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a paz do Senhor Jesus! Essa é a nossa segunda live, mas eu vou chamar de aula, porque nós estamos estudando o livro de Gálatas, né? Provavelmente a primeira epístola que Paulo escreveu. Na última aula, nós vimos em que contexto, ou seja, qual foi a motivação de Paulo. Havia mestres judaizantes ensinando para os gálatas que não adiantava crer só em Jesus; eles também precisavam praticar ou obedecer os mandamentos de Moisés. Essas palavras disseram que a obra de Cristo não era suficiente. Paulo, então, vem para ajustar isso, para corrigir essa questão. Nós vimos na aula passada, basicamente,
a diferença entre a lei e a graça e como isso ainda é relevante para nós. Nós vivemos numa geração de gente que quer barganhar com Deus, quer fazer troca com Deus. Essa é a realidade constante em todo tempo. Entende? Quando você chega e diz que alguém pode receber algo de graça, sem fazer nada, apenas crendo, nós somos tidos como enganadores. É impressionante isso! Há um tempo atrás, eu estava em Angola. Fui pregar em Angola, em Luanda, e muito interessante o pastor que me convidou. Na sua igreja, havia pessoas muito de Deus. E ele, então, avisou
pelos jornais locais que teria um pregador brasileiro e foi um jornalista me entrevistar, né? Muito interessante esse jornalista! Eu percebi que ele queria me pegar ali numa saia justa em função de outras igrejas evangélicas. Ele, então, me perguntou se a nossa igreja também era uma dessas igrejas que cobravam a bênção, referindo-se, obviamente, a alguma igreja específica. Eu disse para ele: "Olha, tudo é uma questão de você alargar o seu entendimento, a sua compreensão. Vou te dizer que igreja somos, mas você sabe, muitas igrejas cobram a bênção. O que muda é a moeda." Então, existem algumas
igrejas que cobram a bênção. Mas qual é o pagamento? É penitência. Você faz uma, sei lá, essas romarias, né? Fazer uma romaria até tal cidade, quem sabe de joelho, né? Então, esse pessoal ensina que Deus gosta de ver você sangrando. Quanto mais você estiver sangrando ali, sofrendo, Deus fica feliz no céu. Uma coisa meio doentia, né? Mas é isso que ensinam e as pessoas estão dispostas a pagar! Eu disse para ele que tem outras igrejas que têm um outro pagamento. Eles não dizem que Deus está querendo que você faça penitência, mas você vai pagar com
boas obras. Você quer receber de Deus? Então você precisa ter boas obras, você precisa dar esmola, você precisa fazer algo assim. Eu disse que tem outras igrejas que são mais elevadas; elas creem que tem que pagar também, mas você paga com bom comportamento. Tendo um padrão moral elevado, quanto mais você for essa pessoa moralmente excelente, mais você vai receber de Deus. Veja, todas elas estão colocando preço para bênção. E tem aquelas igrejas, que eu vou te dizer, que são até tidas como as mais inferiores, que elas cobram dinheiro mesmo, é cash. Você quer a bênção?
Você tem que pagar em dinheiro. Mas vou te ser franco: se alguém me fala "você prefere ir de joelho para Trindade ou pagar R$ 1000 pela bênção?", rapaz, eu faço o cheque na hora. Se a questão for essa, então, pagar é melhor pagar em cash, muito mais simples. Agora, eu não estou dizendo isso. Eu disse para ele: "Eu não creio em nada disso. Nós viemos aqui falar para você um outro paradigma." Eu disse para ele que nós viemos aqui falar que a bênção é de graça, é justamente para quem não merece. Eu disse para ele:
"Olha, quanto mais você achar que não merece, mais qualificado você está, porque a verdadeira igreja do Senhor é uma organização tão extraordinária que para você só é qualificado quem é desqualificado. Só pode entrar quem for desqualificado, porque os que acham que merecem não entram; só entra quem não merece." Ele ficou perplexo quando eu disse isso para ele, porque na cabeça dele o pagamento era só daquelas igrejas que falam de dinheiro. Não! Você tem que ver que o pagamento pode ser de muitas maneiras. Mas algumas pessoas acham mais nobre pagar de uma maneira também nobre, mas
está pagando, não resolve. É preciso receber de graça. Amém! Muito bem, qual foi, então, o contexto que Paulo escreveu esta epístola? Então a Bíblia fala que essas igrejas foram estabelecidas por Paulo na sua primeira viagem missionária, mas elas estavam agora sendo perturbadas por falsos mestres. A primeira coisa que esses falsos mestres fizeram foi desencadear um ataque contra a autoridade de Paulo. O que eles fizeram? Eles tentaram tirar a credibilidade. Ok? Então Paulo ensinava que a salvação, a justificação, era exclusivamente pela graça, mediante a fé. Mas esses caras chegaram dizendo: "Olha, não basta isso; é preciso
também circuncidar-se, guardar a lei de Moisés." Como eu te disse, isso é um absurdo, porque não dá para ser duas coisas: ou é graça ou é lei. São duas coisas de naturezas diferentes, é água e óleo, não dá para misturar as duas. Ou é graça ou será lei. Ok? Não existe possibilidade de misturar as duas coisas. Lemos capítulo 15 e entendemos que eles também questionavam a autoridade apostólica de Paulo. Em outras palavras, diziam: "Peraí, quem é esse Paulo, afinal de contas? Ele fazia parte de um dos doze? Ele, por acaso, andou com Jesus?" Aí você
fala: "Pastor, mas essas acusações estão aqui escritas." Não, você pode deduzir as acusações pela defesa de Paulo. Quando Paulo vem, ele tem que mostrar a sua autoridade. Nós sabemos que ela estava sendo questionada. Eles o acusavam de quê? Acusavam-no de ser um cara terrível que, antes da conversão, tentou destruir a igreja. Como é que agora ele pode chegar e dizer que era apóstolo, né? Diziam que ele era tipo um impostor que havia se autodenominado apóstolo, porque não era um dos doze. Para aqueles legalistas judaizantes, só eram apóstolos de verdade aqueles doze iniciais. Ok, depois se
tornaram onze, mas depois foi colocado mais um, porque tinha que ser doze, diz Pedro lá em Atos, capítulo primeiro. E esse pessoal dizia que Paulo não tinha uma carta de recomendação. Ele não tinha uma credencial dada pelos apóstolos de Jerusalém autorizando-o a pregar e abrir a igreja. Então, eles diziam: "Esse cara é apóstolo, mas ele não foi autorizado pelo concílio lá de Jerusalém a exercer o seu apostolado." Eles também acusavam Paulo de ser contra a lei e contra o templo. Na verdade, essa foi uma das razões pelas quais Paulo foi perseguido e morto, né? Porque
diziam: "Esse cara prega contra a lei e prega contra o templo." Então, você percebe que esses ataques são coisas terríveis. Por quê? Questionam a autoridade de Paulo, a sua autoridade apostólica e, consequentemente, questionavam também a mensagem do Evangelho da graça. Amém? Vamos ler. Então, queria compartilhar hoje, pelo menos aqui até o versículo 5, capítulo primeiro de Gálatas. Pega aí a sua Bíblia. Vamos ler: "Paulo, apóstolo, não da parte de homens nem por intermédio de homem algum, mas por Jesus Cristo e por Deus Pai, que o ressuscitou dentre os mortos, e todos os irmãos meus companheiros,
às igrejas da Galácia." Então, Paulo começa a epístola declarando que ele é apóstolo, ok? E ele é apóstolo por chamado de Cristo. Ele não se auto-intitulou, ele não se proclamou apóstolo, ok? Mas ele foi chamado pelo próprio Senhor Jesus. O apóstolo, né, é um enviado, era um mensageiro especial. Ele tinha um status especial, ele tinha a autoridade desse comissionamento. E, então, essa palavra "apóstolo" era usada no Império Romano. Então, se o imperador enviava alguém com uma mensagem, esse cara era um apóstolo que foi levar a mensagem do imperador. Então, ele tinha muita autoridade, ele tinha
uma posição muito especial. Então, a palavra "apóstolo" não podia ser aplicada a todo mundo. Você pode ver que no texto Paulo chama a si mesmo de apóstolo. Ele fala: "Paulo apóstolo," verso primeiro. Mas no verso 2, ele diz que tinha os irmãos que eram companheiros dele. Esses irmãos, ele não fala que eram apóstolos, eram irmãos. Então, tinha os irmãos e tinha o apóstolo. Lá em Atos 15, no verso 23, no primeiro concílio de Jerusalém, eles tomaram algumas decisões e encarregaram que essas decisões do concílio fossem comunicadas às igrejas. Mas olha o que eles dizem, escrevendo
por mão deles: "Os irmãos, tanto os apóstolos como os presbíteros, aos irmãos de entre os gentios em Antioquia, Síria e Silícia." Então, observa que na carta fica bem distinto quem é apóstolo, quem é presbítero e quem são os irmãos. Isso não é um tipo de organograma ético, ok? Isso é uma questão de função, de chamamento espiritual, de ministério, ok? Não significa que o apóstolo e o presbítero são superiores aos irmãos. Em Cristo, somos todos irmãos, mas na vida da igreja Deus estabeleceu alguns que têm autoridade. Então, existem apóstolos e existem presbíteros. Ok, então essa palavra
"apóstolo" não era uma palavra usada para todo mundo. Ok? Não é uma palavra como "crente", né? Todos nós somos crentes, todos nós somos santos, né? Todos nós somos irmãos. Não era um termo especial, ok? Era o quê? Usado para designar alguém que estava envolvido no ministério da edificação da igreja. E aí você vai me perguntar: "Pastor, como é que é essa distinção no Novo Testamento?" Então, você sabe que existiram primeiro os apóstolos, que eu chamo de apóstolos do Cordeiro. São os apóstolos de Cristo. Eles foram testemunhas da ressurreição do Senhor. E o Senhor Jesus disse
que eles vão se sentar em doze tronos para julgar as doze tribos de Israel. Está lá em Lucas 22, verso 30, ok? Nós estudamos também aqui, quando fizemos aqui o estudo de Apocalipse, que na Nova Jerusalém os fundamentos da cidade, né? Em cada fundamento tem o nome de um apóstolo. Na muralha celestial, nos fundamentos da muralha, nas colunas da muralha. Então, esses são os apóstolos do Cordeiro. Eles são únicos, ok? Não tem outro depois deles. Mas depois que Cristo foi assunto aos céus, foi elevado aos céus, o Espírito Santo foi enviado. Então, passou a existir
também, agora, o Espírito Santo enviando, ok? Então, hoje existem apóstolos enviados pelo Espírito Santo. Entendeu o que eu estou dizendo? Esses apóstolos, eu creio que eles existem até hoje, até hoje mesmo que eles nem se apresentem com esse título. Muitos deles não assumem títulos, né? Não gostam desses títulos que hoje ganharam uma conotação não muito legal, mas são homens de Deus. Mas presta atenção: nenhum destes que hoje em dia se intitulam apóstolos, nenhum deles tem autoridade, por exemplo, de Paulo ou de Pedro ou de João. Está me ouvindo? Ninguém pode chegar e dizer: "Ah, Paulo
escreveu isso, mas eu discordo!" Corre desses, ok? É falso mestre, é do diabo. Então, não tem ninguém na vida da igreja que pode ter ousadia e discordar. Do Evangelho do que esses Apóstolos foram usados para escrever. Na verdade, vamos ler aqui. Não sei se vai dar tempo hoje, mas você vai ver no verso 8. Paulo diz: "Olha, ainda que apareça um anjo do céu, ou mesmo eu, se pregar um outro evangelho que vá além desse que vocês receberam, seja anátema", ou seja, "seja amaldiçoado". Ok? Então, os apóstolos que são chamados de Apóstolos hoje, eles só
são Apóstolos se sustentarem a doutrina destes Apóstolos. Ok? Se você sustenta a doutrina do apóstolo Paulo, amém! Se você sustenta a doutrina do Novo Testamento, então você pode ser realmente reconhecido como alguém enviado pelo Espírito Santo. Tá bom? Mas não existe também o que a Igreja Católica chama de sucessão apostólica; não existe tal coisa, ok? O Espírito Santo chama, mas nenhum deles tem a mesma autoridade, tá bom? Nenhum tem a mesma autoridade do que tinha Paulo, Pedro, João ou qualquer um dos outros apóstolos. Então, Paulo se diferencia deles e reivindica de fato a autoridade de
um apóstolo porque ele recebeu isso do próprio Senhor Jesus. Amém? Mas olha a saudação que ele faz. Ele diz, verso 3: "Graça a vós outros e paz da parte de Deus nosso Pai e do nosso Senhor Jesus Cristo, o qual se entregou a si mesmo pelos nossos pecados para nos desarraigar deste mundo perverso, segundo a vontade de nosso Deus e Pai, a Ele a quem seja a glória pelos séculos dos séculos. Amém." Essa é a introdução, é a saudação que Paulo faz, e a primeira coisa que ele diz é o quê? Graça! Verso 3: "Graça
a vós outros e paz." Ok? Graça e paz. Essa saudação não é, muitos irmãos às vezes me brincam, né? Porque eu sempre começo saudando com graça e paz. É uma saudação apostólica, mas ela tem uma lógica espiritual. Por quê? Porque tudo provém da graça de Deus. Quando você experimenta a graça, qual que é o sinal que você entendeu a graça? É a paz! Romanos 5, verso 1: "Justificados, pois, mediante a fé, tenhamos o quê? Paz!" Ok? Então, paz é sinal de alguém que entendeu a graça. Eu vou dizer para você que isso vai acontecer com
você também. Se você ainda não tinha ouvido sobre o evangelho da graça e você começou a nos ouvir, acredite em mim, vai acontecer com você. Talvez uma sequência interessante: primeiro, pode ser que você fique com muita raiva de mim. É possível que até nessa segunda aula já tenha gente com raiva do que eu estou dizendo, e já estão pensando que eu sou um apóstata, que estou ensinando uma grande heresia. Isso vai acontecer com você. Ah, de uma maneira misteriosa, mesmo assim você vai continuar me ouvindo. Você vai dizer assim: "Não, eu quero ouvir mais o
que ele tem para dizer." Entende por que disso? Porque você, lá no íntimo, o Espírito tem falado para você que o que ele está falando é verdade. E aí, depois de você sentir essa raiva, você vai sentir agora curiosidade, desejo de aprender, de entender. E quando você entender, você vai sentir descanso na alma. É um testemunho que alguns irmãos me dão. Eles falam: "Pastor, parece que eu me converti agora, estou com uma paz indescritível." Entende por quê? Porque viviam debaixo do julgo da lei, peso da lei, entende? Viviam cansados na alma, mas quando você entende
a graça, o amor, o favor imerecido de Deus, o resultado é paz. Ok? Por isso, a saudação é sempre graça e paz. Não é paz e graça, como alguns gostam de falar; é graça que resulta em paz. A graça, o favor imerecido de Deus. Nós não merecíamos coisa alguma, mas ele nos fez participantes das suas riquezas celestiais, do seu próprio Filho, do dom da vida. Então, ele nos deu totalmente de graça; isso resulta em paz. Paulo, então, faz três afirmações poderosas aqui. Ele diz: "O qual se entregou a si mesmo pelos nossos pecados." Essa afirmação
é o fundamento do evangelho. O Senhor Jesus não morreu como mártir. Não foram aqueles maldosos, malvados judeus e romanos, né, perversos que mataram a Jesus. Tá me ouvindo? Ninguém poderia matá-lo; ele morreu porque quis. Ele veio para morrer. Você vai ler no evangelho várias vezes que o Senhor diz para os discípulos: "Olha, é o seguinte, importa que o Filho do Homem vá a Jerusalém, sofra muitas coisas, morra nas mãos dos homens, mas ele ressuscita no terceiro dia." O Senhor avisa para eles, mas eles tinham a mente ainda fechada, os olhos vendados; eles não entendiam. Mas
tá escrito. Então, o Senhor Jesus é o único que veio com a missão; Ele veio para morrer. Você sabe, lá no Getsêmani, né? Depois que o Senhor transpirou sangue, a Bíblia fala que Ele se levantou e disse para os discípulos: "Levantem-se, né? O Pai já falou, né? É preciso ir para a cruz." E logo em seguida, entra Judas. E Judas tá trazendo ali os soldados, né? Então, um dos soldados grita: "Quem é Jesus?" E o Senhor fala: "Eu sou." Eu sou. Sabe? Eu sou é o nome de Deus no Velho Testamento, Jeová, Yavé, Yahweh; não
sei como você pronuncia. Significa: eu sou. Quando Jesus diz "eu sou", diz a Bíblia que todos caíram para trás. Os soldados caíram para trás. Eram soldados romanos, não era Pangaré, meu amigo! Os caras vinham armados, né? Eles tinham pose, mas só de ouvir o Senhor dizendo eu sou, eles caíram para trás. Agora imagine se em vez de dizer "eu sou", o Senhor dissesse: "morra"! Não ia sobrar ninguém. A Bíblia fala então que Pedro resolveu sacar da espada. E ele então ataca o servo do sacerdote chamado Malco, né? A Bíblia fala que esse Malco desviou da
espada. Eu imagino que ele fez essa posição; a espada passou aqui e arrancou a orelha. O Senhor Jesus para tudo, pega a orelha no chão. Vamos colocar a orelha no lugar. O Senhor curou; fez mais do que um milagre; é um sinal espiritual, um implante, uma coisa poderosa. E o Senhor diz o quê? Fala! Você acha que se eu não pedisse agora ao Pai, você acha que Ele não me mandaria doze legiões de anjos? Uma legião era seis mil. Doze legiões seriam quanto? Setenta mil anjos! A Bíblia fala no Velho Testamento de um anjo só
que, numa noite, matou cento e oitenta e cinco mil soldados inimigos. Um único anjo! Imagina setenta mil! É claro que o Senhor não foi levado para a cruz; o Senhor foi voluntariamente. Ele se entregou; ainda falou: "Deixa esses aqui embora em paz." O Senhor estava preocupado até com Seus discípulos ali. Então, a morte do Senhor não foi realmente porque os Seus opressores o mataram; também não foi só para demonstrar amor, tá me ouvindo? Ah, ele morreu para mostrar que nos ama! É isso que fala um montão de corinhos evangélicos, né? Amém! É verdade, sim! A
Bíblia fala que Deus prova o Seu próprio amor enviando o Seu Filho, entendeu? Mas a morte dele foi por causa dos nossos pecados; foi um sacrifício pelo pecado, uma oferta pelo pecado. Com base nela, nós somos totalmente perdoados; o nosso pecado é apagado, cancelado, esquecido. Esse é o ponto vital, central do Evangelho. Quem não crê nisso não pode ser salvo. Então Paulo está contando aqui quem é o Senhor Jesus, né? E que Evangelho é esse que ele prega? Então, o primeiro aspecto é esse: Cristo se entregou pelos nossos pecados; segundo, para nos desarraigar deste mundo
perverso. Então Paulo está dizendo que o Evangelho é uma [Música] libertação. Você foi liberto deste mundo; você foi desarraigado. Então, esse verbo, essa expressão, "desarraigado", significa "tirado pela raiz" e significa o quê? Antes eu era essa árvore que estava plantada neste mundo e as minhas raízes estavam neste mundo; e deste mundo eu tirava o meu suprimento de vida. Mas Cristo, quando morre na cruz e ressuscita, a morte dele se torna a minha morte. E na sua ressurreição, ele então tira as minhas raízes deste mundo. Eu estou ainda vivendo aqui, mas as minhas raízes não são
daqui; eu estou agora na casa de Deus. Ok? Então, eu estou arraigado agora em Cristo e dele, agora, eu recebo suprimento de vida. Tá entendendo o que Paulo está dizendo aqui? Isso é uma coisa muito importante. Por quê? Porque vivemos no mundo; esse mundo é governado pelo diabo. Eu sei que muita gente não gosta disso, de falar disso, né? Tem gente até que ensina que o diabo está preso, mas o diabo não está preso; o diabo está vivo e está agindo nesse mundo. Esse mundo jaz maligno, é governado por ele, por permissão divina, sim, porque
Deus é soberano, mas obra maligna acontece o tempo todo. OK, não vivemos ainda no tempo em que o Filho de Deus vai reinar com cetro de ferro, mas a Bíblia fala que fomos, já nesse momento, desarraigados deste mundo tenebroso e perverso. E depois diz mais: diz o que? Segundo a vontade de nosso Deus e Pai. Então, três coisas que Paulo diz: Cristo se entregou pelos nossos pecados; segundo, para nos tirar desse mundo, nos desarraigar, arrancar pela raiz; e terceiro, ele fez tudo isso segundo a vontade de nosso Deus e Pai. Lá no Getsêmani, o Senhor
estava suando sangue. OK? E ele, então, ora: "Pai, se possível, passa de Mim este cálice." E isso significa que ele não queria morrer. Não, nunca pense isso! Nunca pense que o Senhor Jesus foi pra cruz contrariado, por obediência só. Não, ok? Era a vontade de Cristo e era a vontade de Deus Pai; toda a Trindade está envolvida nesse Santo projeto da obra consumada da redenção da humanidade. OK? Quando o Senhor Jesus ora: "Se possível, passa de Mim este cálice", ele está orando. O que, na verdade, está dizendo? "Pai, tem outro jeito? Existe outra possibilidade do
homem ser salvo?" Porque se tiver, vamos deixar eles então se esforçarem para serem salvos. A oração é essa: "Tem outro jeito?" Quem sabe dando esmola, quem sabe fazendo boas obras, sopão pros desabrigados na sexta-feira à noite? Essas coisas todas são boas, mas o Senhor diz: "Será que pode salvar? Tem jeito se ele for um bom cidadão? Se ele for um bom marido, um bom pai, um bom filho, tem jeito de ser salvo sem precisar de eu ir pra cruz?" Qual foi a resposta do céu? "Não tem jeito; é a única maneira; não há outro meio."
Então, não existe salvação fora de Cristo. Mas não é somente o Cristo que você lê no livro; você precisa crer que esse Cristo veio e morreu pelos nossos pecados e ele fez isso segundo a vontade de Deus e a vontade dele também. Porque não há, não há choque entre a vontade de Cristo e a vontade de Deus. A cruz é esse encontro, essa harmonia entre o Pai e o Filho. Então nunca deixe que na sua mente surja o pensamento de que Deus exigiu que Cristo fizesse algo que Cristo não queria fazer. Nunca pense nisso. OK?
Então a cruz foi a expressão da vontade da Trindade. OK? Verso 6: Paulo diz: "Admira-me que estejais passando tão depressa daquele que vos chamou na graça de Cristo para outro evangelho." Outro evangelho o qual não é outro. Então, preste atenção: não existe mais de um evangelho; não existe mais de um evangelho. Só existe um evangelho. Tá me ouvindo? Só há um evangelho. Então, uma vez que você entende isso, você tem paz. Tá bom? Mas... Aqui Paulo diz: "Eu tô admirado, tô admirado de vocês. Estou perplexo, estou pasmo. Então veja a epístola pros Gálatas; ela foge
do padrão Paulino das outras epístolas. Nas outras epístolas, depois de saudar os irmãos, Paulo sempre dá graças. Eu dou graças a Deus, né, porque tem ouvido a respeito do amor, da fé de vocês. Então Paulo agradece, mas com os Gálatas não há gratidão nenhuma. Não há palavra nenhuma de gratidão. Pelo contrário, ele já começa demonstrando perplexidade; ele tá admirado e, ao mesmo tempo, preocupado com aquilo que estava acontecendo. Então Paulo diz: "Eu estou admirado que vocês estão passando." Então, é a palavra, esse verbo "passar", no original. Você sabe, eu gosto de usar essa Bíblia. Só
um parênteses: muita gente me pergunta que Bíblia é essa que você usa. É nada especial, é só um aplicativo chamado Olive Tree. Não é Oliver, ok, como muitos me escrevem. Olive, Olive, Olive Tree. Esse aplicativo você baixa de graça no seu celular, no seu iPad, de graça, mas depois que você baixa o aplicativo, aí aqui dentro do aplicativo tem uma loja. E aí na loja você vai comprar a versão revista e atualizada com Strongs; essa é a tradução que eu uso. Strongs são os números Strongs, que definem palavras usadas na Bíblia, tanto no Velho quanto
no Novo Testamento. Então, esse aplicativo é interessante porque você apenas coloca o dedo em cima, abre uma janela e te fala o significado primário, secundário, terciário de cada expressão. E a palavra aqui, que Paulo usa, que em português é "passando", né, "admira-me que estás passando", no original é "meta". Eu não sei como pronuncia, nem você precisa saber, ok? Só precisa entender o que ela significa. Essa palavra significa o quê? Mudar, trocar. Entendeu? Claro que envolve passar, mas a ideia é de trocar; você está trocando uma coisa por outra. Tá entendendo o que eu tô dizendo?
Então, na verdade, o que eles estavam fazendo era misturando graça com lei, misturando o evangelho da graça com a lei. Eles continuavam crendo no Senhor Jesus como Salvador; eles criam na salvação pela graça, mas agora achavam que, depois de salvos, tinham que guardar a lei para agradar a Deus, para se santificar. Ou seja, começaram na graça, mas estavam tentando se aperfeiçoar confiando na justiça própria da lei, no merecimento próprio. Por isso, essa epístola é tão importante; eu diria tão relevante, tão atual, porque esse é o problema das igrejas hoje em dia. Esse é o problema
dos púlpitos, de maneira geral: é a mistura. Eu não conheço igreja evangélica que realmente abandonou a graça. Ok? Se abandonou de fato, nem deveria ter esse título de evangélico. Todos eles ensinam; até aqueles que cobram literalmente para receber a bênção têm que ir lá na frente levar o dinheiro. Eles creem que, para ser salvo, é pela graça. Ok? Então, no final das contas, todos eles creem na graça, mas a graça, eles dizem, é uma coisa muito elemental. Eles dizem que graça é leite. Depois que você se converte, você tem que agora comer a comida sólida.
Mas eles falam que a comida sólida é a lei. Presta atenção, amigo: é justamente o contrário! A lei é que é leite. Qualquer ímpio, nem precisa ser crente, entende? A graça é que é comida sólida, tão sólida que você tá me ouvindo e tá regor dictando; você tá me ouvindo e tá me resistindo, porque a comida é forte. Porque eu tô falando coisas que você sente profundamente confrontado porque você creu diferente, até pregou diferente. Qual o problema? É a mistura. Ok? Não troque bênção ou perdão, obediência por bênção, dinheiro por bênção. Ok? Não troque, não
faça barganha. Você não vai receber nada de Deus com base no seu mérito pessoal, no seu esforço pessoal. Eu sei que tem tantos crentes que ainda vivem o tempo inteiro achando que estão debaixo da ira de Deus, que Deus tá com raiva dele; ele tá o tempo inteiro tentando apaziguar Deus. E, no entanto, Paulo diz em Romanos 5 que nós somos salvos da ira. Não há mais ira sobre você; você é filho. Então Paulo fica indignado. Então não há ações de graças, não há nada disso. Ele apenas diz: "Eu tô é admirado que vocês estão
passando." Trocando, então, para usar uma expressão também, e vou usar uma expressão que a gente usa que é fácil você entender, significa "vira casaca". "Meta tiem" significa um sujeito que é vira casaca; ele transfere a fidelidade dele para outro. Então, se hoje em dia eu não conheço muitos que fazem isso, isso é uma coisa interessante: gente que muda de time de futebol. Você já viu isso? O time dele pode perder há anos, mas ele mantém a sua lealdade, a sua fidelidade. Você já viu como crente? Bom, não vamos falar dos crentes, né? Presta atenção: se
você fosse tão fiel ao Senhor como você é fiel a um time de futebol, você nunca iria trocar, mudar. Entende? E aqui não estou nem falando da igreja local; nem se fala em igreja local, não é nada. Ok? Tem muitos irmãos que dizem que mudar de time de futebol é uma vergonha; como é possível? Você era um corintiano e agora você é um palmeirense! Isso é uma coisa assim inadmissível, impensável, até pro ímpio. Por isso Paulo fica tão admirado: como é que é possível isso? Vocês estão trocando a graça de Deus por outra coisa. Essa
palavra também, "meta tiem", ela era usada para descrever o soldado que desertava do exército, não queria ir pra guerra. Então ele desertava; em outras palavras, tinha trocado de lado. Também no Brasil, você pode ter isso. Os nossos políticos, né? É interessante isso que tem no Brasil: existe oficialmente uma temporada de mudança de partido. É desse jeito: é chamado de temporada de mudança de partido. Então, é um momento em que a lei permite, né? As janelas, portas se abrem e o cara vai mudar de partido. Partido não é nada, não significa coisa alguma; o cara troca
igual troca de roupa, tá pouco se lixando. Ele tem um projeto pessoal dele, partido político não é nada, ok? Mas isso só mostra o caráter, a índole, né? Dessas pessoas, infelizmente, né? Que trocam. Mas aqui, Paulo fica perplexo porque os Gálatas estavam trocando; eram viracasacas espirituais. Receberam o evangelho da graça, mas agora estavam se voltando para outro evangelho. Paulo diz: "Mas na verdade, não é outro". No verso 7, não é outro porque não existe, na verdade, outro evangelho. O que existe, na verdade, é uma mistura. Mistura de quê? Graça com lei, nova aliança com velha
aliança. Lá em Atos 15, verso 1, Atos 15:1, Paulo diz que tinham alguns... O que esses judaizantes faziam? Olha o que diz: "Alguns indivíduos que desceram da Judeia ensinavam aos irmãos..." Olha, o ensino dele está aqui resumido: "Se não vos circuncidardes segundo o costume de Moisés, não podeis ser salvos." Em outras palavras, Moisés é superior a Jesus, ok? Se você não cumprir a lei de Moisés, não importa o quanto você crê em Jesus. Mas aí houve um concílio por causa desses caras. Aqui houve contenda muito grande. Olha o verso seguinte: tendo havido da parte de
Paulo e Barnabé contenda, discussão... Você tem que defender a fé, amigo, e tem que discutir a verdade do evangelho, é necessário. Os apóstolos faziam isso, nós temos que fazer também. Então, esses judaizantes não negavam que precisavam crer em Jesus, não negavam realmente isso, mas enfatizavam que havia algo que precisava ser completado com o Velho Testamento. Isso existe até hoje, entende? Existe muito ensino judaizante de todos os tipos. Tem aqueles mais banais, né? Que é o chofar na igreja, é orar com o rosto voltado para Jerusalém, é você celebrar festas do Velho Testamento, festas dos tabernáculos.
Isso é o mais, vamos dizer, aparentemente inofensivo, mas não é! Não existe ensino inofensivo, nem doutrina inofensiva. Toda a doutrina vai resultar num comportamento. Mas existem aqueles outros legalistas, não é? Que são cheios das proibições. Eles dizem: "Você não pode agradar a Deus se não cumprir essas coisas aqui." Então, não basta crer; é preciso cumprir todos esses mandamentos que eu tô colocando para você, entende? Há muitos tipos de judaizantes, há muitos tipos de pessoas que ensinam a fazer barganha com Deus. Como mencionei para você aqui no começo da reunião, há muitos tipos de moedas que
são usadas em diferentes tipos de igreja, tá bom? Bom, então Paulo diz: "Não é outro porque não tem outro evangelho." Verso 7: "Senão que há alguns que vos perturbam e querem perverter o evangelho de Cristo." Perverter o evangelho de Cristo. Então, não é nem que eles estão falando uma coisa diferente do evangelho, eles pervertem quando acrescentam algo que não faz parte do evangelho. Muito cuidado com aquilo que as igrejas acrescentam, de acordo com os seus preconceitos naturais. A obra de Cristo é plena e suficiente; ela é completa. Mas o evangelho de Cristo é o evangelho
da graça. Nós, como igreja hoje, sustentamos esse testemunho da verdade do evangelho de que a salvação, a santificação, as bênçãos do céu, a glorificação e as glórias divinas, tudo que você recebe de Deus é somente pela graça, mediante a fé. Não podemos misturar nada! É preciso pregar a graça. Amém? Lembra disso: a salvação é pela graça, mas a santificação também. O cristianismo não é a religião do esforço próprio; nós recebemos todas as coisas das mãos de Deus. Ele nos dá de graça. Então, tenha muito cuidado com as crenças que lhe são passadas. Como eu disse
para você, toda teologia, não há teologia neutra. Toda a teologia requer uma ação, um comportamento. Quando o ensino é errado, a vida da igreja é destruída. Quando a teologia é torta, o seu comportamento vai ser torto. O ensino errado misturado vai produzir em você um comportamento igualmente errado. Muitos querem primeiro mudar a conduta: "Eu vou mudar minha conduta." Não! Primeiro você muda a crença, ok? Você não muda a conduta lidando com ela diretamente, porque conduta é fruto. Entende? Se você é um lavrador, você sabe: você não tem poder de fazer um fruto aparecer. O que
o lavrador faz? Ele trabalha com a raiz. Ele trabalha com o quê? Adubando, irrigando, protegendo a planta. Porque se ele fizer isso na hora certa, o fruto aparece. Presta atenção: a sua crença é isso, é a raiz. O fruto, a santidade, é resultado da raiz, resultado da crença. Então, crenças erradas vão produzir frutos errados, entendeu? Então, por isso que Paulo ficou tão indignado. Não era Paulo falando que os Gálatas eram imorais; é uma coisa impressionante! Na próxima aula, próxima live, eu vou falar mais sobre isso. A igreja dos Coríntios era uma igreja que, se fosse
hoje em dia, alguns nem diriam que eram crentes, ok? Olha o problema dos Coríntios: eles tinham um problema de divisão. Um dizia que era de Paulo, outro de Apolo, outro de Cristo. Era um pessoal dividido, e era dividido no próprio culto, né? Segundo, eles levavam uns aos outros nos tribunais. "Eu não quis deixar eu cantar no louvor, vou te processar", alguma coisa desse tipo. Eles tinham problemas com o véu, tinham problemas com a ceia. Diz a Bíblia que eles iam tomar ceia e ficavam bêbados. Os caras iam embora para casa bêbados depois do culto. Se
isso acontecesse com a igreja evangélica hoje, nem sei te dizer. O que se diria deles, né? Eles realmente ganhariam o Prêmio Nobel da heresia; seria um negócio assustador. Mas os coríntios eram assim: eles ensinavam que a ressurreição já tinha acontecido. Pior, eles ensinavam que tinham que batizar pelos mortos. Eu estou aqui mencionando só algumas coisas; nem entrei nos dons, nas coisas todas. E tinha uma outra coisa que eles faziam que é assustador. Para a maioria dos crentes, eles gostavam de comer galinha preta que pegavam nos despachos. Quando eu tô, eu tô contextualizando, né? Então, quando
eles passavam numa encruzilhada e viam uma farofinha, uma galinha preta, falavam: "Não, não posso deixar passar. E se a entidade não é nada, entendeu? Vou orar aqui, tá santificado". Você faria isso? Você tá com fome, né? Uma galinha preta ali, uma farofinha, um golinho de pinga... Será que você encararia? Então, isso para os crentes hoje é impensável. E, no entanto, Paulo, quando começa a carta, fala o quê? "Eu dou graças a Deus por cada um de vocês, porque em tudo vocês foram enriquecidos. Vocês são santos, chamados para serem santos. Eu dou graças a Deus cada
vez que lembro de vocês." Eu falei: "Meu Deus, se eu fosse Paulo, a carta começaria muito diferente." Entende? Eles tinham um comportamento errado, mas por que Paulo lidou com eles de maneira tão branda nesse sentido? Porque a raiz estava correta. O ensino deles era correto; eles ensinavam a graça de Deus, e tudo que faziam era em nome da Graça. Sim, porque eles também gostavam de ir a templos pagãos, dormir com prostitutas. Paulo, em nenhum momento, fala que eles não eram crentes; só fala para eles: "Vocês não sabem que são templo do Espírito? Não façam isso!"
Quer dizer, Paulo é tão amoroso com eles. Sabe por quê? Porque comportamento errado tem jeito, mas quando a crença está errada, não há esperança. Entendeu o que eu tô dizendo? No caso dos Gálatas, a Bíblia não fala; Paulo não diz que eles tinham os pecados dos coríntios. As práticas erradas provavelmente eram pessoas muito corretas e, no entanto, Paulo não dá graças. Paulo chama eles de estúpidos, insensatos, e diz: "Estou perplexo, admirado que vocês trocaram a graça de Deus por outra coisa, outro evangelho." Ele diz que não é outro, senão alguns que estão pervertendo esse evangelho,
porque não existe outro evangelho; só existe esse evangelho, um evangelho. Então Paulo fala aqui que esses falsos mestres estavam colocando, trazendo confusão na vida da igreja. Muito sério isso! Era uma doutrina legalista que estava pervertendo o evangelho. Depois ele diz no verso 8: "Mas, ainda que nós, ou mesmo um anjo vindo do céu, vos pregue um evangelho que vá além." Quando fala "além," significa o seguinte: se acrescentou qualquer coisa, foi além. Se disse que é mais, qualquer coisa que vai além da mensagem de Cristo, Paulo diz: "Você está pervertendo, está criando um problema." Agora, olha
o que Paulo diz. Ele diz: "Mesmo que eu, ou até um anjo vindo do céu..." Não é um anjo maligno, não. Não é um anjo que veio do inferno; é um anjo vindo do céu. Eu sei que todo anjo veio do céu; até Satanás veio do céu. Mas aqui não está se referindo aos anjos caídos, está falando de anjo que nem caiu. Se ele descer de lá e aparecer para você um anjo falando qualquer coisa que vá além, seja anátema. Por isso temos que ter muito cuidado quando alguém fala: "Eu vi um anjo; o anjo
ensinou algo para mim." Tem que checar muito bem para ver se o anjo tá ensinando a graça. Aliás, a Bíblia fala que não foi dada aos anjos essa missão, essa revelação da graça de Deus. Então, ter muito cuidado com doutrinas de anjos, ok, irmãos? Doutrinas que envolvem mortos e coisas parecidas, cuidado com isso, porque Paulo diz que se isso levar a alguma coisa além do que vocês receberam, seja anátema. Essa palavra foi mantida do original grego, anátema, mas ela significa simplesmente que seja amaldiçoado, que receba ira de Deus. Agora, você fala: "Pastor, esses caras que
fazem isso, eles não são de Deus; eles devem ser do diabo." Não, não creio. Eu creio que esse pessoal... alguém que pode fazer isso aqui, como diz Paulo, pode ser ele mesmo. Paulo era crente, era. Poderia ser ele mesmo, ou até um anjo do céu. Paulo diz: "Seja anátema", ou seja, seja amaldiçoado. Então, você tem aqui a maldição da Nova Aliança. Uau! Esse é um assunto para um dia especial, né? Só para falar disso. Então eu ensino, e é verdade, não sou somente eu que ensino; é que não há mais maldição. No capítulo 3, no
verso 13, Paulo diz que nós somos libertos da maldição. Não há mais maldição para nós que estamos em Cristo. Mas Paulo diz que tem uma única exceção. Qual é a exceção? Se você resolver ensinar, pregar outro evangelho. Por isso, não queira ser mestre. Tiago diz: "Não queiram muitos de vós ser mestres, porque o mestre vai receber um julgamento mais severo." Essa é a razão. Porque eu vou dizer para você, com muito amor e carinho: eu acho que tem muito pastor sincero, gente de Deus, que ensina o evangelho misturado com a lei, porque nunca ouviu a
verdade, nunca ensinaram. Deus leva isso em conta. Mas preste atenção: cada dia mais as pessoas estão entendendo; pastores estão compreendendo e deliberadamente estão rejeitando. Vou te contar uma história verídica: falo a verdade na presença do Espírito Santo. Tenho vários livros que eu escrevi, explicando tudo isso, e um irmão da nossa igreja levou os livros. Vários, mais de 10 livros para um pastor ler. Isso foi há 2 anos atrás e o pastor leu todos os livros, todos os 10 livros, nas férias de julho, no meio do ano. Quando acabou as férias, esse irmão foi procurar e
falou: "Pastor, o que você achou da mensagem do entendimento da Graça?" E o pastor falou: "É tudo verdade, é tudo verdade, mas eu não posso pregar isso, porque se eu pregar isso, eu vou perder minha igreja, o povo vai embora." Duas semanas depois, ele morreu. Aí o irmão falou: "Mas que coisa, ele morreu tão jovem, fazendo ginástica, correndo na esteira, ele caiu morto. Fazia isso todos os dias, mas morreu." Disse para ele: "Falei, irmão, sabe por que ele morreu? Porque agora ele não pode colocar diante de Deus que ele é inocente. Ele deliberadamente quis pregar
um evangelho misturado. A maldição veio sobre ele." Pastor, quer dizer que foi para o inferno? Não! Sofrer maldição aqui não é ir para o inferno. O que envolve maldição? Morte, pobreza, doença. Não é assim que está. Nós vamos ver depois, com detalhes, isso. Então, muito cuidado! Essa é a maldição da Nova Aliança: é quando você deliberadamente mistura com a Lei, mistura com a Velha Aliança, deliberadamente acha que essa é a mensagem que tem que ser pregada, consciente que está errado, consciente que está equivocado. Portanto, essa palavra tão dura não sou eu que estou dizendo, é
o próprio apóstolo Paulo: todo acréscimo ao evangelho vai resultar em maldição. O que esses caras ensinavam? Paulo decreta um anátema sobre eles. Em primeiro lugar, eles ensinavam que, de fato, Deus amou o mundo e enviou o seu Filho, mas ele enviou o seu Filho principalmente para as pessoas boas, para as pessoas caridosas, para as pessoas que estavam ali buscando a Ele. Em outras palavras, Deus ama o mundo, mas ama mais as pessoas boazinhas. Esse era o ensino deles. Paulo vem e diz: "Não, amigo, você está muito enganado. Onde abundou o pecado, superabundou a graça de
Deus." Esse ensino de que Deus ama mais os bonzinhos anula a obra de Cristo, anula a verdade do Evangelho completamente. E quando você anula a obra de Cristo, você está dizendo que não precisava dele ter vindo; bastava ter falado comigo, que eu mesmo resolvi a minha vida. Ok? Uma outra coisa que eles também ensinavam é que Jesus tinha vindo à Terra, não para justificar o pecador, mas para mostrar para o pecador, para ser um modelo de como ele deveria viver uma vida que agrada a Deus. Isso te soa parecido com alguma coisa? Entende? Jesus não
veio para ser modelo, ele não veio para ser exemplo; ele veio para ser o Cordeiro de Deus que tira o pecado. Pastor, está querendo dizer que nós não devemos imitar a Jesus? Presta atenção: claro que sim, nós imitamos o Senhor. Presta atenção, não é essa a mensagem do Evangelho. O Senhor veio, ele deu um... ele cumpriu toda a Lei. Ok? Mas se você for ensinar que Jesus veio não para justificar, mas para ensinar para as pessoas o caminho que elas deveriam seguir, está dizendo ainda que elas são salvas pelo que elas fazem e que elas
conseguem imitar a Cristo. Ninguém consegue imitar a Cristo; ele foi perfeito, ele nunca pecou. Está entendendo? Esse era o ensino; ainda é o ensino em alguns lugares, em algumas seitas. Não é: "Ah, que siga o exemplo do mestre." É outra coisa. Jesus veio, ele de fato foi o Mestre, o Mestre dos Mestres, mas ele não veio para te ensinar uma doutrina. Ele veio para ser o pão que você vai comer, ele é a água que você vai beber, ele é que é tudo! Entende? Ele não ensinou um caminho; ele falou: "Eu sou o caminho." Ele
não veio para nos dar vida; ele disse: "Eu sou a vida." Ele não veio para ensinar uma doutrina, uma verdade; ele falou: "Eu sou a verdade." Você consegue entender a diferença? Então, muita gente vê Jesus como Mestre. Quem vê o Senhor como Mestre não foi salvo ainda, porque Mestres não salvam; Mestres ensinam como ser salvo. Homem nenhum consegue ser salvo por si só; ele precisa de um Salvador. Por isso, o Senhor Jesus, a palavra Jesus é Yeshua, que significa Salvador. Ele veio para nos salvar dos nossos pecados. Nós éramos um cara afogando no meio do
Oceano, não tínhamos a mínima chance de escapar, mas ele veio do céu e ele mesmo nos agarrou e nos tirou da água e nos salvou. Ok? Nós precisamos ser salvos. A palavra "salvação" não é só do inferno; é ser salvo de tudo: ser salvo da miséria, da doença, ser salvo de nós mesmos, da justiça própria, do merecimento. Ok? Então, esse era o ensino daqueles caras judaizantes. Então, eles também ensinavam que Jesus tinha morrido, ok, mas eles ensinavam que a morte de Jesus era apenas sinal de compromisso, né? O Senhor tem o compromisso até a morte;
é isso que é ensinado em muitas igrejas. Sinal de compromisso? Não, nada disso! A morte do Senhor foi voluntária e ninguém o matou. A cruz não matou. Você acha que foram os pregos nas mãos e nos pés que mataram o Senhor? Você acha que foram os açoites que mataram o Senhor? Essas coisas, com certeza, produziram muita dor; foram sinal de juízo de Deus, mas nada disso podia matá-lo. Ele entrou na morte. Isso é um para nós impossível, mas ele é o Autor da vida. Sendo o Autor da vida, ele entrou na morte. O que é
para um completo paradoxo, mas esse é o ensino do Evangelho. Ok? Mas a principal doutrina deles, maligna, é que eles ensinavam que a morte de Jesus não era suficiente para salvar o homem, mas que eles tinham que... Guardar também a lei de Moisés, como nós vimos lá em Atos, Capítulo 15, verso primeiro, né? Especialmente a questão da circuncisão. Então, isso é algo maligno! Não acrescente a Nova Aliança às coisas da velha aliança. Pastor, já tá querendo dizer, então, que o Velho Testamento a gente não deve nem ler? Não! É palavra de Deus. Presta atenção! Não
disse isso. O Velho Testamento é palavra de Deus, OK? É de Deus, mas hoje você lê o Velho Testamento com os óculos do Novo Testamento. Hoje você usa Cristo como a chave para ler o Velho Testamento. Então, por exemplo, na velha aliança, justo era aquele que comportava-se bem, que obedecia; era chamado de justo. Na Nova Aliança, quem é justo é quem foi justificado pela fé. Então, todas as vezes que você lê uma promessa para um justo no livro de Provérbios ou no livro de Salmos, que está no Velho Testamento, você sabe que é para você.
Você não fica dizendo: "Ah, eu quero me qualificar, eu quero ser justo antes de receber essa promessa." Não! Você pode dizer: "Eu fui justificado pela fé; tenho paz com Deus. Aquele que não conheceu o pecado, Deus o fez pecado por mim, para que nele eu fosse feito justiça de Deus.” Então, eu sou justo. E, então, aquela promessa é para mim. Essa é a maneira de você ler o Velho Testamento, tá bom? Mas muitas pessoas simplesmente pegam o Velho Testamento e aplicam na sua vida como se fosse para si. Não! Isso é mistura. Tá bom? Então,
bom, vamos ficar hoje por aqui nessa indignação maravilhosa do apóstolo, nesse anatema que ele proferiu. Você sabe, para a igreja de Corinto, Paulo diz no capítulo 3, no verso 17 de 1 Coríntios: "Olha, quando vocês dividem a igreja, vocês estão destruindo a igreja local. Muito cuidado com isso!" Olha o que ele diz: "Se alguém destruir o santuário de Deus, quem é o santuário de Deus? Você, eu, nós; a igreja não é prédio, amigo. A igreja somos nós." Os que estavam dividindo a igreja, portanto, estavam destruindo o santuário de Deus. Quem faz isso? O que Paulo
diz? "Deus o destruirá." Por quê? Porque o santuário de Deus, que é a igreja, é sagrado. Não brinque com o que é sagrado. Se você destrói a igreja, Deus destrói você, OK? Mas para os Gálatas, Paulo fala algo muito mais sério: "Não brinque com o evangelho. Seja reverente! Entenda que é algo sagrado." Porque se alguém alterar qualquer coisa ou distorcer, a Bíblia fala que ele vai ser amaldiçoado. Ah, pastor, mas você prega a graça? Sim, eu prego a graça! Ah, mas parece que você está sendo tão duro... A severidade de Deus é muito grande quando
alguém desonra a obra do Filho. O Espírito Santo está aqui para honrar a obra do Filho. Deus Pai, o Senhor sobre todas as coisas, ama o Filho, e qualquer um que desonrar o sacrifício de Cristo, menosprezando ou diminuindo, sofre maldição. Por isso, é tão importante compreender o evangelho da graça. Por isso, eu quero te convidar para continuar comigo. Né? Essa é só a segunda live. Muitas outras virão, e à medida que nós formos ministrando, você vai ganhando cada vez mais clareza e entendimento, amém? Até que a verdade vai explodir no seu espírito. Deus possa abençoar
você e até a nossa próxima live. [Música] Você foi abençoado? Então, envie esse vídeo para um amigo, assim ele também será. Não esqueça de se inscrever no nosso canal, ative as notificações para ser avisado sempre que um vídeo novo for postado, e deixe o seu like. Toda segunda e quinta, após a transmissão, o vídeo ficará disponível apenas no portal alisiossilva.tv. Você pode adquirir o livro "Gálatas: Libertos da Lei, Cativos pela Graça", do Pastor Aluísio Silva, nas livrarias Videira ou pela Amazon, no link da descrição desse vídeo. Live de Gálatas: Libertos da Lei, Cativos pela Graça.