Análise de Custos: Custo Total de Propriedade (TCO) X Custeio por Ciclo de Vida (LCC) Olá! Neste vídeo, vamos apresentar um caso que pretende aprofundar as diferenças entre o Custo Total de Propriedade (TCO) e o Custeio por Ciclo de Vida (LCC) em um processo de decisão de aquisição de um Veículo Leve de Transporte por um Operador de Frota. Apresentação do Caso Existem muitas metodologias para análise de custos.
Hoje exploraremos duas delas: o Custo Total de Propriedade (TCO) e o Custo do Ciclo de Vida (LCC). Esses dois termos são frequentemente utilizados como sinônimos, mas descrevem perspectivas de custo bastante diferentes sobre produtos ou serviços. Neste exemplo, apresentaremos as duas perspectivas de análise de custos para Veículos Leves de Transporte.
Custo Total de Propriedade (TCO) O Custo Total de Propriedade (TCO) considera o custo total de um produto ou serviço a partir do momento da compra. Principal característica: isso torna os custos reais entre os fornecedores transparentes e comparáveis. Assim, aqueles que inicialmente apenas prestam atenção ao preço de compra mais barato podem, após uma análise do TCO, descobrir que em uma avaliação mais ampla outro fornecedor ganha.
No nosso exemplo, assumimos que um operador de frota compra um Veículos Leve de Transporte com Carroceria de Fibra para a sua frota. Antes de decidir sobre um fabricante e um veículo, ele considera sete áreas de custo com o modelo de Custo Total de Propriedade (TCO) durante o período total de propriedade do seu transportador: Custos de aquisição: O preço de compra ou custo de leasing é o primeiro e mais óbvio valor a ser incluído no cálculo do TCO. Os preços variam significativamente dependendo dos materiais, equipamentos e marca do fabricante utilizados.
Custos de transação: Isto inclui todos os aspectos do financiamento, como taxas de leasing ou custos de depreciação. Os custos de manuseamento, como transferência de veículos, transporte ou seguro, estão também incluídos aqui. Custos de infraestrutura: Neste bloco de custos, o operador da frota calcula tudo o que serve para manter o veículo, como combustível, lubrificantes e líquidos de refrigeração, etc.
Contudo, o operador da frota deve considerar não só o fornecimento destes recursos ao veículo, mas também os seus custos de eliminação. Se o seu veículo leve tiver um motor eléctrico, os custos de eletricidade são estimados. O peso do veículo é considerado nesse bloco, pois um veículo mais leve poupa combustível ou permite o aumento do peso da carga útil.
E, quanto mais leve for o próprio veículo, poderá até ser conduzido por alguém com habilitação não necessariamente profissional, reduzindo o custo de pessoal. Custos de manuseio: Isto inclui as atividades e os custos sofridos pelo próprio operador da frota para integrar o veículo na frota, como a construção de uma garagem adicional, a integração na atividade diária ou os custos de formação dos empregados. Custos de manutenção ou reposição: Estes são os custos típicos de manutenção e reparação do veículo.
Por um lado, os que são incorridos regularmente, mas que diferem significativamente de acordo com o tipo e a marca do veículo. Por outro lado, o operador da frota também calcula os custos de substituição para as peças de desgastes habituais. E outro ponto entra em jogo neste bloco de custos: se o veículo adquirido tiver defeitos conhecidos pelo mercado, de projeto ou execução, ou se for construído a partir de materiais que sabidamente não são tão resistentes.
Custos de oportunidade: Se o veículo não cumprir exatamente todos os requisitos especificados pelo operador da frota, os lucros a serem recuperados serão reduzidos. Por exemplo, se o transportador tiver um motor a diesel e, portanto, não puder ser utilizado todos os dias em certos distritos que seguem rodízios pera diminuição de poluição, o que não acontece com os movidos a motor elétrico que não sofrem restrições, precisamente esses custos de oportunidade são incorridos. Custos escondidos de acompanhamento: Este é o bloco de custos mais impreciso para calcular.
Está relacionado com as consequências que a utilização do veículo pode ter para o operador da frota. Por exemplo, caso seja muito barulhento, emita muita fumaça ou tenha muito vazamento de resíduos, pode prejudicar a imagem da empresa que, em última instância, pode ter a qualidade de seu serviço principal de entrega colocada em dúvida. Custeio do Ciclo de Vida Ao contrário do TCO, o modelo de Custeio do Ciclo de Vida considera os custos ao longo de toda a vida útil de um produto ou serviço.
Isso começa muito antes do processo de compra do veículo pelo operador de frota, durante a sua fase de planejamento, desenvolvimento e produção no fabricante do veículo. Segue-se a fase de utilização efetiva ou também a fase de mercado para o operador da frota. Após o veículo ter sido desmontado, inicia-se a fase de pós-venda ou descarte, onde os custos de eliminação, como a reciclagem ou logística reversa, se acumulam.
Essa abordagem integrada descreve a economia como um ciclo de vida integrado do produto. Os ciclos individuais podem também ser decompostos dentro do modelo de ciclo de vida, tal como um ciclo de vida do projeto, um ciclo de vida do fornecedor ou um ciclo de vida da frota. O custo do ciclo de vida abrange, portanto, vários objetivos: para o fabricante do veículo, é uma forma conclusiva de embasar argumentos de vendas e marketing bem fundamentados.
Em contrapartida, o operador da frota pode fazer uma comparação integral dos veículos concorrentes. Em ambos os casos, o custo do ciclo de vida também analisa a relação custo-benefício do veículo, o que mostra tanto ao fabricante como ao potencial comprador as oportunidades de otimização. As variáveis aqui consideradas são custos óbvios por um lado, como o valor de seguro anual de cada opção.
Por outro lado, porém, são também os aspectos não tão claros como: Qual é a frequência dos cuidados e da manutenção do veículo? Ou, também: Para quais áreas de atividade da empresa o veículo pode ser utilizado e cumprir plenamente a sua função? Neste vídeo, apresentamos quais as diferenças entre duas metodologias de análise de custos estudadas: Custo Total de Propriedade (TCO) e Custeio por Ciclo de Vida (LCC).
Com esse tópico, finalizamos a série de temas escolhidos para compor a disciplina Gestão Estratégica de Custos, que foi iniciada com a apresentação dos principais conceitos da Contabilidade de Custos. Entre os conceitos apresentados, foram aprofundados os sistemas de custeio por Absorção, Custeio Variável, Custeio ABC, com as definições de determinantes e direcionadores de custos, além do entendimento do conceito de ABM, finalizando com os conceitos de Gestão de Custos Interorganizacionais e Custeio por Ciclo de Vida. Nossa expectativa é que, nesse momento, você esteja familiarizado com os conceitos e termos que compõe a Gestão Estratégica de Custos e possam utilizá-los em seus estudos e em seu dia a dia.