[Música] Salve salve viajantes. Sejam bem-vindos. Ah, apertem os cintos, pois estamos indo para Vênus hoje num horário incomum, né, minha parça, né? Mas um horário com a gente vai almoçar com a galera. A gente almoça com a galera. Você que está aí na sua pausa do trabalho ou você que está aí na sua pausa, a hora que você tá cuidando dos seus filhos, parou, deu uma respirada, deixa eu ver o celular, seja Bem-vindo, tá? Estamos ao vivo de verdade. Não é um episódio gravado. É isso não. Se alguém tá cuidando dos filhos e dê uma
respirada, tá no banheiro. Pode ser que é o único momento. Eu vi o vídeo que era assim, é, quanto tempo meu marido gasta com? Aí a pessoa vai enchendo assim o copo d'água comigo, enchia um pouquinho com os filhos, enchia mais um pouquinho com a academia, mais um pouquinho no vaso, olhando o celular, aí transbordava o Copo assim, porque tem pai que faz isso, né, para dar aquela respirada, tem mãe que faz isso, se tranca no banheiro, que é o único momento de paz. É isso. E eu vi um muito bom também que era uma
mulher que ela falava: "Eh, se eu faça um agachamento toda vez que seus filhos chamarem mãe, pronto. Precisa ir pra academia mais um s malhar toda aí eu era assim, mãe, ela qual um agachamento, mãe. Agachamento. E por que que nós estamos aqui esse Horário? Porque a gente queria muito trazer esse convidado, né, minha parça? Isso. É isso aí. A hora que ele podia, a gente podia também. Exatamente. Desculpa, Cris. Imagina que isso. Seja bem-vindo, Marcos Piang. Uma vez a minha esposa falou pras minhas filhas que era proibido usar a palavra mãe e elas ficavam
usando várias outras palavras para chamar ela. Senhorita provedora da vida, né? Uma coisa assim. É tipo, ah, Ana não, não pode. Ana Também. A filha da Marlie. Não, não pode. Essa também porque deve cansar, né? Mãe, mãe, mãe, mãe, mãe, mãe. É, não, não é porque eu tenho uma só, né? Uh, então eu ouvi metade do que ela ouve, mas é uma coisa que acontece muito engraçada é em lugar público, né, que fala mãe 20 mulheres choro. Até hoje minhas filhas estão com 11, 18, eu ouço um choro. Eu olho e imagino as minhas filhas
naquela naquele momento de angústia. É, é como a gente falava antes De começar o programa, algo biológico mesmo que se transforma dentro da nossa hã biologia. a gente eh eh abre para para abre abre para assuntos que vão longe aqui, mas a gente é transformado na nossa biologia, na na nossa no nosso eh na nossa construção neural mesmo. Uhum. E a gente tava falando antes sobre o fato dele, ele tava aqui em São Paulo antes de ontem e ontem ele voltou para Curitiba para ficar ao lado da família e hoje cedo pegou o voo de
novo, está aqui Com a gente, acabou de chegar do aeroporto e a gente estava questionando por que ele decidiu voltar. Você pode repetir o que você falando? Pegue voo 10 e era 10:20 e anteontem da noite, anteontem para ir para casa. Só que atrasou e saiu meiano 20. Eu cheguei lá 1:20, umas 2 horas eu dormi e aí passei o dia, um dia maravilhoso com a minha família e dormi com a minha filha, botei a minha filha para dormir de 11 anos. Então você tem a Anita de 18 e a Aurora De 11. Imagina as
pessoas pensando assim: "Ah, como ele mima as filhas, eu mimo mesmo. É, mimo no sentido de dar amor infinito e isso não mima nenhuma criança, assim, é o que a gente sabe em todas as pesquisas. Isso são pesquisas amplas, tá gente? você que tá me assistindo, poxa, as pesquisas mais respeitadas do ambiente acadêmico, da ciência mundial, já nos mostra desde os anos 50 com pesquisas seguidas e e pesquisas que são depois desafiadas e e E pesquisadas de novo e feitas de novo com vários grupos em lugares diferentes do mundo, com crianças diferentes e famílias diferentes
que quanto mais afeto e vínculo você dá paraos seus filhos, isso não mima as crianças no sentido de limitar a autonomia delas. Pelo contrário, isso traz mais autoestima, traz mais segurança e mais capacidade de realização. Então é meio que uma é uma um caminho de duas mãos. Quando a gente tá com os nossos filhos, A gente recebe muita potência, muita energia, muita ah tranquilidade, muito equilíbrio, muito muita eh eh de volta esse amor que a gente deu. E eles recebem também muita muita autoestima, muita capacidade de sair de casa amarradão, feliz, sabendo que tem um
valor e que podem realizar grandes coisas. Com certeza. Eu sou testemunha disso. Funciona, funciona. Se eu vim aqui para te ouvir também, Cris. Funciona muito carrega a bateria, né? Nossa, total. E é o que você falou, não, não tem essa coisa de, ah, vai ficar mimado, porque o oferecer amor não tem a ver com não educar. São duas coisas completamente diferentes que caminham lado a lado. Isso. Educar é uma coisa e você não precisa educar com rispidez, né? Pode, você pode amar enlouquecidamente. É muito engraçado. Eu, eu tenho certeza que quem fala isso pensa coisas
contraditórias imediatamente. Porque a pessoa que fala Assim: "Você abraça demais, você vai paraa casa para ficar com as suas filhas, você está mimando as suas filhas." E essa é uma mesma pessoa que diz: "O mundo está indo por água baixo". o que são eh eh crenças muito contraditórias, porque se a gente acredita que o jeito certo é criar os nossos filhos com distância, violência e castigo, é o jeito certo que todo mundo fazia e que todo mundo está fazendo, amplamente divulgado e amplamente Defendido por pediatras antigos de que não pegue o seu filho quando ele
chora no berço, não dê abraço no seu filho, não não nutra no seu filho uma autoconfiança amorosa. No passado acreditava-se nisso, se difundiu que a palmada fazia bem, que o castigo fazia bem e que a privação fazia bem pros nossos filhos. E é esse mundo que a gente tá colhendo. Então é muito engraçado que a mesma pessoa diga: "O ser humano tá é é terrível. O ser humano Tá destruindo o mundo. O ser humano não respeita mais nada. E e e quem criou o humano? E quem criou o humano? Quem criou esse adulto? Foi exatamente
essa a sua cabeça de que a gente tem que bater e traumatizar a criança. E esses são os humanos que a gente tem. É óbvio, quando a gente traumatiza uma criança, é óbvio que esse ressentimento, essa raiva e essa carência vai para um outro lugar. E esse outro lugar é aquilo que a gente vê no trânsito, nos aviões e nas empresas. E até no desenvolvimento de certas patologias, como por exemplo, o narcisismo, né? se desenvolve a partir de daí de uma infância em que o pai maltratou aquela criança que o pai falou: "Eu tô certo,
você tá errado, cala a boca, engole o choro, eu sou adulto, eu que mando". E aí aquela criança cresce sem o afeto dos pais, cresce pensando: "Quando eu for adulto, meu filho vai fazer, vai fazer o que eu Quiser. Quando eu for adulto, meu filho vai fazer o que eu quiser." E aí desenvolve mesmo o narcisismo. A gente conversou com a Dra. Ariana Rocha aqui e ela explicou que acontece muito isso, que que muita criança que vem dessa criação escuta isso, tipo assim, criança não tem vontade, criança não sei o que, adulto que manda e
a criança cresce falando: "Bom, então quando eu for adulto é isso que eu vou fazer, né? É isso que eu vou fazer". E aí a gente tem Mães e pais que o filho é faz drama. Mas como você não vai? Ah, não, mas e aí começa a cercar aquele novo, aquela nova criança nas suas próprias vontades, né? Então é realmente muito perigoso. Eu é ah, pode falar, desculpa. Não, fala aí, fala aí. Ia falar que eu já vi que o papo vai ser muito bom por aqui, mas eu acho que a gente tem que dar
os recados. Vamos, gente perde, né, pra gente falar pra galera. Ó, hoje a gente tem aproximadamente aí 80 minutos de live, Então acessa agora a nossa plataforma para mandar pergunta e mensagem pro Piangers, que é nv99.com.br/vênus. Vai lá que a gente tá esperando sua mensagem, tá boa? E quem tá com a gente hoje, que a gente adora dizer é a Mary Help, que sempre aparece por aqui pra gente dar uma notícia boa, pra gente salvar você que tá aí, onde vou arrumar, não consigo uma boa indicação, não sei onde vou arrumar, como é que eu
consigo alguém que eu sei que eu posso colocar Dentro da minha casa que muitas vezes tem filho também. E aí, como é que é? É, e a Mary Help é a maior franquia de contratação de diaristas do Brasil com mais de 160 unidades. E você pode contratar não somente diaristas, mas também lavadeira, passadeira, né? É isso. Tem muita coisa que você pode acessando lá conhecer a Mary Help e colocar dentro da sua casa pessoa de confiança que vem já cadastrada, que tá tudo tranquilo, tudo certo para te Ajudar da maneira como você preferir, né? Pode
ser um dia, dois, três. Aí você vai decidir, vai fazer o contrato lá certinho, da maneira correta, com uma empresa de confiança, intermediando essa contratação e na palma da sua mão, porque você vai falar: "Ah, tá, mas eu não sei contratar, não sei como é que é". Só você acessar maryhelp.com.br ou você pegar o WhatsApp, mandar uma mensagem ou ligar ou baixar o aplicativo, tá? Agora, fala uma coisa, Quem tá assistindo Venus tem cupom? Tem desconto? Como é que é? Tem desconto, tem desconto de R$ 10, tá bom? Com o cupom Vênus 10. Inclusive, nosso
convidado ganhou duas diárias também com o código que a gente vai te falar depois do programa, tá? Para ninguém roubar sua Mary Help. É, são unidades espalhadas por todo o Brasil. Lembrando que o link que tá aqui na na pelo QR code vai te direcionar para as unidades de São Paulo, tá? Mas se você tiver aí por todo O Brasil, ache a Mary Help mais próxima de você. São 160, alguma vai estar aí perto. É isso. Mary Help, sempre cuidando de coisas, lugares e pessoas. Eu espero que a resposta seja sim. Vocês já usaram o
produto? Já. E aí, o que que vocês chamaram? Diarista. Diarista pr ajudar a limpar casa. Exato. Uau, que massa. Eu moro sozinha, então é um pouco mais fácil, né? Com uma família de quatro pessoas, como é que é a organização da sua casa? Sim. É, é todo Mundo junto, todo mundo. A minha filha tá com 18 anos, ela precisa eh contribuir na casa. Então assim, é, mas é ótimo poder chamar alguém para ajudar, né? Com certeza, né? Às vezes uma vez tem dias e dias, né? Tem dias e dias. Sim, claro. Exato. Então, mas é
muito legal isso que você tava falando sobre ter a filha de 18, começar a passar responsabilidade, eh, começar a colocar coisas para fazer, não só na casa, mas da vida, né? É. É. Não, em geral eu eh Aí eu acho que esse que é o ponto. As pessoas não entendem eh o que que é eh desenvolvendo uma criança autonomia e autogestão. Eh, se você quer ter um filho que vai se transformar depois num jovem, depois num adulto que seja mentalmente saudável, você tem que dar problema para ele resolver. Eh, eh o que mima uma criança
é quando a gente tenta resolver tudo paraa criança. Então esse processo de dizer: "Poxa, não sei como é que você faria". É um processo que pode Começar muito cedo, muito, muito cedo mesmo. 3, 4, 5, 6 anos, a criança já tem pai, pai, pai. Ah, pois é. E agora? O que que a gente vai fazer? O que que a gente vai fazer? E esse a gente vai fazer diz dar uma agência para a criança. E a criança começa a dizer: "Ah, eu acho que a gente tem que fazer assim, assim. A gente tem que fazer
assim, assim. Ah, beleza. Então eu consigo fazer isso. Será que você consegue fazer diferente? Consegue me Ajudar nesse processo? Ah, consigo. E aí tô aí a criança vai percebendo que ah, então é um processo, é todo mundo junto fazendo algo. Então, é claro, a minha filha tem 18 anos e durante a a adolescência foi o momento mais difícil dela continuar fazendo o que a gente já tinha acordado, porque a adolescência é esse momento em que você se despede de uma pessoa muito agradável e você diz: "Oi" e passa a conhecer um novo inclino na sua
casa, que é meio que uma vingança De Deus contra os ateus, porque a única forma da gente sentir o que que é Deus lidando com um ateu. que é uma criatura negando o seu criador. E é isso que é um adolescente o tempo todo negando e a gente perguntando: "Quem é você? Eu criei você super bem, amorosamente. Do nada, com 14, 15 anos, o seu filho muda para uma outra pessoa completamente diferente." Foi isso que aconteceu, pelo menos com a minha filha, com a Anita. Eu tenho uma ET em casa, então eu não passei por
isso. Ela continuou uma menina dócil e maravilhosa durante toda a adolescência. A Anita, exatamente aos 14 anos, assim, do nada, em algum momento dos 14 anos, ela virou para mim e falou: "Pai, eu não gosto de praia". E um e sei lá, seis meses antes a gente tava no verão pegando jacaré na praia, na praia dos ingleses em Floripa, onde a gente passou a vida indo todo verão e e ela mergulhando comigo e a gente ficando até Às 8, 9 da noite no mar, boiando e conversando, tipo minha melhor amiga no mar com seis meses
depois ela eu não gosto de praia e eu falei como assim? E e ela falou: "E eu não gosto mais de ovo". E eu falei: "Mas toda manhã a gente come ovo?" E ela disse: "E abacaxi, faz a minha garganta coçar". E eu falei: "Quem é você?" E e ela e ela foi virando essa outra pessoa que eu tive que reconhecer, conhecer de novo. Eu tive que tá, tá, tá, eu OK, mas eu Preciso te conhecer. E esse é um problema da adolescência, porque o adolescente não quer também muito que você conheça ele. Então ela
gostava, começou a gostar de Naruto e eu pensei, onde for que eu errei? Eu não sei o que é o Naruto. Eu nunca assisti essas paradas de japonês, mas ela tinha isso, essas coisas. Otaco, eu tive que descobrir o que que é. Ela imprimiu o Naruto em tamanho real e colocou na porta dela. E eu, tipo, tá, eu não tenho Mais assunto com a minha filha. A gente falava sobre tudo e do nada ela fala de coisas só que eu não entendo agora. E eu vou ter que assistir Naruto para ver o que que ela
falou. É, eu vou ter que Exato. Mas esse que foi o ponto que para mim foi muito difícil e a Anita me difícil Naruto, né? Eu sei, eu te entendo realmente. A Anita me disse isso. Pai, eu acho que você não lidou muito bem com a minha adolescência, porque é verdade. Eu sou Um ótimo pai de criança, mas foi a primeira vez que eu fui pai de adolescente e eu não tava preparado ou ou melhor assim, eh, eu não sabia nem por onde começar. E e com o tempo, hoje em dia, eu entendi que é
que eu tenho que conhecer ela. Isso vale para todas as crianças. E quem é pai de criança atípica sabe o que eu tô falando. O a primeira o primeiro passo pra gente ser um bom pai, uma boa mãe, né, se é que isso exista, é conhecer com quem a gente Tá lidando. Porque a gente sonha às vezes em ter uma, eu brinco que é uma planta, você sonha em ter uma, ah, eu quero ter uma laranjeira. E você sonha com o cheiro das laranjas e, e de manhã você vai regar essa laranjeira e você sabe
que horas que o sol tem que bater melhor naquela laranjeira. Então você lê antes em blogs de de mães de laranjeira, você lê como vai ser criar a laranjeira e aí você tem a laranjeira, você escolhe o significado do nome da laranjeira. Isso, significado do nome da laranjeira, entendeu? E aí você a terra da laranjeira e como é e tal, só que vem uma uma um uma paineira. Uhum. A laranjeira não quer mais da laranja. É que não é, a gente não é laranjeira. A gente é uma, a é uma, é uma derivação genética e
é e imprevisível o que vão ser os nossos filhos. É uma variação genética imprevisível. o que vão ser os nossos filhos. Essa é a primeira aceitação de todo pai e toda mãe, porque O seu filho talvez venha atípico. Talvez o seu filho venha diferente daquilo que você tava pensando. E certamente, mesmo que ele venha do jeito que todo pai sempre sonhou, ele vai vir diferente do que você sonhou. O seu filho não vai ser a a planta que você se preparou para receber. Uhum. E às vezes vai ser super fácil porque você pensou numa laranjeira
e ela veio a laranjeira e você já tava preparado e foi super divertido. Só que do nada a laranjeira começa a complicar Sua vida e dizer: "Não, aqui agora a parada é a seguinte, eu gosto de mais sol, mais sol" e você, caraca, mas não tem mais sol na minha casa. Muda de casa ou menos sol, porque eu não gosto de praia. Ela começa a demandar. É isso. Foi isso. É isso. E daí eu percebi que o primeiro passo para qualquer relação é você dizer: "Beleza, quem é você? Vamos conhecer. Ah, eu gosto disso, disso,
disso. Beleza, deixa eu ler essas paradas que você tá lendo e ver esses Filme que você tá vendo. Depois a gente conversa. Tá bom. Tá bom. É assim, é nesse nível. E daí depois você, depois de você conhecer, eu acho que é muito importante também aceitar aquela outra pessoa que tá na sua frente. E isso foi outra coisa que a minha filha adolescente eh não permitiu que eu não fizesse. Hum. Eu disse, eu dizia: "Anita, você tem que ser assim". E ela dizia: "Pai, eu acho que você tá dando muita palestrinha para mim. Eu brigava
Com ela e ela dizia: "Você já notou que quando você briga comigo, na verdade, você tá brigando com você mesmo quando você tinha a minha idade?" Então, tipo, não é essa, tá? É a reencarnação de Freud na minha frente e e essa aceitação de dizer assim: "Beleza, então tá, então eu te aceito assim como você. Eu eu aceito essa paineira, eu aceito a derivação da paineira, eu aceito esses espinhos, eu aceito essa sombra. Como é que faz então pr para dubai? E quanto Sol você precisa e em que momentos você vai precisar ser podada para
você crescer mais forte. É, aí se estabelece uma relação de, ah, beleza, você me aceita, fica mais fácil. E depois que que que você aceita, acho que pode evoluir um pouquinho mais pro pr pra celebração para você e a sua filha ou seu filho adolescente ou seu filho jovem, como a minha que tem 18 anos, eu poderia olhar para ela e dizer assim: "Que bom que você veio e que bom que Você veio assim, não mudaria nada em você". E a de 11 tá em que momento agora? Vai ficar feio agora porque a 11 eu
vou falar muito mais entusiasticamente da doçura dela. É que ela ainda não chegou nos 14. É, não chegou. Exato. Eu não sei. Vai ser outra, vai ser outra planta, né? vai ser outro outra pessoa, mas um dos momentos mais eh eh especiais para mim é encontrar a Aurora e ver que ela eh continua com 11 anos ainda sendo Uma menininha muito linda. E ontem a gente foi comer juntos e ela, sabe, falou coisas que são muito tocantes e é muito lindo ainda poder ter uma uma criança muito gentil e bondosa e querida e e feliz.
Aurora é aquela menina que eu conto sempre que quando eu perguntei o que que você quer ser quando crescer, ela falou um unicórnio. Ela vive no mundo encantada, ela faz natação e chegar em último na natação, mas ela sai da piscina, tipo, hoje eu mandei Bem, né, papai? Ela ela tá sempre autoconfiante, sempre sorridente, ela é amiga de todos e isso, claro, tem os seus próprios desafios, né? A Anita, eu tive o desafio dela, ela tá sempre ã preocupada e séria e e racionalizando tudo e me cobrando muitas coisas. A Aurora é essa figura que
tá tudo sempre bom. Tá tudo sempre bom. Eu, a gente foi pro Rio de Janeiro agora, eu fui dar uma palestra no Museu da Manhã e aí tinham e minha mãe, minha minha esposa, minhas Filhas, eu levei minha irmã também junto, foi toda a família. Alugamos um Airbnb e ficamos junto todo mundo. E a minha mãe queria ir no Cristo para agradecer um câncer que ela tava vencendo. E a minha irmã queria ir no no Bondinho e a minha esposa queria conhecer o Museu do Amanhã de todos os lados. E eu perguntei: "Aurora, todo mundo
tá pedindo alguma coisa, o que que você quer?" E Aurora disse: "Eu quero um Mentos." E é assim, ela é isso. O Douglas conhece ela, é a minha filha é assim. Para ela tá tudo sempre bom, tá tudo sempre bem. Agora, é claro, ela vai sofrer, ela já sofre na escola de daí de pessoas que hã levam vantagem em cima dela. Sim. Teve uma amiguinha dela que disse para ela que ia dar um pó mágico, ela ia voar e ela em determinado momento estava levando todos os brinquedos favoritos dela na na mochila. E eu falei:
"Aurora, o que que tá acontecendo? Você tá Levando todos os seus brinquedos. Tá voltando sem os seus brinquedos favoritos?" Não, não é nada, não é nada, não é nada. E eu e depois eu tive que explicar para ela. Meu, ela tava trocando isso, ela trocava pela e a outra dizendo: "Não, hoje não trouxe, mas amanhã eu vou te trazer se tu me trouxer outro brinquedo". E é tadinha, tadinha. E você entrou em contato com com a família dessa menina para resgatar os brinquedos? Então, a escolha da Escola da que a gente quis colocar a Aurora
é uma escola em que todo mundo e todos os pais são muito massa. Isso acho que era a coisa principal pra gente ter contato sempre com todos os pais. Então, óbvio que eu tenho abertura para conversar com todos os pais e a gente tem abertura para conversar entre toda o que a gente chama de comunidade, porque a única forma da escola funcionar é com os pais estarem entendendo que a escola é o lugar em que o seu filho vai Apresentar outros prismas que talvez você não esteja enxergando. E aí tudo vira possibilidade da gente ajudar
a comunidade, ajudar os pais e as crianças, porque no final das contas a gente acredita que são todos nossos filhos. Quem faz bullying é quem sofre bullying, quem quem engana e quem é enganado. São todos nossos filhos e a gente tem que cuidar de todos. E a família da outra criança não ela conversou conversou com a criança e Certamente chegaram a uma solução, uma conversa, né, importante para que a criança não faça mais isso com outras crianças. Entendi. Mas que que eu posso dizer? Eh, interessante como toda criança ela vai apresentar de acordo com a
sua personalidade seus próprios desafios. Então, às vezes a gente sonha numa criança superdotada. Eu tenho amigos que têm filhos superdotados e tem os seus as suas próprias peculiaridades, seus próprios desafios. Cuidado com o que você deseja. Uhum. Cuidado também com o que você sonha para o seu filho. O a melhor criança que podia chegar na sua vida foi aquela que a vida mandou para você. E você vai lidar com esses desafios específicos dessa criança e depois com os desafios específicos dessa adolescência e depois com alguns desafios da vida adulta. Então, eh, o que eu percebo
é que muitos pais não conseguem nem fazer esse primeiro passo de reconhecer que o seu Filho vai ser diferente da sua expectativa, que o seu filho é uma mistura genética imprevisível e que o seu filho merece de você ser conhecido, ser aceito e ser celebrado. É. e que ele não vai realizar todos os seus sonhos que você não realizou, né? E que ele não vai ser feliz quando você der para ele tudo aquilo que você não teve materialmente. Uhum. Porque eu já vi pai também dizendo: "Você é um ingrato. Eu não tinha onde dormir e
eu te dei um Quarto tudo de móvel embutido e a criança não pediu um móvel embutido. Papai, é você que tá pedindo isso para você mesmo." E a criança, então, não é ingrata. A criança nunca é ingrata. Esse é um ponto importante, porque pais às vezes ficam esperando da da criança gratidão. A criança nos cinco primeiros anos, e vocês já conversaram com várias pessoas aqui, essa primeira infância é uma primeira infância narcisística. E isso não é feio, é lindo, porque a Criança ela tem tanto valor nela mesmo, ela reconhece tanto o valor dela, que ela
tem a coragem de dizer: "Pai, sem celular hoje". e tira o celular da sua mão e esconde o seu celular e diz: "Pai, vem comigo. Pai, brinca comigo". E aí você brinca um pouco com com o seu filho e ele diz: "Agora vamos brincar disso". E você brinca um pouco e disse: "Agora disso". E você brinca um pouco e diz: "Meu, vamos brincar só de uma coisa. Os pais não entendem que você é o Brinquedo, irmão? É você o brinquedo, não é o quebra-cabeça, a boneca, o chazinho, é você em tudo isso. Então, ela quer
brincar de várias coisas porque você é o brinquedo dela. E esse essa relação de do brincar com a criança, ela pode ser uma relação em que o pai vai enxergar como algo profundamente desgastante. Ai, filha, eu já trabalhei desde cedo, eu preciso fazer isso. Ou pode ser uma relação absolutamente energizante. Quando o pai respira fundo E diz: "Beleza, tudo que tava lá tava lá, agora é aqui". E entra na brincadeira e na risada e na cosquinha e agora isso, agora aquilo. Propõe brincadeiras e essas brincadeiras se tornam energizantes e não mais desgastantes. O pai descansa
nisso, né? O pai descansa nisso. Tem tem uma historinha, eu eu fui professora há 10 anos, né? E aí tinha aquelas historinhas que a gente leva pra reunião de pais e tem uma que eu sem eu não conseguia ler Porque sempre chorava. Então eu dava pros pais lerem, fingia tipo, ah, vamos fazer cada pai ler uma frase, mas não é porque eu tava querendo uma atividade, não é porque senão eu chorava. Mas aí, eu vou tentar contar aqui agora sem chorar, mas eh dizia assim que o filho chegava pro pai, o pai tava trabalhando, né,
no no escritório assim da casa e aí o o filho chegava e falava: "Eh, pai, quanto quanto você ganha por hora?" Aí o pai falava: "Eh, R$ 80". Aí ele: "Ah, Então me dá 10". Aí o pai olhava e falava assim: "É isso, é para isso que eu sirvo nessa casa". Tá vendo? É só dinheiro. É só dinheiro. Você vem aqui perguntar quanto eu ganho por hora. Tu quer R$ 10? Tá aqui, ó. Táó R$ 10 para você. Para que que você quer R$ 10? Ó, já vou chorar. Aí eu falei assim: "É porque eu
já tinha 70, faltava só 10 para comprar uma hora do seu tempo." Abraço. Que massa. Eu não, eu não aguento essa história porque assim, o pai tem esse olhar, né, do tipo assim, olha, olha tudo que eu tô fazendo, olha aqui, tô me matando de trabalhar e a criança fala assim, quando é uma hora tua, eu compro. É. E eu entendo e acho que é é necessário, ai que ódio, pontuar que eu acabo falando muito para homens assim, homens assim. E acho que é importante pontuar duas coisas. Um, Mulheres estão sobrecarregadas, vocês sabem mais do
que eu, e exaustas, porque além de tudo, além dessas R$ 80 por hora, tem um monte de outras coisas. A gente falava no começo de que o homem fica lá eh quanto fazendo no vaso no vaso no celular 1 hora e meia 1 hora e meia. Muitas mulheres têm prisão de ventre, as mulheres não conseguem ir no banheiro. E talvez isso seja também em decorrência de eu preciso fazer muita coisa, eu não tenho 1 hora e meia para Est perdendo ou para est no celular, eu tenho que tá resolvendo muito pepino, muita coisa. É angustiante
essa demanda feminina, né? Ao mesmo tempo, o homem ele ele é levado a essa prisão. Nenhum menino, garoto, quem é pai de menino sabe o que eu tô falando. O Douglas é pai do Miguel. Nenhum menino vem com uma ânsia de trabalhar, trabalhar, trabalhar. Os meninos vêm com ânsia de brincar, brincar, brincar. A Gente diz pro menino: "Vra homem, moleque, vira homem e não chora". E se ralou o joelho, engole o choro. A gente fala coisas para esse homem que vai lá na frente colocar ele nessa posição de a única coisa que eu que eu
sei fazer, o único idioma que eu tenho é trabalhar, trabalhar, trabalhar. Ele não sabe nem como começar a criar o filho dele. Ele não sabe o que quer crescer, barulhento, faz cocô, xixi, vomita. Sabe por que que eu tenho que fazer isso? porque me Ensinaram a fazer só aquilo que traz retorno financeiro. Meu pai foi assim, meu vô foi assim. Então, também é uma prisão pro homem. Não é fácil ser esse cara. Não é fácil ser um homem que eh foi tolido em todas as suas emoções e que em momento algum foi incentivado a cuidar
do do filho e que em momento algum foi mostrado a esse cara o quão energizante, significante, eh fortalecedor pode ser essa essa brincadeira. Uhum. Não, não é Incentivado esse esse cara a ter uma vida de equilíbrio, família e trabalho. É incentivado a aperta fundo no trabalho, cara. E daqui a 40 anos aí você colhe frutos desse trabalho. E daqui a a a 40 anos seu filho vai te agradecer pelo trabalho todo que você fez para poder viabilizar uma vida confortável para ele. Mas isso é a maior mentira que contam para esse homem. Porque daqui a
40 anos, primeiro, você não vai ser mais a pessoa favorita do Seu filho. Você é a pessoa favorita do seu filho por 10 anos. Por 10 anos o seu filho quer você. Pai, pai, pai, pai. Brinca comigo, pai. Brinca comigo, pai. A partir dos 11, 12, 13 anos, o seu filho começa a admirar o mundo. Outras coisas, youtubers, podcasters, irmãos mais velhos, pessoas na rua, amigos, bandas. E ele vai ter as suas pessoas favoritas a partir daí. E você nunca mais vai ser a única pessoa favorita do seu filho. Pelo contrário, você vai Sendo jogado
um pouquinho mais para baixo. Toda vez que ele encontrar um grande amor e toda vez que ele tiver filho e toda vez que ele tiver neto, você vai indo para trás nessa fila. Daqui a 40 anos, o seu filho não vai contar para ninguém os presentes que ele recebeu. O seu filho não vai falar dos móvel embutido do quarto dele, cara. O seu filho não vai falar de tudo que você deu para ele. O seu filho vai falar do que você era na vida dele. O meu pai era Energético, brincalhão, sorridente, simpático. Meu pai era
super gentil, ajudava todo mundo, me ensinou valores. Ou o meu pai vivia no sofá vendo TV, o meu pai era uma pessoa sempre ausente, o meu pai falava uma coisa ou outra e depois ia pro quarto, ia trabalhar. O meu pai tava sempre trabalhando. Meu pai tava sempre com a cabeça no trabalho. O meu pai só pensava em ganhar dinheiro. E mesmo assim, essa é a parte mais bonita. Às vezes os filhos ainda são tão Generosos, a gente chama eles de ingratos, mas eles ainda vão dizer: "O meu pai me deu o que ele tinha,
né, mas eu quero fazer diferente". Ele fez o que ele pôde, né? O meu pai fez o que ele pôde, né? Mas eu vou tentar fazer diferente. Eu quero ser um pai que as minhas filhas digam que ensinei a elas como ser, não como não ser. Uhum. Eu quero que elas olhem para mim e digam assim: "Meu pai me ensinou como ser". Não que elas Digam: "Meu pai me deu o que ele tinha, né? Ele não conseguiu me dar melhor do que isso, mas eu vou tentar fazer diferente." Então, o trauma, o distanciamento, a violência
acaba aqui, irmão. E não é fácil acabar com um trauma familiar. Quem tá assistindo fica pensando, não, meu pai me abandonou, então eu vou abandonar também, velho. É assim que é e meu filho vai crescer forte que nem eu sou forte. Não, irmão. Seu filho vai crescer carente que nem Você é carente, mas não quer reconhecer. Seu, se você apanhava e passa tapa adiante, o seu filho vai crescer com o mesmo ressentimento, o mesmo ódio, a mesma raiva e vai passar esse tapa adiante pro seu neto. Velho, não é isso que você quer. O que
você quer é ter a coragem de dizer assim: "Acaba aqui". Uhum. Uhum. E dói? Opa. Principalmente se corrigir, né? Você tava falando sobre eh a sua filha ser Feliz. Eu disse isso uma vez pra má. Falei: "Má, de todos os orgulhos que eu tenho de vocês, são muitos. O maior é ver que você é uma pessoa que sabe ser feliz. Você sabe ser feliz, não é todo mundo que sabe. É muito triste uma pessoa que não sabe ser feliz, porque ela sempre tá dependendo que alguma coisa aconteça para que, né? Então, tipo assim, é a
viagem, é o carro, é a casa, é a festa, é o presente, é a roupa e e tá tudo, é muito legal ter tudo isso, tá Tudo bem você comemorar essas coisas, mas depender dessas coisas para ser feliz. Então eu digo para a gente é feliz com pouco. Outro dia meu namorado tava em casa e aí ele falou assim, eu e a conversando, ele fica assim. Aí um dia ele falou, eu não consigo entender a comunicação de vocês porque a gente se comunica de um jeito, a gente sempre assistiu desenho animado, filme, série junto e
a gente sempre fez tudo junto. A gente tem piadas internas de 20 anos Atrás, quando ela era criancinha. Então assim, e ela vira do nada e fala para mim assim: "Ah, a minha mochila das Winx e ninguém tá entendendo o que ela tá falando, mas eu sei que na primeira série, quando a gente foi comprar o primeiro material dela, a mochila das Winks com rodinha", sabe? E é muito legal ver alguém de fora falando assim: "Eu não entendo a comunicação de vocês". Porque eu falo assim, cara, a gente tem um universo que é nosso e
ali ninguém Entra, aquilo é nosso e é muito legal esse vínculo. E aí uma vez eu tive, enfim, eh algumas eu tive algumas conversas com o pai dela, que ele escolheu ser um pai não participativo. E eu disse, ele numa das vezes em que eu conversei, eu falei: "Eh, o vínculo a gente cria na infância, só na infância. Depois você não cria mais". Tanto é que agora ele tenta de todas as formas recriar. Não vai nunca mais vai, porque na infância você cria, na adolescência Você dá uma esticadinha na corda e depois volta essa essa
interação. Eu concordo com você, mas eu acho que tem chance. Eu acho que tem chance. Acho que tem chance. É que aquela pureza da criança que você tava falando, você não encontra mais, não. Você tá falando a maior verdade. É, as as pessoas falam muito em disciplinar os filhos, né? Eh, o momento mais fácil de disciplinar um filho nesses 10 primeiros anos, porque ele já é seu discípulo. Você quer disciplinar, né? E disciplinar, eu não tô falando eh sobre colocar limites ou organizar a vida dele ou dizer o que ele pode ele não pode fazer.
Disciplinar é assumir que ele é seu discípulo e é ali passar todo o vínculo, todo o carinho, todos os valores. É ali que ele vai se formar. É ali que ele vai dizer: "Ah, entendi quem eu sou, entendi agora." Agora é minha minha parte aqui. A partir de agora é sou eu que faço coisas. É muito mais Fácil você conectar nesses 10 primeiros anos. Meu Deus, tudo que a criança quer, tudo que um mamífero quer é esse vínculo com o cuidador, é esse vínculo com alguém que tá do lado. Mas dá para fazer depois também,
né, com muito mais dificuldade, mas dá para fazer. E o único jeito de criar esse vínculo lá pra frente é você ser extremamente amável, cara. É você ser extremamente agradável e sincero, né? Hum. Sobre o que aconteceu no passado, né? Uma conversa. É, é, é, é desafiador. E, e é, é por isso que é triste também. H, a gente treinou os homens para serem covardes, cara. covardes. O cara que abandona um filho é um covarde. O cara que se esconde no escritório é um covarde. O cara que não tem a coragem de ter o esforço
de recuperar o tempo perdido, reconectar com o filho e tentar mudar ele mesmo para ele ser mais agradável pro filho, para ele poder criar vínculo depois de velho com o Filho, de novo, covarde. Ele tem medo, tá? Mas se meu, se o meu filho não me aceitar, mano. Vamos lá, irmão. Você tem 80 verões nessa terra. Se você não for atrás de resolver os seus problemas, ninguém vai. É com você, irmãozinho. Você vai ter que ter coragem. Uhum. E o E a gente chama esse cara de homem forte, esse cara que sofre quieto, esse cara
que só fica no escritório. A gente diz: "Ó, que homem forte! O cara que é bem-sucedido só pensou em dinheiro. Para Mim não tem homem mais covarde que esse, porque eu eu conversei esses dias com o maior ã especialista em sucessão familiar. Então, pessoas que estão com uma empresa milionária, às vezes bilionária, e querem passar adiante aquele império. E ele diz: "Priangeles, o que eu mais vejo são filhos ressentidos que não querem nada com a empresa. Eu não quero nada com essa empresa. Essa empresa roubou meu pai. O meu pai não foi nenhum aniversário, Nenhuma
apresentação escolar. O meu pai nem me viu quando eu tava crescendo. Eu que não vou assumir isso. Aliás, se eu assumir, eu vou quebrar isso aí. Com prazer, vou botar fogo. E tem uma frase eh de um provébrio africano que eu acho maravilhoso, que é: "A criança que não recebe o calor da tribo coloca fogo na aldeia para sentir pelo menos algum tipo de calor." E aí é isso que a gente vê, um monte de criança traumatizada e adulta, botando fogo na sociedade para Sentir algum tipo de atenção. Sim. O cara que arromba, o cara
que agride, o cara que rouba, o cara que violenta. Algum, olhem para mim, ressentimento puro, trauma puro. Como é que a gente cura isso? Sendo pai, sendo mãe, assumindo nossa responsabilidade, sendo pai e a mãe mais amorosa que a gente puder. E o que você estava falando sobre e não é fácil, precisa de muita coragem para se corrigir, para assumir os erros. Eu lembro uma vez que assim, eh, a Gente, eu digo que erro de pai e mãe, ele tem o atenuante de que a gente erra tentando acertar, né? E tem esse atenuante que a
gente a gente tá tentando, tipo, esse pai que que trabalhou a vida toda para dar o melhor, ele ele errou, mas ele errou tentando acertar, era o que ele conhecia como certo. Então, digo que tem esse até no ano nos nossos nossos crimes da na educação. Tomara, tomara que nos perdoe. Tomara que nos perdoem. Mas eu lembro Uma vez que eu estava conversando com a má e aí ela contou uma coisa que tinha acontecido tipo anos atrás, uma vez que ela fez uma coisa, eu briguei com ela porque ela tinha feito essa coisa e aí
ela me contou, eu falou: "Mãe, aquele, lembra quando aconteceu tal coisa, tal coisa, tal coisa, ela conversou na terapia, né? E ela queria te falar uma coisa". Eu falei: "E o quê?" Aí ela veio e falou: "Olha, isso, isso, isso que aconteceu n na". E aí foi, foi muito Curioso porque assim, eu, eu não podia, eu não podia fazer nada para voltar. E quando ela me contou, eu me senti muito mal, porque eu falei, eu queria voltar lá, porque o problema não foi nem a briga, foi uma coisa que aconteceu, sabe, durante e aí eu
passei uns dois dias assim pensando que que eu vou fazer, que eu vou fazer, que eu vou fazer. E aí eu fui e preparei uma outra coisa que era similar, mas não era idêntica igual. E aí eu quando tava tudo Pronto, tudo que eu vi que dava certo, eu cheguei para ela e falei: "Olha, eu não posso voltar. Ai, que lindo". corrigir, mas eu posso dar uma nova chance da gente fazer isso de novo. Que lindo, is então precisa de muita coragem também para você entender que você vai errar também tentando acertar. Por mais que
eu reconheça, eu falei isso aqui não tem uma semana, né, que o Ventura tava aqui, eu falei que eu resolvi te amar muito cedo. E aí um amigo me falou: "Você é louco, eu só vou ter um filho quando eu puder dar tudo". Eu falei: "Mas é exatamente o meu pensamento. Eu quero dar tudo." Mas é que você tá falando de bicicleta, brinquedo. Eu tô falando de atenção, de carinho, de conversa. Então eu eu tenho exatamente esse pensamento que nós estamos falando de outro tudo. Exato. Então, né? E aí quando ela me falou isso, eu
falei: "Eu errei também. Eu errei também. Mesmo reconhecendo toda a importância disso, Eu falhei. E aí eu faço o que agora? Eu deixo para lá e falo: "É, ah, falhei. Que peninha, né? Então vamos seguir aqui a vida. Você aguenta?" Eh, falei: "Não, e agora o que que eu posso fazer?" Então, eu acho que esse movimento de É óbvio que eu não não mudei o passado, é óbvio que não, mas ela entendeu assim, caramba, eu comuniquei. Uhum. Ela entendeu. E que lindo, você fez tipo um recriou a situação. Eu recriei a situação. Olha que lindo.
E tem uma Amiga chama Ingrid e o marido Marcos. Eles têm três filhos e biológicos e eles foram adotar uma criança e meu é você. E a criança tinha quatro irmãos e eles disseram: "Tá, então são vocês". E eles adotaram cinco. Meu Deus. São três. Um abraço aí, Ingrid Marcos. São três biológicos, cinco adotados e eu palestro muito, a gente faz uma palestra proono por mês e e uma que é quase todo ano a gente agora, né, nos últimos anos não fez, mas e já palestrei algumas vezes no Encontro Nacional de Pais Adotivos e eu
primeira vez que eu subi no palco, eu fiquei muito constrangido porque eu falei assim: "Cara, eu não sou um pai adotivo". E aí foi um pai levantou a mão e falou: "Claro que é. Como? Como não é? Você decidiu adotar suas filhas biológicas, não decidiu, você decidiu aceitar elas, criar elas com todas as dificuldades. Você diz assim: "Não, todo dia você acorda e diz: "Eu vou criar você". Então você também é pai adotivo. Achei lindo isso que ele me libertou. Ele disse: "Caramba, é verdade. Todo pai que cuida é um pai adotivo." E eu passo
isso adiante para pais adotivos que ficam se sentindo meio pais às vezes e dizendo: "Ah, mas não é pai, não é filho biológico". E eu digo: "Cara, isso não faz diferença nenhuma. A minha contribuição para o nascimento das minhas filhas foi de uma célula, uma célula só. Então, tipo, vamos ficar discutindo por célula. Eu sou pai de Verdade quando eu tô com elas, quando eu tô voltando de São Paulo para passar um tempo com elas. Quando você corta o dedo na folha sulfite, você deu mais célula do que para fazer teu filho. Exatamente. Cara, então
assim, não é meio pai um pai adotivo, é um pai pleno. É um pai pleno, um pai adotivo, né? E e aquelas cinco crianças, elas ouviam dos irmãos mais velhos, os biológicos, do parto e de como foi o parto e o parto da dos três mais velhos. E eles, enfim, não podiam Falar sobre como foi o parto deles. Eles não estavam próximos da mãe. E aí a Ingrid foi lá e recriou todo o teatro do parto. Nossa, cada um entrava num lençol assim por cima e ela fazia, simulava as dores do parto e falava. E
o Marcos, o pai agora vai, vai, vai sair, vai sair. E saiu um filho e todos chorando, cara, naquele processo como você fez, um teatro de cura, um teatro de cura de dizer assim: "Ah, beleza, a gente não tem como voltar no tempo, mas a gente Tem como ã simular". E seres humanos vivem disso, vivem de histórias e rituais. A gente tem como criar esse nosso ritual, a gente tem como recriar esse momento da chegada de vocês. E enfim, e eu meu Deus, eu me emociono também e me emociono com você. Você é uma mãe
maravilhosa, Cris. É. E isso é mais um ponto. Quando uma mãe é elogiada, ela diz: "Não, não, não. Eu só faço a minha, eu não faço mais do que a minha obrigação". A mãe, ela fica sempre Pedindo menos. Eu convido as mulheres a aceitarem que elas são mães plenas, porque eu me lembro das apresentações escolares, velho, que a minha mãe não conseguiu estar lá comigo. Eu me lembro de uma apresentação específica que eu tava lá vestido de leão e treinei meses, porque a gente treina meses no no nas apresentações escolares e e era um auditóiozinho
e eu olhava na coxia para ver se a minha mãe tava chegando e nada da minha mãe Chegar e todas as mães eh chegando, era aquela coisa de dia das mães. Eu entrei, me apresentei, olhando, me apresentando e olhando como as crianças fazem. Dá para ver naqueles vídeos que viralizam e nada da minha mãe, eu voltei para trás e tal, minha mãe não não veio e todo mundo falando e aí acabou, outras turmas se apresentaram e eu olhando nada, todo mundo se apresentou, acabou, encerraram, todo mundo correu com as suas mães, entregou aquela flor de
cartolina Branca, todo mundo saiu com as suas mães. Eu fiquei lá esperando, a professora Letícia ajudou a limpar o o teatro. Ela disse: "Eu hoje hoje eu, você a sua mãe". Eu entreguei pra professora Letícia. E aí a gente foi saindo de mada do do auditório e aí minha mãe chegou toda esbaforida com eh bolsa e sacola. E ela p Eu perdi, eu perdi. Super culpada. E eu saí correndo, abracei ela. Eu me lembro, cara, desse instante eu não senti uma mágoa, um Ressentimento, uma preocupação. Ah, minha mãe não viu. Claro que não. Eu abracei
ela e disse: "Minha mãe chegou." Ela foi. Eu senti só isso. Minha mãe chegou. Uhum. Minha mãe chegou. Toda mãe é uma mãe suficiente, cara. Eu não consigo aceitar uma mãe que se culpa, cara. Eu não consigo aceitar porque eu como filho, olhando a minha mãe solo, que me criou sozinha, tudo nela era forte. Tudo nela era o suficiente. Tudo nela era o suficiente. Ela era o bastante. Sempre foi, sempre. Não consigo eh conceber a minha mãe culpada. E para uma criança a mãe é é plena, cara. É uma mãe se sentir culpada e não
aceitar um elogio e não aceitar palmas e dizer: "Você é uma super mãe". Acho que é uma é é desmerecer o o valor absurdo que toda mãe tem. Eu acho que toda mãe quando recebe um elogio desse, deveria só responder: "Obrigada". Uhum. Eu sou assim mesmo. Falando sobre isso, eu queria também contar, partilhar um Pouco da minha experiência com esse lance de presença da verdade e da conversa e até aconselhar os pais que prefiram sempre o caminho da verdade e da conversa, porque quando era pequena, meu pai sempre trabalhou muito, né? Ele sempre teve comércio
e tudo mais. Meu pai é do Líbano, então ele fez a vida dele aqui no Brasil, sempre teve comércio, minha mãe é brasileira e tudo mais. E eu me lembro que nessas festas de escola, em nenhuma o meu pai Conseguia ir. Ele nunca ia. Dia dos pais, eu vestida para dançar com meu pai, dançava com a minha mãe. Eu me lembro tipo: "Cadê o papai? Cadê o papai? E a minha mãe?" "Não sei." E eu lembro dele de pegar o orelhão do lugar da escola e ligar pro meu pai e ele falar que tava num
avião e ele não tava num avião. E ele fala: "Ve já tô chegando, tô no aeroporto, tô chegando." Mas pai, para onde você viajou? você tava em casa hoje, não tive que viajar a Trabalho. E eu, tá bom, dae, dança com a sua mãe, eu já tô chegando. Sempre isso de Já tô chegando, já tô chegando e nunca me falava a verdade. Ele nunca tava no aeroporto, ele nunca tava no avião. E eu cresci achando que ele não queria me decepcionar, por isso que ele não me falava a verdade. Total, era mais difícil para ele
falar: "Filha, eu não vou, mas eu tô aqui perto, mas eu não fui porque não me programei porque não". É, então ele sempre me mostrou que esse Caminho da mentir, da meia verdade, me verdade, terrível, era para não desapontar. E eu cresci achando, tá bom, então algumas coisas aqui eu vou emitir e omiti dos meus pais para não decepcionar, para não desagradar. E aí eu cresci assim, vixe, é, quanto trauma. Muitos traumas. E aí vou mentir aqui, vou mentir, até que essa mentira me consumiu por inteira, sabe? E aí catei, não aguentando mais. Depois de
anos, cheguei no meu pai, sentei e falei: "Ó, Pai, essa é a minha verdade. Eu não tô sendo 100% eu com você. Eu queria ser 100% eu com você. Senta aqui, vamos conversar." E ele falou: "Eu amo você". Só isso. Eu amo você como você é. "Eu amo você. Eu tô aqui." Então, eu carreguei mentiras por anos que não precisava. precisava. Eu carreguei uma dor que eu não precisava porque eu acreditei que omitindo eu não decepcionava. Só que eu dou muito mais orgulho Contando toda a verdade e conversando, entendeu? E aí quando meus pais me
abraçam completamente, eu sou invencível. Invencível. Nossa, o mundo é outro. É, eu sou invencível, sabe? É isso. Olha que lindo isso, né? Como os pais são capazes de criar um ninho de segurança que fortalece esse adulto para grandes realizações. E como tá a perversa nosso nosso pensamento de que se eu tratar mal a criança, eu ela vai ela vai crescer mais forte. Uma criança Que é maltratada, ela cresce mais fraca e mais medrosa. A gente precisa dessa, dessa aceitação dos cuidadores para poder ter a coragem de enfrentar as dificuldades do mundo. É tão insano quanto
achar que o mundo é cheio de caco de vidro e por causa disso encher a casa então de caco de vidro. Não, irmão, a sua casa é seu ninho. É o lugar onde você vai fortalecer o onde você foge dos cacos de vidro. Isso. E é onde é onde você vai e aprender a calçar um sapato Que vai te fortalecer para encarar o caco de vidro. E e a gente sabe pelas pesquisas que um pai tem um impacto na vida dos filhos. Muito. Quando eu digo aqui que uma mãe não devia ter culpa porque a
as mães são suficientes, eu tô aqui contemplando a esmagadora maioria das mães, as boas mães, as mães que ficam. Meu pai biológico abandonou, mas a minha mãe ficou. E eu brinco que sempre tem uma mãe que fica, cara. Sempre tem uma mãe que fica. E a mãe na Maioria esmagadora a maioria das vezes é aquela, aquele abraço, aquele colo, aquele meu, vem aqui, eu tô aqui por você. A figura do pai, como eu já disse, construída de uma forma muito equivocada, porque de novo, não, o errado não é ser homem. Os homens vêm bons, muito
bons pro mundo, mas eles são embrutecidos por um uma série de de de crenças e culturas que faz com que esse pai tenha um impacto muito negativo na vida de Meninos e meninas. Então, o que que a gente sabe por pesquisas? Pais ausentes vão criar meninos, ou seja, vão deixar de criar, né? Mas essa ausência do pai vai fazer com que os meninos desafiem a autoridade, desafiem professores, desafi polícia, se envolve mais em delinquência. A gente tem relatos de meninos pedindo para ficar, cometendo crimes e pedindo para ficar na mesma cela do pai deles. Olha
isso. Estão buscando o pai em todo Lugar e desafiando autoridade porque não tiveram essa relação do pai, o que que é seu homem? O que quem que eu devo respeitar? Como que eu me comporto? E as meninas que não tem pai muitas vezes engravidam mais cedo e se envolvem amorosamente de uma forma mais carente. Então essa falta que faz esse esse carinho do pai no começo, essa segurança do pai no começo, vai resbalar pras relações amorosas. Então, um pai que tem essa covardia de Decidir não ser pai, porque às vezes tenta mentir para si mesmo
e dizer: "Não, eh, eu não sou uma boa pessoa e eu não quero passar isso adiante, então vai ser melhor pros meus filhos a minha ausência". Ele, de novo, ele tem a covardia de não decidir ser uma pessoa melhor para poder criar seus filhos bem. É com você, irmão, não vai ser com mais ninguém. essa figura do pai que não fala toda a verdade, que vive trabalhando, que tá Sempre eh eh dando desculpas também, ela é incentivada por uma sociedade que diz para esse cara que ele é meramente um provedor e que ele não tem
dentro dele a capacidade de cuidar. E o que a gente sabe hoje é que um pai que que participa, que cuida, como a gente falava antes de gravar, desenvolve nele biologia, neurotransmissor, que faz com que ele fique tão capaz do cuidado quanto a esposa, quanto a mulher, que a gente sabe é que durante a gravidez Tocina para caramba. É, tem um um neurocientista maravilhoso, Jack Pancer, porque ele ele criou um conceito na psicologia chamado neurociência afetiva. Ele acha sete áreas do cérebro que correspondem às emoções. Então, raiva, panic griff, né? O pânico ã do luto,
né? O pânico da separação que todo mamífero tem. São sete áreas que todo mamífero tem. a área do play, que é da brincadeira, que é onde tá a felicidade, onde tá a alegria, e a área do care, que Nas mulheres é mais facilmente estimulável. Exatamente. Biologicamente a mulher tem essa capacidade do cuidado mais eh estimulável. Então é é dentro dela ela vai ter mais propensão ao cuidado. O homem não, mas o homem que participa da gestação, que tem pele com pele com a esposa, dentro dele começa essas áreas a se desenvolverem também. O homem que
dá banho no filho, pele com pele, que põe o filho, bebezinho para dormir no peito, tem dentro dele Elevados índices de hormônio de cuidado, de áreas cerebrais, que são do cuidado também. Ou seja, não tem desculpa. O seu único, a a sua única, eh, eh, o seu único esforço vai ser participar da engrenagem. E aí a sua biologia vai entender que você também é um cuidador. E olha que bonito, o homem que cuida vive mais. A ciência tá mostrando que a gente ganha cerca de 6 anos de vida se a gente cuida dos nossos descendentes,
se a gente participa da vida dos nossos Descendentes. As ciências, a as pesquisas mostram que a gente também ganha anos de vida se a gente cuidar dos nossos idosos também, dos nossos próprios pais, dos nossos avós. Ou seja, esses eh esse comportamento do cuidado nos dá uma vida mais equilibrada, mais tranquila, mais feliz e mais longa, que é tudo que a gente quer. E aí quando a Cris fala assim, eh, eu fico feliz que a má aprendeu a ser feliz, é importante que as pessoas saibam, existe um jeito De ser feliz, existe felicidade. Ah, não,
Piangers, eh, é só a vida é só sofrendo. Não existe uma vida que é uma vida feliz. Existem exercícios que você pode cultivar para você ser feliz. Como você disse, agradecer pouco, conseguir ser feliz na relação afetiva um com o outro, essa construção afetiva de piadas internas. Existe uma forma de ser feliz, gente, só que não nos ensinam. Se eu corto o dedo, eu sei o que fazer, botar um bandade. Se eu tenho dor de cabeça, Eu sei qual remédio tomar. Porque a gente construiu uma sociedade em que só tem valor aquilo que é comprado.
Uhum. A gratidão é de graça. Se eu for a pé pro trabalho, não entra no sistema de preços, não entra no PIB, não tem valor. Se eu tomar uma água limpa que vem do Rio, não entra no sistema de preços, não entra no PIB, não tem valor. Eu quero poluir esse rio para você comprar uma água engarrafada. Eu quero que o ar seja poluído para você ficar protegido disso E eu vou te vender coisas. E aí esse processo todo vai tirando da gente a crença de que de fato cuidar dos nossos filhos tem algum valor.
Uhum. Quantos homens e mulheres são incentivados a meu põe na creche, você precisa produzir, põe, né, pequenininho, compra o leite, né, que ele toma lá, não precisa aumentar não, você precisa produzir e a gente vira máquina de produção esquecendo isso que você tava falando. Existe a coisa mais importante para ser Feliz, relação afetiva. Alguém do meu lado me acompanhando nesse passeio. Gratidão e felicidade da gente viver bem e viver bem com pouco, sabe? participar junto com alguém das batalhas da vida, entender que essas batalhas são brincadeiras. Ah, estamos devendo. Beleza, mano. É uma brincadeira nossa
aqui. Agora vamos ter que pagar essa dívida. E as essas brincadeiras elas vão vão vão tornando a vida também mais feliz quando a gente tem alguém para Compartilhar. Eh, a gente fala muito sobre o exemplo e a gente usa o exemplo para coisas mais sérias, né, na educação do filho, mas as coisas pequenas sempre refletem também. Eu lembro uma vez que eu estava morando em São Paulo, a má não tava ainda porque ela tava fazendo faculdade, então ela tinha ficado no interior e eu já tinha vindo para cá. E aí teve uma vez que eu
fiz uma loucura parecida com o que você fez, porque eu tava chegando de um show, tive o dia de Compromisso em São Paulo e aí eu tinha a madrugada, porque eu saí do show por volta de 10:30, 11 horas e eu tinha um voo de novo no dia seguinte cedo, por volta de 8 da manhã, só que eu ia de novo passar mais dois dias fora. Então quando pegou, acabou o show, eu peguei o carro, fui pra Sorocaba só para dormir. Eu fui para lá, dormi com ela, acordei, voltei para São Paulo e embarquei. É,
e eu lembro que, tipo assim, a gente passou, sei lá, algum poucas horas Juntas e ainda dormindo, né? Porque eu cheguei, a gente, ah, blá blá blá blá, conversamos, dormim, eu acordei e saí e aí falava: "Nossa, que loucura, né, isso?" E aí outro dia eu tava num desses intervalos entre chegar e só ter o domingo em casa ou só ter sei lá que dia em casa e tal. E aí a Ma falou para mim: "Mãe, eu combinei com o Vitão, que é o namorado dela e eu vou passar tal dia com ele, mas nesse
dia eu venho para cá, que é o único dia que você vai ter da Semana em casa. Eu quero ficar com você". Então assim, de um jovem, essa organização para minha mãe só tem esse dia, eu vou ficar com ela. É muito valioso, porque como você disse, né, com o tempo, ah, mãe, só nesse dia que você pode, mas nesse dia eu tenho outra coisa para fazer, então a gente se vê. Não, ela se organizou porque ela me viu me organizar muitas vezes para tá lá. Então esse espelho ele acontece naturalmente quando você cria o
vínculo, né? E às Vezes a gente não dá importância para essa ah, vou até lá. Total. né? E às vezes assim também importante dizer pros pais, talvez o seu filho não faça isso de volta para você e você pense assim: "Ah, pá, ou você pense: "Meu filho é um ingrato, poxa, eu fiz tanta coisa". Não, mano, o o a bola dourada, ela é passada adiante, ela não é devolvida às vezes para você. A sua filha é maravilhosa, como você disse, mas às vezes ela vai fazer isso com a filha dela. Sim, sim. A Gente vai
passar a vida dizendo: "Ah, mas meu filho não me liga no domingo, meu Deus, nada do meu filho ligar, ele não me diz, mas eu te amo." Vai ser passado adiante. Calma, você fez a sua parte, vai pro seu neto. Sim. vai pro seu neto, esse esse vínculo, esse afeto, todo vai pro seu neto. E então também é importante a gente dizer para alguns pais que não recebem isso de volta, que assim, o seu filho não é um ingrato e ele não é um narcisista, ele vai em Algum momento passar adiante. Eu moro em Curitiba.
Curitiba tudo é Tupi Guarani. Meu bairro é Juvev, tem o bairro do lado Aú. E o o Curitiba significa é uma grande moema. Moema significa o que? Não, Moa, é o bairro daqui de São Paulo que também todas as ruas são ehú tudo isso é Tupigori. Tudo tupigani. Curitiba é terra de muito peinhão. Uhum. Curitiba é terra de muito peinhão. E lá eles chamam as crianças de piá. Piá. Ô piá. Ô piá. Do tupi guarani. Piá é uma palavra Em tupi guarani que significa, atenção, pedaço do meu coração que anda. Nossa. E é exatamente isso.
Amar é um pedaço do seu coração que anda. Ela voltar para casa é porque tá no seu coração. É. E aí ela sai, ela eu quero voltar também. É o seu coração. Tem um slice do seu, um pedacinho do seu coração que ela é capaz de andar e fazer coisas e tal e compartilhar aquilo que que, né, que você viveu e as emoções e aquilo que você tem. Então eu acho que Pro pro resto da vida vai ser isso. O quanto minhas filhas forem felizes, eu também vou ser feliz. E o quanto elas forem tristes,
eu também vou estar triste. É um pedaço do meu coração que anda e que é para andar e é para voar e é para fazer o que elas puderem fazer. E se elas não devolverem, não tem problema. Não tem problema. Porque a minha mãe teve câncer agora em em 2020 e eu ia pra casa dela, levar ela na químia e na rádio e cuidar da casa. Eu Fiquei super eh dividido porque eu não sabia o que fazer naquele momento, porque as minhas filhas estavam precisando de mim também, minha esposa tava precisando de mim também e
a minha mãe tava precisando de mim também. E eu falava: "Cara, eu não sei como que eu divido, como e eu tenho que trabalhar e tal, mas eu não sabia. Será que eu paro de trabalhar? Será que eu dou mais ênfase no meu casamento porque é a coisa mais Importante?" E aí as minhas filhas, né, são uma derivação dessa minha relação com a minha esposa. Mas e minha mãe? E mas e a minha mãe morrendo? O que que eu faço, cara? E aí eu fui conversar com amigos meus que perderam os pais e todos me
disseram: "Velho, agora é hora da tua mãe, vai lá cuidar dela". E aí eu organizei a minha vida para estar com a minha mãe. Obrigado. E eu ia lá cuidar dela. Ela me dizia: "Não precisa vir, não precisa ver, não Precisa ver". E eu fiquei bravo com a minha mãe, ficava indignado com a minha mãe, ficava puto com a minha mãe. Eu falava, eu para ela, eu falava: "Porra, então não venho mais também. Você, eu tô aqui uma semana para te levar em todos os tratamentos e tal e você só fica dizendo: "Não precisa, volta
para casa, não precisa, volta para casa". E eu falei pra minha esposa: "Es você acredita que a minha mãe fica me dizendo: "Não preciso de Você, eu consigo fazer sozinho, não preciso de você". Que que tem aqui dentro, né? Tem uma uma pessoa que quer ser importante, que quer quer ser olhado. Tem tem aquela criança que, né, no poxa, né, olha para mim, tô aqui fazendo alguma coisa por você. E a minha esposa me disse, Marco, você não entendeu. Ela tá dizendo que não, você não precisa ir porque ela te ama tanto que ela não
quer atrapalhar sua Vida. Ela quer que você cuide da sua esposa e das suas filhas e do seu trabalho. A pior coisa para uma mãe é um filho deixar de trabalhar para cuidar dela. Ela não quer ser um estorvo, um problema na sua vida. Então a minha mãe tava me dizendo: "Eu te amo, filho. Eu te amo, filho. Vai cuidar da sua vida. Eu te amo, filho. Vai cuidar da sua família. Vai passar o meu amor adiante, não de volta para mim. Vai cuidar das suas duas filhas, da sua esposa. Vai Cuidar do seu Eu
me viro aqui sozinha. Ela tava me dizendo: "Eu te amo". E eu tava ouvindo: "Eu te odeio. Não preciso de você". você não não é o suficiente e tal. E mano, quando eu passei a ouvir eu te amo da minha mãe, eu vou lá e cuidar dela e eu digo para ela: "Mãezinha, eu sei que não precisa, mas eu venho porque eu gosto, eu venho porque eu quero, tá tudo certo lá em casa, mãezinha". Sabe? E ela: "Não, volta para casa". E eu digo: "Não, mãezinha, eu preciso ficar de você perto de você. Minha mãe
me você me tá me fazendo um favor, me deixando cuidar de você. Isso aqui me renova, me equilibra, me traz mais tranquilidade. Então foi o jeito da gente acertar a nossa comunicação. Mas é uma preocupação dos pais mesmo, né, de não atrapalhar a nossa vida. Meu pai tem um problema de de saúde e aí ano passado ele chegou até uma convulsão feia e foi parar no hospital e eu tava no trabalho em algum Compromisso, eu catei e fui correndo, né? E meu pai assim desacordado e tudo mais, quando ele acordou e me viu, que que
ele perguntou? Que que você tá fazendo aqui? Não, por que que você saiu do trabalho? Você terminou a gravação ou saiu no meio? É a primeira coisa. Eu falei: "Pai, pelo amor de Deus, eu podia estar fazendo, eu podia estar na TV, eu podia estar em outro país, eu ia vir, eu paro tudo." A Cris sabe, ela já viu isso acontecer algumas vezes aqui de de da Minha mãe, da minha tia, eu paro tudo, eu saio voada e eu vou e eu vou e eu não quero saber. Eu gosto de gente que nem você, que
nem todos nós, né? Nós somos, acho que nós, é, meu, nós temos esse mesmo compromisso com a família, né? Com todo respeito, tá galera? Mas mano, pô, sua mãe, sua tia, sabe, apresentador de TV, cara, tudo é meio que uma encenação. A gente criou tudo, não, eu tenho uma empresa aí a milhões e são muitas famílias, depende. Cara, Calma, calma. Tem coisas que são realmente importantes, irmão. Coisas que são realmente importantes, que estão fora desse teatrinho social, profissional que você faz. essas coisas realmente importantes. Eu tava num evento e o cara me falou assim: "Eu
trabalho na prefeitura, em São Paulo, aquele trabalho eh na área de eh urbanismo. Sei, ele tem duas filhas. Ah, você quer ser promovido?" Ele dizia: "Para onde?" "Ah, tem que daí para uma outra outro bairro. Não, tô aqui do lado das minhas filhas, minha creche, tal, escola e tal". Não, não quero. Não quer se promovid, doutrando? Não quero não, pô. Tô aqui, minha esposa tá bem, eu tô bem, eu tô todo mundo feliz. Tá beleza. Quer ser promovido? Não. Tinha um colega dele que foi aceitando, aceitando todas as promoções. Ele foi acompanhando o colega crescendo
e ele ali ganhando o salário dele. Mas feliz, irmão. Tem Gente que não se liga que é possível ser feliz agora, hoje com o que você tem. Que que importa para você, né? E ele me contou uma história que esse cara que aceitou todas as promoções, que era amigo dele, infelizmente foi assaltado e faleceu num no latrocínio. E ele disse, Piangers, no dia seguinte tinha um outro cara na mesa dele. É isso. No dia seguinte ele foi substituído ali. É. E ali ele vai ser substituído sempre. Mas tem um outro lugar que você é Insubstituível,
cara. A sua mãe, seu sua esposa, seus filhos. Para essas pessoas você é insubstituível. Então você tá no seu teatrinho profissional, irmão, alguém tá com problema, você acaba com tudo e sai correndo, né? E tem alguém que vai lembrar disso. Com certeza. E os os colegas e o chefe não vão lembrar disso. Aliás, tem uma pessoa só ou algumas pessoas que vão lembrar que você trabalhou demais. Não vai ser o seu Chefe. Pois é. Vão ser seus filhos. É, uma vez eu eu tive uma chefe que uma vez a gente estava na escola e aí
na sala das professoras a gente tava conversando e ela tava, enfim, falando da vida, né, conversa aleatória e ela tava reclamando, tava contando em tom assim penoso que os filhos dela já mais velhos na época má minha filha tava na escola, ela tinha 8, 7, 8 anos e ela tava contando que os filhos dela, ah, eu não sei o que eu faço porque meus dois Filhos vêm eh quando vem para cá, porque eles estavam estudando fora, né? Quando eles vêm para cá, eles passam em casa me ver e vão passar o final de semana na
casa da sogra. Eles não ficam em casa. E eu tô muito triste porque eles não e fo ela fala essa, ela fez essa reclamação ali, tá OK? E aí e tava tendo um curso, eu dava aula de manhã e à tarde e chegava em casa à noite e à noite era com a má vendo desenho, o que quer que fosse, né? E aí ela, eh, passou esse Curso, quem queria fazer o curso e tal, lá lá, e eu não botei meu nome. E aí ela foi na minha sala, bateu lá na porta e falou: "O
seu nome não tá". Eu falei assim: "Não, eu não vou fazer". Ela falou: "Mas como você não vai fazer?" Eu falei: "Desculpa, eu acho que eu não entendi." É porque eu achei que era quem queria fazer. Era obrigatório. Não, porque eu realmente falei: "Não, de repente é, né, era uma exigência da prefeitura, sei lá". Ela falou: "Não, Não é obrigatório, mas assim, você vai fazendo esses cursos para você virar coordenação, direção, né? Tipo assim, para você um dia tá aqui que nem eu tô". Aí eu falei: "Não, mas eu prefiro não fazer o curso e
ter certeza que a minha filha vai querer passar o final de semana na minha casa quando ela vier para cá". Porque assim, cara, não não é tudo o curso, não é tudo R$ 30 a mais no no seu salário no fim do mês, porque você tem o Diploma X, sabe? É, é muito mais do que isso. Claro, tem decisões que a gente toma e nem tudo é sobre quanto tempo você passa, mas a qualidade do tempo e isso eu tenho com a má desde sempre. Então, eh, às vezes eu falo: "Ah, mas essa semana tá
impossível, mas na semana que vem a gente vai pegar o final de semana é nosso, ou a gente, ó, na na quarta-feira não tem Vênus, a gente vai passar à tarde no shopping, vamos tomar sorvete." Então, a gente sempre se Programa e aí tá tudo bem, não ter quatro dias junto, porque vai ter o dia junto e que vai ser vai ter valor esse dia, né? Mas tem que ter o tempo junto, tem que existir. É uma coisa que é importante as pessoas entenderem, eh, elas aceitam essa promoção, fazer um curso e crescerem. Porque elas
acham que é o normal. Aham. Eu vou prover mais, né? Elas acham que é o normal. Todo mundo tá fazendo, então é Assim que se faz. Que sorte a minha. É importante entender que o que a gente chama de normal é doentil. É, é, é só, é muito importante a gente entender isso, que o normal é um ser humano ter bastante afeto, dormir bem, se alimentar, se exercitar e ter contato com a natureza. Isso é o normal para um ser humano ser saudável. Isso que a gente tá chamando de normal é o anormal e é
o doentil. Isso de aceitar toda a promoção, não ter tempo com os Filhos, tá sempre na vida parece uma gincana, não vê o pai, o pai tá morrendo, mas a gente não corre lá porque meu, eu tenho a minha carreira, eu tenho a minha profissão. Isso é o anormal, o doentil e a resposta aí sim normal para esse comportamento é depressão, solidão, suicídio, burnout. Eh, é tudo isso que a gente tá colhendo. O Brasil é o país mais ansioso do mundo, um dos mais deprimidos do mundo. Burnout é a maior Causa de afastamento. Ou seja,
é importante que as pessoas estejam vendo as consequências desse disso que elas chamam de normal. Ah, mas todo mundo faz. Sim. E todo mundo se medica. Tá todo mundo doente. Exato. E e tá todas as crianças nas creches sem ver os pais. E as crianças começam a se medicar. E as crianças ao que não existia há 20 anos estão se suicidando. Não existia há 20 anos suicídio infantil e criança com depressão. Essa é a Resposta normal para um comportamento doentil. Estar adequado a essa sociedade doente não é ser uma pessoa normal. Você não pode ser
considerada normal porque você está adequada a uma sociedade doente. Você tá anormal. Você tá doente, você tem um comportamento problemático para sua saúde e comun junto com todo mundo. Exatamente. Cara, Piangers, esse seria um assunto que eu queria muito, né, que a gente falasse Mais. Tá em cima do seu horário, você vai ter que voltar aqui. Tem uma pergunta plataforma. É, aceitaria ser amigo de vocês. Se a gente pudesse sentar e conversar por horas, eh, eu adoraria. Nossa, eu ia adorar. Tava muito legal. Tava muito legal. A minha psicóloga vai gostar muito. A não, a
minha filha psicóloga. A minha filha tá estudando psicologia, tá vendo? Olha aí. Pronto, já el duas vão ser amigas também. Já temos uma clínica. Já Temos uma clínica junto. Clínica Vênus. Eu só ia te falar, só pra gente não perder isso, que você tava falando disso do pai. Tem uma cena naquele filme Clique que o ele tá assistindo a última vez que ele encontra o pai e ele fica olha para ele, olha para ele, dá atenção para ele. É ele percebendo a oportunidade que perdeu. E tem filmes que eu choro muito. E um outro filme
que fala sobre isso é aquele do tempo. Christopher Nolan. Questão de tempo. Questão de tempo. Você já viu? Não. E questão de tempo, claro. Do do do dos números dos tempos, não é? que ele que ele entra no guarda-roupa e volta, que ele consegue viver de novo a mesma cena várias vezes, questão de tempo. Não, isso eu nunca vi. Pelo amor de Deus, assiste, me fala, por favor, assiste, me fala. É aquele do Cristan, lá, como é que chama? Eh, inter interstelarelar. Nossa senhora. Como eu chorei naquele filme, meu Deus. E o tempo no planeta
é diferente. A filha dele já grande e ele fica vendo daí os as mensagens que a filha mandou para ele ao longo de, sei lá, décadas e ele vendo a filha crescer em minutos e ele chorando assim dizendo: "Caraca, perdi tudo, velho. Perdi, já fo". E ele depois tenta voltar no final também. Então, também é desses filmes que me faz assiste questão de tempo, por favor, e me fala depois. Eu vou botar na minha lista. por favor. Obrigado pela dica. Adoro sempre conversar com você, tá, Cris? Quando você foi lá no Santa Correria me emocionei
muito e obrigado. Obrigado por existir. Obrigado por falar as coisas que você fala. Obrigado por se emocionar também. Acho muito errado a gente viver numa sociedade que acha feio chorar e noto que você chora e chora e me faz chorar quando chora também e chora naturalmente. Acho bonito uma pessoa que chora. Acho bonito uma pessoa. Ter um coração mole no mundo Cruel não é sinal de fraqueza, é sinal de coragem. Obrigado por chorar. Obrigada. Eu que agradeço. Ó, a gente tá com uma mensagem aqui. Piangers, obrigada por você ter vindo, ter feito todo esse corre.
Também tá com podcast chamado Santa Correria junto com o João Branco. Então, onde será que veio o nome, né? É, exatamente. É só um reflexo de tudo. Ó, a Dani 94 mandou: "Pangers, adoro você e sua família. Eu gostaria de ouvir um conselho seu. Minha filha tem 6 Anos e de um tempo para cá está tendo crises de ansiedade quando vai fazer alguma apresentação. Seis seis anos na escola ou no clube. Sempre que ela sabe que vai ter que se apresentar, ela chora muito, nunca quer ir. Das vezes que conseguimos levá-la, ela amou e falava:
"É a melhor apresentação da minha vida, mas o antes é muito sofrido, tanto para ela quanto pra gente." Como lidar com isso? Eh, recomendo, ã, Jong Chuan, né? o filósofo sulcoreano que fala sobre a Sociedade do da performance. As crianças elas já nascem eh não nasciam assim, é importante dizer, é um fenômeno moderno. As crianças na sociedade da performance acham que tem uma utilidade. Elas ouvem os pais de tanto serem perguntadas quanto que você tirou, como que você foi, o que que você chegou em primeiro, elas acham, ah, então é assim que um ser humano
funciona, como uma máquina performática. Eu preciso o tempo todo ser excelente. As crianças, a Aurora me Falou esses dias, esses dias, quando ela era muito jovem, ela falou: "Pai, a gente foi comprar um caderninho na livraria e ela disse: "Pai, eu só não gosto daqueles cdeninho com um dia, porque daí eu tenho que escrever todo dia, não quero ter que escrever todo dia." E as crianças elas vão percebendo. Isso. É um fenômeno moderno de crianças dizendo: "Eu sou um inútil". Crianças de 7 anos dizendo que é inútil. Ou seja, a a a cobrança por performance,
ela é tão Grande e às vezes não é na fala do pai, às vezes é na na conversa entre os pais, às vezes é a criança só sente que os pais esperam que ela performa performe e essa pressão pela performance torna tudo mais tenso e mais sério. E ah, é uma apresentação, é uma prova, é o vestibular, velho. A melhor pergunta que o pai pode fazer é: "E aí, não é o quanto você tirou aí? Que que você como foi o que que você respondeu, se divertiu? Como é, Que que você achou mais legal? É,
qual foi o momento do dia que você mais deu risada? Sabe qual é como que você vai brincar na apresentação? Como que você vai fazer alguma coisa diferente nessa apresentação? Alguma coisa para sair um pouquinho do sério, fazer alguma coisa diferente, malucá no palco. Isso. Como que como que aquela coisa pode ser assim? pode perder a sacralização. Quando eu subo num palco e às vezes eu subi cinco vezes no palco do Ted, o Ted É um palco sagrado que mudou a vida de muita gente no mundo. Por causa de uma palestra, muita gente teve a
sua vida transformada. É um tapete vermelho que nem esse aqui redondo, que você não pode sair daquele tapete e que você tem um treino antes e tem um grupo antes e tem um jantar antes do evento e e tem uma sala de espera e tem pessoa e tem filmagem e você não e tem luz e tem aquele microfonezinho aqui que já deixa o cara tudo te deixa nervoso. Cronometrado. Cronometrado, tudo deixa nervoso. E a minha técnica para não ficar nervoso no palco de Ted é só brincadeira, só brincadeira. Nada disso aqui importa. Eu tenho um
amigo Fábio Rag, eu e ele sempre que a gente tá nervoso, ele por causa de dinheiro, eu por causa de coisa, desafios profissionais, a gente sempre fala uma mesma coisa pro outro. A gente lembra o outro a mesma coisa. A gente fala essa Frase, a gente diz assim: "Daqui a 100 anos ninguém vai ligar, irmão". Exatamente. Daqui a 100 anos, em 2012, estranhos vão estar morando na sua casa. O seu carro vai ser uma lata velha. As suas roupas que você tá super preocupado vão ser trapos que os nossos bisnetos vão achar super nada a
ver. Mofado já. Você não importa. Nada é tão importante. A gente é pó. É pó. É pó. Tem um escritor argentino que ele fala uma frase que é para mim é fortalecedora. Ele diz: "Todos os caminhos levam à morte. Perca-se com essa a gente encerra aqui. Olha, a gente passaria o dia aqui. Eu também. Cancela sua palestra. Fala assim: "Galera da palestra, vem para cá, liga lá agora". Fala: "A gente é pó". Tô aqui. Perca. Bota, bota o Vênus ao vivo lá no telão da palestra E deixa lá rodando. Ia funcionar. Ia funcionar. Mas, ó,
obrigada por ter vindo nas redes sociais. Você é piangers, @pangers, né? Posta conteúdo lá todos os dias, cortes alguns e obrigado por também falar dos seus não ter vergonha de falar dos seus traumas e das coisas que você passou. Acho que isso é muito fortalecedor. Todo o meu trabalho é tem a base de falar dos meus erros, dos meus problemas, dos meus medos. E é muito massa quando a gente Encontra outras pessoas que dizem: "Eu também, cara". Não tenho mais problema nenhum em falar isso. Se o dia tá ruim, eu falo que o dia tá
ruim. Se eu não fui bem, eu falo: "Putz, gente, eu tô meio maluca na cabeça mesmo. Não vou bem hoje, tá tudo certo." Que massa. Obrigada. Tá, fico feliz de conhecer vocês. Obrigado. Prazer é todo nosso. Você que ficou até aqui, se inscreve aí. Meu Deus, o emblema só o emblema. Só mostrar o Emblema porque você tá com as suas meninas ali, ó. Ó, com as meninas. Caraca, quem foi que desenhou isso? Que maravilhoso. Ah, não acredito, velho. Que lindo. Foi Gigalvão, nosso ilustrador. Ai, obrigado demais. Adorei. Depois, Debinha, pede pro Gigalvão e isolar esse
desenho pra gente poder mandar para ele. Ficou ficou incrível. E a o código pra galera de casa resgatar gratuitamente esse emblema é Marta e Piangers. É isso, Tainá? É que é a nossa Semana, então tá tudo que rola na semana. Marta Gabriel. Adoro ela, minha amiga. Per. Nossa, a gente teve uma semana incrível aqui no Vênus. Muito obrigada, tá? Incrío. Agradeço. Obrigadão. Se inscreve aí no canal do Vênus, nos sigam @venuspodcast em tudo. E segue a gente também nas nossas redes pessoais sensuais. @ Crispaiva com do SS e as e assine. Segue a gente lá.
E fica ligado que a gente tem uma novidade muito grande para essa tá bom.