Olá, moçada! Tudo bem? Bom dia!
Sejam bem-vindos novamente. Hoje, 25 de janeiro, com mais uma reflexão histórica que eu espero seja útil a todos vocês. Obrigado por quem resolveu embarcar nessa aventura de 365 dias, 365 meditações.
Na verdade, nós teremos mais do que isso aqui nessa playlist; teremos 366 meditações que o livro oferece, além das duas ou três iniciais ali preparatórias, né? Acho que são duas; enfim, tem material aí para uma vida inteira de reflexão. Moçada, hoje, com Marco Aurélio, meditações.
Esta reflexão é intitulada "O Único Prêmio". É uma daquelas que recaem na lista das minhas preferidas. Diz Marco Aurélio: "O que resta para ser apreciado isto eu penso limitar nossa ação ou inação apenas ao que está de acordo com as necessidades de nossa preparação".
É nisso que consistem os esforços da educação e do ensino. Aqui está a coisa a ser apreciada. Então, você se prepara, você se educa, e nesse processo educacional, nesse processo formativo, você vai selecionando aquilo que merece ser contemplado na sua vida, aquilo que merece ser objeto de contemplação e, por via de consequência, objeto de ação.
E aquilo que está fora disso, então, isso é fruto de um exercício educacional. Os gregos chamavam isso de "a ideia", né? Esse processo formativo que precede a boa compreensão das coisas.
Por isso, uma das meditações lá atrás, não sei se vocês se lembram, que um desses estóicos diz: "Primeiro você se educa, depois é livre. Não é primeiro você é livre, depois você se educa. " Você só compreende bem a liberdade, e você só compreende bem tantas outras coisas, passando antes por um processo educacional, um processo formativo.
Se conseguires isso, vais parar de tentar conquistar todas as outras. Se não fizeres, não serás livre, autossuficiente ou liberto. Se você não passar por um processo adequado de preparação intelectual, você será um servo.
Um servo das opiniões alheias, um servo das paixões, um servo de tudo aquilo que não te garante autossuficiência: servo do olhar do outro, servo da opinião do outro, servo da reputação, servo de tudo aquilo que você não pode controlar. Você não consegue se libertar das paixões; mas será, então, necessariamente cheio de inveja, ciúme e desconfiança por quem quer que tenha o poder de tomá-las. E vais conspirar contra aqueles que te apreciam.
Então, sem a devida reflexão, você se torna um escravo, um escravo do que há de pior, e então vai trabalhar nesse registro a sua vida inteira, querendo dar o tombo nas pessoas, querendo alcançar sempre o que é inalcançável, sempre insatisfeito com tudo, sempre reclamando de tudo, sempre se comparando. Oi, filhote! Dá bom dia, pessoal!
Sempre se comparando o tempo inteiro, nunca autônomo, nunca autárquico, nunca apreciador de si mesmo, sempre projetando para fora as suas expectativas, nunca para dentro. No entanto, respeitando e apreciando tua própria mente, agradarás a ti mesmo e estarás em mais harmonia com os teus semelhantes, e mais sintonizado com os deuses, louvando tudo o que eles puseram em ordem e atribuíram a ti. Mais uma vez, essa ideia de uma divindade reconhecida como a natureza, como as coisas como são, o reconhecimento das coisas como são, te confere uma liberdade extraordinária.
E aí você afasta os apetites, as inclinações, aquilo que afeta negativamente o seu caráter, o seu modo de ser, o seu modo de se conduzir. Uma vida assim é uma vida sem inveja, é uma vida desapaixonada, a paixão aí entendida no seu pior sentido, daquilo que escraviza. Você se liberta de amarras que são falsas amarras, você se liberta de uma mentalidade que é uma mentalidade patológica.
Patologia, paixão, descontrole. O comentário dos autores é interessante: Warren Buffett, cuja fortuna líquida é de aproximadamente 65 bilhões de dólares — nem sei se não está mais —, vive na mesma casa que comprou em 1958 por 31. 500 dólares.
Um atacante do time de futebol americano Baltimore Ravens, que não acompanho, recebe milhões, mas vive com 60. 000 por ano. A estrela do.
. . Aí ele vai citando uma série de exemplos, né?
De pessoas muito bem-sucedidas financeiramente, materialmente, que optaram por ter uma vida mais simples. Por quê? Não é porque sejam avarentos, é porque as coisas que importam para eles são baratas.
As coisas que importam para essas pessoas são baratas. Elas poderiam ter uma vida de ostentação, poderiam ter uma vida de projeção dessa materialidade, mas a que leva uma vida de ostentação é escravidão, submetido ao olhar do outro, à escravidão do outro. Por que você ostenta?
Você ostenta para mostrar. E por que você quer mostrar? Porque você está preocupado com o que os outros vão pensar de você, e você se reafirma só no que os outros vão pensar de você.
Seu olhar não é para dentro, é para fora. Eles não acabaram desse jeito? Esses caras?
Por acaso, o estilo de vida deles é resultado de priorização. Então, uma coisa que eu acho interessante nos estóicos, CeC fala muito sobre isso: não é que você tenha que abrir mão de ter as coisas, de ter um certo conforto material, mas você não pode ser escravo disso. O jogo mental é mais ou menos o seguinte: "Tá, eu tenho, e amanhã, se eu não tiver, porque pode acontecer?
E frequentemente acontece. " E se amanhã desaparece? E se eu perco isso sem mais?
Eu me desestruturo. Uma pessoa que ostenta, com certeza, porque ela vai mostrar o quê se ela não tiver mais o helicóptero para filmar nos stories, o jatinho para fazer aquela foto assim, do pé esticado na poltrona da frente? Essa pessoa se desestrutura.
Eu me lembro de um professor que eu tive de filosofia medieval; eu sempre conto essa história porque eu acho ela deliciosa. Vem cá, negão! Eu sempre acho essa história deliciosa.
Ele andava num carro sempre batido, e ele não arrumava esse carro por nada. Até que um aluno não aguentou e falou: "Professor, professor Moacir, professor de filosofia medieval extraordinário, faleceu muito cedo! " E falou: "Professor, por que o senhor não arruma esse carro?
" A resposta dele foi muito boa: "Eu não sou o carro. " Essa é uma resposta muito boa. O carro estava amassado, o carro estava andando, servindo a ele como deve servir qualquer ferramenta que não diz o que ele é.
Ele estava andando num carro para cima e para baixo, ele precisava só se locomover, ele não precisava mostrar para ninguém o carro no qual ele estava, porque senão ele teria que arrumar, trocar, fazer isso, fazer aquilo, todo ano. Olha agora o que vão pensar de mim, o novo lançamento. Não, pera aí, tá funcionando, tá me levando!
Prioriza-se os interesses que estão, sem dúvida, abaixo dos seus recursos financeiros e, em consequência, qualquer renda lhes proporcionaria liberdade para buscar as coisas que mais lhes interessam. Eles têm muito, mas tivessem pouca coisa isso não faria diferença, porque aquilo que realmente importa. .
. Aliás, tem um cara, uma fortuna brasileira aqui, esqueci o nome dele agora, um senhor bastante famoso por ser investidor. Acho que é Barce o nome dele.
Ele foi muito criticado por esse coach que foi candidato à Prefeitura de São Paulo. "Ah, tem dinheiro, mas não sei que não compra isso, não compra aquilo, não usufrui. " Aí ele deu uma entrevista, esse senhorzinho, falando assim: "Eu ando num carro, um Passat antigo, e me serve.
É o que me serve. Eu não preciso ficar desse jeito. " Aí um cara que tem muito mais dinheiro que todo mundo, uma das maiores fortunas do país.
Então é isso! O cara faz milhões por dia em investimento, uma doideira! Não preciso, acontece.
Simplesmente que eles enriqueceram acima de qualquer expectativa. Esse tipo de clareza sobre aquilo que eles mais amam no mundo significa que eles podem aproveitar a vida, aproveitar a vida num sentido mais legítimo, sem o que os outros vão pensar ou deixar de pensar. Então.
. . Ah, eu não queria fazer isso necessariamente nesse momento, né?
Então, a todo momento eu tenho que. . .
outro dia alguém me perguntou sobre o conceito de felicidade. Aí me veio essa: a felicidade é um momento, é aquela experiência que você tem. Um momento feliz, para ser mais exato, é aquele momento que você está tão bem nele que você não precisa mostrar para ninguém que você está nele.
Outro dia a gente fez um jantar e a gente nem lembrou de pegar celular, estava com os amigos, para filmar, para fazer story, não sei o quê. Só ao final a gente falou assim: "Nossa, a gente não fez falta nenhuma. " É porque estava tão bom que a gente não precisava mostrar para ninguém aquilo.
Estava bom! E isso é ser feliz de verdade. "Estou aqui, estou ali, estou cá, estou viajando, não sei o que, essa praia fulana de tal.
" Isso, não sei o que. . .
Tudo, tudo, tudo o tempo inteiro leva a suspeitar que talvez não esteja tão bom assim. Significa que ainda seriam felizes mesmo se houvesse uma reviravolta nos negócios ou se suas carreiras fossem interrompidas por uma lesão. Você já viu esses jogadores de futebol que fazem milhões ali em 10, 15 anos e depois são obrigados a parar?
Quantos se perdem? Sem as câmeras, sem a fama, sem o dinheiro jorrando como se parecia de uma torneira que nunca fechasse. Poucos são aqueles comedidos que tocam a vida independentemente das luzes, das repercussões.
Quanto mais coisas desejamos, mais temos de fazer para ganhar ou alcançá-las, menos aproveitamos verdadeiramente a vida, e menos livres somos. Tem alguns influencers, né? De vez em quando a Bárbara me mostra: "Olha essa moça aqui viajando.
Tem que viajar com não sei quantos fotógrafos, tem que viajar com não sei quantos assessores, tem que viajar com uma pessoa que faz maquiagem, tem que viajar com não sei o quê. " A pessoa, ela vai ter uma noite de sexo com o marido, tem que sugerir que vai ser uma noite de sexo, vai ter que filmar fechando a porta. Isso quando, de repente, não tem uma camerazinha para filmar assim, movimentos por debaixo dos lençóis.
Uma coisa completamente grotesca! Não tem privacidade, não tem liberdade. Por coincidência, quando eu fui gravar essa meditação, apareceu no jornal para mim os milionários que vivem a vida de subconsumo.
É um novo tipo sociológico que agora virou pauta de jornal. Milionários que dirigem carros usados e nunca compram roupas novas. Milionários que optaram por ter uma vida mais simples porque perceberam que esse é um buraco que não tem fundo; esse buraco do ter, ter, ter, ter, associado ao ser, ele não tem fundo.
Então, hoje é essa casa, amanhã é aquela outra casa, mas aquela outra casa já não é suficiente. É aquela outra, é aquela outra. Aí tudo bem, se aconteceu de você ter, tudo bem, mas você não se torne escravo disso.
Um tipo de vaidade que pode destruir a sua vida. Não por outro motivo, eu que conheço uma galerinha dessas redes sociais aí pelos bastidores. .
. Aquilo que você vê ali na tela e aquilo que você vê depois nos bastidores é assim, ó, gritante. Os que mais falam em família, em não sei o quê, em Deus, e "vamos nos salvar", "como eu sou um maravilhoso", "como eu sou milionário", não sei o que, tá lá tudo deprimido, tomando quilos de remédio.
Cuidado com isso, cuidado com isso. É a meditação de hoje. Beijão para vocês!
Ah, não se esqueçam aí de curtir, comentar, tá pessoal? Mandar pra galera, né Thales? Né Thales?
Para que as meditações cheguem a mais e mais pessoas que possam eventualmente se. . .
Interessar-se em ter uma vida diferente, porque essas meditações têm que ir pra vida. Não adianta ficar só aqui. Não!
Beijão, até mais.