Uma série épica baseada no poema que inspirou O Senhor dos Anéis e Game of Thrones. Drgões, valquírias, anéis amaldiçoados e uma espada quebrada que precisa ser reforjada. Se você acha que já viu essa história antes, é porque quase toda fantasia moderna bebeu dessa fonte.
E agora, pela primeira vez, ela ganhou uma adaptação à altura. Fala, taberneiros! Eu sou o Daniel, e essa é uma indicação que eu precisava fazer.
A Guerra dos Reinos é uma superprodução europeia que mistura guerra, magia, intrigas políticas e romances impossíveis. Tudo ambientado no século V, num período brutal de conflitos entre reinos. Mas antes de entrar na história: se inscreve e curta o vídeo pra dar aquela força de sempre.
Bora lá! A trama se passa num período de guerras entre reinos germânicos. Os hunos avançam pelo leste.
Os romanos pressionam pelo sul. E no meio de tudo isso está o reino da Borgonha, às margens do rio Reno. O rei Dankrat governou por décadas, firmando alianças e mantendo o reino estável.
Mas com sua morte, o trono passa pro filho Gunter. Jovem, inseguro e sem a experiência do pai. Quem realmente mantém o reino de pé é Hagen von Tronje, o mestre de armas.
Um guerreiro veterano, coberto de cicatrizes, leal até a morte. Ele foi levado para a corte ainda criança após sua família ser destruída, e desde então dedicou sua vida a proteger a família real. Mas Hagen guarda um segredo.
Ele ama a princesa Kriemhild, irmã do rei. Um amor que ele jamais confessa, porque seu dever sempre vem primeiro. Tudo muda com a chegada de Siegfried de Xanten.
Um jovem rei arrogante e temerário que matou o último dragão vivo e banhou-se no sangue da criatura, tornando-se quase invencível. Ele chega à corte desafiando o Rei Gunter, mas os dois acabam se tornando aliados. E pior: Siegfried conquista o coração de Kriemhild.
A rivalidade entre Hagen e Siegfried é imediata. Pelo poder. Pela influência na corte.
E pelo amor da mesma mulher. E quando uma rainha valquíria com poderes ancestrais entra na história, os conflitos se multiplicam. Lealdades são testadas.
Segredos são revelados. E uma maldição antiga começa a consumir todos os personagens. E agora eu preciso te explicar por que essa história é tão importante.
A Guerra dos Reinos é baseada na Canção dos Nibelungos , um poema épico escrito por volta do ano 1200 na Alemanha medieval. É considerado a obra mais importante da literatura alemã antiga. E esse poema é a mãe da fantasia moderna.
Tolkien era um estudioso dessas lendas. E quando você lê O Senhor dos Anéis, os paralelos são impossíveis de ignorar. O anel amaldiçoado que corrompe quem o possui?
Está na Canção dos Nibelungos. A espada quebrada que é reforjada pro herói? Está na Canção dos Nibelungos .
Um tesouro que traz morte pra todos que tentam possuí-lo? Está na Canção dos Nibelungos. Tolkien até escreveu um livro chamado A Lenda de Sigurd e Gudrún, uma releitura direta dessas lendas.
E Game of Thrones? Se Tolkien pegou a magia e os itens morfológicos, Martin pegou a política brutal e a desconstrução do herói. O Casamento Vermelho tem ecos diretos do massacre que encerra o poema original.
Hagen von Tronje, o guerreiro que faz o mal necessário por lealdade, é o protótipo de personagens como Tywin Lannister. A rainha guerreira Brunhild influenciou a criação de Brienne de Tarth. E tem mais.
Três manuscritos originais do Canção dos Nibelungos foram inscritos pela UNESCO como Memória do Mundo em 2009. É um texto fundamental pra cultura ocidental. E agora você pode assistir essa história ganhar vida.
Vamos conhecer melhor quem são essas figuras. Hagen von Tronje é interpretado por Gijs Naber (Gais Náber). Ele é o coração moral da série, mesmo sendo um homem capaz de atos terríveis por lealdade.
Os diretores disseram que queriam tirar Hagen do papel de vilão tradicional e mostrar um homem de princípios rígidos num mundo que está mudando rápido demais. É um personagem fascinante porque ele representa a velha guarda, a honra antiga, num mundo onde heróis lendários como Siegfried estão redefinindo as regras. Siegfried de Xanten é interpretado por Jannis Niewöhner (Iánis Nivêner).
Ele é o oposto de Hagen. Jovem, impulsivo, quase invulnerável. Um herói no sentido clássico, mas também arrogante e perigoso.
A série não romantiza Siegfried. Ela mostra que heróis assim podem ser tão destrutivos quanto os vilões que combatem. Kriemhild é interpretada por Lilja van der Zwaag (Lília van der Zuág).
Essa é uma das mudanças mais interessantes em relação ao mito original. No poema, Kriemhild começa como uma donzela passiva. Aqui, ela é uma mulher dividida entre dever e desejo, que vai se transformando numa estrategista política implacável ao longo dos episódios.
É uma evolução fascinante de assistir. Brunhild é interpretada por Rosalinde Mynster (Rozalinde Mínster). A rainha valquíria com poderes antigos.
Uma guerreira que só se casaria com quem a vencesse em combate. Ela adiciona o elemento sobrenatural à trama e complica ainda mais as relações de poder. E o Rei Gunter é interpretado por Dominic Marcus Singer.
Um herdeiro que assumiu o trono sem preparo, que só se sustenta graças à força de Siegfried e à lealdade de Hagen. Suas decisões imprudentes vão desencadeando os conflitos que movem a série. O orçamento da produção passou dos cinquenta milhões de euros, um recorde para produções alemãs.
A direção ficou com Cyrill Boss e Philipp Stennert, conhecidos pela série de suspense Pagan Peak. São seis episódios filmados na Alemanha, com uma fotografia sombria que foge do visual colorido de fantasias genéricas. Os figurinos foram baseados em achados arqueológicos reais.
A trilha sonora usa instrumentos medievais e corais em alemão antigo. O grande diferencial é a perspectiva. Diferente de outras adaptações que focam no herói perfeito, essa versão dá protagonismo ao anti-herói.
É a história que criou a fantasia moderna finalmente contada pelo ponto de vista de quem teve que fazer escolhas impossíveis. Então por que você deveria dar uma chance pra essa série? Primeiro: é a origem.
Quase toda fantasia que você ama tem raízes nessa história. Segundo: a abordagem é diferente. A série não foca no herói invencível.
Ela foca no homem que vai precisar destruí-lo. Terceiro: os personagens são moralmente complexos. Não existe bem e mal absolutos.
E quarto: é uma história completa em seis episódios. Começo, meio e fim devastador. A Guerra dos Reinos está disponível na Universal+ pelos canais do Prime Video.
Se você é fã de O Senhor dos Anéis, Game of Thrones, Vikings ou The Last Kingdom, essa série é obrigatória. E aí, me conta: você já conhecia o Canção dos Nibelungos ? Sabia que essa história influenciou tanto a fantasia moderna?
Vai dar uma chance pra série? Comenta aqui embaixo, deixa seu like e se inscreve no canal pra não perder mais indicações. Valeu, taberneiros!
Até o próximo vídeo, tamo junto e fui!