de 20 anos que vem se repetindo. Por isso que a cura também depende dessa compreensão, porque se a origem da estruturação desse padrão inconsciente foi na vida intruterina ou na história das gerações anteriores, a cura, né, daquilo que o padrão inconsciente gera de dor, precisa também acontecer nas experiências dessa época. precisam ser também apontados e resolvidos nas experiências geradas nessa época.
Isso significa que não adianta você pegar um adulto que tende a procrastinar, que tende a adiar os compromissos, que não sabe se posicionar e dizer para ele: "Agora você vai se posicionar. " Eu vou definir aqui uma estratégia, nós vamos fazer um planejamento e a partir de hoje você tem técnicas para começar a resolver os seus problemas, as suas dificuldades ou mesmo as suas tarefas no aqui e agora. Isso não vai resolver, porque essa pessoa não sabe fazer isso.
O padrão inconsciente dela foi: "Eu deixo para depois aquilo que eu deveria estar fazendo agora". Para que a gente possa ajudar essa pessoa a se posicionar e mudar esse padrão inconsciente, nós precisamos identificar lá na origem é em que momento isso começou. Quando a gente toma consciência lá nesse momento, ela entende o momento atual, ela resolve os sentimentos e as emoções, ela entende isso de uma maneira melhor.
Então esse padrão inconsciente ele começa a ser transformado, já não tem mais motivo para ela de ar. Vamos pegar um outro exemplo que é bem importante para nós, porque aqui eu já disse para vocês algumas vezes que muitas vezes a pessoa vai paraa ajuda porque ela tem uma dor inconsciente que não foi curada, ela precisa de cura. Então ela vai buscar isso, se curar, por isso que ela ajuda tanto, mas sobretudo porque ela recebe afeto, admiração, respeito, carinho quando ela tá ajudando.
Então, o padrão inconsciente de uma ajudante. Vamos compreender isso melhor. Então, vamos lá.
A pessoa que ela ajuda muito, que ela tá sempre colocando a necessidade do outro como mais importante do que a dela, o tempo do outro como mais valioso do que o dela, porque ela tá sempre ali à disposição, cuidando do outro, fazendo pelo outro, eh se dedicando para o outro. A pessoa que aprendeu isso, né, geralmente um padrão inconsciente que começou na vida intraouterina, não basta você dizer para ela: "Não, a partir de hoje você tem que cuidar mais de você, não. Por que que você prioriza o outro e não prioriza você?
A partir de hoje, você é sua prioridade. É só você começar a ter mais tempo para você, a descansar mais, a não se envolver tanto no problema do outro, a não ficar magoado quando você ajuda o outro e o outro não te reconhece. Não é simples assim.
Se falar para uma pessoa que aquilo que ela tá fazendo tá fazendo mal para ela, ela deveria mudar, fosse o suficiente ou dizer para uma pessoa: "Não, isso que você tá fazendo tá fazendo mal para as pessoas que você ama". fosse o suficiente, a gente não teria no mundo a as dificuldades que as pessoas enfrentam. Todo mundo estaria com a vida bem mais resolvida.
Então, tá claro para você que a pessoa que é muito bondosa ajuda demais, nem sempre isso é bondade. Isso pode ser uma estratégia inconsciente de suprir as próprias carências. Isso pode ser uma estratégia inconsciente de ter atenção, de ter acolhimento, de ser reforçada.
OK? O padrão inconsciente, nós precisamos entender que ele não é nem negativo, nem positivo. Em alguns momentos, ele pode trazer alegria e força, em outros momentos ele pode trazer tristeza e dor.
Por exemplo, essa pessoa que ajuda muito, né? Essa pessoa que é um ajudante compulsivo, vamos dizer assim. Muitas vezes esse comportamento ajuda os outros e ajuda ele também, né?
Porque ele fica bem de tá ajudando os outros. Então, não dá para dizer que esse é um padrão de comportamento negativo, mas a intensidade disso, a forma disso é que define se isso vai ser mais positivo ou se isso vai trazer mais dificuldades, mais desafios, se tornando algo que pode ser prejudicial ou nocivo. Por exemplo, quando a pessoa ajuda muito outro, esquece de si, se anula e aí ganha peso, né?
É, perde a própria identidade. Tudo isso se torna um padrão inconsciente nocivo. Então, o que que eu tô dizendo para você?
Nós não estamos aqui para julgar se o padrão inconsciente ele é nocivo ou não. Ele é positivo, se ele leva pro mais ou se ele leva pro menos, se ele dá força ou se ele subtrai força. Nós estamos aqui para compreender que a formação daquilo que a pessoa é passa por um padrão e a intensidade de qualquer comportamento pode ser algo que vai levar o seu cliente pro mais ou pro menos.
O exemplo, socialmente a gente acha que alegria é algo positivo, né? Eh, eh, culturalmente a gente entende que alegria é algo extremamente positivo. Agora, você pensa uma pessoa que ela tá constantemente alegre, que ela vive alegre, né, e que em todos os contextos ela se comporta de maneira alegre, porque esse é um padrão de comportamento dela.
Você imagina que falta de coerência essa pessoa é extremamente alegre no momento onde a família dela e ela está passando por um luto. Isso causa nas pessoas que assistem aquilo um desconforto por não haver coerência entre a realidade e o fato, né? outros comportamentos que são tidos como comportamentos socialmente bons.
A pessoa extremamente ativa, ah, é um padrão de comportamento muito bom. A pessoa que mal pensa e já age, é muito rápida. Ai, Mirela, mas isso é ótimo.
Depende do contexto. Às vezes essa agilidade ela é muito nociva se a pessoa tá indo no caminho errado. Você imagina o caminho que ela deveria ir é para cá.
Só que ela pegou o caminho errado, agora ela tá indo para lá e ela é rápida. Então entenda, quanto mais rápido no caminho errado, mais é isso que você tá correndo. Então, nesse caso, o excesso de atividade e agilidade não é bom.
O que que eu quero deixar bem claro para você? Eu quero que você pense sobre dose. Todo comportamento na dose certa ele é adequado.
Agressividade ela é necessária em alguns contextos. Tem situações que você não resolve se você não tiver dentro de você uma dose de agressividade, uma dose de medo, uma dose de impulsividade, né? Agora, por exemplo, determinação demais numa dose excessiva vira o quê?
Teimosia. Bondade demais. Uma dose excessiva vira o quê?
vira uma pessoa boba, uma pessoa fraca, uma pessoa sem posicionamento. Uma pessoa que se posiciona demais, que é muito, usa de muita autoridade, isso pode virar um autoritarismo. Então, o que precisa ficar claro para você sobre a dose, nós não estamos aqui para julgar comportamento.
É de fato um ponto essencial, porque quando você julga comportamento, quando você escolhe, existe o modelo certo, existe o modelo errado, quem tá certo, tá certo, quem tá errado, tá errado, você vai tirar o seu cliente e também vai sair de uma condição de humanidade. A condição humana, ela é imperfeita. Diante da imperfeição, nós temos aquilo que está bom e aquilo que tem que ser melhorado.
Aqui a gente entende sobre padrão inconsciente a ser melhorado e desenvolvido para que você tenha mais qualidade de vida, mais qualidade nos seus relacionamentos, mais resultados profissionais. Nós vamos tirar da sua cabeça essa ideia de ficar analisando, criando título e colocando rótulo nas pessoas, porque isso subtrai força. Subtrai força da sua postura enquanto pessoa.
Isso subtrai força da sua postura enquanto profissional em todos os contextos da sua vida. Nós precisamos entender as pessoas e os relacionamentos de uma maneira ampla. sem colocar cada um numa caixinha.
Dessa maneira, a sua visão vai ampliando e não tem comportamento que você não vai conseguir lidar com ele. Vamos pra próxima aula. M.