[Música] 30 anos separaram a primeira da segunda conferência nacional de saúde das mulheres o que mudou para esta população Quais as novas demandas é o que vamos saber agora a segunda conferência nacional de saúde das mulheres é o assunto do sala de convidados de hoje nós avançamos da última conferência que aconteceu há 30 anos atrás eu acho que foi um desafio a gente precisa ter um olhar específico para cada mulher por cada especificidade outras pessoas falam da Saúde indígena os homens falam da Saúde da Mulher o genital não é importante que é importante no nosso
contexto é o social e para isso as mulheres transexuais e travestis estão nessa conferência para pausar esse debate para dizer que elas são mulheres acima de qualquer coisa muitas mulheres com deficiência quando engravidam né que é um direito elas são recomendadas por muitos médicos abordar mesmo querendo essa gestação meu segmentos trabalhadores do sexo né a gente coloca muita importância da legitimação no nosso movimento que tem mais de 30 anos já no Brasil Para que sejam criadas políticas públicas voltadas para nossa população que sejam pensadas para o cenário né E que sejam construídas com a nossa
participação não é fácil viver com HIV é possível é possível sim se tiver acesso se tiver informação se tiver recursos não é se o governo seu estado deles recursos se tiver medicamentos se tiver essa enfim eu não vejo a só o meu mundo que eu não olhe só para mim porque eu sou negra mas que olhe também para as mulheres ciganas praias indígenas que a luta dela seja minha para conversar com a gente estão no estúdio Carmem Lúcia Luiz enfermeira sanitarista militante feminista e coordenador Nacional da segunda conferência nacional de saúde das mulheres Francisca Rêgo
membro da mesa diretora do Conselho Nacional de saúde e Ariane Senna psicóloga e vice-presidente do Conselho Estadual dos direitos da população LGBT da Bahia e você também é nosso convidado participe fazendo perguntas e comentários utilize nosso site canal saúde ponto fiocruz.br ou telefone 08007018122 ligação gratuita de 17 a 20 de Agosto mulheres de todas as regiões do país tiveram um encontro marcado em Brasília começava mais um Capítulo da segunda conferência nacional de saúde das mulheres apesar do inverno de agosto a primavera das mulheres parece não ter acabado os Ipês brasilienses estavam floridos e amarelos uma
poética recepção para o que seguiria nos três dias da segunda conferência nacional de saúde das mulheres no espaço com quase 1800 mulheres que foram delegadas entre 70 mil que participaram de todo o processo nos 26 estados do país e mais o Distrito Federal um Marco histórico que levou 31 anos para acontecer pela segunda vez Esse ato de 31 anos é a marca do silenciamento ao qual as mulheres são submetidas no seu cotidiano não é nada diferente do que é a nossa vida em todos os momentos então eu fiz questão de mostrar essa história para poder
mostrar este silenciamento alguns avanços que aconteceram e aconteceram mesmo e os desafios que nós temos pela frente a abertura da Conferência foi marcada por Momentos de tensão as mulheres se manifestaram durante o discurso do ministro da saúde Ricardo Barros [Música] [Aplausos] [Música] atitudes sobretudo que encontramos de todos em outros momentos ela se emocionavam e não era para menos não é sempre que em uma mesma mesa solene se vê uma mulher que lombola e uma indígena ao lado de gestores trabalhadores e mulheres que inclusive fizeram história na primeira conferência dos direitos da mulher lá em 1986
Fabíola de Aguiar Nunes é uma delas ela que foi secretária Nacional de programas especiais de saúde naquela época recorre a importante escritora feminista Simone para explicar que devemos nos manter sempre vigilantes pensamento que inspirou o evento nunca se esqueça que basta uma crise política econômica ou religiosa para que os direitos das mulheres sejam questionados é importante você estar periodicamente revendo as políticas como estão implantadas e ajustando as novas realidades e também incorporando novos avanços que a luta feminista tem nesse em cada momento né se por um lado a primeira conferência aconteceu após o surgimento do
feminismo como ator político na esfera pública lá na década de 80 essa segunda conferência realizada 31 anos depois veio em um momento em que o movimento feminista se fortalece no Brasil em um sinal de resistência em um cenário de crise Emília Fernandes foi a primeira ministra da recém extinta secretaria especial de política para as mulheres e avalia que é crucial retomar este assunto agora esta conferência acontece num momento muito significativo para a história do Brasil porque se por um lado nós temos grandes desafios a enfrentar é exatamente na mobilização na participação e na presença de
mulheres de luta e de garra e especialistas nesta área da Educação e da saúde né E de outras como da educação enfim um dos movimentos populares sindica e movimentos sociais que a gente vai construir a resistência o Brasil tem uma um compromisso histórico com os direitos das mulheres e que essa agenda é que coloca inclusive objetivos de enfrentar mortalidade materna de enfrentar violência contra as mulheres de enfrentar a questão da pobreza da violência da Fome de enfrentar o saneamento básico todas essas se a gente for olhar essas metas o Brasil só vai alcançar se realmente
também respeitar a condição das mulheres ronald's Santos Presidente do Conselho Nacional de saúde afirmou o emocionado que essa conferência significa não desistir do SUS é o coroamento da Esperança um momento que nos enche de ânimo e certeza de que é possível resistir de depois de um processo grande demais de um ano de mobilização de todos os cantos do Brasil as mulheres mais uma vez emocionando mostrando que apesar da escuridão que quer nos apresentar ainda tem muita luz e a esperança está na diversidade esta foi a grande diferença entre a primeira e a segunda edição da
conferência nesta cada rosto era o único diferente cada cultura estava ali presente seja ocupando os lugares de votação seja ocupando o palco mulheres com deficiência reclamaram sobre a falta de representatividade na abertura e ocuparam mulheres de terreiro mulheres indígenas também Lúcia quilombola disse que falaria com coração falou e chorou e votou orgulhosa De também poder fazer história lá fora ela vendia turbantes e Generosa colocou um em mim o verdadeiro reencontro com a tão importante ancestralidade trazida pelas mulheres mais velhas emocionante que eu não esperava fazer parte daquela mesa né É aonde a gente nunca faz
parte de mesa nenhuma principalmente a gente que não tem estudo não tem o papel a gente não não fala não pode falar nossa realidade não temos direito de falar o que a gente sofre lá na ponta da de quilombo de quilombola de mulheres ribeirinhas de mulheres que sofre a dificuldade lá difícil dar conta de tantas diferenças e o desafio estava posto no tema central do evento desde o início integralidade com Equidade nós mulheres somos diferentes mas nós temos que entender que nós não somos desiguais o que nos une é sermos mulheres mulheres muitas vezes subjugadas
subordinadas a toda opressão machismo e violência e que apesar de sermos de etnias diferentes de estado diferente de condições diferentes tem algo que nos Junior Eu acho que esse é o elemento central dessa conferência E é o que eu saio daqui com esse sentimento que apesar de todas as diferenças nós temos que entender que elas não desqualificam muito pelo contrário se a gente entender que tem algo que nos une nós seremos cada vez mais potentes [Música] [Aplausos] bom a gente já fez vários programas sobre várias conferências mas aparecem coisas aqui que nos emocionam acho que
talvez a própria emoção seja uma coisa importante da gente marcar de que espaços como esse também são espaços de emoção que emoção também é uma coisa que modifica que transforma que mobiliza e é tão bonito ver quando as pessoas falam né nunca tive espaço né Agora posso ser ouvida a voz é minha ninguém precisa falar por mim foi isso mais ou menos o que aconteceu entre outras coisas e deliberações que aconteceu durante a conferência Olha eu acho que foi uma conferência que realmente teve muita representatividade a gente conseguiu colocar visível a diversidade das mulheres em
termos de raça etnia em termos de classe social em termos de ciclo geracional foi uma das primeiras conferências aonde que nós tivemos uma delegada menina então nós tínhamos meninas adolescentes mulheres as mulheres idosas eu acho que realmente a diversidade marcou até porque a gente tem tinha proposta de a partir da diversidade é que você pode compreender as diferenças né E aonde que essas diferenças se tornam desigualdades E é isso que você precisa superar para poder chegar na Equidade então se não tivesse essa diversidade presente Talvez nós não tivéssemos conseguido chegar no ponto que era uma
ordem debate da conferência que era a integralidade com Equidade que as diferenças são muito bem-vindas mas as iniquidades não são com certeza exatamente E aí a gente percebe que ao longo tanto da organização da conferência quanto durante a conferência Nós temos que nos ressignificar e você falava no começo aí da questão da emoção então é a emoção que suaviza a razão né que sua vida necessidade de lutarmos com as nossas especificidades e tem uma questão que até as pessoas as mulheres lá eficiências buscaram o seu espaço no momento da conferência mas em nenhum momento toda
a conferência deixou de lado essas especificidades a gente tentou usar Equidade mesmo então que menos é visível o que menos aparece o que menos surge né como a responsabilidade social o conselho como um espaço de controle social não pode ficar inerte essas questões Então tem que trazer à tona tem que trazer para o debate e foi uma riqueza né então assim nesses 30 anos as mulheres não estavam paradas né Elas estavam se preparando para esses dias que foram fantásticos e que de fato nos emocionou Eu numa mesa que eu coordenava uma indígena quando eu controlava
o tempo isso eu tenho falado sempre depois porque me tocou bastante Nina Cacique Ela falou para mim eu não vou parar de falar porque eu esperei mais de 500 anos para dar a minha voz nessa conferência então ser eu a tomar a sua voz então assim todos tiveram voz eu acho que isso é fantástico esse espaço de tempo de 31 anos passa para mais de 500 anos sem voz a coisa tomou uma outra dimensão muito mais poderosa né e ninguém precisa falar pela gente né Eu acho que isso também é uma coisa que é uma
conferência traz com muita força né eu considero essa conferência assim como algo que foi muito propositiva foi muito revolucionário assim principalmente no âmbito para mulher estranhas e travestis porque eu ainda não tinha visto e nenhuma outra conferência ou seja outros espaços que não sejam relativos a população LGBT a gente avançar tanto na nossas pautas colocar um espaço onde a gente pudesse colocar nossas demandas a não ser a própria conferência LGBT então assim foi um espaço e é um espaço de pertencimento assim e de empoderamento porque as mulheres trans Elas são mulheres né Então como foi
dito aqui bem colocado pelas companheiras foi um espaço onde a gente pode ver a pluralidade então é um espaço nosso se somos mulheres nenhuma mulher é igual a outra cada uma tinha sua singularidade como a gente viu indígenas quilombolas e tal então foi um espaço onde a gente pode demarcar e dizer existimos resistimos somos mulheres também colocar as nossas pautas as nossas principais demandas Eu acho que isso fortalece é a nível de Brasil os nossos direitos assim o direito da população TRANS e essa palavra resistência também é muito importante se colocar agora né você se
refere na matéria avanços que ouve avanços mas também é um silenciamento cotidiano que você fez questão de marcar isso na conferência então a gente tá falando disso de muitas coisas que não foram suficientes É com certeza né Eu acho que isso ainda inclusive tá dentro dos Desafios né porque a ao final propostas aprovadas dessa conferência algumas eram específicas relativas à saúde da mulher mas algumas eram relativas ao plano geral que o Brasil vive hoje né Por exemplo uma proposta que foi aprovada com um número Extraordinário de Sim foi a contrariedade mostrada com uma Emenda 95
né que congelou os gastos da Saúde o financiamento da saúde e da educação por 20 anos então foi mais um espaço para as mulheres se manifestarem a respeito não só da sua saúde específica mas de questões Gerais que também resultam ao fim ao cabo na condição de saúde das pessoas né e eu acho que é isso né as Mulheres sempre foram as que tiveram menos direitos os nossos direitos são muito recentes muito recentes mesmo né Tem coisas assim que a gente não acredita né tava conversando agora antes do programa com uma companheira e ela Lembrava
que as mulheres começam a ter oportunidade de assinar um cheque em 1961 parece muito maluco hoje a gente pensar nisso mas foi agora pouco né então são essas essas questões né era o marido digamos né que tinha esse direito de ser prerrogativado o cabeça do casal quer dizer cabeça era o homem né e a gente era um real escorpinho sei lá um pedaço qualquer talvez o pé né então eu acho que muito trabalho né Eu quis dizer o pé assim porque é uma coisa bem Então eu acho que esse silenciamento faz parte da nossa vida
né eu queria trazer também algo que eu sou fisioterapeuta de informação e também como sanitarista a gente traz algumas preocupações de um contexto de saúde né que quando a gente fala de saúde na verdade a gente tá falando doença né a gente traz alguns elementos que que coloca a mulher numa situação de vulnerabilidade imensa não bastasse toda essa questão social de estado inserida de ser respeitada pelo nome social Ela Quer Ela é questão de gênero enfim mas pela questão das patologias pela questão da deficiência e assim eu trabalho com isso lido com essa questão da
deficiência isso é muito forte e quando você tem uma pessoa com deficiência em casa toda a família fica comprometida né quando você tem uma pessoa com patologia isso lhe limita a questão alimentar limita a questão de gerar de produzir né de ser mãe isso também tem um impacto muito forte e bem recente que se começou a discutir isso então pensando a saúde como um direito de todos né É uma questão constitucional é as reformas políticas e administrativas e econômicas elas não podem correr a margem dessas questões elas precisam estar focadas no que de fato a
mulher precisa tem a especificidade da mulher então a gente não pode ignorar e eu acho que as mulheres mandaram bem deram seu recado disseram que são fortes ao mesmo tempo que são suaves né mas que são firmes nos seus propósitos Eu acho que isso muito bacana a emoção não é fragilidade Pelo contrário né você tem que ser muito forte assumir a sua emoção que é o que a gente entende mais singular mais do que a própria razão que a gente lê reproduz as a emoção é muito individual é muito singular por isso que eu quis
marcar isso como o sinal mesmo de força dessa conferência acho que a questão da Resistência que você falou eu acho que é a palavra chave assim porque a gente sabe que essa conferência ela aconteceu também em um cenário político que nós estamos vivenciando um cenário de golpe né e eu acho que isso só tende a fortalecer e dizer que a gente não desiste dos nossos direitos como a companheira falou da questão da patologia por exemplo uma das principais pautas das mulheres trans hoje do movimento TRANS e a despatologização das identidades estranhas existe um livro chamado
classificação internacional de doenças em que as mulheres trans elas estão lá não sei de F 64 no meio dos seres do f60 ao 69 Onde consta os transtornos de personalidade então a gente entende que essa patologização ela coloca um olhar enviesado sobre os médicos sobre a gente e aumenta estigma e aumenta a invisibilidade dessa população acessar um serviço de saúde para os médicos também um poder sobre as pessoas né É isso que a gente estava lá lutando Assim como as mulheres as mulheres feministas tem sempre lutado pela questão do seu corpo do nosso corpo que
é o nosso direito é o que a gente vem falando também porque no momento que a gente entra nessa categoria de patologização o nosso corpo não é nosso a ideia de que precisa sempre de um médico para poder ver aquela pessoa que está dentro daquele Cid para poder curar de alguma forma de uma certa forma é o que estava se falando aqui né Precisa do homem que geralmente é um homem também né É sempre bom e alguma coisa para que a mulher possa então ter os seus direitos e isso na verdade torna um processo adoecedor
muito mais amplo por exemplo o processo de retificação de nome e Sexo para travesti e transexuais a gente tá nessa lógica da patologização a gente passa por todo esse processo compulsório por exemplo para poder retificar os nomes então é necessário que apresentam laudo psicológico lá do psiquiátrico laudo tem que ir no endocrinologista e fazer um Tratamento compulsório de dois anos então são coisas que a gente entende que passa por essa lógica da patologização quer dizer a gente não tem direito nem ter o próprio nome então isso eu tô falando da retificação mesmo do registro mas
já existe a portaria 18:20 do SUS também que garante o uso do nome social para travestis e transexuais e que também não é respeitado é resistência muito grande e é isso que estávamos lá também nessa conferência nesse espaço pedindo isso um acesso mais humanizado em todas as esferas do SUS esse acesso humanizado de ter respeito mesmo ao próprio nome de ter menos estigmas de talvez a gente trabalhar com campanhas nacionais para que estimule ainda para que esse espaço fique mais menos exclusivo para essa população porque todo esse estigma acabam excluindo Mas é por isso que
existe a política nacional de saúde integral da população LGBT porque a política ela entende que o preconceito e com orientação sexual a identidade de gênero incide diretamente nessa exclusão e eu acho que é esse fortalecimento a nível Nacional assim que eu posso já adiantar que nós estamos buscando é fazer trabalhar essa política nos estados e no municípios a gente precisa da sensibilização da capacitação contínua porque a questão da da rotatividade dos funcionários e tal e acho que isso sempre surge também acontece como uma desculpa dos maus tratos que a gente recebe das violações dessa população
e tem que ser contínuo também porque o preconceito é muito forte e ele tá arraigado as pessoas às vezes não percebem ou às vezes percebem fazem com consciência que estão sendo e agindo preconceituosamente né isso a gente não pode tolerar e é interessante você falar o tempo inteiro aqui falando da resistência da Defesa do Sistema Único de Saúde em de escuridão em tempos de que parece que tudo que se quer desmontar o nosso belíssimo sistema de saúde né e Muito ousado a nossa a constituição cidadã né a Constituição de 88 ela é um Marco Fantástico
na história do país e que é exemplo para o mundo e nós mesmos na verdade as pessoas que foram empoderadas por nós né para tomar e conduzir esse processo Porque o SUS não existe se não há democracia o SUS não existe isso não há esses espaços para que a gente possa é se portar para que a gente possa fazer o nosso grito e nós vivemos numa era em que assim há muita violência e o controle social faz o combate né a cultura da Paz onde a gente possa ouvir as pessoas eu acho que falta muito
disso acho que a nossa conferência ela pode trazer também essa essa condição enfática das mulheres bem de escutar as outras escutar as companheiras de respeitar esse espaço e eu acho que isso é muito bacana que a gente pode exercitar isso porque no país sangra muito parece que para a gente conseguir algo tem que morrer alguém a gente tem que brigar a gente tem que atirar coisas a gente tem que usar de expressões nada democráticas né então assim não condize o SUS ele o papel do Conselho Nacional de saúde é justamente resistir para que o SUS
seja do povo para o povo como ele surgiu é importante a palavra democracia que você usa né SUS é igual a democracia né Gustavo Peixoto de São Paulo na abertura do programa vimos várias demandas de diversas mulheres para as políticas públicas vocês acham que a conferência conseguiu escutar essas demandas você falou agora em escuta Olha eu acho que escutar muito nosso problema é agora como viabilizar né porque a gente pensar acabou a conferência tá tudo resolvido não agora é que começa o grande trabalho né porque agora que nós temos que criar Para viabilizar a resolução
do que foi proposto lá né então este é o grande trabalho é um grande trabalho sempre Principalmente agora nesse momento eu digo agora nesse momento político do Brasil que todas as portas estão se fechando para a população né Por exemplo a participação social no SUS é matéria Constitucional a constituição diz que o sistema de saúde será aí fala várias diretrizes do SUS e a últimazinha delas deixa a participação social e a participação social Então ela é dada por leis orgânicas do SUS e diz como é que essa participação se dá Então essa participação de se
dá em termos de conselhos de saúde e em termos de conferências de saúde e muitos outros mas constitucionalmente essas duas formas que são as obrigatórias né e o que a gente tem visto É que por exemplo é o departamento gestão participativa do Ministério da Saúde tem-se fechado cada vez mais e é o lugar que deve promover a inclusão da da participação da população no sistema de saúde né então eu acho que acho questões foram colocadas nós vimos lá propostas por exemplo ali relativa a mulheres descobeladas que é uma coisa que você vê quase nunca elas
estavam presentes achei muita gente nem sabe o que que é mulheres escaladas são mulheres que perdem o couro cabeludo no trabalho né ralando sementes por exemplo no interior da Amazônia e a máquina não tem proteção e ela não tem proteção e o cabelo cai ali dentro e ela acaba perdendo a o escalpo né e foram aprovadas propostas no sentido de que pessoas mutiladas pessoas cauteladas as pessoas queimadas tivessem cirurgias reparatórias dentro do SUS porque muitas das cirurgia reparatórias são tidas como plástica que é comumente plastificar estética e não é São plásticas reparatórias né então uma
das propostas colocadas foi essa para mulheres que sofreram grandes queimaduras ter a cirurgias reparatórias agora vamos ver como é que a gente vai conseguir que esse governo faça isso se eles vão e fecham o financiamento do SUS a colocação né de financiamento por 20 anos vai ser estático como é que nós vamos abrir esse serviços que estão em dificuldade né eu vou pegar esse gancho porque a gente vai agora no nosso bloco justamente falar também de outras deliberações né O que que está por trás agora desse grande trabalho que vem por aí sabe os convidados
vai fazer um breve intervalo não sai daí a gente volta já [Música] [Música] sala de convidados está de volta conversando sobre etapa Nacional da segunda conferência nacional de saúde das mulheres nossas convidadas são Carmem Lúcia Luiz coordenadora Nacional da segunda conferência nacional de saúde das mulheres Francisca Rêgo membro da mesa diretora do Conselho Nacional de saúde e Ariane Sena psicóloga e vice-presidente do Conselho Estadual dos direitos da população LGBT da Bahia e você também é nosso convidado participe fazendo perguntas e comentários utilize nosso site canal saúde ponto fiocruz.br ou telefone 08007018122 ligação gratuita a gente
vai saber agora Quais foram as principais deliberações da Etapa Nacional da conferência [Aplausos] durante todo o evento a diversidade foi a palavra de ordem em todos os temas cada grupo de mulheres esteve atento para garantir que as suas questões mais específicas entrassem no relatório final os grupos foram divididos em diversas salas que discutiam propostas de quatro eixos separadamente um deles falava do papel do estado no desenvolvimento socioeconômico e ambiental questões que impactam na vida das mulheres ela vier com subprocuradora Geral da República e Célia Neves representante da comissão nacional de fortalecimento das reservas Marinhas do
Brasil foram as palestrantes deste tema e ajudaram as delegadas a elaborar em seus votos eu mostrei o quanto as mulheres são maioria a todas as desigualdades Esse é corte de vestimentos esse teto ele prejudica na verdade as mulheres esta conferência esta segunda conferência nacional de saúde das mulheres ela deu essa oportunidade de escuta em várias áreas desse país os debates foram calorosos hora consensuais ora longos e complicados o cansaço chegava e algumas aproveitavam os intervalos para relaxar ou para visitar As feiras e conhecer os artigos para venda feitos pelas próprias participantes na plenária final uma
boa parte das propostas já haviam sido aprovadas nos grupos e teve até criança conseguindo incluir suas pautas a mais nova delegada da conferência Maria Alice veio lá de Passo do Lumiar no Maranhão e fez um dos discursos mais aplaudidos do evento eu achei o máximo né porque eu sou a primeira criança a ser delegada com a minha faixa etária de idade e porque muitas vezes as pessoas elas não acreditam que a criança possa fazer a diferença mas nós crianças nós precisamos ser ouvidas e queremos ser ouvidos o tema mais polêmico do evento foi o aborto
a plenária foi marcada por manifestações do movimento pró-vida contra as propostas pela descriminalização do aborto que haviam sido aprovadas que nós estamos aqui para cantar que a vida é bonita e merece ser defendida desde o momento da sua concepção a reação contrária foi forte e provocou um racha no público de um lado o direito à Vida do feto do outro o direito ao corpo da mulher [Aplausos] sempre é uma questão complicada nós temos pessoas religiosas aqui dentro nós temos pessoas contrárias Então nós temos que brigar por isso que nunca numa conferência da mulher certo saiu
um não ao aborto e essa é uma questão Nossa entende então para mim é questão principal apesar das posições contrárias todas as propostas sobre o aborto tanto referentes a descriminalização quanto a garantia do direito que já existe em lei passaram a Moção que pedia apoio ao estatuto do nasce touro não foi aprovada pela plenária mas foi uma votação apertada com reprovação de pouco mais a metade das delegadas uma exceção nas votações da plenária final já que a maioria das propostas passou com quase unanimidade como é que pede um novo modelo de assistência obstétrica foi aprovada
mais de 90% dos votos ao final foram cerca de 300 propostas aprovadas e mais 16 moções vai ser relatório ele vai para o ministério da saúde para área técnica de saúde das mulheres para encaminhar as propostas e ele será devolvido à sociedade porque ela tem que ter conhecimento dessas propostas para poder fazer a cobrança e o monitoramento pós-conferência a segunda conferência não pode encerrar hoje ela tem que ter continuidade em cada estado em cada município em cada Conselho Estadual em cada Conselho Municipal essa voz que aqui se fez presente precisa agora continuar garantindo de forma
efetiva as políticas públicas dentro de cada estado de cada município [Aplausos] é bom que a gente que não teve presente consegue ver um pouco desse calor e dessas discussões mesmo né porque a consciência e às vezes também não há que se buscar o Consenso como é que foi isso para você perceber que algumas questões precisam ser realmente disputadas E é disso que se tá te falamos aqui SUS igual a democracia como foi para vocês participar disso eu penso que qualquer situação que envolva as questões principalmente do corpo é a mulher que tem que decidir né
Independente de ser contra ou a favor algo mas ela que tem que decidir e eu acho que foi muito bacana de ver independente do credo da religião enfim dos povos as mulheres estavam lá elas eram maioria né e maioria expressiva de verdade e elas conseguiram colocar os seus pensamentos a Sua percepção a sua emoção é na hora das pautas mais polêmicas esse assunto ainda vai demorar muito para ser melhor trabalhado mais abertamente colocado mas o estado é laico e ele permite isso e eu acho que as autoridades o poder público eles precisam ouvir as mulheres
porque muitas vezes quem decide sobre o corpo da mulher são os homens né geralmente a história desses 500 anos eu acho que é muito bacana às vezes também debato isso Sou professora de ética bioética E aí às vezes a gente traz essas temáticas não para dizer se você é contra a favor mas para você compreender eu acho que falta muito pouco a compreensão e muita gente julga sem estar no mérito sem fazer parte desse processo sem fazer parte dessa situação fazer juízo de valor é muito complexo quanto principalmente a vida e a questão da mulher
quando é feito isso por um homem por exemplo que não sente é específica né especial foi tenso foi tenso porque teve uma fala ali que me contemplou bastante da companheira da rede feminista que ela dizia assim que aqui tem pessoas religiosas aqui tem pessoas essa pluralidade que foi falada aqui por mim inicialmente é isso não quer dizer que estavam de fato todas Unidas no sentido de pensar da mesma forma tava unida pelo um único objetivo porque a gente sabe que o nosso compromisso e que nosso inimigo não são quilombola não são a gente sabe disso
não é atrás é umachismo é esse sistema misógino patriarcal e tal mas foi tenso porque nesse momento de pensar na especificidades a nossa sociedade no geral Ela é egoísta ela tende essa questão de puxar sardinha para o próprio lado então o momento tenso de por exemplo como é que uma pessoa vai uma mulher Cis que são as pessoas que são aquelas mulheres que nascem com órgão com a vagina e se identifica enquanto mulher vai por exemplo ser tão solidária a nível de deixar uma proposta sua passar para colocar uma trans por exemplo então é tenso
Apesar de que todas as propostas relacionadas às mulheres estranhas foram passadas eu acho que é o que a companheira Carmem Falou e deixou bem claro esse momento da conferência Foi um momento de propor diretrizes para a saúde isso que é importante isso que eu chamo de revolucionário enquanto por exemplo a população trans está ali agora essa proposta ela precisa ser valer então é como a Kátia solto Colocou também bem no vídeo de que não acaba por aqui porque é só um papel e esse papel ele precisa ir adiante e com esse cenário político que eu
volto a falar disso mais uma vez que é tão complicado com essa proposta de congelamento por anos né na questão da saúde e tal é preocupante porque se eu citar uma das propostas que foram aprovadas em relação à população trans que foi a ampliação dos ambulatórios do centros que fazem já o processo de cirurgia para as mulheres trans de readequação sexual mesmo e como é que a gente vai por exemplo poder ampliar pensando aqui no que foi proposto no como colocar isso em prática como a gente vai conseguir ampliar esse centro porque só tem uns
cinco centros é Goiânia Rio Grande do Sul São Paulo Rio de Janeiro e Recife habilitadas para fazer a cirurgia as mulheres elas as mulheres trans elas ficam longa longa período de filas esperando para fazer essa cirurgia então a gente percebe que uma demanda por exemplo o Brasil inteiros apenas 5% nesses espaços que eu tô citando já dá para ver porque demora tanto como as pessoas precisam ter isso respondido e não esperar anos para que isso aconteça Então como que a gente pode pensar nisso essa que é a questão como que a gente pode colocar as
propostas nesse cenário que a gente está vivenciando como é que a gente pode garantir através do controle da participação social é uma luta ela não acaba agora precisamos criar estratégias bem isso né para fazer com que essa propostas se tornem realidade cotidiana né eu achei muito interessante essa que foi uma das mais polêmicas que foi a questão da discriminalização do aborto porque ela aconteceu dentro de uma proposta mais Geral de nova novo modelo de atenção obstétrica menos cesariana sabe coisas que vem para melhorar o acesso ao parque Nascimento ou a não gestação né então não
era uma coisa solitária e quando você aprova a discriminalização do aborto você não tá dizendo que as mulheres vão ter que fazer aborto é para as que tiverem necessidade disso né e é uma coisa bem de necessidade mesmo tudo bem que é o direito ao meu corpo e eu faço dele o que eu quiser mas nenhuma mulher pensa Ah eu vou engravidar hoje porque depois da manhã eu quero abortar não é assim né Por mais que isso seja até um argumento muitas vezes utilizado né ouve esses Absurdos né isso não existe nem nenhuma mulher Ah
tá fazendo uma gestação tá produzindo para abortar acontece que mais da metade das gestações que acontecem no nosso país não foram planejadas Muitas delas chegam a termo você não planejou mas você aceitou mas tem muitas mulheres que não querem que não conseguem que não podem E aí os motivos são os mais variados desde o desejo pessoal de não até né o não ter condição física material afetiva Sei lá eu né emocional de ter filho naquela hora então eu acho que é isso você quando faz uma proposta valer uma proposta desse tipo Nem sempre tá pensando
em você você tá pensando numa outra mulher que pode ter essa necessidade né e eu acho que esse momento solidário foi Fantástico nessa conferência sabe porque foi uma proposta que passou frouxa mente ela teve 76% de aprovação ou seja mais de três quartos da conferência aprovou essa proposta a proposta que não foi aprovada em 15 conferências nacionais de saúde que já aconteceram não foi aprovada em quatro conferências de políticas para mulheres que já aconteceram em nenhuma conferência de saúde mental em nenhuma conferência de saúde mais trabalhadoras e dos trabalhadores então foi aqui que as mulheres
mesmo tiveram um empenho o desejo e o poder de dizer nós queremos que seja assim referindo a toda reação da política de toda de toda de toda a redação da política de obstétrica mas também a toda a política de saúde das mulheres né Foi muito baixo porque as demandas das mulheres são muito mais do que gestar parir e amamentar né isso também é uma redução masculina né é um olhar masculino sobre a mulher como se ela se reduzir se é isso então foi fantástico porque foram em vários Campos né isso que a Ariane acaba de
dizer aqui das propostas das mulheres trans que foram todas aprovadas nenhuma sequer foi foi recusada e se você fizer comparativamente milhares de vezes maior o número de mulheres Cis do que de mulheres trans mas todas nós fomos solidárias com umas demandas das companheiras que são vividas por elas e não por nós mas que a gente sabe que são problemas de saúde física são problemas de saúde mental são problemas que dificultam estar no mundo né Eu acho que essa solidariedade foi o que valeu sabe Carmem você me representa Lucilene Braga de Porto Alegre que bom que
bom lembra de Lurdes Gomes de Brasília que diz o seguinte vimos nesses últimos anos políticas importantes voltadas para as mulheres sendo desconstruídas um exemplo são as casas das mulheres que acolhem aquelas que são vítimas de violência doméstica em que medida a conferência discutiu essas políticas Olha eu acho que isso é uma questão fundamental o Brasil tem uma uma proposta de atendimento meninas adolescentes e Mulheres vítimas de violência e especialmente de violência sexual que é um número descabido né são 11 estupros ao dia né no Brasil denunciados ou que chegam no serviço de saúde e diz
que só 10% chega então você pensa a quantidade que acontece né Nós temos um protocolo de atenção a vítimas de violência sexual no Brasil desde 1999 ele já foi exportado para outros países sabe é um protocolo Maravilhoso né faz parte desse caminho esta casa da mulher brasileira que era para existir nas 26 capitais e no distrito federal em princípio e depois ser espalhada para outros municípios e esse projeto tá congelado já faz algum tempo e a gente tem a dúvida que ele volte a ser implementado né e é um caminho maravilhoso porque a mulher que
sofre violência não só sexual violência física violência psicológica ela tem muita dificuldade de denunciar Porque se ela vai numa delegacia ela é revitizada entende os policiais e às vezes até mesmo as policiais que estão todas dentro da mesma sociedade patriarcal e machista que a gente vive no Brasil portanto esse é o nosso contexto social né Sabe revitimiza uma mulher mas o que é que você fez para ele para ele lhe bater como se houvesse alguma coisa que autorizasse um homem a bater numa mulher ele quer dizer você pode fazer o que você bem entender bater
nenhum homem tem o direito você pode andar nua na rua nenhum homem tem o direito de violar o seu corpo sabe então são essas coisas que eu acho que a gente precisa veio fortalecer no desenho os nossos enfrentamentos os Nossos programas de enfrentamento os nossos serviços de enfrentamento as violências são maravilhosas nós precisamos dar continuidade a isso são questões que não podem parar e são questões que estruturam a vida das mulheres as mulheres combinam seu dia consigo mesmo pensando aonde que elas vão estar com quem que elas vão estar de que jeito que elas vão
se vestir o que que elas vão falar porque tudo isso pode resultar em violência né então teria que ser um carro chefe de qualquer governo que entendesse que a violência estrutura a vida de mulheres então para a gente lembrar que dia 18 de Setembro às 13:30 na escola nacional de saúde pública Sérgio Arouca aqui da Fiocruz vai acontecer o seminário feminicídio uma análise sócio jurídica da violência contra mulher e quem não puder participar no auditório internacional da esp vai poder acompanhar o seminário pela internet no site C é ponto fio Cruz sobre esse nesse sentido
né Falando de violência eu especificamente estive lá na conferência nenhuma roda sobre violência e foi muito gratificante para mim instalar Porque eu tive dividindo com a pluralidade de mulheres indígenas quilombola na roda tinha eu enquanto mulher transa então cada um pode colocar suas demandas e a gente viu o quanto na verdade é um misto ou escazes de violências porque o processo em si ele é muito o processo em si tanto dos Estados quanto do município ele violenta ele era os discurso que eram mais relevo na fala de todas elas sobre violência sobre violência e eu
inclusive firmei esse lugar da violência contra mulher trans por exemplo eu fui casada durante oito anos e eu sofri eu sofri algumas violências E aí eu fui até a delegacia para poder registrar o boletim de ocorrência e eu fui tentar Lei Maria da Penha e tudo e eu quis colocar diferenciar O que é transfobia e do que é violência contra mulher porque se a gente Para para pensar a gente coloca tudo na caixinha Por exemplo essa violência que meu marido me fez em que me deixou roxa e tal meu ex-marido me fez é não é
transfobia tem nome é violência da mulher e aí eu pude firmar lá nessa roda sobre o quanto o estado ele é opressor e ele é omisso nesses casos também porque foi uma dificuldade muito grande para mim primeiros acessos das Dean eu achei que era só o acesso em relação à dela de Salvador e aí naquela conversa com mulheres e todas falaram a mesma coisa que os acessos dela é muito difícil é a delegacia de atendimento da mulher a mulher desculpe isso E aí foi todo o processo para chegar lá além de chegar lá é a
linha de frente que atende Essas mulheres são homens e as experiências batiam porque isso aconteceu comigo e elas falaram Nossa também quando eu fui lá que me atendeu foi homem então assim aí no processo Eu lembro que um assistente social olhou para minha cara e falou Ariane Mas você sabe que aqui é delegacia de mulher e assim Vale ressaltar que essa mulher trans que já tem um retificado meu nome no meu sexo E aí pegou a identidade Eu lembro que pegou a identidade mostrava para um mostrava para outro e todo aquele constrangimento sabe tipo de
E aí vão me atender ou não quer dizer eu precisei ser acompanhada com uma funcionária do estado da Secretaria de Justiça para poder me atender Eu acho que isso é um processo de violência duplo ou triplo assim e a gente pensar Nessas questões de violência respondendo uma pergunta também né que foi falada aí de que foi debatido sim essa questão de violência principalmente nessas rodas nas propostas também foi debatido isso a questão dos centros de como que isso tem funcionado porque é uma experiência única mas ao mesmo tempo tão igual de que as mulheres elas
sofrem por isso sabe por esse processo da denúncia a quem recorrer Como e onde esse é um das maiores questões assim o que eu acho que é mais grave disso é você está no espaço que suposta a minha cera seja para acolher essas mulheres e elas não são colhidas Então isso é muito grave E aí eu queria tocar num ponto que Carmem trouxe aqui assim do desafio que é estarmos aqui com essas mais de 300 propostas com 16 emoções que conseguiram passar Fora as outras que ficaram né porque tinham um critério né de quantitativo de
assinaturas para poder chegar lá mas que foram manifestações legítimas né que chegaram lá e o que a gente observa quando nós estávamos preparando a conferência era assim que da primeira para segunda e o que a gente tem de produto da segunda que a gente ainda tá trabalhando no nosso relatório a gente vê que que já se falava disso Isso já foi sinalizado a gente tem uma segunda conferência que reafirma todos esses pontos e nós temos esse essa lacuna de 30 mais de 30 anos e o que que ainda precisa né Para que o poder público
para que as autoridades elas elas olham para isso é não fazendo favor né mas fazendo valer uma necessidade fazendo valer um direito fazendo um grito não é que é legítimo eu penso que as conferências ela está dentro do âmbito legal né da própria constituição brasileira e voltando a questão da Democracia é muito difícil se fazer democracia quando você tem os espaços que supostamente fosse para ajudar e para a escuta e fazer a escuta qualificada é resolutiva E isso não acontece não é então eu acho que o maior desafio dessa conferência é a gente materializar isso
em estratégias em propostas que as pessoas e que as pessoas por estar num cargo ela não tem o direito de não acolher porque se faz política pública nesse país a partir de indicadores e os indicadores foram levantados na conferência em todos os aspectos né trazia a questão de todos os povos de todas as raças de todos os créditos e isso é legítimo isso não tem no mundo quem possa diz legitimizar isso e dizer assim não eu vou fazer o não e aí onde a gente chama né as mulheres e a gente conclama as mulheres para
que a nossa luta ela é todo dia isso era versos né a nossa luta ela é constante porque o desafio de fazer valer isso está em cada município está em cada estado porque são os políticos são eles que nós elegemos são eles que devem nos representar e parece que há um esquecimento imenso né de que as coisas não precisam ser inventadas elas precisam ser respeitadas pelos espaços legítimas e a segunda conferência ela mandou bem eu acho que agora a gente já tem produto para trabalhar 100 anos a mais de coisas que a gente precisa fazer
valer isso pauta a agenda política de qualquer governo seja na Esfera municipal visual e Federal Só não vai faltar isso quem não quer né ou quem não quiser mas que tá posto tá posto Esse é o grande trabalho que vem pela fé eu acho que o machismo não é só uma questão interpessoal né o machismo é uma forma de funcionamento de uma sociedade e ele tá colocado dentro das instituições o machismo institucional é o que dificulta que o machismo interpessoal diminua né enfraqueça porque quando você por exemplo debate que a questão de gênero não pode
ser estudada na escola né Você tá tirando uma fonte imensa de esclarecimento de crianças e de formação de crianças num novo tipo de relação entre pessoas entre homens e mulheres sabe ou entre mulheres e mulheres entre homens e homens né Então eu acho que o machismo institucional ele atrasa muito a vida não só das mulheres mas das mulheres e dos homens né porque eu imagino que também não é fácil para o homem tem que ser o machão todo santo dia e o dia inteiro né sabe não poder expressar as suas emoções né ah não poder
fazer uma série de coisas que não são consideradas próprias de homens né então eu acho que dificulta a vida de todo mundo tudo bem Que com mulheres é um pouco pior certo porque normalmente mulheres chegam a situação limite de morrer por essa questão né quer dizer tiram a sua vida por isso né mas eu penso que o machismo institucional precisa ser enfrentado e como é que a gente vai enfrentar o machismo institucional nós vamos ter eleição o ano que vem temos que ver quem é que botamos lá homens e mulheres que trabalham com os temas
sabe das mulheres com as demandas das mulheres não é com as nossa necessidades né porque senão a gente vai só perpetuar essa questão boa enfrentamento vai estar muito nas urnas também né É agora temos a oportunidade de pensar bem e de entender bem o que que a sociedade está colocando nesse momento lembrar sempre que suja democracia e que todos aqui e acredito que todas e todos na conferência estavam com a bandeira levantada do Sistema Único de Saúde eu só queria fazer uma Juventude não é a Maria Alice ela ela retrata a esperança do nosso país
e ela traz para nós né eu reflito muito sobre isso assim porque o que seremos amanhã né seremos a partir dela a partir dessa geração dessa Juventude a nossa juventude tá se perdendo por falta de causas né e disserem acolhidos em determinados espaços então tem muita regra e muita Norma e ao mesmo tempo nós passamos por um período as Universidades está cheia de jovens e às vezes são jovens de rebeldia Sem Causa E eu acho que a Maria Alice Ela traz assim ela Traz essa Juventude com causa essa Traz essa Juventude comprometida né e a
gente precisa mobilizar mais isso eu acho que também foi uma lição para nós do Conselho se vocês observarem aqui a gente tá falando sempre cada um quando pega a palavra tá falando do seu espaço de onde você vive de onde você me liga né mas algo que nos une né que é a dignidade das pessoas o direito a ter direito isso ser respeitado e eu acho que o controle social se fortalece a partir disso Parabéns brigadíssimo pela presença e que a próxima conferência não demore tanto tempo e que venha comemorando mais avanços mas para isso
o grande trabalho está aberto para todas e todos nós obrigado e se você quiser baixar ou Compartilhar esse programa Entre no nosso site canal saúde Ponto Frio cruz.br você pode também acompanhar o canal saúde no Facebook e no Twitter sala de convidados contou com a colaboração da NBR a gente se vê na próxima semana [Música] [Música] [Música] [Música]