เฮ [Música] [Música] Salve salve turma, bem-vindos a mais um episódio do nosso podcast Café com Ferre. Eu sou Felipe Corleta, humilde cohost desse podcast aqui. Já aproveita e te inscreve no canal, compartilha com os amigos o nosso trabalho, especialmente se tu gosta do conteúdo. Já tá no nosso grupo do WhatsApp. Tem um Grupo do WhatsApp exclusivo para quem acompanha e gosta aqui do podcast. Link tá na descrição aqui do vídeo. Então, obrigado pela audiência. Nos vemos toda quarta-feira aqui, sempre às 19 horas antes do futebol. Começando aqui mandando um abraço pra Minerva Foods, nossa patrocinadora,
toda a equipe da Minerva Foods, time de marketing, pro Edson Chicle também, pros Queiroz Galvão, para todo mundo que nos apoia aqui e paraa Adapta.org, org, empresa brasileira de inteligência artificial que tá bombando inclusive as vendas aqui com o nosso cupom do podcast, tudo aqui na descrição do vídeo, tanto Minerva Foods quanto Adapta. Mais de 1000 assinantes já vieram deste podcast. Olha aí, ó. Adapta.org, um abraço pro Max e para toda a equipe da Adapta. Bem-vindo, Ferre. Queria agradecer demais a presença de Mônica Salgado aqui hoje, um ícone da Direita no Brasil e da moda.
Eh, queria deixar um beijo pros nossos seguidores. Eh, cada episódio aqui é uma aula e você pode testar assistindo os outros episódios. Eh, o podcast dos Formadores de Opinião. As pessoas mais relevantes do país assistem este podcast. Para quem não sabe, a nossa audiência, 90% tem mais de 35 anos de idade e 25% tem mais de 65% 65 anos de idade. É uma audiência realmente relevante. Eh, Mônica, a gente Começa aqui sempre com uma pergunta, não com a apresentação do do convidado. E eu queria te perguntar, eh, o jornalismo brasileiro morreu? Hum, você já chegou
chegando, né? Bom, antes de mais nada, obrigado pelo convite. Eh, eu acho que o jornalismo brasileiro respira por aparelhos, né? Sem dúvida nenhuma. Desde que o jornalismo, eh, da época que eu me formei nos anos 2000 para cá, eh, é claro, sempre houve o jornalismo opinativo, né? O jornalista articulista, O jornalista colunista, eh, mais que bem-vindo para dar a sua opinião, inclusive, eh, eh, nos pôr a refletir, né? Mas o jornalismo clássico, aquele jornalismo que simplesmente relata e reporta os fatos da época que eu me formei, que foi nos anos 2000 para cá, estamos falando
de 25 anos, 1/4 do século de formada, a coisa mudou muito, né? Claro, a polarização e extrema que nós vivemos hoje, sobretudo depois da pandemia, eu acho que colocou gasolina, Né, nesse nesse jornalismo militante. E o que eu vejo hoje, como acho que todos vocês observam, eh, são lados extremos lá e cá, né, dos dois lados do do espectro ideológico, com pessoas que aplaudem ou apedrejam de acordo com a sua conveniência e de fato muita muito poucas pessoas dispostas a refletir, a rever suas posições. Falo por mim, também tenho resistência. Acho que o ser humano
tem resistência, né, a mexer nas suas convicções. Acho que quando você ã Implode uma convicção que você tem que te que te fundamenta. E eu vejo muito isso com os meus amigos jornalistas das antigas, pessoas que se formaram comigo, pessoas que trabalharam comigo eh em redações, a dificuldade que eles têm de olhar pro cenário e criticar o cenário, como eles se sentem traidores de si próprios, né? Então, acho que tem uma uma resistência muito grande em a gente mudar de opinião. Mas, sem dúvida nenhuma jornalismo hoje, honestamente, Eu me pergunto o que vai acontecer, sobretudo
quando a gente vê nas universidades essa máquina, né, de de produção de mentes aliquisadas pela esquerda. Quer dizer, a gente a gente não vê esse movimento arrefecendo ali na base, que são as universidades. Outro dia vocês devem ter visto na PUC, né, o que aconteceu, que foi inclusive a universidade na qual eu me formei. Eh, um manifestante de direita pedindo ali a anistia, ele Foi eh eh surpreendentemente, porque ali deveria ser um universo de, né, um um contexto de de discussão. Ele foi agredido. Para minha vergonha nessas horas eu tenho muita vergonha de ter me
formado em jornalismo. Tenho muita vergonha de ter informado jornalismo na PUC, mas eu acho que realmente é um momento muito complicado para ser jornalista no Brasil. Mas tu acha que eh é por dinheiro isso ou é por ideologia? É dinheiro ou ideologia na tua opinião? É money talks, bullshit walks? Eu acho que são ambos, né? Acho que são dois pilares eh importantes. Eu acho que tem esse essa essa essa convicção da ideologia que eu acho que é muito difícil de mudar e tá muito intrínseca no jornalista porque ele é catequizado na universidade. Eh, e também,
claro, tem, por exemplo, você pega uma TV Globo, a gente sabe da importância, né, das verbas publicitárias do governo para manter aquela engrenagem funcionando, Né, com a perda de audiência. pelo menos metade do país hoje não só não assiste Globo, como odeia, né, ali o fortemente tudo que vem dali, não se recusam a assistir novela. Outro dia eu postei que eu tava assistindo, Vale Tudo. A minha audiência, é claro, é majoritariamente de direita e eu também fui super criticou assim, você assiste uma novela da Globo. Então, eh, eu acho que são ambos. A gente sabe
que o fator econômico, né, para qualquer empresa que Deseja operar no azul é importante, mas a coisa foi longe demais, né? Perguntar sobre o Reinaldo Azevedo e ass outros jornalistas que mudaram drasticamente de opinião. Alguns jornalistas que eh antes eh tinham verdadeira eh pavor da esquerda, viraram defensores ferrinhos. Na tua opinião, eh o que que como pode isso acontecer? Que que efeito que que pode fazer uma pessoa mudar tão drasticamente de opinião? Chantagem, eh, dinheiro, ou o na tua opinião, o que que o que que pode fazer uma pessoa, um jornalista como Reinaldo Azevedo, que
era um crítico, consigo ouvir a voz. Eh, absurdo do PT, era assim mais raivoso, eu acho que crítico do PT. Agora ele virou o melhor amigo e o defensor eh do Lula. Tu acha, o que que tu acha que aconteceu nesse episódio aí do Reinaldo Zedo? Falando, voltando ponto jornalistas e e tudo, toda essa Mudança que a gente tá vendo nos últimos anos aí combinou com que eu acho que para mim é o maior exemplo da da loucura que virou o jornalismo, o cara virar casaca dessa forma, né? Eu acho que tem a ver com
o fator financeiro que você falou. Não tenho dúvida que tem a ver com o fator financeiro que você falou. E porque veja, não se ampara nos fatos, né? Se a gente houvesse fatos que a gente pudesse ali pensar da realidade que justificassem essa mudança de de De viés ideológico, eu acho que seria mais fácil da gente aceitar. Ah, tem um fato, tem dois fatos, não é economia, são os direitos humanos, é Amazônia, é o eh alguma coisa que amparasse essa mudança. Não há, não há, vamos dizer assim, que lá, lá na eleição, na última eleição,
pudesse haver uma esperança de um resgate de um Brasil eh pregresso, né, onde ele e que ele presidiu o Brasil durante dois mandatos, mas numa realidade, num contexto completamente Diferentes, né, muito eh propícios ali para o que o Brasil exporta de melhor. Agora eu realmente eu me surpreendo. Tem tem uma outra uma outra figura proeminente e relevante que eu adoro seguir que é o Pondé. E aconteceu a mesma coisa com ele também, né? Ele falou que a melhor opção naquele momento era o Lula e hoje ele é extremamente crítico do governo. Ou seja, ele mudou
de lado, mas mudou ali de maneira mais coerente com o que de fato a gente Encontra na realidade. Agora, Reinaldo Azevedo, nunca fui audiência, nunca serei. Até gosto de uma outra coisa da Band News. Quando entra Mônica Bergam, eu já logo mudo, mas eh não não sou audiência para esse programa. Mônica, queria que você falasse um pouquinho sobre essa mudança toda que você viu no jornalismo nos últimos eh 25 anos e como isso encaixa também com com a tua carreira, assim, se eh você trabalhou na Globo, enfim, teve presente nesse nesse Meio e e como
que esse contexto também contribuiu para você, enfim, tomar um rumo um pouco mais independente? Bem, eu sempre vim e sempre trabalhei no jornalismo feminino, né? Eu nunca fiz hard news. Eu não trabalhei em jornal, trabalhei em rádio. Então assim, eu sempre eh eh pivotei a minha carreira para esse lado, mas, né, dos assuntos de comportamento, moda, beleza. Sou pós-graduada em moda. Então, eh, digamos Que por muitos anos eu não senti muito esse chamado. Eu sempre trabalhei em ambientes femininos, eh, em ambientes leves, em ambientes gostosos. Então, vamos dizer assim que por 20 anos a minha
carreira foi ali fluindo de maneira muito agradável, sem grandes sobressaltos, justamente porque eu lidava com esses assuntos um pouco mais são relevantes, claro, a gente sabe o quanto movimenta a indústria da moda, mas não são assuntos espinhosos, né, Digamos assim. Eh, eu fiquei, eu eu fui redatora chefe da, trabalhei muitos anos na abril, depois fui redatora chefe da revista Vog, né, que é uma bíblia, uma instituição da moda mundial. Depois dirigi a revista Glamour também aqui no Brasil que é da mesma editora, né, que que era uma joint venture da Globo da Condenast, que é
editora internacional com a Globo. Então assim, a Globo era nossa chefe suprema, mas pouco se discutia sobre política. A gente não era Uma pauta, jamais isso veio à tona. Começou a vir à tona com as manifestações pelo impeachment da Dilma. Isso, eu lembro em 2016 eu ainda tava na Glamour e eu lembro que teve uma chefe minha, mas aquilo tava começando, era muito embrionário e teve uma chefe minha, bom, que era minha chefe imediatamente superior, que ela falou: "Você não acha que ir à rua protestar, porque eu fui de verde amarelo, eu, meu marido, meu
filho, você não acha que ir À rua protestar pode afugentar leitoras que são contra o Pachman?" Foi a primeira vez que aquilo que eu falei, será que eu acho que ali era uma pulga eh importante que ela colocou atrás? Era, era uma discussão importante de se colocar na mesa, mas não partiu muito daí. Eu falei: "Olha, eu e naquela época, olha como eu respondi, eu falei assim: "Eu tenho minhas convicções pessoais e eu acho que as minhas convicções pessoais elas têm que valer." Hoje em dia é completamente diferente, né? Assim, a função do jornalista, o
quanto ele se mistura a pessoa física com a pessoa jurídica. Então, acho que é um tema muito mais ali complexo de ser resolvido, mas foi a primeira vez que eu senti essa essa questão de fato passar a ser latente. Depois que eu saí da Glamúa, eu fui pra TV Globo, eu fui trabal fui ser colunista no vídeohow, ou seja, celebridade, nada a ver. E e aí depois disso eu fui ser independente. E Aí eu experimentei a liberdade que eu gostaria que todo jornalista que está nos assistindo agora experimentasse na vida, que é a liberdade de
você não assinar nenhum outro sobrenome que não seja o seu mesmo. Então assim, você não responde por um grande grupo, eh você não se sente ali eh escravizada por uma por uma ideologia que não é a sua. Então, para mim, essa carreira solo foi uma liberdade imensa. Então hoje, por mais que eu tenha marcas E eu vivo de marcas, então não é que é uma coisa que, ah, eu posso sair. Eu vejo hoje muitos é comentaristas que postam vídeos que eu não poderia postar. Eu até gostaria de postar. você pega, sei lá, uma Julie Milk,
um Firmino cortada, né, que que fazem ali uma coisa até mais independente eh do que eu faço, porque eu ainda, por mais que eu não tenha um chefe e não trabalhe para um grande grupo de comunicação, eu trabalho para marcas e marcas têm Pólices e toda vez que eu me posiciono, eu sei que eu perco, eu ganho, mas eu também perco. Então, é uma coisa que eu tô sempre ali entre a cruz e a espada. Mas uma coisa que eu digo para vocês, no meu segmento de moda, beleza e comportamento feminino, se eu fosse diretora
de redação hoje, eu sofreria num nível, porque quando eu olho que a Glamur se tornou, eu fico assim, eu eu eu choro de desgosto, porque assim, as revistas hoje elas são 100% panfletárias Em todas as editorias, na editoria de moda, na editoria de beleza, na editoria de comportamento. Então assim, não existe mais a moda pela moda. como se o ofício, né, como se a indústria da moda que ã pleiteasse pela beleza, né, que é o que a gente sempre, você vai vestir uma coisa, você fala assim: "Ah, tô horrível, pronto, tô tô ótima para sair
de casa". Não, você quer olhar no espelho e falar: "Essa cor ficou legal, Pô, esse shape me valorizou todo mundo." É, é, é, isso é universal. Você quer ser a sua melhor versão para usar esse clichê chato, mas você quer ser. E aí me parece que a moda hoje, por conta dessa dessa desvirtuação de valores, o belo virou careta e o esquisito virou moderno. Então existe um culto ao esquisito que me incomoda profundamente na moda, que é a morte da beleza clássica, a a morte da moda pela moda e ao mesmo tempo a cultura wou
que claro Que se infiltrou em todos os segmentos da nossa sociedade, inclusive nas revistas. Então você olha uma revista, fala: "Não é para mim, não é para mim, não é para mim, não é para mim". Então assim, é só se você é uma minoria muito oprimida, entre aspas, você se identifica com aqueles produtos. Eu não me identifico mais. Eu já fiz esse produto, eu já fui consumidora desse produto. Hoje eu olho esse produto, falo: "Não é para mim, não é um produto Para mim". Por que que a gente tem um país dividido? Uhum. Né? Na
última eleição a diferença de votos foi, sei lá, 1 milhão de 1%, né? Mais ou menos. Eh, por que que as marcas não patrocinam influenciadores e pessoas de direita só de esquerda? Essa é a pergunta de 1 milhão de dólares que eu me faço todos os dias. Todos os dias. Porque se você for pensar, é até um é um paradoxo, né? Porque se você for pensar em termos de Marketing, uma marca tem que falar com o seu público final, correto? Ela tem que atender as demandas do seu público. O público vai lá, consome e aquele
dinheiro volta para você e você continua, enfim, a roda gira. E eu, e realmente assim, o que eu vejo e as mesmas marcas que justificam não me contratar por eu me posicionar como uma pessoa direita, ou seja, conservadora e aqueles 1000 adjetivos horrorosos que usam para nos definir, né, extrema, Tudo, eh, essas mesmas marcas contratam sem nenhum problema personalidades assumidamente de esquerda que fizeram campanha e desde Mônica Martell até Gabriela, claro, não tô me comparando, cada uma de um tamanho, cada uma numa, com um universo de atuação. Mas assim, outro dia eu tava até, não
vou falar o nome da pessoa, mas eu tava até tomando um café com uma executiva, altíssima executiva de uma grande marca de indústria de beleza e ela tava me Falando: "Mônica, a gente tem um problema, porque uma marca de beleza não pode ter lado político." Então, a gente tem um problema, porque tudo que a gente faz vira alvo e vira questão polêmica e não tem uma vez que a gente não tá, não tem uma semana que a gente não tá gerindo uma crise específica. Então pra gente é um risco muito grande ter você. Aí eu
falei: "Cara, mas não é um risco muito grande ter XPTO que vocês contratam. Então e só me resta acreditar Que a gente ainda tá inserido num contexto que ã carimba a esquerda como lado do bem e a direita como lado mal. É simples assim, é binário assim. A gente ainda está inserido nesse universo. E mais quando o assunto são são as marcas, o que a gente vê é o dono da marca. Gente, quem é empresário nesse Brasil? Quem paga impostos? Quem emprega pessoas? Vocês acham que é de esquerda ou de direita? Tirando a a Luía
Trachan que sei lá, nem sei se ela é de Esquerda, viu? É, acho que dança conforme a música, né? Ali espertamente, mas perdeu todo o público consumidor de direita. Isso é fato. Com as declarações que ela faz agora, quem quem tá lá em cima é muito difícil, gente, quem lida com a burocracia desse país, com os impostos abusivos, que não volta nada pra gente e eh enfim, essas pessoas, eu tenho certeza e tenho muitos exemplos que essas pessoas são pessoas que se alinham muito mais com a minha ideologia Do que com essa com essa galera
aí. Agora, quem tem a caneta, o nível gerencial, as pessoas do departamento de marketing, esses tão contaminados. Então eu tenho uma vontade, eu lido muito com marca, não só com pessoa física, né? As marcas que me contratam para fazer os publs, né? que são as peças publicitárias nas redes sociais e também no meu evento. Eu tenho um evento que chama Talk Money e eu vou pro mercado em busca de patrocínio. Então eu sinto Muito isso, assim, eu tenho vontade às vezes de escrever pro dono da marca, falar: "Você sabe nas mãos de quem tá o
teu marketing? Por que que tu não escreve?" "Você sabe na Já escrevi, tá? Já escrevi, não dá para fazer com todo mundo, senão seria essa a minha vida". Mas assim, já escrevi, já falando assim assim, fica alerta, porque você tá colocando o poder de decidir onde a sua marca vai estar e onde a sua marca não vai estar nas mãos de uma pessoa que não Se está alinhado com você. Quanto maior a empresa, maior o risco de ocorrer, entende? Eh, deixa eu te fazer uma pergunta em relação a isso até. Eh, usualmente essas marcas que
são grandes patrocinadores, eh, o alvo, o alvo dos o consumidor alvo é classe C, D e E. Não há. Depende. A maioria, né? Vou te dizer, posso te citar vários aqui. Unilever, eh, vixe, Bis. Eh, que mais? L'oral Boticário. Isso é classe B, um pouco de B, C, D, E. Então, e esses são os maiores eh patrocinadores financeiros. Então, a classe o o A, né, que seria os consumidores da ultradieta, onde estão os empresários ali, não são os consumidores finais. Tu acho que não é um pouco disso, tipo eh, a classe BCDE, que são os
eleitores da esquerda, não são mais. alguns, metade, tudo dividido. Eh, eh, o Pêndulo eh de de patrocínio dos caras seria 75. Então, eh, não faria não faz um pouco mais de sentido isso na tua cabeça, porque se uma marca que vende só para empreendedor, por exemplo, G4 Educação, é uma marca que vende só para empreendedor, lá o alvo é pessoas de direita, não fala com ninguém da esquerda. E aí o o canhão deles de comunicação e de marketing tá direcionado para acho que é um pouco disso que as marcas elas vendem para um Público de
que seria o público BCD, que é um público mais pobre, né? E assim, eu não tô eh fazendo, não tô fazendo juiz de valor aqui, porque Nordeste acima de 60 anos, de zero a dois salários mínimos, 85% Lula abaixo de um salário mínimo a 90. por dos votos. Mas isso no Nordeste. No nordeste, mas no geral o mapa é meio parecido com esse. Quanto mais baixo a o a média salarial, Uhum. Mais votos tem a esquerda. São os dados da última eleição TSE. Não sei o que eu tô dizendo. Então acho que é um pouco
disso. Ou seja, as marcas que vendem para esse povão, né? E aí tem Anita, tem esses cantores, né, que falam mais pro povão e tal, elas têm que patrocinar esses artistas que falam pro povão. Não tem, vai patrocinar a Mônica Salgado, que fala para um nicho específico, ou a Silvia Abraz, que fala para um nicho específico de, ah, Silvia Abraz postou uma bolsa lá da, não me lembro qual a marca agora, vendeu, se lá, vendeu sei quanto é 2.000 bolsas, 2000 bolsas de R$ 20.000, R$ 1.000, sei lá, estou tão número, mas foi 300 bolsas
no final de semana ela vendeu. Não acho que é um pouco disso? Olha, sim e não. Primeiro porque eu acho que todas essas marcas muito grandes, quando a gente fala sobretudo em marcas de beleza, ela tem muitas elas têm muitas linhas. Então elas têm as Linhas para classe e é super dividido. É nichadado. Vou falar do grupo Boticário, por exemplo, que é um grupo que eu tenho mais intimidade, porque eu já fiz muitas coisas com eles. Então eles são de direita como marca. Não, bom, mas é o é o Artur, pessoa física. A marca não
é. Ah, entendi. Entende. Então existe uma diferença importante nesse sentido. Deixa o convite pro senor Artur Greenbal para nos prestigiar aqui no podcast. Artur contrata eu. Bom, só fica a dica. Bem, eh, existe então, por exemplo, existem muitas muitas linhas e muitas marcas dentro desses grandes grupos. Todos os grandes grupos, sobretudo na área, é isso, na área que atu, beleza, né? Então você tem o Meudora que fala com uma mulher mais glamorosa, tudo bem, classe A. Ah, não é, mas eu consumo Eudora, por exemplo. Tem produtos de extrema qualidade. Então, você tem Eudora, você tem
Boticário, você tem Mercher, já valeu o dinheiro, hein? Mas aqui a gente pode falar de marca porque a gente tá exemplificando. Quem disse Berenice, tem trust que talvez seja um público, enfim, eles falam com muitos públicos e as campanhas e a escolha dos influenciadores para comunicar cada uma dessas marcas é diferente, né? Aí ocorre por princípios diferentes. Por exemplo, Eudora agora fechou com a Débora Seco. A Débora Seco é um case interessante como celebridade, porque Ela fala tanto com um público mais popular, por ser uma atriz de novela, por ter sido contratada a Globo durante
muitos anos, mas ela também atrai marcas muito glamurosas, muito bacanas e muito bem posicionadas. Então tá, tá. Eu falei que é um case, mas talvez não seja um case pro ponto que a gente quer provar aqui, mas acho que tem esse lado de que as marcas muito grandes, elas têm campanhas direcionadas para todos os públicos. Então pode ser que seja a proporção que você falou 75 pro público CDE, mas tem também uma E cadê os outros 25? Porque que esses outros 25 não estão sendo também os influenciadores de direita estão sendo contemplados? Deveria. É uma
porcentagem menor, é, mas é uma porcentagem existente, né? E por outro lado, eu não sei que dados você tem acesso, e óbvio que eu não eu não sei esses dados, mas assim, eu tenho lido muitas análises falando que o público, Que sempre foi um público cativo do PT da esquerda, não é mais um público que tá ali alinhado com os valores de esquerda, até porque normalmente não é um público walk, eles estão nem aí para o para o o Todes. Eles não querem saber isso, não fala com eles. Eles querem Bolsa Família, mas o Bolsa
Família hoje já é visto como direito adquirido. Ele já não é mais visto como um benefício, digamos assim. Quem ganha vai esperar ganhar e aí se você tirar você vai ser o Vilão. Mas assim, já é esperado que você ganhe. Então assim, porcentualmente não sei, mas o que eu tenho visto até assim, às vezes com pessoas que eu converso é isso, assim, e o que a esquerda e o Lula como sendo grande, né, eh, estrela mor ali ali, perderam a a capacidade de se comunicar, né, de atrair as multidões, tanto que os eventos sempre que
eles fazem estão esvaziados. Então eu não sei se essa se essa esquerda tá tão ali Ainda nessas classes mais humildes. Faz a apresentação. Esqueceu. É que ela se apresentou quando eu fiz a pergunta sobre o o jornalismo. Fal da carreira. Mas enfim, eu não tenho esses dados. Aí depois você vê se você quer cortar essa parte. Mas foram as coisas que eu que eu que as críticas que eu analisei. Os dados são dispersos, então cada um tem a sua avaliação. Pode ser. Que que tá na moda em 2025? De tudo. Ai ai ai. Que que
é tendência? Verde. Verde. Ó, ruivo também é tendência. Eu fiquei ruiva faz uma semana. Eh, uau. Vamos pensar. Eh, vocês não querem saber de moda, né? Tô enganada. Vocês querem saber de comportamento. De moda. A moda tá tá a indústria da moda tá muito temerosa, né? uma desaceleração importante na China, que era o grande consumidor de moda de luxo. E as marcas Estão bem temerosas. Então, quando as marcas ficam temerosas, elas play safe, elas jogam ali no seguro. Então, o que a gente tá vendo hoje na moda é uma moda tão inteediante, tão previsível, tão
neutra, né? A gente veio depois da pandemia com essa expressão que chama quite luxury, né, que é o luxo silencioso, daquelas peças que são boas, excepcionais em termos de qualidade, em termos de tecido, mas são ali, não tem alma, né, que são aquelas peças que você Compra agora e vai durar para sempre. Nessa última edição a gente teve uma uma tendência, tudo agora da moda é core, é alguma coisa core. Então você teve o ballet core, você teve o tênis core e agora a tendência da vez é o corp core, que vem de corporate, que
é a moda corporativa. Então é terno, terno, terno. Eh, alfaiataria, alfaiataria, alfaiataria. Então hoje quando você vai para ver o que as marcas estão fazendo, é é tédio, você boceja assim, porque a Gente não vê mais inovação. Quer dizer, de um lado tem isso e de outro lado tem a super ostentação dos rappers. né, da logomania e tudo. Então, a moda também está polarizada, aliás, como o mundo inteiro. Essa coisa da do dos logos, né? Eh, não sei se é uma percepção geral, mas assim, pessoa que usa, tu pega uma pessoa que realmente tem um
uma condição muito boa e tal, ela não tá vestindo roupas com eh logos e tal, tipo assim, normalmente as pessoas vai estar com uma Camiseta básica, com uma roupa básica, sem mostrar muito aquela marca e sem querer chamar a atenção dos outros. Mas no entanto, tem os os novos ricos ou aqueles querem parecer ricos que estão usando lá marcas, expostes e tal. Tu tá usando você também. Ó lá o teu loginho aí. Meu patrocinador. Ah, então tá. Sérgio K. É Sérgio K mandando muito bem. Tá patrocinando o produto certo. É. Então como é que tu
vê isso assim? É realmente Chique o básico? Eu acho que existe uma nova classe consumidora de luxo, né? Teve uma classe que realmente acendeu e essa classe mudou a cara do luxo, né? Assim, abalou as placas tectônicas do luxo, né? O luxo sempre foi um produto mais excludente, direcionado a uma classe mais alta, que tinha nascido rica ou que e agora a gente vê uma nova classe assim dos novos ricos, da galera de tecnologia, sobretudo da galera de de da música, né? Os rappers, todas essas figuras que surgiram. Então isso eu acho que que que
abalou muito assim esse jogo de xadrez assim da moda. Então você tem marcas que que entendendo isso tem apostado muito nisso e algumas têm voltado atrás, como a Gut, por exemplo, apostou em logo, logo, logo geração Z, geração geração Z e agora voltou atrás, falou: "Cara, o nosso legado tá sendo jogado no lixo". Tem marca também de, meu marido tava me falando outro dia, Lamborghini, talvez, Que também tá vivendo um momento complicado. Se não for Lamborghini, desculpa, é alguma Porsche, não sei. Eh, tá vivendo um momento muito delicado, porque virou sinônimo de carro de novos
ricos e assim, novos ricos, parabéns. Se vocês conquistaram a sua fortuna por mérito, tá tudo certo. Mas a gente não pode deixar de dizer que isso mexe ali com o tabuleiro das marcas de luxo. Isso é importante, né? Ô Mônica, deixa eu te perguntar sobre o fenômeno. Fenômeno Lívia Marx. Queria tu falar sobre Lívia Marx. Você quer que eu fale sobre a Lívia Marx? É por quê? Ricardo Nunes ia vir aqui e eu tava entrevistando, tava lendo a pauta dele e ele sempre começa que ele não é mais empresário. Agora ele é o pai da
Lívia. Daí que eu vi que eu segui a Lívia. Por isso que ah, ele deve achar isso super ai marquetê, né? Ele deve achar, não sei se é real ou não, né? falando, fazendo o gancho para alguém da moda, eu vou te Perguntar sobre o fenômeno Lívia Marques, que é, eu acho que hoje a principal influenciadora de moda do Brasil, né? Respeitosamente eu discordo, tá? Eu acho que ela é um nome muito importante da geração Z, mas eu acho que ao lado dela a gente tem outros nomes tão importantes ou mais importantes como Malu Borges,
por exemplo, que ela é ela fala com essa mesma geração, eh, mas de uma maneira talvez um pouco mais humanizada, né? A Lívia, ela tem um um e e veja, não tem certo errado, né? Tem maneiras de atuar nas redes sociais. A Lívia, ela não é um ela é super cool. Ela tem ali conteúdos muito interessantes, plástico. Você vê que ela tem um planejamento de conteúdo muito interessante, tem marcas incríveis junto com ela, mas ela não é uma pessoa que humaniza muito a presença dela nas redes, né? Isso tem ônus e bônus. Ela não é
uma pessoa que verbaliza, então ela fica ali mais no no terreno eh Protegido, seguro da imagem. Enquanto que uma Malu Borges, que inclusive deve ter, não sei, mais seguidor, eu imagino, ela tem um conteúdo um pouco mais humanizado. Ela tem uma filha pequena, ela mostra filha pequena, ela verbaliza, então ela tem uma relação diferente. E de outro lado, você tem uma Silvia Braz, que eu acho que hoje, sem dúvida nenhuma, por mais que ela não seja exatamente uma novidade, ela é o maior nome da influência de moda nacional. É, Eu sigo ela. Não há dúvida
nenhuma. queria morar na vida dela. A vida dela é muito animada, né? Se eu morar, se eu, se eu morasse no Instagram, eu queria morar na vida da Silvia, lá na vida da Silvia. É, talvez. Eu também. Ela tem uma vida animada, ela tem três filhas super divertidas, ela tem o closet mais incrível, ela viaja. Eu não sei se eu queria viajar tanto, porque gente, ela ela trabalha trabalha e viaja muito a trabalho. Então, sei lá, talvez eu já Esteja um pouco mais velha que ela. Já quer ficar mais em casa. com nível de eh
tão eclética as minhas perguntas aqui. É, a Lívia, eu sinceramente eu me Mas assim, eu quero dizer aqui que ela tem todo mérito. Eu acho ela uma figura muito merecedora do sucesso que ela faz e só acho que eu dividiria esse pódio com outros nomes também. Deixa eu te perguntar sobre a moda circular. Eu sou investidor da Enjuei. Hum. Eh, sou um acionista relevante da Enjway. E a moda circular no Brasil, ela hoje eh, é estimada em R bilhões de reais. Uau! E a gente tá vendo algumas marcas como Azar entrando forte no segmento de
moda circular, né? Inclusive dizendo eh afirmando categoricamente que esse é o futuro, né? Eh, posso dizer por mim, porque eu tenho, sei lá, 200 camisas e não uso nenhuma. Então, óbvio que eu não vendo, eu dou, mas eu acredito que o guarda-roupa de pessoas que trabalham com moda, como você e Outras tantas influenciadoras, tem 95% das roupas não são usadas e seriam muito bem exploradas por outras pessoas ou outros influenciadores. Eu queria que tu falasse um pouco sobre moda circular, se tu acha que isso é um futuro, se vai ser uma realidade, eh, que eu
só vejo cada vez mais. Tem uma menina aqui na Faria Lima, inclusive que ela tem um uma live que ela faz todos os dias, algo assim, que ela vende, sei lá, 100 peças de roupa Por dia. Um negócio absurdo. Ela fatura, sei lá, R$ 30.000, R$ 40.000 por dia. Naquela livezinha, ela vai botando as peças ali, leilão, quem paga mais tá faturando 1 milhão. Ela trabalha no BTG, tem C. Tá, acho que ela vai largar o BTG porque obviamente tá ganhando mais dinheiro. Que tu fala um pouco sobre moda circular, se tu acha que isso
é o futuro ou tu acha que é uma coisa passageira? Qual é a tua qual é a tua visão sobre moda circular? Não, acho Zero passageiro. Acho que a tendência é realmente isso, ganhar cada vez mais mercado. Eu acompanhei o início desse movimento, né, quando trabalhava ainda na VOG, com aluguel de bolsas, né, começou com aluguel de bolsas de luxo. Eu lembro a gente falando sobre as primeiras empresas que faziam o aluguel de bolsa de luxo, quanto aquilo era disruptivo, né, e novo. Então, acho que começou por aí. E aí depois começaram os sites, né,
enjoe etiqueta Única, eh bom, Enfim, vários outros brechós que eu sigo. Começaram com sites. Hoje tem várias eh grupos de transmissão. Eu faço parte de vários, aliás, não sei por que eu fico fazendo parte, que eu fico tentada, porque cada hora é uma bolsa, uma birking que, gente, começa assim, 120.000, chocante, eh, rolé e tudo. E eu acho que sobretudo depois da pandemia, que a gente viu uma alta no no nos na no consumo dos produtos de luxo, eh, a gente viu ali bolsas, Chanel aumentou Não sei quantos por cento, desculpa, me faltam acho que
300% valor do da peça Chanel, né, da da bolsa Chanel, sobretudo. Eh, as birkins, né, da Hermes, as Birkins e as Kellyes da Hermes, os Rolex, né? dis que uma época não tinha, você queria, você tinha aqui na loja, você tinha que entrar numa uma f, não tem, mas tem second, tem muito Rolex, excelente certificado, quase zero sendo vendidos nessas lojas. Então, começou com a com as bolsas, depois a Gente foi para esse momento das lojinhas. Hoje nós temos os grupos de transmissão e hoje acho que a cereja do bolo, que é a grande novidade
desse mercado, é um tipo de negócio que assim, é um acervo. Eu conheço duas pessoas que t esse acervo que você entra e você fala: "Não, você quer morar na Silvia BR? Eu quero morar naquele acervo". tá? Que são mulheres que ao longo da vida elas e as amigas foram comprando vestidos de grife, mulheres, enfim, Muito abastadas, de muito bom gosto e com muito acesso, foram comprando roupas de grife. Eu não tô falando Zara, não tô falando marcas nacionais ou marcas diferas. Tô falando de São Loran, tô falando Chanel, tô falando Dior, tô falando Stella
McCardy. E elas começaram a fazer um acervo tão inacreditável que hoje é eu fui um recentemente e assim tem ela nem sabia qual número que tinha, eu sei lá, é dois dígitos de milhão que tem ali De produto e ela aluga para todas as mulheres que você puder imaginar, grandes atrizes, grandes influenciadoras como essas que a gente citou, que são mulheres que precisam de uma roupa de muito impacto para um evento que elas sabem que elas só vão usar uma vez. Nem sempre elas têm acesso às maiores e melhores peças de empréstimo, né, de produção
que a gente fala. Então você vai lá na Digabanas, fala: "Ah, eu quero uma peça". Eles vão falar: "Ó, de Produção a gente tem esses vestidos aqui. Não posso te dar de produção vestido de loja porque senão você vai, eu vou enviabilizar a venda, você vai devolver usado." Então, tem essas peças de produção que a gente chama nas grandes marcas. E esses acervos, gente, eles revolucionaram esse negócio, porque você vai lá, é caro, é muit Tem vestido, para você ter uma ideia, que eu experimentei, que eu tava doidinho para usar no casamento, que custava R$
18.000 O aluguel, porque é vestido assim que vieram dois no Brasil de uma grife super disputada, tá? Mas é o que custa um vestido novo, tu só vai usar uma vez. Só vai usar uma vez. Então, se você for colocar na bol e você vai usar um vestido exclusivo que ninguém tem, que quem entende de minimamente de moda vai falar assim: "Uau, ela tá usando o alayá da última coleção". Blá blá blá. Então assim, eh, de novo, eu acho que assim, esse último degrau que a gente conhece Desse negócio da da moda circular, mas que
é um baita de um negócio, essas pessoas estão ganhando muito dinheiro, muito dinheiro. Você pensar que assim, o mínimo preço de base de saída é R$ 4.000. Ô, Mônica, deixa eu te perguntar a respeito dessas marcas que não vendem mais eh para qualquer um, né? Tipo, tem essas bolsas da Hermes e alguns outros relógios. Simplesmente não não pode mais comprar. Só compra se tu for um cliente fiel da marca. Tu acha que a estratégia É boa de marketing ou não? Porque, por exemplo, tenho aqui 5 milhões, eu quero lá comprar um relógio de 5, não
posso comprar. Ten, eu tenho que comprar 12 relógios, esperar 3 anos ou eu vou comprar um de segunda mão, não consigo ir na loja e comprar. Inclusive, eu entrei na Rolex Miami e tinham eh três relógios iguais, GMT B. E eu tenho um em casa. E aí eu eu perguntei: "Ah, tá a venda?" Dele: "Não, não, não tá a venda, mas assim, tu tem Vários?" Eu falei: "Eu quero comprar um." "Não, você não pode comprar." É, você não pode comprar. Eu falei: "Não, mas eu eu pago a vista, eu compro os três". Daí: "Não, não
pode comprar". E me mandaram embora. E você, senhor quer mais alguma coisa? Não, tchau. Concorda, cara, isso é muito controversa, né? É, tu concorda com essa estratégia? Tu acha que tem que ter essa essas esse esse esse pessoa que quer Muito ter esse consumo na tua cabeça como uma pessoa da moda, do marketing e da comunicação, tu acha que essa estratégia de marketing ela é correta? É que não existe correto ou incorreto, né? Porque o marketing é essa alquimia e esse organismo vivo. O que eu acho é que assim, hoje a gente vive num mundo
de narrativas. Os fatos, ah, os fatos estão lá, mas se você maquiar, se você contar o story para usar esses termos também que às vezes são cansativos de Marketing, se você contar ali aquela história envolvente, cativante, você leva o cliente. Eu acho que essas marcas têm sido muito bem sucedidas e muito espertas nesse sentido, porque elas criaram esse desejo, esse sentimento de escassez, que também é um pilar do luxo. fala que é escasso, fala que seu produto é limitado, você vai atrair 10 vezes mais pessoas do que se você vendesse à vontade, né? Então isso
faz parte acho que dessa narrativa de marca e que já Vem sendo testada há algum tempo. Então assim, se ela vem sendo testada e em teoria aprovada porque ela segue, eu imagino que eles estão colhendo bom frutos, bons frutos financeiros de branding e também de fonte, né? Mas sem dúvida é uma coisa muito controversa, porque acho que tem vários órgãos aí que que criticam e que questionam, né, a a a viabilidade jurídica, né, disso. Você consegue, você pode impedir um cliente De comprar se o produto tá lá na vitrine, né? Então, não sei como que
elas têm feito ainda essa essa esse esse contorno aí nessas histórias, mas eu acho que é uma narrativa que para o mercado de luxo e pros preceitos do mercado de luxo, não deixa de ser bem esperta. Mônica, eu queria que tu eh lá no começo da da nossa conversa, você falou sobre o que é belo e tal. Eu acho que queria te perguntar sobre o que que muda nessa Criação do que que é bonito, do que que é belo a partir da existência das redes sociais dos influencers, né? Antigamente a gente via, ah, a marca
lançou num desfile isso aqui, então é é é o que há, é a tendência. Hoje já é um pouco mais feito pela própria população, pelas próprias pessoas, né? como que essa os influencers tão influenciando essa percepção de o que que é bonito e como que as marcas estão também se atendendo, atentando a isso? Super interessante, Porque eu acho que as redes sociais elas revolucionaram muito esse conceito de beleza, porque se você for olhar até as redes, vamos pensar assim, até os anos 80, 90, existia um padrão. Ah, mas padrão não é legal, tá? Não tô
discutindo o mérito de padrão se é legal ou não. Estou dizendo o que era, né? Mas se você olhar desde que o mundo é mundo, existia um padrão estético que era um padrão apreciado pela maioria das pessoas. Você vai lá no Renascimento, Era mulher mais curvilínea, porque a mulher mais curvilí era aquela mulher que ia te dar filhos mais saudáveis, né? né? Aquele mulher que tinha um quadril mais largo. A mesma coisa pros homens, o maxilar quadrado, o homem forte, o homem alto, era aquele homem protetor. Então isso foi, né, ao longo dos tempos sendo
um um um estereótipo valorizado por todos nós. Então aí você vai lá, década de 20, década de 30, 40, 50, 60, sempre houve um padrão que era tido como padrão Mais bacana que todo mundo queria alcançar. Aí a gente começa nos anos 80 com a coisa, né, mais variada. Se você for lá pr os anos 80, você vai ver que tem o Punk, que tem os IUPs, que tem já tem uma série de tribos que vão ali diversificando o conceito, o padrão do que é, do que é beleza, do que é moda, do que é
bacana. Os anos 90 a mesma coisa. Os anos 2000 a gente começa com a gente começa com a internet, né? E a internet de novo, ela diversifica muit Os padrões. Então, o que é legal é que o padrão não vem mais de cima para baixo. Ninguém te impõe esse padrão, né? A indústria tá lá e acho que a indústria força uma barra. A indústria da moda tem ali o que ela ainda considera um padrão, mas ao mesmo tempo você tem as redes sociais que dão essa voz, né, que democratizam essa voz e que fazem a
coisa se se fragmentar, né? Então assim, hoje as redes sociais são nichadas, você tem conteúdo para tudo. Então se você é Uma ruiva com sarda, você vai encontrar uma influenciadora que é ruiva com sarda. Se você é plusis e loira platinada, você vai encontrar. Então tá tudo muito nichadado. Então a gente encontra a nossa tribo. Isso por um lado, é claro que é muito positivo, mas por outro também faz com que a moda, a moda também ficou meio perdida um tempo, né? como se ela não se permitisse eh adotar um padrão de beleza Clássica, que
é uma beleza que a beleza clássica sempre vai ser beleza. Não importa quantos outros padrões entrem aí nesse nesse nesse caldeirão. A beleza clássica clássica é ótimo. A beleza clássica, ela é agradável aos olhos. Os nossos olhos buscam o que é belo. Nós evoluímos como como humanidade buscando o que é belo, o que é simétrico, o Isso agrada as coisas bonitas agradam, ó. Seja uma paisagem, seja uma pessoa, pega uma pessoa que assim que é Indiscutivelmente bonita, sei lá, Charlisteron, não, não, não tem como você não falar, ah, nossa, que você é arrebatado por aquela
imagem, por aquela beleza, né? Então, acho que a moda passou por um momento de grande confusão, de volumes estranhos, de assimetria, de coisas estranhas para chocar, para viralizar e para falar com essa galera, com essa minoria que vai lá aplaudir e vai fazer a sua marca ser Moderna, ser bacana, ser aceita com a geração Z, entendeu? Mas enfim, suposto, eu me perdi totalmente na resposta e já não sei se se eu respondi, o que você perguntou como como que os influencers influ influenciam o que que é belo, né? Então, então aí é total. asesis elas
elas deram voz elas nicharamaram muito os conteúdos e elas nicharam muito o que é hoje aceito como um padrão. Durante muito tempo, a nos últimos anos, falava-se muito de o padrão é não ter Padrão. Ah, o padrão é não ter padrão. Aí a gente viu nas passarelas ã as plusis, a gente viu as passarelas diversificando um pouco os tipos de mulheres que eles diziam ali que era. E aí faz duas estações que tudo voltou a ser como era. Extrema, mulheres no padrão, bar, tudo bem. Eu acho que a a, né, a diversidade raça ali tem
as negras estão na passarela elevando as passarelas num Nível que tem que ser elevado mesmo, mas a magreza extrema, por exemplo, foi uma coisa que voltou com muita força e foi super criticada nas últimas temporadas e voltou, quer dizer, a moda voltou a se render a um shape que, critique-se ou não, é um shape que beneficia a roupa e o corte. fundamental. Não sei se é fundamental. Não me coloque nesse lugar. Você pode chamar Maia Massafera aqui para falar para você que é magreza. Mas eu acho que a magreza eh não há o que discutir.
Ela sempre foi linkada um conceito de elegância. Se você pegar as mulheres tidas como mais elegância, elegantes da história da moda, então você pega a própria Coco Chanel, a Jack, a Jack Onasses, a Diana Veland, a enfim, tantas mulheres que me ocorrem e todas as elegantes, até uma costan pasculada nos todas as elegantes, por acaso ou não, sempre foram muito magras. E como é que essa Esse mundo das redes sociais muda também a pressão sobre as próprias pessoas? Porque assim, você olha hoje o Instagram, você fala: "Nossa, a minha vida é um horror, porque a
vida dessas pessoas é maravilhosa, né? Então o que que eu vou fazer? Às vezes eu vou tomar, inclusive as pessoas tomam decisões, tiraram o dislike, as pessoas desligaram o dislike, mas as pessoas tomam decisões que às vezes podem ser até prejudiciais para elas, né? Por exemplo, uma pessoa Que tem um salário muito pequeno, às vezes vai gastar metade do salário numa roupa para se sentir incluída ou parecida. estão gastando no tigrinho, elas não estão gastando em roupa. Ou ou uma pessoa vai fazer um procedimento estético que talvez não seja eh recomendado, ou a pessoa vai,
enfim, usar um medicamento, usar uma um veneno, monjaro, como é que esse essa pressão absurdo, gente, essas pessoas que usam monjar, essa pressão do mundo dos Influencers e da rede social não leva também as pessoas a porque antes, beleza, pessoa, ah, olha que linda, a pessoa na capa da revista, você não tinha ali uma, mas tinha, né? Não tinha, mas tinha. Mas que hoje você vê muito mais de perto, talvez essa ou se sente muito mais próximo pelas stories, tudo. A grande é, eu acho que você matou. Eu acho que a grande diferença é a
escala disso tudo, a escala da comparação, porque gente, a comparação sempre houve. Eu cresci, tenho certeza que você que tá assistindo, a gente também cresceu. Bom, eu sou, tenho 45, eu cresci, vendo Capricho. Eu sou da geração da Capricho. E eu olhava aquelas modelos e eu falava: "Gente, depois as paquitas, eu falava: "Mas eu não sou loira". Então assim, esses padrões eles sempre existiram e pessoas buscando padrões de de pessoas que admiravam de de, né? Eu acho que isso sempre aconteceu. Agora, realmente, de fato, a escala disso é muito Prejudicial paraa nossa saúde mental, porque
eu acho que o nosso cérebro não tá acostumado, né, para para absorver esse volume de informação e de comparação. Hoje a gente entra na casa das pessoas, a gente eh é, enfim, submetido a um número maior de pessoas. Antigamente a gente é isso, a gente via a revista, a gente via novela, a gente via Hollywood e a gente via nossa vizinha. Hoje em dia a gente vê todo mundo, né? Então claro que a que a Escala de comparação é muito maior e o sofrimento é proporcional a isso. Sofrimento é proporcional é boa. Mas assim, sabe
o que é mais louco? As pessoas me perguntam muito isso. A gente sabe na teoria, a gente sofre na prática. Ninguém é analisado o suficiente para ficar completamente imune a esse estímulo de fora. Então eu acho que é uma coisa que a gente como geração vai ter que simplesmente aprender a lidar, cada um com seu Limite, cada um com a sua vai silenciar pessoas, você vai e outro fator interessante, eu observo que muitas das pessoas que reclamam, ai a fulana tem uma vida perfeita porque a fulana eh fica, não, não posta nada da vida real
e aquela vida idealizada, você segue a fulana. Por que você segue a fulana? Então toma um pouco de autorresponsabilidade e escolhe quem você quer que te impacte ali no teu dia a dia, né? Então também Tem um pouco isso, as pessoas não se autoresponsar, ai o sistema, as redes sociais, o Marx, não é você. Então assim, em determinado momento você vai ter que olhar, falar assim, ó, tô seguindo essas pessoas, eu vou fazer uma limpa, eu vou silenciar quem me faz mal. É assim que a gente faz na vida. Você não corta amizade com uma
pessoa que não é legal, que te põe para baixo, faça isso nas redes sociais também. Então, a partir do momento que você fizer isso e Tomar uma responsabilidade, talvez sua vida seja um pouco mais saudável. O Mônica, eu queria que tu falasse sobre a pandemia dos influenciadores. A gente tem 1 milhão de pessoas que querem ser influenciadores hoje no Brasil e querem viver das redes sociais. Eu eu acho um negócio realmente estritamente atraente. Até brinquei aqui da vida da Silvia Brazo. Um beijo pra Silvia Abraço. Beijo, Silvia Braço. Eh, inclusive tá convidada pro podcast. Vem
assim agora. Se vier o podcast e não for ao Talk com Money, aí nós vamos ter problema. Ela falou que fala muita merda em podcast, por isso que ela não pode ir. Ela faz bem poucos mesmo. É. E eu queria que tu falasse um pouco, todo mundo quer ser influenciador, todo mundo quer viver da influência e tem 1 milhão de pessoas querendo agora, né, nessa nova jornada, vendo, né, essa turma toda, essa vida do Instagram e do TikTok. Até o TikTok até agora tá pagando bem, né? Muita gente Realmente vivendo de TikTok, né? Verdade. Eh,
muitos mesmo, né? Tipo, vários influenciadores ganhando R 50, 70, R 100.000, R$ 200.000 por mês do TikTok, muito mais do que o YouTube que não paga nada. LF com um recado pro YouTube. Eu que tu faz um pouco sobre a pandemia eh das influenciadoras, onde tu onde tu acha que isso vai acabar? Onde qual é o Depois eu depois eu vou fazer um gancho, já fazendo um gancho aqui, eu queria falar sobre esse novo momento dos CEOs, eh, influenciadores, que agora também é uma nova pandemia. Os coss agora eu todos eles não não todos muitos
não, muitos não. Tem alguns que eu convidei já para vir aqui que eles nunca vou falar nada não, mas são muitos mesmos. Isso, você tem razão, é uma pandemia. Eh, com relação aos influenciadores, é, criou-se, né, essa ilusão que, na verdade foi uma ilusão bem palpável poucos anos atrás, mas não é mais da facilidade de viralização. Parece fácil, né, você começar e no dia seguinte você fala: "Ah, viralizei, vou começar a atrair públicos e tal". Isso pode acontecer, pode. É uma em 1 milhão. Quer dizer, é um caso em 1 milhão. É, obviamente, não é
o que acontece com a maioria das pessoas, mas criou-se essa essa ilusão de que sim, tá? O sucesso tá muito perto de mim e depende de mim. Isso é muito perigoso. Quando você acha, como a gente não tem mais intermediários para para tornar a gente um sucesso, Você acha que você pode chegar lá com vídeo viralizar e se tornar um sucesso, isso é um problema, porque isso tá acontecendo cada vez menos por conta de um mercado que já está sobrecarregado. E segundo que isso também é uma máquina de gerar frustração, porque assim, se você não
consegue no primeiro mês chegar a 1 milhão, você fala: "Que que tem de errado comigo? O fulano conseguiu, fulano conseguiu". Então isso também Coloca as pessoas muito para baixo. Aí tem os problemas de saúde mental todos que a gente que a gente tem visto. Mas perdi minha linha de raciocínio. Pera aí, pera aí, pera aí. Frustração. Tá, mas que eu tua pergunta da pandemia dos influenciadores, da pandemia dos cosos influenciadores, tá? pandemia dos influenciadores. Mas assim, eh, por mais incrível que pareça, esse último SX SW, que esse shot de criatividade que acontece em Austin todo
Mês de março, eh, eu li muito porque pela primeira vez eles tiveram uma trilha de de creator economy, né? Então eles tiveram ali uma série de palestras específicas pra economia do dos criadores de conteúdo, que é esse ecossistema, né? a gente fala de influenciador, mas essa esse ecossistema que ronda o influenciador, que é muito poderoso. Então você tem o agente comercial, você tem o videomaker, você tem o fotógrafo. Então tem uma série de Profissões ali que orbitam, não é só a figura do influenciador. E aí, ai gente, eu perdi de novo, desculpa, tô muito dispersa.
Sobre o Ah, tá, eu lembrei melhor. E aí o SXSW ele deu alguns insightes muito interessantes porque é meio que a gente ouve falar muito nesse mercado que o mercado tá saturado, né? A figura do influenciador, onde é que nós vamos parar? Tem muita gente buscando o mesmo dinheiro. Primeiro que não é o mesmo Dinheiro. Primeiro que tem cada vez mais dinheiro no marketing digital, na influência. recentemente o novo eh CEO da Unilever, você falou de Unilever, ele o novo CEO assumiu e falou: "50% dos nossos investimentos de marketing vão pro marketing digital e pros
influenciadores." Isso foi uma coisa muito relevante e que é um um ponto de partida pro mercado também interessante que pode, né? Se forem todas as marcas, esse é um absurdo, né? Então assim, HIP Globo, exato, HIP Globo. Então assim, não é um mercado que está saturado, pelo contrário, é o melhor momento hoje. E o SX SW fez isso muito, tornou isso muito claro para ser um influenciador. Tem muito dinheiro na mesa e o dinheiro vai crescer. Agora, com relação aos CEOs, me dá um pouco de vergonha alheia. Não sei você, não sei você. Eu tenho
um pouco de vergonha alera, porque tem pessoas que eu conheci inclusive num outro Contexto e que é péssimo falar isso. Eu tinha um nível de respeitabilidade, mas agora não é que um CEO não pode estar na linha de frente. Acho que até a marca tem que ser humanizada. Eu acho que as pessoas devem vir à tona eh eh comunicar, né, esses princípios e valores da marca, porque já tá provado que isso conecta mesmo. Mas algumas pessoas estão levando isso longe demais, eu acho. Eu até queria falar um caso aqui Que eu não vou poder falar,
mas não vou falar, mas eu tenho vontade de falar. Não tô acha Mas tu acha que esses seus estão sucumbindo ao formato? Não é um nível de vaidade. Porque assim, todo ser humano é vaidoso, sabemos. Alguns vão falar: "Não, mas eu não sou". Não é assim, todo ser humano tem ego, sabemos. Todo ser humano tem ego frágil, sabemos também. E aí muitas vezes eu cruzei com muitas pessoas brilhantes na minha vida, com altos cargos e com alto Status e de coisas conquistadas e quilometragem rodada que eram extremamente inseguras. Então que assim, talvez a inteligência pros
negócios seja inversamente proporcional muitas vezes à inteligência emocional. Eu vi isso com muita frequência na minha vida. Então, o que eu vejo são pessoas que chegaram muito longe e tem todo o mérito por terem chegado longe, mas com ego tão frágil, tão frágil. Então, e eu acho que Tem CEOs hoje disputando com os próprios influenciadores, dispensam influenciadores para eles próprios assumirem esse papel de comunicar a marca. E eu acho isso muito legal. Não, não tem régua, né? Ah, até aqui é aceitável, depois daqui a vergonha alheia. Mas não tenho como negar que eu eu tenho
eu vejo conteúdo de algum, porque hoje em dia é isso, todo mundo virou coach motivacional, né? E esses CEOs, alguns que eu conheço também estão Lançando infoprutos ou eles são tão fazendo palestras e eles querem fazer palestra, eles adoram fazer uma palestra e eles querem conquistar esse mercado de palestrante de infopruto, de vender curso. Agora, como é que, ó, uma pergunta que eu também quero deixar aqui para vocês, como é que essas pessoas, e eu conheço várias, com cargos altíssimos, tem tanto tempo livre para fazer tantos podcasts e tantos eventos presenciais, como speaker, como Palestrante?
Tem algumas aí que eu falo: "Esa, a pessoa se diretora, vice-presidente de marketing, como é que ela tá todo dia?" Não, não, não dá. É muita responsabilidade. Você tem gestão de equipes enormes. Como é que você dá conta de fazer isso? Eu não sei se são cargos de RP, na verdade, no fim do dia é RP das marcas, mas aí é uma curiosidade que eu tenho. Na tua opinião, quais são os três pilares mais importantes para mais importantes pra Pessoa criar uma marca pessoal forte? Vou chover no molhado, tá? Pode chover, chove. É porque eu
acho que não dá, não tem como fugir disso. Eu acho que autenticidade, ai, nossa, tá falando óbvio, mas é o óbvio. Que que é autenticidade? Autenticidade é você ter a coragem de comunicar quem você é de verdade na sua essência, seus valores. Você não tem essa coragem, eu acho. Não tem, porque é muito mais fácil você ir por um caminho conhecido, já desbravado. Outros já desbravaram, erraram e acertaram. Então você vai lá, um atalho, né? Porque outros já comeram ali a a enfim o o pão que o Jabassou. Então você vai ali pegar um atalhozinho,
vai aprender com os erros deles, vai seguir, é mais fácil, é mais confortável e é mais certeiro. Mas ninguém cria um case, ninguém revoluciona o seu segmento, ninguém lidera o seu segmento fazendo mais do mesmo. Isso é fato. Você pega, por exemplo, o case de uma Simed, não Foi totalmente na contramão, apostou em produtos de marca própria, né? a febre da Carmed e uma agilidade de marketing, de responder aos estímulos de marketing, show da Madona, eles fizeram um espetáculo de marketing. Então assim, você é uma estratégia arriscada, mas que deu certo. Que deu certo. Mas
é é talvez talvez arriscada. Muito arriscada. Você achou? Pô, é, tá. Enfim. E então eu acho que autenticidade você ter a coragem de talvez ir na contramão do mercado, se For o caso, mas de tomar um caminho diferente que tem a ver com você e que todo caminho diferente tem risco. Não tem como você não ter risco se você toma uma uma um caminho diferente do que vem sendo praticado. Então, falamos em autenticidade, eu acho que humanização de todas as marcas, né? por mais que a gente tenha falado dos seus cos seus estrelas, mas a
humanização é uma é uma é um é um pilar importante. Esse próprio CEO da Unilever que eu citei falou, a Desconfiança do consumidor, quando a gente faz uma mensagem da marca, de marca para consumidor, para ser humano, é muito alta e a gente não não dá para correr esse risco de ter essa rejeição inicial. Então para quebrar esse gelo de saída, a gente contrata o influenciador que já tem uma comunidade conquistada. Então eu acho que a marca se humanizar é um caminho também importante via influenciadora ou via o CEO, enfim, de uma maneira ali calculada.
E o terceiro, Hoje em dia a gente fala muito da importância do storytelling, né, de você ter ali um um uma narrativa envolvente para muito além do seu produto, porque todo mundo na indústria já entendeu que não é sobre produto, é sobre o desejo, é sobre a experiência que você causa e é sobre essa narrativa que tá por trás do seu produto, da sua marca, que fundamenta ali a tua história. Deixa eu te perguntar, eh, que tu acha mais atraente, poder ou Dinheiro? Ela acho que é poder, né? Mas assim, tem que ser um poder,
tem que ser um poder que parte de você, né? Porque se é um poder que te atribuíram, se é um poder de um cargo, de um status que é temporário, se é um poder que você tem que justificar, oi, eu sou a Mônica da Vog, eu sou a M. Isso pode te ser tirado um, dois, né? Então não é um poder ali que tá intrinsecamente com você. Então eu hoje sou, já fui a Mônica da Vog, a Mônica do Vijhow, a Mônica da Glamura, a Mônica da L, Mônica da Veja. Hoje eu sou a Mônica
da Mônica, eu sou a Mônica Salgado. Então isso eu acho que é um poder do meu tamanho para onde eujei chegar, que é um poder que ninguém me tira. A não ser um cancelamento ou outro, né? Não, aproveito para te dar os parabéns, que eu acho que tu vai crescer muito nas redes. Tá acertando exatamente onde tem que acertar. Deixa eu te perguntar sobre o efeito sorte. Tu acredita no efeito sorte? Que que é o Efeito sorte? Efeito sorte. A sorte. Entendi. Swatch. Ol que louco. Swat é outra coisa. Sorte. Tu acredita no efeito sorte?
Acredito. Acredito no efeito sorte. Mas é energia ou é sorte mesmo, cara? Talvez seja energia, talvez seja misticismo, talvez seja uma conjunção astral, não sei o que é. Mas eu acho que você pode fazer tudo certo e dar errado. Você pode fazer tudo errado e dar certo. Assim, não tem receita pro Sucesso. Então assim, eu conheço muitas pessoas que não são as mais lindas, as mais carismáticas, as mais ricas, as mais eh inteligentes e elas voaram muito mais do que qualquer outras pessoas que tinham condições em teoria muito melhores, entende? Então assim, po, mas acho
que isso é sorte, cara, que o que depende do conceito de sorte. Que que é sorte? É Deus? É astral? É energia? É misticismo? É, não sei, talvez seja uma combinação disso tudo, mas assim, claro, A sorte só não segura, né? Acho que você tem que tá aquela coisa, aquela, aquele clichê ridículo de a sorte tem que te encontrar trabalhando. A sorte tem que te encontrar trabalhando, senão você pode ter sorte, mas você não tem longevidade. E também aí não é muito legal, né? Você tem percebido alguma mudança nas políticas das marcas? Você falou que
trabalha com várias marcas, que elas têm políticas. Você tem percebido alguma mudança eh nessas Políticas? Não, com dor no coração te digo que não. Ainda não. Quer dizer, a gente vê lá fora, acho que tem vários exemplos que vocês devem estar carecas de saber, Disney, Johnny Walker, tem várias empresas que têm eh ali arrefecido, né, nas suas políticas walk. Então, tem a o próprio a própria meta, né, do Marcos Zerber. Voltou bem. Voltou bem. Então assim, com a eleição do Trump, talvez tenha sido um Ali um estímulo, né? Mas várias marcas voltaram atrás nessas políticas
e voltaram a valorizar o que é a essência da cultura americana, meritocracia e e tudo aquilo. E aí a gente vê ao mesmo tempo vários produtos culturais e não sem alguma satisfação. A gente vê o fracasso de uma Branca de Neve, de outros filmes da Disney que abraçaram a cultura woke da Branca de Neve que ai não quer salva ser salva pelo príncipe porque ela é uma mulher empoderada e o Anão não pode ser anão, né? né? Não sei se souber o anão da Branca de Neve não pode ser anão, porque seria uma você insistir
numa um estereótipo. Então, em vez de empregar o ator anão, eles decidiram fazer o anão por e sei lá, inteligência artificial. Então, nossa, faz todo sentido, né? Em vez de você empregar o anão. Bom, whatever. Foi um filme super criticado, né? Até porque você tem a Branca de Neve. E aí você tem aí você tem a a como é que É? A feiticeira, não é? feiticeira, não sei. A bruxa má é que é a galgador, que ela não pode ter inveja da beleza, ela não pode ter inveja da beleza daquela Branca de Neve, gente. Vamos
e venhamos, não faz nenhum sentido. Então, foi muito criticado. Então, eu acho que sim, existe um movimento que tá começando, que tá embrionário, mas que honestamente não vi chegar ainda no Brasil. Acho que é questão de tempo, mas não vi chegar. Você vê, vale tudo. A novela vale tudo que eu que eu citei. Qual é a tua marca predileta? De quê? na moda. Marca, qual tua marca predileta? Uma marca só. Essa marca pode ser gringa, pode ser qualquer um. A tua marca predileta. Eu amo 1000. Por mim eu, se eu pudesse escolher uma marca para
vestir o resto dos meus dias, seria 1000. Apesar que uma senhora idosa de 80 anos vestindo 1000 talvez não fosse muito adequado. Mas eh, você já deixou de postar alguma Coisa ou de fazer algum trabalho ou de se comunicar de alguma forma por medo de ser cancelada? Medo de um cancelamento digital? Não, não. O que aconteceu recentemente foi eu ter postado um conteúdo, um vídeo que é o meu telejornal surreal, que eu falo das notícias que eh seriam engraçadas se não fossem trágicas. Tem muitas. Eh, e que depois de uns dois dias tava super viralizado,
eu tava felizona, meu marido falou Assim: "Amor, tem um amigo nosso que é super influente, que adora teus teus tuas coisas e tal, e ele falou: "Será que você não talvez esse conteúdo específico você não deveria pagar porque tem uma, ele tava perfeito até o final. Aí no fim você fez uma crítica assim um pouco mais exacerbada, uma pessoa que não pode ser criticada, né, que é o Deus todo-pereroso, salve salve". E aí eu fiquei com medo e apaguei. Foi a única vez. Mas isso por medo de uma Perseguição mais judicial do que do cancelamento
pelos pela pelo público. O cancelamento hoje não me não me deixa mais com medo porque eu acho que o cancelamento hoje ele já evoluiu de um jeito que todo cancelamento tem um um anticancelamento. Então você é cancelada por uma turma e você é ser abraçada por outra. Abraçada por outra. Melhor cancelamento que teve foi o Paulo Mur. Ele saiu de 2 milhões de seguidores para cinco em dois dias. O Melhor melhor cancelamento que existiu foi cancelado, triplicou os seguidores. Isso tá tem acontecido e não é raro assim esse número sim, mas eh não é raro.
Eu acho que hoje em dia o cancelamento ele também é uma validação pela outra turma, né? Sim. Eh, deixa eu te perguntar sobre o ego. Na tua carreira você deve ter visto Vog, então isso aí, Vog é um horror, né? deve ter visto muitas pessoas morrerem pelo ego. Que tu Falasse um pouco sobre eh sobre esse assunto e e quanto isso pode ser nocivo na vida das pessoas, na vida dos empreendedores, dos influenciadores. E como é que se controla o ego? Hum. Teria que consultar minha terapeuta, mas eh eu acho que eu tenho, bom, eu
tenho 25 anos de carreira, né? Quer dizer, tenho mais, porque eu comecei a trabalhar antes de de ser Formada. E eu já vi muita gente nascer e morrer. Muita gente assim nascer profissionalmente assim também literalmente, mas também vi eh muitas pessoas chegarem ao auge, né, em teoria ali profissionalmente e depois de um ano serem esquecidas. Eh pessoas que tinham um cargo e que mandavam prender, mandavam soltar e não respondiam ninguém. E e depois inclusive uma ex-chefe que eu tenho que era super poderosa na Indústria e hoje, então assim, há que se tomar muito cuidado para
não se confundir eh o valor que você tem pelo cargo que você ocupa. O cargo é temporário e eu tenho vontade tanto de falar isso para tantas pessoas, tantas pessoas que não respondem WhatsApp, que cargam para você pessoas que você às vezes conviveu, pessoas que você tem uma história no offline, sabe? pessoas que se colocam num nível tão eh superior que se dão esse direito. Então Assim, tem e para essas pessoas eu tenho tanta vontade de falar assim, vai você vai cair porque ninguém fica no é é antihumano assim, é antio real ninguém fica no
no auge o tempo inteiro. Então assim, quando você cair, você vai precisar dessas pessoas, você vai lembrar disso. Então não não cria essas inimizades à toa, sabe? Não gera esse karma para você. Então acho que o o ego hoje ele tá muito ligado a status e poder, né, aos cargos que você Ocupa nas empresas mais desejadas e mais sexy do mercado. Agora, como assim um antídoto para isso, eu acho que você é você fazer terapia e você ter a consciência de que tudo é passageiro. Cargo é uma coisa que te atribuem, te dão do mesmo
jeito que te dão podem te tirar. Do que tu sente saudade? Eu sinto saudade da imprensa e das revistas como eu já vivi. Eu sinto muita saudade. Foi uma época muito maravilhosa da minha vida, de muitas hã muitas aventuras que A gente propôs ali, sobretudo na Glamour. A gente fez a primeira capa de blogueiras na história das revistas do mundo, não do Brasil. A Glamour Brasil foi a primeira revista a colocar blogueiras na capa. E pode parecer uma coisa ali, mas era uma revolução de comunicação, de consumo que a gente estava vivendo e e a
revista foi primeiro a acreditar nisso. Então, eh esse período de aventuras, de testar, provar, de ir além, de irritar os chefes Muitas vezes que não não apostavam no que a gente apostava e a gente às vezes ia lá e insistia e às vezes muito rebeldemente fazia sem aprovação. Eh, esse tempo eu tenho saudade, mas ele não existe mais, né? As sedações não operam mais dessa maneira. Tu tu era a pessoa da Vog, né, pô? Ser a pessoa da Vog é um status, é um negócio poderoso. Quando tu saiu, caiu, o cargo não foi mais. Como
é que foi essa? É porque tem gente que e eh ela eh Eu acompanho muito isso, ela não tem noção do de quão importante é a placa pro trabalho dela, né? Quando tu tira a placa de cima da cabeça da pessoa, a pessoa desaparece. Tipo assim, ela evapora, como se fosse um ninja, sabe que é ninja assim, ó, sobe. É. É. Eh, e tem gente que, né, inclusive a gente já viu aqui um caso aqui na empresa, falei: "Ó, quando tu sair daqui, tu vai sair da debaixo da placa e Aí a coisa vai ser
diferente." O que tu faz um pouco quando a tua saída da VOG, que era a pessoa número um da VOG no Brasil, provavelmente e com um mar de puxa-sacos, assim, todos os eventos, né? aquele baile da VOG, aquela coisa, todo mundo chamando, era grande, a grande pessoa e de repente tu saiu e não tava mais lá. E como é que foi essa virada? Eu queria te perguntar um pouco sobre sobre como é que é o day after. Então, eu era número dois da VOG, eu era redatora chefe, eu tinha acima de mim uma diretora de
redação, mas sim, era um poder considerável de lidar com o mercado e de assim, a VOG, eu imagino que assim, trabalhar na VOG, você já quer nem trabalhar na Apple, você não precisa conquistar, o telefone toca, é só você atender bem, porque as oportunidades surgem. Ai, tem um tem um furo aqui para você. Não, essa viagem eu fiz viagens Excepcionais, excepcionais excepcionais. Na época da Vog, quando ninguém ia para fora para semanas internacionais. A gente já era convidado para as coisas mais incríveis, que eram tipo dois jornalistas e a gente tava lá e eu participei
de muitas coisas inesquecíveis. Só que daí eu saí da VOG para ir pra Glamour. E a Glamura era uma revista da mesma do mesmo segmento, mas uma revista não tão de luxo, era uma revista mais divertida, mais alto Asttral, que inclusive tem muito mais a ver comigo, com o meu jeito de pensar o texto, o jornalismo. E e eu fui ser, aí fui ser a número um, eu fui implementar, conceitual o título no Brasil, que foi um desafio profissional muito mais interessante, mas muitas pessoas consideraram downgrade. Muitas pessoas, você vai trocar Vog, você tá louca?
Falei: "Gente, eu quero ser chefe, eu quero, eu quero, eu quero, eu quero que a minha opinião ali, que o meu caminho Seja um caminho considerado." Então, assim, foi maravilhoso. Fiquei 5 anos na GLAM. Agora, quando eu saí da Glamura, eu senti muito, muito, eu saí por opção própria em 2017. E aí eu fui pro vídeohow. E aí no vídeohow eu era uma colunista. Eu saí de uma executiva, autoexecutiva, gerindo uma equipe importante, uma verba importante e eu fui ser praticamente reporter no video. Então foi uma coisa que, por mais que tenha sido divertido, leve,
gostoso De ter sido feito, foram dois anos muito gostosos da minha vida, eu eu tive que lutar muito contra isso, assim, contra a minha a minha síndrome de ter me rebaixado e por vontade própria, o que era pior ainda, não podia botar culpa em ninguém, né? O que que quis aquilo? Mas enfim, depois eu acho que também as coisas vão se acomodando, sabe? Depois que eu saí do video show foi importante para mim. Eu falei: "Cara, agora eu posso ser eu, Então agora eu vou fazer o que eu quero nas redes sociais, do meu jeito,
vou construir a minha marca pessoal". Então assim, é são processos, né? Que quando a gente tá vivendo, a gente não tem essa dimensão. Claro, você acha que você tá ali, ai, agora como vai ser? E aí depois com o tempo você vai entendendo que, ah, tá OK, foram barreiras e obstáculos necessários. Essas pessoas que trabalham na Globo não podem ser elas mesmas? Gente, você trabalha pra Globo, óbvio Que não. Você tem até contratualmente, você não pode ser você mesmo. Você tem uma série de restrições ali. Eu eu na época da Glamour, como diretora de redação,
tive uma série de restrições de de marcas, por exemplo, que me chamavam para palestrar e eu não podia palestrar sobre o risco de que eu fosse vista como uma pessoa eh parcial, mas ao mesmo tempo, adivinha só? eles me vendiam para eventos comerciais e a gente não ganhava um Centavo. Então assim, era uma via de mão única e isso foi uma das coisas que mais me incomodou e que me me fez optar por sair. Qual que tu acha que é a visão eh qual que tu acha que é o papel da mulher no empreendedorismo, na
liderança? Eh, como que você vê esse esse movimento de feminismo, de eh as mulheres mais presentes nos conselhos das empresas? Como é que você enxerga tudo isso? queria ouvir um pouquinho sobre isso. Bem, eu acho que eu não quero ser Sexista, tá? Odeio essa visão sexista de mulheres superiores ou homens superiores, mas eu acho que eu acho, eu sinto e eu vejo que nós mulheres temos, digamos assim, temos alguns degraus acima no quesito flexibilidade, no quesito soft power, no quesito saber lidar com muitas coisas ao mesmo tempo. Não tem testosterona. Não tem testosterona e compensa
isso, compensa isso com empatia, com muitas. Agora é regra, não, não é. Eu já tive chefes escrutíssimas, mulheres, já tive chefes homens corretos, agradáveis, justos. Então, é claro que não é regra, mas via de regra, o que eu acho que o movimento feminista que surgiu eh de um jeito muito legítimo numa num contexto completamente diferente do que a gente vê hoje, revolução industrial, mulheres indo pro mercado de trabalho, eh o movimento se perdeu quando ele foi ali se confundindo com pautas sociais e Pautas de raça e pautas woke, né, ideológicas e de gênero e e
daí as mulheres realmente se colocando num nível superior e começando comeando a ter uma postura muito bélica, né, em relação aos homens. E isso causou o que a gente tá vendo hoje, que é uma masculin lamentável que a gente tá vendo hoje. Eu tenho um filho adolescente de 14 anos e eu vejo que ele me relata na escola. Não sei se vocês têm filhos, com certeza vocês não têm filhos de 14 anos, Mas eu tenho. E e tudo hoje é motivo com crianças de 14 anos, pré-adolescentes, de as meninas irem na direção falarem que é
assédio, falarem que é as coisas mais horos nomes mais horríveis que talvez elas nem tenham a dimensão do que é. Depende de quem fala o assédio, né? Depende de quem fala, claro, depende totalmente de quem fala. E isso é um retrato dos nossos tempos, assim, o homem completamente perdido. Cal Raymond falar gostosa, não é Assédio, não é, não é elogio. Elogio, claro. Agora, eh, os homens pedindo desculpa, gente. Os homens estão pedindo desculpa e não só na seara pessoal, na seara profissional também. Eu eu tenho assim, eu ouço relatos de amigos, é que eu tô
fora da vida corporativa, mas relatos de amigos que tem cargos de chefia em empresas, é assim, cara, tá todo mundo indo para casa depois de um de um serão. Ainda existe essa palavra serão acho que Não sei, na minha época de redação, serão você ficar até tarde. E aí você fala: "Gente, vamos dividir um Uber, qual que é teu bairro? Qual que é teu bairro?" E a pessoa no dia seguinte vai pro RH e fala: "Ele estava me intimando a pegar um Uber com ele, não sei com que intenção, e o cara é punido. O
cara é punido pelo RH. Isso está acontecendo e meu filho me relata isso tudo". assim. Então é o homem, então se ele é sensível, ele é fraco. Se Ele é líder, ele é autoritário. Se ele ch Então assim, eu acho que o homem realmente tá perdido e acho que esse movimento feminista mais agressivo que a gente vê hoje, o que existe, eh ele tá contribuindo seriamente para essa mudança perigosa de paradigmas na sociedade. Mônica, mas você é a favor de políticas afirmativas eh para pras mulheres, por exemplo, cota não. Eh, a, por exemplo, a B3
falar que as empresas do novo mercado precisam ter Uma conselheira mulher. Não, não sou a favor de cota. Não sou a favor de cota. Podem me apedrejar. Eh, acho que é um é um é um convite ao vitimismo. É assim, é você celebrar o vitimismo, que eu também acho que é uma parte muito triste da nossa cultura hoje. Eh, as pessoas acharem que elas têm, sabe o que que eu acho? assim, são os oprimidos de outrora, porque as mulheres sim foram oprimidas e e os Negros, claro, mas se tornando os opressores de agora e muitas
vezes usando isso, a sua condição de XPTO para virar o jogo de um jeito que não é um jeito honesto, não é um jeito correto. Teve esse caso recentemente da médica, não teve? da médica loira, que que a médica negra tinha por cotas que tinha uma nota inferior, conseguindo um trabalho e ela entrou na justiça e ela ganhou. Então assim, eu eu acho que cota não é o Caminho. Eu acho que o caminho é educação de base. Educação de base para que a gente não tenha que chegar no momento de distribuir. Educação de base. Só
que nenhum governo investe em educação de base porque não é populista, porque é uma coisa que você vai colher os frutos 20 anos da frente e você já não vai estar mais no governo. Então é te falar, é um problema difícil de ser resolvido. Você acha que as pessoas deveriam votar mais em mulheres nas Eleições? Eu não sei. Se você quer votar em mulher, você vota. Se você quer mulher, eu voto. Eu nas últimas eleições não votei mulher e não votaria apenas pelo fato de serem mulheres. Entendi. Simples assim. Mônica, tu acha que eh a
tua o teu posicionamento de direita nas redes sociais tá influenciando positivamente muita gente sair do armário e também falar sua opinião política? Gostaria de acreditar que sim, porém não sei. Com Certeza absoluta. Você acha? Uh, não tenho nenhuma dúvida. Zero. Eu acho que as pessoas que concordam vão lá, endossam, mas se elas estão indo paraas redes dela falar também, eu não sei. Comentar já é um avanço, né? Acho que já é uma coisa positiva. Tô endossando essa opinião e acho que tem algumas pessoas, mas tão poucas, tão poucas. O o ontem o STF eh mandou
para casa, prisão domiciliar, o assassino da Marielle. E cadê Aniele? Eu te pergunto, por que tu acha que a esquerda não se pronunciou a respeito disso? Rabo preso. Óbvio. Como é que a Aniele, que inclusive está ocupando esse ministério hoje, tão somente por conta desse histórico que ela teve com a irmã, como é que ela não se manifesta? É odioso, é nojento ela se calar diante disso e as outras feministas também, mas Sobretudo Aniele sempre tão beligerante, né? Sempre tão ali ativa. Aí não foi ativa com relação ao chefe dela, né? que também um ano
depois ela veio se manifestar de abusos do do chefe. E agora essa questão, então assim, cara, se essas pessoas conseguem dormir à noite em paz, sem Rivotrio, não, mentira, dormir à noite em paz, parabéns. Troféu de hipocrisia pódio. E qual é o teu sonho grande da vida? É Sonho grande da vida? Ai gente, ficou surpresa com as nossas perguntas que foram muito porque sonho grande da vida é uma coisa profunda, né? É como é que a gente fala isso sem ter uma resposta óbvia? Talvez não dê. O que que todo mundo quer na vida? Um
sonho grande, acho que de todo o ser humano. É ter uma família legal. Eu sou uma pessoa que sou casada há 20 anos, inclusive faço daqui a pouco 20 anos. Tô com meu marido há 25 anos. Não pretendo me separar jamais, porque acho que também essa altura, gente, o que que faz um casal depois de 25 anos se separar? Não sei, não quero nem pensar, inclusive. Mas eh meu casamento acho que me dá uma base muito importante para eu conquistar outras coisas. E eu tenho certeza que ele diria a mesma coisa. a paz de espírito,
né, que te dá de ter um larutado, de ter um lar pacífico, não que não a gente que a gente não não Brigue de vez em quando, sim, a gente briga e muito até, mas eh de maneira geral, um lar pacífico em que a gente tá criando um filho, enfim, né, que a gente acredita que tá bem encaminhado, um filho afetuoso, um filho com valores e prosperando na vida, porque também tem isso, tem que prosperar na vida. E eu acho sinceramente que, cara, quando você faz as coisas bem feitas, quando você não dá rasteiro em
ninguém, quando você Faz o que você acredita, a chance de você prosperar é muito grande. E eu vejo isso na minha vida e eu vejo isso na vida dele. Então a gente prosperando juntos, criando uma vida cada vez mais bacana, viajando para onde a gente quer, comprando o que a gente quer e criando um filho legal. Cara, eu acho que todo ser humano de bem vai te responder isso. Vai, vai ser muito difícil não te responder isso. Tem a parte de morrer dormindo também. Mônica morrer dormindo. Boa, eu vou acrescentar isso na minha lista. É
verdade. Mônica Salgado, eh, dá moda para transformar a opinião política de uma legião inteira de mulheres. Eu eu fico muito orgulhoso por ti, assim, pelo trabalho que tu tem feito. Eu acompanho e realmente eh precisamos de mais Mônicas eh para um Brasil melhor. Deixa eu perguntar tem uma pergunta clássica aqui do nosso podcast, é quem é a pessoa Mais inteligente que você já conheceu? Que eu já conheci? Isso pessoalmente não pode ser familiar. É meu pai, meu avó. Ah, tá bom. Eu posso dizer que eu já conheci essa pessoa, posso dizer porque já estive com
ela, inclusive bati um papo. Sabe quem eu acho brilhante? Porque para mim o o o a inteligência não é só cultura, né? Uma pesso cada um tem um cada um tem uma opinião. É, tem uma opinião para mim. Eu acho que é você também usar sua inteligência de maneira Agradável, de maneira a fazer as pessoas se sentirem especiais ao seu redor. E para mim também tem muito a ver com humor. Humor para mim é um sinal de inteligência supremo. E para mim essa pessoa, eu sou viciada nessa pessoa que é o Jimmy Fellon, que é
aquele apresentador da TV americana. Eu sou louca pelos recordes dele, pelos personagens que ele cria. Eu acho ele brilhante, eu assisto tudo e eu tive a sorte de conhecê-lo num M Awards que eu Fui quando eu tava na Glamur até, e eu fui falar com ele porque já era fã e ele se levantou porque eu era chata, que assim, tinha uns intervalos do M, eu saía do meu lugar que era lá na fila Z, que eu tava na fila Z e eu ia ia lá nas primeiras filas e falava: "Ai, posso tirar uma foto com
você?" Todos os meus ídolos do Friends, todos os meus ídolos. Eu falei assim: "Ah, can you take a picture?" Tirei fala com todo mundo. E aí eu fui falar com ele, ele se levantou Da cadeira dele, ele ficou uns 5 minutos conversando comigo, falou o que eu fazia, da onde eu era, falou: "Ah, a minha prima também trabalha na glamura americana" e ficamos ali batendo um papo, zerei a vida porque realmente eu sou muito fã desse cara pela maneira com que ele usa a inteligência dele de uma maneira divertida e autoastral. Presentes. Vocês são presentes?
Ah, temos presentes. Além do vinho. Além do vinho. Tem. do vinho. Tem tem vocês são Presentes aqui. Você tem muito bom papo, um ano de adapta o melhor sistema de AI do Brasil com todos os principais coloca todos os principais modelos de inteligência artificial para você. Um ano é free. Um ano você jura? Gente, eu quero entender. Tem uma camiseta também da Del. Não, não. Isso é legal. Você é realmente é a pessoa é bom. Se você quer ter o chat de PT de graça, acessa aqui o link da bio. Não tem sete dias de
graça Só para testar. Depois chat GPT de tá o chat tá não adapta pai. Ó a Minerva te mandou um churrasquinho para tu comer churrasco também. Você jura que legal? Claro. É pro Essa é pro marido fazer lá. Não sei se Ah, marido, mas meu pai faz, viu, pai? Tá aqui para você que eu sei que ele vai assistir. Papai super de direita. Beijo, pai. Que que será que tem aqui? É carninhas boas. Entendeu? Não, não. Essa aí é é a linha ultra high da bife de Chorizo da Minerva. É bom, é boa, é boa.
Assado de tiras. Angos. Tudo tudo top, tudo prime. Olha aqui. Nossa, papai vai adorar. Maminha. Papai vai adorar. Papai super churrasqueiro. Show. Ah, temos a caneca do podcast também. Obrigada. Muito gente, gente. Tá pesando, hein? É carne, hein? Depois a equipe te ajuda. Podcast que mais cresce no Brasil também. O melhor podcast do Brasil ou podcast dos formadores de opinião. Cada episódio uma aula ainda Não maior, mas de longe o melhor. Em breve também o maior podcast do Mônica Gagado. Obrigado demais. Obrigada gente, foi um papo delicioso. Obrigada mesmo pela perguntas surpreendentes e pelas palavras
generosas que eu vou sair daqui com o meu ego, ó, infladíssimo. Não, mas faz bem porque a gente precisa de mais e mulheres de direita falando que são de direita. V o bom exemplo que a Jojô está dando aí. É, tá dando mesmo. Tá dando porque tem o tipo assim, a Joana Paz, Por exemplo, é uma pessoa de direito, ela não fala nada porque ela tem medo de ser, sei lá, massacrada. A Débora Seco também. Então eu acho que Mas Débora Seco, não sei. É, ela é assim, não é? Oxi, Giovana Tonelles, pessoal capitalista com
um monte de empresa, ninguém quer o Brasil para baixo. Difícil na posição delas. Eu eu também por isso que eh Money Talks, bullshits. Até o próximo episódio do podcast Café com Fer podcast que mais qu Brasil. Obrigado, gente. Até a próxima. Compartilhem esse vídeo com os amigos e com os haters também, todos os grupos de WhatsApp. Obrigado, Mônica, obrigado, Ferre, obrigado para toda a equipe e para você que tá na audiência, compartilha esse episódio com os seus amigos. Nos vemos na próxima quarta-feira. Um abraço. [Música]