[Música] essa oficina né ela começou em 1974 junto com a história do metrô né a operação do metrô e ela constitui aqui o bloco A Aonde tá as oficinas que fornecem o insumo pra gente fazer a manutenção nos trens né e propriamente as linhas de manutenção dos trens então a gente trabalha em conjunto aqui no bloco A e utilizando equipamentos que são revisados nas oficinas e e a manutenção dos trens aqui nas valas de manutenção a nossa principal rotina aqui é a inspeção periódica dos trens a cada 30.000 km essa inspeção a gente chama de
inspeção n2 né o trem chega de manhã para nós em torno de 6 horas 6:30 da manhã e é feita uma pré-inspeção com o trem ainda no norte do bloco depois disso essa inspeção traz o trem para dentro do bloco onde a gente checa vários vários equipamentos que estão num plano de manutenção esse plano de manutenção é elaborado pela Engenharia e depois de checado essas essas inspeções e realizado os reparos a gente faz um compilado Vê se esse trem vai conseguir ser liberado em torno de 4:30 da tarde aí a partir de 4:30 a operação
dos trens absorve o trem novamente para ela limpa o trem e oferta de novo pro usuário a gente tem uma área aqui chamada corretiva é uma área de plantonistas né onde tamanha a demanda das falhas que acontecem na via coisa imprevista aí ocorre as atuações [Música] a principal evolução que teve e em termos do da manutenção de trens aqui né foi a renovação da frota né porque a gente tinha uma Frota com itens de maior complexidade de manutenção que demandava mais horas PR manutenção e por volta de 2010 houve uma reforma dos trens daqui aproveitando
a caixa do trem né que é um material muito muito bom a caixa de inox do trem e modernizando equipamentos que são instalados nessa Caixa um exemplo né um motor de tração que virou um motor de corrente alternada traz um motor que dá bem menos manutenção o motor mais eficiente né É mais ou menos nessa linha que que a manutenção evoluiu e a frota né como um todo evoluiu [Música] o trem ele Compartilha o sistema rodoviário com as cidades ele não só ultrapassa o limite de uma cidade como ele Compartilha o sistema rodoviário e a
cancela né de de passagem de nível é um bom exemplo disso então você tem o trem interrompendo a o trânsito de carros quando ele passa em cima de uma Rodovia por exemplo a diferença entre carro e vagão é porque a gente tem a seguinte conceito né o vagão ele não tem tração própria e o carro tem então os nossos carros eles são chamados assim porque eles têm tração e freio próprios e um vagão ele é só puxado por uma locomotiva e o nosso trem pode ser chamado tanto de trem como compos porque ele é composto
por seis carros nas linhas 1 2 3 e na linha 15 [Música] por7 e já o sistema de metrô ele é blindado ele não tem interferência com o rodoviário das cidades então ele trabalha e trafega blindado do restante dos modais [Música] a gente brinca que é a matriz né esse aqui é o coração do do do metrô sem querer tirar a importância dos outros pátios que vieram depois mas nós somos uma grande família que tenta fazer com que esse sistema ofereça o melhor serviço pra população de São [Música] Paulo pátio tamando do ATI tá nós
estamos sem câmera lá no pátio tamando do ATI então é a mesma Ah tá aqui tá aqui então p tomando do ATI tá aqui ó os trens paradinhos aqui da esses trens aqui vão entrar no pico né que são aqueles que estão ali aqueles vermelhinhos ali ó i10 j51 i20 i06 Então os trens eles estão paradinhos aqui que eles vão entrar na operação comercial no pico no pico tarde e aqui é o console de elétrica tá o o mesma coisa né Então sempre que ah tem atuação de spap e precisa energizar aqui o console de
elétrica aqui energiza tá vendo então isso aqui é todos aqueles aqueles equipamentos que estão ali só que ele muda de tela [Música] próxima Estação futuro desembarque pelo lado direito do trem a gente tá aqui exatamente na estação anal Franco né nação anal Franco que é parte uma das estações da expansão da linha do verde que é a linha Paulista ela vai até Dutra até Guarulhos nós estamos construindo agora o trecho que vai de Vila Prudente até Penha ligando com a linha TR essa estação é uma estação muito importante é uma estação escavada um método invertido
Ou seja você faz uma escavação e vai fazendo as laes ao mesmo tempo e aqui passam três vias duas duas vias principais e uma auxiliar para ter um retorno de trem na verdade para construir uma estação você tem basicamente dois métodos ou você faz um poço e faz em túnel sem ah por baixo de tudo ou você abre a céu aberto escava uma vala uma grande vala né a linha um por exemplo ela foi escavada do Jabaquara até a liberdade todo com método aberto chama cover Ou vê se a vala se aberto quando você precisa
desocupar a área de cima rapidamente liberar ou por algum motivo técnico ao invés de você escavar de uma vez você faz primeiro uma laje escava debaixo dessa laje faz outra la você faz ao contrário o método convencional você escava até embaixo concreta a laje de fundo e depois vai concretando as Lages éo contrário Então é feito várias etapas de projeto A primeira é o é o projeto ional ou anteprojeto onde você estuda os melhores lugares para pôr as estações onde vai ter mais demanda de passageiro onde vai atender uma escola um hospital onde tem terreno
livre para colocar ou onde vai doer menos desapropriar tudo isso tem que ser pensado Depois dessa etapa a a gente entrar na etapa de projeto básico esse projeto básico é o que vai planejar a obra de engenharia mesmo se vai fazer em método invertido se não vai se vai escavar com uma tuneladora ou não vai fazer com método convencional de túnel O que é o chamado natm E aí você planeja tudo isso faz um projeto calcula tudo calcula o custo desse projeto E aí depois disso Isso vai paraa concorrência E aí as empresas dão os
preços Olha eu construo esse trecho por tantos milhões tantos milhões a gente estuda o solo e faz sondagens ao longo da linha para tirar amostras do solo para ver como é que ele é às vezes é solo às vezes é rocha às vezes é solo bom às vezes solo ruim a agora essa amostragem ela não é perfeita ela é que nem uma uma pesquisa eleitoral você pega alguns pontos para entender o todo a probabilidade da gente acertar 100% o que vai encontrar na frente é zero a gente acerta os grandes grupos mas às vezes ocorrem
coisas localizadas porque as sondagens elas ficam mais ou menos a cada 50 m uma da outra e na área urbana é muito difícil você fazer exatamente onde você quer que às vezes tem uma casa tem a sala da Dona Maria você fala posso tirar a televisão para fazer uma sondagem não dá Então a gente tem que usar do conhecimento que a gente tem de Geologia e geotecnia para entender tridimensionalmente como é que essas camadas são como é que a água tá nessas camadas que tudo isso vai influenciar o projeto de engenharia aqui no caso da
linha 2 verde eu tenho uma grande variação de profundidade tá inclusive aqui na estação n Franco é o nosso trecho de menor profundidade ou menor cobertura como a gente costuma chamar cerca de 9 m de profundidade Tá mas em alguns trechos aqui da linha do verde a gente chega a mais de 40 m profundidade Olha a primeira coisa é que você pegar a linha um por exemplo há 50 anos atrás você imagina que você abriu uma vala do Jabaquara até a liberdade até quase 8 10 km rasgando a cidade inteira derrubando todas as edificações de
um lado da avenida hoje a gente não faz mais isso mas não é que aqui fazia o mundo fazia isso metrô de Toronto foi assim vários lugares Foi assim é uma época que se usava muito esse tipo de solução hoje a gente busca soluções que interfiram o mínimo possível na cidade que soluções são essas são túneis basicamente só as estações são pontos de entrada dos passageiros você precisa del como é que ele vai chegar no no trem Então você tem as estações que depende do lugar também são feitas em túnis só tem um posto de
acesso você chega para colocar as escadas na época da linha um não existia essas mancas na época da linha um ela foi construída bem mais Rasa porque podia no Espigão lá na Vena Jabaquara tudo V seu aberto e era colocado uma estrutura de concreto dentro e Em volta dela iam colocado de asfalto sete camadas de asfalto sete asfalto esse produto aqui que chama de bid que é uma manta asfalto era umaação caríssima muito difícil de executar e se tivesse um vazamento de um Poo de combustível dissolve ela tá acontece que a ela tá no alto
então não tem praticamente ua não é uma linha ctura de água é muito grande quando vai pra zona norte do Centro pra Zona Norte já peg o elevado então não tem esse problema só que quando foi fazer a linha 3 foi feita antes da linha 2 que é Marechal Deodoro República Santa Cília já tinha alguns problemas de entrada de água nessa metodologia antiga então o metrô patrocinou estudos foi buscar no exterior um concreto mais impermeável tá que é o chamado o crédito de baixa permeabilidade e foi utilizado uma metodologia alemã complicada também deu resultado mas
é o que se tinha na época no mundo tá resultado razoável só quando foi fazer a vila madalen na estação Vila Madalena que a gente notou que as tecnologias que tinham não estavam dando conta então a gente foi atrás e trazer essa tecnologia das mantas de PVC pro Brasil então fomos estudar TR usamos uma Norma Suíça equipamento importados fizemos testes tem uma tem um posto de ventilação ao lado da estação Vila Mariana que é da linha dois foi o primeiro poço do Brasil primeira obra do Brasil com essa metodologia vieram os técnicos da Suíça para
implantar E aí criou-se o mercado criou-se demanda no mercado e as empresas se desenvolveram e hoje a gente aplica generalizadamente isso para não entrar água o objetivo é não deixar a água entrar porque ela entra é sempre complicada tá nesse aspecto o metrô sempre foi Pioneiro a a essas paredes que eu falei para você que faz em volta antes de escavar a gente chama de parede diafragma a primeira obra dessa no Brasil foi a estação São Bento da linha 1 isso há 50 anos atrás [Música] [Música] he [Música] então essa máquina que utilizo hoje aqui
na linha dois Verde Ela já foi usada máquinas similares na linha 4 amarela e na linha cin e lá tá ela é a máquina mais moderna que existe para escavações em meios urbanos tá então S alinhas tatuzão né que a gente chama de tuneladora tá aqui na alinha Verde ela foi batizada como cor Coraline e então E por que que a gente utiliza esse tipo de máquina para escavar como tes alinha do verde né além de ser tures muito extensos eles são em sua maioria eles passam embaixo das vezes dos prédios né das utilidades urbanas
ruas Avenidas Então essa metodologia mais moderna ela é exatamente pensando em você induzir o Menor Recalque poss na superfície tá a menor movimentação poss na superfície que a gente mantenha as condições encontradas da maneira que a gente projetou túnel essas máquinas elas foram dimensionadas n e pensas fosse feita numa parte da frente da máquina tá E logo poucos metros para trás são montados os segmentos de anel e a gente consolida o túnel pronto tá então a metodologia da máquina é nesse sentido eu consigo na frente da máquina manter uma pressão tá que é simular simulo
a pressão que existe no local né naquela profundidade tá aquela pressão escavo e logo seg um pouco para trás uns 14 m para trás eu monto os anéis isso traz com que a gente consolide aquele anel montado que inserido e solo e com isso eu induzo o menor Recal concio na superfície esse material de escavação ele vai serindo retirado por um parafuso uma rosca que joga esse material em esteiras ele é transportado essa esteira por dentro do túnel no nosso caso aqui até o nosso canteiro básico que é no Complexo rapadura que é um lente
mon Aton ladora tá essa máquina ela vai sendo abastecida instantaneamente com alguns materiais que a gente fabrica também em Rapadura e vem por dentro do túnel através de tubulações tá então tudo que a gente precisa de suprimentos pra máquina poder funcionar a gente tem um canteiro de apoio que por dentro do túnel por tubos a gente vai dietando essem da máquina tá a máquina tem uma parte da de trás dela que a gente chama de backups são carros de apoio Onde eu consigo armazenar esses materiais in usando ele conforme a máquina final vai avançando E
além disso esses segmentos de anéis que segmentos de anéis que compõem o anel que a gente monta para poder estabilizar o túnel ele também é feito uma fabricação num canteiro à parte aqui no nosso caso do alinha do esse canteiro fica ao lado do P Taquera onde esses segmentos de anéis são fabricados são transportados para esse canteiro nosso em rapadura eles descem através do túnel por um gast e vem dentro de um carrinho US um carrinho pneus ele é transportado até a máquina para que lá ele seja transportado internamente e montado Então tudo na máquina
é pensado para que ela continue produzindo o máximo de avanços possíveis tá durante um dia então na verdade o que a gente tem lá embaixo é uma fábrica que está de túnel né uma máquina desse tamanho com toda essa logística sendo pensada para que ela avance máxim de de metros por dia tá é é pensado desse sentido uma fábrica de fazer uma escamação em túnis que a nossa homenagem né a Santa Bárbara ela é a nossa Padroeira a nossa protetora não só dos Toneleiros como dos mineradores né então é uma prática uma cultura né a
gente T uma imagem de santar Bárbara sempre no acesso aos túneis né Inclusive a a própria tuneladora tem a imagem dela né posicionada dentro da máquina né é uma cultura que existe há muitos anos não só no Brasil mas fora dele tá sempre que a gente vai iniciar o túnel é feita uma celebração em homagem Santa Bárbara tá Para que proteja e nós aqui dentro da obra né todos os trabalhadores estão participando e o nosso entorno [Música] [Música] nós temos uma rede hoje de 104,1 km somado a CPM nós Eh vamos para quase 390 km
de Trilhos em São Paulo eh Então temos uma rede muito grande na região metropolitana de São Paulo mas que tem que crescer mais ainda eh hoje em dia tem cerca de 35 km em horas então pouquíssimo tempo aí em 23 anos vocês vão ver crescer mais 35 km eh mas a nossa intenção é que a gente ultrapasse os 600 km de linhas entre trens metropolitanos e metrôs em São [Música] Paulo eu acho bom primeiro que São Paulo é essa vida urbana é o palco das minhas músicas pelo menos de 90% das minhas composições é a
inspiração é essa loucura que a gente vive desde relacionamentos mais domésticos de amizade ao sentimento crítico mesmo dessa cidade dessa selva Cruel que é né uma cidade grande como São Paulo e tudo então eu acho que o transporte coletivo metrô é fundamental para juntar mais as pessoas eu acho que quando você tá dentro de um vagão de de trem as pessoas são todas iguais independente da classe social que tem entendeu E isso acho muito importante numa cidade que tem tantas diferenças sociais tantas injustiças assim lugares onde as pessoas são parecidas são iguais né o transporte
coletivo traz isso pras pessoas né você paga o mesmo preço e você tem esse acesso a lugares mais distantes de uma maneira coletiva eu acho fundamental Eu acho que isso que dá uma assinatura de urbanidade para uma cidade metrô é um lugar que eu gosto muito de usar sempre que eu posso eu pego o passeio de metrô porque é um lugar onde eu faço uma certa higiene mental assim não quando ele tá lotado tudo mas eu gosto muito eu ando muito eu sou um ciclista então eu uso muitos os metrôs agora finalmente Acho que todos
os dias estão liberados né Eu uso muito os vagões certos do metrô para andar de bicicleta e eu eu sei que tem muitos transportes muitas coisas que às vezes vai fazer de carro você vai ficar horas num trânsito e às vezes por um capricho você não vai pegar o metrô e no metrô em 15 20 minutos você tá no lugar que você queria tá isso é muito tem que ser levado em consideração e aqui eu me inscrevi no PDI em novembro do ano passado eu eu eu antes de eu me inscrever é lógico tudo tudo
que eu faço na minha vida é sempre feito em família Antes de eu me inscrever no PDI conversei com a minha esposa Ah e nós e nós eu tô me preparando eu estou preparado eh não vou ter saudade vou vou ter um monte de saudade mas estô preparado sabe são são 39 anos de de de serviço prestado eu acho eu tenho certeza na verdade que eu prestei um bom serviço e eu estou feliz eu sou feliz tá São Paulo engraçado né é difícil falar de São Paulo sem pensar no metrô é difícil falar do metrô
sem pensar na cidade de São sem o metrô São Paulo não anda você imaginou como você vai se LC ver aqui dentro porque realmente é meio de transporte que você vai Da Leste Para Oeste da de Norte para Sul né de [Música] tudo sempre que a gente completa um projeto ou parte dele D umaação muito grande levar a expansão de um metrô pras Regiões de São Paulo é uma coisa que dá muito orgulho bo É então a ess para mim é o metrô é um dos motivos de maior orgulho que eu ter na minha vida
eu acho que para São Paulo é literalmente tudo por causa que o metrô principalmente você vê a linha vermelha Ele desenvolveu um monte de zona aqui em São Paulo zona leste foi quase inteira desenvolvida por causa do metrô e ele auxilia no transporte de milhões de pessoas todo dia então acho que é uma das coisas mais importantes daqui de São Paulo por causa que a gente vê que ele é realmente bom que ele funciona ele realmente pode levar para um monte de lugar então para mim ele é literalmente São Paulo metrô que definir São Paulo
para mim é o metrô daqui porque é tudo praticamente metrô é até hoje é o principal veículo PR a gente se locomover na cidade de São Paulo principalmente os jovens que vêm da Periferia essa ligação com as mais diversas regiões possibilita que a gente possa circular cada vez mais possa fazer câmbio com outras regiões Então nesse sentido também O metrô é muito n eficiente e muito necessário para que a gente possa não só o Hip Hop Mas qualquer outro gênero musical possa se desenvolver na cidade de São Paulo é o que pula né O que
faz a São Paulo viver né praticamente eu acredito que é o o sangue arterial que que move São Paulo que deixa São Paulo viva [Música] [Música] eu nunca vou esquecer uma história uma amiga minha falou que encontrou o PMA cá no metrô de Londres e já vi outras pessoas falando sobre isso então se o povo vai eu também vou he [Música] ah [Música] r ah [Música] C [Música]