E aí [Música] E aí [Música] E aí [Música] E aí o [Música] nome Raquel Barreto Historiador a fui convidado pelo Instituto Moreira Salles para fazer parte da curadoria da exposição Carolina Maria de Jesus no Brasil pelos brasileiros que eu tenho a felicidade dividir com o antropólogo Hélio Menezes a exposição Carolina Maria de Jesus um Brasil para os brasileiros se inspiram no manuscrito inédito do autora que nos apareceu o número do processo de pesquisa e diante do gotejamento realizado entre este manuscrito e o diário de bitita que é uma versão destino inscrito ainda inédito observamos alterações
Profundas modificações na estrutura do texto e mesmo no car os personagens a leitura desses manuscritos de Carolina nos revelou essa escritora muito dedicada mas também uma multiartista uma Polly artista essas posição portanto foi se organizando a partir da letra da altura daquilo que ela nos traz tanto conta imagem quanto como criações de imagens de universos para além dos cinco anos minunciosamente comentados entre 55 e 60 que compõem o conteúdo de quarto de despejo E aí [Música] o tema Nossa perspectiva nessa exposição foi a partir da letra da Carolina de forma figurada e de forma conceitual
é o que significou isso ele ficou usar a autora parte de seus próprios textos evitando ao máximo as obras publicadas as edições e recuperando o texto da autora né A autora a partir da sua própria perspectiva daí é bem interessante destacar que Carolina não foi só uma escultura de diário ela escreveu romances crônicas Coutos peças de teatro e foi compositora e essa dimensão da Carolina compositor a gente também apresenta uma exposição trazendo disco dela diz que ela caiu no 61 que tá sobre a guarda do INSS no Acervo do tinhorão e a gente apresenta tudo
isso na exposição em diálogo com as artes visuais que começam com artistas que foram contemporânea Carolina como Maria Auxiliadora Heitor dos Prazeres até a mais nova geração de artistas visuais e Ah tá Tu conhece a Maria e ficou muito vaidosa saiu E aí [Música] e a verdade da Pedra MA E aí e para pensar essa exposição foi construído um conselho consultivo formado por 12 mulheres Livres da comunidade que tem esse ações distintas em vários Campos e elas foram as nossas conselheiras com elas nos reunimos apresentamos uma Primeira ideia do projeto colhemos as impressões as críticas
as avaliações os elogios e com esse conselho pensamos muitas das questões que abordamos aqui nessa exposição e sobretudo nas conversas que realizamos com as conselheiras da exposição a percepção de uma narrativa discursiva que se criou sobre a autora e muitas vezes a colocava no lugar de subalternidade e com estereótipos marcados esteriótipos negativos como a época ideia de uma escritora favelada é bem verdade que hoje esse título essa ideia de escritora Fraga lado foi significada retomada e visto como matéria de orgulho mas a época não foi construído assim a gente portanto observou a que essa estrutura
a de um discurso de uma de um discurso narrativo sobre ela é Foi bastante Solid ficado sobretudo pela imprensa que jogou com Carole no papel bastante ambivalente essa exposição portanto revela uma quantidade bastante considerável de matérias jornalísticas fotografia a morte de jornal e de revistas que mostra essa relação confusa igualmente profícua entre Carolina e certos setores da Imprensa [Música] e também observamos nesse processo e Encontramos uma série de fotografias A grande maioria delas de baixíssima circulação e algumas mesmo médicas são imagens que mostram que também se construiu um discurso visual sobre a autora que sempre
colocava com o olhar aciturno triste quase nunca sorrindo perfilado olhando para baixo quase sempre com um lenço branco na cabeça e a favela ao Fundão quando não portando um livro cenográfico hora também encontramos paralelamente a isso um conjunto de imagens que mostravam a autora e que mostram autora com outras facetas são fotografias e retratos de Carolina sorrindo Encontros com celebridades e pessoas a política importantes é uma Carolina bastante vaidosa que fazia seus próprios adereços tinha uma paixão especial por quê a pérola roupas de seda o cabelo sempre à mostra com black montado esta outra imagem
de Carolina pouco conhecida do público também é um ponto forte do foco ao qual nos dedicamos nessa exposição do carro também resulta a partir de uma série de conversas a criação deste retrato do Antônio BA meada que sobretudo imaginou Carolina partir desta outra posição a posição de uma escritora Como ela mesmo gostava de se afirmar e pediu em seus escritos que fosse assim lembrado após a sua morte E aí [Música] é o nome da exposição um Brasil para os brasileiros é o nome que a Carolina Deus manuscritos que deram origem ao diário de bitita mas
essa frase ela atribui a autoria ao Rui Barbosa então foi um exercício aqui é ressignificar uma uma frase que ela fíbula um homem branco que pertenceu você os seus privilégios historicamente construídos e ressignificar o que seria esse um Brasil pelos brasileiros não Brasil os brasileiros seriam projeto de país em que esses sujeitos rasuradas da história pudessem passar o centro da narrativa ao centro do país então ao centro da formação do país então a gente conversa com essa frase Carolina e apresenta essa outra narrativa sobre o país a em diálogo com a produção da autora em
diálogo com as artes visuais e com pouco da história recente brasileira E aí [Música] E aí E aí e as relações que imaginamos entre a produção escrita de Carolina a produção visual de Carolina e um diálogo com produção contemporânea artística brasileira convidando os 69 artistas para participarem desta celebração de Carolina artistas que tanto se inspiraram diretamente na letra da autora artista que compartilham com ela a pesquisa a partir de temas de difícil do mu Ed temas que narram descreve e imaginam muito Brasil no Brasil visto a partir das margens a partir das periferias a partir
da população negra sobretudo da população pobre da população trabalhadora aqui também artistas que dividiram com Carolina tempo de vida poéticas e imaginações e temas para essa reflexão Essas conselheiras foram fundamentais são 12 mulheres com destacada atuação em suas mais diversas Arens 10 para gente esse papel de apresentar uma Carolina no recibo múltipla uma Carolina quer também símbolo de muitas lutas pelo direito à moradia um direito à educação a Equidade de gênero a Equidade racial uma Carolina que é símbolo também na cultura popular e se faz aparecer e apresentar em termos de escolas de samba em
camisetas botam a nas releituras de pensadores e pensadoras contemporâneos na inspiração dos cadernos negros por exemplo a medicação e o 178 cujo título inspirado nos famosos cadernos de Carolina enfim essa mulher multifacetada que aqui nessa exposição a nosso maior desejo eu tentar mostrar é pedaços partes dessas múltiplas imagens de Carolina e quem sabe não são uma plataforma de pesquisa para os próximos dez cinquenta anos de materiais bastante inéditos de uma autora não precisa ser melhor conhecida por este Brasil e certamente por todo mundo E aí [Música] E aí [Música] E aí E aí E aí
[Música] E aí E aí E aí E aí