Se os cientistas brasileiros fossem valorizados da mesma forma que os jogadores de futebol, os “influencers”, políticos e a classe artística. . .
hoje o Brasil seria uma das mais avançadas nações do planeta. Essa é a verdade nua e crua. Então comece você fazendo a diferença.
Assista este vídeo até o final. Estou pedindo apenas dez minutos da sua atenção para compartilhar com você o conhecimento e valorização do seu Brasil. E quando você terminar de assistir o vídeo, compartilhe com as pessoas que você gosta.
Porque não tem presente melhor do que o conhecimento. Sejam todos muito bem vindos. Pra quem não me conhece, muito prazer, eu sou Felipe Dideus e esse é mais um vídeo do canal “Vamos Falar de História”.
Neste vídeo irei falar sobre o Programa Antártico Brasileiro, o PROANTAR, um dos melhores do mundo. O PROANTAR é a joia nacional da ciência brasileira. Uma joia que vem chamando a atenção das grandes potências mundiais.
A Antártica é uma das regiões mais ricas do planeta. Os seus mais de 13 milhões de quilômetros quadrados detém recursos naturais em abundancia como chumbo, prata, cobre, petróleo, gás natural e muitos outros. Alguns especialistas estimam que sob o solo antártico existem cerca de 200 bilhões de barris de petróleo.
Tantos recursos naturais fazem do continente antártico um dos lugares mais cobiçados do mundo. Nós ainda não testemunhamos uma guerra por essa vasta região graças ao Tratado da Antártica, assinado em dezembro de 1959, que suspendeu reivindicações de posse da Argentina, Australia, Chile, Nova Zelândia, França, Noruega e Reino Unido. Esses sete países reivindicam regiões da Antártica.
O Tratado da Antártica estabeleceu que a região antártica seria neutra permitindo a liberdade de exploração em regime de cooperação internacional. E claro, estabeleceu também que seria proibido a extração dos recursos naturais. Em 1991, os países signatários do Tratado da Antártica decidiram prorroga-lo por mais 50 anos.
Ou seja, até 2041, a Antártica seguirá sendo um patrimônio da humanidade. A história do Brasil com a Antártica começou em 1958, quando o médico e escritor, Durval Sarmento da Rosa Borges se tornou o primeiro brasileiro a pisar no solo antártico. 23 anos mais tarde, a mineira, Eny Turolla Maia, se tornaria a primeira brasileira a pisar na Antártica.
O governo brasileiro nunca reivindicou a Antártica, porém, a proximidade do continente gelado com a América do Sul foi muitas vezes considerada parte do entorno estratégico do Brasil. O Brasil é o sétimo país mais próximo da Antártica e por isso sofre a influência direta dos fenômenos naturais que lá ocorrem. Por isso é de extrema importância para o nosso país estudar a região antártica, pois seus fenômenos naturais atingem o território nacional.
Em 1975, o Brasil aderiu ao Tratado da Antártica e sete anos depois criou o PROANTAR, o Programa Antártico Brasileiro. A primeira missão do nosso país ocorreu entre 1982 e 1983 elevando o Brasil à categoria de Membro Consultivo do Tratado da Antártica. O progresso constante do setor cientifico e tecnológico brasileiro resultou na criação, em 1984, da Estação Antártica Comandante Ferraz.
Essa estação brasileira está localizada na Ilha do Rei Goerge, a 130 quilômetros da Península Antártica, na baía do Almirantado, na Antártica. Isso fez com que o Brasil se tornasse um dos principais agentes responsáveis pela manutenção da paz e da segurança em todo continente antártico e no seu entorno. A Estação Antártica Comandante Ferraz conta com um projeto arquitetônico moderno com 17 laboratórios divididos em seis setores.
Com um funcionamento sustentável, a estação brasileira é considerada uma das mais seguras e modernas da região e, mesmo com a pandemia, nunca parou de operar. Hoje, o Brasil faz parte do seleto grupo de 29 países com status de Parte Consultiva do Tratado da Antártica. Hoje, o Programa Antártico Brasileiro, e seus 130 cientistas, se tornou a joia da ciência nacional.
Os cientistas brasileiros do PROANTAR literalmente ajudam diretamente no desenvolvimento da ciência mundial. Isso é reconhecido internacionalmente. O PROANTAR é estruturado em quatro vertentes básicas: a cientifica, sob a coordenação do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico; a ambiental, sob a responsabilidade do Ministério do Meio Ambiente; a logística, a cargo do Ministério da Defesa, com a coordenação e realização da Marinha do Brasil; e a política externa, a cargo do Ministério das Relações Exteriores.
A Marinha do Brasil é crucial para o desempenho do Programa Antártico Brasileiro, pois apoia na logística que permite o acesso às regiões da península Antártica. Além de que o grupo-base formado por militares da Marinha matém a Estação Antártica Comandante Ferraz funcionando o tempo todo. Hoje, os cientistas brasileiros atual em 23 projetos do nosso país que compreendem as áreas de oceano-grafia, física, química, biologia, climatologia, meteorologia, orni-tologia, arquitetura, pscicologia, arqueologia e geologia.
O Programa Antartico Brasileiro, graças aos seus cientistas, cada vez mais coloca o Brasil como uma das principais potencias que lideram a rica Antártica.