Olá, boa noite a todos. Muito boas, muito bem-vindos, muito bem-vindas. É nosso quarto encontro síncrono da disciplina de economia e mercado. E aí, então agora a gente vai avançar no nosso conteúdo trazendo mais alguns conhecimentos sobre ciências econômicas. Lembrando que já abordamos conceitos, teoria econômica, evolução do pensamento econômico, também características Principais, principais componentes das forças de mercado, equilíbrio de mercado. E hoje, enfim, chega a hora de falarmos sobre micro e macroeconomia. Essas que são duas das principais ciências econômicas que existem, né, que são consideradas nesse conjunto. Muita gente inclusive não fala que é o curso
de economia, é o curso de ciências econômicas, como se fossem ciências que se complementam no mesmo corpo teórico. Então essa é a temática de hoje. Mas Como também é habitual, vamos falar sobre nossas atividades avaliativas. Então deem atenção paraa sistematização. Alguns alunos já realizaram, inclusive com ótimas abordagens. Pessoal, ao pensar nos exemplos, fica aqui a provocação. Contextualizem bem seus exemplos. Trabalhem nos exemplos com detalhes. Pensem na questão das forças de mercado que estão sendo perguntadas na sistematização dentro do exemplo. Tentem Esclarecer a dinâmica, expliquem a dinâmica da força de mercado nos exemplos e aí vocês
conseguem ter uma boa pontuação na sistematização dois. Além disso, deem atenção pros exercícios objetivos e discursivos das nossas unidades de estudo. Vocês já devem ter acesso a todas agora. Então, com isso, não deixem pro último momento, não deixem suas atividades pro final e em caso qualquer dúvida, me procurem no fórum, fale com o professor. Bom, nossos Encontros também são voltados para a solução de dúvidas. Então, alguém tem alguma dúvida sobre conteúdo que gostaria de tirar? conteúdo, calendário, atividades avaliativas ou tá tudo certo e posso começar. Que me dizem? Digam-me lá. Dúvidas, espaço para perguntas, microfone
para vocês, seja no chat, seja no microfone, fiquem à vontade, mas também abrindo espaço para dúvidas sobre conteúdo, sobre a matéria ou sobre as videoaulas passadas. Alguém Que assistiu depois? Se não houver dúvidas, então a gente avança pro conteúdo de hoje, que é falar sobre micro e macro. economia também, enquanto os outros vão chegando e boa noite a quem vai chegando também. Pessoal, lembrando, né, assim, isso aqui a gente viu na wide conferência número dois, economia como nós a conhecemos hoje, nem sempre foi assim. Economia quando surgiu lá na Grécia antiga, ela estava preocupada como
é que a gente Gerenciava os recursos em casa, no ambiente doméstico, para não faltar água, não faltar comida, não faltar provisões, não faltar os recursos necessários para que pudéssemos sustentar aquele lar. Então ela começa nesse contexto doméstico que vai ampliando pro clã, que vai ampliando paraa região, pro bairro, que vai ampliando paraa ideia de cidade, para polis. E aí então a gente vai tendo essa preocupação com gerenciar recursos Escassos. E então nesse começo a economia não era uma ciência, era uma habilidade de gerenciar recursos escassos. Isso vai dos gregos para os romanos, dos romanos paraa
perspectiva da formação da Europa atravessa a era feudal. e chega até os tempos modernos. E aí, como a gente viu na web conferência número dois, é com Adam Smith, a partir de 1776 que a gente começa a compreender a economia como uma ciência. Então, que Não, a gente tá preocupado sem gerenciar recursos escassos, mas agora a gente pode desenvolver normas, teoremas, padrões, modelos explicativos de como a sociedade pode funcionar gerenciando seus recursos escassos. E aí então a gente tá diante da principal preocupação da economia. Economia é uma ciência social, economia é uma ciência humana. Economia
é uma ciência da escassez. Economia tá interessada nas trocas, especialmente então nesse Contexto do século XVI, do século XIX, é quando a gente reformula aquela compreensão que existia antes com a economia, como se fosse uma mera atividade de gerenciar o recurso para que não acabasse. Só que aqui a gente também começa com abordagens distintas. Tinha pessoas que entendiam a economia como se fosse uma lei exata, uma ciência exata, uma lei da ciência exata. E isso era uma abordagem mecanicista, ou seja, como se a economia pudesse ser Destrinchada na perspectiva de forças como vetores, como se
fossem leis da física, leis da química. Por outro lado, a gente tem também nessa época autores que vão adotar uma abordagem mais organicista, como se a economia fosse uma ciência da natureza, como se ela fosse algo intrínseco à própria natureza da do modo como as pessoas se associam, se relacionam em sociedade. Então, nessa abordagem organicista, a gente vai Tentar entender a economia como se fosse parte da biologia, só que nesse caso, no contexto de nós, seres humanos, animais, interagindo uns com os outros. E aí depois vai ter uma outra abordagem que é uma abordagem: "Não,
a economia não é uma ciência exata. Não, a economia não é uma ciência da natureza. Economia é uma ciência humana e com toda a complexidade que isso traz pra história. Porque ao ser uma ciência humana, a gente vai lidar então com motivações. Isso quer dizer que a economia tá mais próxima de psicologia do que de matemática. Não estamos excluindo a matemática porque temos modelos econométricos, temos estimativas, temos projeções, temos probabilidades, mas a economia tá muito pautada no que no comportamento dos agentes e isso mostra interessantes interações entre economia com sociologia, com psicologia e por aí
vai nessa abordagem da economia Como ciência humana. Para quem tá chegando, boa noite. Tô fazendo uma breve preâmbulo aqui, retomando aspectos que já vimos. Mas então tinha abordagens mais mecanicistas, mais organicistas depois surgiram as humanas. E foi através dessas abordagens que os economistas procuraram interpretar os principais fenômenos da atividade econômica. E a gente vai vendo qual era aquelas explicações que conseguiam explicar melhor o que acontecia na Sociedade. A abordagem organicista apresentei para vocês, é o que né, são os fisiocratas. Professor nunca ouviu falar disso. Volte duas casas lá na web conferência número dois que eu
explico a fisiocracia lá. Esses autores na França, um pouco antes da época de Adam Smith, 1756, eles tentavam entender que a economia é como se o dinheiro circulasse na mão de todo mundo e voltasse pro mesmo lugar. fluxos circulares. A sociedade é um organismo vivo, a economia é como se fosse o sangue, circulando recursos nesse organismo vivo. E aí, então, se a economia funciona dessa maneira, alguns termos que surgem nessa época são interessantes pra gente. órgãos, funções, circulação de moeda, por exemplo, fluxos monetários, a própria fisiologia de como a gente pode entender as interações no
âmbito do mercado. Então, são termos que, por mais que essa explicação Limitada não tivesse prevalecido, mas eles ficaram. Nós ainda falamos de fluxos monetários, nós ainda falamos de circulação de moeda, ainda falamos de órgãos de controle no âmbito da economia. Então, são heranças da abordagem organicista. Além, claro, né? Vou até botar aqui, vou gastar o meu francês hoje dessa dessa expressão que vem com os organicistas, com os fisiocratas e fica conosco até hoje, o lcefer. E o lcefer é um verbo em francês No imperativo que significa deixe fazer. Deixe que os agentes façam suas escolhas
e o complemento da expressão que é o ler pass lé. Deixe que os agentes façam suas escolhas, deixe que aconteça o que tiver que acontecer com eles. Isso é a base do liberalismo econômico. Ou seja, cada um vai lidar com as consequências das escolhas que fizer, desde que eles tenham liberdade para fazer suas escolhas. Então, por mais que a Fisiocracia ficou pelo caminho, o LFER, esse princípio do LFER, permanece até hoje como herança dessa época organicista também. Alguma dúvida, gente? Tô falando aqui, mas às vezes todo mundo caiu e eu tô aqui falando sozinho. Então
depois alguém me diga. Beleza, Loren, obrigado pelo retorno aí. Então se tiverem dúvidas podem ir avisando aí, tá bom? Que eu explico melhor de outra maneira. Por outro lado, tinha gente que pensava mais na lógica Matemática, na lógica uai, não, economia lida com números, lida com dinheiro, lida com riquezas. A gente tem que usar a abordagem da matemática, das ciências exatas. E aqui era uma perspectiva mais mecanicista, tentar explicar a economia como uma ciência cartesiana, objetiva, precisa tentar calcular exatamente a perspectiva de quanto a gente teria que pagar para que determinado valor pudesse ser o
retorno específico. Então, é como se a gente Pudesse prever exatamente cada um dos movimentos da economia com uma precisão, uma precisão que possibilitasse antever lucros, antever prejuízos. Só que na realidade não é tão simples assim. Essa complexidade limitava essa abordagem mecanicista de tentar prever com exatidão lucro, prejuízo, supera déficit, coisas assim. Então essa tentativa de entender que a economia era regida pelas leis da física também não prevaleceu. Mas a gente saiu daí com Algumas coisas bacanas, umas expressões que a gente usa em economia até hoje, como por exemplo, a dinâmica de mercado ou determinado contexto
envolvendo algum tipo de setter sparbos, ou seja, uma estática e hipotética pra gente tentar isolar essa variável, saber quanto interfere na outra. forças de aceleração. E a gente tem a perspectiva da elasticidade, da aceleração como forças importantes dentro do mercado. A própria expressão forças de mercado, Oferta e demanda, vem dessa ideia, forças como vetores. Vocês lembram quando a gente estudou isso na física lá atrás, no segundo grau? a ideia de entender como vetores uma força que age sobre a outra. E aí a gente tem que ver o efeito ou o resultado. A tentativa de explicar
a economia pela física nos deu esse presente, entendever a oferta e demanda como forças de mercado. A própria ideia de uma rotação do modo como os recursos podem circular, já Juntando com a abordagem anterior, velocidade de circulação da moeda, fluidez da circulação de capitais, todos são elementos importantes que a gente tira da abordagem mecanicista. Ah, que bacana, professor. Mas não ficou, não ficou não, gente. Ficou não. Nós estamos aqui. Concepção humana da economia. Economia repousa sobre atos humanos e por excelência, e aqui a explicação que o Adam Smith traz e que prevalece, ela é uma
ciência social. Economia explica a Sociedade. A sociedade precisa observar a economia para compreender como funciona. Não se dá para explicar economia sem sociedade, nem sociedade sem economia. Então, é o modo como a sociedade se estrutura tem uma base econômica nesse sentido. E aí, então, entender a economia como a ciência social, entender economia nesse contexto nos traz uma série de consequências, inclusive em termos de complexidades. Complexidade de compreender, por Exemplo, quando uma pessoa está sendo racional ou quando uma pessoa está agindo de forma irracional. quando uma pessoa consegue usar bem as informações disponíveis no mercado ou
quando uma pessoa não consegue usar essas informações e tom faz decisões erradas. Mas é essa complexidade, essa dinâmica que caracteriza esse reflexo e que tem na micro o olhar de cada indivíduo e também na macro o olhar sobre todos os Indivíduos nas suas decisões, nos seus comportamentos, no modo como acessam a informação, no modo como fazem besteira, no modo como gastam demais, no modo como gastam por impulso, no modo como economizam. Então, cada um vai ter suas razões, mas essas razões repousam muito mais no modo como cada um lida com informação, demonstra clareza em relação
aos seus objetivos e faz escolhas sábias. E isso é intrinsecamente humano pro certo ou pro errado, que a gente Tenta, mas nem sempre consegue. Então, economia com essa explicação dessa abordagem do Smith, ela tá mais próxima de sociologia, psicologia, também a própria lógica do âmbito de você pensar na filosofia. Muitos dos primeiros economistas, eles eram filósofos, filósofos da sociedade, tentavam compreender as forças que estavam por trás da sociedade. E esse pensar filosófico também entra nessa nossa lógica aqui de compreender como a Economia funciona. Então, a economia é uma ciência humana, economia é uma ciência social.
E a gente costuma fazer essas duas distinções principais, a microeconomia de um lado, vamos começar por essa, e a macroeconomia depois. Então pensem numa luneta que você ajusta as lentes para compreender aquele grãozinho de areia lá longe, o indivíduo, o comportamento de um indivíduo. Isso é o interesse da microeconomia. A microeconomia vai Tentar entender esse indivíduo e a partir desse indivíduo tentar entender outros indivíduos que comportam do mesmo jeito, mas é a motivação de perceber aquele indivíduo representativo, aquele indivíduo que pode ser uma pessoa física como eu, como vocês, um consumidor, aquele indivíduo que pode
ser um empresário tomando decisões na sua empresa, aquele indivíduo que pode ser um prestador de serviço trabalhando por Conta própria, aquele indivíduo que pode ser um estado, um agente estatal tomando decisões. Então, percebam como todos esses elementos podem estar presentes no âmbito da economia. E aí então a gente compreende essa lógica de que entender o comportamento de cada indivíduo contribui pro modo como a gente vai observar reflexos que se repetem pela sociedade como um todo. Então, a microeconomia é o ramo da economia que estuda o funcionamento do mercado, de um Determinado produto, de um grupo
de produtos, ou o comportamento de um comprador a partir desse análise, desse perfil médio, ou de um determinado vendedor, produtor, empresário, daqueles bens e como é que eles interagem, inclusive uns com os outros. Estudo o comportamento de consumidores e produtores nesse mercado em que interagem, preocupando-se com a determinação de preços e quantidades em mercados específicos, como se eu pudesse Então entender, tá? A gente vendeu 2.350 unidades desse produto na nossa na nossa cidade no ano mês passado. Por quê? Por que essa quantidade? Porque não mais? Porque não menos? Quais são os condicionadores, os limitadores, os
motivadores, como é que o agente econômico interpretou isso? E nessa lógica, então, a gente percebe essa perspectiva da nossa compreensão da mãe cama microeconomia. Geovana, com algum intervalo aqui, comentário. É, boa Noite, desculpa, atrapalhada. Atrapalha nada, Geovana, fica tranquilo. Ah, troquei de celular e não estou conseguindo entrar no Gmail, nem aqui pelo e-mail institucional. Isso vai me indicar sua presença? Bom, dependendo do seu professor poderia, mas como eu sou um professor que fico lá percebendo que vocês devem ter enfrentado alguma dificuldade e conseguiram, enfim, acessar e assistiram a aula, então eu vou procurar seu nome,
mesmo com o seu E-mail particular depois lançar. Mas o certo, devo orientar, é que para resolva paraas próximas vezes, porque quando você já acessa diretamente com sua conta do aí, então a presença já é lançada de modo mais claro e automático na identificação dos alunos. Por exemplo, se você tem um e-mail chamado Giovana Ramos Cauan ou Giovana Cauani Ramos, aí eu faço de encontrar você. Agora vamos supor, Giovana, que você fosse a GKRV, aí eu tenho que começar a fazer contas. Ou pior, se você fosse a aluna, aluna 23, número 4, sei lá, uma coisa
assim. Então, o ideal é que is pelo seu e-mail que você vai acessar seja representativo do seu nome para ajudar o professor a te encontrar no meio daquele monte de nomes, tá bom? Não, tranquilo. Você resolve depois com calma junto ao central de atendimento 3966 1201, inclusive WhatsApp. Mas você veja isso com calma pro próximo encontro, porque ainda temos mais um encontro na Disciplina. Mas por hoje fica tranquilo aqui pelo eu adoto essa postura, tá bom? Beleza. Então vejam um exemplo interessante da microeconomia, a evolução dos preços internacionais do café brasileiro. E aí eu tenho
que pensar quem é que compra esse café brasileiro no Brasil e fora do Brasil. E que preço que a gente tá disposto a pagar aqui dentro e que preço que estão dispostos a pagar lá fora? O indivíduo. Porque aí o produtor pode escolher se Ele prefere exportar ou ou destinar pro mercado interno a partir do preço que vão pagar. E a partir disso vai determinar então todo o nível de vendas no varejo, numa determinada capital, considerando uma fator que é intrínseco do comprador o preço que eu tô disposto a pagar e do vendedor o preço
que eu tô disposto a vender para poder cobrir meus custos. Então é uma conjunção de interações para que a gente possa compreender no olhar da microeconomia Como é que o preço se estabelece. Então aquela figura que eu mostrei para vocês que cruza oferta e demanda daquela maneira, aquilo ali é pura microeconomia. A gente tá ilustrando graficamente como poderia ser com modelos, com estimativas, mas a gente tá ilustrando comportamentos graficamente. A microeconomia faz muito isso. E esses comportamentos, se nosso modelo é bem montado, ele explica a tendência do que vai acontecer na sociedade e a gente
vai Avaliar isso. Então, a economia é a ciência dos modelos econômicos, modelos teóricos baseados em equações que tentam explicar comportamentos. Mas professor, eu sou uma pessoa tão aleatória. Será que você é tão aleatório mesmo, aluno? Será que você é tão aleatória mesmo, aluna? Ou será que se eu quiser fazer uma análise no perfil da sociedade, eu consigo botar pelo menos uma primeira premissa? Você é racional. É uma premissa selvagem, mas é uma primeira premissa. Se você é racional, segunda premissa, você não joga dinheiro fora. Hum. essa pessoa não joga dinheiro fora. Então, sabendo que a
economia a gente gasta conforme a utilidade, tem que ter alguma motivação para você gastar. Terceira premissa, se for possível, você vai poupar. Então existe também uma perspectiva de considerar seus gastos Para botar uma perspectiva de poupança. Pessoal, é nesse tipo de modelo econômico que eu tô abordando. Então não é do tipo assim, eh, eu vou antecipar todos os gastos de Eduardo Andrade Rodrigues até o mês que vem. Não, gente, não é esse tipo de análise ainda, né? Não sei quando a IA chegar no controle total do das informações, mas o que a gente tá querendo
fazer é um perfil médio, um perfil médio do consumidor brasileense, por exemplo, E um perfil médio desse consumidor a partir de um perfil médio dos empresários, do setor, tal. Então, a gente trabalha com esses modelos. Esses são os modelos econômicos que a gente tá querendo abordar. Pode ser que no fim das contas uma de uma pessoa tem o perfil exatamente conforme o modelo, vai agir exatamente conforme o modelo, mas o perfil médio que a gente quer, ele é aproximado. Tendências, a gente trabalha muito com tendências em microeconomia, a Gente trabalha muito com estimativas. Então não
é, lembra? Voltamos duas casinhas. Não é uma ciência exata, não é para ser matemática, não é para adivinhar exatamente quanto é que você vai gastar, Bruno, neste mês. Não é esse tipo nosso enfoque, mas uma média do comportamento de quanto vamos reunir de recursos, de nossas principais tendências, de onde tá atraindo nossos investimentos, nossa poupança, nossos gastos, como é que o governo tem se Comportado. Então, esses modelos e tendências que a gente quer considerar. Mas professor, uma tendência não é exatidão. Não, mas pensem comigo. Numa sala escura você disparar uma flecha e acertar no alvo,
é um desafio. Agora, se tiver uma luzinha com uma vela em cima do alvo, é difícil acertar exatamente no alvo, mas vocês concordam que já apontam a direção e já aumenta minhas chances? É isso que nós queremos com microeconomia, aumentar a chance de acertar, de estar Próximo, uma luzinha que a ponto alvo, sem necessariamente iluminar todo o caminho pra gente chegar na exatidão do alvo certeiro, mas a direção para onde aponta o alvo. Fez sentido? Então, esses modelos econômicos não pregam exatidão nem quantidade específica, mas são tendências estimativas que a gente quer gerar a partir
deles. Enquanto a maioria dos modelos econômicos são abstrações da realidade, inclusive graficamente, em termos de equações, eles servem como Auxiliares pra gente entender o comportamento econômico dos agentes e a partir daí fazer previsões do que pode acontecer. Modelos. Então, é como se fosse uma maquete, um modelo visual de uma cidade. O que a gente faria para um contexto cartográfico, é o que a gente faz para comportamentos das pessoas como modelo econômico. O gráfico, por exemplo, de oferta e demanda, que eu já mostrei para vocês aqui na disciplina, é um modelo da microeconomia que busca Explicar
como é que o preço e a quantidade do produto variam conforme as situações de mercado, oferta e demanda vão mudando. E como é que a gente chega no equilíbrio que corresponde ao preço e a um equilíbrio dinâmico? Porque quando a oferta e demanda mudarem de novo, naturalmente o ponto de equilíbrio muda. Naturalmente o preço também muda. Meteorologistas usam modelos para prever como é que vai ser o clima nos próximos dias. Analogamente, os economistas usam modelos econômicos para tentar prever como que vai ser o comportamento dos agentes em determinado momento. Então, por exemplo, estamos na Copa
do Mundo. Ah, professor, mas isso é algo da cultura, isso tem a ver com a economia. Então, gente, façam pesquisa se vocês quiserem, mas o modo como o Brasil se sai na Copa do Mundo muda muito o comportamento das pessoas. Então, muda o comportamento das pessoas em relação gastos, muda o comportamento das pessoas em relação à política, muda o comportamento das pessoas em relação à cultura, muda em relação a diversos aspectos. Então, todos esses são variáveis relevantes e, claro, quanto mais impacta mais pessoas, mais relevante é nesse contexto. E eu posso levar em conta esses
aspectos também em modelos econômicos. Uma função de utilidade, então, que é saber quão útil É um determinado bem, produto ou serviço para uma pessoa, para um perfil médio dentro da sociedade, também indica como é, o que que as pessoas gostam e até que ponto elas ficam satisfeitas. Isso pode me ajudar a prever a demanda. as pessoas comprariam no máximo até tanto, mais ou menos. Então, já dá para dimensionar, a demanda deve ficar em torno de tanto. E isso também é muito interessante para quem vai produzir uma oferta paraa tendência à demanda. Lembrando que o Modelo
é uma simplificação da realidade. Ele não é a realidade, é o nosso alvo iluminado na sala escura, que não é o alvo com o holofote em cima dele, com a precisão que a gente gostaria, mas é uma direção que aponta pro caminho que a gente quer seguir. Geralmente quando a gente cria os modelos econômicos, como são abstrações, a gente já tem uma abstração que já é inicial, a chamada expressão setteris parbos, uma expressão em latim, Por exemplo, né, Marco Aurorio? Quando você pensa na ideia do boletim Focus, lançando tendências estimativas nesse aspecto. Então, até aproveitando
a menção que você fez do Focus, a gente tem algo que a gente chama economia de economia positiva e tem algo que a gente chama economia de economia normativa. Que que é economia positiva? Ah, a inflação do ano passado ficou em tanto, o nível de reservas do mês passado é Tanto. Economia positiva, eu tô falando de algo que é o que foi, que tá confirmado. Foi isso. É isso. A gente já mediu. É isso. Agora, a inflação do mês que vem deve ficar em tampas do ano que vem deve ficar em tampo. Aqui eu tô
falando de algo que pode acontecer. Isso aqui é economia normativa. Isso aqui é um juízo de valor. Só sabe o que que é o grande problema, pessoal? Inclusive boletim Focus, como em vários outros valor Econômico e por aí vai, é que tá tudo misturado. O que é economia positiva e o que é a economia normativa. Então você tem que ter o bom senso de entender. A gente tá falando de algo que realmente aconteceu, que tá foi medido, foi confirmado, é aquilo. Ou você tá falando de uma tendência que um analista tá dizendo que deveria acontecer
assim. Tá tudo misturado na mídia geralmente sobre esses aspectos da economia. Então tem Que saber separar o que é do que alguém acha que poderia ser também, porque esses argumentos estão todos misturados, inclusive em publicações como essa que você falou. Macor, olha uma abstração louca, então, da microeconomia, séptos, tudo mais constante. Eita, professor, como é que eu posso entender isso? Suponha, olha, com microeconomia assim, suponha que a gente conseguisse isolar todas as variáveis por um momento nossa Sociedade e que eu conseguisse isolar taxa de desemprego, que eu conseguisse isolar PIB, que eu conseguisse isolar balança
comercial, que eu conseguisse isolar vários aspectos para colocar uma relação entre inflação e taxa de juros, tudo mais constante. Tanto mudando na taxa de juros, repercutiria na inflação. Sé páidos. Qual seria essa relação? Isso é uma abstração, pessoal, porque a gente sabe Que não vai ficar tudo mais constante. A vida é louca, é tudo mudando a todo momento. Só que para trabalhar com o modelo nessa abstração e saber como é que essa variável pode interferir naquela, eu faço essa abstração isolando a influência das outras variáveis para entender como é que essa variável aqui interfere naquela
variável ali. É isso que significa a expressão sétispos. Eu estou fazendo uma abstração, uma simulação. Se tudo mais estivesse Constante, eu vou relacionar só essas variáveis aqui que eu tô considerando no meu modelo. Os modelos econômicos, então, tentam explicar relações simples, porque essa simplicidade é que traz o poder de previsão, focam em efeitos de poucas forças conjuntamente e assumem que as outras variáveis permanecem constantes no período analisado para tentar tirar a influência dessas outras variáveis. Nesse momento também outra coisa, né? Falei: "Ah, Todos são racionais, todos querem enriquecer, todos não vão jogar dinheiro fora, premissas
da racionalidade econômica e que querem enriquecer. Então, é uma hipótese de otimização, esperar que todos os agentes ou a maioria absoluta deles espera melhorar sua condição de vida." Então isso eu posso levar pros modelos, uma função de utilidade, uma perspectiva de que as pessoas querem enriquecer, querem tomar decisões que vão trazer mais dinheiro, Que vão fazer lucrar, que vão fazer render os seus recursos. Então, nesse sentido, se eu tô falando de consumidores, a função de utilidade dos consumidores é maximizar sua utilidade. Pro que eu pago, eu quero o máximo de benefício. Eh, as firmas que
organizam os lucros, elas querem mais lucro para seus investimentos. Elas querem minimizar os custos, considerando que elas vão ter mais resultado. Assim, o governo quer Gerar mais impacto social, maximizar o bem-estar público também por uma série de razões, pelas hipóteses de otimização. Então eu posso ver cada agente em relação à sua racionalidade e eles, de certo modo, se forem bem montados, devem aparentar como é que a realidade funciona. E aí essa é a qualidade do modelo. Se o que o modelo tá dizendo acontece na realidade, a gente vai medir isso aí. a gente consegue então
apoiar a validade do Modelo. Marco Aurélio falando aqui, senhor não acha que tem manipulação por trás de alguns boletinhos do mercado financeiro? Afinal, os bancos ganham muito com informações do que é e do que realmente será. Então, Marco Aurélio, no cenário do que nós estamos falando, é por isso que a importância de separar o joio do trigo. Então, não é todo analista, não é toda publicação e não é toda mídia que desperta a confiança do mercado. É por isso que algumas Revistas, alguns periódicos, alguns analistas, algumas empresas são mais bemvistas do que outras, porque tem
gente que usa essas informações de caráter não técnico e tem gente que prefere pautar pela técnica. E aí a partir da análise técnica, cada um toma sua decisão. Mas isso mostra pra gente o quê? Basicamente, pessoal, desconfiem, não acredite na primeira coisa que vão Dizer para vocês, especialmente em economia, quais são as bases? Ah, vai, o país vai quebrar. Ah, tá. OK. Vamos levar em contra a hipótese e apresente os argumentos. me explique da onde vem essa frase para que eu também possa entender como é que você chegou nessa conclusão e eu vejo se eu
concordo com isso ou não. Não quer dizer que eu não não vá acontecer mesmo, mas quer dizer que eu possa tomar minha decisão numa perspectiva mais embasada e tá cheio de Gente que fala sem nem testar, sem nem verificar, sem nem averiguar. Então concordo sim, Marcão. Tem muita informação que circula sem fundamentação, com interesses políticos, com interesses sociais. com interesses escusos muitas vezes. E aí o ideal é que você forme sua própria opinião e encontre boas fontes de informação que sobretudo aquelas que privilegiem mais a técnica do que a politic. OK? Consegui responder? Espero que
sim. Mas sim, tem Que saber separar o jogo de trigo, especialmente entre essa ideia de o que que é a economia positiva, aquilo que é, e o que que é a economia normativa que a pessoa acha que poderá acontecer. Aí eu tenho que ver quais são as bases que levam a essa previsão. Outro ponto importante, o valor das coisas. Professor, o valor é quanto? O quê? É o dinheiro, é o preço? É o dinheiro, é o preço, mas é sobretudo a utilidade. As pessoas vão pagar mais por Aquilo que for mais útil. Eu também tenho
como calcular tendências ligadas à utilidade. E eu posso calcular o valor embutido nas coisas pela utilidade e pelo trabalho que deu para fazer. esforço, tecnologia, inovação. Então aquilo que tiver mais esforço, mais tecnologia e mais inovação, geralmente vai custar mais, o preço vai ser mais alto, porque eu tenho que remunerar esse trabalho e esse esforço para elaborar aquele objeto, aquela aquele serviço, Aquele produto. O valor de troca dos bens, então, é determinado pelo custo de produzir. O custo tá ligado diretamente com esse trabalho. Custo, gente, só para vocês começarem a se acostumar com essa palavra,
custo é todo gasto diretamente ligado com a produção. Então, aquilo que você gastou para produzir algo é o custo. É diferente da despesa. Despesa é algo que você gastou que é indiretamente ligado à produção. Se tá diretamente ligado à produção, matériapra, onde Obra, energia elétrica, estamos falando de custo. Agora, outras coisas que não estão ligadas à produção que você teve que pagar, aí a gente tá falando de despesa. O custo essencial para definir o preço. O preço tá aquilo que você produziu, o preço daquilo que você vai vender. Esses custos de produção, então, são baseados
sobretudo nesses custos, inclusive de mão de obra. E o valor de troca dos bens seria determinado pela quantidade de trabalho utilizado para Produzi-los. E claro, quem demandou mais trabalho, mais tecnologia, mais inovação, mais fatores, vai acabar custando mais caro. Comentário da Lorane. A mídia costuma noticiar repercussões de notícias de economia atribuindo opiniões ao mercado. Verdade. Verdade. O mercado não gostou. O mercado reagiu positivamente. Desculpe se é uma pergunta boba, mas quem é o mercado nesse contexto? economistas e grandes investidores em grande medida, Loren, Grandes investidores, porque vamos fazer um pequeno parênteses. Olha essa equaçãozinha bonitinha
que eu vou colocar aqui no chat para vocês, só para fazer uma ilustração, tá? Não vou resolver o mistério, mas eu acho que a gente trabalhando com ilustrações, a gente vai conseguir explicar mais ou menos como é que funciona a equação ali. Para quem não tá olhando, talvez é S é igual a I. Em economia, a gente, esses modelos de Economia, esse aqui é um modelo de microeconomia, a gente trabalha muito com termos em inglês. Então eu vou botar aqui o original desse inglês aqui para vocês entenderem o que que a gente tá falando. Savings
equals investments. Poupança é igual a investimento. Essa aqui é uma premissa microeconômica básica. Tudo que nós pouparmos aqui no Brasil vai estar à disposição dos bancos, das Instituições financeiras para que possa então ser utilizado para emprestar para produtores, para que eles possam então utilizar como decisões de investimento. Então o nível de poupança de um país iguala ao nível de investimento. O investimento que um país tem para poder reformar, reformular sua base produtiva, expandir aidade produtiva, tem que vir dos recursos poupados dentro daquele país. Isso aqui é uma premissa básica. No Japão é maravilhoso. Eles tm
uma excelente poupança interna na Alemanha é incrível, né? E no Brasil vocês vocês economizam, gente? Vocês vocês poupam? Vocês poupam todo mês? Quantos por cento você poupa? Isso aqui é bacana numa sala de aula presencial, porque quando eu pergunto geralmente, sem negar aí, Marco Aurélio, que eu eu gosto desse joinha aí porque mostra que Sempre tem alguém, mas geralmente eu pego entre 25% a 40% da turma poupando e a maioria das pessoas não poupa. Não estou salvando uns e condenando os outros, não, tá? Tô só mostrando que no Brasil, diferente de outras economias, nosso nível
de poupança interno não é tão alto. Seja porque as pessoas não têm tanto dinheiro para poupar a classe média, às vezes por conta da questão de idade, concordo que tem uma questão Geracional. Seja porque o Brasil pode não estar num contexto de muito dinheiro sobrando como outros países, seja porque a gente tem uma questão cultural com objetivos também que não são necessariamente pautados em economizar para o futuro. Estamos mais vivendo o presente. Então, gente, tem tudo isso entrando no pacote. Mas o fato é e também, Geovana, bem lembrado, tem questões ligadas à educação financeira, que
outros países tm mais cuidado e Preparação com isso. Mas a ideia é esse. Existe uma junção de fatores que explicam que o Brasil, comparado com outros países, a poupança interna é mais baixa. Eita, professor. Por essa equação, então, o nosso investimento é baixo, né, pessoal? Nós somos a déma maior economia do mundo. A 10ma maior economia do mundo pode se dar luxo de ter um investimento baixo. Então, se a nossa poupança é interna e essa é a base do nosso investimento, se nossa poupança interna é pequena, a gente vai ter que equalizar essa equação. E
como é que funciona? Poupança interna mais poupança externa é igual a investimento. Então, se nós não temos os recursos necessários para todos os nossos investimentos dentro do país, a gente vai ter que atrair capital de fora, porque aí a gente reúne a quantidade de Recursos necessários para equilibrar com o investimento que nós precisamos fazer para manter nossa capacidade produtiva. E da onde vem essa poupança externa? Investidores estrangeiros. E aí, já respondendo um pouco sua pergunta, Loreno. E o que que seria interessante para esses investidores estrangeiros virem pro Brasil? Deixa eu ver. Uma taxa de juros
das mais altas do Mundo. Olha, Marco Auréo, que interessante. Per, não, mas professor, eles sempre vão pra TV e dizem que a taxa de juros no Brasil é muito alta, porque a gente tem uma inflação muito alta. A taxa de juros realmente ela é ela se eleva para conter a inflação, mas pessoal para justificar o investidor estrangeiro, tirar o dinheiro do país dele lá, investir no Brasil em termos de Um recurso que possa investir, por exemplo, em títulos do governo, recursos sólidos, o que que vai atrair essa pessoa? Juros altos. Só que aí é um
preço que todos nós pagamos como sociedade. Nós não temos proposta interna, então o juros se eleva para atrair capital estrangeiro, mas os juros altos faz com que a gente tenha cada vez menos dinheiro, porque o dinheiro tá apertado, não dá para pegar O empréstimo. Então a gente mantém o juro alto, mantém a poupança interna baixa e a gente entrou nessa história. E o Brasil é sim uma das maiores economias do mundo, precisa de investimento, sobretudo no agro, que é a nossa principal atividade de exportação. Mas nesse exemplo aqui, só para responder a Loren, com aquela
equaçãozinha ali, que aquilo ali é um modelo de microeconomia, Loren, as poupanças t que se igualar Investimentos. Se a gente não consegue fazer isso internamente, eu tenho que arranjar um estímulo para vir poupança externa, investidores estrangeiros e aí a gente vai ter o dinheiro necessário para manter a nossa economia em alta em alto funcionamento. Fez sentido? Beleza, gente. Loren disse que que entendeu, mas os demais, por favor, perguntem também se precisaram, se tiverem dúvida, tá? Mas é isso basicamente o mercado Loran, é essa perspectiva do mercado Financeiro, esses grandes investidores que nós precisamos ter uma
atratividade para eles, mas que realmente não é a unanimidade, porque tem pessoas que vão entender de outra maneira, não, mas não é essa que é a principal premissa. A a sociedade brasileira deveria ser a premissa. Não, o governo deveria ser a premissa, não, os mais pobres deveriam ser a premissa. Então tem análises diferentes de acordo com o referencial, mas o mercado sobretudo são os grandes Investidores nacionais ou estrangeiros que investem no mercado financeiro. E um mercado nervoso significa que essas pessoas estão com receio de mudanças nas políticas econômicas e o modo como eles vão ser
remunerados pelos investimentos ou pelas aplicações que eles fizeram. Fecha parênteses. Vou voltar paraa aula, mas espero que tenham compreendido, gente. Isso mostra a importância de que a gente faça então análises econômicas como essa de comportamento das pessoas. Nesse caso, é quem? o comportamento do investidor, o comportamento do do de quem tá no estado brasileiro gerenciando isso, porque quem aumenta os juros é um integrante do Estado brasileiro. E você vê que tanto tá com antever o comportamento desses agentes com base nas premissas de mercado. Muito da microeconomia vem de algo que a gente chama na nossa
teoria econômica de revolução marginalista. O que que é essa revolução marginalista? A gente tá Falando da teoria neoclássica. a gente falou, né, no encontro número dois na teoria clássica, depois a teoria marxista, depois da teoria que keinesiana e depois começa um debate econômico. Então esse debate econômico leva a gente pra economia neoclássica. A economia neoclássica fala que em todos nós pensamos na margem. A margem. Que que significa a margem nesse contexto que é a base da revolução Marginalista? diz que o valor de troca de um bem não é determinado pela utilidade total do bem, mas
pela utilidade da última unidade que você vai consumir ou se você é um produtor da última unidade que você vai produzir. Ele coloca aqui um exemplo. A água é um bem muito comum. Consumir uma unidade adicional dela tem um valor relativamente baixo pros indivíduos. Mas deixa eu pegar alguém para exemplo aqui. Marco Aurélio, vai ser você. Marco Auréli, tá aqui um copo de água. Ô, que boa, professor. Tô com você. Ótimo. Muito bom. Marco Auréli, tá aqui outro copo de água. Ah, excelente. Mais um copo de água. Ótimo, Marcorellio, mais um copo de água. Falei,
professor, estou ficando satisfeito. Marco Orello, mais um copo de água. Gente, eu não aguento mais água. Então existe um ponto de satisfação e eu como consumidor tem um ponto até o qual eu fico satisfeito que não compensa Mais para mim pagar por mais de uma unidade. E eu como produtor tenho um custo que não compensa mais eu produzir mais uma unidade se eu não for vender. E eu posso pensar isso para cada agente econômico. A margem é essa última unidade que ainda compensa comprar, produzir, vender. A gente então toma a decisão até esse ponto de
satisfação. Esse ponto de limite de satisfação é a margem. E ali mostra um corte. A partir dali não compensa mais. Chegamos no Limite, chegamos no auge da capacidade. E se isso é o auge, esse é o corte que determina a demanda, esse é o corte que determina a oferta dentro dos modelos econômicos. Ao pensar na margem. Então eu não vou pensar na otimidade da primeira do primeiro bem, porque provavelmente estava com sede, né, Marco Orélio? Então você deu muito valor para aquele primeiro copo de água, mas depois do 17º copo, né? Eh, obrigado, tô satisfeito,
já tô mais Satisfeito. Então, a gente pensa nesse limite, porque é nesse limite que eu determino a magnitude da oferta. Nesse limite que eu determino a magnitude da demanda. Até quanto você quer comprar disso? até quanto vale a pena produzir disso? Até quanto eu consigo exportar disso? Então, a gente toma em conta nos modelos da necoeconomia essa decisão que é feita na margem. Fez sentido, gente? Essa revolução marginalista que permitiu que A gente pudesse calcular magnitude da oferta e magnitude da demanda, antever satisfação do mercado, antever perspectivas estimativas de valores de em torno de quanto
mais ou menos ficaria o PIB ou a gente poderia produzir ou a gente poderia exportar. Então, é esse olhar da margem pros agentes econômicos que a gente usa para dimensionar essa quantidade de oferta e demandó de que os neoclássicos fizeram uma revolução do modo como a gente Compreende o valor. Especialmente o Alfred Marshall na síntese que ele fez sobre oferta e demanda, ele demonstra que a oferta e demanda operam simultaneamente para determinar o preço. É aquele gráfico que eu mostrei para vocês, só que agora tô dizendo o nome do dono do gráfico. Foi o Marshall
que fez aquele gráfico de uma curva de oferta, de uma curva de demanda e no ponto que elas se cruzam, isso é um modelo microeconômico, temos o preço de Equilíbrio e temos a quantidade de equilíbrio. Esses preços refletem tanto a avaliação marginal que os consumidores fazem dos bens, como análise dos custos marginais por parte dos produtores ou empresários. As escolhas deles envolvem dilemas ou tradeoffs de com que eles se deparam cotidianamente. Professor, que negócio complexo. Que gráfico é esse? É esse aqui que eu apresentei há duas aulas atrás. Então, a gente tem uma curva de
oferta E mostra a magnitude da quantidade de bens considerando o preço e a oferta tá na mão dos produtores, a quantidade, a disponibilidade de produtos no mercado. E a gente tem uma demanda que é a procura por esses mesmos bens, pelos compradores, pelos clientes, por nós consumidores. Então, também não há relação entre preço e quantidade. A síntese marschaliana, o cruzamento da curva de oferta e da curva de demanda determina qual é o Preço de equilíbrio e a quantidade de equilíbrio. A quantidade que os produtores estão dispostos a produzir para atender a quantidade que os compradores
estão dispostos a comprar na margem. E na margem, nesse encontro de oferta e demanda, temos um preço de equilíbrio, que é o preço que os consumidores estão dispostos a pagar por aquele bem e o preço que os produtores estão dispostos a cobrar para cobrir seus custos. Os os Os produtores adorariam cobrar um preço mais alto, mas aí não tem. Então, por isso que eu tenho que ser pela concorrência uma busca pelo equilíbrio de mercado. Ah, então professor, é só saber quanto é que é aquele P, quanto é que é aquele Q. Não, o mercado é
dinâmico, todo dia ele muda. O que era ontem não é o mais hoje e não será o mesmo amanhã. Então, a curva de oferta se desloca paraa Esquerda por alguma razão, o preço muda. A curva de demanda se desloca paraa direita, por alguma razão, o preço de equilíbrio muda. Todo dia isso acontece toda hora, dependendo do tipo de produto ou de serviço. Então, essas variações acontecem a todo momento com base em oferta e demanda. Pensa no preço de uma ação. Ação mesmo, mercado financeiro no mercado. Vai ajustando ao longo do dia. Oferta e demanda, oferta
e demanda, oferta e Demanda. Isso ilustra bem como é que esse preço e essa quantidade variam continuamente. Fez sentido, gente? Consegui demonstrar para vocês o que que é a síntese marchaliana. ele que cria então oro marshall, essa ideia de que o preço de equilíbrio, a quantidade de equilíbrio decorrem de uma de um cruzamento, né, de um encontro entre a curva da oferta e a curva de demanda como forças de mercado. E isso não é lógica, né, os neoclássicos eles são de Certo modo eles seguem o pensamento dos clássicos. Então a gente tá no liberalismo econômico,
desde que haja liberdade dos agentes escolherem suas atuações no mercado. Bom, a segunda, olha só, exatamente na metade da aula, que maravilha, a segunda ciência que a gente vai falar hoje, então, explicando, expliquei a microeconomia, exemplifiquei alguns aspectos, agora é a macroeconomia e agora a gente pegou nossa luneta e zu Zora a visão de tudo, toda a economia, toda a economia do mundo, professor. Não, porque a economia é uma ciência social, então toda a economia é da nossa sociedade. Então a gente geralmente olha a economia na aspecto dos países. Posso fazer uma análise macroeconômica e
internacional comparando países, empresas e agentes econômicos que operam em campo internacional? Posso, mas geralmente as variáveis da macroeconomia são para cada país. É o conjunto da Sociedade. Cada país tem a sua sociedade. Macroeconomia, então, trata da evolução da economia como um todo, analisando a determinação e o comportamento de grandes agregados, variáveis que afetam tudo, todo mundo naquele país, como o produto nacional, o PIB, produto interno bruto, o nível de investimento nacional, tudo que foi investido, tudo que foi poupado, tudo que foi consumido, o nível geral de preços, a taxa de inflação e Tem vários indicadores,
mas a taxa de inflação para aquela cidade, para aquele região ou pro país como um todo, Então eu tô analisando em níveis agregados, já não é que olham para cada gente, agora eu olho todo mundo junto e as resultantes interações entre essas pessoas. Macroeconomia, então, tá pautada muito nesse contexto de variáveis como renda, produto nacional, nível geral de preços, taxa de desemprego, pleno emprego. Ela trata o Mercado de bens e de serviços como um todo, bem como o mercado de trabalho sempre no agregado, preocupant-se também com aspectos de curto prazo e aspectos conjunturais, seriam preocupações
da macroeconomia. Então, muita gente diz que a macroeconomia ela dá muita base pros estados, pro governo. Então, ao mesmo tempo que os neoclássicos trouxeram a micro, adivinha quem trouxe a macro? Os keinesianos. Keines é um dos principais a a Desenvolver pilares pautados pela macro. E o que que Keis dizia? O estado, já que ele vai intervir na economia, ele precisa de ferramentas, ele precisa de indicadores. A taxa de desemprego é um indicador importante, a taxa de juros é um indicador importante, a taxa de inflação é indicador importante pro estado tomar decisões. Não só o estado,
as empresas, os setores. E o IDH é outro indicador importante, pessoal, nem todos conhecem, né? Então vamos lá. Marco Aurélio tá trazendo pra gente o índice de desenvolvimento humano, que pro estado particularmente é fundamental. O IDH tá querendo dizer, tá, tem riqueza circulando, tem renda per capta, mas renda não quer dizer necessariamente nível de educação, nível de acesso a cultura, saúde, bem-estar geral da população. Então a IDH é uma variável muito relevante para políticas públicas, porque vai dizer como é que eu posso melhorar a qualidade de vida das pessoas E não só o dinheiro disponível
na mão, circulando entre elas. Então é mais uma variável importante pra gente na macroeconomia. São aspectos como esses, então, que a macro vai atrair a nossa atenção. A macro não interessa só pro estado, tá gente? No começo surgiu a microeconomia com os neoclássicos, depois foi complementado com a macroeconomia no âmbito dos keinesianos, mas não coloquem que a macro é dos keinesianos só e a micro é dos Neoclássicos. Por quê? Porque a partir desse momento as duas interagem um com a outro. E aí, seja se o governo for neoliberal, seja o governo for pós-quenesiano, é claro
que a gente tem instrumentos da microeconomia. É claro que a gente tem instrumentos da macroeconomia. E elas não brigam entre si, elas se complementam. São duas análises que se complementam. A fatores da micro interferem na macro, fatores da macro interferem na micro. É Tipo assim, tá no exemplo aqui pra gente colocar nesse contexto. Os agentes estão preocupados. Estamos em ano de eleição. Oh meu Deus, então eu vou me reter meus investimentos. Isso tende a reduzir o produto interno bruto, porque a gente produziu menos, fomos mais desconfiados, vamos esperar para ver o que que vai acontecer.
Aí eu volto o meu nível de investimentos. Então o PIB pode reduzir. Viram? Fatores da micro afetando a Macro. E fatores da macro afetando a micro. Eita, o PIB está caindo. Será que o governo vai conseguir lidar com fazer o governo fazer o o PIB crescer de novo? vou acompanhar isso de perto e vou ter mais cautela e vou retindar mais meus investimentos. Então eu analiso o PIB ou taxa de juros ou taxa de inflação e isso também interfere no meu agente, no meu comportamento como agente individual. É por isso, pessoal, que tem que ser
muito bem gerido, porque Pra gente ter esses aspectos levando para um círculo vicioso é muito fácil. A ideia é a gente tentar passar segurança para construir um círculo virtuoso, mas micro e macro interagem a todo momento. Tem sentido, gente? Às vezes eu acho que eu tô falando muito rápido. Depois me digam aí se eu estou passando algum aspecto importante, tá? Eh, paro para explicar se acontecer alguma coisa. Digam aí, ó, quatro metas importantes de política de política macroeconômica, Geralmente, como tá no âmbito geralmente de grandes agregados, então empresas, estado, geralmente quem opera em âmbito nacional
vão estar interessados em variáveis como essas. O estado, particularmente está querendo oferecer por meio das políticas públicas um alto nível de emprego. E já vou explicar porque que isso é importante. Além de ter uma estabilidade dos preços naquela Economia, além de contribuir para uma distribuição de renda socialmente justa, além de favorecer crescimento econômico. Não é escolher uma desses indicadores, não, viu, gente? São todos. E geralmente os governos buscam alcançar todos esses indicadores por meio das suas políticas públicas. Vamos por partes. Então, o que que seria o alto nível de emprego? Uma preocupação com esse fator,
então, surgiu desde a grande depressão com o Keines, né, com o pensamento keinesiano, Pois antes predominava o pensamento liberal. E o que que o alto nível de emprego quer dizer? Se uma economista está em crise, um dos primeiros indicadores que vai aparecer que a coisa não tá boa é o aumento da taxa de desemprego. Isso significa avaliar o nível de emprego. Isso quer ser se você mantiver a taxa de desemprego baixa, isso é um indicador de que a economia está indo bem. E se a taxa de desemprego começa a aumentar, Isso já é um indicador
de que a economia tá começando a castigar. Só para vocês terem ideia, tem uma taxa de desemprego linda que a gente costuma dizer que é o pleno emprego dos recursos. Uma taxa de desemprego em torno de 0%, professor, é impossível, gente. Sempre tem algum desemprego, mas uma taxa de desemprego em torno de 5% é a meta ideal. quer dizer que só tem 5% da População economicamente ativa. Outro indicador da macro, população economicamente ativa não leva em conta crianças, não leva em conta aposentados, não leva em conta pessoas fora do mercado laboral. São pessoas dos 18
até os 70 anos, que aí então antes de aposentar, né, 65, 77 anos, 70 anos são as pessoas que entram na população economicamente ativa. 5% dessa população desempregada é ótimo. Apenas 5%. Por quê? Porque a gente entende que tem Gente que tá trocando de emprego, tem gente que tá passando por algum afastamento, alguma licença, tem gente que tá num período sabático, tem motivos que explicam: "Poxa, Marco Aurélio, você já contou?" É, pois é, eu ia dizer, inclusive nós estamos no momento de uma taxa de desemprego em torno de 6%, o que é um ótimo indicador.
Nós já tivemos contextos muito piores no Brasil recentemente, logo após a pandemia, nós Estávamos com a taxa de desemprego de cadê, 12%. Professor, de 5 para 12 é pouquinho, gente. É macroeconomia. Se passou de dois dígitos, ou seja, se passou de 10%, é o sinal amarelo. Então, se tá entre 5 e 9%, tá verde. Passou de dois dígitos, chegou até 10 a 15, sinal amarelo. Se uma taxa de desemprego chegar em 20%, tá mal. Provavelmente recessão, provavelmente alguma crise econômica. Se Uma taxa de desemprego chegar em 30%, é tiro porrada e bomba, é guerra civil,
é crise de 29, aí é o caos. Então entendam a os indicadores, porque na verdade a gente tá querendo, significa o quê? 30% da população não tem renda, não tem emprego, não tem como prover sustento, não tem como ficar em casa esperando as contas deixarem de ser pagas ou o estômago roncar. É literalmente isso. Então, por isso em torno de 5% é algo aceitável. Acima de dois dígitos, Começamos a ficar preocupados e se passou de 20% em diante, prepare-se, porque o cenário, o cenário social deve estar bem deteriorado. Isso é uma variável importante pra gente,
concorda? Eu consigo fazer toda uma leitura da economia a partir da taxa de desemprego, que é uma variável econômica. Eu quero tentar manter um alto nível de emprego, que significa uma taxa em torno de 5%. Mas eu vou avaliando, eu estado e eu mercado vou avaliando, porque taxa de Desemprego é um ótimo indicador se a economia tá indo bem ou vai mal. Além disso, estabilidade dos preços. E o que que é estabilidade dos preços? É outro nome bonitinho para o nosso contexto que está ligado à taxa de inflação. E aí quando eu falo inflação, gente,
vocês entendem o quê? Inflação é que que é inflação? Ah, alguém podia responder essa daí, né? Assim, microfone ou então pelo chat Mesmo. Eu acho que inflação tem a ver com isso. Acho que eu vou dar uns uns 15 segundos. Só me dizer assim: "Poxa, pessoal, acho que inflação tem a ver com tem a ver com isso aqui. E aí, inflação é um indicador importante pra gente também, eh, por meio da inflação que eu vejo se os preços estão estáveis. Então, o que que seria uma inflação? Vou pro meu top de 5 segundos, mas para
resolver o enigma. Tranquilo, gente, sem problemas. Pessoal, inflação significa uma alta generalizada nos preços. Não foi só um produto. É isso mesmo, Aline, é essa ideia. Estamos diante de um aumento nos preços, mas não pode ser só, por exemplo, assim, ah, fui no mercado e o tomate tá pelos olhos da cara. Não pode ser só um produto, porque pode ser que teve uma geada na estado dos produtores de tomate. Isso explicou porque que o preço do tomate subiu. Isso não necessariamente é inflação. Agora, Se tudo subiu de preço, porque algum fator importante ficou mais caro,
ficou mais inacessível, ficou mais restrito, aí a gente tem essa consequência de um aumento generalizado dos preços. Isso desval desvaloriza o nosso dinheiro, como falou o Marco Aurélio, isso reduz o poder aquisitivo da população e isso é um problema sério. Então, inflação é algo que nós temos acompanhar muito de perto. Temos que combater a inflação, professor. O certo seria não ter Inflação, o maravilhoso seria ter deflação. P não, não. inflação significa realmente em sobretudo num nível muito alto essa desvalorização do dinheiro, mas deflação significaria que a economia tá encolhendo, que ela tá parando, que ela
tá se estagnando. Então deflação também é horrível. Então qual que é a solução do enigma? baixa inflação ou como a gente vê no noticiário, inflação dentro das metas, Porque significa que a economia está ligeiramente aquecida, mas tá dentro da previsão e do planejamento do governo. Ela está se comportando conforme o mercado esperava e o governo tá conseguindo manter ela dentro do patamar indicado, que seria ideal, algo pequeno assim, Marcor, que economias geralmente em pontos de alto crescimento conseguem manter nesse patamar porque aí não corrói tanto o poder aquisitivo. Mas o Que que a inflação tá
dizendo na prática? A economia tá aquecida, as pessoas estão comprando, as pessoas estão vendendo, tem pressão para produzir, para comercializar. Só que se isso for feito de forma saudável, ela vai estar dentro das metas estabelecidas. E isso passa uma mensagem pro governo, porque é tipo assim, suas contas em dia, seu planejamento deu certo, seu orçamento foi bem cumprido, agora imagina você ficar estourando o Seu orçamento, estourando suas metas de inflação, que imagem que isso passa pro mercado que a inflação pode estar fora de controle. Então, a inflação é o que a gente tem que acompanhar
e tem que manter sob controle, mas se ela estiver dentro desses 5% que você falou, por exemplo, a gente tem uma estabilidade dos preços e aí a gente conseguesse crescendo de modo sustentado e aí tá tudo certo. Fez sentido, gente? Espero que sim. Então, Se não guardaram, o que que é inflação? Inflação é uma tendência, é uma alta generalizada dos preços, como a Lime falou, e que pode trazer essa corrosão do poder aquisitivo, como o Marco Aurélio falou. É claro que na macroeconomia a taxa de inflação é muito importante pra gente também. Distribuição da renda.
O Brasil é um dos países mais desiguais do mundo em relação aos mais ricos e os mais pobres. E aqui entra até o IDH que foi Mencionado agora a pouco. Não basta só ter muito dinheiro. Somos uma das 10 maiores economias do mundo. Mas como o dinheiro tá distribuído? como ele tá distribuído entre a população, entre as regiões, entre cidade e meio rural, meio urbano e meio rural, tem vários aspectos pra gente avaliar no contexto da desigualdade. Os caines o governo tem que entrar na economia para distribuir a renda entre as Pessoas, especialmente dos mais
ricos paraos mais pobres. No Robin Hood, os liberais vão dizer: "Isso é injusto." Os mais ricos, se estão mais ricos, é porque tomaram decisões que permitiram reunir esse patrimônio. Os mais pobres, se estão mais pobres, pode ser que estão herdando decisões erradas por seus antepassados lá atrás. Então tem que agir, mas para estimular os mais pobres a quererem sair desse lugar e buscar o progresso por conta própria. Então, Gente, aqui a gente tá num debate econômico que não nos leva nessa aula a lugar nenhum, mas é só para mostrar para vocês que existem formas diferentes
de entender essa questão da distribuição de renda, especialmente entre quem é kinesiano e quem é liberal nesse contexto. Comentário do Marco Aurelli no chat. 1% mais rico, com patrimônio igual aos 99% não tão ricos. E aí então a gente para para pensar nessas sistemáticas em Alguns países, particularmente essa realidade que aparece. Também queremos promover crescimento econômico. Então não é porque a gente tem, somos a décima maior economia do mundo, mas e se a gente se tornasse a nona, se a gente voltasse alguns anos atrás em que nós fomos a sétima. Uau! A sétima. E aí
a gente cachengou um pouquinho para trás. Então gente, de algum modo a gente também tem que estimular crescimento econômico. E aqui passa tanto pela nossa Produtividade do quanto nós produzimos, mas também pela tecnologia de como nós produzimos. produtividade, competitividade, tecnologia, inovatividade, lucratividade, tudo isso entra nessa perspectiva do crescimento econômico. Por um lado, a gente tem a descoberta de novos recursos disponíveis, terras raras, minerais raros. Isso aumenta nosso poder de crescimento econômico, mas também a tecnologia do que nós Podemos fazer com esses recursos. Não basta ter o recurso, tem que ter a tecnologia também e a
inovação. Isso tudo entra em políticas de crescimento econômico também. E tudo isso interessa para macro nessa lógica do que estamos falando aqui. Então, o alto nível de emprego que seriam metas na macroeconomia. Quero alcançar o pleno emprego, então 5% de taxa de desemprego. Quero promover distribuição equitativa de renda, reduzindo a desigualdade, Promovendo o crescimento econômico, especialmente pros mais carentes. Quero promover estabilidade de preços, definindo inflação, então, como esse aumento contínuo e generalizado do nível geral de preços. Por que a inflação é um problema se ela está descontrolada? Por si só não é um problema. Por
si só não é algo a ser uau, tem inflação, já estamos apavorados. Não, ela, se ela estiver dentro das metas que foram divulidadas pro mercado, é como se você dissesse: "Meu planejamento do meu orçamento nesse mês é tanto e eu fiquei dentro do orçamento". Ótimo. É isso, ficar dentro dos planos. Agora, se você estoura a meta, se você não tem controle sobre a economia, você passa uma mensagem pra sociedade de que a economia está fora de controle. É isso que é o risco que vem sobretudo na inflação, também porque ela muito alta, como bem disse
o Marco Aurélio, corrói o nosso poder aquisitivo. O nosso dinheiro que valia Ontem não é o que vai valer amanhã. A gente tem uma perda do poder aquisitivo se a inflação tá muito alta e muito descontrolada. Isso então traz distorções sobre a distribuição de renda e as expectativas da sociedade. A distribuição de renda, pelo que eu expliquei, o poder aquisitivo então cai. Mas e sobre as expectativas? Como é que funciona isso? Pessoal, a gente lembra, voltando só um pouquinho no começo da aula, a gente Falou que economia é uma ciência humana, né? Economia é uma
ciência do comportamento, economia é uma ciência das expectativas. Então é mais ou menos assim, se as pessoas acharem que vai piorar, ah, mas vai piorar e vai piorar muito, porque se elas acharem que vai piorar, eles vão parar de comprar, parar de consumir, parar de produzir, parar de investir e isso vai realmente fazer fizer muito pior do que elas imaginaram. Então esse É um grande desafio na economia. A gente gerencia expectativas e as expectativas moldam comportamentos. Entenderam porque que a economia tá muito ligada com psicologia? Porque são as motivações individuais. Então, o mercado, o estado,
o governo, as empresas tem que fazer com que a expectativa dos seus consumidores ou dos seus produtores ou da sociedade como um todo seja positivo, porque aí as pessoas decidem investir, decidem comprar, decidem, decidem Aplicar os recursos. Porque se as pessoas esperarem, tiverem expectativas ruins, naturalmente pela economia vai apontar isso, naturalmente a situação vai piorar. Então, mudar as expectativas da sociedade é fundamental para que a situação melhore. E aqui eu vou dar um exemplo prático, ainda temos um tempinho. Quer dizer, alguns de vocês talvez estavam já neste planeta naquela época, mas alguns talvez vão ter
que conversar com seus pais sobre isso. E é o começo do plano real, 1994. Quando a gente estava saindo de episódios de max desvalorização, grande hiperinflação, problema econômico crônico, sobretudo no final dos anos 80, a década perdida e começo dos anos 90, os livros de história contam e aí pouco a pouco com fisco de depósitos em 1990, é verdade, Marco Aurel com o governo polo. É verdade. E muitos planos econômicos fracassados com plano cruzado. As pessoas estavam completamente traumatizadas, pessoas, e as expectativas eram as piores. Os preços eram ajustados todos os dias. O valor que
você depositava nos bancos, ele tinha que ser, olha, ó, 84% de inflação no mês, metas estouradas, o dinheiro sendo corroído, o dinheiro nos bancos era onde você poderia garantir ainda um valor, mas depois do confisco ainda deu trauma. Então, como é que você coloca um plano econômico para estabilizar um Cenário desses que todo mundo espera o pior? foi muito inteligente que foi feito. quanto o Cruzeiro Real, o Cruzeiro Real, o Cruzeiro que era a nossa moeda até essa época, ele tava lá passando esses altos e baixos com alta inflação e aquela complicação, desvalorização em relação
ao dólar, tal, tal, tal. O governo introduziu dentro da moeda a partir de 1992, uma outra moeda, Uma outra moeda que nós chamamos de unidade real de valor, URV. A URV ela tinha uma paridade com o dólar. Enquanto o Cruzeiro para ladeira baixo corta zero e aquela confusão toda. A URV, as pessoas já começaram se acostumar a usá-la na economia. Os bancos usavam unidade real de valor com a referência de valor era paridade com o dólar. Ela mantinha o valor e as pessoas preocupadas porque o dinheiro corroía todo dia, viam que Poxa, se eu trocar
por RV, o dinheiro vai ficando, vai mantendo o valor, vai ficando mais claro entender esse valor. A unidade real de valor, então ela foi mudando as expectativas das pessoas por 2 anos. Então não foi automático. Por dois anos as pessoas foram se acostumando a converter seus valores de Cruzeiro para URV. E aí vendo que o valor se mantinha, Teve um tempo então que o Cruzeiro se tornou o Cruzeiro real, que passava por essas dificuldades, mas aí na metade do ano de 1994 o Cruzeiro Real deixou de circular. Tudo que tava convertido em URV se tornou
real e que tinha paridade direta um a um com o dólar lá nesse nessa metade, meados do ano de 94. E aí as pessoas então viram como o seu valor de moeda tinha poder fora do país e dentro do país, era um valor estável. E em dois Anos a gente conseguiu mudar as expectativas da sociedade, acostumá-los com a nova forma de fazer contas e ver que aquela instabilidade toda que a gente tá falando agora a pouco tinha ficado no passado, porque especialmente em 94, 95, 96 e 97 a economia estava completamente estabilizada. mais que estabilizada,
crescente. Saímos de períodos de crise para um contexto crescente. Ah, gente, eu sou Empolgado porque eu tava fazendo. Então, assim, eu recomendo para vocês, se algum dia tiverem curiosidade de entender como a economia tá ligada, tem uma base psicológica, entendam com um artigo, não precisa ler um livro complexo, o Luterra complicado, não, mas entendam o que aconteceu nessa época com algum artigo, alguma explicação de como foi bem-sucedida a implantação da URV, da URV e depois da conversão de tudo que era ORV em real. Foi muito Nessa ideia de mudar as expectativas da sociedade. Quando as
pessoas esperam o pior, vai ser muito pior, mas quando as pessoas esperam o melhor, é aí que a gente tem os grandes saltos econômicos nesse contexto. Fez sentido? Espero que sim, hein? Mas qualquer coisa, voltem nos livros de história, que com certeza essa história é contada em alguns deles. E queremos estimular crescimento econômico. Então, se o governo puder aumentar o produto nacional, que é o PIB, tudo aquilo que a gente produz, consome, vende, comercializa, exporta, por meio de políticas econômicas que estimulem a atividade produtiva. Por excelência, o PIB é um dos principais indicadores econômicos da
macroeconomia. a gente mede a riqueza do país pelo PIB, pelo produto interno bruto, mas a gente tem um limite no PIB, considerando nossos recursos, nossa tecnologia, nosso mercado. Então a gente não vai virar a primeira economia do mundo de dan pro Dia, mas a gente tem que promover um crescimento sustentável do PIB para que a gente possa algum dia galgar melhores posições. Aumentar o produto ou exige aumento dos das fontes de recursos ou exige aumento de avanços tecnológicos. E aí dá pro governo, dá pra economia como um todo ser gerida para conseguir esses dois propostas.
Professor, e como é que é o calculo o PIB? Afinal de contas, quinta, uma das fórmulas do PIB, o PIB é o produto interno bruto, é tudo que nós Produzimos no país em termos de valores. E é aqui que a gente pode avaliar, se a gente tem aumento desse valor de um ano pro outro, nós melhoramos ou a fonte dos recursos ou a tecnologia que nós temos disponíveis, ou também o PIB pode reduzir, como acontece no caso do Brasil. Hora sobe, hora desce, hora estabiliza. Mas o PIB é o principal indicador da nossa riqueza no
nível do agregado da macroeconomia. Essas letrinhas que que são? C tudo que nós Consumimos aqui dentro do país. I, tudo que nós investimos aqui dentro do país. E pela equação anterior que vocês lembram que eu falei hoje, tudo que a gente investiu é também tudo que a gente poupou. Então, é tudo que eu consumi no C e tudo que a gente poupou barra investiu no I. G, tudo que o governo gastou, que esse C, então, é o que nós, pessoas físicas de todas as classes sociais consumimos. Aqui é o que tudo que as Empresas e
os investidores pouparam, o dinheiro que não foi gasto para consumo. E aqui são os gastos do governo. Então, o governo pegou de recurso dos nossos tributos e colocou na economia como gastos. E esse e x e n é o saldo da balança comercial. Tudo que eu exportei menos tudo que eu importei. Pera aí, professor. O que eu exportei é algo que saiu do Brasil e o que eu importei é algo que entrou no Brasil. O sinal não tá errado, não tá? Não tá certinho, Porque se saiu mercadoria entrou dinheiro. E se entrou mercadoria saiu dinheiro.
Por isso que importação é conta negativa, eu tenho que pagar o que eu importei e exportação é conta positiva, porque eu tô recebendo o dinheiro daquilo que eu exportei. Então, gente, o total do consumo, o total do investimento, o total dos gastos do governo e o total do saldo da balança comercial é a fórmula da cálculo do PIB que eu tô mostrando Aqui para vocês. Fez sentido? Tudo bem? No ano, né, geralmente a gente calcula o PIB do ano de 2025, compara com o ano de 2026, mas também no trimestre. O PIB é medido no
ano e o PIB também é medido no trimestre. Por que que mede no trimestre? Porque se por três trimestres seguidos o PIB encolher, parabéns, você está em recessão. É assim que a gente decide se uma economia está em recessão. Se por três trimestres Seguidos o PIB se reduzir, isso é recessão técnica. É isso que quando algum noticiário falar que o perigo da recessão ou tramos da recessão é porque o PIB encolhe por três trimestres seguidos, como aconteceu na pandemia que o PIB encolheu e a gente entrou numa recessão todum. Fez sentido, gente, essa explicação? Vocês
estão todos em silêncio. Não sei se deixei vocês impactados ou se a explicação foi clara, mas eh essa é uma Das fórmulas de cálculo do PIB e é por ela que a gente pode então pela ótica do do gasto, né, pela ótica da despesa, é como a gente pode então calcular o PIB no ano. E aí, claro, né, aí tem os órgãos, os mecanismos Ministério da Fazenda e a gente faz o cálculo. Beleza, Aline? Obrigado pelo feedback. Então gente, fechando nossa aula de hoje para liberar vocês para o fim de semana de vocês, aqui estão
alguns dos principais instrumentos da política macroeconômica Na mão do governo. Política fiscal, política monetária, política cambial, política comercial e política de rendas. Poxa, professor, que bacana. política fiscal é que vão mandar fiscalizar tudo. Não. Saibam uma coisa em dicionário econômico. Política fiscal não tem nada a ver com fiscalização. Política fiscal para o governo brasileiro, para o governo de qualquer país, até uso expressão, política fiscal é a política De gastos. É o que o governo pega, enfia a mão no bolso e investe na economia. Vai gastar o gasto do governo. O que o governo gasta é
a política fiscal. Então, tudo que o governo coloca de recurso nas mãos da sociedade, fazendo obra, transferência de renda, programas de bolsa família, fazendo construções, tudo isso é política fiscal. O governo tá injetando dinheiro diretamente na economia. Para um keinesiano, isso é maravilhoso. Para um neoliberal, isso é assustador e perigoso, porque o governo tá entrando demais na economia. Então, política fiscal é um ponto polêmico de acordo com se você tá seguindo na linha neoliberal ou na linha pós-quenesiana. Porque o pósquinesiano vai dizer isso, vai fazer com que a economia saia de uma ponto de estagnação
e vai se mover. Aí um neoliberal vai dizer: "Mas isso vai endividar? Vai aumentar a dívida pública". Aí o o pósquiseno vai dizer: "Mas é necessário porque senão a gente é no equilíbrio ruim". Aí o neoliberal vai dizer: "Mas é a própria economia se ajusta". Então é o debate. Então depende claro da perspectiva como é que esses elementos vão ser aplicados. Um governo mais neoliberal e o governo mais pós-quenesiano vão usar de formas diferentes esses instrumentos. Política monetária. Nós fazemos direto aqui no Brasil taxa de juros. Política monetária. Como a gente Controla a emissão de
moeda e como a gente controla os juros para saber se vale mais a pena ou não pegar pegar empréstimo ou manter o dinheiro aplicado no banco ou ficou muito caro o empréstimo? Não vou vou fazer essa compra agora. Não, não, o dinheiro não tá valendo a pena no banco, eu vou pegar e vou investir na sociedade. Então, por meio da taxa de juros, como o Banco Central faz todo santo mês aqui no nosso país, a gente tem um dos principais Instrumentos de política monetária, que é o quê? Controlar a moeda, quantidade de moeda que é
demandada e ofertada na economia. política cambial, nossa relação com o restante do mundo, o câmbio. Tem alguns países, como nós temos adotado num contexto mais recente, que deixam o câmbio oscilar e aí o mercado é que vai ditar se o real tá desvalorizado ou valorizado em relação a moeda tal, moeda tal. Mas tem países e o Brasil já tentou fazer isso que tentam Manter aquela paridade. Lembra da paridade do plano real que eu falei com vocês? O RV depois virou real, era uma paridade com o dólar. Então, por muito tempo a gente ficou ali, ó,
coladinho no astral, mas chegou num momento, na crise de 98, na crise de 98, gente. Ah, crise de 98, nós fomos colocados em cheque, literalmente. Nós teve um ataque especulativo. E aí a nossa paridade nós aí nós soltamos do bolo de 98 em diante, Especialmente também depois de 2002, foram crises que afetaram o final do governo Fernando Henrique que literalmente a gente teve que abrir mão da paridade porque não dava para sustentar aquele câmbio por conta do ataque especulativo que veio no mercado financeiro. Desde então nós temos uma política de flutuação e cada vez mais
a gente vai se distanciando e isso é ruim, né? Ah, eu tenho tempo. Que bom. Vou explicar isso rapidinho para vocês, Pessoal. Um, o quanto é que tá a paridade hoje? Tá um para cinco. Como é que tá aí? Eh, dó, R$ 5. Vejam aí. Eu não vi essa semana. Deve tá alguma coisa assim. Um para cinco, um para seis. Eh, o que que acontece na prática? Ai, isso é horrível, professor. Nossa, dó paga R$ 6. Para quem que é horrível, car? Para quem importa é horrível, porque eu vou importar e vou ter que pagar
em real. né? Então vai ter que Multiplicar por seis. Mas se eu exporto, então eu vendi 1000 sacas de soja e recebi por isso xí quando eu transformar em real multiplico por seis. Olha, então se eu sou um exportador é maravilhoso ter uma desvalorização dessas. Então, tudo depende do referencial para o Brasil é um grande país exportador. Então, saiba que tem setores que se beneficiam muito quando a nossa moeda se desvaloriza em relação ao dólar, tá bom? Só para colocar que essa parte da política cambial é a ideia de nem desagradar completamente aqui, nem desagradar
completamente lá. a gente tem que encontrar um equilíbrio, mas como eu disse, nós vamos nos distanciando do dólar cada vez mais, até pela nossa vocação agroexportadora que se beneficia muito desse comportamento. Política Comercial estimular cada vez mais de vender produtos mundo afora. Isso aqui o Brasil tem feito muito, nosso país tem feito muito isso. Nós éramos muito pautados de vender paraa Europa, Estados Unidos até alguns anos atrás e de repente o Mercosul ficou um mercado muito interessante. Os bricks são um mercado muito interessante, os países árabes são um mercado altamente interessante, particularmente é o multilateralismo
que O Brasil adota para exportar para todos os lados. Então isso mostra um aumento da nossa política comercial e nós somos dos países que mais têm embaixadas. Sim, tem que botar dentro dos bricks o papel especial da China, Marco Aurélio, que deixou de ser um parceiro secundário e passou a ser o nosso principal parceiro comercial ao longo dos últimos anos. E isso é fruto dessa política comercial de estreitamento que também vai no contexto político dentro dos bichos. E política De rendas. E essa política de rendas tem a ver com a questão da geração de riqueza
e renda e distribuição de renda dentro do país. Para que também não fique concentrado só no Sudeste, para que não fique concentrado só nos mais ricos, para que não fique concentrado só nas cidades. Então a estimativa do governo de tentar fazer com que essa renda circule. Não coloco só o governo como herói aqui, não, tá gente? Tem muita empresa que sai da grande cidade, Que tem mais concorrência e vai paraa cidade média, que ali ela tem um mercado maravilhoso, quase sem concorrência. Então tem muita concorrência que tem levado empresas a seguir para cidades de porte
médio. Então não pensa que é só o governo que considera essa política de rendas, não, mas é todo esse conjunto que entra nesse pacote. E com isso nos aproximamos perigosamente do final da nossa aula, mas ainda com alguns tempinhos para poder tirar dúvidas Finais. Então obrigado pelo feedback, pelo elogio, Geovana. Obrigado também, Marco Aurélio. Mas abrindo espaço também para dúvida, se alguém tiver alguns minutinhos finais, se tiverem é só colocar aqui também e coloquem também no fórum, fale com o professor que eu tô à disposição. Ivânia mencionando, professor, por favor, me explique na diferenciação de
custos explícitos e custos implícitos. Então, acontece o seguinte, Vânia, quando você consegue Ter, na verdade, tem a ver com aquela idade de custos diretos ou custos indiretos. Ai, como é que eu consigo explicar isso rápido? Mas vou conseguir. Valeu, Geovana. Obrigado para você também. Já sei. Vou pegar aqui uma caneta. Deixa eu pegar uma caneta aqui para mim aqui. Bem rapidamente. Vê, pensa no seguinte. Essa caneta é feita de plástico, de tinta e de metal. Então, custos explícitos ou custos diretos é que eu Consigo calcular numa unidade da caneta quanto de plástico, quanto de metal,
quanto de tinta tem para gastar para fazer cada uma dessas canetas. Então, no preço dessa caneta aqui, no preço dessa caneta, uma parte desse preço é essa quantidade do material, que é um custo explícito para produzir uma caneta. Eu gasto tanto de tinta, gasto tanto de metal, gasto tanto de plástico e isso entra no preço depois da caneta. Mas essa caneta foi produzida numa Fábrica, para dar só um exemplo. E nessa fábrica tinha pessoas trabalhando gerente no supervisor, supondo que sou eu o supervisor dessa fábrica e meu salário dos gerentes, do supervisor é custo, não
é? Só que se esse salário é é custo e como é que entra meu salário nessa caneta? Então eu tenho que fazer um rate do custo do dos profissionais, dos gerentes, custos indiretos. que eu tenho que ratear para entrar no preço da caneta também. Isso é um custo Implícito, Ivânia, e eu tenho que saber calcular. E tem técnicas disso na gestão de custos, mas o preço final da caneta, e esse é importante a sua pergunta, tem que ter tanto os custos explícitos como tem que ter o custo implícito rateado também. Espero ter conseguido responder sua
pergunta e vale pesquisar mais a respeito também nessa nomenclatura de custos diretos e custos indiretos que vale a pena. Pergunta do Felipe. O acordo Mercosul Unão Europeia vai ser Muito importante como bricks? Vai e já é inclusive, Felipe. Porque é o seguinte, uma coisa é a gente ter uma parceria estratégica com bricks para poder levar nossos produtos pra China, pra Índia, pra Rússia e pra África do Sul. é uma aliança tanto estratégica quanto econômica e de grande peso. Mas pense comigo logisticamente, geograficamente, a distância que é pra gente levar nossos produtos pra China, a distância
que é Pra gente levar nossos produtos pra Índia, pra Rússia, pra África do Sul, não, que ela tá logo até pertinho. Nós temos muita eficiência logística e econômica para abastecer o mercado europeu. E o mercado europeu é um grande filão com altíssimo poder acetivo, com altíssimas oportunidades de negócios. Então ela e tem um potencial de impulsionar porque tem barreiras alfandegárias que às vezes dificultam o acesso de nossos produtos e que compensa Para países de outros lugares mais longe ainda disputarem e até mesmo ganharem a disputa com a gente. Um acordo como esses reduz as tarifas.
Essa ideia de política comercial facilita os acessos, reduz a alfândaga, o tempo de alfândaga, faz com que a gente ganhe mais competitividade, mais efetividade. Só que o mercado local da Europa tá preocupado, porque pode ser que nossos produtos que são muito bons e aqui são feitos com recursos abundantes cheguem Lá e fiquem mais baratos que os produtores locais. Então, quem mais resiste são os produtores da própria Europa, o leite, especialmente produtos em natura, que a gente poderia levar produtos com muito mais eficiência e aí então eles ficam receio que nossos produtos cheguem lá mais barato
do que os deles e eles perdem o mercado que eles teriam. Então é um debate interessante. A gente não precisa escolher entre Bricks e União Europeia. Dá, na verdade dá para trabalhar com todos, mas o propósito sobretudo é ter mais competitividade nossos produtos que vão paraa União Europeia. Mesmo com o país europeu sendo contra, como a Itália, a questão toda é essa, né, Felipe? Assim, os produtores locais de alguns países estão sendo contra, mas tem setores também que gostariam porque se beneficiariam de insumos que poderiam chegar. Então, o que que tem em cada país agora,
na Verdade? um debate, porque lá tem agro, mas lá tem indústria e lá também tem comércio. Quem vai ganhar esse queda de braço dentro do Parlamento Europeu, dentro de cada país, são os setores econômicos e o lobby que eles fazem. Se o agro daquele país é muito forte, como exemplo, na Itália, então provavelmente o governo italiano vai seguir nessa direção. E aí a gente tem que ver como é que isso vai ser resultado, vai ser o resultado disso dentro do Parlamento Europeu, que alguns países são mais favoráveis, outros países não são tanto. Tem a ver
com análises econômicas, mas também entre a questão política, entre a questão social, entre a questão cultural, porque ainda tem xenofobia de algumas partes também, então tem toda uma complexidade. Mas afinal não é o que a gente tá falando aqui. Economia é uma ciência humana e complexidade é o nosso café da manhã. E aí o resultado vai ser o que esse equilíbrio de forças apontar No final. Mas que tem vantagens para os países latino-americanos e que tem vantagens para alguns setores de países europeus tem. Agora, o debate político desses países é que vai determinar para que
lado que a coisa vai. Beleza? Consegui responder sua pergunta? Espero que sim. Maravilha. Então esse aí, esse aí é uma questão interessante para acompanhar, viu, Felipe? Tanto na perspectiva de economia positiva, o que já tem, como na perspectiva de economia Normativa, que pode vir a ser. Essa aí vale a pena acompanhar. Pessoal, muito obrigado então pela presença de todos. Agradeço pelas participações, comentários, dúvidas e e perguntas. Desejo a todos um excelente final de semana. Daqui a pouquinho a aula vai estar disponível, gravada lá no ambiente virtual e também vão lançar as presenças daqueles que estiveram
na aula de hoje. Você assistindo essa aula gravada e tiver dúvidas, fórum, fale com o Professor canal para vocês. Bom jogo para quem vai ver jogo, bom final de semana para quem vai final de semana e temos mais um encontro daqui a duas semanas aí a gente finaliza a disciplina. Valeu, gente. Ótimos estudos. Lembrem da sistematização, viu? Ótimo final de semana para todos. Até o nosso próximo encontro. Obrigado, pessoal. Yeah.