Olá hoje a gente vai falar sobre avaliação de interação então Eh em aulas passadas né a gente já tinha visto eh as sete questões envolvidas na concepção ergonômica de interfaces Então primeiramente né a primeira pergunta que a gente responde é quem são os nossos usuários né a segunda é quais são as tarefas que a nossa nossa interface vai suportar depois a gente também quer saber qual é o contexto de realização dessas tarefas né ou seja Em que situação o o usuário ele tá quando ele usa a nossa interface depois a gente responde tenta responder a
pergunta quatro que é quais comandos e ações o usuário pode realizar através daquela interface e ainda junto com essa como os componentes da interface são apresentados pro usuário então basicamente o que a gente fez aqui foi fazer a nossa análise contextual né respondendo a pergunta 1 2 e 3 respondendo a pergunta 4ro e 5 a gente tá eh resolvendo o fazendo o projeto da interface a pergunta seis é como eu provoco críticas e sugestões do usuários e a gente já aprendeu que para fazer isso a gente precisa desenvolver protótipos e finalmente para responder a sétima
pergunta né para a sétima pergunta é o sistema sua interface suportam adequadamente as tarefas do usuário ou seja aquilo que eu entendia que era resolver um problema eu tô conseguindo tô conseguindo fazer isso adequadamente e para responder essa pergunta a gente vai a gente precisa então Eh entender Quais são as técnicas de avaliação é a avaliação que que nos ajuda a responder a sétima pergunta então basicamente né a gente já viu que interagir com o sistema nada mais é né do que a gente usa essa metáfora de atravessar golfos né onde eu tenho de um
lado um usuário de outro lado uma máquina né E cada vez que eu mando pra máquina um um comando eu tô eu tô atravessando o golfo de execução E cada vez que a máquina me dá uma resposta eu tô atravessando o golfo de avaliação onde eu preciso interpretar e entender essa resposta para poder planejar o próximo comando Então nesse Golfo aqui né esses golfos onde a gente quer atravessar eh suavemente né Eh para que esse sistema esteja completo acaba que existem vários modelos do próprio sistema o primeiro deles é o modelo de design né que
é aquele como é que o projetista pensou que a interface seria né Depois a gente tem um modelo que é o modelo físico que é dentre aquilo que o designer pensou o que de fato tá implementado né então muitas vezes quem implementa o sistema nem é a mesma pessoa que faz o projeto tem uma equipe que projeta outra que implementa então já existe uma distância entre aquilo que foi pensado e aquilo que de fato é e lá do outro lado eu tenho um usuário que tem um modelo de uso próprio então eh ele olha o
sistema e ele tem ele o modelo dele é o que ele pensa que o sistema é né E E assim a gente é acostumado a se frustrar porque as interfaces ou os sistemas não respondem da maneira como a gente pensa nessa hora o que que tá acontecendo Eu tenho um modelo físico que ele é diferente do meu modelo de uso então o que que a gente diz né é que quanto mais próximos esses três modelos estiverem melhor vai ser a interface ou seja Quem projetou quem implementou implementou do jeito que a pessoa projetou e Quem
projetou já projetou de um jeito que era o que o usuário pretendia usar então quanto maior a convergência entre essas três partes maior é a chance de eu ter um sistema de alta usabilidade né que resulte numa boa experiência pro meu usuário Então nesse ponto de vista né a gente pode dizer que a importância da avaliação né avaliação de interação é a gente garantir a qualidade de uso do sistema ou ainda garantir a ux garantir a experiência do usuário né e a gente garante essa qualidade né Eh pela garantia da qualidade da interface e da
interação então quanto melhor é a interface quanto melhor é a interação maior é a chance da experiência do usuário também ser boa bom a outra pergunta que fica é por avaliar e o que avaliar então a gente diz que a gente avalia no sistema para que os golfos de execução e de interpretação não sejam interrompidos nem prejudicados por problemas da interface ou na interação né então basicamente o O que que a gente busca né é essa travessia eh suave dos golfos né Então essa é uma das razões a outra razão é para que a gente
tenha consistência com os padrões e regras aonde aquele nosso sistema tá enquadrado e finalmente uma outra razão pra gente avaliar eh é a gente avaliar designs alternativos né então eu já tenho uma solução para o meu problema eu quero analisar soluções alternativas e por isso eu faço uma prototipação e uma avaliação Então nesse caso normalmente a avaliação é comparativa com a a aquela interface que a gente já tem pronta né a outra pergunta responder é quando avaliar né então esse eh diagrama né nos mostra os passos da da Concepção do ponto de vista de avaliação
né então a gente começa fazendo uma análise das tarefas do usuário a gente define uma sequência de tarefas que deve ser executadas a gente tem um conjunto de recomendações heurísticas que que guiam o desenvolvimento que guiam o o projeto né e e nessa hora quando tenho as tarefas quando ten as recomendações a gente começa fazendo o que a gente chama de avaliação preditiva né então por que que chama avaliação preditiva porque ela é uma previsão do que seria a a minha avaliação né ela não é feita pelos usuários Mas ela é feita por especialistas Depois
dessa etapa a gente tem duas outras né Então a partir daqui a gente faz o projeto da interface faz a prototipação e daí a gente consegue fazer entrar numa etapa onde a gente começa a fazer a avaliação com usuários tá onde tem dois tipos a primeira o primeiro tipo que é avaliação formativa né onde basicamente eu tô avaliando para melhorar aquilo que eu tô fazendo né então o meu objetivo é descobrir problemas que possam ser corrigidos e depois que quando eu já corrigi meu sistema a gente passa paraa avaliação somativa né que é aquela etapa
final da avaliação eh Finalmente né então depois da avaliação somativa o sistema vai paraa produção certo então essa a ideia novas eh novas versões elas podem vir naturalmente né mas essa versão ela ela é considerada concluída depois da da aviação somativa então importante salientar aviação preditiva é só é sem usuários e a formativa e somativa é uma Aviação com usuários né que podem tanto ser o usuário potencial né Como podem ser especialistas no domínio da aplicação bom mas antes mesmo da gente falar né de fazer avaliação preditiva ou avaliação eh somativa avaliação formativa a gente
começa né Por uma avaliação preliminar e essa avaliação preliminar a gente chama de quick and Dirty essa é uma prática comum n a primeira avaliação completamente informal e talvez muitos de vocês já tem provavelmente vários de vocês já tenham feito esse tipo de avaliação talvez até sem saber que ela tem esse nó um ponto bem bem Positivo né que característico desse tipo de avaliação é a rapidez ou seja ela não deve tomar muito tempo e a ideia é que os designers ou Consultores ou outros stakeholders envolvidos no processo de concepção eles vão juntos fazer uma
primeira uma primeira versão da nossa da interface que é uma versão completamente rústica né então o ob aqui é entender se as necessidades estão contempladas né E se todo mundo tá de acordo se a equipe toda entendeu do que se trata né o o que que vai ser desenvolvido esse tipo de avaliação tanto pode ser usada para itens isolados como pode ser usada para o sistema completo A ideia aqui é a gente coletar informações e coletar resultados todos eles qualitativos né então eu quero opiniões isso e depois documentar isso informalmente que pode ser por por
esboços pode ser por bilhetes né Pode ser né O importante é que não nos tome tempo bom eu quero queria dar um exemplo agora né de uma avaliação preliminar que a gente fez há algum tempo atrás então Eh nós implementamos uma técnica que chama cursor é uma técnica cujo objetivo isso faz algum tempo já né Foi um trabalho de Mestrado o objetivo é a gente selecionar objetos bem pequenos numa tela grande então e o que que a gente fez foi assumir que tem e dois níveis de seleção no primeiro então a gente chama de LOP
cursor a técnica porque são dois níveis de precisão de um cursor né então LOP né o LOP é level of Precision então basicamente o meu ponteiro né Ele é a tela do meu celular então vê que o meu cursor Ele é grandão né E essa tela inteira aí e aí eu vou arrastar a tela né em cima do da da minha tela grande que é essa aqui né então uma tela composta por por quatro displays e aí quando o objeto que eu quero selecionar ele tá bem no meio da tela eu dou um Tap e
eu faço a seleção muitas vezes o objeto vai ser pequeno e eu não consigo numa numa única interação selecionar ele então o que que a gente faz a gente aponta o celular né pro pro objeto que a gente quer selecionar dá um Tap na tela e quando dá o Tap na tela o nosso cursor né que é o desenho da tela toda ele congela ali e aí com o dedo em cima da tela do celular eu vou arrastar um segundo cursor exatamente em cima daquilo que eu quero selecionar então é uma técnica que nos permite
selecionar objetos bem pequenos à distância e com bastante precisão mas a gente então precisa queria testar isso desenvolver um pouco mais eh essa essa nossa interface aí para poder fazer visualização de grafos e dentro desse princípio né a gente fez uma segunda versão Então vê que nessa segunda versão agora né o meu cursor ele segue sendo um retângulo né só que quando eu dou um Tap na tela todo o conteúdo do do grafo né do desenho que tava eh dentro da região da tela ele é copiado pra tela do celular o objetivo da gente copiar
o conteúdo da tela pra tela de celular é eu poder explorar melhor isso ver algum ver dados etc né então então esse é meu objetivo então pra gente desenvolver esse esse aplicativo e o que a gente fez foi primeiro uma avaliação quick and Dirt e aqui a gente enxerga então o nosso primeiro protótipo Então eu tinha mencionado que é bem rústico né esse é bem rústico o que ele mostra é a sequência de ações então basicamente né eu vou mover o meu retângulo começo sempre no momento onde eu movo o retângulo quando eu dou dois
steps na tela aquela tela entra em lock né que é o primeiro nível de cursor a partir de uma vez que ele entrou em Lock eu vou agora desenhar o subgrafo na tela do meu celular que antes era um iPod né então por isso a gente chamava de iPod aqui e aí tem duas coisas que eu posso fazer a partir daqui ou eu vou agora arrastar meu dedo na tela e dar um segundo Tap para selecionar o objeto ou eu vou fazer o movimento de pinça para trocar a escala né então com isso fazer um
ses E aí desenho O grafo de novo na tela uma vez que o meu objeto tá eh foi selecionado Eu agora vou editar vou olhar as propriedades vou analisar aquele grafico que é o que eu queria e finalmente quando eu fecho a janela onde eu tô enxergando essas informações ele vai entrar em Lock de novo bom mas tem um segundo jeito de a gente também usar a mesma interface que é mover o retângulo na tela e quando o que o que eu quero selecionar tá tá no meio desse retângulo eu dou um único Tap E
com isso eu seleciono o objeto diretamente edito olha as propriedades fecho a janela e volto para nove retângulo bom então eu tenho aqui as duas formas de fazer a gente viu que é um desenho feio Tosco né Eh e que além de tudo eu poderia ter feito ele diferente né Por que que de verdade eu fiz dois desenhos eu podia ter feito um só né E aí esse tep esse tep que tá aqui eu poderia botar aqui né como uma outra opção e ele cai direto aqui né Eh aqui por que que eu venho pro
Lock né quando eu fecho a janela eu deveria voltar para cá para aqui o lock ser que eu preciso desse Lock talvez precise mas enfim eu não eu várias coisas aqui podiam ser diferente né eu podia botar tudo numa num diagrama só mas eu não fiz isso Por que que eu não fiz porque quando a gente tá fazendo esse diagrama o nosso objetivo era garantir o entendimento de todo mundo então a gente foi desenhando um garantiu todo mundo entendeu como é que funciona Ok perfeito vamos ver o outro modo desenhamos o outro entendeu Como funciona
perfeito nessa hora a minha avaliação queck Ander cumpriu com com o que eu queria eu tenho isso documentado tá aqui rascunhado podia ser melhor pode né mas não vai não vai porque eu não quero gastar tempo com isso né Então esse é o objetivo Esse é o primeiro eh a primeira avaliação que a gente faz aí alguém pode dizer tá bom Mas isso não é uma avaliação isso é um primeiro desenho de protótipo E é verdade também pode ser considerado em primeiro desenho de protótipo né ou ou ainda alguma coisa na fase de projeto porque
a avaliação né E já vimos isso anteriormente ela permeia todo o processo de desenvolvimento de uma interface então Desde o Primeiro Momento do levantamento de requisito a gente já tá fazendo avaliação bom então a é a partir dessa primeira avaliação quick and Earth né que a gente começa né de fato eh o desenvolvimento do nosso sistema E aí a gente entra para as várias técnicas eh de avaliação que tem várias né então dentre aquelas preditivas que a tinha mencionado antes a gente destaca aqui quatro né avaliação heurística que se baseia em critérios ergonômicos e heurísticas
a inspeção de conformidade que se baseia em normas e recomendações eh o percurso cognitivo né também conhecido como cognitive Walk que é orientado a tarefas e a análise de ações que então é orientado a duração de de ações elementares como quanto tempo demora eu demoro para clicar com com mouse para digitar uma palavra coisas do gênero todas essas quatro técnicas aí são métodos preditivos de fazer avaliação e que portanto são feitas sem usuário depois a gente entra nas técnicas de avaliação com o usuário né onde a gente tem avaliação formativa ou construtiva E como eu
já tinha mencionado é usada para para nos permitir refinar a interface né melhorar as técnicas de interação as metáforas que a gente está usando E ela é bem importante durante o processo de design então uma das maneiras de fazer a avaliação formativa é fazendo estudos observacionais com usuários né em São sessões informais como por exemplo aqueles que a gente já aprendeu anteriormente que nos ajudam a fazer o levantamento de requisitos como a etnografia por exemplo questionários entrevistas também são usados nesse processo de de avaliação formativa ou construtiva tá então e que vão nos trazer resultados
qualitativos eu quero eh dados para serem analisados né e não para serem quantificados e Finalmente né como a gente já tinha mencionado o último nível de avaliação que a gente chama de com usuário né é o que a gente chama de avaliação somativa e também é con como avaliação conclusiva e É nesse tipo de avaliação né que a gente faz uma avaliação de usabilidade baseada em tarefas então a gente dá uma tarefa pro usuário né e captura informações eh sobre ele executando essa tarefa então a gente diz que é uma experimentação formal onde a gente
vai coletar resultados quantitativos e ela então é usada para normalmente para comparar designs alternativos num experimento só né então primeiro a gente eh Testa fazer uma tarefa usando uma técnica e depois testa usando com a outra e a gente guarda informações como eh número de acertos eh tempo gasto né E E por aí a fora mas enfim dentro desse mundo aí das das técnicas de avaliação né Elas são muitas eh a gente costuma ter um curso de especialização aqui na na universidade aqui na UFRGS onde a gente tem uma disciplina todinha só para olhar só
para estudar métodos preditivos pois a gente tem uma outra disciplina todinha só para estudar os métodos de avaliação com o usuário Ou seja é muito conteúdo né então eh a gente aqui vai ver tudo isso muito rápido né onde o objetivo é que vocês comprem Compreendo que técnicas estão disponíveis né E como usar elas aí na hora de fazer a aplicação propriamente dita de cada uma delas a gente recomenda que as pessoas se se aprofundem né para para aprender eh um pouco mais sobre sobre o assunto nosso objetivo aqui é percorrer todas elas com uma
relativa eh velocidade né então né os métodos preditivos são aqueles métodos que não envolvem usuários e portanto a avaliação é feita por especialistas que vão em inspecionar interface guiados Por heurísticas que nada mais é do que o conhecimento de de que outros usuários n já tiveram que outros projetistas já tiveram sobre os usuários sobre e sobre as tarefas então a gente pode dizer que essa é uma técnica cujo tem custo e tempo variáveis né Então dependendo de uma série de requisitos as questões chave que a gente quer avaliar nos métodos preditivos são basicamente o poder
de expressão da das heurísticas em relação ao sistema né e ainda o poder de expressão dos modelos que que estão envolvidos então Eh quanto mais quanto mais adequadas forem as heurísticas e quanto mais adequados forem os modelos que a gente tá usando para avaliar a nossa interface melhor tende a ser o resultado dessa avaliação Mas enfim o objetivo aqui era a gente ter essa cobertura né e fazer uma introdução para entender que existe esses vários tipos de introdução que depois vão ser vistos todos eles com mais detalhe um a um né em aulas futuras Então
por enquanto era isso muito obrigada