a queda do muro de berlim em 1989 é um marco simbólico do final da guerra fria e do começo de uma nova era na política internacional de lá para cá globalização econômica se intensificou e passamos a viver na chamada sociedade da informação no entanto essa globalização dos mercados e da comunicação não foi acompanhada de uma globalização da cidadania no programa de hoje vamos debater globalização e as suas consequências para o direito e para a sociedade fique com a gente [Música] a globalização a globalização é apontada como um fenômeno de raízes profundas que se estendem ainda
ao período das grandes navegações freqüentemente apontado como o início de um comércio global e da consolidação do estado moderno no entanto foi nos últimos tempos que a globalização se intensificou a ponto de colocar em xeque a própria continuidade da modernidade como o projeto político ideológico e filosófico como fica o constitucionalismo em tempos de globalização a ruptura ou continuidade da modernidade nos tempos atuais quais são os novos caminhos que a globalização nos revela essas são algumas questões que serão debatidas no programa de hoje fique com a gente olá a partir de agora você acompanha um debate
que conta com a participação de professores de diferentes áreas do conhecimento que vão nos ajudar a entender questões do direito da sociedade contemporânea por meio de obras literárias o direito literatura tem o apoio do programa de pós graduação em direito da unisinos e da rede brasileira de direito e literatura e para discutir o tema de hoje recebemos no estúdio adriano naves de brito secretário municipal de porto alegre e professor da unisinos josé luis bolsa de moraes procurador do estado e professor dos programas de pós graduação em direito da universidade e banha e escola superior dom
helder câmara de minas gerais e quatro em rousseff professora de filosofia e de literatura da universidade federal do rio grande do sul sejam todos bem vindos se novo eu começo com adriano que livro em trouxe um prazer de novo aqui com esse grupo fazendo essa discussão sobre globalização é eu estou me especializando em literatura pseudo infantil como eu disse na última vez que entrou civil trouxe as fábulas de esopo e hoje eu trouxe as viagens de gulliver de jonathan swift é um texto de 1726 é conhecido de todos nós e caiu o gosto popular no
gosto infantil também sobretudo a primeira parte é mais merece uma justificativa por que trazer esse texto primeiro porque eu gostaria eu pensei quando apareceu o tema que era muito instigante trazer alguma coisa que não fosse tão recente justamente para mostrar que a globalização não é uma idéia tão nova assim é então nós fala de um texto no século 18 em 1726 foi publicado esse texto e a outra dimensão é que ele fala de viagens e fala de viagens pelo mundo ele anda pelo mundo e é muito peculiar há a descrição nós conhecemos a primeira parte
é um gigante né é um pano de fundo obviamente é o cenário político e à geopolítica na verdade daquela época e aquela época um cenário concentrado digamos na europa mas ele faz também viagens para américa no livro ele tem uma incursão américa e nessas viagens então um choque cultural há vários choques culturais no momento ele é gigante no momento ele é não então é e essas alegorias todas nos inspiram muito quando ele está em certos países por exemplo certas discussões se torna profundamente importante são tolas ele faz esses jogos o tempo inteiro por exemplo uma
grande discussão sobre deve se comer o ovo pela parte mais rombuda ou pela parte mais aguda é isso torna de uma importância enorme isso é tão interessante porque são discussões de hábitos que ganha uma dimensão exacerbada e parece muito com os choques culturais que nós temos que quando a gente avança e deixa e sistemas para trás a gente ver com irrelevante se eles eram tão relevantes quanto por onde começa a comer um ovo ele também conta então diferentes culturas e fala um pouco de natureza humana há uma ideia de fundo falando sobre a natureza humana
e e essa natureza humana marcada por seus próprios suas próprias concepções que forma esse homem que se encontra com outras culturas é viajando pelo mundo então é um livro em que alguém viajante faz uma viagem globalizada enfrenta muitos desafios que nós estamos enfrentando hoje portanto essa alegoria me pareceu muito é pertinente lembrar que o fetichismo também da lei né porque primeiro a questão da imputação é que a questão bem moderna e cerro rei estabelece um decreto a lei dizendo como se quebra o ovo depois eles brigam na interpretação uns imagem fome milhares de pessoas e
aí o gulliver chega de fora e disso se resolve pela leite em a lei já disse há muito tempo o lema interpretação é magnífico essa nessa questão e e do olhar de fora também do globalizante no sentido de se vocês são muros que estão discutindo isso é isso que relevância tem isso é interessante ver a nossa própria cultura pelo olhar de um outro que não está nela e não estava nesses jogos então e como é e ela tem que conviver porque afinal de conta e muitas vezes ele é expulso nos países acaba sendo expulso os
países porque ele enfrenta é o choque né nós vamos usar o ranking então o choque de simples assim eu estou apaixonado por esse livro como sou apaixonado pelo livro que a queda em trouxe entrou e um homem sem qualidades do roberto buzzi que é um livro que entra nessas questões dos choques de cultura mas por uma via muito interessante é complexa e como uma aquelas caixas chinesas é que uma saída da outra então para no olhar de muze esse choque de cultura de como se como o ovo nessas choques culturais choque este linguagem só que
este gostos estéticos na verdade som aquilo que encobre uma série de outros interesses muito mais materiais e realistas então ele vai trazer à tona de maneira muito indireta e é assim que a gente perceba no primeiro momento todos os problemas que se colocam na transição do colonialismo imperial monárquico de antigamente para a globalização tão livro muito interessante porque é a gola em 1920 10 30 todos os problemas que depois a partir de nada do fim da guerra fria de de 1989 são consumidas na e teorizadas como os problemas da globalização o transfere de culturas o
transfere de bens econômicos de capitais a mobilidade o universal né as estruturas transversais ou horizontais é que cortam o por poder hierárquico dos estados né as corporações e até então hoje vai introduzir um personagem o industrial a rã que a encarnação dessas contradições que partem na de problemas estéticos culturais de educação e tetra não é mas que na verdade são epifenómenos de outros a eles não só as máscaras que escondem nas suas epifenómenos de que problemas muito mais concretos que são o transfere de dinheiro de novas concepções do mundo é científicas tecnológicas e materiais ou
jurídicas e tetra então mais adiante eu posso ler algumas passagens nos quais essa genialidade de e nos a nessas esses vários níveis da do problema da globalização a aparece é esse uma das partes mais bonitas que no início já no ataque quem fala isso que estou dizendo é aquela questão do do caminhão que atropela não é isso aí o deixa nenhuma das passagens dele ele disse a propósito da carne na canela e winter o outro nem kaika que o pagam assim o líder no idealismo vazio é que não o imperador da paz operadora e suba
tutela da qual todos os povos multiculturais mesmo que o multiculturalismo já era uma bandeira vão poder viver em paz e tcheco aí é e se essa casa ela está na iminência da primeira guerra mundial é que aí a chamada o foco de incêndio nada da fornalha bélica que vai nos acompanhar até hoje né é ali que nasce na guerra tecnológica então ele diz quando se pergunta tem uma certa precisão onde que começou isso aí é quem tem a culpa jurídica do começo da guerra na então as pessoas mais velhas diz música dizem pensa que em
sarajevo na talvez e até mesmo eles pensam que isso era apenas a gaveta de ventilação para essa fornalha bélica as pessoas mais cultas dizem que os centros políticos as capitais mundiais são os responsáveis e os ainda mais cultos dizem talvez temos que pensar em esse caso o piso e outros em suez entre os industriários ametista e as pessoas que têm uma cultura além do comum acrescenta essas reflexões a geografia do comércio de petróleo de potássio e de outras matérias primas essas últimas menções elas o oscilam o flutua segunda frequência das menções nos jornais então ele
já apanhou um único parágrafo é todo o problema do transporte da informação através dos meios de comunicação que hoje são digitais que manipula no nosso imaginário é bom ver se se não der tempo para concluir agora se comece comece é eu trouxe um texto de joseph o'neill chama por causa das terras baixas é 2009 ganhou um prêmio é 2000 e 2008 e é interessante texto porque acho que pouco diferente dos outros mas ele levantado em uma relação em nova york é conhecido em uma cidade global e onde todas as culturas se encontram e ele é
um personagem um financista assim é o holandês que trabalha o setor financeiro britânico em londres e vai morar na favela com a família antes de 2001 é é 2 de setembro e aí é uma narrativa que começa o período ele vai até 2001 e depois do pós 2001 quando a mulher deixa ele volta pra para londres é ele que acaba se envolvendo a com uma diversas culturas que vivem no estado a partir de uma coisa que é interessante assim o críquete seja no esporte ele tomar a referência do clube como o sport quem sabe não
tem importância nenhuma ninguém joga crítico americano não vai poder mas todas as culturas que estão presentes nova iorque russos é as culturas que durante o império as trocas império britânico os haitianos que todos eles participam disso e ele começa a se envolver também nesse processo ea partir daí se estabelece uma série de relações onde assim e um pouco a contar a experiência na do estado pós 2001 a partir de uma referência um pouco diferente da de outras literaturas que trabalham com esse mesmo tempo sair da crise é dada do terror e como isso vai impactar
toda a nossa experiência própria convivência porque a mulher usa o 2001 11 11 70 para voltar até por conta da própria família e depois tem um amigo adriano que é o tanque que acaba sendo morto encontrado boiando no rio aí ele volta as memórias dele toda contando em torno desse das experiências assim multicultural a partir da do críquete como um um foco de unificação das diversas culturas acho que é interessante porque acho que ele abre uma série de perspectivas de leitura está exatamente situado em nova york como uma cidade diferente eu tenho uma linha esmurrado
uma questão falecido pois então é no direito natural faz um rápido intervalo e na volta vamos continuar discutindo o tema de hoje globalização o próximo bloco vamos aprofundar a temática talvez essa temática é seja a que mais facilmente é fica dentro dos próprios livros porque os próprios livros são transcendem né daquilo que é mesmo escrito mas há mais tempo é como estivesse acontecendo hoje nós já voltamos [Música]