fala pessoal sejam muito bem-vindos nesse vídeo a gente vai dar continuidade a como realizar o exame do Estado mental falando dela que é uma das funções mais importantes de todo o exame psíquico que é a atitude e pessoal a gente vai aqui obviamente hoje reunir Teoria com prática então a gente não vai dar aqui só conceitos tá certo mas a gente vai também te mostrar em exemplos utilizando atores como é que você por exemplo consegue avaliar a atitude do seu paciente e pessoal obviamente primeiro a gente tem que começar aqui abrindo com um conceito tá
sobre o que que é de fato a atitude e eu quero que você grave isso atitude é muito parecido com o jeito é o jeito que o paciente passa ou seja como é que ele se comporta em relação a você a atitude ela sempre vai ter essa característica que é como que o entrevistador ou seja o médico ele se sente em relação ao paciente então é tudo que o paciente faz que vai mobilizar que vai espertar alguma coisa que vai dar um determinado tipo de impressão no médico e tudo isso pessoal é a atitude fica
meio amplo às vezes fica meio vago mas é para ser vago mesmo mas sempre tem em mente essa característica da atitude que é justamente ser aí um componente que sai do paciente e influencia no entrevistador e pessoal isso é muito importante porque assim quando você tá começando ali fazer o exame psíquico você tende a negligenciar a atitude mas eu vou te dizer Por que que ela é uma função psíquica tão importante porque muitos dos nossos diagnósticos eles são feitos aqui tá certo quando a gente apreende ou a gente sente alguma coisa com o paciente e
que esse sentimento é meio que constante ali ao longo de toda a entrevista isso é um importante pista diagnóstico então quanto mais você vai ficando experiente mais você vai dando um certo tipo de importância para aquilo que o paciente te passa ou então como é que se comporta perante a você e se a gente fosse aí organizar tudo que tá em englobado Ou seja que tá dentro aí da atitude a gente vai pegar comportamentos a fisionomia a fala os gestos a mímica a gente tá decompondo isso tá certo mas a atitude de uma maneira geral
ela chega pra gente de uma vez ela é meio que como se fosse aí quase uma coisa atmosférica tá isso a gente chama de uma apreensão a apreensão que a gente faz ela é sempre de um todo e a gente tenta dividir nas partes justamente para ficar mais didático ou então para ficar aí mais compreensível se você for decompondo uma parte por parte por exemplo uma mímica um gesto uma fala não dá o todo propriamente dito tá certo mas a gente usa isso justamente pela característica de didática então assim quando você entra em contato com
o paciente você vai ser meio que invadido ou então chocado pela atitude que ele lhe passa e tudo isso a gente apreende de uma forma que a gente diz assim um certo intuitivo apar essa palavra ela ser meio ruim porque ela sempre se remete assim a uma coisa que não tem certo tipo de objetividade ou então que é muito dependente ali de quem tá avaliando é essa palavra mesmo que a gente utiliza tá certo é uma forma de apreensão muitas vezes quando a gente usa a palavra intuitiva a gente quer se referir justamente sobre a
forma das coisas ou seja um certo tipo ali de gestal tá então a gente aprende isso de uma vez como um todo e não decompondo e obviamente tá pessoal a atitude ela é composta por duas partes uma que é pelo que o paciente diz e que você sente E outro que é não verbal Ou seja é basicamente aqueles comportamentos ali que não são exprimidos pela palavra mas que você de uma certa forma tá em contato com eles a mistura disso tudo é a atitude que o paciente passa beleza e aí surge aquela pergunta né como
é que você vai descrever isso aí no seu exame psíquico que é muito importante pessoal as palavras que a gente usa para descrever a atitude elas são palavras de uso corriqueiro como você vai ver tá E também também lembrar que a atitude como um todo Ela não é uma coisa que é tão estática assim então ela pode mudar ao longo da entrevista ela pode ser um formato mais dinâmico também para você descrever a atitude você não precisa descrever com uma única palavra você pode usar aí mais de uma palavra e sempre tenta considerar meio que
a atitude predominante vai ser uma média tá do comportamento daquele paciente ali ao longo de toda a entrevista Ou seja você pode usar ali Às vezes uma palavra pode usar três quatro palavras ou às vezes você pode pode até usar uma palavra que não esteja exatamente nessas aqui que a gente vai te passar que são as de uso mais comum Tá bom mas que ela consiga descrever Às vezes o que que você tá sentindo aliou o que que aquele paciente te passou então você pode usar palavras de uso corriqueiro para descrever a atitude do seu
paciente aí sem nenhum tipo de problema e aqui facilitar a gente deixou as atitudes aí que são mais senso comuns digamos assim então as palavras que a gente mais usa na hora de descrever e a gente pode delimitar isso em dois grandes grupos a primeira são as atitudes desejáveis e a segunda são as atitudes indesejáveis tá olha esse termo é meio ruim na realidade porque assim não é que a atitude seja indesejável tá o paciente ele tem direito aí de fazer o que ele quiser ele tem um direito de eh se comportar com o entrevistador
da forma que ele quiser isso são Dados pra gente isso é a forma com que ele se porta no mundo mas classicamente é dividido sim e a gente vai adotar aqui esse tipo de divisão então as atitudes desejáveis eu vou te dizer assim que elas são a maioria né das entrevistas que a gente tem e basicamente a gente usa essas quatro palavras aqui para descrever e é provavelmente O que você mais vai botar no seu exame psíquico então você pode descrever uma atitude como amistosa cooperativa interessada e de confiança e essas palavras elas significam literalmente
o que elas passam então assim um contato amistoso é um contato amigável Cooperativa é quando o paciente ele tá basicamente colaborando com a entrevista ele contribui com ela então interessado o paciente tá interessado naquilo que você diz e de confiança Obviamente você sente que o paciente confia em você vamos ver aqui um exemplo Tá mas na prática de um paciente que ele tá com uma atitude que a gente julga aí adequada e que a gente pode descrever ela como por exemplo cooperativa bom seja muito bem-vindo prazer L conhecer eu me chamo José Mateus Como que
você se chama Prazer sou Sandro bom Sandro prazer L conhecer Gostaria que você me Contasse um pouco da sua história por favor que ele trouxe aqui Então na verdade Doutor eu ven aqui porque eu preciso de um atestado um atestado é as coisas não estão indo bem no trabalho tá um pouco estressante E aí tá acabando levando pr pra saúde também então queria um um atestado entendi você trabalha com quê Eu trabalho numa agência de publicidade não é uma agência grande tem umas 20 pessoas e trabalho lá uns 5 anos pô masos caras aqui a
gente viu um exemplo que é o mais comum de todos tá que é uma atitude que é Cooperativa então a maioria das entrevistas é isso aqui mesmo Tá certo então você vê que o paciente aí no caso por exemplo ele tá conversando com você falando normalmente ele tá cooperando aí com a entrevista Tá mas obviamente Às vezes a gente pode ter mudanças da atitude como a gente vai ver nesse próprio caso e aí a gente vai usar toda essa Gama aqui de palavras para descrever cada uma delas então a atitude pode ser não cooperante e
é sempre bom você dizer por que que o paciente não tá cooperando com a entrevista pode ser de oposição hostil de fuga suspicaz querelante reivindicativa arrogante evasiva invasiva des esquiva inibida enfim todas essas aqui que tá aqui descrito Tá certo então printa aí faz uma lista disso aqui a gente vai passar por cada uma delas aqui te mostrando com exemplos então vamos aqui na Pr atitude na prática e a gente agrupou de forma para facilitar porque por exemplo você pode falar que o paciente ele tá não cooperante obviamente Mas você tem que dizer por que
ele não tá cooperante então ele pode est não colaborativo por milhares de motivos às vezes porque ele tá se recusando a fazer alguma coisa Às vezes porque ele não tá gostando de você às vezes porque ele tá com alguma queixa ou então alguma reivindicação e obviamente Isso aqui vai andar de lado a lado com outro tipos de atitude e lembra que é que a gente falou você pode usar mais de uma delas para descrever a gente vai ver aqui por exemplo três né ou quatro ou até mais assim por exemplo atitude não cooperante o paciente
não colabora de oposição que é quando o paciente por exemplo ele tá recusando fazer alguma coisa na entrevista e de fuga quando ele quer fugir olha o exemplo aqui que a gente vai deixar que tá bem ilustrativo desse caso Senor Sandro Senor Sandro oi oi eu sou José sou médico psiquiatra posso conversar com sen não quero falar com ninguém eu só quero sair daqui eu sei que lugar é esse já fui internado aqui várias vezes seu Sandro a a porta tá fechada e eu também quero que você saia mas para isso a gente você precisa
virar para mim a gente preca eu só quero que você me ajude a sair desse maldito lugar só isso tá mas para isso você precisa virar para mim para eu conseguir entender o que que tá acontecendo quem é você Oi eu sou José eu sou médico psiquiatra aqui desse setor eu tô aqui para lhe ajudar eu não tô aqui para me bom Aqui você vê claramente tá que você pode escrever essa atitude como várias Tá certo então por exemplo aqui você vê que o paciente ele tá Não cooperante ele não quer muito colaborar com a
entrevista mas ele também tem seus motivos para isso né então por exemplo ele quer aqui fugir ele não tá se sentindo confortável suficiente aqui nesse espaço e aí o que que ele faz né ele por exemplo ele se opõe ou então ele recusa conversar com o médico ele quer fugir e obviamente ele tá reivindicando que ele não gostaria de est ali então você pode usar todas essas palavras aqui para descrever essa atitude então esse aqui é uma das formas que você tem uma outra atitude que aparece muito é a suspicaz muitas vezes a gente descreve
esse tipo de atitude principalmente em pacientes que eles estão ali meio suspeitas que eles levantam suspeitas né ou no ambiente ou no entrevistador aparece isso aqui muitas vezes em caso de Psicose tá então por exemplo quando o paciente ele começa a suspeitar do médico do ambiente ele começa a fazer perguntas bom mas quem é você mesmo o que que você é por que que eu tô aqui e por que que você tá me fazendo esse tipo de pergunta isso são atitudes mais suspicaz tá certo aqui por exemplo a gente consegue ver um pouco de uma
atitude suspicaz nesse exemplo aqui mesmo do paciente então vamos botar aqui para vocês verem que no mesmo paciente às vezes ele pode mudar um pouco na atitude dele então vamos ver já só que há um ano a situação ficou insustentável e não tá bom e não tô conseguindo ir para lá não tô conseguindo trabalhar com as pessoas não tô conseguindo produzir T de contratos ele pediu para eu instalar WhatsApp Business no celular WhatsApp Business é entendeu hum não muito PR hackear PR hackear o celular você pode me explicar melhor isso queria hackear o sistema do
meu celular para controlar as minhas ações para controlar tudo que eu tava fazendo tá e como que eles fariam isso por exemplo algoritmo algoritmo faz isso com o algoritmo o algoritmo tem essa capacidade você vê no instagram a gente vai falando e vai aparecendo né então às vezes só de falar tanto é que eu desliguei ó desliguei aqui para entrar entendi porque às vezes isso pode o celular conectado com o outro quando tá próximo isso pode acontecer Pode hackear poderia raquear o seu por exemplo é isso que tem acontecido bom observa que nesse caso que
esse paciente ele por exemplo ele fica meio suspicaz com o celular então ele acha que ele pode estar sendo ali observado então que o algoritmo tá escutando ele que pode inclusive às vezes escutar pelo celular do médico se isso se mantém na tônica como da entrevista e nesse caso aqui ele se mantém tá a gente pode dar um um atitude no caso do paciente que tá suspicaz e você vê que não necessariamente ele tá não cooperativo ele tá cooperativo porém suspicaz então você pode deixar isso aqui descrito na sua atitude sem nenh um tipo de
problema que e você vai brilhar na hora de fazer seu exame psíquico tá e obviamente você também pode ter uma atitude hostil uma atitude hostil é quando o paciente Ele vai tentar fazer aí principalmente alguma coisa mais agressiva em direção ao médico que é no caso aqui desse vídeo que fica muito claro isso tá então vamos ver aqui como é que um paciente hostil ele se comporta Tom bom aqui é muito óbvio né paciente aí ele foi cumprimentado pelo médico na hora que ele foi cumprimentado ele pegou uma cadeira e jogou no médico Tá certo
então ele tá não cooperativo e ele tá bastante hostil Às vezes o paciente ele pode ser hostil inclusive com palavras de uma forma verbal eh às vezes no tom de ironia ou então às vezes no tom de ameaça você também registra isso como atitude Ox não precisa necessariamente assim ser através de ações tá mas aqui só para você saber nesse caso Então pessoal a gente terminou esse primeiro bloco agora a gente vai passar para esse segundo bloco aqui que basicamente são outros tipos de atitude primeira a reivindicativa que a gente já viu naquele vídeo né
o paciente ele tá bastante reivindicativo porque ele tá queixando de algo que acredit ser o seu direito isso às vezes pode também assumir um outro tipo de Tom E lembrando que atitude não é patognomônico Ou seja não é exclusivo de um transtorno a pessoa pode ser reivindicativa em vários transtornos isso pode ser inclusive normal então às vezes ela pode ser reivindicativa porque ela esperou durante muito tempo e ela acredita que seu direito dela é não esperar e ela pode estar chateada com você ou então ela pode ser reivindicativa porque ela tem um transtorno de personalidade
ali e o mecanismo que ela usa é justamente ali querer tudo para si brigar com os médicos isso acontece também tá querelante também a gente deixa essa palavra para basicamente quando o entrevistador ele se sente ofendido com alguma coisa que o médico diz tá então querela vem de o conflito Então quando você tá ali na entrevista com paciente que tem algum tipo assim de conflito então assim que não tá tão legal você pode usar aí que o paciente ele tá com atitude querelante um pouco mais reivindicativa e a gente vai ver isso aqui um pouco
nesse caso inclusive tá e pessoal arog an é uma postura superior a gente deixa isso pro último vídeo que vai fazer mais sentido mas vocês vão ver assim que é quando o paciente ele se põe em uma posição de superioridade às vezes com entrevistador ou então mesmo com alguma coisa que ele tá sentando é uma grande dica também às vezes para atitudes ali tanto em transtornos de personalidade mas também às vezes em caso de mania que a pessoa ela tá tão exacerbado então às vezes ela tá tão eufórica que ela assume uma atitude naturalmente um
pouco mais arrogante e a gente vai ver isso tá bom então Eh esse aqui é uma forma que a gente tem para descrever esse tipo de atitude e dá uma olhada aqui um pouco nesse nesse vídeo aqui que a gente deixou para vocês tá tudo bem assim tá tudo bem é tô num momento bom tô escrevendo um livro já escrevi um livro né e em cinco dias mas agora tô escrevendo um que vai ser um sucesso também isso daqui é modelo Industrial essa sala né é Industrial isso mesmo É né eu conheço bem Eu trabalho
com design de interiores E aí eu tô fazendo uma coisa parecida assim mas Industrial sabe né do não é do daquele filme lá fil do do Chaplin uma coisa traz da outra e eu já fiz terapia eu conheço já li Freud já li niet já li é que que você achou meu na na época eu achava difícil assim eh mas agora tô mais maduro tô inteligente então sei lidar com isso assim mais você é um cara mais intelectualizado assim pelo que eu tô percebendo é o que e aí eh eu comecei a trabalhar como tradutor
e aprendi quatro línguas né eu falo inglês eu tô me dedicando ao livro que chama pós verdade na pós contemporaneidade Uau que que título legal assim legal né É bem bem diferente pel pelo menos f a impressão que você tá fazendo muita coisa Ultimamente você acha que eu tô fazendo muita coisa tô errado é muita coisa para você né bom nesse caso aqui tá bem claro assim que esse paciente inicialmente né Ele tá um pouco mais cooperativo Mas você vê que em um minuto que o o o entrevistador ele começa a pôr barreiras e falar
que ele tá muita coisa ele entra em conflito então ele fica um pouco mais querelante e vê que ele tem um certo tipo de Tom de superioridade assim então inicialmente você até poderia descrever isso aqui como uma postura um pouco mais assim arrogante só que na tônica da entrevista como um todo você vai ver aqui isso aqui a gente tá num entrevista de mania tá você vai ver que o paciente também ele tá desinibido expansivo mais jocoso Tá certo então são todas aí palavras que combinam com essa atitude do paciente mas obviamente se isso aqui
permeia mais se o conflito permeia ou então se sempre esse tom de superioridade permeia mais a entrevista você pode descrever como arrogante tá no final a gente vai ver também um outro tipo um pouco de arrogância só que obviamente aqui é mais para dizer que a atitude por si só ela não é exclusiva de um transtorno a gente vai ver isso em outro transtorno aplicado tá então beleza esse aqui é um bom exemplo a gente também assim tem atitudes e a gente botou aqui nesse bloco porque elas andam um pouco mais juntas tá que é
a atitude invasiva que é quando o paciente Ele quer saber um pouco mais da vida do médico quando o paciente também tá desinibido ou seja ele tem uma grande facilidade ali pro contato social e às vezes ele pode falar uma coisa ou outra que inclusive não encaixa muito bem às vezes é até meio impróprio ele chega a ser Inconveniente a gente também tem atitudes expansivas que é o paciente ele tratar o médico como ele se fosse íntimo num desejo aí mais maior de contato social e também às vezes o paciente ele pode estar mais jocoso
quando principalmente a atitude dele é mais leve mais brincalhona mais jovial mais frescor e também irônico tá quando tem uma postura mais assim como o próprio nome diz ironia ou de combatividade Por que que a gente agrupou isso aqui porque essas atitudes Elas costumam andar juntas tá e muitas vezes a gente vai encontrar isso aqui em casos de mania como é o caso dessa entrevista a gente vai voltar aqui para ele para você observar justamente onde é que a gente consegue ver isso aqui nesse paciente tá então vamos lá sem fala assim para mim que
tô fazend pouco dançar Fui pra balada para querer fiquei com uns caras aí também até levei um carinha para casa minha mãe ficou incomodada enfim mas o cara era bacana papo bom era gato também assim até lembra um pouco você assim brincando não precisa ficar preocupada bom a gente vê aqui que por exemplo esse paciente ele tá ultrapassando certo tipo de limite que são Dados aí do que a gente se espera de uma relação médica com paciente então a gente pode ver que ele tá mais expansivo ele tá mais desinibido ele tá um pouco mais
invasivo ele tá inclusive jocoso também tá então esse tonalidade aqui é muito compatível às vezes com o paciente que ele tá em Mania obviamente a pessoa pode ser assim não apresentar nenhum transtorno a gente sabe disso porque a gente vê entrevista como um todo tá mas aqui não é o caso dar um diagnóstico agora a gente tá se referindo mais a dados da psicopatologia descritiva que pessoal é uma parte da psicopatologia tá bom lembra que assim caso você queira aprender psicopatologia de uma maneira muito mais detalhada com a parte ali Clínica com a parte fenomenológica
e sempre nessa pegada prática aqui a gente te convida a você participar do nosso curso psicopatologia na prática um curso completo Tá certo a gente borda as três tem acompanhamento tem ali os atores para mostrar a gente também faz aulas a no Zoom ao vivo e a gente também tem um grupo de alunos onde a gente vai retirar todas suas dúvidas Então assim aqui você tá vendo basicamente a pontinha ali do iceberg Tá certo todo o Iceberg você vai ver no curso é muito mais avançado tem muito mais conteúdo lá dentro então pessoal se você
se interessou clica aqui no link que a gente deixou na descrição aqui desse vídeo dá uma olhada lá no curso a gente vai te explicar se quiser trocar uma ideia com a gente chama lá no Fale Conosco na nossa página e pessoal se for a sua vontade entra que você vai aprender muita psicopatologia eu garanto isso aqui transforma sua prática tá vamos voltar aqui para o pra aula Beleza então pessoal aqui a gente viu basicamente esse tipo de atitude e aqui a gente também tem atitudes que a gente já agrupou aqui em outro grupo que
são muito comuns aí também transes de personalidades que são a atitude lamuriosa então o paciente ele tá se queixando principalmente dos do seu sofrimento em tom aí de aut Piedade então aquele paciente muitas vezes que a gente descreve Então como poliqueixoso mas sempre com essa tonalidade de autopiedade a gente também tem os pacientes que a gente descreve com atitude dramática que são pacientes que eles exageram nas emoções eles exacerbam elas e às vezes isso pode ser ou não propositalmente tá E também tem a atitude teatral a atitude teatral pessoal nesse caso aqui especificamente dessa fonte
a gente guarda ela para quando o paciente ele busca através de suas ações ou do seu relato chamar a atenção das outras pessoas em alguns momentos Pode até parecer que ele tá fingindo ou seja dramática é quando eles aceba as emoções teatral é quando ele busca muitas vezes tá no dentro do Palco para chamar atenção tá e obviamente pessoal muitas vezes isso pode Não tá assim tão delimitado quanto tá aqui nos conceitos Não se preocupa com isso tá psicopatologia não é tão exato não é tão assim o ponto de corte tão nítido às vezes vai
se confundir mesmo às vezes vai descrever como dia dramático teatral não tem problema ninguém vai morrer por causa disso tá e por fim tem a atitude sedutora que é quando o paciente ele tenta mobilizar o examinador veja bem a gente tá botando aqui a atitude sedutora não fica imaginando que o paciente tá seduzindo o entrevistador isso pode até acontecer tá certo mas é basicamente a gente usa desse termo para indicar quando o paciente ele quer mobilizar o interesse ou seja quer que o examinador preste mais atenção chame mais ali pra queixa a gente vai ver
um um exemplo disso aqui tá então preste atenção nesses dois exemplos aqui que a gente deixou para você vamos lá Olá prazer lhe conhecer me chamo José sou médico psiquiatra gostaria de saber um pouco sobre você me sua história Qual o seu nome Qual sua idade o que que você faz a minha história é longa viu Doutor Mas vamos lá eh Meu nome é Ingrid Eu Tenho 47 anos assim em Minas Gerais na cidade do interior e morava num sítio né um sitiozinho lá com a minha família família muito difícil minha mãe sempre foi muito
brava muito rígida e eu acho que talvez lá seja a raiz do meu sofrimento entendi é super importante isso tá a gente vai voltar assim para ISS em detalhes mas anos que minha mãe morreu e eu perdi o emprego e ai foi um caos e eu lembro que começou umas dores pelo meu corpo e né umas dores assim aparecio umas agulhadas por todo o corpo horrível fui em tudo qué médico fiz um monte de exame ninguém descobriu o que eu tinha até encontrar o Dr h esse aí olha esse Dr Ronald me ajudou muito porque
ele falou que o que eu tinha era Talvez né talvez fosse fibromialgia Uhum E aí cuidou de mim tá cuidando de mim marca consulta todo mês inclusive na quinta-feira eu vou lá Entendi do geralmente assim mexe muito com a nossa saúde mental não é É sim nossa O que que você que que você acha assim como que você sente relação isso cabeça é assim eu fico me sinto péssima né Eh as pessoas desistem de mim por favor não vai desistir de mim é porque a minha família acha que eu sou muito dramática eh desde pequena
Sei lá eu porque né quando eu era pequena alguma vez aconteceu de eu perder uma boneca minha boneca preferida E aí ninguém me ajudou minha mãe me ajudou ningém me ajudou a procurar e eu sofri mas eu sofri sofri tanto Ai meu Deus o que eu acho é que assim eu acho que eu sou uma pessoa intensa é isso eu bom nesse caso aqui a gente viu né enfim uma paciente que a gente poderia descrever ela Inicialmente um pouco mais como lamuriosa você vai ver que na entrevista como todo ela ela se refere muito assim
das queixas dela do sofrimento que não tem nada que possa fazer a respeito disso em algumas vezes ela exacerba mais as emoções e isso pode ser inclusive né que ela tá falando ali sobre o Dr Ronal que eh para o próprio médico ali também não abandonar ela tá certo isso é também para despertar um pouco o interesse do entrevistador então assim tem um certo tipo de atitude sedutora aqui e pessoal a gente poderia até botar uma atitude a mais aqui também ela é um pouco sugestionável então assim você vai vendo que tudo que você vai
falando para essa paciente ela vai dizendo que sim então ela vai concordando com os sintomas que você vai jogando isso aqui denota um certo tipo de também apare atitude mais sugestionável e a gente vê muito isso aqui às vezes em transtornos de personalidades que são histriônicos e também em transtornos às vezes somatoformes conversivos dissociativos vamos ver aqui outro exemplo de atitude dramática Tá certo para você ter aí a título de comparação sim é difícil é difícil explicar eh mas a última vez foi ontem né Eh eu namoro eh tenho cinco meses né é uma pessoa
que eu conheci na na escola eh também nem sei se eu namor porque a gente já foi voltou um monte de vez e eu sinto que ele não sei lá não gosta de mim tá se afastando prefere ficar jogando videogame sair com os amigos fazer as coisas da faculdade do que me vê aí ontem a gente tinha combinado né de se ver né e ele desmarcou do nada falou que ia jantar com o tio dele sabe e não me avisou não me chamou que E aí eu fiquei com muita raiva comecei a xingar ele chorar
eu fui fui pro meu quarto aí peguei comecei a excluir todas as fotos dele do do Instagram bloqueei el em tudo quanta coisa que eu podia e comecei a me arranhar me arranhar minha mãe percebeu que alguma coisa estava acontecendo porque eu não tenho privacidade na minha casa né entrou no meu quarto começou a a falar comigo né e eu fiquei assim fiquei muito nervosa e aí eu só me acalmei porque eu aqui a gente também tem um outro exemplo aí de dramaticidade ou seja exacerbação das emoções e pessoal a gente pode usar essa atitude
para descrever isso E lembra que também assim apesar da gente usar esses termos assim não é de certa forma assim pejorativo tá bom esses são termos assim mais consagrados na psicopatologia e se você também não quiser usar eles você pode apenas descrever então por exemplo você pode dizer que você sente uma atitude do paciente que as emoções são mais exacerbadas que são mais eh o conteúdo ele é sempre muito rico na tonalidade emocional mais exagerado também assim você pode falar esses termos também se você preferir fica aí também a recomendação e a gente também tem
outras formas de descrever a atitude primeiro primira outra também delas é atitude indiferente tá então nas atitudes indiferent é como se a presença do médico ali tanto faz como tanto fez Tá certo então a figura do médico causa pouca mobilização também tem as posturas mais evasivas que o paciente ele evita de responder certo tipo de pergunta ou então certo tipo de tema tem também as pacientes que ficam mais inibidos principalmente aí nos transtornos mais fóbicos transtornos também às vezes esquizoides tá o paciente pouco à vontade aqui a gente agrupou justamente nesse grupo porque pega muito
esses transtornos fóbicos esquizoides esquizotípico ansiosos demais são pacientes às vezes que elas podem estar mais evasivos indiferentes inibidos submissos também tá e a postura submissa que é o paciente que Ele atende aí quase todas as solicitações do examinador vamos ver aqui uma postura né enfim uma atitude um pouco mais inibida tá então preste atenção aqui nesse exemplo que a gente vai te dar tudo bom Jéssica meu nome é João eu sou médico psiquiatra te traz essa consulta de urgência hoje ai doutor peço até desculpa de marcar assim de última hora né Não sei se tinha
outro compromisso mas é que assim tá Tá difícil eu tô com muita ansiedade porque eu não tô conseguindo mais ir pro trabalho faculdade que eu acabei de começar Claro você quer ficar mais à vontade quer deixar a sua bolsa ali no no sofá Ah não não tá tá bom certo bom J vê aqui por exemplo que a paciente ela tá muito mais inibida ela já chega pedindo desculpa pro médico ela fica toda hora aqui segurando a bolsa tá que ela tá basicamente apertado aqui contra o colo dela então você consegue ver inclusive pela própria postura
corporal do paciente que ela tá aí desconfortável que ela tá aí mais retraída ela tá com uma postura de encolhimento Então tudo isso passa pra gente que ela tá mais inibida tem uma assim uma atitude mais fóbica tá e a gente também vai ver aqui outro tipo tipo de atitude que é um paciente aí que tá muito mais indiferente vê que ele é mais plano ele responde o médico num numa forma mais eh até um pouco mais assim embotada menos afetiva menos emocional dá uma olhada para você entender o que a gente tá falando prazer
Carlos bom eu gostaria de saber um pouco sua história mas antes da gente entrar nisso queria entender um pouco Qual sua idade de onde é que você vem com que que você mora Como eu disse meu nome é Carlos eu sou engenheiro civil trabalho numa empresa num projeto há 10 anos eu moro com a minha mulher com a minha filha tem um cachorro um doberman entendi obrigado assim por essas informações ó vê logo que de cara que o paciente ele é muito mais plano então ele só fala o que é basicamente ele responde só o
que que é perguntado ele não dá muito continuidade a conversa ele tá sendo menos mobilizado aí pela figura do médico vamos ver mais um pouquinho aqui para ficar mais claro de emprestar Cola ou receber cola na escola Ah passar Cola sim você passava ou você recebia a cola matemática eu passava a cola e as outras eu recebia muito as outras matérias eu tinha dificuldade não o entrevistador pergunta você passava ou recebia Cola com certo tipo de emoção e o paciente responde muito plano tá Man passava Cola enfim né e recebia aí matemática basicamente isso então
você vê até que o médico ele dá uma apagada assim ele não sente essa ressonância emocional Então vê aqui que esse é um paciente muito mais indiferente aí ao conteúdo que tá sendo exposto tá então isso é importante também de vocês observarem e pessoal a gente também tem outras posturas que são a postura simuladora muito cuidado tá certo na hora de botar esse tipo aqui de atitude do paciente porque a postura simulador a gente grava ela então deixa eh resguardada para o paciente ele simular uma do ISS aqui não tem isso às vezes é muito
difícil de você descobrir tá você tem que ter um certo tipo aí de investigação muito grande e também tem o contrário Então enquanto o paciente simulador ele finge né ou então ele simula uma doença que não tem o dissimulador ele oculta um sintoma de uma doença visando um tipo de objetivo que a gente também vai ver isso tá E também tem um paciente manipulador que ele usa um certo tipo de chantagem então de mecanismo para tentar mobilizar o médico então às vezes isso aquele paciente que fala assim por exemplo olha se você não me internar
aqui eu vou vou me jogar da ponte então isso Às vezes pode ser uma atitude manipuladora que às vezes a gente vê muito aí em transtorno de personalidade vamos dar uma olhada aqui um pouco nessa entrevista sente mais alguma coisa quando você bebe hum não não sinto nada assim é um alívio só e nem sei mas assim porque eu bebo mas seja entendi e assim André pelo que você me falou um pouco você considera bebida e você consideram por exemplo o uso de cocaína um problema não não considero se tiver que falar com um problema
é essa desgraçada que me ferrou né que faliu tudo fez falir e e eu venho de uma família muito pobre né então olhei para aquilo e falei não dá para ser melhor que isso eu posso ser melhor que isso né Sempre fui muito bom assim de trabalho sangue nos olhos sabe E aí vim para cá e comecei a trabalhar com venda de casa de baixa renda e tal e foi isso entendi você falou que você é bom assim por que assim o que que você decidi cara eu sei o que a pessoa precisa entendeu então
eu olho no olho eu saco a casa que ela precisa tipo não preciso enfiar uma entendeu Tipo entuchar assim alguma coisa para ela e aí por exemplo agora eu trabalho Morumbi Alto de Pinheiros Jardim Europa casa de alto padrão isso E aí eu sei eu olho para um cliente e vejo assim o que que ele precisa né se é uma família grande se quer agradar patroa ou bom aqui no caso você vê assim que inicialmente é um transtorno de uso de substância tá essa entrevista e ele tem aqui uma atitude meio dissimuladora então você vai
ver aqui na entrevista como todo que no começo dela né que a gente Botou ali naquele trecho que você o médico pergunta né se tem algum problema ali de se ele considera o uso de substância ele não não acha isso Isso é uma atitude de dissimulação Tá certo ele tá ocultando um sintoma às vezes tá ocultando um e você vê também aqui que ele tem um certo tipo de ar de superioridade tá certo é uma postura um pouco mais arrogante ao longo da entrevista como todo ele vai culpar ali todo mundo pelos problemas dele menos
eh basicamente olhar pro problema em si então a gente vê assim que na tônica em geral tem uma atitude aí de dissimulação e por fim pessoal a gente tem as últimas atitudes que a gente descreve Então são atitudes pueril que é quando um paciente ele se comporta e de forma inapropriada para sua idade Ele se comporta como às vezes como uma criança ou então numa idade mais precoce ou mais baixa do que ele aparenta ter Pode ser aí em personalidades mais imaturas ou então às vezes até em déficit intelectuais que a gente vê muito isso
atitudes pueris às vezes até em quadros de esquizofrenia também e também tem a atitude gis croid que é um paciente que ele é difícil de se desvencilhar e é adesivo demais ao contato Ou seja aquele paciente aqui ele fica muito às vezes ali em cima do entrevistador você tenta mudar de assunto e ele não muda ou então você tenta por exemplo acabar a entrevista e o paciente ele fica perseverando tinha um paciente por exemplo que no até no final da consulta às vezes ele voltava várias vezes ali pro consultório é sempre uma atitude muito adesiva
essas atitudes liscr pueris a gente vê muito em quadros orgânicos tá então às vezes ali em epilepsias em traumas cranianos e encefálicos depois ficam com algum tipo de sequela Tá certo então são atitudes que a gente Guarda um pouquinho pra descrição desses casos e por fim também tem atitude amaneirada amaneiramento pessoal é basicamente um caractere mais caricatural ou seja quando o paciente ele se comporta ali como quase que uma caricatura a gente vê muito isso às vezes em quadro de catatonia e em quadro de esquizofrenia também e aqui a gente deixou um exemplo tá então
você vai ver aqui no primeiro exemplo que o paciente ele vai basicamente fazendo ou gesticulando com as mãos tudo que ele diz e no segundo exemplo que a gente vai mostrar aqui nesse vídeo que tá em inglês ele basicamente fala com sotaque que é muito diferente do jeito normal que ele fala como é caricatural demais a gente utiliza a atitude amaneirada vamos ver aqui como que isso se comporta Came on M wasing High and my mom while I was eating my Breakfast burit I love eting breakfast burit bom e aqui a gente viu o caso
do paciente que inicialmente ele aí se comportando de uma forma mais caricatural pessoal basicamente são essas atitudes que você vai ver na sua prática se você tipos aí de descrições você vai ter um exame psico bem completo espero também assim que você esteja gostando dessa série de vídeos se você ainda não viu o nosso vídeo sobre a aparência Eu sugiro que você veja e continua com a gente aí caso você queira mais conteúdos como esse se tiver dúvidas deixe no comentário e até a breve