Criança boazinha é um problema na vida adulta, porque a criança boazinha é aquela que silencia as próprias necessidades, é aquela que olha pro tanto de bo que tem a casa que ela fala: "Não, eu não vou falar". E ela [música] aprende a silenciar suas próprias necessidades. Aí ela vai se tornar um adulto que não sabe olhar pras próprias necessidades, não [música] sabe reconhecer que olha, eu preciso falar Não, eu preciso desagradar. Mas a criança ela não tem condições de lutar ou fugir. A criança tem que ser protegida. Mas muita [música] criança não foi protegida, foi
exposta a situações que ativaram esse sistema [música] de luta e fuga antes do tempo e isso pode causar um transtorno. >> Então, quando a gente fala de outros sofrimentos comuns, [música] né, que não sua ansiedade, como é que isso se relaciona ali a à criança interior, Assim, o que mais que você pode trazer de exemplos, de ideias, pra gente entender melhor esse conceito? Olha, [música] eu diria que a criança interior é se ela não for acolhida, se eu não olhar [música] para essa parte da minha vida, acolher e elaborar, isso vai [música] alterar a minha
vida adulta. Então, a forma como nós acolhemos e regulamos [música] a nossa criança interior vai definir a forma como nós vamos viver a nossa vida adulta. Sócrates, ele nos propôs uma pergunta que nós devemos nos fazer todos os dias. Estamos começando mais um Luds Podcast. Hoje eu tenho a honra de receber Miriam Garcia. >> Uma alegria. >> Muito obrigada por ter aceito o convite, ter vindo aí. >> Agradeço, Ludes. É uma honra, uma alegria estar aqui com você. Já admirava o seu trabalho e foi uma alegria receber esse convite. >> Ô, que bom. Eh, se
eu não me engano, foi até algum seguidor nosso que mandou a sugestão. Depois a gente foi olhar e o teu trabalho. É, e daí eu te vi lá no no Podipo e gostei bastante do trabalho, das coisas que você fala. >> Eh, então hoje o seu, você é pedagoga, né, mas seu foco hoje fala sobre filosofia aplicada e psicanálise, não é isso? >> Isso. Na verdade, eu eh a eu comecei pela pedagogia, mas aí depois eu fiz Outras duas faculdades, que é filosofia e psicologia. E hoje eu trabalho só com isso, né? só com a
psicologia, mais precisamente a psicanálise e a filosofia mais precisamente a filosofia aplicada, né? Então eu diria que é a junção, a mesclafia com a psicanálise, que eu vejo que não tem como eh desunir as duas porque elas são complementares, né? Então, sou pode falar. >> Então, essa é a minha principal atuação Hoje profissional, filosofia e a psicanálise. >> Legal. Só por curiosidade, assim, a gente entrar nos assuntos, mas como é que surgiu essa vontade de eh estudar filosofia, estudar psicologia, ir para esse lado mais de da mente e tudo mais? >> Tudo surgiu, Luts, eh
num período da minha vida que eu precisei de terapia e na minha cidade tinha um filósofo clínico, então ele era filósofo, tinha a graduação de filosofia e tinha essa Pós-graduação, que é uma área do saber, mas também é uma atuação terapêutica. e eu fui tratada por ele e me apaixonei por isso. A partir disso foi que eu comecei essa segunda faculdade, filosofia, fiz filosofia aplicada, prática e comecei a atuar e é um é o meu trabalho até hoje onde eu tenho a psicologia, mas eu comecei a atuar nessa área da filosofia aplicada. Porém, com o
decorrer dos anos, eu fui notando uma necessidade, uma barreira, Porque a filosofia aplicada é uma abordagem terapêutica que trabalha a razão. Então, você se utiliza do material teórico dos filósofos como instrumental terapêutico. >> Uhum. Você pega o o, por exemplo, o pensamento de Aristóteles da justa medida e aplica numa pessoa que tá precisando de equilíbrio, por exemplo. Eh, uma pessoa que tá passando por ansiedade, então você usa a dicotomia do controle dos históricos. Só que eu comecei a notar que faltava algo, porque nós não somos apenas razão. E certas questões que nós trazemos como conflito
ou como dor, a razão não resolve, digamos assim. Então, eh, eu percebi ao longo dos meus cursos, das minhas mentorias, que a dicotomia do controle, por exemplo, ela é um divisor de águas. A pessoa quando ela descobre a dicotomia do controle, assim como eu, ela passa a ressignificar a vida. Mas muitas pessoas falavam assim: "Tá, mas Eu continuo ansiosa? Da onde vem minha ansiedade? Se tá tudo OK na minha vida, não tem nada assim extraordinário acontecendo em termos de conflito, de dor?" E aí foi que eu fui percebendo essa necessidade de estudar o inconsciente. E
isso me levou à psicologia, né? >> Legal. Então, hoje eu vejo assim que é impossível separar a a psicanálise da filosofia. A filosofia ela me levou a psicanálise, né, mais precisamente, Porque a filosofia ela me ensinou a olhar através. Eh, essa é a proposta principal da filosofia, é você questionar o óbvio. Tudo surgiu com Sócrates nas águas, questionando o que ninguém questionava, o óbvio. E isso eh se transformou na maêutica, que é essa eh parir as ideias através do questionamento do óbvio. E a filosofia ela nos leva a essa postura de questionamento, de ir além
daquilo que Geralmente a gente vê, pensa, olha. E isso tem tudo a ver com psicanálise, porque na psicanálise a gente começa a se questionar por que eu estou ansiosa se tá tudo OK, da onde vem o meu medo, por que que eu me travo, me bloqueio? Eu tenho esse conflito, essa autossabotagem? Então, foi aí o casamento perfeito para mim, para aquilo que eu trabalho hoje nos meus cursos, nas minhas mentorias, né? A psicanálise e a filosofia. >> Nossa, muito, muito legal. Quando a gente pensa ali, quando a gente vai olhando pra psicanálise e surgem conceitos
como inconsciente e tudo mais, que é uma coisa que parece algo simples assim, mas às vezes é mal entendido, né? Como é que você explicaria isso pr as pessoas? O que que é o inconsciente? E até já dá para trazer um pouco do que é de fato a psicanálise, né? >> Tá? Então, quando eu falo algo sobre mim, geralmente eu estou falando de algo Que eu sei. Então, existe uma parte minha que eu digo: "Eu sou isso, eu sou aquilo, eu faço isso, eu faço aquilo". E isso é só uma parte minha. Então, vamos começar
da filosofia. Sócrates, ele nos propôs uma pergunta que nós devemos nos fazer todos os dias. Quem sou eu? Nós devemos sempre nos perguntar. Ele fala, né? A máxima Socrática. Conhece a ti mesmo. Agora, dizer que eu me conheço a partir daquilo que a minha razão alcança é muito simples. E muitas pessoas dizem assim, ó: "Eu me conheço". Até que de repente algo acontece e eu tenho uma reação que eu mesmo me surpreendo com isso. E aí, da onde veio essa reação, esse susto que eu tomei comigo mesma? Às vezes a pessoa fala assim: "Ó, eu
me conheço, mas tem coisa que eu quero fazer, eu não faço. E o que eu não quero fazer, eu acabo fazendo. Eu me conheço, mas de repente surgiram algumas dores no meu corpo, alguns problemas de saúde, Fui no médico, ele me mandou pro psiquiatra porque ele falou que isso é emocional. Então, qual é o fundamento disso? Aonde que tá esse eu que eu não conheço? Eu chamo isso de ponto cego. No carro a gente tem um ponto cego, né? Pode esconder uma moto atrás lá naquele canto, né, da lataria. E eu não vejo essa moto
assim o nosso inconsciente, os conteúdos que estão no nosso inconsciente, conteúdos esses que eu não Enxergo e que de repente isso pode trombar comigo. E a psicanálise, Luts, ela surgiu justamente aí em um caso que a gente fala que é o caso e é o ponto zero da psicanálise. É, obviamente com Freud, que é o pai da psicanálise, ele recebe, na verdade não foi um caso dele, foi do Bryer, que era um médico. E o Freud, ele acompanhou o Bryer nesse primeiro caso chamado Ana. Era uma moça De 21 anos, uma jovem, Berta Papenheim era
o nome dela, e Freud dá o nome de Ana. Então, essa moça, ela aparece no consultório com alguns problemas físicos. Então lá estava com algumas dores, algumas paralisias no corpo, estrabismo, dificuldades de audição e dificuldade de fala. Ela tinha desaprendido o alemão, que era a língua dela. >> E ela tinha ido a todos os médicos e todos os médicos não tinham encontrado Nenhuma causa física que explicasse todas aquelas reações dela. E ela vai até o broer, que na época estava utilizando que na moda, o que na época estava em moda, que era a hipnose. Nesse
período, Freud também tinha tido um contato com a hipnose com um professor dele chamado Dr. Charcot. E ele acompanha de perto essa aplicação da hipnose na eh Ana O. >> Hum. >> No que Broyer aplica a hipnose, há a Alteração de alguns sintomas. E aí Freud começa a ter algumas constatações, três especificamente muito importantes. Primeiro, a hipnose nada mais é que um comando de fala. Com o comando de fala, há uma alteração do sintoma, ou seja, primeira conclusão, se o comando da fala altera o sintoma, provavelmente o sintoma surgiu com algo relacionado à fala, à
linguagem. Número dois, esse sintoma foi alterado Com a hipnose na relação do médico com o paciente. Logo, esse sintoma provavelmente se originou de uma relação dela com uma outra pessoa, que depois eles descobriram que foi com o pai dela. E terceiro e mais importante, a hipnose nada mais é que o rebaixamento da consciência da pessoa. Então, se no momento que houve o rebaixamento da consciência, houve houve a alteração do sintoma, então o sintoma tinha origem nesse local que foi Acessado com o rebaixamento da consciência, que é o inconsciente. >> Então, ele teve esse insite da
hipnose, >> da, né, desse caso, né, que foi o que originou toda a sua pesquisa e aí ele vai fundamentar na interpretação dos sonhos uns anos depois. E foi a partir daí que ele descobre, existe algo além do consciente, que é onde estão armazenados, dentre muitas aspas, os nossos traumas que causam todas as nossas questões, Inclusive físicas. E muitas vezes a pessoa ela vai pra terapia, Luts, por conta de um sintoma, geralmente, né? Não deveria ser assim, mas é. A pessoa, ela vai porque ela tá com sintoma e muitas vezes a pessoa ela quer um
alívio daquele sintoma. Pra psicanálise, sintoma não é para ser aliviado, sintoma é para ser decifrado. >> Tá interessante? Porque sintoma para Psicanálise é tradução simbólica de um conflito reprimido no inconsciente. Então, um conflito ou um desejo foi reprimido no inconsciente e isso se traduz em sintoma. >> Me dá um exemplo então de alguma de algum sintoma que as pessoas chegam ali na clínica e como é que isso seria mais ou menos. >> Tá, eu vou dar um exemplo eh de um sintoma que geralmente acontece na vida conjugal. Então, eu falei que o sintoma é uma
tradução simbólica de um conflito ou desejo reprimido. Então, imaginemos uma mulher que está se relacionando com um homem na no casamento e ela está insatisfeita com o casamento, porque esse homem ele é disfuncional, ele é tóxico, enfim, mas ela não quer se separar dele, mas ao mesmo tempo ela quer. Daí surge o conflito. Uma parte minha quer se separar dele, Porque é um relacionamento que tá me fazendo mal, que tá me matando por dentro. Ele é agressivo, é violento, ele me trai, eu quero me separar dele, mas ao mesmo tempo eu não quero, porque tem
a minha família, o que que minha família vai pensar, que que a sociedade vai pensar, tem n coisas, tem também os ganhos secundários, a própria questão da criança interior da pessoa que prende ela no relacionamento tóxico. E aí ela vive esse conflito. Uma parte minha quer Se separar e outra não. do conflito surge um sintoma, a frigidez é um termo psicanalítico que significa diminuição do desejo, do desejo pela pessoa e também do desejo sexual. E por que que surge esse sintoma? Isso é uma resposta a esse conflito. É uma tradução simbólica desse conflito. É como
se ela respondesse para esses dois lados dela. Pro lado que diz continue no casamento, ela tá falando: "Ó, eu continuei". E pro lado dela que diz se Afasta, ela diz: "Eu me afastei um pouco". diminuindo o meu desejo por ele. Eu me afastei um pouquinho e continuei do lado dele e surge um sintoma, um sintoma que vai gerar um outro conflito ou outros conflitos, né? Então, >> eh, às vezes a pessoa ela simplifica muito, aí a mulher ela vai no ginecologista, não que não tem aqui, tem aqui, tem que fazer os exames, etc. Mas se
ela chega num consultório psicanalítico, Geralmente o psicanalista ele tem aquela tensão flutuante, né? Ele ouve o que o paciente diz, mas ao mesmo tempo ele se pergunta: "O que que tá acontecendo por detrás? Que que ela tá querendo me dizer sem palavras?" Recentemente eu escrevi um artigo paraa PUC do Rio. Eles me pediram um artigo, não, um ensaio filosófico sobre linguagem e eu coloquei como título: "O que digo sem dizer?" O tempo todo nós estamos dizendo sem dizer. Então, o que eh os meus sintomas Dizem que eu não vi ainda, eu não li sobre mim.
Então, Lacã, essa frase de Lacan, o sintoma, ele não deve ser aliviado, ele deve ser decifrado, né? E assim todos os outros, né? Desculpa interromper esse episódio, mas é rapidinho dando um recado muito legal de uma promoção que tá rolando na Insider durante a semana do dia 8 a 18 de dezembro, tá? Eh, a Insider agora utilizando o nosso cupom, né? Utilizando LUTZ lá no no cupom do site, nos Códigozinos de desconto. Você pode chegar até 30% de desconto em todas as peças. H, e também além disso, quando você utilizar nosso cupom, você tem aí,
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vezes vi uma ansiedade sem saber ah, o porquê deve dela sentir dessa forma, né? Como é que isso e que isso quer dizer? Normalmente >> é a ansiedade é biologicamente nada mais É que a ativação de uma glândula do cérebro chamada midídala cerebral, que funciona como um alarme no nosso cérebro. Esse alarme, quando você está diante de uma potencial ameaça, ele dispara e o cérebro imediatamente ele joga uma alta dosagem de cortisol adrenalina no seu corpo, preparando o seu corpo pra luta ou fuga, porque é acionado um sistema nervoso chamado sistema nervoso simpático. E aí
é essa área primitiva do Cérebro, ela é ativada para que você entre em luta ou fuga de um inimigo predador que está diante de você. Isso é muito primitivo. É desde o início da humanidade. Hoje os nossos inimigos eles eles são invisíveis, né? Não há mais leões, leopardos pra gente correr. >> Existem muitas outras questões. Agora, de repente é uma ansiedade, existem três tipos de ansiedade. A ansiedade circunstancial, que é normal, né? Então, eh, eu vou Fazer uma palestra para 1000 pessoas. Aí eu sinto um frio na barriga, a respiração ficou fegante, o coração acelera,
dá um ataquicardia normal, porque eu vou fazer a palestra, mas é controlável. Existe outro tipo de ansiedade que é ansiedade enquanto estilo de vida. >> Hum. que é quando a pessoa ela de tanto estar ansiosa, aquilo vai se tornando o estilo de vida dela, quem ela é, né? >> É, ela normaliza, né, esse esse estilo de vida. Eu sou do interior, do interior [risadas] e nós estamos aqui em São Paulo, né? Eu eh percorri um eu estava já em São Paulo, fiz uma gravação ontem e do hotel onde eu estava até aqui foi 1 hora30,
né? E eu tava olhando aquilo que é tão incomum para mim, né, e pensando, meu Deus, imagina o nível de cortisol desse motorista, coitado. >> Porque e é no trânsito de São Paulo é é Um cortisol muito elevado que a pessoa tem que ter. E aí que tá o ponto, a ansiedade ela faz parte da natureza humana. Nós precisamos da ansiedade pra gente atacar, pra gente lutar com o leão ou fugir, né? Então, naquele momento do trânsito, eu olhava pro motorista, fiquei só analisando ele lá, né? Eh, ele tem que tá com a pupila dilatada,
olhando, prestando atenção, os reflexos têm que ser rápidos, né? Então, >> pensa fazer isso às vezes 10, 12 horas por dia. >> Exatamente. Aí se transforma no estilo de vida, né? é o segundo tipo de ansiedade. E o terceiro tipo de ansiedade é o transtorno. É quando é esse pico de cortisol e adrenalina, ele surge sem nenhum motivo. Então vamos imaginar essa amídala cerebral como o alarme do carro. Então o alarme ele dispara quando o carro ele ele tá sobre ameaça, quando Alguém tá tentando entrar no carro, alguém bate no carro. Agora, o transtorno é
quando esse alarme ele dispara sozinho, sem ninguém tá forçando nada. E de repente no meio da noite a pessoa acorda com crise de ansiedade com o cortisol lá em cima e por isso que o coração acelera e por isso que a boca seca e tantos outros sintomas que quem sofre disso sabe. Às vezes é no meio do mercado, fazendo compras dispara. É o alarme que dispara Do nada. Da onde vem esse disparo? Essa é a pergunta. se ela tá no meio do mercado fazendo compras, se ela tava dormindo e de repente disparou. Há algo que
foi desregulado dentro dela. Podem ser muitas coisas, pode ser um estress que que veio depois de um trauma pós-traumático, pode ser alguma questão biológica, pode ser, mas também pode ser a criança interior. Que que é a criança interior? Ainda ontem eu estava gravando e a a pessoa que me entrevistou falou assim: "Que que é essa criança interior? Tem alguma coisa a ver com a a questão mística, espiritual?" Falei: "Não, nada de místico, nada de espiritual". Eh, é um, é um conceito que nós damos pra gente poder se comunicar melhor sobre esse período da nossa vida
que foi tão determinante sobre o restante de toda a nossa vida, né? Então, a infância é uma Terra que a gente pisa a vida toda. >> Caraca. >> E o que aconteceu na infância não ficou na infância, fica para sempre aqui dentro de mim. E eu preciso. Aí Freud, ele vai escrever um texto de 1914 que é o o a jornada de todo o psicanalista no setting de atendimento. Recordar, repetir, elaborar. Nesse texto de 1914, Freud diz assim: "Quem não recorda, repete." O tempo todo, Luts, a gente tá repetindo, repetindo, repetindo, repetindo o que aconteceu
lá na infância e o que não foi elaborado. E nós precisamos recordar para elaborar, senão a gente vai viver em repetição. E aí, voltando à sua pergunta, por que que a pessoa tem transtorno de ansiedade? Ela tem uma crise de ansiedade? E do nada, como eu disse, podem ser muitas coisas, dentre elas, uma pessoa que na infância sofreu um Trauma, viveu em um ambiente em que essa esse sistema de luto e fuga foi ativado antes do tempo, sabe o divertidamente. >> Uhum. >> Tão bonito esse desenho, né? Tão didático, né? >> Legal. >> Então, tenho
divertidamente um e o dois. E eu achei tão interessante que a ansiedade aparece quando? no dois, na adolescência, por é aí que ela aparece e tem que aparecer. A ansiedade não tem que aparecer na infância, na primeira infância, porque a criança ela não tem estrutura para lidar com uma descarga de cortisol e adrenalina. Por isso que a infância ela tem que ser protegida. Por isso que o adulto tem que proteger a criança. Ela não tem condições de lutar ou fugir. E a ansiedade deveria aparecer na adolescência quando ele vai e com uma certa dosagem Também,
um limite de ansiedade ali, né, que eh no Divertidamente dois mostra, né, ela com os conflitos da adolescência, de repente ela começa a sentir a respiração ofegante o coração, porque ela está tendo uma pequena crise de ansiedade. E aí é, há todo um trabalho também hoje com os adolescentes nesse tratamento, mas a criança ela não tem condições de lutar ou fugir. A criança tem que ser protegida. Mas muita criança não foi protegida, foi exposta a Situações que ativaram esse sistema de de luta e fuga antes do tempo e isso pode causar um transtorno, né? Uma
das possíveis causas, né? Desculpa interromper esse episódio, mas eu tenho um recado muito legal para vocês, que assim como eu, estão buscando uma vida mais saudável, uma vida com maior longevidade, uma disposição maior. Então, tem algum tempo que eu comecei a suplementar o ômega-3 em1 da Vita. É, já tem mais ou menos uns dois, trê meses Que eu tô suplementando todos os dias. O ômega-3 em um é uma fórmula única no mercado que não só vem a quantidade ideal de ômega-3 você tem que tomar todos os dias, que é uma um é um uma vitamina
ali que a gente não não costuma ter no nosso dia a dia, na nossa alimentação, teria que comer peixe todos os dias. É uma quantidade absurda. Então e e tá totalmente ligado à nossa disposição, a nossa eh cognição também. E aí você tem uma quantidade ideal que Você precisa tomar pro dia. E aqui no ômega31 você já tem essa quantidade já calculada aqui. Mas além disso tem cozima, que é 10 também. vitamina D e vitamina E. Eu tava pesquisando vitamina D hoje no Brasil e 50% das pessoas têm algum tipo de deficiência com vitamina D,
tá? E aí isso pode tá, isso vai trazer para você sintomas como cansaço, irritabilidade, é disposição baixa e até libido baixo. Então é, às vezes você tá fazendo tudo certinho, se exercitando, Se alimentando e tudo mais, mas você tá com alguma falta de alguma vitamina, algum mineral, algum nutriente específico que você não tá recebendo na alimentação. Então, no site da Vita, que tá na descrição, é que é vhitaa.com.br, BR, você vai encontrar não só o ômega31, mas uma série de outros suplementos importantes também, eh, creatina mesmo, eh as vitaminas do complexo B, que também muitas
pessoas têm deficiência e estão totalmente ligada a vários Sintomas aí. Eh, e aí na descrição vocês podem olhar lá e ver o que que faz mais sentido para vocês. Eu pessoalmente acho que assim, olhando para todas as fórmulas que tem lá, só para escolher uma para tomar todos os dias, eu iria com ômega 3 em um. Beleza? Então, táí na descrição o link, com recode na tela aparecendo ali também. E o nosso cupom é loots 10 para 10% de desconto em todo o site. Então tudo que você colocar lá no teu carrinho, você vai ter
10% de Desconto. Fechado. >> Como é que isso se relaciona ali a à criança interior? Assim, o que mais que você pode trazer de exemplos, de ideias, pra gente entender melhor esse conceito? Olha, eu diria que a criança interior eh se ela não for acolhida, se eu não olhar para essa parte da minha vida, acolher e elaborar, isso vai alterar a minha vida adulta. Então, a forma como nós acolhemos e regulamos a nossa criança interior vai Definir a forma como nós vamos viver a nossa vida adulta. Isso tem um impacto muito grande sobre o fato
de sermos felizes, realizados e prósperos na vida adulta. Tem muita gente que tem muita capacidade, mas que não consegue pôr a capacidade em ação. Por quê? Porque tem bloqueios. Da onde vem os nossos bloqueios? Talvez hoje no mundo, Luts, tem alguém que é menos capacitado que eu vivendo a vida que eu sonho, porque teve a coragem que Eu não tenho. Por que que eu não tenho essa coragem, sendo que eu sou completamente capaz de pôr em prática a vida que não sai da minha cabeça. Por que que eu não ponho? Porque existe isso que a
psicanálise chama de autossabotagem. Existe uma parte minha que parece que luta contra o que eu quero, mas não é que luta contra. Essa parte minha é a minha criança me segurando para me proteger de uma Possível dor que ela já sentiu lá atrás. Então é essa memória minha que eu chamo de criança interior que me bloqueia, que me trava, porque ela, na verdade entende que se eu der um passo eu vou cair num buraco que ela já caiu lá atrás. Então, quando eu estou diante de uma situação que é parecida com essa dor da minha
infância, eu me travo, eu me bloqueio e eu deixo de ser feliz porque eu deixo de colocar em ação o meu propósito de Vida. E muita gente fala assim: "Mas eu não lembro da infância". Aí a pessoa que não lembra da infância, eu tenho duas notícias, uma boa e uma ruim. [risadas] >> É ainda mais perigoso, né? É, a a notícia boa é que teu cérebro ele tá te defendendo e a ruim é que é de algo. [risadas] >> Uhum. >> Então, se eu me esqueci porque houve uma Autoproteção da psiquê. O meu cérebro, ele
me protegeu dessa memória para não colapsar. Agora não adianta não lembrar, porque quem não lembra repete. E nós vamos repetindo padrões na nossa vida muitas vezes para tentar dar um final feliz. Vou te dar um exemplo. A pessoa que ela fala assim: "Olha, é impressionante. Eu saio de um relacionamento tóxico, eu entro em outro, tenho o dedo podre, né? Eh, foi Difícil sair de um relacionamento tóxico. Eu sofri muito e quando, enfim, eu me libertei, falei: "Não, agora vou arrumar. Vamos usar o exemplo da mulher, mas pode ser o homem também, obviamente. Mas a mulher
fala assim: "Agora eu vou arrumar um namorado que, nossa, ele vai ser OK, vou vou selecionar bem". Ela seleciona, passa-se um tempo, ela percebe que ele é tão tóxico quanto o outro. Ela fala de novo no relacionamento tóxico. Por que que eu Saio de um relacionamento tóxico e entro em outro? Que que acontece comigo? Isso é um padrão de repetição. Pode ser que, e sempre na psicanálise, Luts, a gente usa isso. Pode ser, né? Não é uma uma ciência exata. Tem gente que fala que não é uma ciência, mas enfim, não é exato, né? Pode
ser que essa pessoa, ela na infância, ela teve um pai bem parecido com o namorado, um pai que de repente, vamos dar um exemplo, ele foi alcólatra, ele traía a Mãe, ele batia na mãe, era agressivo. E aí essa menina, ela queria ter o amor 10 do pai, mas ela recebeu o amor três. E aí ficou essa lacuna, essa falta de amor. E é isso que dá origem às neuroses que todos nós temos, a maioria de nós. E essa lacuna, essa falta de amor causa nela essa algo me falta, algo me falta. E ela cresce
com essa ausência. Quando ela começa a se relacionar no namoro, na fase da juventude, ela sem perceber, ela repete. Ela busca Um homem com as mesmas disfunções do pai, um homem alcólatra, agressivo, que trai ela, que bate nela. Por é o remake, a repetição, é como o remake de uma novela. Então o remake é você reinterpretar a mesma história, a mesma cena, o mesmo enredo, só muda os atores. E por que que ela repete a mesma história, sendo que a história foi tão dolorosa para tentar dar um final feliz? Então é o meu inconsciente repetindo
Para tentar dar um final feliz, só que ela não vai conseguir dar um final feliz dessa forma, né? E muita gente nem percebe que tá no relacionamento tóxico. Esse que é o maior problema, né? Porque existe muita manipulação, enfim. E por isso a importância da terapia pra pessoa recordar e elaborar, senão ela vai sempre cair no mesma repetição. >> É, eu já ouvi dizer assim, algum convidado falou sobre comentou sobre uma Coisa assim parecida que é quando a gente busca, quando a gente tá tem uma falta, né, e a gente busca e em algum relacionamento
preencher as falta, a gente não tá inconscientemente a gente não tá buscando o que é melhor pra gente, a gente tá buscando o que é mais familiar pra gente. Uhum. >> E aí problemática familiar pode ser algo ruim, né? >> O nosso cérebro sempre vai buscar o que é familiar, né? É mais confortável, Mesmo que seja um inferno familiar, melhor do que um paraíso desconhecido, né? E a psicanálise, ela sempre estuda essa relação eh daquilo que nós vivemos hoje, tendo como raiz o nosso passado, né? E apesar de hoje a psicanálise ser tão criticada, eh,
a neurociência está chegando também algumas constatações que coincidem. Por exemplo, hoje a neurociência ela já eh começa a associar a origem, a causa De doenças autoimunes a questões emocionais, de pessoas que se criticam demais. Então, olha só, ela começa já a ter estudos científicos sérios que comprovam que pessoas com doenças autoimunes, elas têm um padrão muito rígido de autocobrança, de autocrítica, de autopunição. E provavelmente a coisa se originou, bem, a grosso modo, da seguinte forma: emocionalmente a pessoa tá o tempo todo Se atacando, se criticando, se cobrando. E aí o corpo ele entende isso como
uma regra. e começa a se atacar os seus próprios tecidos, suas próprias células. Agora, por que que alguém se ataca? Por que que alguém se maltrata? Da onde vem isso? Provavelmente lá na infância foi uma criança que foi muito criticada, que foi agredida nesse sentido da cobrança excessiva, desumana, além dos próprios limites. A Criança, quando ela é maltratada pelos cuidadores, ela não consegue ter raiva dos cuidadores. Ela passa passa a ter raiva dela mesma, porque >> ela não vai imaginar que o criador tá errado, né? >> É. Então, e você, por exemplo, você do nada
começa a me criticar, eu tenho filtro. Falou: "Não, o Luts está enganado, ele nossa, né?" E começo a ter raiva de você. A criança ela não tem esse raciocínio. O cuidador ele é a Fonte de todo saber paraa criança. Então, se o cuidador ele está me maltratando, ele está olhando somente para as minhas falhas, isso significa que eu sou essa pessoa desprezível. Então eu vou sempre me reduzir as minhas falhas. E aí nasce não somente a autocobrança, como outros prejuízos, como o próprio perfeccionismo, né? Às vezes a gente acha que Perfeccionismo é busca por excelência.
Perfeccionismo não é busca por excelência. Perfeccionismo é proteção ou tentativa de proteção. Proteção da dor que eu já senti um dia quando eu errei e quando me doeu tanto que eu busco hoje não errar mais, sendo perfeita. E aí acaba nascendo essa tirana interior que é o perfeccionismo, né? >> Para quem sofre muito com autocrítica assim, né? Eu sofri muito com isso, é uma coisa que eu lido em terapia direto. Você não percebe que você é assim. >> É. E aí eu me via tendo essas crises de acordar no meio da noite assim, >> eh,
com ansiedade e tal. E quando eu falava no terapia, eu falava: "Pô, mas eu não sei lá, para mim tá normal". Ele fala: "Não, mas olha o tanto de coisa que você tá tentando fazer ao mesmo tempo, o tanto de sei lá, mas eu não não". Eu falo assim: "Mas eu não vejo que eu tô me cobrando tanto". Ele falava que eu tava me cobrando muito, mas eu Não vejo que eu tô me cobrando tanto. Ele falou: "É porque para você é normal". >> Exato. >> É isso. Foi a vida inteira assim, né? >> Uhum.
Eh, tem um filósofo contemporâneo nosso, o chamado Biung Shuan. Ele traz um termo muito interessante, violência neuronal. Então ele diz que hoje são tantas possibilidades que nós temos que isso causa um um strress muito grande, uma Sobrecarga mental, que ele chama de violência neuronal. Então hoje, eh, você com a sua idade, você consegue fazer o que você faz na mídia, no YouTube, nas redes sociais, a ter o padrão de vida que você tem, a ter a vida que você tem, que você sonhou. Então existe essa possibilidade hoje, coisa que o seu avô não tinha essa
possibilidade. E tantas possibilidades nos deixam nesse estado hiperativado. Eu preciso dar conta, eu preciso aproveitar Todas as possibilidades, porque se eu não aproveitar e aí a gente se esquece da nossa humanidade, dos nossos limites, n? A gente acha que limite tem que ser superado. Limite não pode ser superado. Limite tem que ser respeitado. Limite é borda que protege, né? E aí, que que faz? A gente vai então eh se contentar com uma vida medíocre? Não, nós precisamos aumentar as margens. >> Hum. Há uma diferença grande entre superar limites, né, e se desrespeitar e cair nesse
grau de estress, né, de crises de ansiedade e tudo mais e ampliar as margens. Então, tem uma historinha, eu gosto muito de história, de um rapaz que vivia em uma ilha, num lugar inóspito há muitos anos atrás. E nessa ilha ia um navio cargueiro levar mantimentos de seis em seis meses para aquela pequena população. E havia um Rapaz lá que cuidava do farol, sabe? esses faróis antigos que iluminavam os mares. E esse farol, ele era alimentado por óleo. Então ele tinha que ter uma certa reserva de óleo para manter aquele farol aceso durante seis meses.
E lá foi o navio, abasteceu, tudo certo. Aí chegou um camponês para esse rapaz e falou assim: "Olha, eh, eu fiquei sabendo que você tem bastante óleo aí. Eu tô precisando De um pouco de óleo do meu maquinário que ele acabou". O rapaz muito solizo falou: "Ah, pois não, claro que sim. Pode pegar um pouquinho do meu óleo, né? E aí esse camponês contou para uma dona de casa que chegou, falou assim: "O menino, fiquei sabendo que você tem óleo aí?" "Ah, claro, pode pegar o óleo, né?" E ele foi dando, distribuindo o óleo gentilmente,
muito solícito, com todo mundo. E o que que aconteceu? O estoque de óleo dele reduziu, acabou, o farol Apagou e os navios colidiram, né? E o que que significa essa história? Dentro de nós existe uma reserva de energia vital. A gente sente quando tá acabando, né? A gente percebe e muitas vezes a gente não consegue falar não. E a pessoa fala: "O Luts, eu sei que você tá aí com a sua agenda lotada, mas você poderia?" Posso, lógico que sim, vou. E eu ultrapasso meu próprio limite. Eu tô precisando descansar agora nesse fim de ano,
mas eu não sei falar não. E aí eu disponibilizo uma energia vital que vai me fazer falta, que vai fazer a função da minha vida se apagar e algo colidir na minha vida e gente se machucar comigo por conta dessa minha falta de energia. Então, ao invés de ultrapassar os limites, superar os limites, a gente tem que ampliar as margens. Ter tempo de sobra, energia de sobra, saúde de sobra, descanso de sobra. Aí a gente começa a entrar num equilíbrio. Agora a pergunta é: por que que eu não consigo falar não, né? Então, novamente, a
psicanálise. Por que que eu tenho dificuldade de desagradar as pessoas? A gente ouve muito hoje, né? Eh, a as pessoas falando na internet, você tem que falar não e tem que falar não, tem que saber falar não, tá? Mas tem gente que não consegue. Por quê? Na hora a pessoa se sente assim horrível de falar: "Não, pode vir lá da criança que cresceu em um ambiente que era tanto caos que ela não queria ser mais um problema pra família. Daí ela se tornou a criança boazinha. Criança boazinha é um problema na vida adulta. É uma
bênção na infância, mas na vida adulta é um problema. Porque a criança boazinha é aquela que silencia as próprias necessidades. É aquela que olha pro tanto de bo que tem a casa, que ela fala: "Não, eu não vou falar de algo que eu tô precisando aqui. Eu vou me silenciar." e ela aprende a silenciar suas próprias necessidades. Aí ela vai se tornar um adulto que não sabe olhar para as próprias necessidades, não sabe reconhecer que olha, eu preciso falar não, eu preciso desagradar, né? Então são questões que, como você falou, na terapia que a gente
Vai descobrir da onde vem, porque eu tenho esse bloqueio e bloqueio é eu ter uma capacidade, como eu disse, chegar aqui, não conseguir falar, mas bloqueio também é um bloqueio comigo mesma. >> Uhum. eu me tratar com desprezo, não dando atenção às minhas necessidades, pensando só nos projetos alheios, nas necessidades alheias, nas vontades alheias. E como é difícil a gente bancar o nosso desejo, A gente sempre deixa ele por último, né? E é daí, segundo a psicanálise, que surgem os conflitos, no silenciamento do nosso próprio desejo. >> Desculpa interromper esse episódio, mas olha que legal
isso aqui que eu descobri inclusive durante um luto podcast, uma das entrevistas que eu fiz. Vou mandar um áudio para um contato aqui no WhatsApp sobre alguma questão minha pessoal de algum assunto que a gente tava falando aqui no podcast. E vamos Vamos e vocês vão ver que legal, que interessante que é isso aqui. Eita! Eu eh tava conversando com uma pessoa e percebi que eu tenho muitas memórias, talvez reprimidas, muitos traumas de infância, que eu gostaria de entender de onde eles vêm e poder reviver eles em alguma de algum nível. Eu queria poder relembrar
eles. Tem algum exercício que você pode me passar para eu poder me conectar de novo com essa criança interior e o que ela pode Ser sofrido e e tentar talvez relembrar algumas coisas, entender mais sobre mim? Então, o que eu fiz aqui foi mandar um áudio para um contato no WhatsApp que é a Eita mentora virtual. A Eita não tem o propósito de substituir um psicólogo ou um terapeuta, mas de ser justamente a tua melhor amiga ali na hora eh de na hora que você tiver passando por uma questão complexa, uma questão existencial, uma questão
de saúde mental, uma questão difícil nesse nível. Ela é treinada, ela foi feita pela Ana Cláudia Zanique, inclusive ela apresentou a IT aqui durante um dos lutos podcast, depois você vai lá e assiste. E ela toda treinada em cima do método da Eita que tem a a como principal função te ajudar com essas questões existenciais e comportamentais que a gente sempre vive, né? Então, eu mandei o áudio aqui para ela e ela tá me respondendo e tá me voltando com o áudio. Se eu tivesse mandado um texto, Ela mandaria um texto também. Mas olha só
que legal a resposta dela. >> Eh, que importante esse seu desejo de se entender melhor, Luts. Se reconectar com a criança interior exige cuidado e carinho, porque ela carrega muitos sentimentos que ficaram guardados. Um exercício simples. Pegue uma folha e escreva como se estivesse mandando uma carta para você mesmo quando era criança. Pergunte a essa versão pequena de você. Como você está? O que está Sentindo? Tem algo que você gostaria de me contar hoje? Depois, sem filtro, escreva tudo que vem à cabeça, sem se preocupar em julgar. Muitas vezes, só de dar esse espaço, memórias
e sensações começam a aparecer. Se preferir, pode gravar um áudio contando ou desenhar algo também. Quer experimentar essa carta e depois me contar o que apareceu? Posso te ajudar a interpretar o que vier. >> Nossa, muito, muito legal. E para quem Quiser experimentar, eita, bater um papo, conversar com ela sobre as questões que você tá vivendo, viveu, você tem um dia grátis para poder conversar com ela, um dia de teste inteiro, 24 horas para poder conversar com ela, falar sobre tudo que você quiser falar. Mas para ter acesso é só você clicar nesse link que
tá aí na descrição da Eita ou ler o QRcode que tá aí na tela agora e lá já vai direto pro contato do WhatsApp. Dali você vai falar Que veio pelo Lots e que vai que quer testar. E daí você vai ter 24 horas para poder testar a Eita. Se você gostar depois você assina, beleza? O link táí na descrição que recogi na tela. >> Uma coisa que eu queria te eh te perguntar ali sobre essa última coisa que você comentou, que é sobre essa questão da repressão. >> Uhum. >> Eh, como exatamente isso gera
o sofrimento? O que que, primeiramente, Como é que isso vai acontecendo pra gente reprimir tanto nossos desejos e depois como é que isso eh se torna realmente um sofrimento na nossa vida? É, normalmente quando nós eh reprimimos um desejo, isso acaba ocasionando um conflito no nosso inconsciente. Então, eh desejo reprimido, ele geralmente ele vai se movimentar de alguma forma dentro de nós, né? Obviamente que aí a gente tá falando da Da tese fundamental da psicanálise, que é o ID, que hoje é chamado de isso, né? Eh, a gente não vai eh vivemos em sociedade e
temos as nossas regras morais, sociais, religiosas. Nós não vamos vivenciar todos os nossos desejos. Existe o equilíbrio ali do super eggo, né, do supereu que formula o nosso eu. Porém, isso em excesso é um problema. Tem uma escritora que eu gosto muito, Luts, Dra. Ana Cláudia Quintana. Ela trabalha com pacientes no paliativo E ela escreveu um livro maravilhoso. E ela escreve no livro um pesquisa que ela própria fez. com esses pacientes na fase terminal. >> Sim. >> E ela escreve no livro O maior arrependimento que as pessoas têm no leito de morte. Olha que forte
isso. Ela falou assim que ganhou o primeiro top dos arrependimentos no leito de morte. É, me arrependo de não ter vivido uma vida que era minha, mas era a vida que Alguém queria que eu vivesse. Isso é muito triste, né? você chegar no final e falar assim: "Nossa, eu não vivi uma vida que era minha, eu >> Você é muito forte, né?" >> É, eu vivi a vida que meu pai queria que eu viv vivesse, que o meu amigo ou alguém queria que eu vivesse e passou. Então, tem uma música do Raul que diz assim,
ó: "Coragem, coragem. Se o que você quer é aquilo que você pensa e faz. aquilo que eu quero é aquilo que eu Penso e faço, OK? Tô na direção do meu desejo, não é? Então eu preciso repensar para que eu não entre nessa estatística e me arrependo no final da minha jornada, que essa jornada não foi a minha história, não foi aquilo que eu de fato desejava. Agora, como descobri o meu desejo? Aí eu já vou voltar pra filosofia. tem um pensamento de Niet, você deve conhecer a lei do eterno retorno. Então, Niet, ele propõe
esse mito, na verdade, Do eterno retorno, que eh eu penso que casa muito com a psicanálise, né, nessa leitura do desejo. Então, Niet, ele diz o seguinte: "Imagine que diante de você aparece uma criatura mágica e fala assim: "Luts, a sua vida ela será repetida com toda riqueza de detalhes eternamente." Então, é a lei do eterno retorno. Você vai viver tudo que a gente tá vivendo aqui com todos os detalhes, a sua vida particular, você vai morrer aí, você vai Nascer e viver tudo de novo, com todos os os detalhes. Você vai morrer, nascer de
novo, viver tudo com todos os detalhes eternamente. A pergunta é: essa criatura mágica diante de você é um ser divino que te traz uma dádiva ou um ser maligno que te traz um castigo? Ou seja, a sua vida, ela é um castigo ou uma dádiva? Essa é uma pergunta pra gente se fazer e se questionar. É muito bom isso. >> Eu tô vivendo de acordo com o que eu desejo ou eu estou interpretando um desejo de uma outra pessoa. E às vezes é difícil a gente querer que toda a nossa vida seja repetida, né? Porque
a nossa vida é feita de momentos bons e ruins. Mas vamos então eh repaginar esse essa reflexão de Niet pensando assim, ó. De todas as dezenas de milhares de dias da sua vida, escolhe três Que você falaria assim, ó: "Ess três não podem faltar na reedição da minha próxima vida". Tá? Esses três, quem que tava nesses três dias? O que que você tava fazendo? Aonde você tava? Tá aí o seu desejo. Então, coragem. Se o que você quer o que você pensa e faz. se o que você tá fazendo, se a vida que você tá
construindo lá na frente vai te levar para esse desejo do eterno retorno desse momento, esse desejo de alargar, Espçar esse momento. Tem um outro filósofo chamado Heráclito de Éfeso, ele é pré-socrático, ele traz a noção de panta rei. Panta rei eh significa tudo flui. Então, Heráclito dizia que nada é permanente, exceto a impermanência. Tudo está em movimento o tempo todo no mundo. Nada está parado, tudo e nada se repete. Então ele falava da analogia do rio, né? Ninguém consegue passar duas vezes no mesmo rio, porque a segunda vez já não Vai ser o mesmo rio
e já não vai ser a mesma pessoa, ela já vai ter passado ali, tá? Então, se tudo passa, o que que eu gostaria que não passasse? Porque as pessoas que você se relaciona hoje, elas vão passar. Como dizem os históicos, quando estiveres diante de alguém, lembres que estás diante de um ser mortal. Quem que você gostaria que não morresse? Que momento que você gostaria que não morresse, que não passasse? Com quem? Fazendo o quê? Tá aí o seu desejo. Lute por alargar esses momentos e por torná-los mais frequentes. Aí você vai viver uma vida mais
saudável. E por isso, Luts, que é e é para mim assim, ó. Filosofia e psicanálise. >> Todo psicanalista deveria fazer filosofia, no meu ponto de vista, porque é muito importante essa >> esse complemento, né? É muito louco como várias filosofias vão tocar no ponto do desejo também, né? Se a gente olha para Filosofias orientais, vão falar muito sobre desejo, mas talvez uma outra ótica de você se desvincilhar deles, né? >> Exato. Exato. É, >> mas aí eu acho que é é eles estão falando exatamente do do desejo que impõe na gente quando a gente fala
de se desvincilhar daquilo >> para que gere o espaço necessário para que você veja aquilo que você realmente quer fazer. Isso aí, essa linha dessa filosofia maravilhosa oriental, eh, nós Já poderíamos usar um outro filósofo, Renegirá. Ele vai falar sobre desejo mimético. Que que é desejo mimético? Aí o o Renergi, ele já é um pouco mais eh radical. Eh, mas vamos usar um pouquinho do pensamento dele. Ele diz que nenhum desejo ele é genuíno. A gente copia o desejo do outro, né? Então, por que que eu me visto da forma como eu me visto? Porque
eu nasci nesse século, nesse período, né? Se eu tivesse Nascido lá atrás, eu me vestiia de outra forma. Então, o que que eu gosto, né? A gente tá sempre copiando do outro, né? Aí [risadas] >> eu penso muito nisso sobre profissão, tipo assim, tá, hoje eu trabalho com isso aqui, mas e se eu tivesse nascido numa época que não tinha internet, seria totalmente diferente. >> É, é, eu fico me questionando muito eh famílias que têm profissionais, assim, o o pai era jogador de futebol, o filho Vai ser jogador de futebol e o neto também. Mas
será que quer mesmo jogar futebol ou foi essa, né? Enfim, obviamente que há uma influência, nós somos influenciados, como diz Renegirá, eh pelo por esse desejo mimético, né? Nós tivemos recentemente o a loucura do morango do amor. De repente, [risadas] né? Todo mundo quer comer o morango do amor. Até então aí o morango subiu o preço, né? Enfim. E aí essas modas elas vão comprometendo o nosso desejo, que no Fundo é um desejo de felicidade, né? Então, eh, Melanie Klein, uma psicanalista muito importante, ela vai dizer que, na verdade, nós desejamos felicidade. Ninguém alcança a
felicidade como deseja. E quando a gente olha para alguém e fala assim: "Nossa, o Luts ele tá feliz porque ele tá tomando alguma coisa numa caneca preta". Então eu preciso de uma caneca preta para tomar, para ser feliz. Na verdade, eu não quero a caneca, eu Quero a felicidade do luts, né? E aí, poxa vida, o morango do amor, a pessoa tá muito feliz. Eu preciso dessa felicidade do morango do amor, né? Então, existe também essa esse contágio do desejo, mas é sempre necessário a gente tentar limpar, e é isso que a filosofia oriental propõe,
o que é o seu desejo no fundo, no fundo, o desejo é um só, felicidade. Aristóteles, em ética nicômaco, ele vai dizer, na verdade, não é nesse nome Felicidade, ele chama de eudaimonia, é um conceito muito mais profundo. da imonia significa o propósito, que nós podemos também entender como um uma espécie de felicidade. >> Uhum. >> E Aristóteles diz que ela é a finalidade de todas as nossas buscas. Tudo que a gente busca tem por finalidade a felicidade ou é da Eudimonia. >> Uhum. E nós estamos querendo felicidade. Agora, o que é felicidade para mim?
Tá dentro desses três dias da minha memória e para você tá dentro desses três dias aí que você quer eternizar. Então essa é a forma mais coerente da gente limpar esse nosso, essa nossa poluição de de desejo, de força desiderativa nossa, que é influenciada pela moda, pela eh e entender o que é felicidade para mim, né? Essa esse tema da felicidade me lembrou uma história de Ruben Alves, grande escritor. Ele dizia assim, ele Inicia essa história falando assim: "Nós precisamos viver intensamente porque a gente não sabe que horas que a morte vem nos buscar. Ela
está em algum lugar nos espreitando e a gente não não sabe que horas que ela vai vi. Por isso, vá viver e viver intensamente. E aí, nesse texto, Ruben Alves, ele relata uma história japonesa de um homem que saiu na floresta no meio da noite, não sei porquê, foi passear na floresta no meio da noite e aí conforme ele foi Andando, ele percebeu que atrás dele vinha um leão. Ele começa a correr e ele cai no buraco. Era um abismo que ele tá correndo, ele segura num galho e fica pendurado naquele galho ali. >> No
que ele olha para baixo é um grande abismo com pedras ponteagudas. E ele percebe que se ele se soltar desse galho, a morte é certa. Mas a morte é certa porque ele não tinha o que fazer ali e ele fica segurado no galho. No que ele olha do lado, ele vê um arbusto com Suculentos morangos. Ele estica a mão, pega um morango e se delicia com aquele morango. Fim da história. Acabou a história. Que que significa essa história sem pé nem cabeça? Essa pessoa pendurada no galho é você. Sou eu. Todos nós estamos pendurados no
galho e a queda é inevitável. Nós vamos cair mais cedo ou mais tarde. Não tem como evitar a morte. Não tem como modificar essa sentença, mas temos como modificar a forma como Viveremos até o dia dessa queda. Se viveremos nos deliciando e desfrutando dos morangos que a vida nos der ou passando fome. Por isso, vamos tratar de comer todos os morangos possíveis. E o que é me deliciar desses morangos? Eu preciso saber porque senão eu começo a entrar naquilo que a psicanálise chama de mecanismo de defesa. O mecanismo de defesa é uma Autossabotagem. Eu m
para mim mesma que eu tô feliz, eu não tô. E às vezes a angústia que eu quero anestesiar com o medicamento, não que eu seja contra medicamentos de forma alguma, mas há um uso abusivo de medicamentos hoje em dia. >> Com certeza >> há um medo muito grande de angústia, só que a angústia ela precisa ser decifrada. Lacan diz que a angústia é o único sentimento que não mente. Ela sempre vai te levar pro seu ponto de insuportabilidade. E a angústia ela ela tá assim fazendo uma uma divisão muito eh próxima do seu desejo. É
o desejo invertido, angústia. Então eu preciso olhar pra minha angústia. >> Como assim? O desejo invertido? A angústia, ela sempre aponta para Aquilo que você teme perder. Por que que você teme perder? Porque você quer isso, é o seu desejo. E muitas vezes a gente foge da angústia, a gente se anestesia. E por isso desses barulhos todos e por isso desses excessos que nós temos são anestesias. Mas nós precisamos abrir mão das anestesias para ouvir a nossa angústia, porque ela vai nos levar pro nosso desejo. Por que que isso me angustia tanto? Porque eu tenho
medo de tá, tá aí o seu desejo. Isso é autoconhecimento, no meu ponto de vista. O verdadeiro autoconhecimento é ouvir o inconsciente. O consciente é fácil. >> Sim. Agora eu tenho a coragem de ouvir aquilo que eu fujo, porque é muito desagradável, Luts. No inconsciente tá aquilo que eu não quero ouvir, por isso eu me defendo. Existem um monte de mecanismos de Defesas que nós temos. o tempo todo a gente tá se defendendo. E na análise a gente vai entrando em um e o Inicot, ele fala um ambiente facilitador que a gente vai conseguindo acessar
esse inconsciente através da associação livre. Uhum. >> Né? E e a gente vai acessando o amargor do nosso inconsciente, mas é lá que a gente encontra a preciosidade do nosso Inconsciente, né? Mas até pra gente lincar isso com o que a gente estava falando antes e da importância de relembrar algumas coisas, o que que é um exercício que a gente pode fazer para poder eh colocar para fora algumas partes inconsciente ou relembrar alguns traumas que eu vivi? E às vezes o pessoal, eh, claro que um bom terapeuta vai fazer isso com a pessoa, né? Mas
às vezes a pessoa quer fazer algo sozinho ainda em casa, como que ela pode eh Tentar, o que que ela pode fazer? >> Existem algumas coisas, Luts, que nós fazemos e que a gente não percebe. Então, eh, bem nessa linha desse artigo que eu citei, desse ensaio filosófico, o que digo sem dizer, né? Existe uma coisa na psicanálise que se chama ato falho. É aquela palavra que escapa. Então eu tô aqui falando com você e de repente eu falo: "Ai, porque então eu tava na praia". Não, não é na praia, eu tava lá Em casa
e assim não é o ato falho, escapou. Isso diz muito sobre aquilo que tá no meu inconsciente. Sonho. Sonho é um material riquíssimo pro psicanalista. Nossa, quando chega o sonho no na na terapia, o psicanalista dá puro de alegria, porque o sonho é também um escape do inconsciente, significa algo que só o processo, não existe uma tabela falar: "O que que você sonhu com bicicleta?" Tão bicicleta? Não, para você bicicleta é uma coisa, para mim é outra. Mas essa pergunta, por que que eu sempre sonho com isso? Por que que essa pessoa me irrita? Porque
às vezes a pessoa ela me irrita sem motivo, mas ela me irrita. Ou melhor, por que que eu tô irritada? Da onde vem a minha irritação? São perguntas muito importantes pra gente fazer, porque a gente vai eh se defendendo daquilo que na verdade a gente deveria olhar para se descobrir. Atos falhos, sonhos, mecanismos de defesa, repetições. Por que eu tenho essa compulsão alimentar? Aí a pessoa fala: "Eu vou resolver minha compulsão alimentar, vou tomar um monjaro, nada contra também, vou no nutricionista, vou e a pessoa faz tudo certinho, passa um tempo de novo, ela tá
eh não feliz com consigo mesma por conta da obesidade ou dos problemas de saúde desenvolvidos pela compulsão alimentar. E aí a pessoa começa a se punir, eu não deveria comer doce, mas quando eu vejo, eu fico nervosa, eu como a geladeira, né, o açúcar, eh, eu fico ansiosa, eu vou lá e como um monte de chocolate. Por quê? Então, e respondendo sua pergunta é se questionar por que eu tenho essa compulsão alimentar, da onde vem? Pode ser que venha, sabe da onde? de uma pessoa que ouviu a infância inteira a seguinte frase: "Engole o choro".
Quando vinha uma emoção, a criança começava a chorar, engole o choro. Isso cria um registro emocional e a pessoa na fase adulta, toda vez que vem uma emoção difícil, o que que ela faz? Engole com comida. Então eu diria, Luts, acima de tudo, se acolher, porque a gente para no julgamento. Eu sinto uma emoção difícil, eu como cinco barras de chocolate ao invés de eu parar e me acolher e me acolher me Perguntando por que eu tenho necessidade de comer tanto chocolate. Não, a pessoa ela se critica, mas eu não tenho jeito, mas eu não
vou pra frente, mas eu sou isso. E ela entra de novo nesse ciclo de crítica, de punição, que piora ainda mais o quadro dela. A gente precisa começar a se ouvir, se acolher e se olhar através daquilo que nós vemos. Tem um texto muito bonito. Eu digo que é um texto que é um livrinho muito fininho. Eu li há muitos Anos atrás. Um padre amigo meu que me deu de presente, eu li, nunca me esqueci. se chama uma janela para filosofia. >> Hum. >> Já já leu? >> Então, é uma história de um rapaz que
ele deseja aprender filosofia e aí ele conhece um um filósofo. Geralmente essas histórias o filósofo é idoso, né? Não sei por, mas enfim. E aí ele vai atrás desse senhor filósofo que era muito Sábido, muito conhecido. Ele chega na casa desse senhor com um caderninho, uma caneta. Aí o filósofo abre a porta e aí ele fala assim: "Olha, eu vim aqui para aprender filosofia". Aí ele fala: "Pois não, pode entrar". Aí esse senhor traz ele numa sala que tem uma janela que dá para para uma paisagem com uma cadeira na frente, uma mesa no canto
e um livro de uma estante de livro de filosofia. E aí esse filósofo diz assim, ó: "Você vai sentar nessa cadeira De frente pra janela e você vai ficar olhando pro que tá nessa janela". Ele falou: "Tá bom". Sentou lá e ele foi no canto. O filósofo pegou um livro, sentou e ficou lendo o livro e escrevendo lá no notebook dele. Aí o jovem passou-se alguns minutos, algumas horas, e o jovem falou assim: "Que horas que o senhor vai começar a aula?" Ele falou assim: "Mas eu já comecei, você tem que ficar olhando pra janela".
Ele falou assim: "Mas eh, eu posso pegar um Livro?" Eu falou: "Não, se fosse para você ler um livro de filosofia, você podia ter ido numa biblioteca. Não, você vai ficar olhando pra janela, tá bom? E ele ficou ali e passaram-se as horas e nada, chegou já o entardecer. E aí esse jovem falou assim: "É isso?" Ele falou assim: "É isso. Você quiser continuar o curso, amanhã você volta". Ele saiu meio indignado, foi voltou no dia seguinte. A mesma cena. O filósofo colocou ele numa cadeira na frente da Janela e foi lá fazer as coisas
dele, ler o livro e escrever no notebook. E aí ele olhou pra janela e ele viu diante dele uma janela. Na janela, uma árvore. Só a parte direita da árvore ela tava branca. Um riacho com com uma água muito turbulenta, uma uma água muito forte e uma chuvinha fina que não parava. E aí ele falou assim: "Hoje o senhor não vai falar nada também?" Não, não vou falar nada. E ele ficou olhando. Falou: "Mas que que significa isso? Por que que Por que que essa árvore só tem só tá branca do lado direito? Por que
que esse rio tá tão forte? Essa chuvinha que nunca passa. Passou-se um dia, dois dias, três dias, quatro dias, uma semana, a mesma coisa. Chegou no final da semana, ele já não aguentava mais olhar para aquela árvore que só tinha a parte direita branca, para aquela chuvinha que não parava para aquele rio impetuoso. Ele ficou nervoso, pegou a Cadeira e jogou na janela e quebrou a janela num ímpeto de raiva. Aí o filósofo olhou para ele assim e sorriu. Ele falou assim: "Muito bem, você tá agora entrando na primeira fase do nosso curso. Coloque a
sua cabeça para fora da janela. E no que ele colocou a cabeça para fora da janela, ele percebeu que o branco da árvore, na verdade, era a poluição de uma indústria que tinha do lado. Uma indústria, por sinal, que Falava muito bem de proteção do meio ambiente, que o a correnteza ela era tão forte porque, na verdade vinha de uma cachoeira que estava do lado esquerdo. E aquela chuvinha, na verdade, era o respingo de água da cachoeira. E aí no que ele tava olhando para fora da janela, ele olhou pra indústria e ficou se questionando
por que essa indústria fala tão bem de meio ambiente, sendo que ela polui tanto a natureza. E ele olhou e viu os funcionários saindo No fim do dia, todos cabes baixos, tristes, e ele se questionou por que que eles estão tão tristes, sendo que tanta gente quer trabalhar nessa indústria? E aí ele voltou-se pro filósofo e falou isso. Ele falou: "Pois bem, agora você passou pra segunda etapa. Vá agora resolver esses novos questionamentos. Isso é filosofia. Olhar através da janela e se perguntar o que ninguém se perguntou e questionar o que ninguém Questionou. Isso é
filosofia. recentemente estava conversando com uma amiga minha, ela é doutoranda de filosofia de uma universidade muito boa do Brasil e nós estávamos criticando as faculdades >> e aí nós estávamos falando que eh da crise das faculdades de filosofia hoje, porque uma boa faculdade de filosofia não ensina filosofia, ensina a filosofar. Uma boa faculdade de filosofia não ensina a filosofia, ensina A pensar através da janela. >> Uhum. >> E foi isso que Freud fez. Freud foi um grande filósofo, uma moça com todos aqueles problemas físicos. O Bryer aplicou a hipnose, alterou o sintoma. Pera aí, como
que a voz altera o sintoma? Da onde vem o sintoma? Então hoje nós precisamos ter essa atitude filosófica com a gente mesmo. Por que que eu tenho essa compulsão Alimentar? Por que que eu reajo desse jeito toda vez que isso acontece na minha família? Por que quando essa pessoa se aproxima, eu fico assim, desse jeito? Por que que essa pessoa causa isso em mim? Da onde vem? vem de algum lugar, provavelmente do passado. >> Perfeito, >> Mina. Muito, muito obrigado. Foi muito legal. >> Eu que agradeço, Luds. >> Nossa, gostei muito. >> Bom, que bom.
>> Já fica um convite para um segundo round tempo. >> Vamos, ô, com certeza. >> Eh, e como é que a galera pode fazer para acompanhar mais o seu trabalho e também participar de treinamentos? Não sei se você atende, então, se puder, divulga tudo que você puder aí, >> tá? Maravilha. Hoje o meu trabalho ele Se concentra nos cursos e nas mentorias, né? E tudo tá concentrado lá no meu Instagram. Então é Miriam Garcia com M de Maria no fim. Lá tá todos os meus conteúdos. Eu gosto muito de compartilhar lá o os pensamentos, né,
nessa linha que que nós conversamos aqui hoje. Eh, e lá também tem as propagandas dos meus cursos, das mentorias, das das semanas que eu faço de imersão terapêutica, tá tudo lá. Eh, a pessoa ela vai encontrar cursos para ela, não Cursos profissionalizantes. Eu não eh eu não trabalho nem acredito eh nessa nessa abordagem de formar, né? Eh, mas de eh através desses pequenos cursos ajudar a pessoa a elaborar, né? é esse trabalho de elaboração daquilo que vai se desbloqueando conforme a pessoa vai assistindo os vídeos, a gente vai falando uma coisa, olá, isso tem a
ver comigo, o que que eu faço agora com isso, né? Então esse é o objetivo dos meus cursos que estão Disponibilizados lá no meu Instagram. >> Legal demais. Então, vou deixar todos os links aí na descrição e mais uma vez muito obrigado. >> Obrigado, Luts, uma alegria. >> Obrigado, gente, pela sua atenção. Até a próxima e tchau tchau.