Permitam-me começar por agradecer a todos os portugueses que confiaram no Partido Socialista, que confiaram em mim. Queria agradecer cada voto, cada carinho, cada apoio que nós fomos tendo ao longo destas destas semanas. São tempos duros e difíceis para a esquerda.
São tempos duros e difíceis para o Partido Socialista. E por isso valorizo ainda mais cada voto, cada apoio que nós conseguimos ter ao longo destas semanas. Foi uma campanha alegre, foi uma campanha entusiasmada com a participação de um partido que estava unido a apoiar-me e foi uma campanha em que as pessoas que estiveram connosco estiveram connosco com alegria.
E por isso eu queria agradecer-lhes a elas, a todos os portugueses que confiaram no Partido Socialista. Nós nós não provocamos estas eleições, mas queríamos vencê-las. Fizemos tudo o que estava ao nosso alcance.
Fizemos uma boa campanha, mas nós não conseguimos ganhar estas eleições. O povo português falou com clareza e nós, como sempre, ao longo da nossa história, respeitamos, como é evidente, a decisão do povo português. Já liguei a Luís Montenegro e já o felicitei pela vitória, que saiba honrar a confiança que os portugueses lhe deram nestas eleições.
A mim não cabe ser o suporte deste governo e penso que esse papel também não deve caber ao Partido Socialista. E as e as razões curtas são, tal como disse dissemos durante a campanha, ponto número um, Luís Montenegro não tem a idoneidade necessária para o cargo de primeiro-ministro e as eleições não alteraram essa [Música] realidade. Em segundo lugar, governa, lidera um governo que falhou a vários níveis no último ano.
Em terceiro lugar, tem um programa, apresentou um programa que vai contra os princípios e os valores do Partido Socialista. Estas [Aplausos] são, estas são, na minha opinião, mais do que razões suficientes para que o Partido Socialista não suporte um governo, nem dê suporte a um governo liderado por Luís Montenegro. A extrema direita cresceu, cresceu muito, tornou-se mais violenta, mais agressiva e mais mentirosa.
E nós sentimos ao longo desta campanha a agressividade, a violência e a mentira da extrema direita que, infelizmente, cresceu. A extrema direita deve ser combatida sem complacência, com coragem e firmeza e sem medo. [Música] combater a extrema direita e as suas ideias, esteja à extrema direita no poder ou a influenciar quem está no poder.
Por último, quero agradecer ao partido, como disse, senti sempre o Partido Unido e sempre comigo. Acho que honrei a história do partido. Foi isso que tentei fazer ao longo destes deste ano e 5 meses na liderança do PS.
Tenho muito orgulho no partido que liderei, tenho muito orgulho no trabalho que fizemos, tenho muito orgulho na história do Partido Socialista e, portanto, quero agradecer a todos os militantes, a todos os dirigentes, a todos os autarcas, ao partido, ao presidente do nosso partido, à juventude socialista, ao meu diretor nacional de campanha, às pessoas a todos os candidatos do Partido Socialista, à secretária geral da JS, à presidente das mulheres socialistas, agradecer todo o apoio, todo o trabalho que fizeram. Assumo as minhas responsabilidades como líder do do partido, como sempre fiz no passado, sempre que achei que deveria assumir responsabilidades. Vou, por isso, pedir eleições internas à Comissão Nacional.
Está acertado com o presidente do partido convocarmos a comissão nacional para o próximo sábado, no qual pedirei eleições internas, às quais não serei candidato, mas como mas como disse Mário Soares, só é vencido quem desiste de lutar. [Aplausos] PS PS PS PS PS PS PS PS PS Mas como disse Mário Soares, só é vencido quem desiste de lutar e eu não desistirei de lutar. Até breve.
Obrigado a todos. [Aplausos] [Aplausos] [Música] [Aplausos] [Música] [Aplausos] [Música] [Aplausos] [Música] Obrigado. [Aplausos] [Música] [Aplausos] Eh, [Música] [Aplausos] [Música] [Aplausos] E S [Aplausos] PS amigos camaradas são contigo fe amigos são Amigos, os camaradas estão contigo.
Amigos, os camaradas estão contigo. Obrigado. Obrigado a todos.
Obrigado de fundo de coração. Joana. Joana felizes da agência Luz.
Eu queria perguntar-lhe primeiro, disse que ia derrotar as sondagens. Isso não aconteceu. Pergunta, pergunto-lhe o que é que falhou na sua perspectiva, na sua estratégia.
Eh, e a perguntar-lhe, e a perguntar-lhe, diz que vai convocar, pediu agora a convocação dos órgãos. Eh, disse até breve, pergunto-lhe até quando é que fica a tomar conta dos destinos do partido. HH respondeu em relação à questão das condições do governabilidade da AD.
Não sei se ainda será líder eh quando o programa do governo for a a votação. E era isso que que queria que lhe queria perguntar. e também quais são as condições em que vê o PS chegar às eleições autárquicas com uma nova liderança com num curto espaço de tempo também.
Ah, são várias questões. Eu, portanto, se eu não me, se eu não as recordar, quer dizer, são três três para fazer perguntas, mas cada um faz três, são nove, não é? Mas não faz mal.
Eu, como sabem, nunca fugi às perguntas dos jornalistas. Vocês são as testemunhas [Aplausos] [Música] disso. Eu eu acho que a avaliação agora vai ser feita por muitas pessoas diferentes.
Cada um tem uma opinião sobre o correu mal. Eu vou, aliás, vou ter muito interesse em ouvir as diferentes explicações. Já tenho começado a ouvir.
E, portanto, mas há uma coisa que eu sei. Eu sei que os partidos que provocaram a instabilidade foram premiados. A AD atirou o país para eleições porque o seu líder se senteu apertado e o Chega apresentou uma moção de censura e nunca contribuiu para a estabilidade política em Portugal.
E o partido que ao longo do último ano deu todas as condições de estabilidade para que a ADF fizesse o seu trabalho, foi o partido penalizado. E há uma reflexão, muitos agora vou eu vou ouvir muitas explicações porque não falamos do projeto que devíamos ter falado por isto e por aquilo e não devia ser empresa ou devia ter sido mais empresa. Quer dizer, cada um vai dar agora as suas explicações.
Nós tentamos fazer várias coisas. Primeiro explicar que o ainda que o primeiro-ministro e que voltará a ser não tem não tem não tinha nem tem condições de idoneidade para o cargo. Explicamos também que o que o governo ao longo deste último ano falhou em áreas onde não podia falhar, como é o caso da saúde, em que deixou pior que há um ano e a economia deixou a cair.
E também tentamos explicar que o programa que apresentavam era um programa que visava o esvaziamento a prazo do Estado social. por contra por alternativa, apresentamos um programa que protegia eh as famílias, protegia os trabalhadores, protegia os reformados. Não vou fazer era aqui o do o discurso de campanha.
dizer apenas que nós fizemos o nosso melhor, denunciamos aquilo que estava mal na governação, apresentamos o nosso programa em todo dias da campanha, não foi suficiente. Não vou ser eu agora a fazer, eu tenho as minhas, posso tirar as minhas conclusões, mas não sou de facto a pessoa certa para estar agora a fazer o juízo, porque vai haver muitas opiniões diferentes e todas elas condicionadas por pela razão e pelo e pela circunstância. Até quando é?
Não, eu quer dizer, eu deixo de ser secretário geral a partir do momento em que puder, se puder ser, por a simples razão de que e o partido vai ter que tomar decisões muito importantes sobre a relação que terá de ter com o próximo governo. E a minha posição é muito clara sobre essa matéria e eu não quero ser um estorvo ao partido nas decisões que tiver de tomar. Eu já o disse.
Acho que e que eu não poderia nunca ser suporte deste governo. Acho que o Partido Socialista também não deveria ser. E não deveria ser porque não deve dar suporte a um governo liderado por alguém que não soube separar a política dos seus negócios.
Não deve suportar um governo que mostrou que é incompetente em áreas fundamentais da nossa vida coletiva. Não deve suportar um governo que tenha um programa que vai contra os valores e os princípios do Partido Socialista. Ora, como eu acho isto e como acho que não devo estar a impor e não devo ser um estorbo na no na nas decisões que o Partido Socialista tomar, devo-me afastar e o Partido Socialista tomar as decisões que que deve que deve entender sem estar condicionado pela minha pela minha liderança ou pela minha manutenção na liderança.
Espero apenas. Eu tenho a convicção que o Partido Socialista irá recuperar, irá recuperar a prazo, mas tem que se afirmar que uma alternativa política, a alternativa AD não pode ser o Chega. E, portanto, isso para mim é claro.
Eh, como sou militante do PS, continuarei a defender aquilo que penso sobre o Partido Socialista, sobre [Aplausos] [Música] a sobre as autárquicas. A data do congresso, a data do congresso é definida pela comissão nacional. será a Comissão Nacional a definir quando é que deve eh fazer o Congresso.
Eh, quer dizer, e e voume escudar de estar aqui a dar uma a dar a minha opinião sobre sobre o o timing do mesmo, eh, mas já não é comigo. Quer dizer, irei lá apresentar o relator atividades, acho eu, não é? seja agora ou seja mais tarde, eh terei essa oportunidade.
Boa noite, João Pedro Ricos do Expresso. Primeiro, no que no que depender de si, enquanto continuar o secretário geral, vai haver comissão de inquérito ou não? Ou acha que é uma decisão que só o próximo secretárieral é que deve tomar?
Segundo, vai tomar ou não a decisão sobre o programa de governo ou vai deixar para o próximo? É como eu eh já disse, eu que dizer mais uma vez dou só a minha opinião porque ainda estou aqui ainda ainda ainda a dou, mas quer dizer, quem vai decidir já não vou ser eu. Mas as razões que nos levaram a defender uma comissão parlamentar de inquérito mantenhem-se intocáveis, infelizmente para todos nós.
infelizmente para todos [Aplausos] nós. Nem depende nem depende apenas do Partido Socialista, porque ao longo da campanha vi vários partidos a dizer que a queriam realizar, mas quer dizer, não será comigo, não deixei de dizer o que penso. Ah, mas eu tinha tinha tinhas outro João?
programa, programa de governo. Não, já isso eu isso eu já tinha respondido antes. Não, isso eu já tinha respondido antes.
Vocês já sabem qual é a minha opinião, mas eu não vou estar nessa decisão. Boa noite, João Alexandre, em direto para Antena 1. Deixa-me perguntar-lhe, quando diz que o Partido Socialista não deve ser suporte da AD, se não está também nesta noite a condicionar aquilo que pode ser o trabalho de um futuro líder do PS e com esse mesmo sublinhado?
E deixa-me perguntar-lhe também se o Partido Socialista não sai mais fragilizado para uma campanha eleitoral autárquica e presidenciais com um líder que sai já muito em cima eh desse processo e tendo em conta que foi a atual liderança e a atual direção que escolheu muitos dos candidatos autárquicos. E uma terceira pergunta, já que aqui há pouco desculpa lá, tem que ser uma de cada vez porque eu depois não me lembro. Não é por mal, eu respondo a todas, só tem que ser então ser uma de cada vez.
se se não está a ser se não está a condicionar a próxima liderança com o sublinhado que não será o PS suporte da AD. Bom, eu enquanto líder do PS nos no último ano e 5 meses, também foi ouvindo muitas opiniões sobre aquilo que eu devia fazer de ex-líderes, de atuais dirigentes, muitas vezes em discordância comigo. E, portanto, isso faz parte da vida de um partido.
Quer dizer, não me podem pedir a mim que deixe de dizer o que é que eu penso. Vou fazer como toda a gente fez. Estarei cá para dizer o que penso sobre o país e o meu partido.
Sobre se o Partido Socialista não sai mais fragilizado com esta mudança, tendo em conta que também já escolheu vários dos candidatos autárquicos e uma pergunta muito rápida que é seix vai ter como deputado. Deixa-me responder a essa. Ainda teri que fazer essa avaliação em relação à última.
Ainda farei essa avaliação no que diz respeito às autárquicas. Quer dizer, eu eu não posso não. O João me perguntava, quer dizer, sair tão em cima não dava para sair antes, não é?
E e e também não faz sentido eu estar a continuar e a arrastar-me. Eh, nós fizemos grandes escolhas para as autarquias e, portanto, temos grandes candidatos às autarquias. as pessoas eh distinguem os atos eleitorais, as pessoas vão votar no candidato à Câmara, vão fazer um juízo sobre o trabalho do presidente de Câmara, vão fazer um juízo sobre o candidato que se apresenta.
E é e é por isso que nós em muitas autarquias vamos ter 50 e tal% ou 60 e tal% e noutras vamos ter 15, o mesmo partido. E, portanto, os portugueses sabem bem distinguir atos eleitorais e eu tenho muita confiança, não só no PS como nos candidatos autárquicos que nós temos pelo país e vamos ganhar a maioria das câmaras no no país. Não tenho muitas dúvidas sobre isso.
[Música] Ainda tens mais uma perguntas colegas que não? Então, caras e caros camaradas, muito obrigado. Vamos continuar a honrar o nosso partido que voltará em breve a ser poder em Portugal.
Muito obrigado a todos. Boa noite e até breve. P.