alguma coisa boa todo seu de volta em um momento que o dia de curiosidade informação que todos nós sabemos que as guerras estão invariavelmente associadas às grandes desastres da humanidade mas sobre a tragédia ao longo dos séculos afloraram algumas descobertas descobertas científicas que nos beneficia até hoje e quem nos conta mais sobre isso é o médico e escritor josé maria orlando boa noite obrigado por ter vindo depois de um longo e tenebroso evento quero da história do estado aqui há mais tempo né é um prazer enorme eu na sua casa e revendo ícones ganhará ali
o seu nome do meu pai que era o meu queridíssimo amigo e minha família inteira de josé mário é chamar de minha família inteira de beto - ele olha enveredou por outra história economia amacia enfim estava na época de guerra estava falando antes eu fui piloto da força aérea então e tem uma mania por essa história da segunda guerra e muitas dessas coisas também foram passadas é meu pai via meu avô que tinha muito interesse nessa história da da guerra que ele falava da penicilina de tanta coisa que aparecendo mas é época de guerra muitos
anos atrás a gente sabe que a medicina ainda é muito precária e e qualquer ferimento podia ser fatal não é assim aliás invariavelmente eles eram fatais mesmo aí sim porque o instrumental que a medicina dispunha e os conhecimentos científicos eram extremamente limitados e portanto o médico era um mal ela quase que um figurante durante muitos séculos foi assim você um paciente ele era um soldado por exemplo ferido que a força no abdômen no tórax ou em algum membro algum vaso sanguíneo mais importante ele normalmente sucumbe à frente a hemorragias e vela ou infecção talvez não
no momento posterior mas naquele momento mais agudo uma hemorragia grave o instrumental era muito muito restrito então na verdade o índice de mortalidade é elevadíssimo entre os soldados feridos e pouco se tinha que fazer o paciente normalmente morria naquilo que à época nem se sabia que é hoje conhecido como estado de choque o choque hemorrágico choque traumático e não se dispunha sequer da facilidade que hoje se tenha um ponto só se dirijam pronto socorro você toma um choro na veia por exemplo a uma hidratação rápida isso não existia você começa a ter as infusões endovenosos
a partir de basicamente da primeira guerra mundial nós estamos falando em 1914 18 você põe uma uma trajetória retrógrada até a antiguidade e você vai ver que não se tinha o que fazer quando havia uma perda sanguínea muito significante nos resgates que eram feitos os resgates no próprio campo de batalha que é feito isso pois a nós tínhamos o paciente que o soldado que se via diante de um estado de choque hemorrágico e ele eventualmente é conseguir sobreviver principalmente depois da primeira guerra a ele muitas vezes tinha condições de tomar uma transfusão de sangue que
só foi aparecer durante por exemplo a revolução espanhola a guerra civil espanhola 1936 basicamente não é esse ele sobrevivia roni nós tínhamos depois uma complicação renal porque o estado de choque levava uma má perfusão dos órgãos e o rio sofria muito com isso e ele parava de funcionar e quem é que faz mais o diário daquela não tenha hemodiálise na hemodiálise vai surgir e se difundir nas guerras a partir da guerra da coréia basicamente década de 50 década de 50 época quando os usamos realizador ainda muito muito primitivos começaram a ser usados e salvar a
vida de muitos soldados mas você fala do resgate o resgate é durante muito tempo grande parte dos soldados eram abandonados no próprio campo de batalha ou eventualmente um companheiro outro que resolveu colocá lo sobre os ombros uma maca improvisada até que por volta de 1800 começo a id do século 19 o cirurgião chefe dos exércitos de napoleão bonaparte chamava-se dominic jala rei que é um cirurgião muito famoso na época ele que desenvolve as primeiras ambulâncias volantes como ele chamava puxadas por cavalos era um carroção na verdade que se dirigia até o campo de batalha para
recolher aqueles eventuais sobreviventes que tinham alguma chance de serem tratados e levava para a retaguarda para que ele pudesse ser abordado pelos cirurgiões naquilo que era possível fazer leis como é que eles atuavam na 2a a de forma como eu disse bastante limitada se tinha uma hemorragia grave normalmente se fazia uma cauterização seja deve ter ouvido falar essa palavra cauterização elétrica hoje sofisticada os famosos bisturis elétricos na época na época que estava no fogo mesmo era o ferro incandescente ôôô ôôô óleo fervente que na verdade ajudar a vale a cozinhar aqueles tecido dos postos e
o vaso sanguíneo diante daquele calor extremos atraiu se esclerosa vão ali e eventualmente o soldado conseguir sobreviver mas numa condição posterior àquela aquela aquele procedimento de cauterização que fechava os vasos sanguíneos poderia levar a uma maior ligação das extremidades da vinha trombose no caminho e aí vinha o que aquilo que para não evoluir para uma grana que quase invariavelmente era igual à morte se fazer a amputação com os cirurgiões eram eram famosos à época quanto mais rápido ele fosse exatamente esse é dominic jala rei que eu lhe falei que quero o o o queridinho de
napoleão napoleão bonaparte gostava demais dele porque ele era um belo cirurgião a época numa única batalha na batalha de borodino 1812 quando os franceses foi atacado com a rússia nas imediações de moscou com a você tem é o lar rei fazendo em 24 horas algo em torno de 200 amputações que 200 amputação ele pessoalmente isso é tido como uma galera mais rudimentar sem anestesia naturalmente é o máximo que o o o soldado tinha direito era um pedaço de madeira para ele morder morder e anestesia simplesmente não existe então ele o é o cirurgião tinha necessariamente
que ser muito habilidoso e muito rápido não só cortando os tecidos moles os músicos como osso errando osso com o paciente absolutamente conscientes e ásia e acompanhando toda aquela só eventualmente ganhava lá uma dose minha de whisky ou uma bebida alcoólica qualquer pra tentar mascarar um pouco o sofrimento que era trote naquele momento decisivo agora a formação dos médicos naquela época não havia mas é hoje até pouco tempo atrás no em pleno século 20 o estudo não era tão avançada eventualmente como é hoje eu herdei muitos livros do meu avô o pai do meu pai
eram todos em francês e alguns em inglês o cara tinha que estudar lá fora estava no brasil também tem que fazer os seus cursos d'água que não tinha é nunca livro aqui fora da medicina até a sistematização do próprio ensino médico só foi acontecer em momentos mais recentes recentes que eu quero dizer por volta do século 19 tá mas tem uma famosa frase do pai da medicina hipócrates a antiga grécia antes de cristo em que ele dizia o seguinte se você quer aprender medicina vai para a guerra porque porque era um enorme campo de aprendizado
nas condições mais adversas onde tudo valia tudo era possível era um enorme laboratório é de de pesquisas a céu aberto e de treinamento dos profissionais inclusive de forma até de maneira mais recente durante a guerra da secessão a guerra civil norte americana que até hoje foi a garra que mais matou norte americanos no mundo uma guerra fratricida nascida quer 12 países diferentes exatamente lá um dos principais avanços obtidos durante a guerra da secessão em termos médicos foi a possibilidade de fornecer treinamento intensivo e extensivo a um grande número de profissionais recém saídos das ditas faculdades
com absolutamente nenhuma condição de enfrentar aquelas situações dramáticas eles aprendiam ali na prática na na marra e isso está sendo contado no livro vencendo a morte perfeitamente porque você conta a evolução da medicina o exame durante esses períodos tão difícil né é o os armamentos das batalhas contribuíram também na com certeza na verdade o esse livro vencendo a morte ele é resultado de aproximadamente cinco anos de pesquisa bibliográfica extenso no brasil uma das coisas que me motivou a escrever desta forma voltado ao público geral o público leigo não é um livro para médico para profissionais
de saúde necessariamente foi a falta de uma bibliografia realmente sistematizado e voltada pra esse tipo de de tema que é a evolução da medicina a partir as guerras e um dos aspectos que chama mais atenção é na transição do das batalhas que eram é travadas entre os guerreiros que se engalfinhavam com armas brancas ea transição para as armas de fogo que vão levando a um certo afastamento do de género dos guerreiros ah ah ah ah o ato de matar ficavam tanto quanto mais confortável mas os ferimentos e vão do dilma de uma lâmina de uma
espada uma lança de uma flecha até na por volta do da virada do século 19 para o século 20 com o surgimento da metralhadora e aí como é que ficava coisa que antes você tinha um guerreiro matando um guerreiro ou matando uma meia dúzia de outros guerreiros com a metralhadora eram centenas varridos de uma hora pra outra lá e dependendo do tipo de ferimento normalmente ferimentos abdominais em grandes vasos sanguíneos não se tinha mais o que fazer a não ser ficar aguardando o infeliz desencarna lá no céu agora pra terminar o o que mais a
gente pode dizer da direita e em que as guerras ajudaram porque a gente só vez por um lado absolutamente negro se acredita em grande parte ou em toda a parte da evolução da medicina isso se deveu em função da guerra não se pode dizer dessa forma que se pode afirmar com certeza que existe uma superposição e o entrelaçamento muito importante entre a medicina militar na medicina de guerra que contribuiu de maneira significativa para o desenvolvimento da medicina como um todo ea medicina se viu fora dos momentos das guerras mas a medicina militar ela era tocada
exatamente tem uma necessidade de se encontrar soluções urgentes para o problema você mencionou ainda a pouco eu ouvi no mar na sua outra entrevista você fazer menção ao fato de ser ter sido piloto então eu vou te dar apenas um exemplo uma contribuição extremamente singela mas que nasce a partir das guerras durante a primeira guerra mundial quando surgem os primeiros aviões de combate não é os aviões de caça o piloto no cockpit ele ficava absolutamente desprotegido porque não havia uma cabine fechada não não era então o que qual era o recurso que se tinha pra
que naquelas eventuais manobras um pouco mais ousadas ele não fosse lançado para fora do cockpit cinto de segurança cinto de segurança é aí que nasce o cinto de segurança que hoje é uma rotina na nossa vida pelo menos daqueles que têm cuidado com a própria vida e com a vida dos outros mas o cinto de segurança na ásia assim na nas batalhas aéreas da primeira guerra mundial os aviões interlados não era nem de metal bom trabalho e rolando eu quero depois ter acesso ao teu livro vencendo a morte porque esse tema pra mim é fascinante
existe um capítulo que talvez seja de seu particular interesse então olha que é o último capítulo que trata exatamente da medicina aeroespacial o desenvolvimento da medicina na área espacial desde os primórdios até os vôos espaciais obrigado por ter vindo que tenho que agradecer médio lado escritor e com o tema absolutamente bacana de se ter notícia