É um produto com carboidratos de alto impacto glicêmico, adoçantes disfarçados, ingredientes inflamatórios como gordura vegetal e proteína de ervilha. E ainda usa a estévia como vitrine quando ela mal aparece na fórmula. [Música] [Música] Será que o ovo de páscoa zero açúcar é realmente sem açúcar?
Será mesmo a opção melhor pra sua saúde? Ou será que é só mais uma armadilha da indústria disfarçada de saudável? Hoje eu vou te mostrar como muitos desses ovos sem açúcar escondem ingredientes que podem ser até piores do que o próprio açúcar, especialmente se você tem resistência à insulina, diabetes ou quer emagrecer de forma inteligente.
E olha, mesmo que você ache que não tem nada disso, presta atenção numa coisa. Muita gente tem resistência à insulina e nem sabe. Só descobre quando a bomba estoura.
Se esse é o seu caso, se você nem sabe o que é resistência à insulina ou se já ouviu falar, mas ainda tem dúvida, comenta aqui embaixo que eu posso fazer um vídeo só sobre isso, porque acredite, isso pode estar afetando sua saúde mesmo sem você saber. Esse vídeo também é para você que se cuida, que se preocupa com o que consome, mesmo sem ter nenhuma doença instalada, mas que acaba ali sendo enganado por produtos com rótulo sem açúcar, achando que está fazendo um bom negócio, que está fazendo ali uma boa escolha, quando na verdade pode estar comprando uma ilusão cara e acredite, inflamatória para você. Então vamos, porque agora vai ter caça aos rótulos, comparação entre ovos e verdades que ninguém te conta.
Eu tive inclusive a preocupação de comprar vários ovos de Páscoa que estão aqui na minha frente, só para deixar esse vídeo ainda mais especial e completo para você. Agora, o que é que eu vou fazer com alguns deles depois? Sinceramente, eu ainda não sei.
Se é a sua primeira vez por aqui, deixa eu me apresentar. Eu sou a Lua, sou nutricionista, especialista em dietas low carb, dieta cetogênica e dieta carnívora. Eu vivo estilo de vida carnívoro há 4 anos e aqui no meu canal eu descomplico a nutrição de verdade.
Ao longo dessa jornada eu aprendi a ficar muito alerta às estratégias da indústria alimentícia, a famosa Big Food. E eu ensino isso todos os dias pros meus pacientes e alunos do curso, porque quando eu vejo esses abusos nos rótulos, essas tentativas de enganar quem só quer se cuidar, eu fico realmente chateada. Eu tenho pena mesmo das pessoas que são levadas a acreditar que estão fazendo um bom negócio, uma boa escolha, quando na verdade estão sendo muito enganadas.
Eu também já aproveito aqui para te convidar a me acompanhar lá no Instagram. Vocês me encontram lá como @luaua. Fferrari.
Lá eu mostro meus bastidores, minha rotina carnívora na prática e compartilho muito conteúdo que não aparece aqui no YouTube. Mas então, vamos começar logo que eu sei que tem gente ansiosa por aí. Bom, gente, eu comprei vários ovos de Páscoa aqui com açúcar, sem açúcar, 70% cacau, ovo recheado e de três marcas bem conhecidas: Cacau Show, Raoma e Copenhague.
Mas pode ficar tranquilo que com a análise desses aqui que eu comprei, você vai aprender a identificar os mesmos erros ou até erros piores em qualquer outra marca por aí, porque os padrões de manipulação da indústria são bem parecidos. Então, eu vou começar com os ovos da Cacau Show. Eu trouxe aqui três, tá?
Um vendido como zero açúcar, um vendido com 70% cacau e um tradicional com açúcar mesmo. E a gente vai começar com o zero açúcar, que é esse aqui, lacreme. Esse aqui, por exemplo, ele custa R$ 79,99 por 180 g de ovo e vem com a promessa de ser zero adição de açúcar.
Parece até inofensivo, né? Mas vamos abrir o rótulo e olhar com bastante atenção. O primeiro ingrediente da lista é leite em pó integral, ou seja, esse é o ingrediente em maior quantidade no produto.
E aí que já começa a inconsistência. Como pode um produto ser vendido como sem açúcar se o que mais tem nele é leite em pó, que contém lactose, um açúcar natural que inclusive tem alto impacto glicêmico. O segundo problema é o adoçante usado aqui.
Aqui a gente encontra maltitol, que é um poliol com alto impacto glicêmico e também muito conhecido por causar desconfortos intestinais, como gases, inchaço e diarreia. Só para você ter ideia, esse ovo tem 35 g de polióis por 100 g. Isso é mais de 1/3 do produto.
E o impacto glicêmico de 35 g de maltol pode ser tão alto quanto de 35 g de açúcar comum. A diferença é que a indústria pode colocar no rótulo sem açúcar, mas o seu corpo ele não é enganado. Então, qual é a dica importante sobre a tabela nutricional?
Eh, você vai olhar esse dado aqui que tá na tela agora na tabela nutricional. 126 calorias porção. Muita gente vê isso e pensa: "Nossa, é até que é pouco, né?
Eu posso comer". Mas essa porção é de apenas 25 g do ovo, ou seja, é um pedacinho minúsculo. Se você comer metade do ovo, que é super fácil, você vai consumir quatro vezes isso.
E se você comer ovo todo, você vai multiplicar isso por sete. Por isso, é tão importante entender o tamanho da porção e os valores reais do que você consome. E não é só sobre calorias.
Você precisa olhar para os carboidratos, para os polióis, gorduras, açúcares totais, porque é isso que vai impactar a sua saúde metabólica, sua saciedade, seus níveis de insulina e até o seu humor. Agora vamos analisar o lacreme ao leite tradicional. Aqui, pelo menos, ninguém tá tentando enganar ninguém.
É chocolate ao leite tradicional vendido como tal. Tem 46 g de açúcar por 100 g. É muito, com certeza, mas ao contrário do zero açúcar, ele não esconde isso.
Não tem polióis, não tem adoçante disfarçado e nem falsa promessa de ser saudável. Mas vamos abrir o rótulo agora aqui na tela e dar aquela olhada crítica. O primeiro ingrediente é açúcar, ou seja, o que tem mais nesse produto é açúcar.
E isso já diz muito. Um bom chocolate de verdade começa com derivados do cacau, como massa de cacau, pasta de cacau, manteiga de cacau e só depois vem o açúcar em menor proporção. O segundo ingrediente da lista é leite integral em pó.
O terceiro, creme de leite em pó, ou seja, mais açúcar, mais lactose e, possivelmente ainda mais açúcar adicionado, já que a gente não sabe o que que foi usado nesse creme de leite em pó. Tudo isso impacta diretamente a sua glicemia, ou seja, o seu açúcar no sangue. Depois temos extrato de malte.
Muita gente nem percebe esse ingrediente, mas ele tem alto índice glicêmico, é feito de cevada e rico em maltose, um tipo de açúcar que eleva também um açúcar no sangue até mais rápido do que a própria sacarose. E então aparecem os taiseres de ácido interesterificados, é até difícil de falar essas palavras, com poliglicol. Pode parecer nome de fórmula de laboratório e é quase isso mesmo, tá?
Esse ingrediente é um emulsificante sintético usado para dar textura e estabilizar o chocolate. O problema é que esses compostos podem alterar absorção de gordura e afetar negativamente a sua saúde intestinal. Em alguns estudos, inclusive foram associados à inflamação e disfunção metabólica.
E o pior, estão em vários produtos e ninguém sabe o que são. E por fim, aromatizantes, outro grande mistério dos rótulos. Pode ser natural, mas ele não diz.
Pode ser artificial, pode conter centenas de substâncias químicas por trás de uma palavrinha só. Aromatizantes é muito vago. Então, quando eles não estão especificados, são pacote de incerteza.
E quanto mais ultraprocessado, maior a chance de estarem ali presentes. Conclusão, o lacreme tradicional tem muito açúcar, sim, mas não tenta fingir que é saudável. É aquele produto que se você escolher consumir, pelo menos sabe o que você tá levando para casa.
Diferente do zero açúcar. que finge ser bom para sua saúde, enquanto esconde ingredientes que impactam seu corpo do mesmo jeito ou até pior. Agora vamos falar do que, na minha opinião, é o mais honesto dos três ovos da Cacau Show, que é esse daqui.
O bendito cacau 70%. Na lista de ingredientes, ele começa com massa de cacau, que já é um ótimo sinal. Isso significa que o ingrediente base é realmente o cacau, como deveria ser, né, no chocolate de verdade.
Mas o segundo ingrediente é açúcar. Sim, ele tem açúcar. Ele aparece como segundo ingrediente, o que poderia ser melhor se viesse só depois da manteiga de cacau, que já é o terceiro ingrediente.
Então isso indicaria uma maior proporção de gordura do cacau do que do açúcar, o que não é o caso. Então o terceiro ingrediente é a manteiga de cacau. Aí vem seguido de cacau em pó, emulsificantes e aromatizantes.
Um ponto curioso é que ele declara aqui cacau em pó, mas ele não especifica se é puro, qual é a porcentagem do cacau, se tem adição de açúcar. Quando o rótulo deixa a margem pra dúvida, a gente precisa redobrar a atenção. E mais uma vez aparecem os os tais de ácido e interest interesterificados com poliglicol.
Esses nomes químicos são usados como emocificantes, como eu já falei, derivam do óleo de mamona e são processados como glicerol. Muito complexo, né? Mas são usados para dar textura e estabilidade ao chocolate.
A questão é que, embora aprovados, são substâncias sintéticas que o seu corpo não reconhece como alimento e quanto mais consumo acumulado, maior o risco de interferências metabólicas. Aromatizantes também aparecem sem especificação. E como sempre fica o alerta, aromatizante sem nome é uma caixa preta.
Pode ser natural, pode ser artificial ou uma mistura de dezenas de compostos. Agora vamos pros pontos positivos. Esse ovo, ele contém 11 g de fibra por 100 g de ovo, o que é um diferencial considerável.
Especialmente para ajudar ali na saciedade, no controle no controle glicêmico. Zero polióis, zero adoçantes escondidos. Custa menos por 100 gositos sem açúcar.
Ou seja, se for para escolher um chocolate mais seguro, esse aqui é uma das opções mais transparentes, digamos assim. Não finge ser saudável. Tem açúcar, mas você sabe que está comendo açúcar e tem cacau, né?
Mas vocês não sabem qual é a porcentagem do cacau, mas tem também todas as as massas, as partes do cacau como base. Não é perfeito, mas ele é direto. E numa prateleira ali cheia de ovos disfarçados, de saudáveis, ele pelo menos fala a verdade no rótulo e isso já é um diferencial hoje em dia.
Vamos analisar rapidamente a tabela nutricional que vai aparecer aqui na tela desses três ovos da Cacau Show, levando em conta 100 g do produto, tá? Porque é assim que a gente entende a real carga nutricional e metabólica do que está consumindo. Daí eu vou começar pelas calorias.
O lacrema zero açúcar tem aproximadamente 504 kcalorias por 100 g. O a leite ele tem um pouco mais, 538. E já o bendito cacau, que é o mais, digamos equilibrado, fica com 514 por 100 g.
Ou seja, todos têm uma densidade calórica bem parecida. O que reforça aquela ideia? Não se luda com o zero açúcar, achando que é mais leve.
Agora vamos falar dos carboidratos. Tanto o lacreme zero açúcar quanto o tradicional tem 48 g de carboidrato por 100 g. O bendito cacau 70% tem menos, tem 36 g de carboidrato.
E aqui entra o ponto crítico. No zero açúcar, desses 48, 35 são poliois. No caso multitol, que impacta a glicemia quase como se fosse o açúcar e ainda pode causar desconfortos intestinais.
Já o tradicional, apesar de não ter polióis, tem 46 g de açúcar direto, ou seja, também é pesado, mas pelo menos não tenta esconder. E já o bendito cacau tem 30 g de açúcar e nada de polióis, mais uma vez um pouco mais equilibrado. Então, quando a gente olha para as gorduras, o zero açúcar tem 38 g de gordura total, o tradicional 37.
E o bendito cacau sobe um pouco, 41 g. Mas isso vem da própria manteiga do cacau, que é uma gordura natural e bem-vinda nesse contexto. E o preço por 100 g.
O lacreme zero açúcar sai aproximadamente R$ 44 a cada 100 g. O tradicional sai a R$ 22, R$ 23 aproximadamente e o bendito cacau sai por R$ 24 a R$ 25 aproximadamente por 100 g. Ou seja, o mais caro por 100 g é o zero açúcar, cheio de ingredientes questionáveis.
O mais honesto e equilibrado é o bendito cacau, que ainda custa praticamente metade do preço desse daqui, do zero açúcar. E o tradicional, bom, entrega exatamente aquilo que promete, bastante açúcar, sabor doce, sem disfarce. E para fechar o bloco da Cacau Show, um ponto positivo que vale destacar, pelo menos esses três ovos que eu apresentei aqui não levam gordura vegetal na composição.
E isso é importante porque a gordura vegetal, especialmente as hidrogenadas e as interesificadas, né, elas são baratas, inflamatórias e muito usadas para dar textura e aumentar a durabilidade do produto. Só que elas atrapalham o metabolismo, afetam a saúde cardiovascular, inflamam o corpo, estão associadas sim a inflamação crônica e resistência à insulina. Então, apesar da dos problemas, né, com açúcar, com os poliois aromatizantes, existe a ausência da gordura vegetal nesses ovos.
E eu considero isso um ponto positivo. Agora sim, chegamos no auge da ilusão gourmet da Páscoa. Hum.
O ovo da Raoma. Para quem não conhece, a Raoma é uma marca que se posiciona como produtores de chocolates e bombons sem açúcar, adoçados naturalmente e saudáveis. Inclusive, eu já experimentei alguns e confesso, eles são bem gostosos, mas quem entende de ingredientes e metabolismo sabe que nem tudo é o que parece.
E hoje a gente vai analisar esse ovo aqui com uma lupa, tá? Na chamada desse ovo, especificamente, vou colocar aqui na tela para vocês, eh, no site deles, esse ovo é descrito assim, sem polióis, sem aromas artificiais, adoçado com estévia, zero lactose e sem adição de açúcar. Mas será que é isso mesmo?
Vamos analisar a lista de ingredientes item por item. É um ovo recheado. Então, na casca primeiro, tá?
O primeiro ingrediente é o isomalto oligosacarídeo, de mandioca em pó. Esse nome bonito é o famoso imuno, um carboidrato que se disfarça de fibra, mas que na prática tem alto impacto glicêmico. O corpo reconhece parte dele como açúcar e ele pode inclusive conter mono e dissacarídeos bem livres dentro do produto, que segundo a Anvisa, não é permitido em produtos vendidos como zero açúcar.
Além disso, por vir como primeiro da lista, significa que é o ingrediente em maior quantidade no produto. Ou seja, o ovo é basicamente feito desse carboidrato disfarçado. É o primeiro ingrediente, gente.
Depois vem manteiga de cacau, leite em pó integral, zero lactose. Aqui entra outro ponto crítico, leite sem lactose. Muita gente acha que ele é mais leve, mas na prática ele eleva a insulina mais rápido.
Isso porque a lactose ela já vem quebrada em glicose e galactose, o que facilita e acelera a absorção, ou seja, o impacto glicêmico vai ser maior do que o leite comum. Tem também nibs de cacau na lista de ingredientes, OK? São pedaços de cacau, geralmente sem açúcar, mas dependendo do tratamento, podem conter traços de açúcar adicionado.
Aqui não está especificado. Depois aparecem polidextrose, que é uma fibra solúvel sintética. Essa aí é menos preocupante.
O E próem zero lactose, hemocificante lectina e educorante stévia. Repara que a Estévia, que é o adoçante vendido como estrela da fórmula, vem por último, ou seja, está presente em quantidade mínima. Agora vamos pro recheio do caramelo salgado.
O primeiro ingrediente, gordura vegetal. O recheio já começa mal, hein? A gordura vegetal, ela é barata, altamente processada e inflamatória, como a gente já viu.
É tudo que a gente quer evitar no alimentação anti-inflamatória e metabólica. Depois vem o imon, que é o isomalto, oligossacarídos de mandioca em pó, ou seja, mais carboidrato com cara de fibra, aumentando ainda mais o impacto glicêmico do recheio. Em seguida, leite em pó integral, zero lactose de novo.
Depois vem polidextrose, o e próte zero lactose, tudo de novo. E tudo contribuindo com glicose absorvível e picos de insulina. E a Anvisa, embora ela, né, ela não, ela não permite que uma um alimento com ímão seja vendido como zero açúcar, está aqui sendo vendido como zero açúcar.
Aí depois, ainda no recheio, entra a proteína de ervilha. Essa aqui é polêmica, hein? A proteína de ervilha vegetal inflamatória e rica em antinutrientes, que prejudicam a absorção de minerais importantes, como ferro, zinco, magnésio.
Além disso, é altamente fermentável, o que pode causar gases e inchaço. Por fim, colágeno hidrolizado, sal, emulsificante, aromatizantes e estévia. Mais uma vez, a estévia tá lá no fim da fila.
presente só o suficiente para estampar no rótulo, que é um produto adossado com estévia. E o o aromatizante também não está especificado. Pode ser natural, pode, mas pode ser artificial também.
E essa dúvida quando existe já é um sinal de alerta. Conclusão do Raoma: esse ovo custa R$ 190, R$ 189,90 por 250 g e se vende como opção sem açúcar, saudável e funcional. Mas quando você entende o que está nos ingredientes, enxerga a verdade.
É um produto com carboidratos de alto impacto glicêmico, adoçantes disfarçados, ingredientes inflamatórios como gordura vegetal e proteína de ervilha. E ainda usa a estévia como vitrine quando ela mal aparece na fórmula. É o tipo de produto feito para quem lê só a embalagem.
Embalagem bonita até, né? Mas não lê o rótulo para quem compra o discurso sem conhecer a composição. E é exatamente por isso que eu faço esse vídeo para te ajudar a não cair nessas armadilhas da indústria.
Por mais gourmet, mais lindo ou mais natural que pareça. A cada 100 g desse produto fornece ali 514 kcalorias, ou seja, está na mesma faixa calórica dos ovos da Cacau Show. Não é mais leve.
Apesar da promessa, nos carboidratos são 39 g por a cada 100 g. E o detalhe importante desses 29 g de 39 g de carboidrato, 29 são o ím, o isomalto oligossacarídeo, que é o carboidrato que a indústria vende como fibra, mas que na prática pode impactar e vai impactar sua glicemia quase como um açúcar comum. Ainda tem 7.
2 2 g de açúcar total a cada 100 g. O que deixa claro que não dá para chamar isso de zero açúcar com tanta tranquilidade assim. Em relação à gordura, o valor é até alto, 43 g de gordura total a cada 100 g do produto, sendo 29 g de gordura saturada.
Grande parte disso, provavelmente vinda de uma manteiga de cacau ou da gordura e da gordura vegetal, né, do recheio, que é um ponto crítico. Fibras 8. 8 g a cada 100 g.
é um bom número, mas que não anula ali o impacto dos outros ingredientes de alto índice gliccêêmico. Ou seja, é um produto calórico com carga significativa de carboidratos, rico em gordura e com grande parte da composição feita por ingredientes que, apesar da aparência saudável, do rótulo bonito, da caixa bonita, não favorecem quem quer controlar sua insulina, glicemia, inflamação e comer um produto saudável. E tudo isso por R$ 189,90, um preço alto por uma fórmula altamente questionável.
Agora vamos fazer uma comparação direta entre o Raoma recheado de caramelo salgado e o Lacreme Zero Açúcar, tá? Da Cacau Show. Por quê?
Porque esses dois são vendidos como opções sem açúcar, mais saudáveis, mais funcionais e blá blá blá. Vamos começar pelas calorias. A cada 100 g aqui do Raoma, a gente tem 514 calorias.
E o lacreme é zero açúcar tem 504, ou seja, praticamente a mesma densidade calórica. Nos carboidratos, o lacreme tem 48 g a cada 100 g, enquanto o raoma tem 39 g. Mas aí vem o ponto crítico no la creme desses 48 35 são de maltitol, que é um poliol com alto índice glicêmico, impacto glicêmico e conhecido por causar desconfortos intestinais.
Já o Raoma não tem polióis, mas tem 24 g. Outro carboidrato disfarçado de fibra que vocês já sabem, tô falando para internalizar na cabecinha de vocês, que também vai levar sua glicemia, apesar do rótulo tentar convencer o contrário. Em relação ao açúcar total, o lacreme tem 12 g, enquanto o Raoma tem um pouco menos, 7.
2 g. Mas lembrando que tanto o ímol quanto o leite zero lactose presentes no Raoma também são fontes de glicose absorvível. Na gordura total, o Raoma leva uma pequena vantagem numérica, 43 g contra 38 g do lacrime.
Mas aqui entra outro ponto chave. O Raoma usa gordura vegetal no recheio, enquanto o lacreme não contém gordura vegetal. E isso faz muita diferença.
A gordura vegetal, ela é inflamatória, gente. Ela é barata, é industrializada e prejudica, sim a sua saúde. E no fim, o preço por 100 g assusta.
O Raoma sai por cerca de R$ 75, R$ 76 a cada 100 g, enquanto o acreme fica em torno de 44 por 100 g. Resumindo, ambos têm promessas bonitas na embalagem, mas por dentro são combinações de ingredientes ultra processados com alto potencial glicêmico. Só muda o rótulo e estratégia de marketing.
E o Raoma ainda custa quase o dobro, trazendo ali gordura vegetal e proteína de ervilha como bônus inflamatório. Agora vamos para o último. So good.
70% da Copenhagen é aquele tipo de produto que começa te conquistando pelo rótulo. Olha que embalagem bonita também. Embalagem bonita, hein?
Um marketing premium e a promessa de ser uma opção mais saudável, pensada para quem quer fugir do açúcar. E de fato ele começa bem, tá? Os dois primeiros ingredientes são derivados do cacau.
Já tem uma palminha agora nessa parte. pasta de cacau e manteiga de cacau, o que é sempre um bom sinal no chocolate de verdade. Mas logo em seguida aparece o quê?
O leite em pó integral com enzima lactase, ou seja, o leite sem lactose. E como a gente já conversou aqui, isso não significa que ele seja melhor. Pelo contrário, o leite sem lactose já vem com a lactose quebrada, certo?
que é que vai aumentar ali o impacto do glicême. Depois vem o chilitol, que é um poliol que até tem um impacto glicêmico menor que o multitol, mas não é nulo. Além disso, em altas quantidades, pode causar desconfortos gastrointestinais, como gases, diarreia, estufamento.
E aqui ele aparece em destaque na fórmula. Segundo a tabela nutricional, esse ovo tem 22 g de polióis a cada 100 g. o que é bastante.
Por outro lado, esse produto não contém gordura vegetal, o que é um ponto muito positivo quando a gente compara com as outras marcas. E a lista de ingredientes, apesar de conter pontos críticos, é mais enxuta do que a dos ovos recheados que eu mostrei aqui ou os funcionais, né, gomestizados. Ainda assim, ele é vendido como sem açúcar, mas contém leite, sem lactose, contém o chilitol, né, que vão impactar assim a glicemia.
Ou seja, mais uma vez o rótulo grita a saúde, mas o conteúdo pede muita cautela. Depois de analisar todos esses ovos, fica muito claro que o marketing do sem açúcar, do funcional, do saudável, nem sempre combina com o produto realmente saudável. Então, vamos recapitular rapidinho os cinco ovos que eu mostrei aqui agora para vocês.
Começando pelo Lacreme Zero Açúcar da Cacau Show. Ele tem 35 g de maltitol a cada 100 g. Um poliol com alto índice glicêmico que vai causar gases, inchaço e ainda vai enganar quem busca emagrecer ou controlar a insulina ou ser saudável.
Além disso, o primeiro ingrediente é o leite em pó integral, que já tem lactose e também contribui com mais açúcar, mesmo o produto sendo vendido como zero açúcar. É isso que me deixa doida. E o custo é cerca de R$ 44 a cada 100 g.
O lacreme tradicional também da Cacau Show, ele é mais honesto. Ele entrega 46 g de açúcar a cada 100 g do produto. Não usa polió nem adoçantes disfarçados e não promete ser o que ele não é.
É altamente glicêmico, sim, mas pelo menos você sabe que você tá consumindo. E ele custa uma média de R$ 22 a cada 100 g. O bendito cacau 70% da Cacau Show, da mesma marca, né?
é o mais equilibrado. Ele começa com massa de cacau, não tem polioide, tem 30 g de açúcar, a cada 100 g do produto, tem 11 g de fibra e uma lista de ingredientes mais enxuta. Ainda não é perfeito, mas é o mais próximo de um chocolate de verdade.
E o melhor custa menos que o Raoma, por exemplo, ele custa em volta de R$ 24 a cada 100 g. Aí vem o raoma recheado de caramelo salgado, que custa R$ 76 a cada 100 g. Promete ser saudável, sem poliose, adoçado com estéia, sem lactose, funcional, blá blá blá, mas a verdade é bem diferente.
Tem 24 g do ímo a cada 100 g, que é um carboidrato disfaçado de fibra que tá ali para enganar você. Usa leite sem lactose, que vai elevar sua insulina ainda mais rápido, gordura vegetal no recheio, proteína de ervilha rica em antinutrientes, inflamatória e uma lista que parece mais uma bula de suplemento disfarçado de chocolate. Leiam a lista.
A estévia vem por último, só para constar aqui. E por fim, o que eu mostrei aqui foi o Soulg 70% da Copenhaque, que começa com bons ingredientes derivados do cacau, como pasta e manteiga de cacau, mas depois entra o leite sem lactose seguido de estilitol, que é bem problemático, né? Um poliol que eh tem um menor impacto que o multitol quando comparado, mas ainda assim influencia na insulina e pode causar desconfortos intestinais.
Tem 22 g, gente, de polióol a cada 100 g. A lista é mais enxuta e ele não contém gordura vegetal, que é também um ponto positivo, mas ainda assim é vendido como sem açúcar, quando na prática não é. Rótulo bonito não é sinônimo de comida de verdade.
Hoje em dia, a embalagem vem com frases estratégicas. Selo de sem açúcar, funcional, zero lactose, com estévia. Tudo isso para parecer saudável, limpo e confiável.
Mas o que importa mesmo é o que está na lista de ingredientes e é ali que mora a verdade e muitas vezes a enganação também. E também não é só o marketing das marcas que te engana, tá? Tem muito influenciador por aí divulgando esses produtos como se fossem super saudáveis, funcionais e metabólicos, sem entender o que estão falando, ou pior, às vezes até sabendo, mas ganhando para divulgar.
Não estou aqui para julgar. Por isso, cuidado com quem você, né, quem você escuta, digamos assim. Cuidado com quem vende saúde com base só em embalagem bonita ou discurso pronto.
Cuidado com quem diz ou com quem se diz referência em saúde, mas te empurra produto como chilitol, imo, maltitol, gordura vegetal, achando que é upgrade alimentar. Nem todo mundo que fala de saúde está de fato comprometido com a sua saúde. Por isso, cuidado com quem você ali escuta, tá?
Aqui no canal, o compromisso é com a verdade, com a sua saúde de verdade. No fim das contas, o que a gente vê é uma indústria vendendo rótulo bonito, como se fosse sinônimo de saúde. Mas saúde, gente, de verdade, não está na embalagem, está na escolha consciente, no ingrediente limpo e no entendimento real do que você está colocando no seu corpo.
Aprenda uma coisa, o seu corpo não lê rótulo, ele sente, ele responde ao que você come. Eu não tô aqui para passar pano na pra indústria, nem pra quem lucra vendendo ilusão com voz suave e filtro bonito no Instagram. Eu tô aqui para te mostrar o que ninguém mostra, para te ensinar a ler um rótulo com consciência e principalmente para te proteger, porque muita gente compra doença achando que está comprando saúde.
Leia os ingredientes, entenda a porção, desconfie de tudo o que promete ser fit, recheado, sem açúcar, saudável, funcional demais, sabe? Agora me conta aqui nos comentários. Você já caiu na armadilha do chocolate sem açúcar?
Qual desses ovos você já comprou achando que era saudável? Ou já vi o influenciador recomendando o produto que você viu aqui, que agora você já sabe que é uma bomba disfarçada? Eu quero muito saber sua experiência.
comenta aqui embaixo. E se esse vídeo te ajudou, curta o vídeo, se inscreve aqui no canal, ativa o sininho e, principalmente compartilha com alguém que precisa ver isso antes de ir às compras da Páscoa. E que nessa Páscoa, além de olhar com mais consciência para o que você coloca no prato, no seu corpo, você também lembre do verdadeiro motivo dessa celebração, a vida, a esperança e o renascimento através de Cristo.
Nos vemos no próximo vídeo.