eu usava um aparador que deslizava sobre uma grama maravilhosa era Mania minha Toda semana fazer isso O Observador ficava de longe observando enquanto eu escorava na movimentando contra o pelo para que ficasse cada vez mais lisa do jeitinho que sempre me elogiavam quando eu a apresentava a alguém novo rainha sem segredo Rafaela 43 anos e estou numa fase que preciso de entretenimento o maridão Ah ele prefere que eu fique em casa enquanto ele trabalha e sai para onde ele dá na telha nos fins de semana aos poucos aquilo foi me desanimando sabe mas Encontrei algo
interessante que quero compartilhar com vocês Ouçam que hoje está bem detalhadinho a luz do entardecer entrava pelo Vitral do banheiro em estilhaços Dourados pintando listras quentes na minha pele úmida eu deixara a porta entreaberta por descuido Ou talvez não sabendo que o corredor empoeirado guardava um espectador involuntário enquanto o metal deslizava sobre a coxa um fio de prata cortando a espuma Branca ouvi um barulho um pouco que eu já havia escutado antes acompanho de uma mudança na pressão do ar como se o silêncio tivesse aprendido a conter a respiração após o barulho meu arqueou sobre
a borda da banheira deliberadamente lento os melões dois frutos maduros sob o véu de vapor balançavam com o movimento os bicos das pontas têm cor de âmbar escuro ficavam cada vez mais firmes não pelo frio mas pela certeza na fresta da porta um olho cintila uma pupila de lata que acompanhava cada curva revelada eu sorria por dentro Eu sabia que havia um aprendiz ali ou quem sabe um Aventureiro que queria explorar a grama sem importar que ela tivesse totalmente aparada eu continuava concentrada sem errar aplicando todas as técnicas que eu conhecia para deixar o mais
impressionante possível aquela floresta da Alegria às vezes eu fazia um trabalho mais decorado nela uma espécie de triângulo às vezes um moicano a depender do que vinha na minha cabeça de criatividade ali a umidade fazia as sombras parecerem vivas pairando o metalzinho no ar estendi a perna para o lado deixando que a luz revelasse ela mais ainda a Preciosa assim a nomeei em segredo pulsava suave uma concha entreaberta banhada em névoa O Observador ou melhor aprendiz que estava sempre comigo cujo nome eu repetia mentalmente como um mantra que cintilava na minha cabeça mudou de posição
no corredor o assoalho gemeu troo Eu fingi não ouvir levando os dedos à boca para umedecê-lo antes de continuar os melões foram de encontro aos joelhos e um suspiro teatral escapou me alto o suficiente para ser capturado além da porta quando me levantei a água escorreu pelo em riachos delineando os contornos que o aprendiz tanto espreitava curvas largas esculpidas como os de uma deusa Campestre a cintura que parecia feita para as mãos de alguém se perderem e abaixo a preciosa em seu esplendor úmido como uma flor noturna que só desabrocha sob olhares clandestinos enrolei na
toalha deliberadamente devagar o tecido branco grudadinho como um cumento ao sair encontrei-o sentado no corredor livro aberto no colo os dedos parados às vezes tremiam levemente precisava de algo perguntei Enquanto algumas gotas pingavam no tapete ele corou a voz falhando só vinha ver se precisa de ajuda para carregar as compras sorri puxando o que deixava oculto um pouco mais para baixo Tão gentil mas hoje pausei deixando a palavra pairar hoje acho que Já carreguei peso suficiente mais tarde próximo ao jantar ao passar por seu quarto vi a luz acesa do abajur bem de longe e
a sombra de mãos que moviam-se deliberadamente sob os lençóis como se tivesse treinando para um jogo divertido encostei-me na porta mastigando um pedaço de chocolate amargo e sussurrei para o vão da fechadura Cuidado para não arrancar as pétalas Jardins noturnos são delicados os movimentos pararam na hora como se eu tivesse dado uma dica profissional para ele e eu ri baixo caminhando de volta para meu quarto enquanto a Preciosa pulsava de felicidade como um segredo bem guardado ou talvez finalmente compartilhado aquela noite passou rápida descansei bastante e no outro dia ele preferiu não sair para casa
de qualquer amigo era um sábado mesmo ah aqueles sábados em casa assistindo TV fazendo unha e lavando a casa como sempre era meu costume fazer isso ouvindo músicas que me divertiam e me empolgava vez mais e era nessa empolgação que eu ia ficar mais um tempo dando um trabalho no banheiro o banheiro precisava de um trato especial o tecido que eu havia escolhido para realizar a limpeza era bem leve tranquilo não havia quaisquer obstáculos por baixo a grama a parada um verdadeiro espetáculo eu limpava e guardava o metalzinho noo lembrando do trabalho que eu acabara
de fazer ontem o triângulo ia começar a fazer história O Observador mais uma vez ali aprendendo cada movimento que dessa vez eu apenas encenava tinha um espelho no cantinho e eu via o tanto que ele prestava atenção nas minhas coordenadas um dado momento como um teste Comecei a usar os dedos na técnica da preciosa estava arredado para o lado e eu decidi apresentar o jardim movendo o tecido para uma observação mais clara e concisa de longe O Aprendiz estava querendo observar mais de perto susur Rei baixinho a prática exige proximidade o tecido encontrava o seu
caminho devagar chegando no chão um lençol de orvalho abandonado no espelho nosso duplo jogo ganhava camadas eu de pé como uma estátua de Vênus pós laboratório ele um silhueta trêmula diante da porta entreaberta eu o guiava como se ele tivesse em um país novo sem saber a língua Nativa olhar é uma arte disse guiando sua mão até o jardim sem grama esquecido mas tocar tocar é hidráulica mostrei a forma correta de manusear a ferramenta até que iniciei mostrando a pressão exata e eficiente o ângulo preciso juntos recriamos o ritual de colheita a poda meticulosa a
irrigação em círculos concêntricos o zumbido do Metal cortando o ar como um enxame de abelhas famintas no espelho as sombras fundiam-se em uma única figura minhas mãos firmes na como quem está recebendo um prêmio ele aprendia rápido O Aprendiz e eu entre suspiros que embaçam ainda mais o vidro via o triângulo transformar-se em pirâmide eu conseguia ensinar ao mesmo tempo que me divertia assim ele perguntou a voz rouca de quem descobrira um novo o alfabeto quase respondi ajustando seu pulso mas lembre-se Jardins exigem paciência e rega diária tome bastante cuidado para não entornar viu eu
não queria mais sair nem terminar de limpar a casa minhas lições haviam sido tão bem aplicadas que conduzi direitinho sem entornar sei a ferramenta inteira eu soube que o manual de jardinagem nunca mais seria o mesmo E aí gostou do relato da rainha não esqueça de se inscrever no canal e se quiser receber os contos completinhos da rainha vou deixar no comentário fixado ou aqui na tela mesmo