[Música] [Música] bom é hoje estou atendendo um convite pra falar um pouco sobre história geral que é um assunto que eu estudo já há algum tempo então vai ser um grande prazer conversar um pouco sobre isso aqui nesse encontro a gente vai falar um pouco sobre um panorama histórico e uma alguma coisa sobre conceitos sobre o uso dessa história oral enfim a reflexões sobre o uso dela no presente esse vai ser o nosso assunto é começar a pensar é um pouco o que é então história oral fazendo uma abordagem bastante ampla neder esse assunto é
pensar refletir um pouco sobre o que é história oral a gente pode dizer que escolherá um processo né há um processo de trabalho que vai privilegiar o diálogo colaboração de vários sujeito considerando experiências memórias e identidades e subjetividade de todos os sujeitos que estão envolvidos no projeto e qual é a finalidade a produção de um conhecimento a produção de um conhecimento que tem uma natureza diferente que tem natureza justamente nessa subjetividade no encontro de subjetividade baseado na memória essa esse conhecimento ele vai se dar por meio da construção de narrativas e de estudos que vão
da conta não é falar sobre a experiência de grupos ou de pessoas então assim a isso uma abordagem bastante ampla a gente pode considerar que a história oral então não é uma entrevista não é um fazer simplesmente é todo um processo é todo um conjunto de trabalho né muita gente acaba se animando às vezes com um processo de fazer uma entrevista que ela grava né ii e falar fiz um projeto de história oral então só pra começar também o que não é só um pouco do que não é história oral só uma entrevista não é
história oral só uma entrevista entrevista tem um nome pra isso né uma coleta digamos aleatória de depoimentos de gravações em tim pode ter um valor precioso mas também não é história oral a gente tem que pensar que a história oral ela é mais do que só o registro ou só um registro né também não é história oral a idéia de preenchê la como então eu estou na minha escola e preciso arranjar alguma coisa é pra descobrir o que aconteceu naquele momento específico que eu não tenho documento nenhum sobre ele mas eu sei que tem um
professor velhinho as vezes que sabe então eu vou lá entrevista esse velhinho só para preencher essa lacuna é só pra saber o que aconteceu naquele momento isso também não precisa ser um trabalho de história oral é só uma informação zinho é só uma coisa restrita da conta com uma entrevista né também não é remédio para todo o esquecimento da nossa sociedade atual a gente às vezes brincam é que a gente tem um problema social que é uma milésima social a gente tá esquecendo o tempo inteiro de coisas na nossa sociedade atual com rapidez e tal
está esquecendo das coisas ea história oral sozinha não resolve também isso né são ações conjuntas que podem ajudar na solução ela contribui mas ela não resolve e têm o problema que sempre as pessoas acabam fazendo com a história oral que é a confiabilidade então às vezes as pessoas vão suspeitadas será que ele está lembrando direito disso é não então vou contar por aqui vou ver no outro documento enfim quando a gente começa um trabalho de história oral precisa se ter clareza de que se vai fazer um trabalho que vai acreditar no que o outro vai
falar isso não quer dizer que no resultado final do trabalho seja isso que vai aparecer não é isso só mas depois a gente compõe isso no trabalho da gente no momento da entrevista a gente confia no que o entrevistado falando né então não é um trabalho às vezes de cutucar o entrevistado ao se contrapor a ele lutar com ele essa não é não é objetivo também desse trabalho né eu às vezes brinco que a gente não tá procurando futuro né o furo é um jornalista que está procurando um trabalho de história a gente está procurando
um conhecimento não é um saber que só tem naquela natureza daquele indivíduo que viveu que experience ou aquele conhecimento não é bom mas dá onde começou o uso dessa história oral a gente está falando que é o que não é mas desde quando isso acontece desde quando isso existe né essa forma de registro né e tem esse nome história oral porque era registro dessa oralidade é da narrativa da fala das pessoas ela inicia nos anos 40 é com mais propriamente na segunda metade com o final da segunda guerra mundial já se tinha noção histórica de
que aquele movimento da segunda guerra mundial aquele evento tinha sido uma coisa que mudava a história do mundo net era um evento histórico é um acontecimento que precisaria ser estudado os soldados voltavam da guerra estavam voltando da guerra e é nesse pós guerra com a volta dos soldados alguns desses começavam a contar essas histórias e começavam então a registrar o que tinha sido esse grande evento da segunda guerra mundial depois a gente vai ver com a concatenado com isso num momento em que as rádios vão dar o primeiro passo em ouvir essas histórias então a
história oral ela começa nas rádios nas rádios nos estados unidos principalmente na cidade de nova york um jornalista muito importante nesses anos chamado alan neves começa um programa de registro desses depoimentos dessas narrativas dessas entrevistas com pessoas que tinham retornado da guerra ao mesmo tempo tinha um contingente imenso de pessoas que tinham sido exilados a principalmente judeus que tinham sido fugidos né da europa então eles vinham e essas histórias foram sendo registradas aos poucos se for um centro de pesquisa na universidade de colúmbia que foi conhecido durante muito tempo recentemente mudou de nome mas durante
muito tempo foi conhecido como o history os 7 office né então esse local foi um primeiro arquivo de memórias de histórias sobre primeira guerra e depois foram surgindo vários outros projetos de registro dessas histórias orais a isso nessa modernidade né porque a idéia de contar história ela está desde a antiguidade é desde o heródoto é que a gente tem na história o registro de narrativas para a construção de uma história mas isso mais recentemente é possibilitado também por uma novidade da própria tecnologia possibilidade do registro do áudio da voz das pessoas então com os gravadores
não os nossos digitais ainda mais os gravadores de rolo aqueles de fita grande né dois então a esses gravadores possibilitar um registro dessas narrativas e e também além do registro para passar na hora na rádio enfim às vezes até em programas ao vivo na rádio trabalhava muito né mas a ua a possibilidade da guarda dessas histórias enfim com isso foi possibilitado o início dessa coisa que a gente vai chamar de moderna história oral e ela é um produto do seu tempo também né a história oral ela vai ser um produto do próprio tempo em que
ela foi produzida é o resultado né e é resultante também das forças dos conhecimentos e das do movimento que existia naquele momento então ela é marcada por preocupações de várias a novidades que a história estava enfrentando então a primeira coisa era a consolidação digamos da história das idéias que estavam sendo divulgadas propagados pela por uma escola de historiadores que criou a idéia da nova história e daí pensava novas fontes para a construção do conhecimento histórico então essas novas fontes elas poderiam não é englobar esse novo tipo de fonte ainda há o registro da oralidade ao
mesmo tempo a história do tempo presente então uma história que poderia contar eventos fatos relacionados até mesmo outros momentos históricos mas que passavam a ser a registrados pela oralidade ea partir da visão do presente serem lidas ou o passado ser relido a partir da dessa visão de presente então essas tendências teóricas também fizeram diferentes a net é também fizeram sentido na possibilidade da criação dessa nova metodologia dessa nova forma de produção de conhecimento que surgia ali nos anos 40 e ela mostra possibilidades de escrita da história né de diferentes formas de fazer história pra outras
tendências teóricas que também eram partes dessa época né que também eram preocupações dessa época tanto a história vista de baixo quanto a história do cotidiano então a história vista de baixo né a idéia toda marxista enfim da idéia de uma história que pudesse ser contada com quem não tinha documentação quem era enfim de uma outra linha mac quem não era das elites enfim essa história pode ser produzida a partir dos registros da oralidade a ea história do cotidiano de toda uma sociedade conta como estava sendo com construída essa sociedade pode ser a estudar a partir
dessa história oral né que começar é a história do tempo presente é depois vocês podem ver no powerpoint que vai preparado pra vocês bem mas ela é então essa idéia é do depen sá os temas a partir do presente né e garante um contínuo movimento né na história na com na construção dessa história né há ao mesmo tempo deixou passar aqui eu vou passar mais rápido algumas coisas têm uma frase de um de um grande em acadêmico grande pesquisador que ele vai falar né a reintegração do tempo presente faz barreira da visão da história os
últimos vestígios do positivismo o historiador do tempo presente sabe o quanto sua objetividade é frágil que o seu papel não é o de uma chapa fotográfica que se o mec se contém observar os fatos ele contribui para construí-los e é nesse sentido que a história oral pode ajudar muito porque ela contribui a conca construir a história né e quem sou eu quem escolas né enfim instituições de ensino isso tem um grande potencial porque pode fazer com que os alunos construam as suas próprias histórias com que as escolas os professores construam os as histórias dos seus
lugares e com isso enfatiza em questões de pertencimento de identidade de ligação com aquele espaço e de afetividades com aquele local então a existe uma possibilidade de riqueza né no uso da história oral e instituições de ensino é bom a gente eu já falei um pouco disso mas vou retomar um pouco né a gente está vivendo nesse tempo do agora do século 21 da virada do 20 pro 2011 tempo em que muita gente fala de um presente zta de uma vivência do presente uma necessidade do aqui e agora serem vividos completamente ea solapando todo o
resto parece que não é importante o que já se passou ea gente perde com isso o vínculo na relação à vivência com isso né que já se passou então a gente passa não saber quem a gente é por exemplo passa a gente e os nossos alunos as nossas a pessoas queridas na nossa vida passa a não ter essa identidade há por isso a história oral também é todo o trabalho com memória na verdade pode fazer essa ligação ea história oral é um trabalho com memória né o trabalho é baseado na memória a lembrança das pessoas
na vivência dessas pessoas então ela faz esse link entre passado e presente e faz com que a gente entenda os pertencimento as relações que nos colocam no mundo né explicam quem a gente é né e por isso mesmo a gente vai ver aqui se é que existe uma ruptura entre passado e presente é que a gente vive essa ruptura entre passado e presente a gente tem que correr um pouco na contramão disso né e para isso existem várias formas mas a história oral é uma forma interessante de trabalho porque ela envolve os estudantes os professores
a comunidade escolar como um todo e por isso mesmo porque ela é envolvente a gente vê que a gente teve um crescimento muito grande da história oral nos últimos tempos a partir da década de 40 quando ela surgir lá a gente teve um crescimento na década de 50 néné e na década de 60 enfim ela tem um bumbum né ela passa a ser portanto utilizada dentro da academia né e fora da academia ela passa a ser usada dentro e fora da universidade ou do meio de produção a de conhecimento formal né é difícil estipular em
que momento da história surge é as várias metodologias porque nesse crescimento como não existia uma uma associação uma organização na ordem né pra essa pra esse crescimento cada escola cada grupo k a universidade foi montando a sua forma de fazer né de de produzir e produzir esses registros né produziria a a história oral conhecimento historial então foi se pluralizado até porque foi crescendo muito rapidamente e como isso também foi sendo apropriado por um universo fora das da academia fora da universidade ah ah ah essas comunidades essas vilas enfim foram fazendo de seu jeito né com
o equipamento com os instrumentos com as pessoas que tinham para fazer né isso é uma grande é um é um lado que eu acho positivo porque não é um fazer que tem são jeito de fazer só uma moda de fazer a gente pode se arriscar evidente tem coisas que dão mais certo então se a gente ler um pouco se instrumentalizar um pouco a gente pode dar - cabeçada errar menos mas a gente pode inventar também formas né isso acho que está em sintonia com as coisas que a gente tem hoje é de forma de produção
de conhecimento nas escolas e que os nossos jovens e adolescentes estão querendo fazer né eu penso então que a diversidade de formas de produção a e de núcleos de procedimentos e de certa é mais do que um demérito mas mais um mérito mais uma uma positividade do uso da metodologia da forma de de produção de conhecimento ea sua ampliação nettheim os contras porque às vezes tem coisas muito diferentes sendo feitas com o mesmo nome mas tem os prós porque enfim muita gente está produzindo documentação nessas áreas né muitos há pontos de cultura utilizando essa forma
de trabalho pra produzir conhecimento sobre cultura sobre educação sobre os mais diversos temas é o que é que todas as áreas né às vezes as pessoas podem perguntar o tudo bem tem uma certa essa diversidade toda mas o quê todo mundo faz né é também é difícil falar porque enfim a gente pode dizer que talvez a oralidade seja o comum todo mundo méxico a oralidade né todo mundo grava afinal a história oral né mas nem tanto nem todos né nem todos os núcleos nem todas as formas fazem com a oralidade muitos trabalhos muito interessantes muito
inovador estão sendo pensados com um estudo de performances né principalmente na área de artes com os registros das pessoas surdas enfim tem várias coisas que vão para além da oralidade né então hoje em dia até se pensa mesmo se será que o melhor nome história oral porque a história oral pode parecer que a história e daí tem um propósito sociólogo um monte de gente que faz e que não é historiador e pode parecer que é só oral e da itália local fora quem não se expressa na oralidade e também um erro então a gente pensa
que a história oral é essa diversidade ela abraça inclusive a falta da oralidade né ou a expressão de uma outra forma que compõem o próprio corpo como o anunciador né então que aquelas tendências têm em comum é diria que muito pouco né mas elas têm a questão do encontro sempre tem um encontro seja um encontro como esse que a gente está tendo via computador via internet via televisão enfim seja um encontro pessoal mas existe a interação entre dois sujeitos existe um encontro entre dois sujeitos a diferentes normalmente é diferente o sujeito que tem informações idéias
e decerto muito distintas a e qual o valor da história oral então é com o valor de se fazer história oral a a história oral ela é a gente pode dizer assim não é completamente aceito no uso de história oral ela num não é sempre é que todo mundo acha que ela é a melhor forma de trabalho existe muita desconfiança é como eu disse lá no começo assim será que ele está mesmo falando a verdade sobre isso né mas esses trabalhos vêm ganhando relevância significativamente no meio acadêmico fora dele enfim ea gente pode dizer que
a importância do registro da memória no mundo contemporâneo frente à dissolução da memória é a possibilidade de traçar é de fazer é luz que ligam esse passado a o presente né a questão dos alunos conseguirem onde nós né das pessoas conseguirem fazer essas ligações né de pertencimento da sua própria história então é mesmo recebendo muitas críticas nem e ainda recebe se mas a gente tem essa questão dessa ligação que garante um valor para o trabalho da história oral e eu diria ainda que tem um outro valor importante - acadêmico mas um valor de um movimento
de colocar as pessoas em contato para ouvir o outro que é uma coisa que a gente também perde hoje na nossa sociedade a gente não tem muito mais assim as crianças não convivem com seus avós mais as famílias estão ficando cada vez menores e perdem essas essas relações que muitas vezes a gente aprendia antes né com os nossos avós dos nossos bisavós enfim dessa tradição enfim eu acho que essa é um caminho não é que não seja com o avô com a volta porque ele está morando perto enfim ele vai falar com um ancião da
nossa comunidade uma pessoa mais velha né e esse contato entre gerações ganha muito né e ganha uma idéia do respeito ganha com a ideia de ouvir o outro de entender um argumento que não é o seu enfim essas coisas mudam a vida dessas desses jovens e adultos segunda nossa vida também é mudam porque mudam identidades né então uma outra questão que eu tinha pensado como qual o valor da história oral é o valor é saber quem a gente é consegui entender por que a gente é desse jeito com base em que quando foi que começou
isso é como eu posso entender isso agora né quando a gente está vivendo só no presente só na fragmentação só no pedacinho do agora a gente não consegue entender isso nem a gente nem os alunos da gente ea gente não consegue fazer com que eles entendam porque eles também estão muito longe dessa questão quando a gente vai registrar a história de vida registrar memórias fazer com que eles falem contra as pessoas de outras lógicas a gente consegue entender que existe a diferença e que essa diferença é parte né e quando a gente entende o diferente
você entende o igual né ea gente pode pensar a identidade para além de só o idem sol igual pensar a identidade na diferença que é uma das coisas importantes da nossa época do respeito à diferença da tolerância da convivência que são questões fundamentais não acho que a história oral é um grande instrumento para trabalhar essas questões dentro da vida escolar a gente consegue é por meio da história oral fazer o registro de memórias e histórias nessa comunidade e consegue também fazer a o registro de tradições pensar sobre o que é patrimônio não é e pensar
também em atitudes em formas ações que façam com que esses patrimônios essas tradições essas memórias não se percam né eles recessão registrados e eles fazem começam a fazer parte desse cotidiano da vida escolar e daí eles fazem sentido também porque só o patrimônio pelo património à preservação pela preservação ela tem menos sentido o que faz sentido que acaba fazendo sentido é que isso seja internalizado seja vivido por esses vários sujeitos então a história também possibilita uma primeira entrada nem se nesse pântano é nessa questão é mas como eu disse ainda não é uma coisa também
assim todo mundo gosta nem todo mundo gosta né existem críticas que precisam ser enfrentadas pra gente né a a principal crítica acho que é feita pra história oral e que precisa enfim ser encarada é que a memória tem uma certa imprecisão né e tem mesmo eu hoje se me perguntarem o que eu fiz anteontem vou ter que ficar pensando e às vezes pode ser tão lembre a memória assim muitas vezes a gente que quer trabalhar com isso fala assinamos não é essa pessoa lembra de tudo e não é bem assim a pessoa lembra de muita
coisa e lembra do que é importante pra ela né mas isso não quer dizer que seja exatamente como se passou e etc e isso é uma riqueza também ao mesmo tempo que há um problema ela é uma riqueza é um problema porque você pode não ter a informação exata do que se passou mas é uma potência porque a gente vai ter uma interpretação sobre o que passou então essa é a primeira edição que a gente tem que aprender com a história oral quando a gente fala com uma pessoa a gente não tá tirando um retrato
do passado né a gente não tá é viajando na máquina do tempo e voltando ao passado a gente está tendo acesso a uma interpretação do passado uma interpretação que ela é por ser interpretação uma leitura uma visão uma forma de ver o passado não necessariamente ou passado e quem lida com a história tem que começar nessa a a se desapegar ea pensar que esse o passado como ele foi já foi né quem viu viu quem não viu né não tem como ele é em como uma constante construção ea história oral ela auxilia muito nessa construção
ao mesmo tempo é com isso que a gente está pensando em mim uma interpretação se a gente está pensando na construção da história muita gente hoje em dia vai criticar a ideia que num algumas escolas algumas comunidades começaram a ter a tão esquecendo de tudo tem que registrar tudo então pega a câmera pega o gravador vamos gravar com todo mundo e daí começa a produzir uma série de registros pelo registro né isso também não o registro pelo registro também não é válido porque é preciso pensar e garantir que essa é que esse registro não se
perca no mar de informação né não se perca no meio de um monte de coisas que são tão sendo produzidas na contemporaneidade e que fique só mais um registro para que um dia talvez quem sabe né alguém olhe não por isso que eu comecei falando que só entrevista só lacuna é só preencher lacuna não era história oral porque porque a gente tem que desde o começo pensar um projeto se a gente está fazendo um trabalho com história oral a gente vai fazer um projeto que vai começar no contato com o entrevistado nos estudos antes ainda
nos estudos com de história oral vai contato com o entrevistado vai fazer a entrevista vai transcrever essa entrevista vai trabalhar essa entrevista e vai dar alguma finalidade pra ela vai virar um vídeo vai virar um livro vai virar vai devolver para essa comunidade alguma coisa algo tem que sair dali porque ficar produzindo registro pelo registro é legal é importante é mas é insuficiente perto da demanda que a gente tem hoje a gente tem uma demanda por entender o nosso presente ea gente não pode deixar esse bastão para a próxima geração net pode produzir a documentação
você vai lá interpreta né a gente pode já fazer isso agora é com os nossos alunos com as nossas equipes não é com os nossos sujeito aí é quando fazem essa crítica a história oral como a acer a que a memória confiável enfim muitas vezes as pessoas estão esquecendo né qual é o tempo da memória o tempo da memória o tempo do presente ela faz loja ela explica as coisas ela tem lógica presente à então é óbvio né que ela é um tempo que é múltiplo de muito múltiplas temporalidade eu tô falando agora sobre coisas
que eu vivi antes né tudo bem então ele compõe essa temporalidade né mas eu estou fazendo agora a minha narrativa é com repertório vocabular que eu tenho agora é com as necessidades que eu tenho agora né de construção de justificativa que eu respondo eu respondo às demandas do meu presente é o tempo da memória então é o tempo de construção que acontece no presente que responde às demandas do presente e que são feitos os usos dele no presente o tempo da memória o tempo do presente embora ele dialoga ele tenha é coisas com o passado
e também projetos para o futuro mas tempo é o presente então não é viagem do passado não é máquina do tempo não tem como a gente pensar dessa forma a história oral portanto acho que tem uma uma questão que é muito interessante para a gente pensar teoricamente no nosso presente que ela tem uma questão da própria liquidez dos tempos modernos nettheim um grande intelectual chamado baumann que fala daí cuidei da contemporaneidade né e depois a gente mostra um livrinho do bairro mas a a1 é um documento então o documento da história oral é um documento
que ele necessita da mediação tá ele tem a entrevista como um referente mas ele não é a realidade não a gente não pode esperar uma paridade uma equivalência com o que realmente aconteceu é apenas a construção de um referente a essa construção desse no documento narrativa nesse documento diferente aí ela é uma construção que liquida nela é a líquida porque ela não é não tem uma forma sólida dura né ela é uma um documento líquido porque ele toma as formas ea roupagem do presente e por que ele está mediado por essa conta unidade por essa
questão é bárbara de das duas tecnologias né das mídias e etc então ele tem esse peso grande da contemporaneidade a então é um documento bem típico nem é bem próximo do nosso presente e por isso tão interessante também para a gente trabalhar com os alunos com as questões aí porque eles têm essa contemporaneidade já presente na veia deles né então fica fácil a gente precisa explicar tanto assim é preciso explicar tanto como que usa um celular para gravar alguma coisa não precisa tanto o esforço pra eles entenderem como um computador ou como está a interação
entre eles a gente precisa sim orientar como se portar como entrevistada aí sim dá esse é o trabalho dos professores né enfim a gente tem também que ter a clareza que a memória ela está sempre em disputa como a história a história construção histórica ela é uma disputa permanente ea memória é resultado dessa disputa também e por isso lá quando a gente fala da história vista de baixo etc é muito importante a gente falar isso para os nossos alunos é possível com esse tipo de metodologia com esse tipo de ferramenta fazer uma outra história uma
outra história onde bairro da gente apareça a onde a escola da gente tem uma centralidade né a nunca ninguém falou dessa escola a então falaremos nós aqui agora né então essas questões elas revivem ali o universo escolar o cotidiano escolar e fazem significam dão sentido à existência daquela comunidade e isso é muito importante então se esses memória em disputa nessas sempre teve e a história construída sempre teve um lugar de mais elitizado a gente pode mudar a partir do uso dessas novas documentações a e a gente tem então que bom é essa a memória então
como nesse meio nessa idade etc nessas disputas ela é um instrumento de poder e de empoderamento dos nossos sujeito então é muito importante que os alunos entendam isso né quem que os professores entendam isso que nós que trabalhamos com isso entendamos isso né ele é um grande uma grande ferramenta na luta aí né por essas questões bom o que faz o trabalho com história oral ser diferente né o que é diferente no trabalho com história oral eu acho que basicamente é dos outros tipos de pesquisa qualitativa sou dos outros tipos de pesquisa em ciências humanas
enfim nas humanidades a história oral além cara desde o início a idéia da subjetividade aí não existência de um único conhecimento à possível né a subjetividade ela é base para a construção da história oral né de qualquer documento em história oral porque ela é baseada na memória que tem essas variações e tetra então ela precisa ao mesmo tempo ela usa a memória como uma ligação entre as experiências individuais e as vivências coletivas ela coloca em sério indivíduo na coletividade e isso é algo muito importante também por outro lado ela valoriza as experiências do sujeito com
os quais ela está em contato então a valorização dessas experiências né dessas comunidades enfim é algo muito importante pra destacar o protagonismo é pra enfatizar a o poder desses alunos dentro dos seus das suas comunidades seus cursos das suas escolas por fim é possível traçar né com os trabalhos de história oral é possível alcançar a idéia de identificação e de coletividade é de comunidade nesses trabalhos e isso é fundamental né a idéia de pensar que eu pertenço a essa comunidade é mesmo não sendo igualzinho aquele outro que vive ali do lado o problema é que
eu sou né eu eu estou nesse grupo isso é muito importante para os jovens principalmente para os adolescentes jovens que precisam disso eles muitas vezes querem ser diferentes mas eles precisam saber que eles são touch também então essa identidade na diferença a idéia da composição de um senso de comunidade são coisas que a história oral pode ajudar e muito né pode instrumentalizar muito as escolas e os professores nesse momento mas como que a gente começa então um trabalho de história oral né está com vontade de começar é preciso então começar a fazer um projeto o
primeiro passo vai ser a escrita de um projeto que vai definir como é que eu vou seguir essa essa história oral né a escrita desse projeto tem a definição do gênero de história oral se é temática se a história oral se é tradição oral se é história testemunham né ou seja são quatro tipos que eu posso escolher do mais simples ao mais complexo né a elaboração do projeto então como que a gente começa o projeto existente no projeto é fundamental é preciso escrever esse projeto nem que seja bem curtinho com poucos parágrafos mas é preciso
fazer porque ele vai ser um guia um norteador uma bússola pra gente ao longo do trabalho não é camisa de força mas é em dia né o projeto é esse planejamento articulado de investigação que inclui uma série de entrevistas e obedece né essas entrevistas vão obedecer um tratamento específico de coleta de trabalho contexto ea relação entre as entrevistas ou seja vou definir no no projeto como que eu vou fazer a coleta vou marcar na escola vou na casa das pessoas enfim como é quem eu vou entrevistar como vai se relacionar essas entrevistas com as perguntas
eu vou fazer pra todos os entrevistados para que as entrevistas tenham diálogo né eu possa cruzar essa documentação e depois analisar isso com mais critério com mais possibilidade de a de interpretação dessa documentação enfim elaborado o projeto é preciso nesse projeto dizer qual gênero né então a primeira coisa é história oral temática é a mais comum de todas eu tenho um tema eu tenho um assunto que eu quero tratar e daí eu vou na escolha dos meus entrevistados falar bom esses entrevistados tem propriedade para falar sobre esse assunto então eu vou pesquisar esse assunto né
eu posso enfim daí responder às minhas questões mas o assunto o tema mais importante que a vida e experiência das pessoas essa aí é um pozinho podem se desenvolver trabalhos de pesquisa néné projetos de pesquisa podem ser técnicas auxiliares de outras formas de pesquisa que estão sendo utilizadas então você pode usar esse gênero como um complemento com outro projeto que a escola já esteja desenvolvendo ea produção de próprias cervos né de memória e etc nessas escolas o outro gênero é história oral de vida né os projetos de pesquisa de história oral de vida podem ser
feitos como projetos de pesquisa projeto formas de diagnóstico de problemas na então vou na comunidade ou sua história de vida dessas pessoas para saber o que realmente está faltando o que realmente precisa ser colocado como possibilidade ali ou formas de produção de conhecimento em tecnologia social é muitas comunidades muitos há muitas cooperativas associações estão usando isso pra ver como os seus associados os cooperativados estão organizados é quais as sociedades deles em relação a um trabalho na cooperativa na associação então assim a história de vida é um gênero - usado um pouco do que a do
que a temática e ela vai dar centralidade à vida e não o tem é evidente que normalmente por exemplo na educação a gente vai ter a história da escola né então se a escolha história da escola tal eu estou escolhendo um tema é a escola tal se eu escolho história de vida dos funcionários professores e ex alunos enfim da escola tal eu já vou saber que vai muito mais informação do que a escola só que a escola pode ser visto mais do que como o cenário como um lugar de memória que propiciou uma experiência e
propiciou uma identidade para esses vários sujeitos que por lá passaram ou continuam passando então assim a quando eu tenho o tema eu tenho a escola por exemplo quando eu tenho a história de vida eu tenho o sujeito na escola pode ser ou na comunidade no bairro enfim como foi um outro gênero daibem - usado é o da tradição oral esse gênero é mais utilizado pelos antropólogos né são projetos geralmente mais longos né de pesquisa de muitos anos a que tem uma forma de produção de conhecimento junto a comunidades tradicionais em que a oralidade é uma
forma né a principal forma da transmissão a cultural então esses projetos de tradição oral eles vão normalmente para comunidades que a gente né que vive em um determinado lugar entende como diferentes como um modo de vida diferente do nosso são projetos muito importantes para entender a identidade na diversidade mais a normalmente exigem um tempo maior de desenvolvimento pra ser bem bem feito para que não aconteça nenhum tipo de a intervenção ou enfim mal entendidos entre os dois grupos né e por fim um outro tipo também bastante delicado que a história de vida testemunhal neo história
oral testemunham a esse projeto esses projetos de pesquisa são formas de produção do conhecimento sobre grupos de pessoas que vivenciaram traumas ou experiências muito contundentes que modificaram não roubaram o sentido daquela experiência muitas vezes a gente não dá conta né não se dá conta quando a gente começa a fazer um trabalho de história oral em algumas comunidades enfim que a gente vai enfrentar algumas questões como essas nem de traumas de vivências bastante duras dos nossos jovens das nossas crianças ou das suas famílias das comunidades onde eles ligam então é importante a gente ter um pouco
de leitura um pouco de preparo para saber sobre isso embora muitas vezes os projetos que vão ser propostos nas escolas na maior parte das vezes não ser de história oral testemunham é normalmente então vão ser escolhidos entre história de vida ou história matemática são os de mais fácil manuseio né pra gente na sala de aula quais os limites neto falando um monte de coisa bacana legal mas tem limites claro né gente eu falei que não é a solução de tudo né quais os limites no início a gente começou a falar em um processo que é
colaborativa que a interação entre as pessoas então tem entrevistado tem entrevistado dor às vezes mais de um entrevistado às vezes mais de um entrevistador né enfim como se dá esse encontro cabe ao pesquisador da área se comprometer com a história do outro né esse é um limite se o seu entrevistado não se compromete a ouvir essa história pode se perder muita coisa e portanto maior limite é é a questão ética querer ouvir mas realmente querer ouvir qual a explicação do outro a mata não tem empatia nenhuma com aquele entrevistado que a sala escolheu enfim você
foi bater na porta dele você foi promover esse dia logo com ele então agora senta e houve escuta de fato tenta entender né tem que entender essa lógica que é a lógica do outro então encontrar o outro nem sempre é fácil mas é parte desse processo nesse projeto que você falou de história oral então assim a ideia dos limites o limite ético é uma questão muito importante ele eo a questão é que ela começa nesse encontro mas ela se desdobra durante todo o período do do processo do fazer do projeto porque até o fim o
entrevistado deve estar interagindo compreendendo recebendo materiais não dá pra dizer tchau e tudo bem muito obrigado a entrevista o senhor deu passar bem né tchau tchau nunca mais ver nunca mais das caras assim não se faz é luz identitários dessa forma não dá pra ligar né a comunidade com a escola os alunos entenderem o seu lugar ali assim se se faz há distanciamento se usa as pessoas então a questão ética é muito importante quando a gente se propõe a trabalhar com história oral em ouvir a lógica do outro entender esse conjunto de referências porque senão
não dá né os usos né é muito mais os usos que a gente pode ter múltiplos né é possível desenvolver trabalhos de forma a cooperativa né de forma reflexiva e emancipatória é fazer com que os alunos façam a crítica a esses trabalhos que vêm sendo feitos né olhem aquilo entendam e ao mesmo tempo faz uma crítica é possível fornecer subsídios para leitura e desconstrução do conhecimento que foi produzido né fazer com que o aluno entenda que ela também não é a única verdade embora ele tenha construído aquilo e às vezes nós nem juntos não é
a única possibilidade de verdade não é possível fazer a crítica aquilo que está sendo construído mas tem uma grande possibilidade aliás duas grandes eles é que são a possibilidade da idéia da construção de conhecimento na complexidade e na eternidade ou seja pensar um conhecimento que é múltiplo e complexo desde o início e heterogéneo é a dispensa diferença também desde o início acho que essas são ferramentas que são fundamentais para o trabalho com com qualquer sala de aula desde os mais pequeninos até os que já estão próximos de se formar e prepará-la prepará los então para
uma sociedade que vai viver com com a questão da pluralidade com a questão da diversidade com a questão da inclusão com a não ir acusação nem ninguém é melhor que o outro então compreender esses valores a história oral ea prática né das entrevistas do encontro com o outro se bem trabalhado pode ajudar muito nessas questões a evidente que não é a única forma de produzir conhecimento para essas questões não é mas é uma grande ferramenta para trabalhar essas questões e daí eu queria já caminhando por final desse encontro a falar assim eu sempre estou muito
animada quando fala de história oral trabalho com história oral já há muito tempo e já desenvolver alguns projectos em escola e eu vejo que os alunos gostam muito eles se envolvem eles produzem com os pequenos a gente tem às vezes registros mesmo que um desenho do que foi dito nas entrevistas com os maiores já dá pra trabalhar vídeo edições e etc enfim tem muito material escrito também sobre isso que vocês podem ir atrás a gente vai deixar uma bibliografia também que pode ajudá los mas assim animem-se pra fazer porque é uma uma forma uma ferramenta
uma metodologia uma forma de produção de conhecimento muito rica e eu tenho certeza que vão haver ganhos né muitos ganhos em termos de conteúdo então qual a história do lugar como se contar isso né entender uma determinada passagem da história por meio da narrativa os personagens mas vão ter além disso algumas conquistas sair do âmbito das atitudes dos comportamentos que são assim muito importante também os nossos alunos também precisam aprender essas coisas para além da história né há como se relacionar como se vê como se compreender então a minha fala que acaba com uma idéia
sim por favor vamos embora vamos fazer porque vocês vão ver que não vais não vai ser fácil mas vai ser muito bom obrigada pela atenção de vocês [Música]