o Olá meu nome é Aldo lucion Eu sou professor departamento fisiologia do Instituto de Ciências básicas da Saúde da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e Nesta aula de hoje eu gostaria de analisar com vocês aí pelopsia enfocando os aspectos neurofisiológicos que estão alterados nessa disfunção do nosso cérebro que é tão prevalente então o objetivo da nossa aula será analisar as bases eletrofisiológicas da epilepsia analisar também as alterações de mecanismos básicos do sistema nervoso que poderiam explicar os surdos epilético Além disso comentar sobre a propagação do foco epiléptico as causas que poderiam explicar a
propagação desse foco epilético no nosso E aí e a O Surto epiléptico é o aparecimento se caracteriza pelo aparecimento de ondas de grande amplitude sincronizadas no nosso no nosso eletroencefalograma que não estão relacionadas a um evento fisiológico seja são aparecem ondas que em certos Em certas regiões elas podem estar localizados em certas regiões lado nosso nosso cérebro e são ondas de amplitude maior do que seria esperado fisiologicamente ou seja nós temos uma sincronização de ondas do eletroencefalograma em certas partes do nosso do nosso cérebro se essa se acessa atividades esse surto epilético ocorrer por exemplo
numa área cortical motora nós teremos um surto motor ou seja em ações motoras de contrações involuntárias do indivíduo por ativação desses neurônios corticais motores e nessa outra figura aqui que é semelhante à anterior Nós também podemos ver aqui nós temos o eletroencefalograma mas lá numa região cortical e subitamente aparece em Londres assim de grande amplitude que são de ocorrência anormal não esperada e no nosso no nosso eletroencefalograma Ou seja a epilepsia E se caracteriza por uma sincronização do eletroencefalograma Em certas regiões do do do nosso cérebro ao conceito de sincronização nós já realizamos em outra
oportunidade mas o que ocorre na epilepsia são essas ondas sincronizadas essa atividade sincronizada do nosso nosso encéfalo e a aqui eu começo a abordar o objetivo primordial dessa aula que analisar as alterações de funcionamento neuronal quis são conhecidas na epilepsia então aqui e eu vou retomar um ponto a da fisiologia do nosso sistema nervoso Mais especificamente o dos neurônios piramidais do córtex cerebral então Aqui nós temos um neurônio piramidal que eu esse neurônio piramidal a eles hálito córtex cerebral e ele tem um axónio que se projeta para outras partes nosso sistema nervoso e ele tem
aquecer os dendritos o interessante notar aqui que o axónio de um neurônio piramidal Ele ativa Inter neurônios corticais ou seja um internet um neurônio cortical que é inibitório dele próprio é um é um interneuronio gabaérgico inibitório deste neurônio piramidal ou de neurônios piramidais adyacentes então e esse nesse exemplo que está sendo dado nós temos este neurônio piramidal a que foi ativado por por uma situação fisiológica por exemplo se nós temos qualquer estímulo do meio ambiente esses estímulos do meio ambiente lá através dos receptores sensoriais gera geram esse estímulo gera potenciais de ação que são conduzidos
lá para o sistema nervoso central até o tálamo e do tálamo hotel córtex cerebral e citando estimulando esses neurônios piramidais aqui no córtex cerebral e são estímulos normais que nós temos todos nós temos essa estimulação desses neurônios piramidais corticais às vezes mais às vezes menos e uma das variáveis importantes importância a estimulação ambiental então voltando aqui ao nosso exemplo nós temos e no córtex cerebral dois neurônios que foram ativados neurônio alho neurônio B por estímulos por exemplo ambientais Eles foram ativados e eles enviam essas derivações laterais que esse tão interneurônios inibitórios gabaérgicos que por sua
vez n bem neurônios colaterais neurônios por exemplo esse neurônio de ou também este outro neurônios e que está aqui ao redor daquela daquele local ativado por um mau por uma influência fisiológica por exemplo do tal o que eu quero mostrar aqui o que está sendo mostrado aqui que no nosso córtex cerebral nós temos mecanismos de inibição dos neurônios laterais aqueles que o simulado centralmente ou seja esses dois neurônios A e B foram lá aqueles que foram estimulados por impulsos lá da Periferia que era necessário a estimulação desses dois neurônios Mas eles enviam essas colaterais para
esses interneurônios inibitórios que inibem a atividade de neurônios colaterais Portanto o que nós temos aqui no córtex cerebral que é o que mostra que na na figura é o disparo o que nós temos aqui o disparo de potenciais de ação por esses neurônios A e B esses potenciais de ação são conduzidos aqui pelos axônios até outras partes lá do nosso sistema nervoso central mas apenas esses dois aqui A e B são ativados e os colaterais são inibidas e essa é uma função muito interessante que se assemelha a inibição lateral que em outra oportunidade Nossa podemos
analisar que ocorre lá nos dez setores periféricos ou seja nosso sistema nervoso central tem mecanismos de circunscrever a atividade excitatória um determinado o ponto promovendo uma aura promovendo ao seu redor uma área inibitória uma área inibida dessa forma centralizando aquela ação excitatória Isso é o que ocorre fisiologicamente em em qualquer função que nós temos de ativação do nosso córtex cerebral quer dizer esse essa figura que mostra a fisiologia da do córtex cerebral e esses interneurônios garrafa ericos aqui são E aí E no caso de um foco epiléptico sim de um aumento da atividade desses neurônios
corticais não se podemos ter as fases tônicas e crônicas da a epilepsia E isso se deve a interação entre circuitos excitatórios E inibitórios no caso no caso da epilepsia aparentemente há uma redução da capacidade inibitória daqueles Inter neurônios gabaérgicos por por várias razões Ou seja a epilepsia pode ter várias razões que não me compete analisar neste momento mas as razões é parecem desencadear uma redução da inibição daqueles interneurônios gabaérgicos inibitórios colaterais que é normalmente ocorre lá no nosso córtex cerebral que é o que mostra de certa forma de forma esquemática essa essa parte inferior aqui
da figura então nós temos no córtex cerebral a ativação de receptores glutamatérgicos ou seja de neurônios excitatórios glutamatérgicos mas ao mesmo tempo nós temos a ativação de neurônios gabaérgicos no caso da das fases tônicas da epilepsia essa essa disfunção da baer jica ela é a mais ou menos permanente ela dura um tempo relativamente grande ou seja aqui nesse período nós tivemos o papel da desses interneurônios gabaérgicos que tendem a reduzir a idade excitatória glutamatérgica mas depois essa capacidade inibitória gabaergica por razões ainda não completamente conhecidas ela essa essa inibição no corre mais e portanto a
atividade excitatória e a glutamatérgica permanece aumentando portanto a frequência de disparos né de potenciais de ação daqueles neurônios corticais já as epilepsia as do tipo crônicas em que nós temos certo surtos de atividade e intercalados por períodos de silenciamento O que ocorre é isto ou seja nós temos a atividade glutamatérgica excitatória que em certos momentos se expressa e ela se expressa por quê atividade inibitória gabaergica reduziu reduziu por pela pela patologia que desencadeia que a epilepsia Então essa atividade gabaergica diminui portanto prevalece atividade excitatória glutamatérgica mas e por razões ainda também não completamente entendidas atividade
a atividade inibitória gabaergica retoma seu papel retoma seu papel e a nós temos daí uma redução da sincronização da epilepsia ou seja nós temos uma redução da do surto epilético mas que depois aparece de novo por uma redução da atividade inibitória gabaergica daqueles interneurônios HBO a daqueles Inter neurônios corticais bom então a e esses interneurônios A questão aqui desenhados assim com a cor cinza são esses interneurônios inibitórios muito importantes assim para circunscrever a atividade excitatória a no nossos neurônios corticais e a esses neurônios inibitórios gabaérgicos parecem estar falhos a função Dele deles parece estar comprometida
por por razões a que induzem lá a epilepsia a um Outro fator muito importante que também ocorre na epilepsia que é o espraiamento Ou seja a o foco é piletico pode se espraiar pode se difundir pode comprometer áreas maiores do nosso córtex cerebral eles inicialmente ocorre num determinado. Mas eles podem abranger a outras estruturas mais distantes e isso se deve a essas há conexões há conexões intracorticais entre os neurônios piramidais O problema é que no foco epilético esses neurônios a laterais eles estão menos inibidas a uma falha na sua inibição portanto a capacidade de difusão
da excitação para neurônios corticais mais distantes aumenta aumenta e portanto esses neurônios a mais distais aqui a de estais ou distantes em relação ao foco epiléptico também podem vir a disparar de formar sincrônica gerando um surto epilético em outras partes lá do córtex cerebral e como resumo desta aula eu gostaria de destacar que a epilepsia uma disfunção cerebral caracterizada por surtos de atividade periódicos e imprevisíveis Existem várias caracterizações clínicas da epilepsia que a nessa hora não irei abordar os surtos de atividade epiléptica se originam na descarga rítmica ou sincronizada de um grupo relativamente grande de
neurônios maior do que seria de se esperar na epilepsia o aumento da excitabilidade neuronal pode ter várias causas Oi Potter como alterações das propriedades elétricas das células ou de conexões sinápticas intracorticais é é normalmente Inter neurônios corticais gabaérgicos inibitórios restringem a área cortical ativada volta enfatizar a ativação cortical daqueles neurônios piramidais e é uma função normal é uma função fisiológica do nosso córtex cerebral o problema é que essa essa essa excitação se torna maior do que deveria ser fisiologicamente Oi e o comprometimento dessa inibição gabaérgico pode levar a atividade sincronizada de um grupo maior de
neurônios do que seria fisiologicamente esperado alterações funcionais da epilepsia inicialmente focais e funcionais podem levar a alterações neurais estáveis que serão importantes para o desenvolvimento da patologia o que eu vem o que eu quero enfatizar aqui é que inicialmente na no surtos epiléticos iniciais nós temos uma alteração funcional dos neurônios que pode ser revertida com o tempo no entanto se a esse surtos são repetidos são repetitivos e e são ocorrem com uma frequência relativamente grande nós podemos ter ao o juiz mais estáveis alterações neurais estruturais mais estabelecidas o que naturalmente induz uma redução da capacidade
de reversão do quadro porque a alteração já se torna mais estável lá naquelas células nervosas e era isso que eu gostaria de conversar com vocês hoje muito obrigado pela atenção