sbora estudar Roleta Russa geov Martins Chegamos aqui ao terceiro conto do livro O sol na [Música] cabeça conto diferente dos dois primeiros que são narrados em terceira em primeira pessoa esse conto é narrado em terceira pessoa e aí também nós temos uma linguagem não tão informal como o primeiro conto com os meninos ali na rua né brigando por uma melhor posição para ver uma fotonovela pornô que o mingal achou em casa né É mingal não tem esse nome à toa né mingal pensem ali né o que eles fazem quando vê a revista pornô né o
mingal tem ess apelido não Por acaso tá então eles estão ali vendo aquilo né mas o Paulo naquele dia ele não se juntou à turma né não que ele não gostasse de pornografia ele gostava mas ele estava mais preocupado era em outra coisa agora né e ele vai pra casa e aí a gente vai ver olha o título Roleta Russa né Roleta Russa Você sabe né é aquilo de você colocar uma bala né D um tiro né até acontecer ali Roleta Russa também pode ser né queela no semáforo você pega o primeiro semáforo aberto né
E vai até onde né a forma de se matar vamos lá o pai do Paulo tinha uma arma em casa né ele trabalhava de segurança então ele levava um 38 para casa e o Paulo né Sempre brincava né com aquela arma do pai eh o pai vai ali tomar banho nem enquant ele fica ali brincando com a arma do pai aquele objeto ali né gosta de sentir aquele objeto né alisar ali e ele fala né que o pai o pai tem uma confiança nele né e o pai nunca deu aquela arma porque o pai fala
para ele né que quando quando chegou com a arma que ele queria ter uma conversa de homem para homem né Eh ele tinha apenas 10 anos quando chegou com a arma mas ele fala assim ó eu tenho uma arma eu precisei arrumar um emprego né Nós preciso ganhar mais e é o emprego que eu tenho que usar essa arma e eu vou deixar essa arma aqui e o Paulo falava isso né nossa né meu pai confia em mim né só que o Paulo mesmo assume né não sabe onde começa nem onde termina o respeito o
medo a vergonha e a admiração que sente pelo pai e é só ele e o pai nessa casa e o Paulo né Tem aquelas reflexões Ah acho que eu não devo mais mexer nesse revólver né mas daí ele vai lá e mexe de novo naquilo Aquilo é como é como se trouxesse uma uma atração a ele agora eu me lembrei da faca né da faca lá das meninas da belonisia da bebiana lá no no torto arado mas é só uma lembrança não tem nada ver com isso aqui tá Às vezes a minha cabeça tá aqui
mas ela tá voando por outra as obras aí e naquele dia o o Almir né o pai do Paulo ele está para sair de casa e o Paulo vê pô pai vai sair não vai levar arma Que coisa é essa né aí ele sente uma necessidade de avisar o pai mas ele pensa não mas se eu avisar o pai né vai dar impressão que eu não tiro o ferro da cabeça né que eu não paro de pensar ali no ferro né no ferro na arma no caso tá E aí eu pergunta o senhor não vai
trabalhar hoje daqui a Pou que eu tô aqui então o pai vai dar uma saída né O pai vai sair e já volta e aí o Paulo vai lá e pega a arma do pai carrega descarrega várias vezes fica brincando com ela é a primeira vez que ele está sozinho ele e a arma em casa né ele pressiona o bico do né do do do do do revólver né contra o peito depois ele desce ele vai brincando imaginando como ser iia levar um tiro ele chega até o pinto dele né aí ele tem uma né
ele fica ali eh excitado aí ele sente vergonha ele tira dali só que ele resolve levar essa arma para a rua com os amigos dele né E aí eles resolvem brincar de Police ladrão e ele mesmo fala né que ele sempre gostou de brincar de ladrão porque de ladrão mais gostoso né você tem que fugir tem que correr só que naquele dia ele queria brincar de polícia e todo mundo queria estar no time dele e era bom B viver assim então Paulo não era bom em nada né Paulo não era bom em nada mas com
o revólver ele se sentiu poderoso a gente sabe muito bem né alguns homens por aí né que tem esse problema aí de não seriam nada não se sentiriam nada E acharem que tendo um revólver vão resolver os seus problemas né a gente sabe que e as pessoas que querem ter revólver geralmente é um problema aí né que as coisas né mais né bom Vocês entenderam aí e daí tem que tem que compensar numa arma né a arma me faz faz sentir mais poderoso só que aqui nós temos uma criança né E esses caras são aí
eternas crianças em algumas coisas né em outras eles perdem o que é bom das Crianças uns babacas Vamos lá eh eles começam a falar sobre armas né O que que é um tiro de uma arma Ah o 38 faz isso né ah ah mas a 12 punheteira faz isso mas daí né aquela discussão ali de arma o tempo vai passando até que chega né eles começam a Opá já tá na hora de de de de de ir para casa ah antes eu preciso falar uma coisa eles estão falando né sobre né Eh sobre mortes né
Aí ele fala né que a tia dele um dos rapazes fala né que a tia dele falou que sobre uma morte lá foi Queima de Arquivo aí Aí ele diz né que a O pai dele falou que a tia dele leu um jornal que quando espreme sai sangue eu lembro das notícias populares lá quando eu era criança em São Paulo tinha notícias populares que era assim né a gente falava se espresse saia sangue aí tem uma coisa bem tá forte aqui ele fala ela não lê mais não ela tá com medo de um dia abrir
o jornal e ver uma foto do meu primo que sumiu do filho dela então gente esses jornais eles mostravam as fotos lá né uma coisa muito muito muito triste como Tem uns canais de TV sensacionalistas agora também né Não dá para não mudou tanta coisa assim só mudou de de lugar né de mídia eh e o Paulo se sentia bem né nossa ele era admirado pelos amigos né Por causa daquela arma Tá mas chega a hora de ir embora né E na hora de ir embora ele começa a pensar Putz será que tudo isso não
foi uma armadilha do meu pai para testar né a sua confiança então ele daí ele começa Putz mas como eu sou burro e ele tá indo pra casa né e pensando naquilo ali e quando ele chega ele já vê que o pai já está em casa não conseguia imaginar que se transformaria sua vida Depois desse dia entrou tentando não fazer barulho e ele vai ali e ele entra ele vê que o pai está no chuveiro né e ele fica pensando o que eu vou fazer vou colocar arma no lugar mas se o pai já viu
não eu vou vou contar para ele mesmo ele né hora que ele saiu Já conto para ele que eu peguei a arma mas eu juro que eu não faço mais isso né e o conto termina assim queria mesmo que o mundo acabasse antes daquele banho mas não foi o que aconteceu Paulo ouviu Almir suspender o barulho do chuveiro esfregar a toalha pelo corpo bater o presto barba na pia e depois finalmente abrir a porta e aí termina o conto a gente não sabe o que acontece com o Paulo então é mais um conto né que
tem esse final aberto né Para nós imaginarmos porque realmente o que importa não é o final lá mas o que importa é ali o percurso n todo todo o conto até aquele Ponto beleza pessoal Espero que tenham gostado por hoje é isso e simbora estudar