[Música] [Música] muito Bem pessoal vamos aqui então para mais um Bloco Eh também um um bloco muito importante na medida em que a gente vai fazer uma reflexão sobre um processo absolutamente ligado e decorrente da industrialização que vimos há pouco tô falando do quê eu tô falando da formação portanto eh dos centros urbanos e do mercado interno então este bloco se chama urbanização e formação do mercado interno nos moldes dos subdesenvolvimento ou do desenvolvimento possível então palavras ou conceitos que vão marcar este nosso bloco é urbanização mercado interno e a condição de subdesenvolvido né lembrando
termo mais utilizado eh até do ponto de vista teórico conceitual mas eh até o final do século XX mas que para nós pro nosso estudo e até enfim paraas nossas referências teóricas vale a pena citar vamos lá então vejam eh ao falarmos de industrialização é impossível não falarmos portanto do processo de urbanização e por quê via de regra os centros urbanos eh historicamente se constituíram eh a partir de um movimento marcado Pela chegada e concentração de trabalhadores e trabalhadoras ao redor das instituições das empresas dos postos de trabalho então a Constituição da Urb da cidade
e isso vale portanto também para a realidade brasileira claro algumas especificidades que quero tratar aqui com muito cuidado com vocês mas via de regra a urbanização decorre portanto da chegada da classe trabalhadora né A grande maioria portanto aí eh oriunda das áreas rurais né O que significa dizer que o êxodo rural contribui para a urbanização vejam vocês e a a própria realidade da cidade de São Paulo do Rio de Janeiro no Recife Belo Horizonte enfim grandes cidades grandes regiões metr metropolitanas Como assim são chamadas né Eh que só ganham a conformação que que possuem na
medida em que também eh a dinâmica Econômica Industrial se desenvolve então falar de industrialização é falar de urbanização Mas vamos olhar com calma né a realidade Nacional eh nós vimos né que o processo de industrialização de algum modo teve uma marca conservadora né seja pela forma como a iniciativa privada pouco investiu e o que decorre portanto no maior protagonismo do Estado como nós vimos né seja num ponto que quero tratar aqui agora que é ou seja como ae adora é responsabilizada chamemos assim pelos custos ou a ela classe trabalhadora é delegada ou são Delegados os
custos para sua reprodução da vida ou do ponto de vista conceitual teórico para reprodução da força produtiva O que é a força produtiva é a mão de obra a classe trabalhadora constitui essa força produtiva humana n é e que evidentemente tem um custo de manutenção mas o que estou falando falo da habitação da alimentação da proteção social então vejam vocês que e vou e vou tentar deixar claro a relação do modelo de desenvolvimento capitalista com o modelo do processo de urbanização quando eu tenho uma industrialização quando eu tenho um projeto capitalista que delega para a
classe trabalhadora o grande custo de reprodução e manutenção da sua vida eu crio uma condição de vulnerabilidade social porque parte do salário é comprometido com essa manutenção da vida e se nós temos salários achatados se nós temos portanto uma classe trabalhadora que isso é importante tem baixíssimo grau de escolaridade trabalha no chamado chão de fábrica com atividades pesadas e que portanto é remunerada também de modo Modesto isso faz com que ela sinta o peso e um enorme peso dos custos da manutenção e reprodução de sua vida mas o que isso significa significa que a distribuição
então da classe trabalhadora na cidade onde até então estavam concentradas as indústrias essa distribuição ela vai ser irregular essa distribuição vai ser portanto pautada numa desordem e sem planejamento na medida em que os terrenos mais baratos as possibilidades de habitação estão longe do centro porque ali onde a classe trabalhadora pode portanto e custear por exemplo a necessidade da Habitação então ou seja o uso e ocupação do solo da malha urbana é consequência Direta do modelo de desenvolvimento da indústria e da forma portanto como o capitalismo vai eh se desenvolver não é alguns autores né trabalharam
e ainda trabalham de algum modo mas trabalharam muito até para explicar esse processo Urbano esse processo de urbanização trabalharam muito com o conceito da marginalidade vejam vocês quando falamos de marginalidade nós não estamos falando talvez disso que a gente ouve muito pelo noticiário ou que até o senso comum reproduz que sempre associa a palavra marginalidade a criminalidade não se trata disso estar à margem significa antes de tudo estar excluído né então a marginalidade do ponto de vista do nosso processo de urbanização do nosso processo de industrialização tem tem a ver com a não inserção de
fato de fato da classe trabalhadora neste processo de acumulação e portanto um processo de acumulação de riqueza que também eh estimula o capitalismo a acumulação de riqueza é oriunda e consequente eh do capitalismo mas ao mesmo tempo ela garante o capitalismo é um ciclo o problema é quando de modo Marginal nós temos a conformação de uma sociedade que portanto se é marginal tá excluída e não participa de toda essa riqueza e tem que buscar alternativas E essas alternativas significa dentre estas alternativas significa dizer ir buscar moradia e sobrevivência ou mesmo formas de renda e trabalho
eh de modo precário Então precisamos entender a formação do espaço urbano a partir da formação deste modelo em que a marginalidade ela é nada mais nada menos do que o CNE da nossa condição para utilizar um termo da época de país subdesenvolvido a marginalidade se fazia necessária para gerar o tipo de exclusão que gerava para portanto determinar o lugar do Brasil o lugar da economia brasileira no mundo todo e com esta minha fala quero deixar claro que então quando eu estou falando da natureza do capitalismo que aqui se instaura eu não estou falando só das
Escolhas deliberadas de uma Elite na nacional dos setores econômicos nacionais eu estou falando do capitalismo possível ao Brasil dentro da sua relação internacional seja ao longo do século XX seja hoje com o que se convencionou chamar de globalização Então essa autonomia do Estado essa autonomia da economia brasileira também tem que ser pensada dessa perspectiva das limitações impostas pela nossa relação Internacional e isso não é uma questão só brasileira isso é posto no mundo todo então a urbanização nada mais é do que a materialização nos tipos de construção nos tipos de uso e ocupação do solo
na distribuição dos equipamentos públicos na maior ou menor presença do estado isso tudo é a materialização do tipo de desenvolvimento econômico que nós tivemos ao longo das décadas então é CL que se nós olhamos para a história da nossa industrialização como a gente já viu marcada por momentos de maior restrição por momentos de maior atrofiamento e ainda depois ainda depois mesmo que tenhamos alcançado a indústria pesada a não distribui da riqueza e aqui não se trata de dizermos que a distribuição da riqueza pressupõe distribuir igualmente todas as coisas mas é pensar e uma ideia fundamental
para nós ainda mais em um curso como este uma disciplina como esta em que a gente tá pensando a relação entre estado e sociedade civil que é pensar na cidadania Teoricamente a cidadania e queria que você prestasse bastante nisso ela é uma medida efetiva de igualdade Então significa que todo mundo tem de ser igual do ponto de vista da sua riqueza Mas tem uma medida efetiva é o mínimo é disso que nós estamos falando o processo deurbanização tira da grande maioria das pessoas ou tirou historicamente falando essa medid efetiva né quer dizer essa medida efetiva
de igualdade diz respeito acima de tudo aos direitos mas eh isso significa portanto que este capitalismo não só demarca a natureza da nossa urbanização como demarca a natureza da formação do mercado e que mercado é este é um mercado atrofiado E aí a conta é simples né pensemos juntos se nós temos uma classe de trabalhadores assalariada ganhando pouco qual a capacidade de consumo ora também restrito e aí é importante dizer que por mais que ao longo destes 30 anos né de 1930 a 1960 eh os centros urbanos e o mercado brasileiro de modo geral tenha
se desenvolvido pergunta que nós temos de de ter em mente é se desenvolveu para quem E aí é um ponto também interessante desenvolve-se acima de tudo para as classes mais ricas para classe média é evidente que a classe média como camada social também vai se constituindo aos poucos mas não é um mercado necessariamente portanto amplo que atenda à necessidades da classe trabalhadora até porque ela classe trabalhadora portanto também não tem condições de consumir em pé de igualdade com as demais classes então é importante dizer que ainda que tenha ocorrido um crescimento da renda ao longo
do século XX continuou a desigualdade social e essa desigualdade portanto determina o alargamento ou a atrofia do mercado né então Eh basta pensarmos o seguinte o mercado de automóveis o mercado automobilístico né Eh Talvez hoje podemos dizer que é mais popularizado mas assim não era nos anos 50 né Mesmo que a indústria Nacional aliás nos anos 50 e nesta atividade em especial atividade automobilística tenha se desenvolvido a pergunta que nós temos de ter em mente é quem eram os compradores de carro nos anos 50 e nos anos 60 não era a Grande classe trabalhador que
continuava amontoada e no transporte público e no movimento pendular constituindo as chamadas cidades dormitórios nas regiões metropolitanas e o automóvel evidentemente sempre é projetado como eh um objeto do sonho né até vale a pena dizer eh em que medida não só o automóvel como Os eletrodomésticos como toda toda uma sorte de de produtos eh eh São lançados no mercado brasileiro Neste período que nós estamos estudando então entre a primeira e a segunda metade do século XXX são projetados como símbolos eh do padrão de vida americano né do sonho americano e que portanto embora estivessem ali
né como eh símbolos de um Brasil agora industrial de um Brasil agora Urbano né vale a pena dizer que entre 1960 e 1970 eh a população urbana passa a população rural isso é muito importante simbólico para essa discussão Nossa aqui sobre urbanização e sobre mercado então o mercado Urbano evidentemente se constitui né quer dizer eh ao falarmos que ele é atrofiado não significa que estamos dizendo que ele não tenha se desenvolvido se desenvolveu mas com todas limitações nós chegamos eh nos anos 80 na chamada década perdida quando os índices inflacionários quando a pobreza enfim assola
o país mesmo depois de períodos chamados de milagre econômico ou de Milagres econômicos o primeiro entre o final dos anos 50 e início dos anos 60 exatamente o momento em que Brasília tá sendo construída como a Nova Capital né é importante né a gente falava aqui sobre o desenvolvimento como um sonho desenvolvimento como desenvolvimentismo aliás como um valor né É é é no dessa discussão que Brasília é pensada e construída etc Então você tem esse primeiro milagre econômico entre os anos 50 e os anos 60 e tem um outro né Eh entre o final dos
anos 60 e início dos anos 70 mas que a despeito destes Milagres econômicos que são momentos Nos quais a economia Nacional cresce de maneira vertiginosa o que nós temos é uma espécie de grande ressaca nos anos 80 então Eh Chegamos nos anos 80 e que foi chamada aí de de década perdida né quer dizer uma década de de ressaca o que nós temos é o o crescimento neste momento né de índices inflacionários da pobreza do desemprego enfim vários elementos que denotam eh portanto uma década com muita dificuldade econômica e evidentemente dificuldade até pro desenvolvimento portanto
do mercado né claro em que Pese né a pecha da ideia de década perdida foram nos anos 80 que eh os valores Democráticos aí né quer dizer todo o processo de redemocratização eh e de portanto abertura política eh se fizeram presentes então também é importante eh eh a gente ter isso em mente destacar isso sobre os anos 80 agora o mercado continua ava com toda dificuldade a despeito e dos Milagres econômicos que nós citamos aqui bom quando eu falo de mercado quando eu falo dessa dessa ampliação da possibilidade de ampliação tem alguns elementos que são
mais do que necessários são basilares para que o mercado se desenvolva então capacidade de investimento que implica em capacidade produtiva né que portanto eh necessita aí e de condições de competitividade né eh não só Nacional como internacional implica né em a sociedade ter renda ter crédito e ter portanto uma economia estabilizada E é isso que vai acontecer a partir dos anos 90 principalmente aí com o plano real né o plano real que começa a ser desenhado e é implementado eh no governo Itamar Franco né a época o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso era o ministro da
fazenda né Aliás o sucesso do plano real contribuiu paraa sua eleição eh a presidência em 1900 eh entre 94 e assumindo em 95 não é eh e essa estabilidade Econômica foi de fato importante para se tentar reaquecer e desenvolver o mercado é preciso dizer que o Brasil já tav um momento também de eh de maior abertura ao capital estrangeiro né eh no mundo todo o que a gente assistia era portanto eh o fortalecimento né da globalização do neoliberalismo né das várias reformas administrativas no Brasil mesmo foi feita uma reforma nos anos 90 né E que
portanto vai dinamizar a economia evidentemente mas ainda enfim eh eh eh o Brasil continuava com altos índices de pobreza e exclusão por out outro lado chegamos aos anos 2010 com políticas distributivas A exemplo do Bolsa Família e E tantas outras políticas não só sociais como também econômicas que vão estimular a o acesso ao mercado vão estimular Portanto o acesso principalmente das populações eh mais vulneráveis eh somam-se a isso eh políticas econômicas políticas de acesso ao crédito e que portanto estimulam aquecem e portanto eh fazem com que o mercado eh tenha uma dinamização né Eh por
outro lado é importante também registrar que eh na segunda metade dos anos 10 deste século o que a gente tem é eh uma soma eh de crises né tanto uma crise política como uma crise econômica que vai portanto fazer com que o Brasil Brasil eh chegasse ao início dos anos 20x também deste século eh com dificuldades para para aquecer o seu mercado eh seja eh pela própria capacidade produtiva eh seja eh pela própria pandemia a época seja eh pela falta de renda eh e trabalho de toda a população então quer dizer eh a história da
formação do mercado Nacional né é marcada por eh uma espécie de eh eh de tentativas de de salto né tentativas de desenvolvimento mas que enfim mais Eh mais lembram solavancos do que necessariamente estabilidade então é evidente que ao chegarmos ao início do século XX o mercado brasileiro não é o mesmo lá eh da segunda metade do século XX mas ainda com continua portanto com vários problemas e eh com muitos desafios Ok ficamos por aqui te vejo no próximo bloco até lá [Música]