Oi pessoal então voltamos aqui né na nossa segunda aula a gente vai falar um pouquinho sobre modelos teóricos e abordagens na avaliação psicológica vocês vão perceber né que o sentido de abordagem enfim aqui é um pouco diferente do que a gente costuma usar em psicoterapia né que a gente tem diferentes abordagens psicoterápicas e que a nossa prática ela é embasada majoritariamente por uma aqui a gente vai ver eh Todas aquelas ciências aqueles conhecimentos né aquelas abordagens que a gente precisa considerar num processo de avaliação e que no geral né O que a gente tem é
que o uso de todas elas é o ideal para construção de um processo de avaliação e vocês vão entender porquê então vamos lá quando a gente fala de abordagens na prática da avaliação psicológica a gente tá falando muito mais em termos de por exemplo vou um psicólogo que trabalha no contexto escolar os conhecimentos que eu vou ter né eles são muito mais eles vão estar muito mais ligados ao período de desenvolvimento talvez infantil se eu tô trabalhando ali né numa escola de ensino eh dos anos mais iniciais ou ainda contexto de desenvolvimento da adolescência se
eu tô trabalhando ali já né no contexto mais ensino médio isso vai variar a depender da área né que você vai atuar Então a primeira abordagem que que a gente destaca assim é a questão mesmo do desenvolvimento não tem como você eh trabalhar com avaliação psicológica sem entender de desenvolvimento humano e dentro claro né a gente sabe que dentro da área do desenvolvimento humano a gente tem diferentes perspectivas sobre infância sobre adolescência sobre fase adulta e por que que isso é tão importante né bom tem alguns teóricos que falam ali né na adolescência de uma
tal de síndrome de adolescência normal o que que seria isso né é um conjunto se eu não me engano de 10 ou 12 sintomas que eles se aparecem como normais nesse período do desenvolvimento e não necessariamente eh São patológicos mas que se eles aparecem em outro etapa do desenvolvimento eles têm a probabilidade né muito grande de ser ali um transtorno então a gente precisa considerar tudo isso para não tá né Eh enfim embasando nossas conclusões nossas decisões em informaç eh equivocadas outro conhecimento que é fundamental que a gente tenha né é a questão da psicopatologia
psicopatologia Dion Mas você não disse que o objetivo da avaliação psicológica não é diagnosticar sim eu disse mas é um conhecimento transversal que a gente precisa ter porque o que que acontece a gente não vai forçar nenhum diagnóstico tá se a pessoa vem e por exemplo Ah eu acho que eu tenho TDH a gente faz toda uma investigação ela não não atende aos critérios a gente não vai dizer que ela tem TDH mas se ela vem e atende aos critérios né enfim eh após uma uma longa investigação né detalhada a gente fala sim em diagnóstico
eh eu já vi profissional da psicologia tá é dizendo que psicólogo não pode dar diagnóstico isso é um erro tá lá na nossa lei da profissão 4119 se eu não me engano a gente tem que o diagnóstico É sim uma possibilidade do do psicólogo enquanto atuação então a gente pode sim dar diagnósticos psicológicos o que que acontece é que muitas vezes esses diagnósticos eles exigem uma uma intervenção uma investigação multiprofissional então né é às vezes a gente não tem informação suficiente para fechar um diagnóstico e por isso né a gente precisa encaminhar para outros profissionais
ou muitas vezes outros profissionais pegam a demanda e não tem informações suficientes para fechar esse diagnóstico então encaminho para uma avaliação a gente precisa entender isso né Mas a gente pode sim falar e dar diagnósticos Tá então vamos lá outro conhecimento que é fundamental nesse processo é a psicometria sim a psicometria a gente não pode pessoal e isso é muito ir responsável né profissionalmente falando usar técnicas que a gente não tem o conhecimento que a gente não entenda como elas são embasadas então a psicometria ela vai falar pra gente como que o os testes são
construídos como que os testes né eles são validados o que que eu preciso olhar quando eu vejo né quando eu tô ali escolhendo um teste para usar da minha prática tudo isso é a psicometria que nos ajuda né nos auxilia eh Então vamos lá falando um pouquinho mais detalhado agora dessas abordagens a gente tem então começando pela psicométrica o que que é abordagem psicométrica dentro da avaliação vai dizer pra gente né ela vai falar pra gente justamente isso da construção da adaptação né e da aplicação de instrumentos psicológicos padronizados dentro desse contexto e inclusive nós
vamos ter né o módulo só para falar de psicometria dentro desse contexto a gente tem diferentes práticas né a gente tem eh diferentes perspectivas tanto estatísticas tanto teóricas né para poder aí est fazendo esse essa investigação mais psicométrica a gente destaca nessa aula aqui duas abordagens da psicometria que a gente consegue ver né no nosso dia que impactam aí eh no acesso ao fenômeno psicológico que a gente tá avaliando Então a gente tem uma primeira que é a teoria clássica dos Testes o que que é a teoria clássica dos Testes é aquilo que a gente
costuma ver né nos instrumentos de autorrelato mais comuns Então a gente tem ali o resultado do indivíduo né O construto que a gente vai avaliar ele vai ser obtido através ali de um score né que vai ser padronizado que vai ser ali transformado para que a gente possa comparar com uma população Então esse tipo né de análise o que que ele faz esse tipo de teoria ele vai propor um instrumento Então vamos supor que eu tenha um instrumento de 10 itens cada um desses itens ele tem o mesmo valor de importância para mim tá e
eu vou pedir que o indivíduo responda vou calcular ali né e os scores dele e ao final Eu teria ali um score né então a gente vê isso muito nas nos instrumentos por exemplo de depressão né a gente pode ter tanto um score geral quanto um score a depender de aspectos da da depressão né de fatores na aula de psicometria vocês vão entender isso de forma mais clara mas nessa aula hoje o objetivo é mostrar para vocês que existem diferentes perspectivas dentro dessas abordagens que a gente usa outra abordagem né dentro aí dessas perspectiva psicométrica
é a questão da tri teoria de resposta ao item vocês já devem ter escutado esse nome né por aí porque é a perspectiva que o Enem usa o que que a thri diz pra gente bom ela diz pra gente o construto que você quer avaliar né a habilidade latente que você quer avaliar ela se apresenta em diferentes níveis em diferentes eh aspectos dentro de um espectro então o objetivo da tri é que eu possa discriminar aquela pessoa que apresenta por exemplo alta habilidade né em determinado traço Ou baixa ou ainda média então aqui cada item
ele vai ter um peso diferente para essa minha investigação né e a par partir disso eu consigo acessar eh o o nível da habilidade do indivíduo né o Enem usa esse tipo de de perspectiva Então as questões do Enem ela não elas não têm o mesmo valor né a depender do grau de dificuldade da da questão Elas têm aí valores menores ou maiores então é nessa perspectiva mesmo de um espectro né de avaliar aí o traço latente essa habilidade latente do indivíduo eh na magnitude que ele apresenta outra abordagem que a gente pode ver aí
né na prática da avaliação psicológica é a cognitiva bom a abordagem cognitiva ela vai falar e ela vai se interessar sobre como o indivíduo né como a pessoa ela processa as informações que ela obtém Então a gente vai eh investigar aspectos né mais cognitivos como atenção memória executivas outra abordagem que a gente tem né que é importante aí para avaliação psicológica é a abordagem cognitiva a abordagem cognitiva ela vai estar preocupada em como o indivíduo ele processa a informação que ele obtém ali do Meio nesse processo faz-se importante né e a abordagem cognitiva dá muita
importância a isso aos aspectos cognitivos então vou falar de atenção vou falar de memória vou falar de aspectos que estão ligados né a esse meu processamento de informação Além disso eu vou estar interessada também nas crenças que esse indivíduo tem né na construção desse pensamento que esse indivíduo tem então é uma abordagem que traz pra gente Esse aspecto mais investigativo da cognição além disso a gente tem também uma outra perspectiva que é a abordagem comportamental a abordagem comportamental ela vai est interessada no que né no comportamento do indivíduo no comportamento observável e isso né muitas
vezes é vai utilizar aí de de técnicas de análise do comportamento mas percebam que todas as técnicas que eu falei para vocês até agora elas se complementam né não tem como a gente fazer um processo de avaliação sem observar o comportamento do indivíduo né sem entender como é que ele processa essa informação a gente tem também E aí né nessa perspectiva de abordagem comportamental a gente tem tanto a observação Clínica né eu observo o comportamento desse indivíduo eh quando ele interage comigo né ou ainda eu posso propor atividades para observar o comportamento desse indivíduo em
Natura né a gente tem diferentes técnicas a depender do tipo de abordagem a gente tem também a abordagem eh humanista e existencial essa abordagem ela já tá mais focada aí em como o indivíduo compreende né perdão ela está mais focada na compreensão né Desse da experiência individual desse indivído então é uma abordagem que vai utilizar muito de técnicas como entrevistas né abertas e métodos qualitativos para est aí tentando entender como é que esse indivíduo né compreende o mundo como é que ele se organiza interna na mente a gente tem também uma abordagem que ela eu
na minha perspectiva ela é fundamental pro nosso processo de avaliação que é uma abordagem mais ecológica os testes que a gente usa lá né eles eles passam por muitos estudos de evidências de validade e um tipo de validade que a gente pode considerar nesse processo é a validade ecológica o que que é essa validade ecológica né O que que é essa abordagem ecológica que a gente usa na avaliação então bom eu vou considerar o contexto Ecológico do indivíduo vamos supor né eu tenho uma criancinha chega para mim para para avaliar por exemplo Tod transtorno obsessivo
eh perdão transtorno opositor desafiante ela vem com a hipótese de Todd faça uma investigação dentro do consultório e proponho algumas atividades que sejam mais ecológicas e que tipo de atividade poderiam ser essas bom vamos para um parquinho determinado horário para eu ver como essa criança interagem com outras crianças ou ainda eu posso observar essa criança é de dentro do meu consultório mas ali no contexto da recepção como ela interage com as recepcionista como ela interage com a mãe como ela interage com as outras pessoas que estão ali né então ten uma uma uma abordagem mais
ecológica Então vou est investigando o sujeito naquele no ambiente né sem fazer ali modificações eu tenho uma abordagem multicultural e essa aqui também é fundamental Não é possível pessoal e e na verdade isso é um uma falha enorme da gente falar né de avaliação falar de entender o indivíduo sem compreender o contexto cultural que ele se encontra tá e quando eu falo contexto cultural não é nem a gente não precisa nem ir muito longe né bom Brasil vamos supor outro país não dentro do nosso próprio estado dentro da nossa própria cidade a gente tem contextos
culturais completamente diferentes e a gente precisa considerar isso na nossa investigação né a gente não pode eh chegar num processo investigativo com uma postura de achar que bom o indivíduo né ele ele tá no mesmo contexto cultural que eu bom falando de um aspecto mais macro esse indivíduo ele pode estar ali sim né no mesmo contexto cultural mas no micro muitas vezes a gente tem diferenças socioeconômicas né então a gente tem muitas pessoas em vulnerabilidade econômica e isso já muda completamente o contexto cultural de inserção tá então a gente não pode desconsiderar isso inclusive o
próprio dsm né que é o manual di estatís de diagnóstico de transtornos mentais em todos os transtornos né ele traz ali um um um tópico referente a aspectos culturais bom então até o manual né diagnóstico de classificação reconhece que os aspectos culturais eles influenciam enormemente esse processo né de normal e patológico então a gente não pode desconsiderar isso e a abordagem neuropsicológica né então a avaliação neuropsicológica é um tipo de avaliação psicológica e é uma das que a gente mais é demandada né Principalmente aí pelo pessoal da Saúde o que que é avaliação neuropsicológica né
O que que é essa abordagem neuropsicológica é uma abordagem que vai tentar aí entender o funcionamento psicológico do indivíduo fazendo relações com o nosso sistema nervoso central Então a gente vai ter ali né uma uma interseção de conhecimentos é uma área multi em termos né de bom eu preciso de conhecimentos da biologia preciso de conhecimentos da Medicina preciso entos da Psicologia é para entender né porque tá muito embasada muito pautada nas neurociências mas é aí uma área que o psicólogo ele também pode se apropriar e utilizar né Essa abordagem em sua prática aí da avaliação
eu falei para vocês né diversas abordagens E como eu disse lá no início diferente da abordagem clínica que muitas vezes uma exclui a outra aqui o ideal é que você use todas elas Como assim usar toda todas elas né não vai ficar uma salada de frutas não um exemplo se eu começo ali um processo de avaliação eu vou fazer uso de técnicas humanistas como entrevista vou fazer uso de técnicas psicométricas como os testes né então vou est ali propondo um teste padronizado vou est fazendo uso de técnicas mais comportamentais como observação do comportamento né Eh
e isso tudo junto Porque todas a gente viu né em avaliação psicológica que a gente também nunca usa uma técnica só tá avaliação psicológica ela se constitui de diferentes técnicas e ao final psicólogo né o avaliador ele vai fazer uma integração dessas informações para poder tá aí concluindo né o seu o seu processo de investigação Então vamos lá essas técnicas elas devem ser usadas né conjuntamente E vão ser combinadas a partir do objetivo da demanda do objetivo do processo avaliativo então muitas vezes se faz necessário né para eu ter aí uma compreensão do sujeito mais
abrangente o uso de todas elas juntas claro sempre né com adaptações aí que podem vir ser necessárias em relação à especificidade do sujeito em relação à especificidade da demanda em relação à especificidade do contexto né porque muitas vezes o contexto ele não permite que a gente tenha talvez muitos encontros não permite que a gente Talvez administre uma técnica que faça uso de alguma habilidade mais mais específica então a gente precisa considerar tudo isso nesse processo então recapitulando né O que a gente falou hoje eh nessa aula sobre modelos teóricos e abordagens em em avaliação psicológica
a gente passou por algumas né como a psicométrica a humanista a comportamental a cognitiva a ecológica né e a gente chegou à conclusão que para uma boa avaliação ser feita a gente precisa muitas vezes fazer uso de todas elas adaptando aí as especificidades da nossa demanda do nosso contexto e do nosso paciente cliente é isso vejo vocês na próxima aula é proibida qualquer reprodução gravação transcrição ou outro uso deste material sem autorização por escrito a Elo cursos Educacional e profissional