Eu sou Ana Campanholo, deputada estadual em Santa Catarina e estou na zona de fogo com 20 feministas. >> [música] >> Minha primeira afirmação é: "Não precisamos do feminismo para combater de forma justa a violência contra as mulheres." Eu acredito que realmente existem muitos livros e muitas autoras feministas que falam sobre violência e até militantes que sinceramente Acreditam que o feminismo serve para combater a violência contra as mulheres. Mas as próprias feministas, dissidentes ou pós-feministas, já apontam os problemas e as contradições do movimento com relação a isso. Eva Souberg, por exemplo, que é uma política sueca,
fala que as feministas são desonestas a tratar do tema da violência. Camille Palha, lésbica feminista, também diz que elas excluem e tratam de maneira enviezada esse assunto. Bell Hooks, uma Das feministas mais importantes, aponta que o feminismo esqueceu que a violência também acontece contra homens, contra crianças e muitas outras escritoras feministas também falaram sobre isso. Acredito também que ninguém precisa ser feminista para combater a violência contra a mulher, ou o abuso, ou o estupro, ou a violência doméstica. Essa é uma questão de humanidade, de civilidade e principalmente é uma questão cristã. >> Olá, tudo bem?
>> Oi, Ana. Prazer. >> Prazer. >> Sou Rebeca. >> Rebeca, como vai, Rebeca? >> Tudo bem? Eh, Ana, a primeira proposição que eu vou trazer aqui para você é baseado em uma afirmativa que você faz, que você é conservadora porque você é avessa a ideologia. E aqui eu venho trazer um contraponto de um filósofo eh francês chamado Michel Peixer, de Análise do discurso, que ele diz que a ideologia ela se concretiza no sujeito através do discurso. Então não existe discurso neutro. A própria religião, você se diz uma mulher cristã, a própria religião já é embutida
de uma ideologia. É impossível a gente ter qualquer, eu posso ser uma mulher ateia, eu tenho uma ideologia. Eh, eu posso ser uma mulher anarquista, eu tenho uma ideologia. Então, o sujeito por si só ele tem ideologia. Esse é o Primeiro ponto. Eh, o segundo ponto que eu quero trazer para você é, a gente tem desde a década de 30 um avanço em várias legislações do Brasil relacionadas ao direito das mulheres. Isso você sabe. O primeiro direito que a gente teve na década de 30 foi em relação a ao voto feminino que você fala inclusive
foi um favor dos homens para as mulheres. E quando a gente quando a gente tem uma uma legislação sendo pondo em prática, isso quer dizer que a gente tem uma Grande pressão popular, um cânone social que acontece no Brasil e no mundo para que essa essa propositiva vire uma lei. >> Desculpa te interromper, mas o tema não era violência. >> Exatamente. Eu vou chegar lá. >> OK. >> Bom, eh, a gente começa com sofrá feminino, certo? Na década de 30, a gente tem o método eh contraceptivo em 62, lei do divórcio. Na década de 70
a gente tem igualdade formal na Constituição de 88, proteção contra a violência anos 2000, importunação sexual 2018 e você diz que nenhuma dessas causas tiveram a ver com feminismo. Aí eu te pergunto, eh, você é uma mulher que você foi pra universidade, né, tentou fazer sua tese, mas segundo a própria foi perseguida, eh, você tem um emprego, você tem um cargo público de poder, você realmente é uma mulher antifeminista. De que feminismo estamos Falando? Porque o feminismo na essência, tirando as vertentes, porque diversidade dentro da própria ideologia a gente tem várias, dentro do cristianismo a
gente tem diversas, dentro do feminismo a gente tem diversas, mas a essência do cristianismo é uma para todos, eu acredito, e a essência do feminismo é a mesma para todas, que é acesso das mulheres à sociedade. Porque as mulheres antifeministas que eu conheço, que eu tenho na minha família, inclusive, elas Estão dentro da cozinha trabalhando e elas estão achando ótimo isso. >> Você acha que eu devia estar na cozinha? Isso >> de forma alguma. Só você >> porque eu sou feminista. Mas o que é que você acha disso? Então >> tá, eu vou continuar no
tema violência. Esse é o nosso tema. Você quer voltar para esse tema? >> Eu tô falando de violência moral e física. Tô falando das duas. >> Tá. Eu vou responder todos os teus questionamentos aqui que vai desde o conceito deologia até a universidade trabalho, educação, cargo público. Tudo isso tá? É isso que nós vamos fazer agora. Não vamos falar sobre violência. >> Pode falar sobre violência. Quiser falar de ideologia falha. >> Vamos tópico por tópico. Tópico por tópico. Você você falou agora a minha vez. Bom, >> o conceito de ideologia, segundo o Próprio Carl Marx,
é um vestido de ideias. Carl Marx dizia que a verdade não existe em tese, está sempre de posse dos revolucionários. Então, quando os revolucionários são burgueses, eles detêm a verdade. Quando os revolucionários são o proletário, eles detêm a verdade. E, portanto, a verdade não é objetiva. Carl Marx diz, portanto, que o objetivo de uma ideologia é modificar a realidade e não compreendê-la. Você misturou aí o Conceito de ideologia com religião, embora realmente se pareçam muito. Eu não disse em momento nenhum que a minha ideologia, que eu eu não tenho, mas que se eu tivesse eu
afirmativamente, >> não, você diz que sua idea conservadora você não tem ideologia. E é exatamente o que você tá falando. Caralm tá certo quando ele diz que a gente se veste de ideologia. Não tem como o sujeito não se vestir de nenhuma ideologia. Tem sim, mas olha só a Diferença do que você afirmou para o que eu afirmei. Você disse que eu afirmei que não tenho ideologia e que, portanto, não é possível ser neutro. Você usou um outro pensador. Mas eu não disse que era neutra. Eu sou cristã de direito, não sou neutra, sou conservadora.
Existe uma diferença muito grande entre ser neutra e não abraçar uma ideologia específica. Bom, nem todos os filósofos e pensadores abraçam uma ideologia específica. Eu sei que é difícil para uma pessoa de Esquerda acreditar, mas existem pessoas que estão apenas querendo investigar a verdade e descobri-la, não necessariamente modificá-la. >> E você acha que a verdade ela não é modificada? Você acha que a gente ainda vive no tempo? Você acha que a verdade você acha que a gente não avança em verdade? Verdade algo a ser descoberto? Bom, mas a gente tá fugindo do tema violência, mas
enfim. Vamos falar de violência, então bora falas. Certo? >> A verdade existe objetivamente, é nisso que eu acredito. E também os filósofos, afinal perseguem descobrir a verdade. E é óbvio que não podemos confundir verdade com status qu. A sociedade se organiza pela cultura, pela história de uma determinada forma. Estas formas podem ser modificadas, mas a verdade é uma só. A diferença entre o ideólogo, que eu acho que você se afirma. >> Qual é a verdade uma só? >> Bom, mas aí não vamos chegar no tema da violência. Nunca posso botar esse ponto. >> Mas eu
fiquei curiosa para saber porque eu tô buscando ela essa verdade uma só. Você tá comprometida com uma ideologia você não pode buscar. Eu preciso responder o resto das acusações. Você me mandou até pr falar sobre não te mandei pr cozinha de forma alguma. Eu falei que eu tenho pessoas na minha família que são feministas e que elas estão na cozinha. Mas você tá em cargo público de Poder. Isso não tem nada a ver com feminismo. >> Olá, tudo bem? Como é seu nome? >> Oi, Ana, tudo bem? Eu sou Isabele Lira, sou psicóloga clínica e
organizacional e faço parte da coordenação do movimento mulheres ao gabinário em Pernambuco. Eh, então você traz que não precisamos do feminismo para combater de forma justa a violência contra as mulheres. >> Violência, graças a Deus. Esse é o tema. >> Tá. a companheira eh trouxe aqui essa Ideia de neutralidade, porque nessa afirmação ela tá enrustida uma certa neutralidade. Ah, eu não preciso disso. Quando que você tem a ciência, principalmente enquanto historiadora, que eh para se combater uma violência, você precisa entender qual que é a raiz dessa violência para criar políticas públicas para que essa violência
seja combatida, né? Então, como que você traz essa afirmação? Tendo em vista que a grande maioria das leis que a gente tem Hoje, que foi uma das coisas que a companheira falou, que você fingiu não entender, né? Eh, foram conquistadas justamente porque houve toda uma pressão social de majoritariamente teóricas, não só teóricas, mas militantes feministas para que a gente conquistasse essas eh esses direitos. É isso. Esse é seu ponto. >> É. >> Tá. Pois bem. Eu fiz uma afirmação, né? Toda afirmação, ela é eivada do objetivo De ser verdadeira. Então, não é uma afirmação neutra.
Eu estou dizendo que é possível combater o movimento feminista e é possível ao mesmo tempo defender ou proteger as mulheres. >> Ah, então você acha que a gente consegue eh combater de forma justa a violência contra as mulheres? >> Sem o movimento feminista? Justamente porque o movimento feminista combate de forma injusta. >> A sua forma justa de combater é ser Contra o aborto em caso de estupro. eh também eh apoiando o Instituto do Direito dos Nomens de Alexandre Paiva, que é contra a Lei Maria da Penha. Como assim? É essa forma just. Mas >> tem
ou não tem direitos? >> Claro que tem direitos. Então por que o Instituto de Direitos dos homens não podem, não pode discutir, não pode existir? >> O Instituto de Direitos dos Homens Existe a partir do momento que a gente abole a Lei Maria da Penha? >> Não. O que que tem uma coisa a ver com a outra? Por que eles lutam? O evento não era sobre abolição da lei. Bom, mas o Alexandre, eu não tô, eu não sou Alexandre Paiva, respondo pelas minhas ideias, não ideal muit os homens têm direito, sim, precisam ser reconhecidos, evidentement,
>> eles são reconhecidos, >> tá? A minha afirmação é: "Não precisamos Do movimento feminista para combater a violência". Me explique por que nós precisamos determinantemente do movimento feminista e sem ele não haveria combate à violência. Porque a partir do feminismo a gente entende que existe um motivo para que a violência de gênero aconteça. Não é simplesmente qualquer tipo de violência. Ah, eu fui ali bati na minha esposa. Não é assim. Existe uma uma estrutura patriarcal reconhecida para que a gente crie Políticas públicas para que combata essa violência específica. A gente tipifica a violência. Então, se
a gente não entende que existe uma desigualdade de gênero, né, então a gente não consegue não consegue combater de uma maneira justa. >> Não, você tá confund dizendo que para eu defender a violência eu preciso aderir inclusive eu ser contra a violência, eu preciso inclusive aderir à terminologia feminista >> de gênero, por exemplo. >> Não necessariamente. Mas ser antifeminista aí é impossível. >> Não é impív. Como assim? Ol, olha só a sua afirmação. A sua afirmação é que as únicas que combatem a violência contra a mulher são as feministas. Então vamos resgatar historicamente. A minha
afirmativa é: não é preciso o movimento feminista para combater a violência. Vamos retroagir historicamente é que você mencionou este fato. As primeiras pessoas a combaterem, a estabelecerem Critérios, por exemplo, muito superficialmente agora de guerra justa para combater o estupro de guerra, que é uma coisa que afeta as mulheres, foram os cristãos desde São Tomás de Aquino, passando também depois por São passando também por Santo Agostinho. Nós temos outros historiadores, outros doutores da igreja que combateram isso. Nós podemos falar também sobre o marital. O movimento feminista disse que foi ele quem classificou pro marital e ele
que Conseguiu combatê-lo. Mas também podíamos não necessariamente. O que aconteceu na legislação foi a inclusão do termo cônjuge como agravante. Onde é que existia no Código Penal Brasileiro autorização para o marido para a mulher? >> Mas existia. E onde é que exist? >> Onde é que existia autorização para o marido paraar a mulher? Porque o movimento feminista conseguiu essa. Olha, você está dizendo que toda a cultura patriarcal é essencialmente Violenta. Essa é uma outra afirmativa que >> Mas ela é violenta. Qual que é a estrutura patriarcal que violenta? Todas sociedades são patriarcais, portanto todas são
violentas diferentemente do patriarcal. Me cite uma sociedade matriarcal que não seja violenta. >> Oxe, a gente não tem sociedade patriarcal. Exatamente, porque não existe porque é impossível quando uma sociedade patriarcal enfraquece e se Torna mais matriarcal, ela é dominada por outra mais patriarcal ainda. >> A única a única força que nós temos para proteger as mulheres e garantir o seu direito a longo prazo são outros homens dispostos a estabules de outros homens. Não faz sentido. >> Eu não preciso, eu não preciso de um homem para ser tratada como gente. Essa é a diferença. Sim. São
os homens que garantem a solidez da nossa nação. São os homens que garantem que um homem Praticando uma violência será punido por outro homem. O que impede um homem de praticar homicídio, de praticar feminicídio e sopro é o medo de ser punido. E alguns medos homens são os que mais violentam em todos os aspectos da nossa sociedade brasileira. São maiores vítimas de violência >> e contra si mesmos. Homens são contra si e não as mulheres contra os homens. >> As mulheres também matam homens. Olha o caso do menino Luan, assassinado por Duas lésbicas. Não é
maioria. A maioria esmaguadoras são homens que violentam outros homens e que violentam mulheres. >> A maioria das vítimas de violência são homens. Você quer combater a violência ou não? >> Claro que sim. >> Então, a maioria das vítimas são homens. Eles também pr atenção são são você tem que separar os dados gerais dos dos dados tipificados. Você tá querendo ignorar a desigualdade de gênero, não Faz o menor sentido. >> Não, não, não. Ó, primeiro que eu rejeito essa linguagem. Desigualdade de sexo. Se você rejeitar não significa que não exista. Não, você pode inventar o que
você quiser. Não existe no seu mundo, mas no mundo real existe. Ana >> não. Gênero não existe. É uma invenção ideológica. A minha afirmação é que a violência >> sexo >> não precisa do feminismo para ser Combatida. Não só a violência não precisa ser combatida somente por meios ideológicos, como também o movimento feminista faz isso de forma envieszada. trata a violência não como um problema humano, como um problema familiar, mas trata como um problema específico de sexo, como se os homens fossem em essência o problema da violência não gênero por causa de uma cultura patriarcal.
Ana, sem falar que não existem outra cultura a não ser a Patriarcal. Todas que você viu que subsistiram ao longo do Não será possível substituir a atual cultura patriarcal por uma matriarcal, porque antes disso os musçulos acabam, >> a gente não quer uma cultura matriarcal, a gente quer uma cultura igualitária. >> Bom, aonde que já aconteceu isso? Porque meios isso foi praticado? Onde que aconteceu essa essa sociedade de Guater que você foi votada >> sem violência? Pessoal, >> olá, Ana, eu sou a Rebeca. Eu trabalho com enfrentamento à violência de gênero em Campinas. E o
movimento feminista ele entende a violência como sendo estrutural. Não só a violência contra as mulheres, mas como a violência contra os homens, contra as crianças também. Então, quando nós falamos eh de um movimento que pensa a violência a partir dessas estruturas, a gente entende que alguns grupos são mais vulnerabilizados. Da mesma forma que nós entendemos também Eh que dentro da violência contra os homens tem os homens que estão mais vulneráveis. Então, a gente entra aí numa perspectiva do feminismo interseccional, por exemplo, de de entender as estruturas dessa violência, diferente de movimentos conservadores que trabalham para
manchar a imagem de mulheres que são históricas à nossa luta, como é o que aconteceu, por exemplo, recentemente na Brasil Paralelo, onde produziram um Documentário sobre Maria da Penha, um documentário que a que tentava acabar com a imagem da da Maria da Penha e com o que ela trouxe tão importante para nós, que foi a legislação, a principal legislação hoje que nós temos. de proteção à vida das mulheres. >> Bom, pelo que me consta a respeito desse documentário, o condenado Marco Antônio Erédia cumpriu dois dois anos de pena por isso e depois ele foi reintegrado
à sociedade. E o que me, pelo que eu sei, A Brasil Paralelo ouviu a versão do condenado. A esquerda defende a reintegração dos apenados na sociedade. Então, apenas deu voz para que ele pudesse explicar a sua versão. E a versão dele, pelo que consta no documentário, inclui o fato de que ele foi encontrado amarrado e baleado. quando Maria da Penha também foi baleada. A versão dele também inclui argumentos de que ela, a própria Maria da Penha, voltou a morar com ele e viveu Com ele, coabituou com ele mais seis meses depois do suposto ato de
violência. E a própria Maria da Penha, em um programa com Fábio Porchá, disse que antes daquele fatídico episódio do tiro que ela levou nas costas, ela jamais tinha sido agredida por ele em nenhum momento. Ela mesmo afirma isso. Porém, contudo, respondendo a questão da violência, é verdade que o movimento feminista pressionou internacionalmente pela aprovação da Lei Maria da Penha. E É verdade que precisávamos de um dispositivo a respeito disso para discutir sobre a violência. Mas quando nós falamos, por exemplo, sobre homicídio, estamos falando de um ser humano matar o seu semelhante. E a lei já
previa também agravantes. Depois nós temos agravantes por lesão corporal, etc. O problema é que o movimento feminista atualmente, quanto mais o tempo passa, mais se distancia da defesa das mulheres. Por exemplo, lá em Santa Catarina, nós temos o caso da Maria Aparecida, que foi assassinada pelo seu próprio filho, Lucas Córdoba. Ela morava em balário Rincão. Seu próprio filho a matou enquanto ela dormia. Esse menino só conseguiu matar a sua mãe porque ele foi solto em audiência de custódia. Quem propôs a audiência de custódia no Brasil foi o PessoL. E quem votou para manter a audiência
de custódia também foi o pessoal junto com todas as feministas. Todo mundo sabe que as feministas estão No pessool. Ou seja, quem defendem o desencarceramento, quem defende o desencarceramento dos criminosos para que eles voltem a cometer crimes são as feministas. Quem defendeu a audiência de custódia que soltou o Lucas Córdoba, que matou sua própria mãe, foram as feministas, só nesse dispositivo foram 810.000 >> soltos nos últimos anos. >> Esse é um dos problemas das políticas públicas do Brasil. De fato, lei Maria, A Lei Maria da Penha, ela é a principal e ela é muito importante
para nós, é conhecida internacionalmente. >> Mas nesse caso existia lei Maria da Penha, o criminoso não cumpriu a medida protetiva, descumpriu e uma um dispositivo apresentado pelas feministas fez com que ele voltar. caso Maria da Penha, onde acontecem eh essas essas questões de o agressor não cumprir a pena, né? Enfim, essa é uma das grandes críticas uma das grandes críticas ao Sistema público brasileiro nos dias atuais e não só para caso de feminicídio, mas como para qualquer outro tipo de violência, a gente tem. >> Então você concorda que temos um problema da impunidade? >> Sim,
com certeza. Tem a ver com isso porque elas votam a favor. Elas votam a favor. >> Você foi votada. Olá, tudo bom? >> Olá, tudo bem? >> Eu sou Carolina. Tem um ponto que eu gostaria de trazer que eu acho interessante, porque você questiona a necessidade do feminismo. A necessidade principal do feminismo hoje é combater o retrocesso, o retrocesso que vocês tentam imputar, o retrocesso de leis que já conquistamos. O retrocesso é o que vocês ditam hoje, inclusive das três legislações que temos, que defende o aborto legal. Então vocês hoje tentam Retroceder os nossos direitos.
Vocês tentam falar, >> vocês conservadores, vocês tentam falar >> direito contra a mulher que eu votei, >> porque vocês tentam falar o seguinte, que temos que nos contentar, pois a lei já existe a nossa defesa. Portanto, >> não existem muitas leis em defesas da mulher. >> Ué, não é o que você fala que estamos em vantagem. Sim, >> isso aí você fala que temos que nos Contentar por tanto movimento. >> Não, as leis a favor da mulher são extremamente injustas no Brasil hoje porque elas penalizam apenas um l. Por exemplo, notificação. A, por exemplo, olha
a quantidade de leis que nós temos no Brasil. Por exemplo, a lei contra stalking, ela se aplica somente à mulher? Tem um agravante se você praticar stalking contra a mulher. O protocolo não não é não. Só se aplica também a mulheres. O machismo online é Um crime que só existe para condenar. Pois é, existe crime de machismo online e não existe crime de misandria online. Como é que você pode explicar um negócio desse? As a legislação do Brasil já defende já defende a mulher vastamente. Eu não sou contra revoga não, não sou contra a revogação
das que defendul movimento é que pratica o retrocesso. Não, você acha que o meu movimento, você acusou o conservadorismo ser a favor do retrocesso, só que quem retrocedeu as Leis da violência contra a mulher foram os feministas. Em 2009, um deputado do PT, com apoio das feministas, aprovou a lei 12015, que diminuiu a pena do estuprador de 20 anos para 12. O juador pode pegar 12 anos de condenação. Quem movimentou isso foi sim, foram as feministas que fizeram isso, porque elas precisavam mudar o conceito de sexo para abarcar outras pautas, inclusive da agenda gay, como
diz a Berenice Bento. E por isso eles mudaram os termos. Sim, Eles mudaram falando de violência contra mulher e você quer agregar agenda gay no meio dessa discussão? >> Bom, aí aqui vieram gente agregou tudo que é coisa. Você disse que o movimento conservador, você disse que o movimento conservador, você disse que o movimento conservador defende o retrocesso. Porém, quem criou a lei, quem apoiou, defende até hoje a lei da audiência, a as regras da audiência de custódia do Conselho Nacional de Justiça para soltar o Vagabundo que agrediu a mulher. Quem defende progressão de pena
para soltar vagabund que o impulsiona às vezes a agir pela necessidade do sistema do homem culpa do sistema. >> Não, mas só que existe um déficit. Não, não, não. Existe um déficit que a gente pode constatar sobre o sistema em que vivemos. O sistema em que vivemos pode impulsionar pessoa, >> não estou falando de ficar solto e sim de saber inseri-lo em sociedade Novamente. É isso que então que ano seja na sociedade, agressor da Maria da Penha. Você tá defendendo que eles tem que ser reinserido na sociedade? >> Ele não, os outros sim. >> Eu
estou, se você deixar falar, perdão. >> Obrigada. Aceito a minha vez. Eu estou querendo dizer o seguinte. que deveríamos trabalhar com essas pessoas de forma a reineri-las e reeducá-las em sociedade. Não podemos tratar ser podemos tratar seres humanos como Animais irracionais e incontroláveis. Por isso que a guerra é sobre gênero e não sobre sexo. Eu acredito que homens têm o poder de ter controle sobre si mesmos. Não é a natureza deles que é violenta e sim a cultura. Você defende o patriarcado expressão a culpa do homem agressor da cultura. >> Você defende que o patriarcado
expressa a natureza do homem. Perfeitamente. Tá vendo como você tá Defendendo aqui? Eu sou a favor que o cara fique mais tempo preso. Você é a favor que ele fique solto. Não estou falando isso. Quanto tempo tem que pegar menos tem que sair na audiência de custódia ou não? >> Você acredita que na >> Você defende audiência de custódia, progressão de pena para quem pra mulher? >> Você acredita que na Europa, por exemplo, o sistema carcerário funciona diferente daqui por quê? É por isso que Você defende que ele fique solto. >> Não é que eu
estou defendendo que ele fique soltador pisando em cima de um tema que você não entendendo o meu ponto. Estou falando de um sistema. Estou falando de um sistema. Este que você prega pelo retrocesso de leis tem que ficar solto ou preso. >> Você defende progressão de pena em audiência de custódia para dor de mulher ou não? >> Não estou defendendo isso. >> Você mas as feministas defendem. Todas as feministas do PT e do Pessoal votaram para manutenção da audiência de custódia e votaram também para acabar com as chances de diminuir tratar. Não podemos tratar pessoas
como animais irracionais. >> Entãoador tem que ser tratado com urbanidade. É isso. >> Olá, meu nome é Misael, eu sou jornalista e sou do canal Miz Maria. Bom, eh, tu disseste que vocês estão Trabalhando, então, para tentar punir os agressores. >> Sim, perfeitamente, >> né? E buscar que as mulheres, enfim, não sofram violência. Por que que o PL1904 então condena uma mulher que pratica o aborto depois das 22 semanas a uma pena maior do que o ador queou ela? >> Porque o homicídio é mais grave que >> certo? Mas aí nós estamos tirando o direito
que a mulher já tem garantido para ela por lei e vocês querem ao mesmo Tempo beneficiar o prador que vai poder ter um filho. >> Não, o não vai ser beneficiado. Primeiro deveria pegar mais tempo de treino defende que ele saia antes. >> Mas o crime de ondo foi foi inclusive aprovado pela esquerda. Foi a maioria do Rosário que propôs esse projeto. Foi esquerda também através de vítima, vocês querem punir a vítima. Vocês não estão punindo a vítima é a Mulher que foiada. Beber o qu? >> Ela tem 22 anos duas semanas. Ela vai ter
que carregar pelo resto da vida esse trauma, mesmo que ela for uma menor de idade. Uma menor de idade. Tu acha que a menor uma menor de idade que foi prada merece pra cadeia por mais tempo do que um homem? >> Não, eu quero tentar entender. Tu não tá respondendo meu ponto. Tu me responde? Não, eu quero, eu quero que tu me responda isso. Tu, tu acha que a vítima Tem que pagar uma vítima menor de idade tem que pagar na cadeia mais do que o sprador que soprou ela? >> Não, com certeza não. Eu
acho. >> Então, por que que vocês foram a favor desse projeto? Esta vítima não tem o direito de matar. Então ela não deve direito garantido pela lei. Eles têm o direito pela lei. Elas têm o direito pela lei de fazer esse aborto. >> Nem tudo que tá na lei é moral, né? >> Não interessa se é moral ou não, se tu Gosta ou não. Tu é uma cristã. Eu não sou cristão e eu não quero respeitar. Eu não quero, por exemplo, assim, ter que lidar com a tua questão não na questão do aborto. É basicamente
questão >> relig maior doão para vocês cristãos estão fazendo a pressão para que isso aconteça. Ou seja, não se torne uma criminosa assassina. que uma menina de 14 anos pague mais tempo na prisão. >> Eu não quero. Eu não quero então por tu Apoueto. Mas e por que que tu fez esse projeto para que uma menina? Mas tu apoiou é do teu é do teu partido. Tu tá dizendo criticando picando pesso o o teu partido mesmo querido a favor de penas maiores para >> para as meninas que foramadas. Uma menina que foi prada, tu quer
que ela passe mais tempo na cadeia do que o homemou ela. Mas então por tu apoia esse Projeto foi um esprador que fez isso. Uma pessoa que violou o direito dela, violou o livre arbítrio dela. >> Entende sim, as mulheres têm direito a sua dignidade sexual, mas o direito à dignidade sexual não sobrepõe o direito à vida. Mas ao mesmo tempo ela ela não tem que ser punida por isso. Tu tá querendo punir a pessoa por isso, uma criança. Mas por que tu apo esse projeto? Respondida Até 28. Tu quer que ela possa até inclusive
morrer por causa disso? >> Tu sabe como é que funciona o aborto legal nos Estados Unidos? >> Sabe como funciona um aborto por assistoria fetal, injeção na barriga da mãe, o bebê agoniza até a morte. Estados Unidos até até o terceiro mês, a 99% dos abortos que acontecem até o terceiro mês, eles 99% dos abortos são antes do terceiro mês. Os que acontecem depois do Terceiro mês, eles são apenas 1%. E 100% desses abortos, >> eu sou contra tanto o primeiro%. >> 100% desses abortos são só por conta da vida da mãe, porque a mãe
tem risco de morrer, então ela vai lá e tem que fazer o aborto depois do terceiro mês. Morer para uma gravidez antes dos 16 anos equivalente a uma gravidez após os 40. As criança, uma criança. E aconteceu recentemente, nós tivemos, vocês obrigaram uma criança, vocês obrigaram Uma criança a carregar uma, carregar, carregar um filho ter, obrigaram. Pela justiça, foi obrigado. Não, não foi tu queou, mas tu apoiou os juízes que que tm esse pensamento, principalmente juízes cristãos. Vocês deixaram outra morrer, vocês deixaram outra mor deixing morri morreu. >> Ela morreu em decorrência de uma gravidez
de risco. Você tá sugerindo que se mate alguém antecipadamente por causa de todos os riscos possíveis? Barrada. Ela passou, ela existe, ela é uma pessoa que passou por isso. >> Ela, essa criança que tá ali, que tá sendo a vítima real do que tá acontecendo, vocês estão obrigando ela a morrer. Vocês estão dizendo que querem salvar uma vida, mas vocês estão perdendo duas. As duas estão morrendo. Então, as duas estão morrendo. Vocês estão matando duas. Não, isso não é verdade. Quem quem é responsável pelo Crime é o dor alguém tem que pagar com a vida
uma criança não tem o físico parce toda assistência médica para tirar inters querem retirar dela de abotar se ela tiver essa vontade. Mas de qualquer jeito essa menina ela existe, ela já tem os direitos dela consolidados e ela vai morrer por causa disso. Vocês estão condenando essa criança a morrer. Vocês estão condenando essa criança morrer. Se ela não morrer, se ela não morrer e Fizer esse aborto, vocês estão condenando ela passar na cadeia. Uma criança cadeia, uma criança de 12 anos tem, uma criança de 12 anos, tu acha que tem que ir pra cadeia? Não,
mas esse projeto ia mudar. >> Esse projeto quer mudar. projeto projeto do teu partido. Uma criança não é responsável pelo seus no Brasil inclusive a marido mas o projeto do teu partido quer fazer isso, quer obrigar a Criança a morrer. Perfeitamente quem comete homicídio tem que que aconteceu >> acabou. [aplausos] Você vai dar a sua, eu vou só sempre pedir que você, sempre que você for falar sua frase, você diga: "Minha primeira afirmação". É >> em cada uma das eu sigo explicando a afirmação. >> Você só dá um tempinho que minha primeira afirmação é tal
tal tal. Dá um Segundinho aí quando você começar eu dou os dois minutos ali no iPad. >> Pessoal, nós vamos rodar, OK? Estamos rodando aqui. >> Foi todos. >> Então é sua segunda afirmação, Ana. >> Certo. >> Aí pode pode no seu tempo, quando quiser. Estamos prontos. >> Minha segunda afirmação é que as mulheres já detém direitos iguais aos homens e agora ainda desfrutam de Privilégios formais, sociais e leais. >> 3 2 1 já. >> Meu Deus, meu Deus. Meu Deus. Gente, >> gente, pera aí um pouquinho. >> Minha segunda afirmação é que as mulheres
já detém direitos iguais aos homens e agora ainda desfrutam de privilégios formais, sociais e legais. Bom, o movimento feminista justificava sua existência na primeira, na segunda onda, dizendo que lutava pelos direitos iguais. também costuma se defender Dizendo que não defende a supremacia da mulher, mas sim uma suposta igualdade. No entanto, hoje no Brasil e em muitos lugares do Ocidente, muito diferentemente do Oriente, inclusive inclusive dos países islâmicos, eh o Brasil hoje garante às mulheres direitos iguais e ainda benefícios. Por exemplo, a CLT desde 1943 garante que as mulheres e os homens têm que ter o
mesmo salário e ainda dispõe um dos seus artigos que as mulheres podem carregar menos peso e Os homens devem carregar mais peso. A legislação também é robusta com relação à violência doméstica, violência sexual. E neste sentido, no Brasil hoje, a vida da mulher vale mais que a vida do homem, porque a punição é maior para tirar a vida de um homem do que para tirar a vida da mulher. Existe também um benefício no sentido de que a palavra da mulher vale mais do que a palavra do homem. É o caso das medidas protetivas de urgência.
A grande maioria Delas são concedidas, ainda que não haja nenhuma prova robusta a esse respeito. E também é o caso da liberdade da mulher que vale mais que a liberdade do homem. Isso se verifica pelas estatísticas de penas de condenações para os mesmos crimes em relação a mulheres agressoras ou mulheres acusadas ou homens. E por fim, a maternidade vale mais que a paternidade. Isso se verifica também nas varas da família, onde é possível constatar que as mulheres têm Preferência. Além disso, as mulheres são beneficiadas na saúde, na educação, na expectativa de vida, na previdência social
e em muitos outros sentidos. >> Oi, seu nome? >> Camila. >> Oi, Camila. >> Não é uma verdade, né? uma vez que você citou essa questão da maternidade, da paternidade e essa essa questão de a criança ter uma preferência pela mãe, né? Isso assim, pela legislação isso não Ocorre, mas isso é culturalmente eh isso é socialmente desfrutado por conta exatamente da visão cristã de que a mulher que ela é responsável pelo filho e não e que o pai ele só tá ajudando, né, a cuidar daquela criança. E isso inclusive eh algumas vertentes feministas, inclusive a
que eu me identifico, né, que a intersecccional, enfim, a gente luta também para que tenham a licença paternidade, por Exemplo, porque a licença maternidade são 4 meses em que a mulher ela fica, ela cuida da criança, né? E e o homem ele só tem um mês de licença paternidade, o que eu acho também um absurdo, porque isso reforça a visão de que a mulher que é responsável pelo filho, que o homem eh quando ele faz muito, aliás, quando ele faz o mínimo, parece que ele tá fazendo muito. Então, eh, não é uma questão do feminismo,
não foi o feminismo que trouxe isso. O Feminismo ele quer tirar isso. É, é uma visão conservadora. mesmo quer tirar, desculpa, >> quer tirar essa visão de que a a criança ela é da mãe, que a mãe que é responsável por cuidar da criança e da casa. E o homem é assim, tudo que ele faz é muito assim, se ele faz alguma coisinha já, ai meu Deus, que homem. Enfim, >> vou responder os seus pontos, tá bom? Vamos tentar não gritar a partir de Agora para ver se rende mais. O seguinte, ã, você disse que
a lei garante uma certa igualdade. Sim, inclusive foi o governo do PT que fez a guarda compartilhada, né, que defendeu a guarda compartilhada. Mas na realidade não é isso que acontece. As varas da família tendem a mandar a criança para os cuidados da mãe. Você mencionou que isso é culpa do cristianismo. Bom, eu ainda acho que as mulheres preferem ficar com seus filhos do que perdê-los, Independente de questões religiosas ou morais. Para mim é uma questão de também necessidade biológica, pois a criança precisa nos seus primeiros 1000 dias mais da mãe do que do pai.
Precisa ser amamentada e isso só a mãe pode fazer. É claro que pode substituir isso por outras fórmulas, mas para o desenvolvimento da criança é melhor estar em contato permanente com a mãe. Mas o meu argumento é que o movimento feminista defende a igualdade de Direitos, diz que a sua existência se justifica por isso. No entanto, essa igualdade já foi formalizada na legislação. Um dos exemplos que eu citei foi esse da Vara da Família. Você falou também sobre licença paternidade. Nos países onde existe uma licença paternidade mais ampliada, já foram feitos estudos sobre isso e
se concluiu que os pais utilizam a sua a sua licença paternidade para ganhar mais dinheiro, empreender ou se formar melhor, fazer Curso de formação na sua área. Eu sei que você pode dizer que isso é mais uma vez um estereótipo de gênero, papéis sociais do homem e da mulher, mas mais uma vez cada um tende a fazer aquilo que lhe é mais importante. E nem tudo é imposição cultural. E mesmo aquelas coisas que são imposições culturais ou que fazem parte da cultura, não necessariamente são em virtude disso. Então, biologicamente falando, é melhor que a criança
fique com a mãe. Mas em Que isso toca no aspecto da nossa conversa, que é o movimento feminista diz lutar por direitos iguais, mas esses direitos já foram alcançados e hoje as mulheres desfrutam de privilégios. Quais privilégios que você acha que os homens têm hoje em relação às mulheres? Bom, vamos dar um exemplo, né, da Mari Ferrer que ela foi literalmente sprada, né? Isso >> não, ela não foi sprada. Foiada não, >> não foi sprada. Os autos do processo Provam que >> foi foi um desvulnerável, porque quando você tem relação sexual com alguém que não
consegue nem andar, nem lembra daquilo que estava acontecendo, mostram que ela caminou de uma balada pr outra alto. Não, estava andando de salto 15. Não, >> não foi exatamente isso que aconteceu. >> Os autos do Mas olha só, você conhece os autos do processo? Você leu o processo? >> Todos. você não lut Praticou violência sexual sem consentimento e nenhum tipo de violência foi praticada. Inclusive, >> 3 2 1, já >> pode. >> Oi, tudo bem? Olá, seu nome? Carol. Meu Deus, tem muitas Carols Rebecas aqui. Olá. Bom, eh, eu discordo desse seu posicionamento, porque embora
a gente tenha leis que representem os homens e as mulheres, colocar elas na prática é bem diferente. E por isso que o Movimento feminista ele existe, porque é justamente para direcionar, para dividir e partilhar coisas que quem está só atrás da lei não presencia. Então eu discordo na parte que as mulheres têm muitos privilégios, porque as muitas mulheres independente da classe e elas têm a jornada dupla coisa >> e por isso se aposentam mais cedo, né? Não, não só por isso, mas assim, o homem não tem uma jornada dupla porque constitucionalmente ou lá atrás Historicamente,
socialmente falando, o homem ele tem essa posição de que ele precisa sempre estar atrás e à frente da parte mais eh burocrática da casa na parte de trabalho e não querendo pegar o peso da família, cuidando da casa, como a nossa colega falou, sobre a representação de que se o homem faz alguma coisa já é grande coisa e não é. Então, quando você fala que as mulheres têm privilégios, você está falando historicamente Sobre o seu preceito e a sua contextualização, mas quando você vivencia isso na prática é bem diferente. As mulheres elas têm totalmente violências,
elas passam por mais violências que os homens. >> É direito isso. Tá formalizado que o homem tem direito de agredir a mulher? Não. >> Então, direitos iguais. Inclusive a punição para violência é mais severa contra homens do que contra mulheres. >> Direito. Mas foi o que eu acabei de falar no começo. É bem mais prático na lei, mas quando você presencia direitos colocar direito que a mulher não tem, qual direito o homem tem e a mulher não tem. >> Todo mundo tem esses direitos. Só que pela questão do patriarcado, pela questão do machismo, pela questão
da violência sexual, todos esses aspectos eles contribuem para que todas essas leis para as mulheres elas sejam menos Evidenciadas. Não tem mais leis para proteger mulheres do que para proteger homens. Você sabe disso? >> Justamente pelo quê? Pelo que acab não é que não são iguais. Porque as mulheres elas passam por outras questões que, por exemplo, pela sua questão de religião, tem essa questão do macho. Gostaria só de terminar isso. Eu só gostaria de terminar meu posicionamento. a questão do machismo, a religião, o patriarcado que influenciam para que Essas leis que deveriam ser iguais, elas
não aconteçam na prática, justamente porque tem o posicionamento de homens ou até mesmo mulheres, como a gente tá vendo que tem contra esse feminismo. O feminismo ele não vem para trazer essa questão de que ah, a mulher é maior melhor do que o homem. Isso é um posicionamento e um pensamento que estereotipa todo esse movimento em luta em prol das mulheres. >> Eu só tô terminando, e em questão da de você falar que as mulheres elas recebem o mesmo que os homens ou que elas lei >> é os direitos são na lei e aí reforça
justamente o que eu falei no começo, é bem melhor na lei, mas na prática não é assim. Se tiver alguém que você conhece alguém que não paga salário igual, você tem que denunciar. É, então, mas aí é isso que entra nessa questão. Entendou essa pessoa, você conhece essa pessoa ou prevaricou a denúncia? Denunciou. Então, >> conheço. E aí quando você fala que as mulheres elas enfrentam conhexa que paga um salário diferente para mulher, você conhece? >> Vem justamente desse posicionamento. Vem justamente desse posicionamento do de não seguir a lei. Uma pessoa que não segue a
lei e paga salários desiguais para pessoas que fazem o mesmo trabalho e você denunciou essa pessoa. Não dá não só denuncia denunciou. Provavelmente você tá usando Uma evidência anedótica. A lei garante desde 1943 igualdade salarial. Em 2023, o Lula apresentou mais uma lei para reforçar um negócio que já existia, só para inglês ver. Apresentou essa lei novamente e desde que ela apresentou em 2023 a lei, os salários, a diferença salarial entre homem e mulher aumentou mais ainda. >> Pausa. >> Olá. >> Oi. Tudo bem? Eu sou a Maria Carolina. >> Você tá usando uma roupa
da Antix, Maria? >> Eu adoro. Eu também amo Antix. >> Legal. Ó, já achamos um cont um senso aqui comum, tá? >> Duas coisas só que eu quero falar primeiramente, só para constar, tá? Que atualmente a gente tem sociedades matriarcais na China, na Índia, no Kênia, na Indonésia, em Gana, na Costa Rica, na Austrália e nos Estados Unidos. >> Que tipo de sociedade, que tamanho que Elas têm? >> Matriarcais. sociedades matriarcais >> que não foram engolidas pelo patriarcado, >> que poderiam ser, né, a qualqu >> E a outra coisa é que eu sempre ouço pessoas
falarem do Champinha nas nas nos debates. Eu nunca tive oportunidade de falar com a pessoa porque quando o Lucas Pavanato veio aqui falar, ele falou no intervalo quando ninguém podia contar por ele. O pai da Aliane Freddembáque é Contra a redução da maioridade penal e ele inclusive é contra usarem o caso da filha dele para apoiar. Eu acho extremamente de mau gosto. >> Ué, mas o Champinha pro menina por Sim. Você é, você é contra então champin? Eu sou favor da gente os direitos do pai dela de não usar o caso dela. Eu pai dele
tem o direito de não existe direito assegurado por lei. Ele pode dar a opinião dele ou para usar mim. >> E eu sou a favor desse favor. Então é isso. >> Eu não sou a favor da do aumento da redução da maioridade penal. >> Então champinha para você que comprou essa moça por cinco dias ele que se fixou. Não existe só o champinha no mundo. O champinha não é dependendo da idade doador, você defende que ele fique solto. >> Não, não é essa questão. O champinha acontece que o champinha é muitoador, só Que as menores
de idade, só que nem todos os menores por um crime sãoadores. Então o champinha não dá para ser usado. >> Ele é um caso extremo que não dá para ser usado como régua. >> Por que não pode usar? Porque ele é um cas do Rosário que é feminista defendia que ele permanecesse solto. Se isso para vocês não prova que o feminismo não defende a mulher, eu não sei o que que prova. >> A Maria do Rosário não é o feminismo, ela é uma femininante bem considerável do movimento feminista, assim como a Taliira Petrone, que defende
a audiência de custódia, assim como outras feministas que defendem a progressão de pena. Mas vamos voltar pro nosso assunto. >> É porque nenhuma dessas feministas é o feminismo. Elas são pessoas que têm suas próprias opiniões. >> Sim. Se cada um tiver uma opinião a >> cada um tem uma opinião. Nem todo cristão te representa. Eu tenho certeza que tem uma espinha dorsal. O papa me representa muito mais que uma esquerdista. Por exemplo, existe uma espinha dorsal para questão de te representar. >> Então, mas tudo bem. >> Então, >> sem problema. Mas vamos ao ponto. >>
Eu quero saber quais são os outros privilégios que as mulheres tm. >> Ah, tá bom. Pois bem. Além das leis de violência que eu já mencionei, por exemplo, não é um privilégio, né? Como não? Por exemplo, mulher, >> porque ser ter a a garantia de que tu não vai ser violentada por tu ser uma mulher não é um privilégio. >> E também não. Ninguém pode ser violentado, nem homem, nem mulher. >> Mas os homens já >> Mas as mulheres detém privilégios de pena. Por exemplo, se você praticar Violência política de gênero, só se aplica contra
a mulher. Ou seja, violência política de gênero contra de intimidade também tem mulve violência política de gênero. Próprio dispositivo dessa lei, o próprio dispositivo da lei injusto. Qual homem teve violência política de gênero contra ele? Me cita um. >> Toda vez que você acusa um homem só por ser homem de serrador, de ser uma pessoa como é que uma mulher vai mear? Entende Essa questão? Como é que eu vou acusar? Maria do Rosário acusou o Bolsonaro de serador do Rosão de Champinha. Olha, quando tava acontecendo aquela discussão sobre o Champinha, a Maria do Rosário chamou
o Bolsonaro, que é um político prador só porque ele era um homem. Isso é uma violência política de gênero ou não. Não, eu também concordo que nem devia existir essa lei, mas o ponto é, você perguntou quais são as leis, então vou te dizer, me diz um político que Sofreu violência de gênero por ser homem. O presidente Bolsonaro foi acusado de ser esforador. [risadas] >> O presidente Bolsonaro foi acusado de ser exador por defender pena maior paraadores só por ser um homem. Olha gente, risada não é argumento. >> Mas e chamar um homem deador? Não
é violência de gênero. Chamar um hom que chamar uma mulher, por exemplo, de golpista é violência de gênero, mas chamar um homemador. Que mulher? Uma Mulher foi chamada de golpista e foi chamado por causa de gênto. Você ter feito a pergunta agora. Você vai me deixar falar perfeitamente? Lá em Santa Catarina, nós temos uma deputada feminista que acusou o colega em quatro instâncias: Comissão de Ética, criminalmente, OAB e mais uma instância que agora não me recordo, Ministério Público. Ela o denunciou quatro vezes por uma discussão, uma uma um debate acerca da presidência de uma comissão
e Pelo fato dele ter dito que ela deu um golpe na bancada assumindo a presidência ilegitimamente, ela o acusou de violência violência política de gênero. Uma barbaridade que não se encaixa. Então é uma lei que beneficia mulheres no ponto de que durante um debate perdeu todos, graças a Deus. >> Ganhou. Então a a lei existe e a lei funciona. >> Não, mas a lei precisa existir. >> A lei precisa existir. >> Por que que você não pode discutir com uma mulher e que se elegeu, que se candidatou, que quer estar em um debate, mas pode
discutir contra um homem? >> A legislação prevê que se você fizer qualquer coisa com relação a uma mulher eleita, >> ela pode, mas ele não foi, ele ele ganhou todas. Tu entende que que a lei funciona? Não, não, não, não. Negativo. Só a existência do dispositivo legal já é problemático. Mas tem gente que você Tá dizer causa. >> Ô, gente, eu nem cheguei alumada. >> É, olha aí, ó. Posso ir? >> Deixa ele ir. Deixa ele, >> deixa ele. Vai completar 5 km de corrida. Deixa. >> Vai na [risadas] próxima. Vai na próxima. Promet. Não,
só um pouquinho. Você já foi, né? Deixa ele. Ele não foi. Ele não foi. >> Eu sou Loconte, economista e analista Político. E quando você tiver assistindo um debate, eu vou estar lá. Bom, eh, vamos lá de novo. Qual que é a afirmação? >> Que já existem direitos legais formais e as mulheres ainda desfrutam além dos direitos legais formais e privilégios e benefícios sociais e formais. >> Certo? Essa afirmação eh se baseia só no Ocidente. >> Sim, evidentemente, >> porque na em países do Oriente Médio as Mulheres não têm direitos. É, e as feministas parece
que não estão preocupadas, né? >> Estão são conhecem a Malala? É uma grande feminista durante conheço diversas feministas que foram inclusive perseguidas por outras feministas por falarem contra is por falarem contra o islã islamofobia. >> Malala, a Malala é feminista. Beleza? >> Sim. >> Ok. E a Malala pelos direitos das Mulheres, especialmente no Paquistão. E várias outras organizações lutam a favor e elas são organizações feministas. Então, o feminismo está lutando pelos direitos das mulheres no Oriente Médio. >> Não seria bom se isso fosse verdade, mas se você me permitiu, não posso, posso responder. As feministas
fazem uma defesa cultural do islã e ainda acusam de islamofobia ou rijabofobia aqueles que criticam isso. Deixa eu te dar alguns exemplos que você falou, quero Falar agora. Em 2008, uma feminista chamada Pipabaca disse que o islã não era tudo isso que dizem, que o islã era maravilhoso e ela ia provar isso pegando carona da Itália até a Turquia. No primeiro dia que ela chegou na Turquia, em março de 2008, ela foiada e morta pelos árabes. Nós temos o caso também de uma jornalista chamada Lara Logan, que em 2011 foi molestada por 200 200 muçulmanos
no Egito. Nós temos também o caso das mulheres e que foram Sequestradas em todos esses casos, quando a mídia fala sobre esses casos, como também o caso do coletivo em Colônia, na Alemanha, em 2016. Em todos esses casos, as feministas usaram a imprensa para acusar quem dizia que esses crimes tinham sido cometidos por muçulmanos de islamofobia. Exemplo, as feministas também marcharam em 2017 usando o jihabi como uma forma de protesto político contra o Donald Trump e também ajudam a difundir esse Termo jabofobia. >> Só sim, só uma correção que >> se elas realmente defendessem as
mulheres contra isso, não estariam nesse movimento. >> Sim. é que você tá generalizando, assim como nem todo conservador vai na frente do quartel gritar pelo Bolsonaro, existem outros conservadores, assim como existiram outros grupos feministas. E >> você acha que o movimento feminista não é aliado do islão? >> Qual qual movimento feminista? Eles não são iguais na França, na Inglaterra, na no Paquistão, que foi um movimento que eu estudei, não são. Então, só para entender, então, um fator, então você apoia o movimento feminista no Paquistão, porque ele é a favor. >> Não, eu apoio as mulheres
>> e o movimento feminista que luta por lá. Não, os movimentos feministas está aliado ao islã em diversas situações, inclusive com relação da Malala, eu te Garanto que não, >> só a Malala, mas se você pegar, por exemplo, os refugiados, o movimento feminista defende contundentemente o multiculturalismo e a entrada dos refugiados. E desde que os refugiados entraram na Alemanha, na Bélgica, o aumentou 100, 200, 300, 400, 600%, como é o caso da Inglaterra, e as feministas defendem seus refugiados, >> tá? E no Paquistão, quem tá defendendo as mulheres? O direito delas poderem Votar. poderem, quem
que tá defendendo? >> Tem um grande movimento feminista no P. >> Movimento feminista. Sim. >> Além da Malala, quem você poderia ser mencionar? >> Sim. Não tem o movimento feminista da Malala, o movimento feminista paquistanês está lutando pelas mulheres. Então você acha que isso é algo bom? Concorda? >> Sim. O movimento feminista tem algumas coisas em comum com o cristianismo que São boas. >> Sim, eles não têm, não são cristãos, na verdade, eles são seculares. >> A defesa da mulher é uma pauta cristã também. >> Também, assim como várias outras pautas. >> Anterior ao cristianismo.
Concordo. Sim. Antes do cristianismo já existia a tentativa de inclusão da mulher dentro da política. Maravilha. >> Você concorda? >> Sim. Então a gente vê aí como o Feminismo é importante em algumas regiões do mundo. Primeiro, >> naqueles pontos em que ele entra em comum outras coisas boas. Acho que >> como perfeito. Já então já estamos num ponto. Historicamente você concorda comigo que o sufragismo, o primeiro movimento feminista, foi importante para garantir o voto à mulher? Eles fizeram pressões sociais. >> Não concordo com isso. >> Por que não? Porque nos países mais feministas o voto
foi conquistado mais tardiamente. Em países menos feministas o voto foi conquistado anteriormente. Por exemplo, no caso do Brasil, o voto foi concedido por um ditador fascista >> por conta de pressões populares. >> Não, as pressões populares no Brasil em favor do voto eram muito minoritárias, tanto que Berta Lut quanto se candidatou sequer se elegeu >> e a ela não se elegeu. >> Berta Lut era grande sufragista e nem as mulheres votaram nela. >> Sim. E no movimento dos Estados Unidos de 1920, por conta da pressão, >> explo, no movimento dos Estados Unidos, eu eu gostaria
de mencionar até um livro chamado Direito Voto do Alexander Kisser, é um grande estudioso do voto. Ele diz que o movimento feminista foi incipiente na luta pelo direito ao voto e quem realmente trabalhou por isso foram primeiro as mulheres cristã Cristãs sufragistas que não são não. Existe uma, o próprio Keiser distingue muito profundamente a feminismo, o feminismo da sufragismo. Movimento não. Aí daí tudo que é bom você vai dizer que é feminismo. Não, não. Ó, o que que é feminismo? É o que busca, >> o movimento feminista busca a destrição do patriarcado. Sim ou não?
>> Não, não. Não. Esse é o feminismo marxista. Tô falando de feminismo >> sufragista. O movimento liberal então é A favor do patriarcado. >> O movimento feminista liberal não não. Ele é a favor que as mulheres têm os mesmos direitos que os homens. Perfeito. >> Perfeito. Isso a gente alcançou. Vamos voltar para >> Não, não. Mas ou seja, você reconhece que historicamente feminismo foi importante para conceder o direito à mulher? Não, eu não concordei com isso. Essa afirmativa neguei. >> Então vamos voltar de novo falar sobre a História dos Estados Unidos, que o movimento feminista
foi importantísimo. >> Esse historiador importante. Então você tá falando que o direito ao voto foi conquistado por pressão do movimento feminista. Eu estou dizendo que o movimento feminista existia em vários lugares do mundo. Ele não é que ele não existia, ele existia, mas era pequeno, insuficiente para apoiar o voto. O Alexander Kiss, historiador do voto, diz claramente o seguinte: "O que contribuiu Para a assunção do direito ao voto, para a concessão presente do direito ao voto às mulheres, foi a guerra, a situação socioeconômica e o ativismo religioso, o movimento de cfragas religiosos." Pô, não é
impossível ser crista feminista, então não era >> não não não >> o movimento feminista. >> Qual que é a definição de feminismo liberal? O movimento feminista lutava e sempre lutou pela destruição do status Quo >> do casamento monogâmico da família nuclear e lá nem falava disso. >> Não, mas não tô falando straft. A luta do voto foi 1848. >> Sim, mas as seguidoras depois não falavam dis. >> Foi o primeiro encontro de luta pelo voto. Foi numa igreja metodista em Santa Cafol em 1848. >> Lideraram este movimento nessa igreja metodista duas feministas que deixaram De
fazer parte do movimento cristão justamente porque se mostraram anticlericais e contra o status qu. Ou seja, essas mulheres não podem ser confundidas com as sufragistas cristãs, que inclusive apoiavam o voto porque queriam aprovar a lei seca e porque queriam um país mais moralizador. O Alexander Keiser diz claramente que o voto foi concedido à mulher porque os conservadores observaram que estavam perdendo votos para os democratas Através dos imigrantes e dos homens solteiros. Então, nos Estados Unidos era preferível conceder o direito à mulher conservadora casada americana do que deixar só aqueles homens imigrantes. Eles não fizeram isso
na guerra civil americana. Por isso que só fizeram quando foi necessário. Fizeram em 1920 quando foi necessário. >> Não, porque antes da guerra civericana não tinha movimento sufragista. E o movimento sufragista se formou depois da Guerra, conseguiu o apoio popular, pressionou quem tá em cima, que liberou quem tá baixo. >> Durante, durante a guerra civil não existia sequer direito ao voto a todos os homens. O movimento feminista também quando retrógrado nesse ponto. >> Exatamente. Pessoas que eram pobres, negros, exescravos, não podiam votar. O voto sempre foi atrelado a um serviço, sempre foi considerado cidadão soldado,
votava aquele que pudesse contribuir Militarmente de alguma forma. Esse exemplo bom também é o exemplo da Suíça. Você sabe quando foi concedido o voto na Suíça? >> Qual cantão? >> 1900. O último o último cantão a promover o voto suíço foi 1971. Extremamente atrasado por mentos feministas da Suíça. Sim, movimentem os feminismos, o feminismo sempre esteve na Suíça. Por que que demorou tanto? Não foi forte pessoal. A demora do voto, a Demora do voto ser concedido na Suíça tem a ver com o fato de ser uma sociedade extremamente retrógada, >> vinculada ao militar, ao militarismo.
Todos os homens, ao completarem 18 anos, na Suíça, até hoje ganham uma arma e precisam cuidar dela. Então o voto sempre esteve atrelado à guerra na Suíça e, portanto, demorou mais para que as mulheres recebessem esse voto. O que influencia na concessão do voto é a guerra, a condição socioeconômica e os Avanços sociais, assim como o movimento negro teve que pressionar muito as elites para finalmente acabar a escravidão. >> Já foi o movimento negro conseguiu libertar a si mesmo? Evidentemente que não. >> É porque eles não estão no poder. Só >> exatamente você usou o
melhor argumento que ex, >> ou seja, as as calças de baixo pressionam a de cima para de cima Liberar os >> ex um argumento muito bom argumento do Alexander Kisser. As classes inferiores não conseguem exigir ou conquistar algo das classes superioras superiores. >> Exigir conseguem e exigiram. não conseguem impor, só conseguem usar como convencimento, mostrar que a sua pauta, os seus interesses também coaduno com os interesses dos poderosos. Então, no caso dos americanos, por que que se tornou interessante para os homens que já Votavam eram poderosos e conservadores estender o voto às mulheres? Não, porque
o movimento feminista era legal. >> Daqui a pouco acabou, >> tá? >> Quanto tempo tem? >> Ai, que bom que veio você que você fala e espera o outro falar também. o argumento, vamos voltar pro argumento aqui que era as mulheres têm privilégios, >> tá? Eh, então eu discordo dessa Afirmação, né, em todos os sentidos, porque eh antes eu queria realmente retomar, né, o tema inicial, porque eh a gente vive numa sociedade em que existe um peso maior de todo o trabalho eh privado em cima das mulheres. Isso eh é claro, né, em papéis socialmente
construído que a gente vive hoje e é o que você defende, né, o patriarcado. Perdão. >> Não importa se tá na lei, tá na culturação sobre direitos iguais, né? >> Sim. Mas aí a gente precisa entender que tá, mas é dentro da cultura que a gente entende quais são as necessidades desse estado para que a gente crie leis a favor ou contra eh determinada coisa. Você concorda? Porque assim, se a gente tem, >> a cultura influencia a lei, sim. Mas o argumento não é sobre cultura, é sobre direito. Onde que nós não, que direito que
a mulher não tem e o homem tem? Qual direito a mulher não tem e o homem tem? O direito de ser assegurada de sair sozinha à noite. >> Não, mas não existe direito de os homens não tm direito para mulher que sai sozinha. Isso é uma contingência. Não, aí você tem que você tem que entender aqui, ó. Ana, para que você entenda o problema da problemas, para você entender os problemas da sociedade, você tem que entender qual que é a raiz desses problemas, né? Então, se a gente entende, é, mas a Gente não tem creches
públicas suficientes, por exemplo, >> mas a lei garante inclusive preferência. Olha como a lei privilegia mulheres. A mulher vítima de violência tem preferência para colocar numa escola. Não, mas mas assim, a minha o meu argumento inicial é a lei já garante direitos iguais e ainda benefícios socialis que não é benefício, a gente precisa, veja só, para que a sociedade ela atenda, para que as pessoas da Sociedade, >> você quer forçar uma igualdade cultural, isso quer dizer que todas as pessoas têm que se adaptar ao que na sua cabeça seria igualdade de oportunidade igualdade de oportunidade
existe igualdade, formal, plena no Brasil. Não existe igualdade de oportunidade. Você é proibida de estudar, você é proibida de votar. Do que você é proibido. O voto é um exemplo de um benefício que A mulher que a mulher usufrui. O homem hoje se ele não tiver certificado de reservista ele não pode tirar título de eleitor, passaporte, renovar carteira de trabalho. Ou seja, o direito de voto da mulher vem vulso, desobrigado de qualquer patriarcado. Ana, tu deveria ser patriarcado. Eu estou te dando um Eu sou a favor, patriarcado. Eu não acho que Mas quem defende direitos
iguais é você. Eu defendo direitos equânimos. Eu eu defendo que as mulheres elas tenham Igualdade de direitos, elas partam do mesmo ponto de partida que os homens. E a gente não tem uma sociedade culturalmente igual para que você tenha essa ideal cultalmente igual. Nós estamos falando sobre direitos iguais. Na lei, qual é o direito que a mulher não tem? >> Não importa, tá? Esse é o ponto do debate. Como é que a gente entender quais são as necessidades das mulheres? As mulheres T, >> as mulheres são 18% do Congresso, 18% da política, >> mas não
é proibido seu ingresso. Ingresso, >> sim, mas isso é cultural. A gente precisa combater essa cultura para que a gente tenha mais direitos. É uma outra questão nós poderos. As mulheres recebem mais atenção, as mulheres têm mais cidadania no Brasil, as mulheres, olha só, por exemplo, vamos cidadania, algo Bem simples. Se você entrar na página do Congresso, hoje tem 30.000 propostas relacionadas à mulher e 8.000 relacionados ao homem. Se você entrar lá na Assembleia Legislativa, que é onde eu trabalho, você tem 230 propostas para mulheres e 20 propostas para homens. Se você olhar na saúde,
as mulheres têm uma expectativa de vida 7 anos superior a dos homens. Os homens se matam mais que as mulheres. As mulheres morrem menos do que os homens. Debate o meu, então você concorda que nós temos direitos iguais e ainda desfrutamos de privilégio. >> Não desfrutamos de nenhum privilégio. Um lugar diferente dos homens na sociedade e você tem que aceitar que é a realidade. Você tá negando as leis que nós temos, você tá negando que as mulheres tivil educacionais, eu estou negando que temos privilégio porque não temos. Nós partimos de lugares diferentes, precisamos de direitos
Diferentes. 60% nas universidades. Você nega esse dado? E porque não estamos na que que aconteceu agora? O tempo acabou, cara. Eu tentando aqui, o tempo. >> Minha terceira afirmação é que nenhuma vida humana pode ser assassinada por ser indesejada ou inconveniente. Nós temos direitos humanos e com isso acho que todos aqui concordam. Os direitos humanos não podem ser fundamentados na convenção ou no contrato. Para que eles sejam de fato garantidos, os direitos Humanos precisam ser assegurados pela condição inerente do ser humano. Ou seja, todo ser humano tem certos direitos que são inalienáveis e não podem
ser negociados. Portanto, o feto, assim como os gays, os negros, os judeus, t direito à vida. O feto tem direitos humanos a serem assegurados. Desde o momento da concepção, nós não podemos deixar os nossos direitos a mercer simplesmente da maioria ou do direito positivo, porque senão a maioria Poderia chegar a um acordo de que judeus merecem morrer, de que negros merecem ser escravizados ou de que mulheres são inferiores aos homens. Para discordar do argumento de que o feto é uma vida humana e tem direitos humanos, é preciso dizer que existem algumas condições onde é válido
matar uma pessoa, ou seja, legitimar o assassinato de um ser humano ou negar que o feto é uma vida humana. >> Eita, perdoe. >> Não tem problema. >> É Maria, né? Ã, primeiro eu quero dizer que eu concordo completamente com o teu o teu promp, porque por isso que eu sou contra o genocídio em Gaza, já que tu falou tanto dos judeus que 83% dos mortos em Gaza são civis de acordo com os números de Israel e 59% são crianças, mulheres e pessoas com mais de 65 anos. Por isso também que eu sou contra a
violência policial e refreada que causou a morte do Rian da Silva Andrade de Santos de 4 anos, do Nathaniel Venâncio Almeida de 19 anos, que foi morto dentro de casa queima roupa na frente da própria mãe porque ele fugiu de uma abordagem do Rocan porque ele estava sem capacete e do Marco Aurélio Cardenas Costa de 22 anos, que era estudante de medicina que deu um soco num carro e foi morto por um policial. E sim, eu nego que um feto é uma vida humana, porque não tem consenso de quando a vida começa. Então, se não
tem consenso de quando a vida começa, cabe a cada um Decidir, cada pessoa gestante decidir se o que tem dentro dela é uma vida ou não e se ela quer que essa vida continue ou não. >> Você vai ficar ou vai sair? Vai ficar, né? Olha que eu fou sair. Bom, >> não. Tô tentando me ajeitar aqui direito. >> Tá bom. Ã, OK. Você trouxe novamente uma série de argumentos iniciais ali que não tem necessariamente a ver com o feto, mas OK. Eu concordo com você. Que nenhuma vida humana >> pode ser assassinada injustamente, perfeitamente.
Concordo plenamente com você. >> Então, você acha que o feto não é uma vida humana? Não, eu não acho. Uma vida de que espécie? >> Não é uma vida. >> Então não precisa matar porque já tá morto. >> Não é, não é uma vida humana, é um ser vivo. Não é uma vida. Um ser vivo e uma Vida. >> Tá. Mas é um ser vivo de que espécie? >> Ainda não importa de que espécie que é o ser vivo. >> Tá. Então deixa eu ver se eu entendi. >> Vida humana. Você é contra objetificar a
mulher, mas a favor de objetificar o feto. Os maiores, por exemplo, decidem se aquele feto tem direito. Diz o feto é uma mesa. Eu disse que o feto é um ser vivo, mas que ele não ser vivo de que espécie? >> Ele não é uma vida, ele é um ser vivo. >> Ser vivo. Ué, mas um ser vivo não tem que ter vida para tá vivo, senão ele é um ser morto. >> Porque uma vida não é só uma coisa biológica. O feto não tá vivo. >> Ele tá vivo, mas ele não é uma vida.
>> Não faz o menor sentido. Só tá falando >> uma vida. >> Então ela é uma morte. >> Aqui, ó. Nós somos vidas. Vidas. está Ouvindo. >> Ele está vivo, mas ele não é uma vida. >> Se ele está vivo, então ele é um ser vivo. >> Ele é um ser vivo, mas ele não é uma vida. De que espécie é o fet? >> Depende. Uma árvore é um ser vivo. >> Tá. Mas o feto é tem uma espécie específica. Qual é a espécie do feto? >> O feto é uma árvore. >> Não, ele é
um ser. >> Tá bom, vamos simplificar a pergunta. Meu Deus, você tá me dizendo que um ser, que um embrião não é um ser humano? >> Não, não é, >> não é um ser humano. Então ele é um ser de que espécie? >> Nós somos seres humanos. >> Tudo bem. Você, Maria, quando você era um embrião, você era de que espécie? Então >> eu era um embrião de >> de que espécie? >> Se tu quer, se tu quer usados de ser Humano. >> Ok. Então se é um ser humano tem direito humano. >> Não, não
é uma vida. >> Porque você acha então que os adultos mais fortes, mais poderosos, podem que tipo de vida merece viver ou não? Ele vive vira uma vida. No momento que o canal vial, o canal vaginal faz uma mágica e o bebê nascer. >> Quando o quando >> Então antes de do bebê na celha é de que Espécie? Antes de bebé nascer, ele é um feto. Ele é um feto. >> De que espécie? Um feto de que espécie? Olha, você tem que ol feto é apenas uma fase do desenvolvimento do ser humano. >> O que
você está afirmando é o seguinte. Você foi vocês também [risadas] >> a discussão mais importante sobre isso. >> Sorry. >> Olá, tudo bem? >> Olá, tudo bem? >> Como é seu nome? Eu me chamo Rebeca. >> Rebeca >> também. >> Mais uma Rebeca. >> Mais uma. Hoje tá cheio de Rebecca. >> Oi, Rebeca. >> Eu sou militante LGBT. Eu sou de esquerda. Eu acho que quando a gente fala sobre o aborto, a gente tem que ter uma uma noção que não é uma questão de opinião, é uma questão de saúde pública. Todo mundo aqui conhece
alguém que fez um aborto. E o aborto é feito desde as Classes mais abastadas até as que têm menos condições. Todas as mulheres estão sujeitas a esse tipo de de violência por diversos motivos. Mas a questão é, as mulheres que têm mais grana vão ter um acesso a um aborto muito menos de menos risco para pra mulher. E as mulheres mais vulnerabilizadas também vão buscar o aborto através de formas clandestinas e vão ter muito mais risco, ã, para com a vida delas, como eu concordo muito com o que a colega falou, porque se sobrepõe Uma
vida à outra. E não é essa a discussão. Eu acho que o aborto é uma questão de saúde, então você discorda da Maria e você acha que a fet ele não se sobrepõe à vida da mulher. >> Mas o feto é uma vida ou não? Não é um ser, mas o que constitui a vida. É que a gente vai voltar para essa discussão que eu acho que não vai porque o seguinte, você está me dizendo o seguinte, você tá querendo dizer humana Constitui outras coisas que não só tem um coração e um cérebro e e
tá em desenvolvimento. >> Então, então, por exemplo, o que que diferencia um bebê de um dia depois de nascido de o bebê de um dia antes de nascido? Um dia antes de nascer e um dia depois de nascer, como é que quando ele se torna uma vida humana digna de direitos humanos? É porque ele passou pelo canal vaginal? >> Não, não é bem por aí. Então, por que que um bebê de um dia de vida tem certos direitos >> e um bebê dentro da barriga da mãe uma semana antes não tem certos direitos? Exemplo bem
simples. Você falou que o aborto é uma questão de saúde pública. Depois a gente poderia discutir o conceito de saúde, mas lá em Florianópolis, da minha cidade tem um hospital chamado Carmela Dutra. Hospital Carmela Dutra. Ah, no ano passado nasceu um bebezinho chamado Dandara de 24 Semanas e o hospital inteiro se mobilizou para salvar a vida da Dandara. Salvaram a vida da Dandara. enfermeiros, médicos e todo mundo muito feliz. Um feto de 24 semanas nasceu do parto prematuro, um dos recordes do estado. No outro lado do corredor poderia estar acontecendo o contrário, uma equipe de
médicos matando um bebê do mesmo tamanho e da mesma idade gestacional. >> Mas oferecer risco para uma mulher que, por exemplo, não tem uma maturidade Corpórea para >> Mas então você defende o aborto somente em caso da gravidez estar em um adolescente? defendo o aborto, porque acima de tudo eu acho que a escolha da mulher sobre ter um filho ou não, a escolha do corpo dela é é soberana a mulher. Se ela tem essa vontade, ela pode. >> Então, você acha que a vontade e o desejo de um ser humano mais forte, mais desenvolvido, deve
imperar sobre o Direito à vida de um ser humano mais fraco? >> Não, não é isso. Não é um ser humano mais fraco. >> Mas não é um ser humano. Então é o quê? Vamos ter que voltar para essa questão. O bebê é de que espécie? Se ele não é um ser humano, ele é um ser o quê? Vegetal, animal? Você foi votada. >> Desculpa, Rebeca. Não fui eu, não. >> Consegui. >> Meu Deus, você queria muito. Você veio Em todas. >> Eu queria muito, Ana. Eu queria muito. >> Que legal. >> Vamos lá, Ana.
Muito prazer. Eu sou River. Eu sou militante de esquerda. Eu sou de esquerda radical. Sou >> Mas River não pode ser seu nome, né? >> Meu nome é River da Silva. Você quer ver meu documento? >> Não, não. Mas seu nome é River Rio. >> Meu nome é River da Silva. É de Rio. >> Você nasceu com seu nome? >> Nasci. >> Que legal. Ana, eh, você é para, certo? >> Sim. >> Então, eu queria fazer um questionamento para você. Não é bem um questionamento, queria mesmo fazer uma indicação. Veja só, você tem 18 projetos
de leis, três projetos de sugestão à assembleia, 59 indicações e sete requerimentos de sessão, totalizando 100 projetos aqui, sem contar RQX e etc. Nenhum é facilitando, incentivando, Apoiando o processo de adoção, que é o processo >> é pauta nacional, né? sabe que eu sou deputado estadual, né? >> Da mesma forma, você poderia de alguma forma criar um projeto e chamar atenção, por exemplo, >> mas você sabe que eu sou deputado estadual, não posso deliberar sobre isso aí, né? Você pode, mas você pode fazer um projeto incentivando no SU. >> Eu tenho projeto social sobre isso.
Não Tenho um projeto de lei. >> Você poderia fazer incentivo, por exemplo, você tá dizendo que eu como deputado estadual, você conhece melhor as minhas competências. Eu não posso apresentar legislar sobre essa pa dentro das suas PL. Você tem, por exemplo, ali um incentivo ao projeto Casabiel, que é uma mandei meu, eu mandei dinheiro de emenda para que eles possam cuidar crianças com câncer. >> E por que que você não fez isso com os Lares de acolhimento do seu estado? >> Porque eu tenho que decidir para onde vou mandar as emendas. Agora a gente não
está com todo PL Mulher, todo, eu sou presidente do PL Mulher, não sei você conhece, então PL Mulher, do qual eu sou presidente tem entre as suas sete bandeiras, uma delas é a da adoção. E nós fazemos esse trabalho voluntariamente, indo nas cidades promovendo políticas públicas. Não existe um projeto de lei porque não É minha competência, mas sim nós temos recursos em nós temos, por exemplo, muito recurso aplicado em ONGs vinculadas às igrejas que e que elas atendem crianças. Tudo bem, eu não tô falando sobre a questão de igrejas ou onges que atendam a crianças.
Eu estou falando sobre lares adotivos. Por exemplo, você >> lares adotivos? Não entendi. >> Tudo. Você não sabe que é um lar adotivo, >> não. Você quer que o que eu mande dinheiro para lar adotivo? Não entendi. >> Olha, existem muitos lares adotivos no seu estado que estão passando por situação que você Tudo bem, mas você tá acha que um deputado tem que propor um projeto de lei? >> O que que você fez pelo Casabi? >> Mandei uma emenda de R$ 150.000. >> Por que que você não fez isso em outros lares? Em lares adotivos?
>> Eu fiz em inúmeros, inclusive em casas Que que acolhem mulheres vítimas de violência, mulheres falando de lares adotivos, eu estou falando da pauta de aborto, não tô falando de lei não permite mandar recurso direto do dos cofres públicos para uma casa de uma pessoa, né? Não, não. Um lar. Você não sabe o que é um lar adotivo, Ana? >> Uma família que adotou crianças. >> Não, Ana. Um lar adotivo. >> Uma casa de acolhimento. Então você tá falando que recebe crianças enquanto Elas não são adotadas, tá? Porque o lar adotivo quer dizer João e
Maria adotam uma criança. Eu não posso mandar dinheiro para lá. Examente. Não sei de onde você tira isso. Mas também >> todas as igrejas que recebem recursos das nossas emendas, você pode ver verificar na LOA, atendem crianças necessitadas, car. >> Eu queria te fazer um outro questionamento. Você falou bastante sobre questão de vida humana. Eu Acredito sim que o embrião é uma vida humana. Só que eu queria que você respondesse para mim o seguinte: quando é que nós compreendemos uma viabilidade de vida? >> Veja bem, entre os argumentos abortistas mais comuns está que uma pessoa
precisaria ter viabilidade, racionalidade, sensibilidade. >> Não é disso que eu tô falando. Eu tô falando do conselho de medicina. >> Bom, o a medicina diz que a partir das 20ª semana o feto tem chance de sobreviver sozinho. >> Exatamente. A partir da 20ª semana. Antes disso, a gente não tem, >> não consegue sobreviver fora do ambiente ideal. Você também, se eu te largar no espaço não consegue sobreviver, né? Você tem que estar no ambiente adequado. >> Mas o que que tem a ver o espaço? >> Porque você tirar a criança do lugar onde ela está
crescendo com vida e se Desenvolvendo bem é matá-la. Você não tá bem aqui agora. Se eu pegar e te soltar no espaço, você vai morrer. Se eu tirar você do lugar da tua viabilidade, tu morre. Eu não posso fazer isso. >> Não é, você tá espantalhando o meu argumento. Mas >> você tá me dizendo que um bebê pode ser morto quando não viável? >> Mas ele não é viável. Como é que você vai matar? Não é viável? Ele tá vivo o bebê na mulher? Se ele não Vivo, não precisa abortar. É uma boa questão. Então
vamos lá. >> O bebê tá vivo dentro da mãe ou não? >> Vou te provar. Vamos falar sobre isso. Se ele tá vivo ou não. Um feto que tem a tromia do cromossomo 18, ele tá vivo dentro da mãe? >> Não, não tem como saber. Não sei. >> Um feto que tem a tromia do cromossomo qual cromosso. >> Trissomia do cromossomo 18. Foi o primeiro que eu mencionei. Não, eu não Conheço qual é a síndrome. Você pode descrever a síndrome para mim? Claro. A síndrome do cromossomo 18, ele basicamente vai >> não, ele tá vivo,
com certeza, mas eu quero entender qual o que é a síndrome, né? Evidentemente, >> não entendi. Você quer entender? >> Eu acredito, ele está vivo. Se ele estivesse morto, não precisaria abortá-lo, né? Porque ele já estaria morto. >> Mas eu quero entender o que é a síndrome. >> A síndrome do cromossomo 18 é uma síndrome que dá má formações severas. Então, tá vivo, né? >> Ele tá vivo. Exatamente. Ele vai desenvolver sem nada. Vai nascer. Inclusive, é um argumento que eu acho muito interessante. Eu vi você em um debate, eu ouvi um debate seu, aonde
você falou que a coisa mais cruel que tem é uma mulher >> paria um bebê morto. >> Por que que você é contra o aborto em casos de, por exemplo, tromia do cromossomo 11, tromia do cromossomo 18? >> A mulher parir um bebê que ela matou, né? É diferente de parir um bebê que morreu espontaneamente. >> Ah, então no caso você prefere que ela carregue o feto até o momento em que ela sabe que ele vai nascer e vai morrer. Porque, por exemplo, >> eu eu acredito que a vida é inviolável. Então nós não podemos
tomar uma atitude, nem eu, nem você, nem ninguém, com relação a uma pessoa, porque a gente acha que ela merece viver menos. >> Responda a minha pergunta, por gentileza. Com quantas semanas nós temos a capacidade de descobrir se esse feto tem, por exemplo, síndrome de porter severa? >> Não faço a menor ideia. >> Com quantas semanas a gente consegue descobrir? >> Com quantas semanas um feto com síndrome de porter severa você consegue descobrir a partir da 12ª até a 12ª? >> E daí você acha que dependendo da doença que uma pessoa tem, ela merece morrer?
>> É, na verdade ela vai nascer morta. A única do matá, correto? Ela vai nascer morta, OK? >> Então ninguém precisa abortar, porque estamos discutindo o aborto de alguém que vai morrer espontaneamente. Se a criança esta criança vai morrer Espontaneamente, não há por matá-la. >> Agora, olha que interessante, agora mesmo você falou que tava defendendo as mulheres. A gente tem um estudo que tá publicado inclusive na CEL e na Science e comprova. >> Poxa vida, >> violência aqui. Violência >> é tudo bem, Ana? >> Oi, tudo bem? Prazer. Eu sou Amanda. >> Oi, Amanda. >>
Eu sou psicóloga, psicanalista e eu Trabalho com proteção social especial, né? Eu vou pegar o gancho do que vinha sendo dito aqui. E aí a gente tava conversando a respeito, né, de adoção e você apresentou algumas falhas que não conhece aparentemente o sistema de adoção no nosso país, né? Não, não conheço profundamente, não. Não conheço todas as pautas. São muito. Eu trabalho com ele e aí a gente tá discutindo a respeito do aborto, a respeito de, enfim, eh eh eu acho interessante trazer Informações de que dentro do capitalismo o aborto acontece, o acontece também as
mulheres. A diferença é quem tá abertando, >> se é a mulher que tem dinheiro ou a mulher que não. >> A diferença no sentido do quê? Porque a mulher que aborta na periferia morre. Você quer dizer >> exato. >> É bom. Mas você sabe que os últimos dois abortos legais mais famosos, um que Aconteceu no Chile e outro que aconteceu no Brasil, resultaram em riscos pra mãe, né? Por exemplo, a feminista Maria Lopes, super ativista do aborto, defendeu, defendeu, defendeu o aborto lá na Argentina defendeu muito e quando o aborto foi aprovado, ela foi realizar
um aborto legal e morreu. >> Tá perfeito. Vou falar sobre o outro falar sobre eh proteção social especial. >> Tudo bem. Mas você sabe que não existe aborto seguro. A mulher pode morrer. >> O estado ele se organiza de uma forma para garantir que os direitos sejam assegurados. Quais direitos? >> Normalmente o o direito à saúde, à educação, os acessos que são previstos em lei. >> A forma que o estado encontra de se organizar é através das secretarias dentro dos seus municípios, suas prefeituras. >> Quem atua diretamente com essas pessoas é a Secretaria de Assistência
Social, Secretaria de Habitação, que são as secretarias mais sucateadas dentro dos municípios. >> E aí trazem informação de que você não apoia as casas. >> Como que é? Quem diz isso? A a a no debate anterior, né? Não, não, não, ela ela não eu não eu não como que eu não apoio a assistência social, eu tenho mais de R milhões investidos. Não desenhei o argumento. Aí você pode criar uma série de espantalhos, mas eu não Desenhei. >> Mas ela, o que que você tá querendo dizer aqui? Ela disse que eu não ol aqui. Isso foi
começado aqui. Perfeito. E aí dentro da secretaria de assistência o se organiza através de CREAS, CRA, Saicas, que são serviços de acolhimento institucional, >> que é para onde essas crianças vão. Então as pessoas vão em maternidade, a gente pega essas crianças, sempre eu sempre mando recursos meus para esses Recursos não existem. >> Como não existem? Os meus recursos não existem. Eu tô dizendo que a verba para secretaria de assistência e as verbas para secretaria de habitação, mas são ridículas. >> Ah, mas é porque o deputado é obrigado por lei a destinar mais um montante maior
para educação, um montante maior pra saúde. >> Mas a educação, tudo isso é atravessado. A equipe é multidisciplinar, tem Pedagogo, tem psicólogo, tem assistente social. Eu mando dinheiro pra assistência social e pra cultura, pra educação, conforme prevê. Eu tô dizendo que a gente pode debater a partir da perspectiva da perspectiva da realidade, debater a partir das coisas que acontecem, que são as mulheres periféricas que são violentadas, que parem filhos que não querem cair e que vão para proteção social especial sobre dizendo. OK. Você Está me dizendo que então porque uma mulher foi vítima de uma
atrocidade como um esbro, ela tem o direito de tirar a vida de outra pessoa. >> Eu tô dizendo que a mulher tem o direito de abortar independente das circunstâncias. >> Mas se ela, por exemplo, o pessoal tem um projeto de lei que diz que se alguém, se durante a relação sexual for tirada a camisinha sem consentimento ou por algum motivo tiraram a camisinha, a mulher tem Direito a abortar. Você defende então que o direito da mulher adulta, mais forte, mais desenvolvida sobre a vida menor, mais fraca, deve imperar, porque o feto é o que menos
tem defesa e é mais vulnerável. Você tá me falando sobre direito, eu concordo com você. A mulher assisteem alguns direitos, assim como ao homem, ao idoso, assistem muitos direitos à criança. A mulher tem sim o direito a ter a sua dignidade sexual preservada. No entanto, no momento em Que um homem, um agressor viola a sua dignidade sexual e você se torna uma vítima, isso não lhe autoriza a castigar uma criança, a punir uma criança com pena de morte. >> Mas aí você tá falando de criança e não de feto, que são duas coisas diferentes. Uma
fase de desenvolvimento do céu. É um amutuado de células. Você também é >> exatamente, mas em outra etapa do desenvolvimento de células e uma pereba também é por Causa disso. Você não tira pereba, você não queima >> não. Mas pera aí, mas esa aí, olha só o que você tá me dizendo, que as pessoas mais capacitadas, ainda bem, nunca tive pereb, mas entendi o argumento. Ah, você tá me dizendo que as pessoas que detém o poder podem deliberar por maioria acerca da vida dos mais fracos. >> Você é contra isso? Porque isso é o capitalismo.
As pessoas que detém poder. >> Não, você quer dizer que é democracia, Né? Eu eu sou contra isso. Eu acabe eu sou contra os mais fortes. Ah, não, >> não, não, não, não. Eu sou contra os mais fortes. Eu sou contra os mais fortes oprimirem através da violação dos direitos humanos os mais fracos. A afirmação inicial. Mas eu você eu disse para você que eu sou assim a ultra defensor do capitalismo. A gente até pode falar sobre isso depois. Eu só acho que não, porque olha só, eu sempre disse em todas as minhas entrevistas que
o Capitalismo é o regime mais aceitável. não disse que é perfeito, nem que é o melhor do mundo. Pois bem, agora vamos a vamos a voltar ao ponto. Se você acha que é errado uma pessoa deter propriedade sobre a vida de outra, como na época do Páer Famílias Romano, o imperador concedia ao pai de família direito sobre a vida de todos que estavam na sua casa, a mulher, os escravos, lembra disso? No Império Romano, o homem que era mais forte tinha Direito sobre a vida dos outros, podendo decidir se vivia ou morria. Eu aposto que
você é contra isso, é, né? Você é contra o homem decidir e ter como propriedade a vida dos escravos. >> A gente tá falando sobre aborto, né? >> Então, mas aborto é a mesma coisa. Você tá dizendo que a pessoa mais desenvolvida e mais forte tem o direito de matar a mais fraco. Tem pessoa o que que >> Então o feto não é uma pessoa, é o quê? Um bicho. Vamos voltar nesse ponto. Mas você também de células. OK. Eu sou psicóloga e a gente vai conversar a partir dessa perspectiva. >> Você também, você também
é um montado de célula. Quando você nasceu, como é que você chama? Você foi votado. >> Ô meu Deus do céu. >> Ihu. >> Gente, >> gente, não deixa alguém que não foi. Deixa alguém que não foi, >> tá? >> Alguém que não daí decidam entre vocês, mas alguém que não foi, tá? Oi, seu nome? >> Eu sou a Malu. Sou ativista feminista aqui na cidade de São Paulo. Ana, você tem falado bastante sobre uma visão mais eh, como eu posso dizer assim, conceitual sobre a sua visão anteaborto, mas eu queria resgatar algumas coisas que
são dadas da realidade em dois Sentidos. Um, primeiro, nós vivemos num país laico, em que há as concepções religiosas, morais. Você tem religião até agora sobre isso? do aborto. >> Citou. >> Em que momento? >> Citou. Eh, >> mas em que momento citei, mas só me explica e depois você continua. Onde que eu citei religião para defender, para ser contra o aborto? Essa visão sobre a a Onde nasce a vida é uma visão religiosa, não é um consenso científico. Então, diante disso, é uma moral religiosa que se impõe em relação a uma visão que nem
mesmo há consenso início da vida consenso científico. Não há consenso científico. Os cientistas não afirmam que o feto está morto em nenhum momento. Não há consenso. A falta de consenso significa dissenso. OK. A, você tá me dizendo, você afirma categoricamente que a ciência não reconhece que a vida desde A concepção? >> Existe, não existe consenso científico. Foi o vida primeira semana é o quê? É morte, >> tá morto. Não há consenso científico. A vida inicia quando olha só, não é impossível que você Não, eu eu vou responder o primeiro, depois você fala. Olha só, é
impossível o que você está dizendo, porque a o espermatozoide está vivo, é um gameta vivo, o óvulo é um gameta vivo. Nenhum Dos dois sozinho é a vida humana. Mas quando eles se juntam, eles se transformam em vida humana. Há um consenso científico. Em nenhum momento o espermatozoide ou o óvulo estão mortos. Porque se ou o espermatozoide ou o óvulo fossem células mortas, não haveria continuidade, não haveria a fecundação. A partir do momento em que o óvulo encontra o espermatozoide, a vida. A ciência não diz que aquilo ali é morte ou não vida. Não existe
nenhum cientista Que diga que não é uma vida a partir do momento da concepção. Você pode discutir se você acha que não é uma pessoa, que não é uma vida humana, mas que é vida. É, porque se não for vida não precisa matar, >> se já tá morto, não precisa fazer nada. >> Certo? As pessoas que estão assistindo o programa podem ter a capacidade de darem um Google e entenderem o que eu tô querendo dizer em relação a não haver consenso científico. Mas voltando ao que eu tava dizendo, o nós vivemos em um país laico,
um estado laico, em que as visões morais a partir da religião, elas não devem se sobrepor à construção das legislações que vão eh incidir em cima da vida do conjunto das pessoas. Nossa legislação é inspirada na moral cristã. Você sabe disso, inclusive os direitos humanos. Você sabe que os direitos humanos só surgiram por causa do cristianismo? Não, eu não não te fiz a pergunta, >> tá? Então vai faça. Certo? Então, partindo aqui de algumas ideias que vivemos num estado laico e que diante disso, né, uma compreensão de laicidade significa que a moral individual em relação
a uma visão religiosa ou que seja não devem se sobrepor à construção, não se devem eh se sobrepor à construção da da legislação. Não deve sobreporado laico não é isso. Mas vai, você tá falando um monte de de coisas assim, mas enfim, que Não vi. Na verdade, pô, você disse que não é vida e é. Você diz que o estado laico é não impor a moral cristã. Na verdade, o estado laico não é isso. >> O estado é laico. Isso significa estado la separação entre igreja e estado, não proibindo os cristãos ou religiosos de influenciarem
a legislação. Tanto é que toda a nossa legislação é influenciada por valores cristãos. É por isso que diferente do Oriente, eh, diferente dos países controlados pela charia islâmica, Por exemplo, aqui não pode bater em mulher e lá pode. Essa é uma diferença que é inclusive religiosa. Os direitos humanos foram fundamentados na fé cristã. O princípio para dizer, afirmar categoricamente que existem direitos humanos é retroativamente voltar aos séculos passados, onde os primeiros doutores e pais da igreja disseram: "Os humanos têm direitos inerentes à sua pessoa." Então, até os direitos humanos que você arroga para defender as
tuas Pautas de esquerda tem uma verve religiosa. E eu, em nenhum momento, disse que eu defendo a vida porque Deus mandou. Eu disse que eu defendo a vida humana porque ela é uma vida humana. E se esta vida do feto pode ser exterminada a consenso nosso aqui, se vocês chegarem à conclusão de que um feto pode morrer, vocês também podem chegar a conclusão de que os gays devem morrer, de que os negros devem morrer, de que os judeus podem morrer. >> Ana, ó, eu não perfeitamente ou a moral de objetiv Ana, eu te deixei falar
e agora eu peço que você escute o que eu tenho para te perguntar. >> Você é uma parlamentar eleita num estado importante do nosso país, que é Santa Catarina. Eh, e você vem de uma realidade que parece que nega um pouco a realidade do nosso país e em especial também do teu estado, né? Eu tava começando a aqueles outros temas anteriores para poder chegar em dois em Dois pontos nevrálgicos, na minha opinião, sobre esse tema. Querendo você ou não, o Brasil existe, no Brasil existe uma legislação que garante a meninas e mulheres o direito ao
aborto legal em três casos. Em caso de anencefalia, Ana, eu não terminei a pergunta. em caso de anencefalia, em caso de violência sexual e em caso de risco iminente à gestante. você e o seu partido ou PL, eles cumpriu um papel que é assim vergonhoso na Defesa do que a gente apelidou de PEC do esprador, que é o de de PL do esprador, o PL1904, a PEC do o Estatuto do Nacituro, que é também um outro absurdo que passa eh de forma assim absurda por cima de um direito que foi garantido pela Constituição Federal, que
é o direito ao aborto. legal nos casos previstos em lei. Você, como uma parlamentar, não deve utilizar a sua moral individual para poder submeter ao conjunto das Meninas e mulheres do nosso país a uma violência, a violência falência. Sim, eu como parlamentar tenho que discutir e modificar e mulher vai acabar o tempo só você falou. A maioria das meninas e mulheres que acessam o serviço ao aborto legal são das classes mais baixas e acessam por conta do da das violências do meu trabalho discutir se a legislação que já existe. A maioria dos brasileiros é contra
o aborto. Democraticamente Falando, não deveria ser provado, >> mas estão a favor do aborto legal, como mostrou o PL 190 a favor do aborto legal. Pisa de 2025 mostra a legislação da forma como é hoje e vocês querem retroceder a legislação você já falou agora eu tenho 45 segundos. Bom, você disse que como deputada eu não posso impor o papel do deputado é discutir as leis. Não é porque uma lei existe que ela é moral. Também estava na lei preconizada, a Venda de escravos também estava. Não, a lei deve ser cumprida inclusive se foi moral.
Estava na lei a venda de escravos. Você concorda com a lei? Você acha que a lei? Então, pois é, a lei pode ser modificado. Você sabia que para validar a escravidão dos negros também diziam que eles não eram pessoas completas? Você sabe que esse também era o argumento usado [risadas] para Sim. Olha que absurdo dizer que alguém não é uma pessoa, que o ser humano não é. Os Três não é liberado no Brasil. Em todos os casos. Existem três casos. Todos existem três casos como deputada, eu posso ser contra esses casos também. O arou. [aplausos]
>> Minha quarta afirmação é que a revolução sexual promovida pelo movimento feminista é o apanágio dos homens. Ou seja, são eles que se beneficiam da revolução sexual mais do que as mulheres. Quem usou essa frase, na Verdade, quem acunhou foi uma feminista chamada Kate Millet. Kate Miller, em 1970 escreveu um livro chamado A Política Sexual, onde ela analisou os rumos da revolução feminista. Ela considera desde o surgimento na primeira onda, segunda onda, e concluiu pela história da revolução russa e de outros países que quem mais se beneficiava com a revolução sexual eram os homens, pois
tinham acesso a sexo fácil e deixavam um rastro de alto custo social. mulheres Grávidas ou com filhos pequenos abandonadas, um índice grande de divórcio também, um índice grande de aborto, o que também levou a Rússia ter um decréscimo populacional e que as consequências de uma revolução sexual pesam mais para a mulher e para a criança do que para os homens. E como a revolução sexual é a proposta do movimento feminista, eu mais uma vez quero me colocar contra as consequências e também a motivação desta revolução. Embora existam mulheres que possam se sentir felizes tendo uma
vida promiscua ou queiram ignorar as consequências da revolução sexual, que é uma revolução moral, a maior parte das pessoas numa pesquisa feita pelo IPA em 2025 e também confirmada em 2024, a maior parte das pessoas ainda acredita que uma mulher será mais feliz se ela se casar, se ela tiver família. E também existe um número muito grande de mulheres que espera constituir família. A revolução sexual Coloca impecílios para a felicidade da mulher, além de também trazer alto custo social. >> Ô Isabele, deixa ela aí que ela ainda não foi. >> Ah, eu gosto tanto da
Isabele. Oi, como é seu nome? >> Oi, Ana, eu sou a Dafne. Então, >> que você faz, Dafne? Eu sou cereadora da bancada feminista do pessoal aqui em São Paulo, inclusive uma das autoras da ação que finalmente permitiu que mulheres Vítimas de violência sexual de Steltin realizassem um aborto legal. Vamos lá, Ana. Então, se a revolução sexual só beneficiou os homens, quer dizer que mulheres mais os homens. Então quer dizer que mulher não gosta de transar porque a gente não pode defender a forma como a gente quer exercer a nossa sexualidade. Os homens gostam mais
do que a gente e por isso eles e a revolução sexual teria beneficiado só eles. >> Não, não, não, eu discordo. A mulher tem mais potência sexual do que o homem. Nossa, o nosso orgasmo demora mais tempo, porque o nosso orgasmo demora mais tempo. Nós podemos ter mais orgasmos simultâneos. tem mais potência sexual, a gente não pode definir as formas como a gente realiza de dizer que as mulheres têm menos satisfação sexual. Não acusei não, eu te perguntei e depois você respondeu falando que a gente tem mais potência. E Eu tô te perguntando se a
gente tem mais potência, por que que a gente não pode escolher como a gente realiza essa potência sexual nossa? >> Bom, vamos por parte eu As mulheres não têm necessariamente menos vontade, embora as pesquisas indiquem que a libido dos homens associado a testosterona maior que das mulheres. >> Mulher também produz testosterona. menor quantidade, 20 vezes menos, né? 20 vezes menos Isso não é assim for nós estamos discutindo sobre o prazer sexual. Ninguém tá discutindo que eu eu inclusive acho particularmente, embora nunca tenha sido um homem para saber que o prazer sexual da mulher ele é
mais prolongado, talvez até mais satisfatório pelas terminações nervosas que nós temos do que o próprio prazer sexual do homem. Sem problema. >> Então por que que a gente não pode decidir como realizar esse prazer? Porque é isso que a revolução sexual fez. como a gente realiza esse prazer e como a gente se protege realizando esse prazer. O que a revolução sexual fez foi banalizar o divórcio, aumentar o número de mães solteiras, aumentar o número de crianças sem pai e o custo social disso é mais prejudicial às mulheres e à crianças do que aos homens. Os
homens gostam tanto de transar quanto as mulheres e hoje eles têm acesso a sexo mais variado e sem responsabilidade sem Mulheres também. Você não acha que isso é bom pra gente? Não, porque o número de mul mães solteiras indica que não. As mães solteiras são mais pobres que as mães casadas. Mas por causa de uma incompetência do patriarcado que você tanto defende, Ana. Não é por causa das mulheres, não. As mulheres poderem transar com quem quiserem em condições seguras tem consequências. Mas não precisam ser essa que você tá falando não, mano. A vida não é
isso. Se a Revolução sexual é boa, por que que aconteceram todas essas consequências? >> Não tem nenhuma correlação entre isso. Ana, você fez isso em todos os blocos. Não, você fez todo isso em todos os blocos. Você trou muitas vezes são falsas. Vem cá, correlaciona. Você correlaciona. Você tá trazendo que a revolução sexual trouxe todas essas consequências. Não existe não existe nenhum. Não existe nenhum. Todo mundo de casa procurar discordo. Discordo com ela e com você porque não existe em nenhuma pesquisa que tenha passado por pares. Eu não sei se você conhece isso, porque inclusive
o seu diploma de mestrado tá sendo tá sendo, >> não fui expulsa da faculdade, [risadas] mas os meus livros são mais lidos que os deles, né? diferença. >> Foi votada a Dafne. >> Ei, ei, pera aí, deixa eu ir. Vem >> aí. Ô, Isaac, pô. >> Ana, essa afirmação me parece no mínimo tirada de contexto, uma vez que a Kate Millet ela, ela defendia justamente o contrário disso. Então, ela defendia a revolução sexual. Eh, se essa afirmação não estiver fora de contexto, então ela não deve existir deia, mas fez uma análise e ela ela defendia
a revolução sexual, mas ela fez uma análise e disse: "Estamos em 1970. A liberação das leis feministas na União Soviética de 1917 em diante trouxe como consequência isso Tudo que eu disse: divórcios, filhos sem pai, aumento da pobreza, aumento da prostituição, etc. Ela disse não tá fora do contexto >> cer. Mas dentro disso, a gente tem a revolução sexual como sendo um processo que trouxe os métodos contraceptivos como acessíveis pra população, pras mulheres. Eh, a gente tem a revolução sexual como um importante, uma importante ferramenta de quebra de tabus, então, para falar sobre Menstruação, para
falar sobre gravidez, para falar sobre abuso sexual, que são coisas que até nos dias de hoje são tabus, mas quando a gente tem a segunda onda, a revolução sexual, a gente começa ali aos poucos a quebrar isso da mesma forma. Você defende a quebra de todos os tabus propostos pela revolução sexual? >> Não, não necessariamente. Porque por a Ditit Butler fala do tabu do incesto e a Kate Millet fala do tabu da pedofilia. Você também acha que esses tabus têm que Ser derrubados? >> Não, eu não acho. Eu acho que a gente deve, >> você
não que crime incesto e pedofilia. Sim, mas eu acho que a gente deve eu acho que a gente deve discutir essas questões no no sentido de que tá sem discutir pedofilia, a viabilidade da >> Não, não a viabilidade a gente discutir no sentido de que o que causa pedofilia, o que faz com que homensem crianças. Eu acho que eu acho que quando a gente Deixa de falar de coloca essa criminalização na revolução sexual, a gente deixa de dar de falar sobre coisas importantes, inclusive para prevenir violências sexuais. E a revolução sexual também important prevenir, por
exemplo, eh mães solteiras, esse número alarmante de mães solteiras que também são mais empobrecidas no Brasil do que as casadas e essas crianças sem pai que também são mais propensas a uma série de problemas. Depois a gente poderia mencionar, uma Das maneiras de fazer isso seria educar para a responsabilidade efetiva, que não é o que o movimento feminista promove. E já que você falou sobre analisar, já que você falou sobre analisar essa questão da pedofilia, você sabe que a Simone Bovoar assinou um documento em 1977 a favor do Só analisar a questão da pedofilia, como
também analisar o que causa o que causa violência sexual no geral, porque são questões que tem com revolu a revolução sexual é uma Revolução moral de costumes, não é uma questão é que nos costumes, né, e principalmente chegmente era um tabu falar sobre sexo no geral, independe se tiver falando de violência ou sobre sexo consensual. A revolução sexual ela traz pra gente propõe a quebra da gente poder falar sobre essas questões, >> não falar falar sobre os tabus e não quebrar os tabio revolucionária sexual. Isso não é 100%. >> Não, não, não existe isso. A
questão é Que cada feminista vai entender de uma forma, certo? A gente tem várias vertentes. >> Cada feminista tem a sua própria cabeça, não tem uma unidade do movimento, né? Mas se você olhar a revolverão, se você observar a revolução sexual nos livros de quem a defende, Schula Meit Firestone, Kate Millet e a e o comportamento da Simone Bovoá, três defendiam a quebra do tabu do incesto e A quebra do tabu da pelofilíia. pra gente falar sobre essas coisas, onde não há espaço de se falar. E quando a gente não fala sobre, a gente não
tem espaço para combater violência, porque a gente simplesmente não fala que a violência tá acontecendo. Nesse sentido, a gente quando a gente pensa em países que são países que não tiveram revolução sexual, são países com mais casamento infantil, são países que t mais casos de países onde você não fala sobre menstruação, Onde mulheres têm que ficar recusos. >> São países, são países de que, de que tipo de formação cultural você tá mencionando os países, principalmente de maioria islâmica. >> Sim. Também também sou contra, também acho péssimo. >> Então, mas oente passou por um processo de
revolução sexual que nos permite hoje falar sobre essas quebr tabus e também falar sobre como isso interfere tanto na vida das mulheres quanto na sexualidade Delas. >> Então, acho que você, nós duas concordamos que a cultura islâmica é prejudiciar as mulheres, né? nesses países que você mencionou aí, por exemplo, >> mas eu tô falando de cultura islâmica, eu tô falando falou de casamento infantil, você falou >> sim, no Brasil também tem, só que no Brasil a gente, a gente tem o feminismo não validado. Exatamente. No Brasil a Gente tem o feminismo para lutar contra o
casamento infantil, coisa que não tem, coisa que não tem. O o casamento infantil não acabou no Brasil, meninas de meninas 16 anos pode casar menos feminismo. O feminismo não acabou com Pois é a Simone Bovo que a mãe do feminismo de segunda ona defendia que meninas a partir dos anos sexual você não pode discutir sobre isso no Brasil. A gente pode, a gente pode lutar. >> Você acha que as feministas garantem a Garantem a liberdade sexual da mulher com pautas como a que Simone Bová defendia? A partir dos 11 anos ela dizia que uma pessoa
devia fazer, podia fazer sexo, uma criança, um adolescente, tá falando sobre como a >> Então você defende meia pauta da revolução sexual. Mas defender a educação, a educação para combater DSTs, gravidez e abuso, isso eu também defendo. E é mentira que o movimento feminista defende a revolução sexual por Isso. Porque lá em Santa Catarina nós temos um projeto de lei, nós >> foi votado. >> Ela não foi ainda, mas ela já deu uma vez. Ela já deu uma vez. Ela e ela ela >> ela já tentou ir mais vezes, tá? Então, >> oi, querida. Seu
nome? >> Oi, Ana, tudo bem? Meu nome é Lopes, eu sou feminista materialista e eu queria conversar um pouquinho com você sobre Esse tema. O feminismo materialista, ele também se baseia nas feministas de segunda onda. Apesar de todos aqui se identificarem como feministas, como eu também me identifico, acho que existem muitos movimentos políticos que eh traz a fazem análises diferentes da realidade, traz são objetivos, estratégias diferentes. Então, eu vou, tenho certeza que eu vou discordar de muitas pessoas aqui como modo de agir, como a gente pode fazer com políticas Públicas em questão cultural, se a
gente derruba patriarcado ou se não, se a gente faz reforma ou não. Então, é muito difícil apontar o feminismo, apesar de eu acreditar sim que existe uma essência no feminismo que é a emancipação. Pois é. Mulheres, >> por exemplo, você acha que a revolução sexual é um ponto em comum? >> Todo movimento feminista defend qual a vertente feminista que não defende a revolução sexual? >> O o feminismo liberal. As feministas liberais não não defendem a queda do do patriarcado. >> Bom, tudo bem, mas defendem a revolução sexual de costumes, de moral, né? >> Tá. E
aí sobre a revelação, a você falou da Kate, >> então era esse esse era o ponto que eu ia que eu ia entrar, inclusive, porque você leu toda a política sexual dela. >> Sim. eh logo no começo do livro, ela vai falar que o que é entendido no senso Comum como revolução sexual é uma coisa que é pode ser extremamente errada, porque as pessoas tendem a colocar revolução sexual como se fosse comportamentos sexuais, a gente a liberdade da gente se comportar sexualmente como a gente quiser e a revolução sexual paraa feminista de segundo ano vão
muito além disso. >> Eu também concordo com você. Evolução sexual não é só fazer sexo de jeito nenhum. Isso, isso é uma pauta Extremamente liberal que tem a ver com os indivíduos e como eles lidam com suas vidas. A revolução sexual tem a ver com a gente entender com como o patriarcato estabelece em cima da nossa capacidade sexual e reprodutiva. E por causa disso, de entender que essa é a origem da nossa opressão, a gente entende que eh revolucionar as estruturas opressoras, ou seja, eh que as mulheres possam ser vistas como seres humanos completos e
Não não serem subjulgadas a partir da natureza dos seus corpos. Perfeito. Você viu como agora o que você definiu como revolução sexual faz todo sentido com o que ela estava dizendo antes. Por exemplo, anteriormente ela tava dizendo, mas quem disse que tem a ver essas crianças sem pai, o número de divórcio, o número de aborto é aumentado com a revolução sexual. Ela disse: "Não há uma correlação clara, mas agora você tá confirmando para mim, é isso mesmo que Eu entendo quando leio Kate Milit, a revolução sexual não é só o sexo desregrado, porque isso tinha
na idade média, isso tinha na antiguidade, a revolução sexual é o uso político." Perfeito. Então, acho que agora você concorda comigo. A revolução sexual é o uso político da atividade sexual para o fim de desativual no que diz é o sexo feminino, não atual. Sim. para desconstruir o patriarcado. Perfeito. Então, quando nós estamos falando que Tem mais crianças sem pai, mais divórcios, mais casamentos desestruturados, isso tem sim tudo a ver com revolução sexual. Perfeito. >> Porque qual da onde é essa sua evidência que você tá trazendo? Quem são as causa disso mesmo que você está
me dizendo. A Kate Miller, não tem paralelo, >> tem a Kate Millet que escreveu esse livro que você leu e li também, que ótimo, a gente vai poder partir pressuposto, a Kate Millet diz que nós Temos que libertar as mulheres do julgo do cônjuge do marido. >> Uhum. concorda >> so sobre sob a gestão dos filhos. Então a Kate Mill diz que a revolução sexual é o seguinte: as mulheres não terão mais que viver um casamento monogâmico, duradouro, indissolúvel para ter filhos. >> Sim. >> Então você veja bem, confirma perfeitamente quando eu digo que a
revolução sexual aumenta o número de Divórcios. Não, mas aí você tira do do fator você citou muita questões das das mães solas e aí você tira da equação uma coisa que é fundamental pra gente entender porque que hoje existem essa epidemia de mães solos e principalmente em países pobres que é porque os homens não são são socializados para pro cuidado, para cuidar dos filhos, para tá dentro de casa. Isso é isso é uma coisa que pelo patriarcado foi destinada à mulher por causa da sua condição sexual. Nós concordamos que o patriarcado que o patriarcado criou
casamento em diversas sociedades de formas diferentes, casamento natural, digamos assim. Estab é uma premsa filosófica. O que que é natural? >> Um homem e uma mulher concebem filhos que cuidam desta pró. Isso não é natural. Eu poderia argumentar com você que todas as espécies têm relações homossexuais. Sim, mas relações homossexuais, eu acho que são naturais. Eu não disse que não, pô. >> Eu não acho que não são naturais, pelo amor de Deus. Bom, olha só, nós, o casamento natural é quando um homem e uma mulher juntos se unem sexualmente e daí tem uma criança. Então
é um casamento natural, que a gente pode chamar de casamento tradicional, mas não é necessariamente, porque você veja, tribos indígenas que nunca tiveram contato com a igreja católica. A gente tem na história inúmeras civilizações Que também tem casamento natural lá. Um índio pega, um indígena se junta com uma indígena. É casamento natural que você tá querendo dizer. >> Bom, é quando um indígena se junta com uma indígena, eles têm a próle. Isso também acontece com esquivamento natural tem a ver com a reprodução. >> Sim, perfeitamente. Porque é o que acontece naturalmente como resultado do que
isso é uma questão histórica também, porque a reprodução também existe o Casamento. Perfeito, perfeito. Mas nós estávamos falando aqui, você estava me dizendo aqui que os pais têm que ser educados para criar seus filhos. E que, bom, aí que tá, nós concordamos nesse ponto. Eu acho que os homens, se não tiverem os incentivos sociais necessários, quando nasce a criança, eles vão dar fuga. Uhum. Perfeitamente. É por isso que se estabelece o casamento, diferente do que Diria Kate Mil e que talvez seja o que você pensa, o casamento não foi estabelecido para somente o benefício do
homem, mas também para a proteção da mulher e da pró. >> Não, o casamento ele foi estabelecido para que o o patriarca >> foi votado. >> Foi votada. Puxa. Ô, que pena. >> Foi. >> Vai. 1 2 3. >> Ai, meu Deus. A! >> Uhu! Ela conseguiu. [aplausos] >> A frase é: "A revolução sexual é o apanagem dos homens, Kate Miller, né? Você falou que leu a uma política sexual e assim é interessante, Ana, que você como historiadora, você, se você leu o livro, você sabe que a frase tá tirada de contexto e sabe que
essa frase e especificamente foi uma crítica à União Sovia." Perfeita, foi o que eu disse, >> uma crítica na União Soviética que eh ao Eh criar aplicar não aplicar uma política sexualista, posso falar uma política sexual sem o entendimento do patriarcado. Então, eh, a revolução sexual, ela se torna um apanágio para os homens, porque aí não entende-se que há um patriarcado e criar-se um uma política sexual que seja a favor também da desigualdade de gênero, né, entre homens e mulheres, para que essas mulheres também sejam Abarcadas. Então, assim, é extremamente desonesto, né? que é é
uma frase falaciosa. E eu queria trazer também que a Kate Millet é uma é uma feminista radical, né? Interessante que você sempre usa feministas da primeira onda, feministas da segunda onda, você fala: "Ah, porque a espinha dsal é sulamite fistone, eh, você fala de eh várias teóricas feministas da primeira e da segunda onda, mas você esquece que existe uma terceira onda, que existe Várias teóricas, inclusive teóricas brasileiras, feminismo latino-americano, você mora no Brasil, por que você não fala de Lélia Gonzales? Por que que você não fala de Ana Montenegro? Por que que você não fala
das teóricas brasileiras que construíram, né, a política no Brasil? Porque você mora no Brasil, você não mora na França, você não feminismo foi importado no Brasil, né? Como o Brasil importa várias coisas que não prestam. O feminismo é uma delas. Olha, o primeiro livro feminista no Brasil da Níia Floresta nada mais é que uma cópia do do livro da Olimp. Você sabe disso? Então, se as próprias feministas copiam as feministas da Europa e as americanas, por que que eu não poderia lê-las e citá-las como referência? Quem é que você não pode, mas você tem que
entender, principalmente enquanto historiadora, né, que as ciências humanas também evoluem. Não é só as ciências biológicas Que evoluismo evolui. Eu tô trazendo um dado do feminismo hoje. Não, você não tá trazendo dado do feminismo falando sobre mães solteiras hoje, filhos sem pai hoje. Esses dados são atuais. Eu não tô falando de feminismo só da 197. >> Então isso aqui corrobora com o primeiro ponto, né? O primeiro ponto. >> Não, mas então deixa eu confirmar que você falou. Você me acusou de tirar a frase do contexto. Eu iniciei explicando que ela estava criticando as políticas Públicas
de 1917 na Rússia. Perfeitamente a mesma coisa que você tá dizendo. E você olha bem, olha bem o que você disse. Você não, eu usei a frase, tá assim, entre aspas. Exatamente. Olha só o que, o que que foi que a Kate Miller disse. Se eu estiver falando errado agora, você, você pausa para me corrigir. A Kate Millet disse que aplicar a revolução sexual sem destruir o patriarcado vai ser o apanagem dos homens, vai fazer com que os homens se Beneficiem. Foi isso que ela disse? >> Sim. >> Pois bem, a revolução sexual está sendo
aplicada feminista? Sim. O patriarcado foi destruído? Não. >> Mas ele então se confirma a tese. Então se confirma a tese de Kate Militar. Enquanto o patriarcado existir e não for desconstruído, a revolução sexual vai continuar beneficiando os homens mais que as mulheres. Pouquinho. Deixa eu te explicar, beleza? Mas deixa eu te Explicar porque tu tá se contradizendo. Porque no primeiro ponto tu fala que não precisa ser feminista para eh lutar contra a violência contra as mulheres. Porém a gente entende a violência de gênero, a violência contra as mulheres a partir do patriarcado. O patriarcado, a
o você não, porque você parece que não vive no mesmo mundo que que a gente, mas assim, >> é que o ideo vive no seu próprio mundo. patriarcado, ele eh faz com que as Pessoas consigam perceber qual é a origem da violência contra as mulheres. >> Tudo bem, o patriarcado acabou. Então, se a gente, >> se o patriarcado não acabou, a revolução sexual continua sendo uma panagem dos homens, continua vendo aí você continua defendendo patriarcado. Porque eu sou patriarcalista, você não é profissão você não tem nem que falar de revolução sexual. Acho que devia parar
imediatamente revolução sexual. Tá Falando de revolução sexual que se você defende o patriarcado. >> Eu acho que não devia existir revolução sexual, não nesses termos. Se o movimento feminista realmente defendesse a os aspectos positivos da revolução sexual, não aconteceria o que acontece em Santa Catarina. Nós temos um projeto de lei lá que garante a educação sexual nas escolas para combater DST, combater abuso e combater gravidez na adolescência. As feministas são contra Esse projeto. Ou seja, não é verdade que a sexualidade é nesse sentido. O que que eu tô falando? Eu tô falando um projeto de
lei. Por que que as feministas são contra esse projeto de lei que limita a aula de educação sexual a combater ds, abuso e gravidez na adolescência? Porque familiar, você não fala sobre isso? O lutavam por eh planejamento familiar, métodos conceptivos. Os grandes pensadores de tudo isso daí, você sabe que quem criou a pílula anticoncepcional Foi o homem. Você sabe que ela foi criada primeiro para ser usada com homens e só foi usada para as mulheres porque fazia mal pros homens? Você sabe disso, não sabe? >> Isso sabe que o refugo Exatamente. Tudo que você defende
assim, gente, não dá. É difícil demais. Tudo que vocêo defende. Muita gente desistiu já vi tudo que você defende >> não é porque é difícil porque você Distorce você men frases fora de contexto. Você fez isso de lá no seu primeiro, no seu primeiro livro. Olha só, olha só a frase da Vamos voltar na frase. A revolução sexual apanagem dos homens. Isso aconteceu ou não em 1917? Sim. A a Kate Mir disse: "Enquanto não destruir o patriarcado, a revolução sexual vai continuar favorecendo os homens." Precisa destruir o patriarcado e você quer proteger o patriarcado. As
pessoas não vão parar de Transar. Existe isso. Eu acho que as pessoas têm que transar com responsabilidade para diminuir o número de mulheres métodos contrapivos e do planejamento familiar, que é a revolução sexual que traz. aborto para mim não dá não é método contraceptivo válido e eu acho que o planejamento da paternidade responsável deve acontecer em termos diferentes do teu. Eu não acho que não Deve existir. Olha, as mulheres estão sexualmente mais insatisfeita hoje do que estavam na época que a Bet Frieden escreveu o livro dela, por exemplo. As pesquisas indicam isso. >> E cadê
a tua fonte? >> Vai, mas eu ten que decorar as fontes. >> Mas é claro, tu tá trazendo aqui no debate, como é que não? >> Mas assim, o ponto é esse, cara. Mas eu vou ter que pesquisar f. Ó, pessoal da equipe aqui não faz aquela pesquisa e Bota lá, bota lá grau de satisfação sexual das mulheres hoje. Você defende o patriarcado e quer criticar a revolução sexual. >> Porque para mim o patriarcado não é isso que você tá definindo como algo que destrói tudo, que acaba com a liberdade da mulher. Para mim o
patriarcado, casamento monogâmico existem para uma sociedade saudável que consegue proteger as crianças. O casamento existe para Proteger a próle. Não, vocês podem estar rindo aqui ao redor, mas a própria Mary Stoncraft, você sabe que ela se casou, não se casou? E ela era contra o casamento. Pois é, por que que você se casou? Provavelmente para obter alguma proteção legal e alguma segurança pro seu filho. >> Eu me casei porque eu amo. Eu me casei porque eu quis, porque eu amo. Eu tô há se anos casada. Você se casou porque você a única pessoa que você
ama é seu Marido. >> Não. >> Então porque sen não se casa com outras pessoas que você ama também? >> Porque eu quis me casar com ele. >> Exatamente. Porque o casamento não é só sobre amor. O casamento é sobre a proteção da prol. O cas, gente, risada não é argumento. O motivo pelo qual nós nos casamos não é só por amor. >> Não, mas dá para viver amando sem casar. As pessoas se casarem simplesmente por Um um um processo financeiro. Bom e conveniente que as mulheres se casem com quem elas amam, mas o dispositivo
do casamento monogâmico surgiu para a proteção da prol para que se pudesse identificar quem é o pai daquelas crianças que ele tivesse a obrigação de sustentá-la. Tanto isso é verdade que quando a revolução sexual se tornou um hábito, se tornou comum, como nós vemos hoje, a revolução sexual está em pleno curso, as mulheres se tornaram mais mães Como a destinção do patriarcado. >> Oi, Ana, [risadas] >> seu nome. Camila já falei com você hoje, né? >> Ele ainda não foi. Ele não foi nenhuma. >> Tudo bem deputada Leonardo. Oi, Leonardo. Tudo bem? >> Tudo bom.
Eh, sou advogado, sou um homem jovem, heterossexual, cristão. E então, de esquerda ou não? >> De esquerda. De esquerda, graças a Deus. [risadas] >> Esse é o esse é o conceito de usar o nome de Deus em vão agora. >> Graças a Deus. Graças a Deus. Mas veja, vamos lá, Ana. Primeiro, assim, eu não defendo eh a quebra de tabu sobre pedofilia, muito menos eh nem sobre incesto, até porque eu fui prado aos 6, 7 anos de idadeo por isso >> no ambiente eh escolar. Eh, e desde então, desde que eu me formei ano passado,
eu advogo na defesa do direitos da criança dos adolescentes. Sou membro Da comissão de defesas da direito, de direito das crianas adolescentes aqui do estado de São Paulo. Eh, e também lidera um movimento de combate à exploração sexual infantil. Então, eh, toda essa pesta comigo pode colar com outras pessoas, mas comigo não cola. >> Mas então você luta contra a pedofilia? >> Luto. >> Você sabe que tem muita fundamento para pedofilia na literatura feminista, né? Veja, >> você nega que existe ou não? >> Veja, eu nego, eu nego que existe. Não, não existe. Até porque
nem Kate Millet, nem Alfred Kins e ninguém. >> Primeiro ponto, existem várias vertentes feministas, >> tá? Mas existe essa vertente ana, mas deixa eu fazer uma pergunta para você. Em relação à revolução sexual, quando você diz que beneficia os homens, você diz em que sentido? No sentido de que os homens agora transam mais? Porque veja, Se a questão se a questão é essa, >> porque se a questão é essa >> eh de pré-revolução sexual e pós-revolução sexual, a linha eh em que os homens de atividade de atividade sexual dos homens é literalmente a mesma. >>
Sim, eu acho inclusive >> aumentou aumentou das mulheres. E veja, e inclusive depois dos anos 2010, a minha geração de homens com menos de 30 anos de idade é a geração que menos Transa em 40 anos. Mas eu não disse que Mas veja bem, mas eu não disse isso. Eu não disse que os homens estão transando mais. Eu disse que aqueles que estão transando estão obtendo benefícios sem responsabilidades. Você hoje você vai, dorme com, conhece uma mulher no Tinder, dorme com essa mulher, ela engravida, ela vai lá e tenta se chantagear, fazer um aborto, não
consegue fazer o aborto, seja lá, nasce uma criança sem pai, você não assume responsabilidade e o ônus Fica para quem? Para a mulher em primeiro lugar e em segundo lugar pra criança que vai crescer sem pai. Então, quem é que está se beneficiando mais da possibilidade de fazer sexo indiscriminadamente, sem nenhuma responsabilidade? Não podem ser as mulheres porque elas pagam preço social mais. >> Mas veja, Ana, vamos lá. Eu também trabalho, eu também trabalho com eh casos de mães eh de homens que não pagam Pensão. O número aumentou brupitalmente. Esses homens estão se beneficiando, eles
estão transando e não estão sequer pagando R$ 500 de pensão.Então você concorda comigo? A revolução sexual tá favorecendo um monte de homens que eles têm filhos, não arcam com as consequências, não cuidam desses filhos e fazem sexo livremente. >> Tá muito pior para as mulheres. >> Eu também acho. Por isso que eu tô dizendo. Eu acho que Mas tá concordando Tô concordando no exercício da sexualidade. É muito melhor. É muito melhor para os homens e para as mulheres no exercício da sexualidade, uma vez que agora as pessoas podem exercer a sua atividade sexual. >> A
satisfação sexual não tá desse jeito que você tá pensando. Você sabe disso. Uma sociedade hipersexualizada não é sinônimo de sociedade sexualmente feliz. As pessoas não estão tão satisfeitas quanto elas praticam. >> Mas o rol das liberdades envolve também a sexualidade. O rol das liberdades envolve sexualidade. Eu >> Mas eu concordo só mas eu não disse que deve ser proibido. Eu estou falando que a revolução sexual sempre fizeram >> seu nome mesmo? >> Leonardo. >> Leonardo, mas eu não disse que a revolução sexual que as pessoas têm que ser proibidas de fazer sexo. Assim, eu disse
que a liberalização, a Libertinagem sexual serve mais aos interesses masculinos do que femininos. >> Mas tirando essa situação catastrófica que você ensinou, quais são os outros? >> Não, mas essa é a situação mais catastrófica. visto que neste momento é geração 40 anos que os homens menos transam, inclusive que surgiu homens frustrados, virgens, redim, e que resolvem atacar mulheres. Eu quero, eu quero entender de maneira objetiva, tirando esse evento Catastrófico e tal, >> em que em que circunstâncias outras que isso de fato >> veja aparece per quais são as consequências graves? Veja bem, o sexo tem
duas consequências, uma natural e uma psicológica. Nós não estamos falando da psicológica. se a mulher tá mais feliz. Não estamos falando disso. Estamos falando da consequência natural do sexo, que são os filhos. A consequência direta do sexo é filhos. Você pode criar barreiras anticoncepcionais que são falhos, etc, etc. O problema é que quanto mais libertinagem sexual está havendo, mais as mulheres estão pagando um preço alto e os homens não. Os homens podem estar relativamente frustrados sexual, sexualmente por ter menos parceiros, porque 20% dos homens dormem com 80% das mulheres, sei lá. Pode até acontecer isso,
mas o ponto é, as nossas mulheres hoje, por exemplo, as mulheres negras São 90% das mães solteiras dos últimos 10 anos. 64% das mães solteiras negras estão abaixo da linha da pobreza. Se elas tivessem um cônjuge que não as abandonasse e tampouco as agredisse um bom marido, isso não acontece. >> Enfim, >> ai que pena. >> Poderíamos continuar. Minha quinta afirmação é: as feministas atuais confirmam, confessam que usam a figura e o símbolo da mulher para Defender uma agenda gayisista, teoria quer e wok. Bom, embora o pessoal esteja rindo aqui e tava rindo no intervalo
também dizendo que agenda é essa? Não recebi essa agenda. O termo agenda na política em ciência política, significa um cronograma de ações. Não fui eu que inventei essa expressão. A feminista Berenice Bento, que é uma feminista brasileira que a Isa inclusive citou, eh é uma feminista muito importante no movimento feminista hoje, é uma das Pensadoras mais eh relevantes para construir o pensamento feminista no Brasil. Eh, em 2016, em um seminário de teoria quer, ela disse literalmente o seguinte: "Nós sabemos que não existe mulher, mas nós do movimento feminista usamos o símbolo mulher para avançar com
uma agenda, a agenda gay, essas são as palavras dela, como, por exemplo, a aprovação do casamento gay, entre outras pautas". A mesma, a mesma feminista Berenice Bento também afirma neste neste Vídeo disponível aí no YouTube em 2016 que o essencialismo estratégico é parte da agenda feminista dela. Ou seja, essencialismo estratégico não acredita que existe uma mulher a ser defendida, mas estrategicamente finge falar de uma mulher para poder avançar com essas pautas a serviço de outros interesses que não legitimamente os interesses femininos. O movimento feminista que tem fêmeo no nome deveria defender o feminino, mas não
defende. Além disso, Nós vimos que na Colômbia recentemente uma pessoa transassumiu o Ministério dos Direitos da Mulher e no Brasil a vice-presidente da Comissão de Direitos das Mulheres também é uma pessoa trans. Ou seja, dois homens que decidem o que as mulheres querem para si. Oi. Repete o seu nome, por favor. >> Rebeca. >> Rebeca. Oi, Rebeca. >> Então, Ana, primeiro a título de de informação, não se usa, eu te ouvi falar DST, não se usa mais esse termo, se usa IST, porque são infecções sexualmente transmissíveis. Eh, usar DST é uma coisa que >> eu
uso GLS também, porque você, eu sei que você não pode mandar na linguagem que eu adoto, né? >> É, mas eu posso te dar uma dica aqui de amiga e te dizer que tá errado, né? A dica você pode dar não errado do seu ponto de vista, né? Você não pode chegar aqui e dizer tem que ser LGBT e não pode Ser GLS. >> Bom, é IST não é ponto de vista, porque você pode contrair uma IST e não manifestar nenhum sintoma de doença. Então não é uma DST. Então, >> mas por que a gente
tá falando DST? Não, só porque você falou DST e eu quis te dar esse essa informação, mas tá tudo certo. O que eu quero conversar é sobre teoria queir, mas acho que a primeira coisa que eu queria muito saber, que eu fiquei muito curioso, eu quero saber o Que que é a definição de gayismo. >> Bom, a Beirice Bento usou essa expressão, ela é uma feminista bem consagrada no Brasil. É a defesa da pauta, que vocês chamam de pauta LGBT, mas a gente resume chamando gayismo. >> Ah, conhecia de verdade, mas eu sou gay. Agora
eu descobri, não tem problema. >> Assim, ó, eu entendo que eu entendo que a comunidade quer quer controlar até as palavras que a gente usa. E é por isso que eu prefiro escolher eu mesmo as Palavras que eu vou usar e não deixar um movimento ideológico me dizer qual a linguagem que eu vou adotar. É, mas é que daí pode ofender, >> mas aí não é problema meu. >> Bom, tudo bem, tudo bem. Se é do teu interesse ofender a comunidade também. >> Não, não é do meu interesse. O meu interesse é que o meu
direito de usar a linguagem adequada para os meus pontos de vista seja preservado. >> Se você acha que gista é ruim, é uma Pena. Lamento. >> Ah, mas aí o meu direito também de olhar para ti e falar e chamar de feia. >> Tu, mas tu tem esse direito. >> Mas eu não quero ofender tu pode, se tu quiser, tá tudo bem. Eu a pessoa se você não puder ofender ninguém, nenhuma verdade poderá ser dita. Porque quando você fala uma verdade, todos os que estão mentindo se ofendem. É necessário ter o direito de falar inclusive
ofensas, desde que não sejam raciais, Desde que não incitem o ódio. Perfeitament. >> Então tá tudo bem. Vamos paraa teoria queir, então. >> Tá, >> porque, bom, é um termo inglês, mas não é exatamente quer, é queer. É, sei lá, >> porque é o, é o som. Mas enfim, é, são coisas em inglês, a gente tem que traduzir, fica meio estranho, tá tudo certo, não tem problema não saber o como se pronuncia. Eu falei queir ou querer. >> Quer. >> Eu já ouvi. Eu falava queir, me disseram que era quer. Daí agora você tá me
dizendo que é queir. >> Queir. Eu adoro que a a linda quebrada fala que o quir é o cu. Ir. É o cu que vai. Eu já vi esse vídeo com Não usa como referência. É uma vergonha grande para >> Não, para mim. Não, para mim. Eu amo a linda quebrada. Ó, teoria queir. Vamos lá. Teoria que é uma teoria crítica que Propõe uma reflexão sobre as normas de gênero e sexualidade. É uma é uma é uma teoria crítica, ela não é uma teoria compulsória. Eu não consigo entender como que a teoria queir que é
só uma proposta de reflexão sobre gênero e sexualidade pra gente enxergar gênero e sexualidade de uma forma mais diversa, mais interseccional. Eu não consigo entender como que ela chega na extrema direita com a o LGBT quer transformar o gênero das crianças ou como eu já vi Gente falando, ai a Globo troca o gênero das crianço, provavelmente das pessoas de direito dizerem é que a comunidade gay quer influenciar as crianças dos outros é a presença constante do movimento GLS nas universidades e nas escolas querendo impor a sua teoria que eu achei muito bom você ter usado
esse é uma teoria entre tantas outras. Existem 1 milhão de teorias no mundo querendo impor a sua teoria. Tem um vídeo muito famoso na internet de um drag queen. Tem Você vai lembrar desse vídeo. Tem um vídeo muito famoso de uma de uma drag queen que olha pra câmera e disse: "Viu família brasileira, toma família brasileira. >> Mas isso é deboche, ela tá indo, mas eu virar e debochar também da escola direita famí tradicional. Você não pode debochar da família tradicional usando uma escola pública. >> Pausa, pausa. >> Por quê que aconteceu? Oh meu Deus,
Olha que sacanagem. Isso é transfobia de vocês. >> Ai você não [risadas] >> bonitinho, respeitoso. Oi, querida. Seu nome? >> Marina. >> Marina. >> Isso. >> Oi, Marina. >> Ah, eu vou fazer uma uma pontuação que serve até pro anterior, assim, o movimento feminista ele é muito Heterogêneo, né? Eh, a gente falar as feministas eh embarca uma diversidade tão imensa de pontos de vista. Então, vamos definir o feminismo pra gente poder falar dele. Define para você. Eu sei que existe feminismo marxista, interseccional, feminismo negro, tudo bem, mas se todos eles adotam o nome feminismo, é
porque eles têm algo em comum. A gente tem os cristãos de várias vertentes também, batista, assembleiano, mas eles adotam uma vertente que é todo Cristão acredita que Cristo é filho de Deus. A libertação das mulheres da dominação masculina. É isso que você entende como femino, libertação da dominação. >> Ex. Tem gente que vai entender como igualdade. Enfim, a gente pode entrar nessa cri. >> Então, será que a gente podia escolher qual é a definição de feminismo que todo mundo aceita? >> Não, não tem como. Porque do mesmo jeito Que tem cristão católico, que tem cristão
isso, que tem cristão aqui, a libertação das mulheres é anônime. >> É da dominação masculina que se entende que existe, seja por meio da igualdade, seja por meio da revolução, seja, enfim, >> né? Eh, agora existe uma uma divergência dentro do próprio movimento na América Latina, na Europa, nos Estados Unidos, em relação inclusive a à diversas pautas sobre sexualidade e até mesmo a revolução sexual. Existe realmente >> você é feminista quer ou tu feminista radical? >> Eu sou ecofeminista. >> Tá. >> Eh, então, nessa, >> mas só para entender, você defende o ponto de vista
de que o feminismo tem que defender as mulheres biológicas ou você adere à teoria? Qual? >> Não, então aí eu vou te trazer exatamente esse ponto. Existe, >> você sabe que existem as feministas que renegam o transativismo, né? >> Exatamente. Então, a gente teve um livro, bom, a Isabela Cepa é um excelente exemplo de feminista e ela é feminista. Não tô aqui dizendo se tá certo, se tá errado, se é isso, se é aquilo, né? Eu tô dizendo sobre a a diversidade de pensamento dentro de um mesmo movimento. >> A Isabela Sepa, aquela que foi
perseguida por chamar Érica Hilton de Homem. >> A maior parte do movimento feminista a defendeu ou não? Não. >> Então, o meu argumento, o meu ponto nesse debate é as feministas admitem que usam a mulher para avançar a pauta guista. Ou seja, usar usam o assunto mulher, mas no fim. >> Então, não, não, não, não. Então, aí você, a gente tem uma divergência de pensamento imenso em a origem da política quir da Sheila Jeffrey, um Livro que foi recém publicado. Ela inclusive vai trazer a pauta da revolução sexual, a pauta das dissidências dentro do próprio
movimento de libertação gay antes da gente ter o LGBT. a gente chamava de movimento de libertação gay. As diversas dissidências que acontecem dentro do próprio movimento, dentro inclusive homens gays de de divergindo sobre o que que seria uma política realmente efetiva ou revolucionária ou de transformação da Política sexual vigente, né? >> Certo? A gente pode voltar para essa afirmação. As feministas admitem, as feministas de hoje admitem que usam a figura da mulher, mas na verdade trabalham para a pauta gayista. Essa afirmação é falsa. Ela é parcialmente falsa, porque você tem, >> pois me explicar em
que sentido ela é falsa. >> Em que sentido ela é falsa, porque você tem um debate amplo, inclusive de Feministas e entre si. >> Então, se você fosse corrigir a minha frase, você diria então que a maioria das feministas usa a mulher para defender a pauta gay, mas uma minoria não usa. >> Não, eu diria que o feminismo é hegemônico. O que a gente vê o feminismo é gemônico? Exatamente. Esse esse daí tá trabalhando hoje em dia para pauta gay. Você concorda comigo? Então, >> o feminismo hegemônico, midiático, tá Trabalhando pra pauta gay e não
pras mulher, >> ele perdeu a centralidade >> perfeito, ótimo >> das mulheres. Porque na origem da política quira, inclusive a Sheila Jeffres vai mostrar o porquê. Justamente porque a gente vive uma cultura onde o homem ele tem um poder imenso de pegar qualquer tipo de transformação e >> pausa. >> Você foi votada. >> Tava tão bom. >> Ô, tava muito legal. Marina, a Marina concordou comigo. Vem aqui do meu lado, Marina. Meu >> Deus é de boa, tá de boa. >> É. Gente, meu Deus do céu. >> Bom, meu nome é Líia, eu sou uma
mulher feminista, eu sou arte educadora, então eu sou professora, eu trabalho em Escolas, também sou uma mulher sáfica, sou uma mulher bissexual. >> Mulher o quê? >> Uma mulher sáfica. Uma mulher que gosta de outras mulheres. Sou uma mulher bissexual. >> Por que sáfica? A gente usa esse termo porque muitas vezes o termo lésbico exclui as mulheres bissexuais, que também são mulheres que gostam de mulheres. Então, muitas vezes a gente acaba usando esse termo. Eh, que que acontece? Eu sou educadora, eu dou aula de artes, de teatro e de musicalização. E eu dou aula num
colégio cristão, inclusive nesse colégio. Ah, >> católico ou protestante? católico. Inclusive nesse colégio, a gente fala muito sobre a pauta LGBT. Nesse colégio, a gente fala sobre isso. >> Colégio católico, você fala sobre essa pauta com as crianças ou entre os professores? >> Os dois. A gente tem uma apostila onde a gente aprende sobre todos esses termos para que a gente possa tratar as pessoas com respeito e com educação. >> Mas considerando que é um colégio confissional, você trata aí do ponto de vista da confissão católica, do catecismo, ensina que a homossexualidade é pecado. É
isso que você faz? >> A gente trata nesse colégio sobre respeitar as outras pessoas acima de tudo. >> Ótimo. Tudo respeito é universal. a gente fala sobre respeito e a gente não usa em momento nenhum essas coisas do jeito que você fala que é que é de impor uma ideologia de gênero. >> Então você é uma professora ética, mas você sabe que isso é incomum, né? A maior parte dos professores quer impor a sua concepção. Inclusive em em 2006, a revista Veja fez uma pesquisa com os professores e perguntou para eles o que que eles
achavam ser a sua função e eles Disseram na maioria mais de 80% que se consideravam agentes de transformação social. Então o professor acha que vai pra sala, então você não tá na sala de aula para ensinar a matéria para a qual foi contratado, mas sim para impor a ideologia que você acha ser mais a mais. Nãoé >> eu estudo principalmente a pedagogia do Paulo Freire, a pedagogia do Paulo Freire. E eu também estudo a pedagogia do teatro do oprimido de um estudioso Chamado Augusto Boal. Uhum. Que ajudou a escrever a música, algumas músicas com o
com o Chico Boarque. >> Exatamente. Que que a gente faz? A gente trabalha sobre exatamente sobre o ser humano. Quando a gente fala que o professor é um transformador da sociedade, a gente não tá falando: "Ai, o professor tá ensinando coisa além da matéria". Não. Os alunos, >> a sua matéria é transformação social, o nome da matéria. >> Eu acabei de falar que os professores matéria sobre o quê? Arte. Você tem que ensinar arte. Quando a gente fala sobre arte, a gente fala sobre cultura, a gente fala sobre história, a gente fala sobre sociedade. Você
impõe as suas concepções? >> Não, não, não. A gente não impõe a nossa concepção. A gente fala sobre ampliar, ampliar o repertório dos alunos. Então, a gente mostra diversas coisas que existem na sociedade. >> Até aí tudo bem. >> Para que o aluno desenvolva um senso crítico e um senso social. É >> uma escola particular. É uma escola particular. Eu trabalho, eu trabalho hoje principalmente em escolas sociais, mas eu também tenho projetos particular e confal. A escola >> é um colégio particular, >> só uma escola particular e confcional. Você não acha que o pai que
matricula o filho na escola católica quer que ele Receba uma educação católica? >> Os pais têm acesso ao tipo de educação que os filhos têm. Quando o pai matricula um filho num colégio, ele sabe qual que é o tipo de educação. Sabe que anticamente você tem que respeitar a cosmovisão católica. >> A gente respeita, mas a gente respeita. Eu já li a Bíblia inteira. Eu estudei no colégio católico. Eu não sou cristã, mas eu li a Bíblia inteira mais de uma vez. Você tá sendo ética no seu trabalho. Você não tá impondo nem tentando manipular
em favor biologia. Ótimo. Então tá tudo bem. A gente não tá impondo. >> O que a gente faz é fazer uma ampliação de repertório com os alunos para que eles desenvolvam senso crítico. Só que pra gente fazer uma ampliação de repertório, a gente não pode mostrar para ele só o que ele já vê em casa, porque senão aí a gente ensina para ele algo diferente do que ele aprende em Casa. >> A gente ensina para ele coisas que existem no mundo a partir do momento que a gente, >> por exemplo, como é que você explica
para ele quando o aluno pergunta, professora, homem pode casar com homem? Mulher pode casar com mulher. Você dá a resposta do catecismo ou a sua opinião? >> Sim, a gente dá a resposta que >> direito >> é direito exercido. A gente fala que Você Sim. >> E se o aluno perguntar: "Professor, é pecado homem casar com homem? É um colégio confissional católico particular. Eu paguei pro meu filho receber educação católica." O que que você responde? Professor, é pecado? O que que o catecismo diz? Você responde essa pergunta? A gente responde que a que Jesus sempre
falava que a gente deve respeitar os direitos humanos, que a gente deve Falando sobre casamento, >> mas a partir do momento que a gente fala de uma educação cristã, a gente tá falando de Jesus. Eu >> se Jesus defendeu o casamento gay? >> Jesus defende que as pessoas, né? >> Jesus falou sobre o casamento uma vez quando ele disse um homem e uma mulher. >> Não, nunca mencionou não. >> Ele falou sobre casamento, >> mas Jesus fala sobre respeito, que a gente tem que amar as pessoas Independente de como elas são. >> Sim. Mas o
mesmo a mesma Bíblia que te apresenta esse Jesus também fala sobre a condenação. E você tá trabalhando num colégio católico, você não pode ensinar algo avesso à confissão católica. Você entende que se você é pai, você é você é gay, você é lésbica, sei lá, você matricula seu filho num colégio marxista, você queria que ele recebesse uma aula de catequ? >> Eu quero que o meu filho tenha >> consegui. >> A próxima você vem, >> tá? Então, Ana, complexo, né? Você teve umas centena de falas transfóbicas, trocou pronome. >> Tu acha que eu sou? Quem
que eu troquei pronome? >> Não, não. Você disse que Erica R usou pronome, usou pronome masculino com enfim. Perfeito. Biologicamente homem nem existe. Mas enfim, >> bió, >> a pergunta fundamental, a gente começa a partir dela e a gente vai desenhando a partir daí. Fechou? A pergunta fundamental é se o movimento feminista ou >> se vendeu para a pauta gay e parou de defender as mulheres. >> E e eu acho que assim, fundamentalmente o movimento feminista não é um alien. Ele fala sobre pessoas, mulheres têm sexualidade. Existem mulheres trans, existem mulheres lésbicas, existem Mulheres bissexuais.
Então a pauta LGBT e a pauta feminista se >> Não, mas dizer que existem mulheres trans é uma concepção ideológica. As pessoas podem ter opiniões diferentes. Você, você tinha um outro nome de batismo? Eu não tô chamando seu nome que é Amanda. Perfeitamente, mas eu também tenho direito legal de expressar minha opinião e de dizer que por mais que você >> adote uma performance, faça uma cirurgia ou adote um nome no seu documento, que é Uma consens um consenso social, eu ainda posso dizer que você é um homem biológico. >> Você é legal, mas aí
a gente vai partir de outra. você dizer que que você uma mulher trans uma mulher e ponto final é uma concepção ideológica. Eu posso ter diferente. >> Homem e mulher é uma concepção totalmente ideológica que surge não é minha não é minha visão, é a história. Surge a partir da colonização das Américas. Não sempre existias indígenas de qualquer território entendiam como três cinco tipo de performances de gênero. Países que não foram diretamente colonizados pela Europa entendem outros tipos de fenômeno de identidade de gênero. >> As pessoas podem entender o que quiserem. Não é se gênera,
Ana. A biologia produz uma série de cromossomos. A biologia, a Biologia reconhece como norma macho e fême em variações como intersex, hermafrodita, mas é justamente primárias ou secundárias não são dadas a partir de cromossomo, não somente de cromossomo ou de hormônio. >> Fica difícil definir porque o feminismo diz que combate a heteronormatividade. Você tá me dizendo que não existe heteronormatividade? >> Eu não tô dizendo de heteronormatividade Heteronormatividade que é normax. Américes de outros livopé tem referência a homem e mulher essas pessoas até hoje olha as vías olha as pessoas continente. Eu estou dizendo que você
é um homem biológico. Eu sou um homem biológico porque essa definição sequer existe. Como que não? Se você pegar um livro de Biologia básica de até 1950, somos existem. E quais são fundamentais? Quais são fundamentais para características primárias e secundárias sexuais? >> Existe o cromossomo X, Y e as suas variações em anomalias. Em em anomalias? >> Sim. Síndromes, anomalias, transtornos não podem ser classificado como norma. Deles criam características primárias e secundárias sexuais. Os o Y e o X quando se unem descarregam os hormônios que Farão com que o feto desenvolva o aparelho reprodutivo masculino ou
feminino. O ponto, se for x, >> primeiramente pessoas intersexuais existem. >> Sim, eu tenho um amigo intersexual é de infância X, X Y. Eu não tô dizendo que pessoas não existem, só que isso é variação da norma. Eu não posso aplicar a pessoas que não tem um transtorno e uma disforia o mesmo tratamento que eu posso oferecer pessoas de formas de Reproduzir. A forma sexuada de reprodução é uma característica do nosso grupo na esp. A nossa espécie é uma espécie de reprodução sexuada. Sim ou não? >> Exatamente. Porque essa é a forma que é natureza.
>> Porque a reprodução se dá pela diferenciação do gameta masculino e do feminino. Não é >> não existe gameta feminino e masculino. Femino e masculino é um conceito social. Mas isso é uma concepção que você tirou dos livros de ideólogos de 1960 em diante. >> Pelo amor de Deus, >> como é que não existe homem biológico? Tenha mais tempo. >> Você só pode ser uma mulher trans porque antes você era um homem biológico. Como é que você vai ser uma mulher trans se você fosse uma mulher biológica? >> Ana, >> você o que quer dizer
uma mulher trans? >> Uma mulher trans é que significa que dentro dessa sociedade >> a gente se identifica com o gênero >> oposto ao nosso, oposto ao quê? O de nascimento, que era o quê? Mas o gênero de nascimento é uma construção social, >> não é biologia básica. Meu Deus, o que varia da norma não é o fim da norma. [risadas] >> Olha, ó, a próxima vamos deixar ela porque ela nem consegue chegar correndo Aqui. Vamos combinar. Bom, Ana, voltei aqui agora para falar com você um pouco sobre esse assunto e eu queria enfatizar ainda
o tema de que existem muitas formas diferentes dentro do feminismo de ver eh as questões sexuais e de gênero, né? Eu não sei se você é familiarizada com a diferença de conceitual de sexo e gênero. Sim, >> sim, né? Sexo é um dado biológico, natural, imutável. Acho que a gente vai concordar nisso. A gente vai concordar Nisso. Agora, gênero são os papéis que são colocados em cima dos nossos sexos. Sim. A teoria de gênero diz que você pode performar o gênero que você quiser, mas é uma teoria que surgiu sens. Eu vou fazer um ponto
de crítica a teoria queir pela via da esquerda. Eu sou feminista. >> Ah, você é feminista tradicional, é radical. Como diz? Eu sou da esquerda radical e existem muitas pessoas hoje marxistas debatendo a crítica a teoria queer pel uma via da esquerda, pensando Metodologicamente os erros dessa teoria. E e isso não não tem nada a ver com ser contra homossexualidade, com ser como as pessoas serem quem quiser, amar quem quiser, vestir da forma que quiser. Eu sou uma eu sou uma pessoa que fazo parte do movimento LGBT. B, não é de Beyonce, tá gente? Então,
é bem importante, >> revelação >> e e existem muitas formas diferentes de se ver, né? E, e >> você concorda que o gênero existe? >> Não, eu o gênero, a teoria de gênero ou a perspectiva de gênero foi uma invenção, né? Você um grupo deu inventor para Bom, mas essa essa é que é a nossa divergência. >> O gênero sempre existiu a palavra gênero para se referir ao gênero das palavras. Quem tem gênero é coisa, quem tem sexo é pessoa. >> A análise de gênero, ela vem a partir da materialidade. Não é como se a
gente Inventasse gênero e colocasse conceitos. a gente an analisa a sociedade como ela funciona materialmente. Então, os corpos nascem, nasce uma criança com, não sei se pode falar, mas nasce uma criança com xereca, nasce uma criança com pau. Aí os pais vão falar: "Essa menina, por causa de nascer com esse corpo, vai ter que se conformar, se eh eh se comportar desse jeito, se vestir desse jeito." Isso são os papéis sexuais do patriarcado. Se um homem está num, o homem biológico está Num corpo saudável biológico, eu também acho péssimo, só homem porque ou é pessoa
do sexo masculino ou é homem, são coisas diferentes. O homem nasce. Eu eu eu também acho, mas é uma concessão. Por mim é homem e acabou. Ou é homem ou mulher. E aí você tem os intersexos irmoditos, etc. O homem nasceu o homem e tem um corpo saudável. Se ele apresentar disforia de gênero, ele poderá receber um tratamento físico ou psicológico. O criador dessa, Desse termo, dessa o um dos grandes propulsores dessa temática foi, você conhece, eu tenho certeza você sabe, o Dr. John Diamond. Já conhece ele já fal? Não conheço >> Dr. John >>
não. >> O Dr. John Money é aquele que fez a O Dr. John Diamond desvelou. Mas eu quero te, eu estou aqui defendendo uma uma perspectiva do feminismo que é crítica a ideologia. Perito. Então você concorda Você concorda ou discorda na minha frase. As feministas se venderam para o movimento gayisista e não defendem mais a mulher. >> As feministas, isso é um erro dessa frase. >> A maioria das feministas. Então >> eu acho que eu concordo com essa frase que as maiorias das feministas. Hoje a gente vive dentro de uma sociedade que o feminismo foi
coptado pelo liberalismo e pelo capitalismo. E a partir disso as Pautas foram foram sendo trocadas. Então, o que virou, o que era uma coisa coletiva de estrutura, de derrubada de de patriarcado, dos papéis sexuais, vira sobre a liberdade individual de cada pessoa. >> Quem concorda comigo sai. Tá vendo? Injustiça. [risadas] >> Desculpa aí. >> Oi, de novana. >> Oi. >> Vamos lá. Eh, eu queria tocar em dois pontos específicos, mas primeiro eu tenho uma pergunta para te fazer. Vi que você gosta de biologia. Também gosto. Qual que é o teu gênero biológico? Eu declino de
responder a pergunta que tem a gênero na pergunta. >> Você tá negando da biologia? Não, não, não. Você tem um gênero biológico. Todos nós temos sexo ou eu sou mulher? Sim. >> Esse não é teu gênero biológico. Isso prova que você não entende quase nada de Biologia. Sou >> xx. Eu sou mulher. >> Você é do gênero homo. Gênero para biologia é taxologia. >> Então, para você ver que gênero não define identidades de gênero. >> Você entender que gênero para biologia falando de reino, espécie, gênero. Eu não entendi que você tá falando disso, né? Porque
você é porque o tempo todo você tá tentando ligar uma coisa a outra e eu tô mostrando para você que são Coisas diferentes. >> Tá gênero humano existe. O que não existe é isso que eles estão falando aqui. >> Teoria de gênero, de perspectiva de gênero. >> Sociologia é uma ciência. >> É uma ciência social. >> Ok? Então é uma ciência. A partir do momento em que nós temos uma ciência que define padrões de gênero e que a gente consegue compreender enquanto uma Construção biopsicossocial, >> é um padrão biopsicossocial. Gero é uma teoria de teóricas
de teóricas como Buffler. Bem, mas olha só, quando você >> quando você olha e fala sobre gênero para biologia, você tenta falar: "Nós temos um homem biológico." >> Não, eu odeio essa expressão, mas é o que você, se eu falar que a Érica Hilton é homem, é capaz dela me processar. >> Porque você tá incorreta? >> Porque ela não é. O Gilmar Mendes acabou de reconhecer no processo da Isabela Cepa que não tem nenhum problema em reconhecer que ela é um homem biológico. E como Gilmar Mendes disse que é homem biológico, eu tô usando. >>
Você acredita na biologia ou na sociologia? >> A biologia é mais confiável. >> Então se você acredita na biologia, gênero para biologia, seu gênero é homo, dele é homo, homo, homo, homo. >> Então você não pode dizer que é um homem biológico, porque homem, como você tá falando, é uma teoria, não é uma definição biológica. Me apresenta um cientista que diga, um cientista que seja da área de biologia, que estude a gente enquanto uma categoria de animais racionais que vai virar para você e dizer que homem é uma categoria biológica. Me cite outro animal no
reino animal que seja. >> Homem é a expressão social do homem do macho da espécie. Muito obrigado. Você acaba de assumir >> homem é a expressão social do macho. Mas isso aí é Mas a expressão social do homem é é indissociável da sua biologia. >> Vocês podem, olha só, com todo respeito, você pode, você pode usar a roupa que você quiser, o nome que você quiser e você continua sendo uma mulher. >> Não, não continuo. Sabe por quê? E agora eu vou te explicar novamente. >> Então, por que que você se define como homem trans?
Não usa só. >> Mas eu não me defino como homem trans. >> Você se define como? Eu sou queer. Bom, mas olha que interessante. É quer. [risadas] Mas olha que interessante, Ana. Quando a gente fala, você viu que você fez todo uma macete ali. >> Eu não fiz um macete, eu provei que você provou o que? Eu provei que você não sabe o que é biologia. Você nega a biologia. Você propõe is de aborto. Não Existe hermafroditismo pro ser humano. Você provavelmente nem sabe o que é hermafroditismo. >> A expressão vem de Hermes e Afrodite,
do mito e quer referenciar aquele que tem um aparelho reprodutivo >> indiscernível os dois ao mesmo tempo. Essa definição >> e ele tem ele tem capacidade reprodutiva. >> Eu vi que é possível. Eu li que é possível. >> Logiste hermafroditismo em seres humanos. Porque se ele pode reproduzir, ele é do sexo do qual ele produz gametas, né? Essa sua Mas assim, a maioria das pessoas que nascem intersexo elas são estéreis, tá? >> Sim. >> Então já provamos novamente que vocês não sabem ferexo ou dermaodita. >> Mas é aí que tá. Você acabou de falar de
hermafroditismo. Nós estamos falando o hermafrodita se ele reproduz, qual é o Gameta que ele produz? >> Masculino ou feminino? >> Existe hermafroditismo >> que produz os dois gametas. É por isso que ele está na anormalidade. Qual que é a definição biológica do homem? 53 segundos. Respondo a minha pergunta. Existe hermafroditismo no reino animalia enquanto nós somos seres homo sapiens? Gênero homo espí você responder a minha pergunta primeiro. O feminismo se vendeu a pauta Quir ou não? >> O feminismo se vendeu a paut. >> Trabalha pr pauta queir mais do que pra mulher ou não? >>
Não. Inclusive vai. Acredito que você nem sabe de onde surgiu o termo agenda guisista. >> Não, mas a Berenice Bentus e outras feministas também. >> Mas da onde surgiu? Provavelmente deve ter sido adotado pela primeira vez por algum religioso, né? >> Exatamente. Um grupo religioso californiano de 1992 que dizia que todos os homossexuais, que os homens os homens homossexuais cometiam sodomia com mais de 1000 homens e que 27% dos homens gay homens homosexuais praticam sodomia de fato. Ana, essa agenda, esse esse pessoal dizia que 27% dos homens gays consomem feeses humanas. Você tá literalmente você
é porque você tá você tá disseminando um termo que vem punhado de feminista se vendeu pra teoria Diz que >> pessoal foram 23 bandeiras verdes para Isabele Lira [aplausos] >> então quer sugerir algum tema >> eu acho que revolução sexual é um bom tem >> tá Tá bom. A gente pode ir fluindo nos outros temas também sobre feminismo, né? E aí, gênero, etc. >> Então, iniciei. >> Show. >> Bom, eu acho que a nossa conversa tava legal antes e nós fomos interrompidas. Ã, você saiu daqui quando nós estávamos debatendo sobre evolução sexual dizendo que o
objetivo da revolução sexual proposto pela Kate Millet é a destruição do patriarcado. Lembra? Daí você foi interrompida e saiu. Pois bem, a minha afirmação que >> aparelhado no caso, né? A minha afirmação que eu volto a sustentar é, e A gente pode discorrer 10 minutos, que bom. É que o movimento feminista defende uma revolução sexual e já colocou em curso. Ela já está acontecendo com isso. Você concorda? Pois bem, as consequências da revolução sexual que já está acontecendo desde 1917, quando ela foi interrompida lá pela chegada do Stalin até as maneiras as formas em que
ela voltou, retroagiu, etc. Esta revolução sexual é mais prejudicial para as mulheres do que para os homens. Esse É o meu ponto, >> tá? Não necessariamente, tá? Eh, até porque não existe esse único exemplo, até porque a gente conseguiu concordar aqui sobre vertentes feministas. A Kate Millet era uma feminista radical, né, da segunda onda. E assim, eh, a crítica da Kate foi que a, eh, União Soviética, ela entendia a luta de classes como, eh, o, a, abolição do capitalismo, na verdade, eh não sendo reconhecido a ideia do patriarcado. Até que hoje as próprias Feministas marxistas
elas entendem que o capitalismo ele tá atrelado ao patriarcado, então eles são aliados, estão andando juntos. Então a gente precisa abolir o sistema capitalista abolindo também o patriarcado, até porque existem os movimentos feministas dentro inclusive dos partidos comunistas. E >> em que sentido a minha frase foi tirada do contexto? Lembra que você falou: "Ah, você tirou essa frase do contexto?" Porque você não trouxe o ponto do patriarcado, inclusive você defendeu na primeira afirmativa que não é preciso ser feminista para defender combater a violência contra as mulheres. Quer dizer, você tá se contendiram diversos movimentos que
combateram a violência contra a mulher antes do surgimento do feminismo. >> Tanto que quando o feminismo se tornou, >> porém ele não foi na raiz do problema que é o patriarcado. Considerar que o patriarcado é raiz do problema da violência é uma perspectiva ideológica feminista. >> Existem pessoas que defendem o patriarcado e que são contra a violência contra a mulher. O patriarcado não diz respeito. Pessoas que estão criticando. >> O patriarcado não diz respeito ao direito do homem agredir a mulher. Não é isso. O patriarcado é a liderança formal do marido sobre a sua família.
So >> essa liderança, entre muitas aspas se Reproduz dessa maneira. >> Todo líder bate nos outros. Acho se você fosse patroa de alguém, você bateria seus funcionários. Mas aí eu tenho, mas eu tenho uma relação de trabalho que tem leis regindo, que já existem leismado com leis pró violência contra mulher. Estado isriarcado. Se você defende o patriarcado, logo você não tem que falar das consequências que você >> pois a revolução sexual tem essas Consequências no mundo de hoje. >> Vocês derrubaram o patriarcado já? Mas a gente tá, a gente só não conseguiu ainda porque existe
pessoas como na polícia. Porque eu acho ótimo patriarcado, protege a mulher, protege a crianço. >> E por isso que eu tô aqui contigo. Mas você tem a sua concepção ideológica e eu tenho a minha. O ponto é o patriarcado não foi destruído ainda pelas feministas. A revolução sexual já está em curso. Então Kate Millet está, então Aquilo que Kate Millet falou sobre 1917, uma sociedade revolucionária socialista que aplicou leis feministas e lá deu errado, da mesma forma que está dando a que você deve divorcios preco a grande epidemia de criança sem nome do pai na
certidão do nascimento. Ao que que você deve isso? Isso não pode ser culpa do patriarcado que criou um sistema de casamento para proteger a própria. Patriarcado Violência contra as mulheres. Então quer dizer que não existia violência quando não existia patriar do homem sobre a muler. Olha, vamos analisar que você falou. O patriarcado criou a violência. Confirma, olha a loucura que você tá falando. Quer dizer que antes de existir o patriarcado não havia violência contra as mulheres. >> E cara é estrutural. É uma violência estrutural. Pressupondo que a liderança do homem, a existência de um Patriarcado,
pressupõe que ela é imposta pela violência como arma de guerra. Pelo amor de Deus, Ana. Não, não. Oro como arma de guerra não foi combatido pelos feministas, tá sendo combatido desde o século por Agostinho >> que era cristão. Se você tirasse todas as feministas, nós teríamos chegado a patamar destruído. Isso não fez com o patriarcado fosse destruíd. Que bom. Não quero que destrua o patriarcado. >> Então você quer que continue as mulheres Como mãe solo, elas se casem, que elas tenham tempo de namorade para conhecer. Não, mas isso daí quem defende a liberalidade sexual sem
responsabilidade nenhuma é o movimento feminista. A gente luta por planejamento familiar que você não menciona. Pera aí, pera aí, só um pouquinho, só um pouquinho. O planejamento familiar porque homem e mulher não contrairiam, elas não fariam sexo fora do matrimônio. O marido não abandonaria mulher do minutos. A Revolução sexual veio com métodos contraceptivos, planejamento familiar e clínicas de aborto. Então você não tem aqui o direito, tá? Mas eu estou falando desses pontos e esses são os pontos que eu tô defendendo aqui na mesa. Então é um, dois. Então, eh, você não pode dizer que o,
a revolução sexual veio por sexo deliberado, sem responsabilidade. >> O movimento feminista diz que uma das o movimento feminista Kate Milles, Filam Fiston, M Bovoá, defende que um dos Fatores ela também diz fatores elementares para revolução sexual é a libertinagem sexual plena, a quebra dos tabus, quebra dos tabel de Deus, quem que defende o poliamor? Quem defende poliamor são os patriarcalistas, são os cristãos. >> Quem que defende poliamor? Poliamor é o quê? Então, família estruturada, como é que é o nome de Poliamor. Poliamor é uma bandeira feminista, sim ou não? >> Polamor, Poliamor é uma
bandeira >> feminista, sim ou não? >> É uma bandeira contra monogamia. É uma bandeira feminista, sim. Não é libertinagem sexual. Você não pode dizer que teóricas feministas você distorce as teóricas feministas. Pelo amor de Deus, você me chamar de mentirosa mais uma vez vai ter um problema, né? Você tá argumentando um monte de grosélia aqui. Eu não tô chamando de mentirosa. O argumento é ruim. Você também mente. Então pronto. Qual é a minha mentira? Me mostra a minha mentira. >> Quando você diz que o movimento feminista não é responsável por 90% de negras serem as
mães solteiras do Brasil vivendo abaixo da linha da pobreza, capitalismo e do racismo. Principalmente do capitalismo é um problema. Olha como você é mentirosa. Numa sociedade socialista. A revolução socialista Tá dizendo que o empobrecimento da mãe solteira se deve ao capitalismo. Mas a Kate M disse que isso se devia também numa sociedade socialista. A própria Kate M disse isso. Olha só. Então eu vou te chamar de mentirosa só porque você falou uma burrice. Pelo amor de Deus. A Kate Will te falou claramente numa sociedade s, eu tô te provando. Você tá dizendo que a culpa
da pobreza da mulher solteira, você tá dizendo que a pobreza da mãe solteira se deve ao Capitalismo. E eu estou provando para você usando Kate Miller. A Kate Miller também tinha pobreza de mãe solteira na União Soviética que era socialista. Não tinha capitalismo lá. >> Sim, mas tava se abolindo as classes sociais e também não tinha lá. Então começa a culpa da pobreza escalonada da Não, >> você me Vamos lá. Onde é que tá a minha mentira? Você acabou de dizer a culpa da pobreza da mãe solteira, da pobreza da Mãe solteira, que é aquela
mulher que tem um filho e não tem o pai, a culpa é estritamente do capitalismo. Então, como é que você explica que no socialismo, como é que você explica que no socialismo a mãe solteira também era pobre? >> O país inteiro era pobre. A o país estava fazendo uma transição ainda do sistema capitalista para um sistema socialista. Disse que a mulher sem marido sofria mais que a mulher com Marido na revolução socialista. A sociedade ainda estava sendo trocada de um sistema econômico para outro sistema. Então, hoje além de ter o agravante de não terem destruído
o patriarcado, você tá, você é contra o capitalismo. Então, ele tem um segundo agravante. Então, numa sociedade capitalista onde o império patriarcado, a revolução sexual tá fazendo as mulheres sofrerem mais que os homens. Fim. Esse é um problem. >> Ou seja, a gente precisa abolir o sistema capitalista, né? E precisa abolir o cap. Sua concepção. Na minha concepção, as pessoas têm que ter um procedimento sexual mais responsável na sua concepção verdadeira. >> A sua concepção. Deixa eu ver se você foi clara. A sua concepção é que a gente deve permanecer numa sociedade patriarcal, deve permanecer
numa numa sociedade capitalista e que as mulheres elas não tenham a liberdade sexual que Elas precisam ter com planejamento familiar e com métodos contraceptivos. Mas aí você tá querendo aceitar algumas coisas da revolução sexual e não as outras. Eu não tô defendendo o método contraceptivo não aborto. Eu estou dizendo para você que desde que vocês passaram a defender, olha só, desde que vocês passaram a defender o planejamento familiar, que a gente vai chamar de controle de nascimento e também o aborto, desde que vocês passaram a Defender isso, o número de mães solteiras e crianças em
pai aumentou, não diminuiu. Essa proposta social que vocês trazem de revolução sexual não tá melhorando a vida das mulheres. Eu quero que você me prove como que a revolução sexual viules é participar do Instituto de Direitos dos Homens. O que melhor é mulher firme, um homem seguro da segurança palestra, fazendo eh projeto de lei anti aborto para crianças estupradas, criar uma CPI, divulgar qual É o hospital que uma criança de 11 anos tá sendo sabe que essa criança de 11 anos foi submetida ao parto de um cadáver e que a família era vô e vó,
os responsáveis queriam ter o bebê. Você sabia que eles queriam ter aquele bebê? Ah, a criança não queria. Ana era uma criança. Uma incubadora. [aplausos] Gente, ei, Legal. Legal. [música] No. [música]