Temos dezenas de ocorrências de policiais militares que são mortos por marginais porque eh não tiveram a atitude no momento correto, deram aquela vacilada e acharam tipo, o vagabundo, cara, o vagabundo ele não tem dó. >> O vagabundo é [ __ ] Se você vacilar, ele vem, dá tiro em você, se cai, ele cata sua arma, ele te confere com a dele, com a sua e ainda sai tipo assim, ó. Aí, trouxa, tomou. [Música] Fala turma doctor Cast, mais um episódio aqui para vocês. Eu e o Vagnão trazendo convidados e conteúdos sensacionais para vocês. Diretamente dos
estúdios da Creators House, a casa que hospeda o nosso podcast e pode hospedar o de vocês também. É só entrar na descrição do programa que o link vai est fixado abaixo. Hoje estamos trazendo aqui mais uma vez o nosso coronel. >> Fiquei sócio, hein? Meu >> ficou sócio aqui com a gente. >> Vou comprar depois na justiça trabalhista, viu? É. >> E hoje e hoje o sistema vai ser vai ser e rivalidade, né? >> Quem tem cabelo contra quem não tem cabelo aqui, né? >> Pô, não era para falar. >> Não era para falar não,
cara. Pô, a gente corta isso daí depois. >> Tá bom, demorou. quer quer ir por para essa linha aí. Vamos seguir então. >> Giroto coronel, sejem bem-vindos aí ao nosso podcast. >> Obrigado, meu irmão. Agradeço aí pelo convite. >> Para mim é uma honra, >> pô. Legal. Honra nossa aqui. >> Primeiro tá com você e segundo tá dividindo aí esse podcast à mesa com o coronel. Eu falo aí com propriedade. Quem tem mais de 25 anos de polícia aí foi operacional, >> sabe muito bem a história desse homem. >> Chegaram a trabalhar juntos? >> Não,
infelizmente não. Mas eu conheci pares que trabalhou com ele >> e que assim sempre foi referência, né? Então eu só tenho que agradecer por ter essa oportunidade de poder estar dividindo esse podcast com eles. Não sei nem o que eu vou falar aqui, >> que ali eu vou te falar para você. >> Não, você pode, de repente você não pode falar nada, mas você pode repetir >> o que você fez com o Castro esses dias Aí, né? >> Se não tiver nada para falar, você pode começar a beijar o coronel e o Rogério aí, não
tem problema não. Vou >> repetir, porque assim, eu e o Castro era uma coisa muito antiga, né? Então assim, eu acredito que eu vou criar um problema de relacionamento. >> Entendi. >> E o Castro vai ficar chateado. Então, Castrão, eu sou só seu, cara. Você meu beijo para você. >> Os caras são bravos, velho. Melhor se meter isso ainda. Vamos deixar assim, então. >> É melhor não entrar, não. >> Agradeço a presença, Girotão, Coronel, mais uma vez aí. Junto, >> hoje o assunto, >> tenho certeza que vai rolar bem aqui. Tem tem algo, alguns assuntos
pontuais. E a gente quer começar aí pelo pelo tema aí do do programa Assunto Principal, aquela aquele incidente ali da do Policial da Rota que acabou, infelizmente baleando polícia civil e ele veio a ópto. >> E queria que vocês contassem um pouquinho aí do a visão de vocês do do que pode ter acontecido, se se >> poderia ter sido evitado. Aí o coronel Giroto, fica à vontade aí pra gente começar. Ô Gir, doutor, você não quer começar na parte operacional e depois eu vou lá, quero ouvir o que você tem para falar, porque eu já
falei sobre isso no Num outro lugar, eu vou aproveitar o que você vai começar, >> como o senhor mesmo falou, a parte operacional, vamos dizer assim, né? Eu tenho como opinião que assim envolve uma fatalidade muito grande, mas é uma situação muito difícil até de julgarmos mesmo com as imagens, porque assim, é só é quem tava lá na hora e no local para entender verdadeiramente o que aconteceu. Primeiro que assim, eh, você não entra numa favela como aquela ou uma Comunidade como aquela ou qualquer outra, eh, pensando em pássaros, né? Então, assim, a tensão é
grande. O policial de rota não tava ali à toa, com certeza ele já tinha informação de alguma coisa, né? Então ele já tava caçando, tinha chave, tinha uma chave do portão, tinha chave no portão. Então assim, ele já tinha um objetivo prédeterminado. Então na cabeça dele, com certeza ele poderia sim entrar em confronto, encontrar alguém armado no Meio do caminho. E houve a infelicidade do policial civil tá com a arma na mão, né, num corredor estreito. O sargento já tinha, já tava acelerado emocionalmente, né, fisicamente. Ele deu um pinote do portão até mais ou menos
onde ele ele chegou ali encontrou o policial civil. Então assim, eu não gosto de julgar, mas para mim foi uma fatalidade muito grande, né? Eu não julgo o sargento porque de repente eu faria a mesma coisa, né? Você dentro de uma comunidade Como aquela, com o histórico do que já aconteceu ali dentro, com viaturas de rota, de patrulhamento, de força tática, de baepe, você se deparar com uma situação daquela, um cara que aparentemente não tá identificado, né? A farda facilita muito nesse sentido que você chega cesso. É um ponto de referência, né? Ó, próximo daquele
policial fardado ali. >> E a visão dele ali é é fração de segundo que o cara que tem tomar. Eu vou falar Como estutor de tiro que sou há 30 anos e por ocorrências que eu já vivi. >> Eh, cara, a visão de túnel é uma coisa que ela vai acontecer quando você tiver sob est stress. Não adianta. Seus cinco sentidos se voltam por um objetivo só. Cortando só um minutinho. Explica pra galera que de repente não sabe o que que é essa visão de túnel aí. Só para ficar mais claro aí. >> Bom, nós
temos no nosso campo de visão, nós temos a nossa visão direcional, a Principal e temos uma visão periférica. Quando a gente vai instruir alguém no início do tiro, a gente faz a pessoa procurar qual que é o seu olho diretor, que é o olho responsável direcional, tá? Quando o cara tá fazendo um tiro de precisão, ele é um iniciante, a gente até fala pro cara, ó, pode fechar o outro olho para você enquadrar melhor, achar o seu sistema de pontaria, mas com o passar do tempo, a gente pede que ele comece a abrir o olho
para que ele não Perca a visão periférica. Então, seria como assim? Quando ele fecha um olho e entra numa situação de estresse, é como se ele olhasse pelo buraco de uma agulha. O mundo simplesmente se fecha, ele perde toda aquela visão periférica que ele tem, se torna uma mancha negra e ele foca só o seu objetivo principal, porque isso é um instinto de sobrevivência, isso é nosso. Não tem como você controlar isso, né? Existe alguns exercícios que você faz um foc, >> não dá. Então o cara, você a gente orienta, vetou o disparo, caiu um
conta 1000, 2000 e ainda assim faça uma varretura em seu entorno, porque com certeza você não vai ver um segundo, né? E eu até falo que hoje eh o marginal não trabalha sozinho, é raro. Eu acho que o cara que o ladrão que rouba sozinho é o craquento, aquele cara que é ladrão de oportunidade, tá indo na biqueira, tem uma arma na cintura, só que ele passou no seu portão, catou você no celular. Quando o cara sai para roubar, ele já sai com o objetivo dele pré-determinado. Eu vou roubar um carro ou vou roubar uma
casa. Ele não sai para matar. E na maioria das vezes você vê casos que acontecem, policiais que conseguem se desinciliar, sair, então tira a atenção do marginal e ele acaba não tomando atitude agressiva nenhuma porque ele não saiu com objetivo de matar, ele saiu com objetivo de roubar. Já o craquento não, ele mata só pelo fato de você olhar no Olho dele, porque para ele não tem nada a perder. Ele já tá perguntando. >> Galera, você aí da área da saúde, da estética, você que precisa de um scrub de qualidade ou um jaleco, vocês precisam
conhecer a Aspen Jalecos. Na maioria da a grande maioria conhece a Aspen tá muitos anos no mercado. Lá você tem vários modelos para todos os gostos. Tem mais largo, você médico quer usar ali com uma gravata, aquele jalecão legal, entrem lá. Aspen jalecos. Beleza? Não se esqueçam, aspag chama no WhatsApp lá tem o Instagram dos caras, eles vendem pro Brasil todo, entrega no Brasil todo, >> tá na descrição do programa também, né? Só clicar ali embaixo do vício, ele quer a droga e se ele cair no sistema para ele é melhor ainda. Casa, comida, roupa
lavada e ainda tem a droga lá dentro. Tendo mais um, o seu risco de de você eh se perder nessa nessa ação é muito grande por causa da visão de túnel. Você Deixa de ver perifericamente, porque eu com certeza que se passou com o sargento naquele momento. Cara, eu tenho certeza que ele e ali naquele momento, se se você perguntasse para ele, sargento, o que que tinha à sua volta? Ele ia falar para você, eu não sei, não sei. Eu só foquei o indivíduo, visualizei a arma e atirei no fuzil. Foquei, >> foquei. É com
instinto, né? Eu acredito que seja algo que até quando se adentra nesse tipo de de ambiente, o o a a presa Ali, sei lá, o alvo é assim. É alguém armado, né? O cara já vai no subconsciente ali. Se se encontrar alguém armado, esse é o meu perigo, é é o que vai me agredir. E se deparou com com aquilo ali, com um cara armado e não tinha farda nem nada. Aí vai no automático ali, né? Muito rápido. Acho que não dá um segundo. Ele já deveria estar com a com a arma na mão já,
né? Ele entrou ali com a arma na mão. >> Claro. Tá entrando. Viu que tava na mão, A gente vê na imagem. >> Ah, tá. >> Você fala o polícia civil, né? Não, o militar tem que ser o civil. Eu não tinha visto isso. O militar tá correndo e com a arma na mão. E o >> civil tava com com com fuzil. >> O civil tá com o fuzil também na mão. >> Ah, tá. Então já agrava até não tinha >> não tá pronto emprego. Sim, sim. >> Tá, mas meu imagina choque ali, a fração
de segundo, né, cara? O >> poder que um fuzil tem mesmo calibre 556, tá? Eh, porque eu falo, são armas que eh grande potencial ofensivo, né? Por que que se usa o 556 em guerra? Porque o 5 se começa considera que ele fere, mas ele não mata instantaneamente. Um exemplo, então você mobiliza três soldados, dois para socorrer e o cara que você atingiu. Mas cara, dependendo onde pegar, é um tiro só. Você não precisa dar o segundo. >> Amputa, >> amputa. >> Acabou. >> Já o 762. Esquece, irmão. Se ele passar de raspão, >> arrebentou.
>> O que ele desloca com ele no projétil é impressionante, tá? Então assim, o dano dele é permanente, tal, ele vai te realmente te arrancar, pegar no ombro, vai, você vai perder o braço. A chance de você sobreviver com tiro 762 é bem pequena, viu? 556 nem tanto. Mas cara, Numa vela estreita daquela, nas distâncias que eles estavam ali, o qu m >> é por aí. Você toma um tiro daqu uns 10 m, eu acho. >> Uns 10 m, cara. você toma um tiro daquele de fuzil num ambiente confinado como aquele, onde você não tem
para onde você correr ou se abrigar, cara, já era. Então assim, foi uma ação instantânea >> por vários fatores que influenciaram o resultado. >> Sim. É o cara dentro da favela, vê um o policial dentro da favela, ele naquela correria ele vê um um cara sem farda segurando um fuzil e para é quase que instantâneo, sabe? Pensar que é um marginal ali, né, cara? a gente rede social principalmente, até tive uma conversa até com o delegado da Polícia Civil que acabou fazendo algumas críticas que eu pedi para ele, doutor, não julgue, né? Eu acho que
assim, é uma é uma coisa de a gente se analisar, eh, Tentar eh corrigir, né, a questão dos problemas, o por ocorreu aquilo, né? Eh, o que levou a ocorrer aquilo? falta de comunicação, sei, falta de identificação, são tantos fatores que influenciam que a gente não consegue chegar ali num denominador. Mas julgar ou condenar, apontar o dedo para um ou para outro, para mim tá errado, né? Então, a culpa foi do sargento ou a culpa foi do polícia civil? Não, foi uma fatalidade. Eu já vivenciei situações Parecidas, eh, que acabei dando sorte e eu não
atirei, mas porque eu conhecia o policial civil que tava dentro da comunidade, eu visualizei ele de uma certa distância, falei: "Porra, o eu sabia que o cara era um policial civil". Opa, ô irmão. Ei, aí o cara olhou, ô irmão, tá pegando? Falei: "Não, eu pergunto, você tá pisando aqui dentro?" pergunto, tá, tá tudo bem? Tá precisando de apoio? Não, não tô. Então virei as costas, falei para equipe, vamos embora, Volta. Mas ali é uma situação, você é louco, é >> e não não existe uma instrução ali, uma norma, não sei que eh eh entrar
em comunidades assim, tem que entrar de colete. Isso tanto para civil quanto para militar. >> Não, militar o cara tá fardado, né? >> Militar é colete 24 horas, todo mundo, >> correto, né? Sim. E a civil não, né? >> Então, as as coisas que o Giroto falou, tem algumas coisas bem bem importantes Aí para pontuar. Primeiro é assim, existe uma diferença entre o disparo de alvo de, vamos colocar ali, de um civil que vai treinar num estante de tiro para acertar um alvo fixo parado. >> Sim. E é o começo de instrução de armamento em
qualquer polícia, ele começa assim para você aprender a manusear um armamento e você aprender a a ter posicionamento e encaixe. Todo o encaixe De um tiro com visada é enquadrar visão, massa e alça de mira. Então você quando você inicia a instrução de tiro, eu não sou instrutor de tiro, viu? Ele sabe muito mais que eu. Mas quando você inicia com armamento, você inicia fazendo foco, visão, alça, massa, objetivo. Então você, vamos dizer assim, você vai ser condicionado ao túnel, ao foco, para para você enquadrar olho na alça, na massa e no objeto. Depois, quando
você já tá com posicionamento, Com um uma boa capacidade de concentração, tudo, você vai fazer pista de aplicação. Na pista de aplicação, que aí sim era para ser voltado só para operadores de polícia. E aí com o prazer do tiro, porque o tiro é um negócio prazeroso. >> Aí você acaba trazendo pra vibração essa maneabilidade para outras pessoas. Mas o a pista de aplicação é onde você vai deparar com um uma um refém num numa situação ou um uso de Munição eh explosiva para tirar sua concentração ou alguém falando alguma coisa que são aquelas pistas
que vão tentar se aproximar o máximo da realidade. esse tipo de instrução, você começa a tentar buscar visão periférica, porque o policial quando ele tá num num local desse, a visão periférica dele é tudo, cara. Se ele ficar só no foco, é problema. Só que isso é uma é uma questão é meio que natural. Quanto mais O stress piora o local, mais hostil a tendência do foco e da visão em túnel vai aumentando, porque você tá tenso. Se você vai progredindo dentro de uma comunidade, >> vai aumentando, vai diminuindo, foco, >> não, vai aumentando a
a a restrição. >> Ah, tá. >> Aumenta a restrição. >> Você pensa assim, ó, eu desci numa comunidade >> para dar um rolê, para procurar com Calma. Eu não tenho nenhum problema acontecendo lá. A comunidade tá pacífica, tá tudo tranquilo. Eu vou descer e vou progredir em conduta de patrulha. Se você está tranquilo, calmo, devagar, sua visão periférica tá tranquilo. Você tá vendo tudo, você tá progredindo com calma. Essa equipe de rota tinha algum alguma situação ali, porque eles entram correndo de arma em punho. Eles não estão andando com calma, progredindo, eles já tinham algum
Objetivo. Então o o pico ali de estress e a e a restrição vai aumentando. E aí outra coisa que ele colocou que é o seguinte, nós temos policiais que trabalham a paisana na Polícia Militar um monte, cara. Todo batalhão tem equipe de serviço reservado. Todo, todo. Em 35 anos de polícia, quantas vezes eu deparei com a equipe de serviço reservado da PM andando dentro de comunidade sem ninguém saber? Nunca. Nunca, nunca. Nós policiais militares quando trabalhamos com investigação descaracterizados, não corremos esse risco, porque a gente sabe desse desse nível de perigo. Então, uma equipe de
serviço velado, se ele for entrar numa comunidade, ele vai dar a ciência para aquela tropa, pro COPOM e vão avisar. >> Ô, coronel, deixa eu pegar esse gancho que você falou e eu t eu tava esperando para falar do que o J Giroto falou Também. falou a questão da comunicação. Teve uma hora que ele falou da comunicação e e quando saiu a essa notícia na mídia, né, veio o pessoal da acho que eu vi um um outro um coronel também, né, que veio, >> é, é o o do chefe de comunicação social da >> e
ele veio falar que não não houve a comunicação ali entre a as forças, né, civil e militar. Eh, é normal uma força comunicar outra. Vamos lá. Eu acho Assim, a primeira coisa que a gente deveria ter começado >> foi até uma falha nossa, é nós estamos aqui, eh, nós vamos aqui discutir um pouco o que gerou, mas nada justifica e e diminui a dor dessa família. Então assim, ó, pra família desse policial civil, pros amigos dele, >> para essa galera, eles não devem nem ouvir o nosso podcast, porque não há o que vocês, se fosse
o meu filho, policial civil morto dentro dessa Comunidade por um PM, eu ia ter ódio desse policial militar até o último dia da minha vida. >> Sim. >> Quando a gente perde um ente querido, não há justificativa. Não vai conseguir explicar. >> O que a gente tá fazendo aqui é tentar e entender para que essas coisas não aconteçam novamente, >> né? É. É isso. E aí quando você fala da comunicação, é assim, ó. Eu vou dar vou Dar só um exemplo para você. Eu acho que foi aqui com vocês que eu contei daquela ocorrência no
no na Brazilândia, que morreram cinco dentro da igreja. Os os meus agentes estavam infiltrados dentro da igreja pedindo prioridade paraa invasão, porque os marginais tinham reconhecido eles. Tinham reconhecido, não, estavam suspeitando que eles eram policiais. Eu não invadi a comunidade, não entrei na casa até eu reunir toda a tropa do 18º batalhão e do nono batalhão Num posto de gasolina e falar para eles: "Tem quatro, cinco cara paisano policial lá dentro, se vocês entrarem primeiro, vocês vão matar porque eles estão armado." Então, deixa a gente entrar junto. Vamos entrar juntos para eu poder identificar e
e resgatar um por um. Vai dar ruim. Tanto que o marginal que tava infiltrado com a gente trombou com um uma equipe do setorial, o sargento do 18o, eles mataram o cara e o cara tava infiltrado trabalhando pra gente porque Ele tava de arma na mão em cima da da laje, entendeu? Por quê? Porque a hora que você vai subir numa laje, você se depara com um cara com uma pistola na mão, você vai fazer o quê? Você vai falar: "Você é polícia ou você é bandido?" Amigo, me responde. Não dá tempo, cara. É [
__ ] atenção. É terrível. Então é assim, ó. o policial civil, o policial federal, o policial militar que não estiver realmente bem caracterizado, se ele se sujeitar a Entrar numa comunidade que é hostil paraa força de segurança, ele tá se colocando em alto risco, cara. >> Mas não existe essa comunicação da Polícia Civil com a militar, né? >> Existe se quiser, porque o rádio tá disponível para qualquer um, tá? >> Mas é comum >> e é cultural não fazer. >> Cultural é exatamente. >> Cultural não fazer. Era que era o que eu imaginava. Eu acho
que, por exemplo, na Época que você patrulha, você patrulha ainda ou não? >> Não, tô aposentado, tem seis anos. Graças a Deus. >> Época que você patrulhava, sai em missões, acho que nem uma vez chegou, né? Ô, civil, ó, tá na área. E >> olha uma coisa que o Giroto falou que é interessante, ele foi policial de tático da área do ABC muitos anos. O cara que opera numa área, por exemplo, lá no no CPA M6, lá no ABC, e eles Pegavam muita ocorrência, porque lá não falta cliente, né, naquela região. >> Esses cara, cara,
esses caras começam a conhecer as equipes da polícia civil local, até o goi local, investigação, acaba todo mundo se conhecendo. Só que você pega rota, COI, terceiro de choque, quarto de choque, você pega os BaEP que estão trabalhando de forma matricial, vem Batalhão de BAEP de Ribeirão Preto, operar em São Paulo, por exemplo. Quem que eles conhecem? Eles trabalham com que eles enxergam. O que que eu enxergo um indivíduo civilmente trajado com uma arma na mão? É o quê? Para mim, >> bandido. >> E e ó, e e teve uma umas umas críticas no podcast
que eu que eu fiz. falando sobre essa ocorrência, dizendo assim: "Ele tem que tomar é um homicídio culposo." Cara, nunca ninguém vai falar num podcast que esse sargento não vai responder juridicamente. Eles têm que Responder, eles vão responder. >> Ele tomou doloso, né? >> Eles estão respondendo. >> É, não tem como não responder, né? Aí eu já tenho crítica pessoal em relação a isso. Mas assim que esse sargento, essa equipe deve responder pelo resultado do morte, nós respondemos a nossa vida inteira. Alguma vez você teve um resultado morte e não respondeu, Giroto? >> Jamais. >>
Nunca. >> Sim. >> Nunca. Ninguém da Polícia Militar ou da Polícia Civil vai chegar e falar assim, ó: "Morreu porque gerou e quem causou não deve responder >> não. Até quando é assaltante, é ladrão, tudo. Imagina um policial civil, né? Sabe por é o melhor instrumento para provar o tudo que nós estamos falando aqui, com perícia, com testemunha, Com todo mundo tendo o direito de se defender. Agora, agora quando você enfia um doloso, aí eu já eu já não concordo. Mas aí sou eu, Fábio. Eu não concordo. Por que que eu não concordo? Eu não
concordo porque assim, esse sargento não saiu da casa dele para matar um policial civil. Ele estava operando numa área de alto risco, onde nós temos ocorrências com letalidade contra policiais todos os meses em comunidade. A gente opera Tomando tiro o tempo todo nessas comunidades. Ou seja, ele tava operando em alto risco, ele estava fardado, ele estava devidamente equipado para se proteger. E o policial, eu faço uma pergunta, o policial não estava de colete, certo? policial civil não estava de colete. Todas essas coisas tem que entender ali o porqu gerou a morte. Então, qual é a
diferença do doloso pro culposo? O doloso pro culposo, Basicamente é intenção. Tudo bem que você pode fazer aquelas construções, ah, eh, eh, assumiu o risco, excedeu, cara, construção jurídica para dar resposta pra mídia ou para uma pressão institucional, eu consigo já condenar ele sem processo. Isso é possível. A gente tá vendo uma série de condenações com quase nada de investigação, mas eu eu esse cara é pai de família, esse cara tem endereço certo, está trabalhando pra sociedade, esse cara tem que responder o Processo e ele não tinha intenção de matar o policial civil. Isso é
uma fatalidade por erro procedimental de ambas as polícias. A polícia civil não informou, a Polícia Civil Militar não tinha conhecimento e não faz também gestão via secretaria para que a gente converse mais. Você tá entendendo? Vai vai ter erro erro como esse aqui logo logo de novo, cara. Isso é fato. Isso é fato. Ô, Giroto, você ficou sabendo se tinha viaturas da civil Eh caracterizada ali por perto da entrada dessa >> irmão. O que eu sei o que a gente viu na mídia e que viu em rede social, >> né? jogaram o vídeo primeiro no
bem curto, só o momento que o sargento entra verdadeiramente no corredor. Depois de dois dias que veio o vídeo completo da incursão, né? Até teve um cara que me perguntou: "Pô, Geroto, mas pô, não tem que ter eh ordem ou ofício para isso?" Não. Patrulhamento ostensivo, cara. E Tem outra, eh, o que o pessoal não entende, né? as aquão das modalidades de policiamento que nós policiais militares temos, tá? Eh, cada um tem o seu a sua modalidade específica, né? Nós temos a rádio Patrulha, temos aí a viatura composta por dois policiais. Eles estão na rua
para atendimento de ocorrência da solicitação de 190 que você liga daquele transunte, daquela vítima que tá naquele momento. E a função dele é fazer o policiamento preventivo ostensivo. Giroflex ligado. Hoje parece uma ave de Natal, né? Mas aqueles 750 giroflex ligados, >> aquele escândalo todo, >> marcar presença para que o crime não ocorra naquele momento, naquele lugar. Já outras modalidades, eh, você tem, eu não vou falar, eh, eu falo assim, a obrigação moral principalmente, né? Então, assim, você tá para combater o crime, é para prender, porque não adianta só você Espantar, porque eu espanto ele
aqui do seu quarteirão, tá? Daqui 5 minutos ele tá roubando o quarteirão de trás, cara. Quando ele não identificar mais aquelas luzes vermelhas e azuis, ele vai meter o ferro, ele vai te roubar. E aí você tem aquela modalidade que aquele cara ele sai na rua para tirar esse cara da circulação nas abordagens, identificar indivíduo armado, indivíduo procurado, carro roubado. E ali é uma modalidade de policiamento que todos os especializados Fazem. O tático faz, o BEP faz, a rota faz, o COI faz, ele todos fazem, que é progressão em área de risco, é conduta de
patrulha, progredir em áreas de periferia com objetivo do quê? e combater o crime e localizar arma, localizar droga, indivíduos procurados. Então assim, eh, as pessoas acham que Ô, >> Giroto, e nós já temos um exemplo do de como a comunidade fica se o pessoal não fizer isso. É só ir pro Rio de Janeiro. >> Eu vou dar um exemplo >> se a polícia não andar dentro da comunidade, vira Rio de Janeiro. >> Eu vou dar um exemplo que ocorreu há muito pouco tempo atrás, que também deu deu uma repercussão muito grande, eh, aquele fato do
policial militar que foi alvejado lá na Baixada Santista, né? foi gravado através da câmera dele, tá? Eh, aquele cara, ele matou o policial no susto, >> no susto. >> Aquela precisão do tiro dele foi no Susto. >> Então, dá para você ver como tudo ocorre muito rápido. O policial estava em progressão, ele estava com a arma pronto emprego, mas a questão da visão de túnel, a questão de vários fatores ali, porque parece que o indivíduo já tinha corrido, cara, foi um lance, um pequeno lapso de tempo, infrações de segundo, ele foi vejado na cara. Então
não dá para você julgar. Eu não tô dizendo que quem tá certo ou que tá errado, como o Próprio coronel falou. A nossa função aqui não é essa. Eh, como ele mesmo falou também, eu posso falar o que for, tecnicamente, pode vir o melhor perito do mundo e falar, cara, quem tava certo era fulano pra família e pros amigos e pra própria instituição a que ele servia. Isso não justifica. >> Ex, >> cara. Você perdeu um amigo, você perdeu um pai de família, você perdeu alguém, perdeu um filho, né? Então é muito Doloroso, é muito
difícil para quem tá daquele lado. Para nós às vezes nós somos um lado mais neutro ou estamos só vendo o que a gente ouve, o que a gente vê por imagem, eh, a gente pode ter uma completamente diferente. >> A gente não sente a dor, né, cara? >> Acaba sendo um tiro instintivo, >> cara. É assim, cara, eu vou eu vou eu vou falar coisa que eu já vivi, tá? Na época a gente trabalha só com revólver. Eu já Vi policial do meu lado dar 6, 7, 8, 9, 10 tiros de revólver. Oxe, acabava o
cara acabar e ele continuar puxando, puxando, >> porque inconscientemente essa visão de túnel, esse estress, cara, todo mundo tem, ninguém quer morrer. >> Ninguém quer morrer. Que o cara continua a ação muscular dele ali puxando o gatilho, achando que ele tá atirando a ponto ter que chegar no carro, falou: "Ô, ô Steve, ô, acabou sua munição." O Cara olhar para você, falou: "E isso é uma coisa que você faz involuntariamente, >> porque não é a gente fala, vamos entrar na parte da balística, né? Quantos tiros eu dou no no no marginal?" O suficiente para que
ele caia, irmão. Se é 5, 10, dois ou um, não interessa. >> Depende de como o corpo dele vai reagir a hora que tá toando. >> Porque balística não é uma ciência exata. Não tem como. Você falar como é Dois e dois são quatro. São todos os fatores que possível. >> Tem que cessar a possível agressão ali. >> Mas isso conta nos julgamentos, né? Quantidade de tiro, né? Ele ele atirou até o momento que ele visse que aquela para ele é uma agressão cessasse, o cara caiu, ele parou de atirar. Então é uma coisa que
também você não pensa. Ah, eu vou contar quantos tiros eu vou dar. Um, dois. Ah, não, vou dar mais três. Não, é instantâneo. Você não pensa. Sabe quando Você vai pensar? Quando você puxar o gatilho e vê que não saiu mais nada. Aí você vai sair dessa visão de túnel. Aí você vai olhar sua arma, falou: "Por, minha munição acabou". Aí você vai fazer a troca do carregador. Cara, caso contrário, eu tenho uma ocorrência que eu fui baleado, cara. Eu dei 13 tiros num cara. Não, não. Eu dei, na verdade, nesse cara, eu dei nove
disparos. Ele tomou nove tiros. Nove tiros e não morreu no momento. Cara, eu fui pra Juri Porque na hora que eu fui pra traseira do meu carro, ele eu fui balado por calibre 765. Ele ainda tava tentando pegar a pistola. Eu dei meu último disparo de pistola. Minha pistola parou aberta, >> foi o tiro que entrou na ponta do nariz e saiu na nuca. O promotor falou que eu executei porque ele já tinha sete tiros na região abdominal e toráxica. Só que ele não caiu, ele não morreu, ele tava tentando catar a arma. E aí
o promotor Achou que eu executei, que eu fui lá e o executei. Na verdade não, eu já tava abaliado, que eu fui ver que eu estava abaliado quando eu fui fazer essa troca de carregador, que também o carregador não tava comigo, tinha ficado dentro do carro, porque na verdade eu tava com duas armas, um ross da PM cromado e a minha pistola. E aí eu olhei, quando eu olhei para baixo, eu vi o sangue escu falei: "Cara, fi, eu fui baleado. Ah, ali o meu mundo acabou". Falei: "Mano, Fodeu, vou morrer, vou morrer". Não sabia
onde tinha sido baleado, só sabia que era no braço. Comecei a sentir a mão formigar. Encostei no carro, encostei no carro e fui abaixando, porque você começa a perder o sentido, você começa já a pensar uma porrada de coisa. O terceiro cara que eles estavam em cinco roubando a [ __ ] de um car, tinham roubado uma residência, roubaram uma pala diplomata, pala diplomata tinha bloqueador e eu tinha um GOGT. >> Qual o carro que tava na frente? >> Você foi em 65 essa essa ocorrência aí, hein, Vagnão? >> 91. >> Diplomata parou de fabricar.
É, >> roubaram diplomata, eu tinha um GTzinho, na frente tinha um Fusca e atrás de mim, tinha variby, hein? Vou em que carro? Vou no GTão, né, pai? >> Aí o terceiro veio na minha direção, eu fui tentar levantar, eu senti que Machucou minhas costas. Falei: "Puta, aí eu lembrei meu revólver, só que eu não tinha força na mão esquerda. Eu catei o revólver, virei a coronha dele com a mão direita e apontei pro moleque, pro moleque catando a arma do primeiro. Eu falei: "Cara, não pega, não pega". Ele abaixou olhando no meu olho, cara.
Quando ele levou m revólver, eu dei, ele correu, não viu o que aconteceu, ele morreu em pé. Aquele cercadinho que a prefeitura faz na árvore, eu acho que Pela perda de sangue, né? Ele cansado, ele apoiou ali, morreu com o revólver, com dedo no gatilho, tem a foto aqui debruçado, sangrando. >> Cara, eu não vi nada. Eu só vi o cara que me enquadrou na janela, que eu atirei de dentro do carro. Eu comecei, para você ter uma ideia, eu abri a porta, dei o segundo tiro, o cara caiu, eu comecei a escutar os tiros
na minha retaguarda, o cara tava na traseira do Gol GT atirando em mim. Então assim, a Quantidade de disparos não dá nem para se considerar ele cometeu excesso, não. Eu acho que ele atirou até o ponto que ele interpretou que a agressão ia parar ou que a agressão, né, o cara armado com fuzil não era nemhuma pistola, cara. Era um fuzil não fosse não fosse responder. E acabou. Ó, tem algumas coisas também para para pontuar também em relação a isso que agora na calma nós quatro aqui e tal, você imagina Um cara que, por exemplo,
trabalha numa unidade que nem rota ou ou qualquer qualquer serviço policial que no dia de folga ele tenha outro trabalho para sustentar a família, que ele tá já praticamente quebrado financeiramente. Porque faz o cálculo aí para você sustentar às vezes esposa, dois, três filhos com o salário atual. E aí, cara, ele sabe que se ele efetuar um disparo e esse e esse Disparo gerar uma ocorrência que vá gerar questionamento, ele vai ser afastado, ele vai ter que contratar advogado, senão ele vai pra cadeia, ele vai ser mudado o horário de serviço dele, ou seja, se
ele fazia alguma atividade diferente, ele vai perder essa atividade. >> Ou seja, você destrói a família do cara numa ocorrência policial que ele está trabalhando. Vocês acham que a nossa tropa não pensa nisso? Todo mundo pensa, Cara. >> Com certeza. >> Todo mundo. Todo mundo antes de efetuar um disparo, antes de sacar uma arma, hoje carrega essa bagagem do tipo assim, ó, dependendo do que aconteceu, eu tô ferrado num nível que vai acabar com a minha vida. Graças a Deus, a gente ainda com instrução, com doutrina, consegue diminuir essa essa resistência do cara ter coragem
de reagir ao que ele enxerga Que possa ser agressivo a ele. Cara, nós temos dezenas de ocorrências de policiais militares que são mortos por marginais porque eh não tiveram a atitude no momento correto, deram aquela vacilada e acharam tipo o vagabundo, cara, o vagabundo ele não tem dó. >> O vagabundo é [ __ ] Se você vacilar, ele vem, dá tiro em você, você cai, ele cata sua arma, ele te confere com a dele, com a sua e ainda sai tipo assim, ó. Aí, trouxa, tomou esses caras. O, ó, eu lembro de uma ocorrência na
área do 37 que o policial chegou com a esposa para parar o carro. Os caras vieram roubar, a esposa saiu do carro. Que olha o que esse policial fez. Ele virou pros caras, falou: "Pessoal, sou polícia, minha arma tá embaixo do carro, leva o carro, leva a arma." Adivinha o que aconteceu? >> Tomou, >> tomou. >> Não, os caras conferiram ele com vários Na cabeça no chão. Você tá entendendo? Então é assim, ó. Ser policial no nosso país, aonde quem mata a polícia não mofa na cadeia, não nos dá o direito de vacilar. Não dá.
Se já é assim numa rua normal, num lugar que não é hostil, imagina como é a nossa cabeça quando a gente tá em área hostil. E aí você vem com uma sequência de policiais sendo mortos em comunidade. Na Baixada nós tivemos dois que eu me lembro agora do meu pelotão teve dois Que foram vítima, é que não morreram, mas tomaram vários tiros na porta de casa. E a gente tem comunidades de WhatsApp aonde essas ocorrências veiculam muito rápido. Se você pegar o celular aqui, ó, direto, eu tenho suicídio e policial baleado. Você acha que isso
gera o qu na cabeça do polícia? Ele fala assim: "Mano, tem que ficar ligeiro, tem que ficar ligeiro. Os caras tá vindo para cima, os cara, os caras são, são embaçado. Aí ele vai entrar Numa comunidade e você tá correndo na comunidade, você dá de cara com um cara civilmente trajado com fuzil na mão, você vai ter tempo. Outra coisa que eu que eu que eu falo para vocês em relação a isso aí é assim, ó. Existe um negócio na na polícia que deu uma ocorrência, a gente é massacrado, beleza, é vida pública, você é
massacrado. Só que daqui x anos, quando tudo isso for realmente estudado, Detalhe por detalhe, perícia tal, e esse e esse policial for eh condenado num homicídio, por exemplo, culposo, que é o que acontece quando você mata alguém no trânsito, você não tinha intenção. aconteceu porque houve alguma falha. Ninguém vai chegar e falar: "Lembra daquele sargento da rota? Ele tomou um culposo ao invés de um doloso, entendeu? Então, até nisso, cara, você destrói a figura da daquele daquele profissional e depois não tem a Reparação. Hoje eu tô falando que é PM, mas poderia ter sido o
policial civil que matou o policial militar civilmente do P2 andando ali. Uma equipe do Goy. Você pega a equipe do GOI hoje, você olha para eles, eles estão fardados. >> Eles andam fardado, cara. Veja uma viatura do Goi no na rua. Como é que eles andam? Eles eles andam completamente identificado. Você fala: "Isso aí é polícia." Ô, ô, coronel, >> vocês já viram você, vocês estão falando se uma equipe do go tivesse andando dentro daquela comunidade e um policial do P2 nosso >> tivesse andando ali bermuda, camiseta, chinelo com arma, não vou falar assim porque
aí era muito escraashado, mas calça jeans, camiseta, tênis e um e um fuzil pendurado ali. >> Que que os caras do go ião fazer? >> Hum. >> Será que que esses caras iam estar sendo eh indiciado no doloso com pedido de prisão e o caramba? Coronel, e a respeito complicado, cara, porque a gente sabe que é difícil e a respeito da operação em si, eh, todo mundo chegou ali de carro, né? Qual Qual que é o procedimento? Vocês chegam numa operação militar, tá, com a viatura, eh, caracterizada, tal. Eh, primeira pergunta, a militar fica um
um policial guardando a viatura? sempre tem Normalmente porque as equipes táticas a gente precisa tomar cuidado porque a gente às vezes fica falando como se existisse tático com BaEP rota e a Polícia Militar, cara, o nosso feijão com arroz, a tropa que carrega esse estado nas costas, >> não é tropa tática. A tropa tática, ela é a que mais combate o crime. Mas quem consegue manter esse estado no eixo é o 01, é o que atende ocorrência, >> tá? >> Entendeu? Eles atendem, eles têm que suportar tudo. O o policial do 01, ele vai na
briga de marido e mulher, ele vai no cachorro agressivo, ele vai no estelonatário, ele vai em todas as mazelas, todas as desgraças da nossa sociedade e a a viaturinha que tem dois policiais sozinho ali, ó, que atende. Esse é o nosso, esse é o nosso feijão com arroz, esse cara que tem que tirar o chapéu. a equipe tática é uma equipe mais especializada, uns caras mais Antigo que tão pro combate num crime mais, vamos dizer assim, mais violento. A gente tem costume de nos podcast falar muito dessas tropas tática, rota BaEP, força tática, tal, mas
o 01 entra em comunidade, >> cara, briga de marido e mulher dentro da comunidade, quem vai entrar? Ah, vai chamar rota? Não vai, cara. Vai entrar o 01. Normalmente eles pedem apoio de uma força tática para entrar. Porque se eles Entrarem de qualquer jeito, a comunidade vai para cima, vai tentar tomar arma, vai tentar esculachar os cara. >> Quanto, se vocês entrarem no YouTube agora, vocês vão ver, tem viatura do 01 que vai abordar dentro de comunidade. Os caras começam: "Ô, verme, rapa, fora daqui, nós vamos virar essa merda, tomar sua arme." Você imagina uma
policial com compreensão física, uma menina nova, compreensão física assim, é uma menina que não é fortona. Esses vagabundos não Respeita, cara. Não respeita. Hoje não. Não. >> Então, mas só para concluir o esse raciocínio, então, eh, ali a pergunta que você fez, quando a gente vai para uma comunidade, essas comunidades são muito grande, é um negócio extenso e elas dentro delas são os [ __ ] corredor, um labirinto. Então, o que que pode acontecer? Isso é normal, acontece com a gente fardado. Eu decido fazer uma um patrulhamento Dentro da comunidade. Eu paro na rua A,
entro por uma viela. O sargento Giroto, sem combinar comigo, tá patrulhando no mesmo município, Santo André, ele fala: "Meu, vou dar um rolê na favela, tal". Ele vai lá do outro lado da favela, desembarca e vem o que vai acontecer lá dentro, >> nós vamos se encontrar >> sem ter combinado. Isso pode acontecer porque não existe a a obrigatoriedade de você entrar em comunidade só com Planejamento e informação. Por quê? Porque quantas vezes você viu um PM balear o outro dentro de comunidade, os dois fardados, não? >> Porque visualmente a gente se identifica muito fácil.
>> É, a o meu raciocínio era assim, será que ali é aquela aquela comunidade era a única entrada dela? >> Não. >> Ah, tá. Que não é enorme, irmão. É, é Uma cidade. >> Não, é que eu não não conheço, >> mas foi algo bem planejado porque ele tinha a chave, né? Ele entrou por um portão com a chave, né? >> Eu eu imaginei o seguinte, digamos que ali fosse a única entrada. Então a viatura da civil ia est ali por perto também. Viatura da Civil. >> Cabeça os PM já poderiam ter visto a viatura
da civil. >> Não, a civil. A um o cara que ficou da Civil guardando tivesse visto a viatura da PM frigar, ó, cuidado, a gente tá ali e tal. >> Posso posso só complementar? >> Lógico, lógico. >> Ali pode até ter ocorrido uma grande coincidência. Ambos estavam buscando o mesmo objetivo. >> Pode ser mesmo. >> Só que eles entraram para um lado, a equipe de de rota entrou pelo outro, >> porque assim, a coincidência ali foi Muito grande numa favela com aquela dimensão, numa comunidade daquele tamanho, com tanta viela, com tanta rua. Pode ser que
eles estavam averiguando uma denúncia no papel que eles tinham, porque parece que eles não eram do distrito da área, alguma coisa assim, se eu não me engano, eles não eram da delegacia da área. E eles estavam com denúncia, vamos averiguar. E a pessoal da rota tinha a mesma denúncia, porque assim, como é que Aquele cara tinha a chave, velho? Alguém fez a denúncia e entregou a chave para ele. >> Sim. >> Concorda? Ó, se o senhor for em tal lugar, na viela tal, o senhor vai encontrar um cara que tá fazendo a segurança, vai, será?
Denúncia era de droga. para chegar, quando senhor virar à direita, senhor vai ver um cara armado fazendo a contenção, porque lá dentro do barraco os caras tão envelopavando Para poder vender, para poder espalhar na na comunidade e os caras lá tinham a mesma informação e acabou que por não havendo a comunicação, mas ambos estavam procurando o mesmo objetivo. >> É possível, >> entendeu? Só que assim, os modos operantes, tá? Eh, não é que a polícia civil tá errada ou que tá certo ou que a PM tá errado, tá certo, mas os procedimentos são diferentes, né?
Eu, eu, eu pessoalmente jamais Jamais em nenhum momento estaria com fuzil, uma arma de potencial ofensivo grande, de proteção coletiva, não é só individual. Tô protegendo a minha equipe, estaria com esse fuzil pendurado na minha lateral e assim no meu celular. Jamais, porque eu tô numa área de risco e a minha responsabilidade em relação à equipe com quem eu tô trabalhando é grande. Porque se eu tô com aquela arma é porque eu tenho capacidade de utilizar, eu sou habilitado para Utilizar ela e a minha equipe confia que aquilo ali vai fazer a minha produção. É
como você, por exemplo, num pelotão do CDC de choque, você tem um cara que tá com elastômero ali, tá com a calibre 12, tem um cara que lança granada. Cara, você conta com esse cara que na hora que o bicho pegar, que o cara vier para cima, o cara vai tomar um delastô no peito, velho. Ou que a hora que a multidão vier, o cara vai lançar uma luz de som, um efeito moral, uma gasa Grimogêno, ali é a mesma coisa. Então, e só complementando o que o senhor falou, outra coisa, nós policiais militares temos
um agravante. Eu não respondo só criminalmente, eu respondo administrativamente. Eu tenho amigos que foram absolvidos criminalmente, foram condenados administrativamente, estão na rua. injustamente estão na rua, porque no TJ, infelizmente, acharam que a atitude, o comportamento, ação em si não era Compatível mais à Polícia Militar. O cara deu a vida dele toda, o cara deu o sangue, deu a vida, a [ __ ] da corporação, a justiça reconheceu, foi legítima defesa >> vida >> e você foi condenado no administrativo, você perdeu sua função, porque quem te manda embora não é o não é o criminal, que
a gente te manda embora é o administrativo. >> Então, mas o que o que o Girol tá Falando, ó só, quando você vai responder no administrativo, você vai responder principalmente no quê? Ele ele ele tocou num ponto muito importante agora, porque no tribunal esses caras vão responder pelo crime, homicídio ocuposo doloso. E aí, cara, é bem simples entender o que é responder um crime. Quando você vai pro administrativo, o que que o que que o pessoal que vai julgar Administrativamente vai observar num caso como esse? O que que vocês acham que é >> a parte?
a a parte eh o que o policial a parte administrativa ali, a parte eh se aquela operação ele poderia estar ali, se foi feito da maneira correta, se foi comunicado, procedimento operacional. Exatamente. É isso. Então, então é o seguinte, se você entrar agora aí nesse seu notebook, na sessão da terceira sessão da Polícia Militar, cara, é uma Biblioteca de norma, tem norma para tudo. A Polícia Militar, você não toma esse copo d'água sem uma norma de procedimento. E se você se arvorar a tomar esse copo de forma diferente do que tá no procedimento, você assume
o risco de responder pelo resultado causado. >> Sim. >> Beleza. Então eu vou fazer um paralelo agora para vocês entenderem aonde eu vou Chegar. Policiamento rodoviário. Policiamento rodoviário. Qual é a cor do fardamento >> aqui em São Paulo? Cinza, né? >> Cinza. >> Calça cinza escura e em cima camiseta clara. Beleza. Quando você olha numa rodovia longa, que cor é a o asfalto? >> Cinza, >> escuro. >> Escuro. >> E que cor é o céu? >> Azul escuro. >> Azul claro. >> Depende. Se tiver de de noite, >> em média. Em média. >> Ah, tá.
>> Você tá no seu veículo. >> Ah, entendi. >> Durante horas conduzindo o veículo. >> Entendi. A calça do cara e a camisa do Tem gente, >> você tá no seu veículo conduzindo com visão em túnel. Acontece na condução do Veículo, né? Só no disparo. Quando você sai no carro e você tá suave, você enxerga tudo. Vai passando horas, você vai ficando tenso, vai ficando cansado. Trânsito ruim, você vai focando, vai, vai restringindo. Quando você olha no horizonte, se um policial rodoviário entrar na faixa de rolamento com a calça cinza, com o asfalto cinza, o
céu tiver claro, a chance camisa clara, >> a chance do indivíduo confundir tudo e não enxergar o policial é enorme. >> E já aconteceu acidentes assim >> no batalhão dos 80 mortos, 40 era atropelado e 40 baleado. >> Caraca. E aí eu falo para você assim, os caras percebem com os atropelamentos fatais e vão estudar e falam: "O motorista do carro tem que responder no doloso e morrer na cadeia porque ele atropelou o policial. Ou há um erro de procedimento aí que esse fardamento está confundindo? Eu preciso ter na farda algo que chame a Atenção.
E aí as coisas vão caminhando com estudos e você coloca no colete uma faixa dessa largura refletiva enorme. >> E você chega pro policial e fala para ele assim: "Amigo, toda vez que você for intervir na faixa de rolamento, ou você tem que tacar a faixa ou você mete um refletivo, porque o carro não te enxerga e depois você vai querer meter o cara 30 anos na cadeia porque te atropelou e te matou. Sua família vai chorar, mas você Não estava de refletivo. Eu não tô falando de tiro dentro de comunidade, não. Eu tô falando
de fiscalização de trânsito em rodovia. Quer dizer, tem norma para tudo e provavelmente aquela equipe lá da rota tava amparada em um procedimento. >> Não, eu não, eu não sei. Eu não sei porque eu nem estudei a fundo eh o que eles iam fazer, o que o policial civil tava, porque eu não queria nem me >> me ser ser ser, vamos dizer assim, eh Ser maldoso, tentando ser tendencioso com alguma informação externa. O que eu digo para vocês só é o seguinte. Falha procedimental gera morte, um atropelamento de um policial rodoviário. E qual é a
falha procedimental? Eu não estar na rodovia com a devida >> visibilidade, cara. >> O coletiv >> se você for um policial rodoviário e você entrar numa rodovia com aquele fardamento sem o colete refletivo, a Chance de você morrer vai ser enorme, cara. E eu vou culpar o o motorista. Ou seja, eu a discutir a ocorrência da rota e do policial civil para nós hoje é só desgraça, cara. Morreu um colega, um tira que tava trampando, tava buscando ali o bem da sociedade. Mas o real, o real assunto, qual que é? Tem erro procedimental ali, senão
não tava morto, cara. Se se não tivesse erro, estaria não estaria morto. E e o erro que eu mais Enxergo eu como comandante de polícia de 35 anos são falta de comunicação entre as polícias. E eu vivi 35 anos e nunca vi e acho que vai durar mais 50 sem acontecer. E enquanto a gente continuar um achando que é melhor que o outro e sem trocar ideia, sem um conversar com o outro, nós vamos depender só das amizades, que nem ele falou: "Eu trabalho numa área, conheço você, somos amigos, um se reconhece e a tropa
matricial que vem de fora faz como Quando não conhece." Então, a gente vai continuar sem um trocar ideia com o outro quando for fazer operação. Segundo erro procedimental, não se entra civilmente trajado em comunidade, sabendo que a Polícia Militar pode estar ali dentro. A gente policial militar quando trabalha paisano não entra medo >> porque você tá paisando ali. Eh, mas você se você tá sem arma na mão, é uma Coisa, né? Você pode se deparar até com um criminoso, mas a partir do momento que você eh >> já pegou, tá com a arma na mão,
já não tinha que ter uma identificação a mais ali. >> Mas eu te faço essa pergunta que você não é polícia, o que você acha? >> Sei lá, um colete, sei lá, algo para identificar, né? >> Eu tô falando para você >> porque se você tá com a arma na mão, Você não tá paisando mais, você já você já tá sendo identificado. >> Trânsito, cara, você tem que est muito e identificado, porque senão o cara te atropela. Imagina dentro da comunidade para tomar um tiro. >> E e o crime contra policial, ele tem tem um
agravante ou ou não? Se a pessoa atirar, matar um policial, existe um agravante pelo fato dele ser policial fardado no momento? Eu ou ou não? Eh, responde pelo crime, um fardado? Não. Toda vez que você comete um crime, que é alguém, um agente do estado, tem o agravante, certo? >> O problema não é esse. >> Você toma 12 anos, agrava para 15 e você puxa cinco. >> E se a policial for feminina? Não é a gente não é feminicídio também não. Feminicídio é só quando você só quando você conhece a vítima, né? >> É só
quando tem relação com a vítima, relação afetiva, tal. A motivação é Outra. Você matar um agente do Estado, você tá atentando contra o Estado. Por isso que tem um aumento de pena. >> Certo. Entendi. >> E as o problema não são as penas, é o cumprimento. >> Você vai tomar 30 anos de condenação, você vai puxar oito. O crime compensa nesse país, cara. Ninguém fica preso, >> tem muito atenuante, né? Nossas leis, assim, tem os agravantes atenuantes, tem muito atenuante. É nisso que o advogado Se pega. Então ele usa isso a favor do cliente dele,
porque nossas leis, eu acho que são, eu andei fazendo uma pesquisa, cara, em relação à pena em outras coisas, é das mais duríssimas do mundo, mas ela tem várias falhas, porque ela vive de emendas, vai se emendando, né? Foi criada lá em sei lá, bolinha, né? e vai se emendando e vai se emendando, mas as brechas vão ficando. E aí que porque a gente fala que a gente não tem uma justiça séria, né? É muita Interpretação, na verdade. Eu acho que é muito mais interpretação do que você julgar o preto no branco ali, né? Então
cada juiz vê de uma maneira, entende ou absolve de uma maneira, né? Então assim, você abrir uma jurisprudência num caso é uma coisa, mas eu já vi casos praticamente idênticos que tiveram resultados totalmente diferentes, uma condenação e absorção, por exemplo. Então, eh, a nossa lei é que a gente fala, ah, o pessoal fala muito lá de Fora, né, cara? Fala muito dos Estados Unidos. oportunidade, já tive lá, fiz três cursos de SUAT lá, cara. É a é a, velho. Não tem ver é B, é B. A constituição dos cara é isso aqui. Então, e as
leis é a mesma coisa, só que a diferença é que você tem lei municipal, lei estadual e lei federal. Você tem lei de condato, o xerife fala: "Ó, a partir de hoje o cara foi eleito xerife, eu não quero mais ninguém na rua depois das 10". Só que o que ele faz? Ele chama a comunidade para ele e fala: "Olha, devido a esses fatos, essas estatísticas, resolvi que a partir das 10 não pode mais ter ninguém na rua, porque o índice em tal ponto está grande demais. A população vota, concorda e a lei é válida."
O cara atravessou a ponte pro condado do lado, pode ser totalmente diferente. Então assim, aqui já no Brasil não existe isso. Primeiro, cara, é uma coisa, é essa questão de >> até existe, mas não são os xerifes, né? São os traficantes, né, que colocam as leis deles. >> Uma coisa que que me incomoda muito, >> tem mais do que lá, eu acho. >> Essa coisa é de duas polícias, cara. É muito difícil você trabalhar. Eh, cara, e cara, é uma linha muito tenda, é muito complicado, né? Você fala que você tem uma uma polícia preventiva
e uma polícia investigativa. Não tem como. A gente acaba na rua como policial militar. Eh, você pega o fio da Linhada, você vai cortar a linha no meio? Não vai, cara. Não vai. Você cata o cara, o cara fala: "Não, [ __ ] mas ó, o seguinte, se o senhor me der um boi, né, você vai conversar com o cara numa boi: "Cara, você vai embora, fica tranquilo e tal, vai embora". Aí o cara não, porque na rua tal tem lá, chegou um monte de coisa. Você vai pegar esse cara, vai levar ele na delegacia,
o negócio tá comendo lá, os cara tão trabalhando, distribuindo na comunidade. Olha, doutor, esse menino eu peguei com esse empend de cocaína e ele falou que na rua tal, tal, os cara tão Não vai, cara. Não vai porque corre aqui, irmão. Fal, você é louco. Vamos, >> vou pegar agora. >> Ô, comando, já chama o comando pelotão e já reúne o pelotão e e vai, cara. Isso é investigativo, não faz mais parte do meu policialmento preventivo ostensivo. >> Eu já comecei a querer me aprofundar. Mas tem como você não fazer >> o dia que a
PM não fizer isso, esse estado aqui vira do avesso. >> Não, que outra. Qual a função da Polícia Civil >> no papel? >> Não sou um especialista aí, mas eu acredito que seja mais investigativo, né? >> Então, por que que nós temos grupos especializados dentro da Polícia Civil uniformizados? Se o fato é dos caras trabalhar com Investigação, se o cara teria que trabalhar descaracterizado, né, fazendo investigação. E nós temos grupos repressivos ou repressivos dentro da polícia, temos o Goy, o GER, grupos especializados que trabalham uniformizados. Então assim, eu acho que não é para hoje e
não vai ser para amanhã. Muita coisa tem que ser mudar, muita coisa tem. Por que que é gozado você fala, pô, lá dá certo? Cara, eu testemunhei um flagrante Que é impressionante. Impressionante. Eu sou patrulheiro, eu peguei ele armado. A arma é irregular, não tem procedência, é crime. Tudo bem? O americano tem o direito à arma, o pote e tal. Ele, o cara catou, catei ele, levei na delegacia, cheguei no distrito, tem um sargento no plantão, falou: "Chefe, é o seguinte, o cara tava com essa arma, tá aqui, tá a identidade dele, a arma irregular.
Beleza, dá licença, você volta pro patrulhamento. Aí esse Sargento vai qualificar, vai tirar digital, antecedentes, arma, vai montar um flagrante com meia dúzaia de folhas. O policial quando vai sair de serviço, faz um relatório, a palavra dele é lei lá, ele não é a gente, ele é a lei. >> O cara faz um relatóiozinho ali, grampeia, leva pra mão do promotor, o promotor decide se acusa ou não. Não é o sargento que atendeu, não é o polícia, não. Quem vai decidir é a promotoria. Nós vamos acusar ele por o crime tal. E Acabou o cara,
eu vi o cara sair de dentro do DP na na traseira da viatura pro presídio para aguardar qual vai ser a procedência posterior tomada pela promotoria. >> Lá não tem esse sistema nosso aqui de polícia civil, de delegado, 50.280 folhas de um flagrante que você tem que assinar 1 milhão de fol. Não, cara, é um processo muito rápido, muito curto, é muito prático, não é? Ah, você quer ser investigador, prce concurso, cara. Você Vai ser, você entra na polícia para ser patrulheiro. Você vai patrulhar, vai passar por um estágio, uma observação, opa, beleza, você já
pode trabalhar sozinho. Tem um fato, tem um menino que hoje ele é é policial em na Califórnia, cara. Foi meu aluno, o cara foi policial, sentou comigo na mesma bar, cara. O cara se aventurou, foi embora, meteu o pé. O Gomes meteu o pé. se naturalizou americano, conseguiu a Documentação, prestou concurso a polícia lá hoje. Aí ele até até brinca, né, meu? Ele falou: "Pô, quero fazer um vídeo agradecendo, tá até na minha rede social, fazer agradecendo vocês, mas como estou estágio probatório, >> eu não posso fazer nada". Acabou o estágio probatório no dia que
ele falou: "A partir de hoje você tá autorizado e tem condições técnicas para trabalhar sozinho. Seu fuzil tá aqui, escolhe a sua viatura, Escolhe o modelo que ele queria lá no pátio para ele." Ele fez o vídeo agradecendo e ele fala: "Cara, aqui é tudo muito mais prático, muito mais fácil". Então, diferente do que a gente tem aqui, aqui é tudo muito burocrático. Só o fato de a minha e eu tenho que levar o eu presenciei um crime, o cara tá traficando. Não sou eu que ratifico a voz de prisão a esse cara, eu só
o conduzo para uma autoridade. Então não sou nada. Tô errado. Eu não sou nada. Porque se eu não tenho o poder de realmente fazer o que o cara que tem que ser feito e eu preciso de alguém que faça por mim, eu sou o quê? Eu tenho que levar para uma autoridade, paraa sua autoridade, ouvir a minha história, ouvir a sua, ouvir a dele, ouvir a dele. Ah, não é tráfico, cara. >> É, para mim é porte. E aí >> eu eu vi um um um vídeo, eu não sei se foi o promotor, se foi
o próprio juiz que deu um esculacho no militar porque Falou que ele não deveria est fazendo um trabalho. Ele constatou que foi um trabalho investigativo. Ele falou assim: "Mas você, você é investig?" Não, então, mas se não cabe é você. Eh, até viralizou esse vídeo. >> É outra vez, né? Acho que é a segunda vez. >> Verdade. É o réu. O cara vai pra rua porque houve erro de procedimento. >> Aí pega um advogado bom, tira o cara ali facinho, né? E a única autoridade de Polícia no Brasil são os delegados, né? As únicas. >>
Não, não. Eles são autoridade de polícia pro inquérito policial. Por >> pro inquérito policial militar são os oficiais da PM. PR pro crime federal é o delegado de polícia federal. Então depende do crime. >> Não, mas pro civil, para eu e o Wagner, pessoas comum, >> pro civil, se você tiver na quadrilha cometendo crime militar, você vai ser Investigado por um inquérito policial militar, >> não é? Eu tô >> Se você cometer um crime militar, mesmo sendo civil, quem vai te indiciar e investigar sua vida é um um oficial da polícia. >> Então, civil pessoas
comuns. >> É, não é? Porque assim, eu vi um corte também que que um um uma tropa militar abordou um um indivíduo e esse cara era advogado e aí Não sei o que que eles começaram a bater boca ali. O o policial falou assim, ó: "Eu sou a autoridade, eu sou autoridade policial e não sei o quê". E aí ele >> então na verdade falou: "Não, você não é autoridade policial, policial é delegado." Eu até pesquisei no Google, acho que verdade. É o é o é o quem é o mais bonitão, sabe aquele negó? vai
falar outra coisa, mas a gente tem que manter a educação. Eh, quem tem mais coisa no na mochila, vamos dizer assim, >> que tá embaixo. >> Ia colocar o chapéu de alumínio em você agora se tivesse aqui, hein? Deixa eu explicar uma coisa para vocês. É assim, ó, >> construções jurídicas doutrinárias, >> você consegue o que você quiser hoje. Inclusive, eu passei anos e anos e anos na minha vida dando aula de processo penal e hoje eu não tenho a menor condição de dar aula de processo penal para nenhuma faculdade ou academia de Polícia depois
do que eu tenho visto acontecer em Brasília. O Código de Processo Penal não que eu estudei não existe mais. Então é assim, ó. E você consegue taman dependendo do poder que você tem ou do ambiente defender a tese que você quiser, entendeu? Você pode falar o seguinte, que o dentista ele é um médico. Aí o se tiver ali sentado um médico, ele fala: "Não, você é dentista, médico sou eu". Aí você vai falar: "Não, mas eu sou Médico de boca". Aí ele não, médico é médico de corpo, médico de boca não existe. Vocês vão ficar
numa discussão imbecil. E aí, cara, se você for ler doutrina de direito administrativo de um Eli Lopes Meireles, que é um dos maiores doutrinadores, ele fala que a autoridade policial é aquela pessoa que representa o Estado e tem o poder de restringir direitos de de indivíduos em prol de coletividade. O policial militar, quando ele vai e te aborda, ele tá te Restringindo direito? >> Sim. Então ele ele é autoridade policial para aquele ato. A grande confusão, e aí ela é proposital para querer menusprezar a a outra parte é assim, ó. Quem é a autoridade policial
para o inquérito? E o que é o inquérito? O inquérito é uma peça que vai transformar fatos em papel >> e produção de indícios e provas. Então, vou te dar um um uma marca na sua cabeça para você para você guardar bem. Quem é a autoridade para fazer Uma apreensão de arma? A apreensão de uma arma que está envolvida num crime é um inquérito policial que apura crime. A autoridade policial para fazer esta apreensão é um delegado de polícia. Por quê? Porque o Código de Processo Penal fala que quem vai apurar um crime comum é
um inquérito policial e o encarregado presidente do inquérito é o delegado de polícia. Então, para essa para esse instrumento chamado inquérito policial, Quem é a autoridade? O delegado de polícia. >> Mas aí não, o que você fez foi entrar num quartel, arrombar uma reserva de arma e roubar uma arma militar. Que crime você cometeu? Um crime militar junto com mesmo sendo civil. Mesmo sendo civil. >> Cara, não fazia ideia disso >> quem vai aprender a arma que você estava aportando é o delegado. Não, é um é um oficial de polícia porque Ele é o presidente
do inquérito policial militar. Se o o se o oficial da Polícia Militar não fosse autoridade policial, como que um juiz me daria interceptação telefônica? Me explica, eu já fiz várias, eu já fiz apreensão de arma, já fiz eh pedido de exame de corpo delito e é um outro problema porque os caras dificultavam a nossa ordem até que hoje já tem posicionamento forte dizendo pro Inquérito policial militar eles são autoridade tem que fazer. Então é assim, existe um um uma guerra de egos, que isso é o pior, cara, é o pior, acaba com a nossa sociedade,
de um monte de gente lutando por um filãozinho e quem sofre é a sociedade. Então, se você falar para mim assim, quem é a autoridade policial? Eu vou te perguntar, depende para que ato. >> Se for para uma abordagem, é o policial que tá abordando. Se for para te aplicar Uma autuação, é o agente que tá te autuando. Ele tá te restringindo direito. Ele tem autoridade. Ah, não. É para fazer um interrogatório. O interrogatório é o quê? Lembra daquele nossa conversa do outro dia? Interrogatório é um ato no inquérito lá, um ato de qualificação interrogatório.
Quem é autoridade? É crime comum. Delegado de polícia. Ou seja, o imbecil que vem em algum lugar e fala assim: "A autoridade policial é só delegado". Ou Ele estudou pouco, ou ele é maldoso. Porque a pergunta mesmo é assim: qual ato? Porque se for um crime federal, tráfico internacional é um delegado da federal, nem delegado de polícia civil não pode, entendeu? Então você tem que entender qual é o ato que tá sendo praticado. Dependendo do ato que tá sendo praticado, a autoridade é aquela que vai ter o a competência de restringir direitos. Mas é óbvio,
se você pegar uma Doutrina que foi escrita por um delegado de polícia civil, por um juiz que foi delegado de polícia civil, para um desembargador procurador que foi delegado de polícia civil, o que que ele vai escrever? Autoridade policial é só delegado, o resto é tudo nosso desempregado. >> É, velho. E se eu for falar sobre crime militar, que que eu vou falar? A autoridade militar é só os oficiais, o resto é tudo empregado. É, é o ego, cara. O ego é difícil, não dá para discutir tecnicamente. Agora, quem realmente estuda direito sabe que a
autoridade é só pegar lá ele Lopes Meirelles. Autoridade é aquela pessoa que representa o Estado e restringe um direito de um indivíduo em prol da coletividade. Simples assim. Eu não, eu não dou mão pra cabeça para você. Se eu não sou autoridade, por que que eu tô fazendo isso? Ah, eu tô representando Delegado. Delegado, eu não peço nem permissão para ele para abordar ninguém. Eu abordo, você tiro o seu carro de circulação, restringo sua liberdade, faço você botar a mão para trás, te seguro durante um tempo e ciência zero para delegado. Então, como é que
eu como é que eu posso fazer tudo se eu sou um zerro ela? Não sou ninguém, entendeu? Então, cara, é assim, ó. Quando ele falou sobre polícias, quando Ele falou sobre polícias, eu já vou estar morto, ele vai est morto, Marcelino vai est morto, mas um dia, num futuro, esse país vai deixar de ser eh tão mesquinho em termos de interesses e vai vão ter que sentar e falar assim, ó, qual é o sistema policial que vai gerar menos prejuízo paraa população? E aí não vai importar se você vai, se você vai ter quatro motorista
e um e uma Trail Blazer, se sua espada vai ser bonita, se se você anda com terno e quer Ser chamado de excelência. Não importa nada disso, cara. O que vai ter que importar é assim, ó. Para eu chegar numa condenação de um vagabundo, eu não quero ficar 10 horas parado fazendo 150 papel. Não quero. >> E às vezes o cara ainda sair primeiro que você, né? >> Ó, você quer ver um negócio que é doentil? Você quer ver um negócio que é doentil? E eu vou falar isso, vai ser uma bosta, Mas vou falar
>> não. Aí que é bom, né, Wagner? Só >> manda. >> Existe uma, existe uma lei, >> nele aqui, Mateus. >> Existe uma lei chamada 99. E o que eu tô falando, gente, qualquer imbecil jurídico sabe. Eu não vou não vou trazer nada que você fala assim: "Caraca, esse cara é estudioso". Não, >> não, não. Corte novidade do do coronel. Se cara uma ameba. Uma am meeba. O cara que fizer a pior faculdade de direito do país. Pior faculdade. Sabe aquele dentista que não sabe o que é uma cari? >> Sei. >> O dentista que
não sabe o que é cari. Esse cara que formado em direito, ele sabe o que é uma lei 9099, que é a lei que criou as infrações de menor potencial ofensivo. O que é a lei 9099? É uma lei que pegou e falou assim, ó, todas as os crimes, tanto as Contravenções e crimes com pena até 2 anos, você eh vai responder pelo rito sumário da lei 9099. E uma das coisas que essa lei traz é o seguinte: não cabe prisão em flagrante para esse crime, a não ser numa única exceção. Qual é a exceção?
No momento que você depara o cara fazendo aquela conduta criminosa, você vira para ele e fala assim: "Amigo, você tá praticando um crime de menor potencial Ofensivo. Você se compromete a comparecer em juízo?" Aí o cara fala assim: "Como assim você assina aqui dizendo que você vai falar com o juiz? Se ele falar assim: "Não, não vou nem não quero olhar na cara desse juiz, não, não vou". É a única forma dele ser preso em flagrante. Se ele recusar a se comprometer, não é se recusar a ir, é se recusar a se comprometer. >> Olha
o que a lei fala, >> as coisas impraticáveis, né, cara? >> Então aí, ou seja, 100% de quem comete crime de menor potencial ofensivo fala: "Eu não, eu vou, eu vou, pode botar aí que eu vou". Ele assina para ele não ser preso, entendeu? Então, a lei, se você tem esse esse isso na lei, a lei foi feita para prender alguém? em flagrante. Não, >> essa lei não, né? >> Não. Só que se você pegar todo ordenamento jurídico criminal, tem Muitos crimes com essa pena, muitos. Crime de trânsito, crime de ameaça, tem vários crimes, lesão
corporal leve. Beleza? A segunda parte da lei que é a mais tesão é assim, ó. conciliação, transação penal, suspensão condicional do processo. Ou seja, o policial no dia conseguiu que você assinou, aí você vai em juízo, certo? Quando você chegar em juízo, ninguém vai perguntar se você praticou o crime ou Não. Vão colocar você de frente com a vítima e falar assim: "Ó, ressarce ele do que você fez, cara. Paga uma cesta básica ou paga sei lá o quê. Você você concorda?" Aí você fala assim: "Não, ou a vítima falando também não aceit não tem
a conciliação". Qual que é o segundo passo? O promotor afasta a vontade da vítima, o promotor chega no cara e fala assim, ó: "Então tá bom, então você vai fazer a transação com o Ministério Público para você não responder o Processo, você vai pagar a cesta básica, você vai prestar um serviço, você vai fazer alguma coisa". Aí o cara já pode falar assim: "Meu, pô, posso me livrar do processo, acho que eu vou fazer esse acordo". Para esse vítima aí não quero pagar nada não, mas pro promotor acho que eu vou pagar. Mas não, o
cara é tipo aquele jumentão mesmo. Não, não vou transacionar nem com o Ministério Público. Ou ele tem alguma Restrição que tem na lei que não pode transacionar. Suspensão condicional. Não cabe suspensão. Próximo passo, acusação. Acusação, audiência, todo mundo ouve. Sentença, sentença de pena menor do que >> do anos. >> 2 anos >> converte em restritiva de direito. Restritiva de direito, o que que é? Seesta básica, prestação de serviço, a comunidade >> volta na >> A única coisa é que ele perde a primar ponto. >> Ou seja, quem foi pra cadeia? >> Ninguém >> nessa história
toda. Ninguém. Aí eu eu contei isso só para vocês entenderem o seguinte. Uma viatura que depara com crime como esse, ele ele não pode fazer o termo de comparecimento em juiz. Ele tem que levar na delegacia pro delegado fazer. Nós temos ocorrências no interior de Acidente de trânsito que você tem que viajar 200 km pro delegado fazer esse papel que eu poderia fazer >> se o delegado tiver lá, né? Dependendo do do que tem todo lugar, eles estão todos o tempo todo à disposição, mas você tem que fazer uma [ __ ] de deslocamento pro
cara fazer esse papel, cara. >> Muita burocracia. Só que quando você se reúne em reuniões de coronéis e delegados e algum maluco coronel fala Assim: "Meu, eu acho que a PM deveria fazer o termo circunstanciado porque, [ __ ] cara, não dá nem cadeia, a gente perde muito tempo, libera a viatura no local, >> cara, ficam enlouquecido, enlouquecido. Não, não, não, não. Já tem vários estados que a PM faz, entendeu? Então, hoje mesmo eu devo ter, eu ganho uns 2000 delegado com ódio de mim, enquanto essa gana, esse esse negócio de Eu eu excelência, eu
comandante, eu coronel, eu delegado prevalecer, cara, é a tropa, é a sociedade que tá perdendo. Nós vamos ter que um dia algum iluminado com força falar assim: "Ó, não quero mais saber o que vocês pensam, cara. Nós vamos sentar ver o que funciona em outro outros países. Quantos países tm o sistema que nem o nosso no mundo? >> Nenhum. >> Três. >> Quais? >> Ou seja, tá todo mundo errado. Todo mundo errado. >> Só esses três estão certos. >> É, só vocês três são inteligentes. O resto é tudo burrão. >> Tudo errado, >> cara. >>
E quem são esses três? Fora o Brasil. >> [ __ ] é >> Iraque. >> Com certeza é algum país um é africano, Não sei se é. [ __ ] eu sabia o nome. Depois eu pego aqui no São três coisas. E aí, ô Giroto, com com tudo isso, o policial militar, a ocorrência tá ali, às vezes ele vai para cá porque ele sabe toda essa burocracia, todo esse problema que ele que ele vai ter, po, >> pode chamar para isso ou não >> é vibração, né, cara? >> Cara, isso aí é muito da pessoa,
né? >> Aham. >> É, até você se envolver numa ocorrência De resistência >> porque desanima, né, cara? Desa, né? >> São meu, meu turno acaba 19 horas, cara. >> Aham. São 6:20 da tarde. Se eu catar essa manga, eu tô [ __ ] Eu vou, tenho, >> eu já tenho compromisso. Sair daqu, pô. Tem festinha da aniversário da criança e criança. >> Vou embora, >> vou ficar com a minha família. Você entende que todo esse processo, quem que se [ __ ] na verdade, é a população. Pede Somos vocês, somos nós. Eu faço entre aspas,
nós fazemos a nossa defesa. >> E aí? E o trabalhador? E o cara que tá na rua por toda essa burocracia, toda essa coisa administrativa, todo esse processo, né, que nem tava falando do advogado agora, cara, que eu saiba, eh, são pouquíssimas pessoas que têm imunidade. Aonde tá escrito que eu não posso abordar um advogado? Aonde? Nenhum lugar, cara. Não tá escrito em lugar nenhum. Ele não tem imunidade. Ele Não é diplomata, ele não é cô. >> Não. E tem especificado lá. O advogado não tá nisso aí. O cara briga com você. Eu tive ocorrência
com o advogado que cara no final foi até foi até até comédia, né? Porque advogado recém não vai revistar o meu carro. >> Não vai revistar meu carro. É inviolável a extensão do meu domicílio. [ __ ] mano. Então tudo bem doutor, senhor tá detido porque só autoridade policial põe a mão no meu carro. Falou: "Então você é Obrigado a conduzir-lo pra delegacia. Nós vamos apresentar o senhor autoridade como o senhor tá pedindo." Tá bom. Só que assim, nós temos um pop, eu vou levar ele no banco da minha aviatura, sentado atrás de mim. Polícia,
>> não, você vai lá atrás. Não, porque isso é o seu Você vai lá atrás, >> tá resistindo. >> Foi o chiqueirinho. >> E vai algemado ou não, >> cara? Ele não foi algemado porque também >> não. Hoje tem a súmula vinculante, né? Se se não tiver resistência física, você não pode. >> Primeiro depo de São Bernardo, ele tem uma escadaria enorme até você chegar no topo. Estacionou uma viatura aqui, subi a escada, o delegado tava na porta, aí ele já fez assim, ó. Ah, não, Giroto, o que foi que você me arrumou agora? Falei:
"Doutor, eu nem te conto. Que que foi, ô, doutor? Tô com um advogado aí que falou que nem o senhor, nem a [ __ ] Que pariu, ninguém, ninguém. Só o cara que põe a mão no carro dele é juiz. que o senhor não tem competência, eu não tenho, tenente não, ninguém tem competência, tá xingando todo mundo. Como é que é? Falei, doutor, ele falou que é advogado. B, >> eu ainda falava assim, ó. E ele disse que o pessoal dessa delegacia tudo [ __ ] Eu fal não cheguei a ponto, mas eu falei: "Doutor,
foi um pega para rapar inclusive para trazer ele até Aqui." Eu falei: "Tudo bem". Ele queria que eu levasse ele no fórum do já seguiu o advogado e levar no fórum. O doutor, ah, é aquela arrombada na gravata. Falou: "Desce esse arrombado." >> O doutor [ __ ] né? >> Aí eu já des abri o tampão. Aí eu fui lá, vem cá, doutor, senhor vai subir quietinho, vai falar um a até lá em cima. O delegado quer falar com você. Tá bom, subimos. Quando primeiro DP, tem um atendimento ao público e no fundo, então A
gente chama de ara verde, né? O delegado tava lá no fundo, falou: "Aí não plantão não traz". Traz ele aqui. Falei: "Nossa, já olhei pro polícia com sorriso advogado entendendo". >> Mano, chegou lá dentro, cara. Quem você pensa que aí começou aí, beleza? Tinha que revistar. Falei: "Doutor, o carro do cara e nós não olhamos. É, meu investigador não tá aqui. Você me dá uma carona, doutor?" É claro, você Vai sentado até na frente. >> Levamos ele até lá. Abre o carro. Abri o carro, começou a revistar uma pastinha 007 atrás do banco do passageiro.
Terei a pasta, coloquei no teto, terminei a vistoria, catei a pasta, coloquei no capô do carro. Um advogado assim, ó. Falei: "Doutor, a chave da pasta?" Aí ele olhou pro delegado, a delegada falou assim: "Abre, se você não abrir, eu vou mandar o policial arrombar, Né, doutor? A senha tal". Aí eu puxei quando abriu uma 9 mm cromada e na época $8.000. Aí o negado olhou, falei: "Ah, agora eu entendi agora. Você vai ter que explicar para mim a procedência desse dólar e dessa arma. Policial, pode algemar o doutor. Vamos pro DP." >> [ __
] que par. >> Aí a hora que foi entrar na viatura, foi daquele jeito. Foi ele peguei ele Assinar ele e falei: "Então, doutor, falei que o senhor ia algemado na minha viatura. Agora segura essa >> Mas, mas a única dúvida que eu ainda tenho nesse caso aí, você passou nas lombadas devagarinho. >> Claro, >> aí é outra história. Exatamente. Independente do que tem acontecido, você não pode levar pro coração. Tem que ser profissional. Então, >> passei de lado, devagar assim. E também Eu não podia nem exagerar que o delegado tá dentro da viatura, né?
Dr. >> Aí eu te falo, hoje existe um pop de abordagem de advogados? Sim ou não? >> E aí? >> Deve ter. >> Tem. pode vistoriar carro ou não? >> Acho que sim. >> O que que não pode vistorear de advogado hoje no nosso procedimento profissional? >> Pasta dele. >> Hã? >> A pasta dele. >> A pasta dele. >> Por quê? >> A a militar não pode, mas a a civil aí tem que fazer esse procedimento, encaminhar para >> Não, que militar não pode militar. Verdade. >> Não, eu entendi que você falou que não pode
vic >> ninguém pode, nem o delegado. >> Não, por quê? Porque a inviolabilidade funcional do advogado é o sigilo da informação dele com o cliente dele. >> Então quer dizer que se o cara quiser transportar o que ele quiser ali, ele ele transporta. Quem quem que quem que leva as coisas para dentro da cadeia? >> Só que aí você fala: "Então não tem solução, qual que é a solução jurídica?" E aí o delegado sabe disso, ele toma essa providência. Se ele tiver fundad razões, ele pede um mandado de busca Para pasta, >> aprende a pasta.
O mandado de busca o e apreensão de objeto, no caso de ter advogado, tem que essa dirigência ser acompanhada por um representante da OAB. >> Da OAB. >> Ah, tá. Ou seja, >> ou seja, deixa essa parte. Não, mas por que que eu fiz esse parte agora? Não, cara. Porque >> tudo tem que ter um procedimento operacional que vai te proteger. >> Sim. Se você entrar para fazer uma dirigência num lugar sem observar certas questões técnicas, qual vai ser o resultado? Morte. Porque você não observou o procedimento, cara. Se você entrar na faixa de rolamento
da rodovia sem o refletivo, a carreta vai te atropelar. Não adianta eu querer botar o motorista da carreta 30 anos na cadeia. Você contribuiu. É isso, cara. ser polícia hoje. A Polícia que nós somos há há 25 anos atrás era uma polícia onde você chegava nos Steve, nos patrulheiros, e falava assim: "Meu, faz um documento, cara". "Ô chefe, você é louco, não sei ligar essa máquina aí. O computador >> computador é a máquina escrever mesmo. >> É o flagrante era na máquina de escrever. >> Os cara eram eram eram braçal. Os caras era de trocar
ideia, de de levantar trampo, de correr Atrás, de trocar tiro. Os caras não eram aqueles caras estudioso de ficar em documento, caramba, quatro, entendeu? Só que a polícia foi mudando. A gente tinha lá no passado uma comparação muito muito eh feita que era assim: "Cara, a gente precisa parar de ser pato. O bombeiro para para a forma como ele gira uma chave de fenda tá escrito num procedimento, operar uma uma, como é que chama aquele negócio lá? Parece um jacaré lá que para abrir a >> uma um cortador de de tirar a pessoa encapsulada em
veículo. Eles tinham eles têm procedimento para tudo no bombeiro. Tudo tudo tudo. Então o bombeiro ninguém você não chegaria um cara do policiamento fosse lá no bombeiro e falar assim: "Cara, você tá fazendo isso aí errado, cara. Você não tinha nem coragem. Por quê? Você falava assim, mano, esses cara aqui é técnico, tudo deles tem escrito e definido como deve ser. Você ia no Policiamento? Vinha oficial bombeiro comandar o policiamento. Cara, eu eu comandando tático ostensivo rodoviário, me transferiram o major do bombeiro pro primeiro batalhão de polícia rodoviária. Ele passou na índio Tibiriçá, me chamou
no batalhão, falou assim, me chamou lá, eu entrei na sala dele, falei: "Pois não, major". Ele falou assim: "Pô, passei na rodovia, você mandou os caras sair do carro e vir para trás. Isso não existe no policiamento rodoviário." Eu Falei: "Ô, chefe, o senhor nem rodoviário, o senhor é bombeiro assim de polícia, o senhor não entende. Eu jamais iria na unidade do senhor explicar como é que desenrola uma mangueira. Agora, abordagem criminal o senhor não deve ter feito, então, porque é assim que se faz. Aquela abordagem era criminal, não era de trânsito. O senhor não
sabe a diferença das duas. Quase me fodi porque ele era major, eu era tenente. Mas assim, cara, você Tinha gente, várias pessoas vindo se meter em policiamento porque o policiamento não tinha procedimentos operacionais definidos, coisas escritas. A Polícia Militar hoje erra muito pouco porque é tudo definido, bem detalhadinho. Um dia, se a gente conseguir entrar, eu te mostro o que é a terceira sessão da PM. Cara, tem para você usar o espargidor, para você usar uma máscara de gás, tudo os caras escrevem. Tem uns nerd na Polícia que passa a vida definindo o procedimento. Então,
se você achar que você pode entrar de qualquer jeito numa comunidade, sem a devida identificação, sem a devida comunicação, sem cooperação, vai gerar resultado ruim, cara. Mas vem cá, isso daí virou um manual de norma de vocês e todos os policiais independente da patente tem acesso a esse manual. >> A gente faz estágio de aprimoramento Profissional todos os anos. É obrigatório. A tropa toda passa quando você não tá nos outros cursos. >> Mas fora isso, você tem o livrinho ali para tá tá de vez em quando. >> Era para ter, né? >> Não. Além de
ter, você tem, por exemplo, a polícia rodoviária, ela tem um aplicativo, não sei se eu já apaguei aqui, ó. Esse aqui é é >> esse esse aplicativo, por exemplo, você Tá vou mostrar para você aqui, ó, essa essa autação aqui é que eu tô na parte de autações. Quando eu chego aqui embaixo, tem como ela, quando pode fazer, quando não pode fazer, >> qual o procedimento durante a abordagem, meu, desseca aquele assunto, entendeu? Então, cara, não há não há resultado negativo se você cumpre aquilo que deve ser feito. Toda vez que você descumpre procedimento operacional
padrão, vai dar ruim. Isso é fato. >> Você vai responder, vai, >> vai, vai dar ruim. Vai dar ruim. >> E precisou acontecer muita coisa errada para que esses procedimentos começassem a ser adotados. um evento faval, por exemplo. >> Isso. Isso. >> Será que na civil também tem esses mesmos procedimentos, Giroto? Cara, eu eu se tiver eu desconheço. >> Eu também não conheço. >> Tem a formação, academia, tem assim, eh, Se se existe pop lá, eu desconheço, tem habilitação, por exemplo, o cara tá se habilitando pro específico amamento, seja um fuzil, uma carabina, uma pistola,
alguma coisa desse tipo. Mas se eles têm procedimento padrão para tudo, eu desconheço. As guardas tem >> nossa, você ia falar agora, ô Giroto, ó, você quer ver uma coisa, ó? Nós estamos falando de polícia civil, polícia militar, que é o fato, envolvendo o fato real que a gente tá discutindo. Hoje nós Temos em São Paulo 222 guardas municipais. Dos 645 municípios. 645 municípios, 222 tem guarda. >> Beleza. Tem guarda com 1000 homens, tem guarda com 30, um CLT, outros estatutários, tem município que >> tem guarda CLT, >> tem município, cara, que sabe quanto, sabe
quanto que é o tempo de curso de formação pro cara guarda? Chuta >> um ano, 6 meses, >> 4 meses. Tem município que com 4 meses o cara mete um fuzil. >> Militar é quanto tempo, soldado? >> Na verdade é um ano de de de curso, né, na no curso da da escola de soldado, mas depois tem um estágio, certo? >> Você fica no estágio probatório mais dois anos. >> Ah, >> entendeu? até você passar, porque você é segunda classe, até você ir a primeira classe. Cara, o cuidado que é com o soldado, pô, ele
foi, você não sai da escola e fala assim, ó, vamos para um tático. Você vai estagiar na área administrativa, você vai estagiar no pelotão para você começar a dirigir uma viatura. Não é de qualquer jeito, não é, não é fábrica de salxicha, não é. Os caras têm um preparo, pega o currículo da da formação De um soldado da PM para você ver. Direitos humanos, área jurídica, área operacional. Esses caras que vocês têm curso, você já fez curso com ele lá na no clube de tiro dele? Que que você acha da instrução de tiro dele? >>
Não, espetacular. Agora fala a verdade para mim. >> Você vê o cara sacando, atirando, pô, eles dão aula para soldado. >> Girot, ele falou outra coisa, hein? Depois você chega lá na na salt lá direto, tá o o operações especiais, tá tudo lá, guarda enxer a referência, a qualidade de uma instrução. Você se viu num clube que nem o dele, >> na escola de formação nossa, esses caras têm essas instruções, não sai de qualquer jeito, >> entendeu? Aí, cara, você vai pro ambiente municipal. Eu não vou generalizar que tem umas guardas aí que são top,
mas tem algumas guardas que se Você chegar pro guarda e fizer algumas perguntas para ele, foi muito muito simples a formação dele, com pouca instrução. Tem municípios aí que não investem em aula de tiro, não investe em aula tática operacional, taca o cara numa viatura, finge que ele não faz policiamento porque tem uma discussão jurídica que tá lá em Brasília e o cara tá fazendo policiamento igual a PM. >> Mas evoluiu bastante, né, coronel? de De alguns anos para cá ou só deram só deram mais trabalho pros caras e não não investiram nacendo. Os caras
estão divulgando muito as guardas de grandes cidades com muita estrutura. Você pega São Paulo, São Bernardo, Guarulhos e Indaiatuba. Tem algumas cidades que os prefeitos além de ter muito dinheiro, Paulíia, >> Paulíia, Parueri, >> Paulíia tem a Petrobras lá jorrando dinheiro pros caras. Os caras estão Querendo pagar de salário 9.000 para um guarda municipal. >> [ __ ] Então, cara, é assim, onde tem muito dinheiro, os guardas eles amam a profissão. Eu tô tendo contato com o guarda agora, os caras são aficcionado pelo negócio. Aí o o prefeito injeta dinheiro, os caras vão fazer curso
nos Estados Unidos, cara. >> Pô, lá em Ribeirão os guarda anda de SW4 nova, né? Ribeirão Pires. >> A grande questão não é o veículo, é o Quem tá lá dentro. A questão se o cara tá de SW4, mas o prefeito manda ele fazer um curso com ele. Eu ontem nós fizemos um podcast com o GANV, que é o maior especialista da Polícia Civil em em identificação veicular. tá começando a dar curso paraa guarda. Ou seja, aonde eu queria chegar, as guardas estão eh começando a a se especializar e e ficar boas de de 10
anos para cá. Tem muito município aí que o prefeito não olha pra guarda, deixa eles a míngua. Esses caras Estão armado, cara, andando em comunidade, >> junto com a gente. >> Cortando só um minutinho. Ô, Vagnão, dá um dá um toque pra nossa audiência aí. Quem quiser no futuro aí ser um coronel, ser você você aposentou você. >> Oliver. Oliver Oliver. Opa. Você que gosta aí da carreira militar, quer se ingressar aí, Instituto Oliver, os caras são excepcionais. Mas eu vou deixar que o próprio Oliver deu o recado para vocês Aí. E fala aí, Oliver,
>> chega de ser mais um, chega dessa palhaçada, chega de ser humilhado, chega de viver com um salário mínimo. Se você sonha em passar em concursos públicos, venha pro Instituto Oliver. Se você precisa terminar o ensino fundamental e médio ou os dois, venha pro Instituto Oliver concluir os estudos através do programa EJA, programa de educação de jovens adultos. Se você precisa de um curso superior reconhecido pelo MEC Aceito em diversos concursos públicos, que não exige diploma graduação, venha pro Instituto Oliver fazer o seu curso superior sequencial de gestão em segurança pública e privada em 3s
meses. Tá achando que é mentira? É só dar uma pesquisada. Consegue tomar posse naqueles concursos que não exigem graduação ou diploma, somente curso superior completo em qualquer área reconhecido pelo MEC, como concurso de prefeitura, concurso de polícia, etc e Etc. Chega de desculpa. Está na hora de você mudar a sua realidade. >> É, >> não, eu fui a sargento na aposentadoria, tá? Me aposentei como cabo, >> tá? >> Eu foquei a minha vida no meu centro de treinamento, que ali eu comi o pão de mamaçô. Verdade é essa. É um sonho que começou em 2000,
meu primeiro sonho, perd, na verdade não em 2000, foi em 99. Eh, começou lá atrás, me tornei um Centro de treinamento. Como dança da política, eu virei clube de tiro, mas eu sofri muito, gostei muito dentro da polícia. Quanto tempo já esse seu centro aí de treinamento? >> 25 anos. >> [ __ ] cara. >> 25 anos. Eu tenho quatro cursos fora do país. Eh, três deles com SUAT. Eh, inclusive eu tive a oportunidade como chefe de gabinete deputado Castelo Branco, consegui fazer uma homenagem a Operacionais suática, a gente fala, fizeram curso no Brasil e
lá fora nós trouxemos quatro instrutores e o senor Antelmo, que na época quem me levou foi o Dr. Maurício Freire, foi delegado geral da Polícia Civil, primeiro piloto de helicóptero da polícia civil do estado de São Paulo. Ele levava grupos lá paraos Estados Unidos sobre eu fiz o primeiro Suar Los Angeles. E eu tive a oportunidade de trazer o senor Antelmo e Foi até uma coisa e assim bacana porque pôra você tá dentro da assembleia cara 400 e poucos policiais todos ostensivos, fados seja do Goja do Garra, todo mundo. E e ele fala assim: "Hoje
tava, ele já tá aposentado há uns 17 anos. ele falar: "Hoje eu posso, hoje eu falo que eu fecho a minha carreira com chave de ouro, porque eh eu já fui homenageado em todos os Estados Unidos, mas nunca por um um país estrangeiro. Tanto que quando eu consegui falar com Ele, porque os caras não queriam que eu falasse com ele, porque ele é um aposentado, um cara oficial de alto patente da das forças de segurança americana, da SUAT, o [ __ ] mas foi um consegui falar com um instrutor e aí conseguimos um contato com
ele. Falou até falei: "Olha, comandante, deixa eu ver para mim que a gente tem que ver a questão de passagem estadia". Ele falou: "Meu filho, você tem noção do que você tá me convidando, Cara? Você tá me convidando para ser homenageado no Brasil, no seu país. Que [ __ ] de passagem estadia? Só me dá o endereço do hotel." Então assim, para ele, ele se emocionou, ele chorou, porque para ele ele nunca tinha vivido aquilo, né? Você ser tirado dentro dos Estados Unidos para ser homenageado por uma polícia aqui, cara. E você olha 400 polícias
sentados dentro da assembleia, aquela poupa toda, deputado, [ __ ] presidente era o Ca Matrix. foi lá, falou, então assim, foi meu, o Eduardo tava lá, então assim, para ele, nossa senhora eh foi uma [ __ ] de uma aventura, cara. O velho ficou aqui oito dias, ele mudou o voo dele >> para ficar mais, >> ficou mais, aí foi pro interior, foi pra Baixada, meu, coisa, coisa louca, foi muito bom. Então assim, em 2000, quando eu voltei do meu primeiro curso que foram 30 dias, eu falei: "Porra, cara, eu tenho eu tenho expertise, tenho
uma Área, [ __ ] agora eu tenho treinamento, eu já tinha tido que eu comecei a treinar depois que eu fui baleado, que eu vi que, [ __ ] eu não entendia nada porque o meu advogado me absolveu na balística. Foi impressionante. Eu conversei com a [ __ ] desse advogado só três vezes e eu falei: "Cara, esse cara vai me condenar, cara. Eu tô respondendo um triplo homicídio. Eu tô [ __ ] E o promotor tá dizendo Que eu executei um dos caras. Ele até fala na hora do da da palavra dele. Ele antigamente,
não sei se lembra o reto projetor, ele clicava, ele rodava e aparecia a imagem. Ele falou: "Olha, o pessoal aqui presente, quem tiver for sensível à imagem e tal, eu vou apresentar algumas imagens aqui que são complicadas e tal". E aí ele começa a apresentar cenas de necrópsia e autópsia. E aí o cara mostra lá com a setinha, Varetinha, se se discutia muito na época ainda sobre cavidade temporária e cavidade permanente, projetos expansivos, semiexpansivos, projetos com grande poder de penetração. E eu só tava utilizando na minha arma projéteis encamisados com núcleo de chumbo. E ele,
é claro, ele fala, a perícia é conclusiva, ela disse que o que matou o indivíduo foi um tiro na cabeça. E os restos dos tiros, quem garante? policial aqui presente Fala que o cara ainda estava tentando acessar o armamento para atirar nele e a perícia não disse algum desses disparos havia seifado a vida dele anteriormente. Então a certeza foi um tiro na cabeça e foi falando só sobre balística >> que comprovou que você falou que o cara ainda tava tentando pegar a arma, né? Até tiro na cabeça. É uma é meu a coisa mais constrangedora
que pode existir na sua vida como profissional de segurança é você ser um réu, cara dentro de um Jurri. Cara, é muito complicado. Eu f Maouro na época, acho que eu f uns quatro maços de Malboro em duas horas, >> mas o resultado final eu fui absorvido por unanimidade estrito comento do Lev Legal e uma defesa, né? E fiquei essa [ __ ] de E ali eu falei: "Cara, pera aí, eh, cara, eu não sei nada, velho. Eu quase perdi minha vida, quase fui pra cadeia e eu não não tô preparado." E eu comecei a
caçar e eu comecei a fazer alguns cursinhos, fazia um curso de ti, Fazia um curso ali, fazia um curso aqui. Fui fazendo, fui fazendo, fui fazendo. Quando eu trabalhava com o executivo, era segurança pessoal de uma família, eu era muito próximo a esse executivo porque eu cuidava muito do filho dele, do mais novo. E um dia ele falou assim: "Jô, tô indo embora paraos Estados Unidos, eu quero, eu vou mudar. Eu tenho negócios lá. Ele tem uma emprenteira aqui no Brasil. Eu estou indo paraos Estados Unidos, vou morar em Orlando. Eh, porque para mim aqui
no Brasil não dá mais. Meu filho vai ficar cuidando do meu patrimônio aqui, eu vou cuidar do meu patrimônio lá. E pô, você legal, né? Falou: "Cara, mas eu queria te dar algo que, [ __ ] pudesse te ajudar na sua carreira, cara. Pense em alguma coisa aí que eu possa te dar que vai te ajudar do seu futuro e tal, uma faculdade, uma universidade, alguma coisa assim". Ah, na hora que ele falou, [ __ ] cara, um curso top. E na época eh tinha acabado De chegar aqui no Brasil uma empresa chamada TI Statical
Enter School, que é em Curitiba. >> Eu fiz esse curso. >> Senhor fez o curso? Eu tenho 14 cursos deles. >> Fiz. Eu fiz lá. >> E aí na época era o Alan Bros, Max. Allan Bross. >> Era uns cara assim, meu, o cara mascava fumo, cara. Típico americano. Pia no teu pé, cara. Um bagulho mais. E assim, Aquilo me encantou. Eu já tinha feito curso com eles, né? E aí eu falei: "Puta, cara, oportunidade de eu fazer um curso fora". Falei: "Olha, doutor, eu tô me sonho fazer um curso lá nos Estados Unidos, tal.
Tá bom, levanta como é que é?" Eu falei: "Porra, levanta como é? Vou tentar, né?" Só que a gente não tinha isso aqui, era fax, irmão. Aí eu desci, a nossa sala era na garagem, né? Desci e tinha um policial civil que trabalhava comigo, tinha policial Militar. Falei: "Caralho, mano, contei mais ou menos por cima". Falei: "Caralho, mas onde eu vou arrumar? Como é que eu vou fazer um curso fora, cara?" Aí um policial civil falou para mim, falou: "Pô, Jo, o doutor fulano, ele ele ele leva grupos de de policiais para os Estados Unidos
para fazer o sueles." Ah, sério? Sério? Falei, mano, como é que eu falo com esse cara? Falou: "Cara, não tenho contato, cara. O cara foi delegado geral, mas eu levanto para Você, no próximo serviço eu trago". Aí trouxe, consegui contato. Aí ele falou: "Não, vou te mandar um fax com a proposta, né? Na época ficou em torno de $700." Isso em 99 pras dois daí dinheiro para [ __ ] >> E levei a proposta pro homem, ele olhou tipo, né, meu, ele falou: "Olha, Joto, pode se preparar, pode, vai fazer seu curso, só que você
gastar lá é Responsabilidade sua, tá?" E aí é uma mágoa muito grande que eu tenho da Polícia Militar, né? Porque como soldado para os Estados Unidos para fazer esse curso da autorização do comando geral, eu fiz o documento com quase 4 meses e meio de antecedência, faltando 27 dias para eu embarcar, o resultado voltou. Não autorizo. >> [ __ ] tudo pago, curso pago, passagem de compra, reserva tudo. Eu entrei em desespero, não tinha férias, não tinha Licença prêmio, >> não tinha DR, o curso de 30 dias, são 34 dias translado o [ __ ]
Falei, mano, fodeu. Aí começou a bater o desespero. Aí tinha um sargento no Ramos no P1. F J só vejo um jeito de você fazer esse curso. Entra de licença em vencimento. Falei: "Como assim, chefe?" Falou: "Ó, se a gente for seguir o caminho normal 4 meses, mas eu vou te dar umas planilhas, você vai passar de P1 a P2, P3, todos os setores, você não tem de, Não tá devendo nada. Carimba lá, carimba, carimba, carimba, traz que eu vou levar no panelão e mãos". [ __ ] sério, chefe. Fou só que assim, você vai
entregar sua arma e vai entregar sua na época entregava o né? >> Sim, sim. Já vai virar paisano. >> É, você tem licença sem salário. Você deixa você pode voltar. Mas como eu tava no bico, né? >> E o tempo você escolhe quanto tempo você vai ficar fora? >> Um ano prorrogável por mais um. >> Para mais um. >> Ah, você não pode pegar dois meses, um mês. >> Não. Se eu voltar antes, eu posso responder porque eu causei embaraço administrativo. Pego dois dias lá e >> teve tinha que ficar um ano afastado. >> Você
consegue voltar, mas você pode ser resposta responder pelaraço administrativo, porque é toda uma burocracia para isso, né, cara? do Quadro, cara, é um é um um saco. >> Aí, faltando s dias saiu minha licença de vencimento. Eu, como eu fazia o bico, eu tinha o dinheiro do do biquinho lá, então não era um dinheiro ruim. E eu falei: "Pô, até aí eu tô garantido, né?" Meu, fui embora, meti o pé, fiz o curso, voltei, aí me deu um estalo, falei: "Caralho, já tô afastado mesmo, cara, pô, vou começar a passar um pouco desses conhecimentos aí,
que foi onde eu fundei." >> Onde você fundou? Assalto, >> assalto, treinamento. >> Então assim, cara, >> eu é assim, o que que eu que que eu fico feliz é que assim, eu já viajei 80% do país dando curso. Eu já dei curso para grupo de operações especiais, coisa que hoje, cara, só os caveira, só cara de cara, eu tive contato com esses caras. Então, assim, tipo, tá curso de tomada de aonave com refém, cara. Cara, a [ __ ] da Gold aonave para mim dar o curso Dentro do aeroporto internacional, você pegar um grupo
de operações especiais da Polícia Civil, da Polícia Militar, do exército, do e dar um curso para um cara desse. Então assim, quando eu trabalhei, que tava o curso na ABC Flá, então são coisas que abriram as portas, né? E assim eu fui tocando, só que em contrapartida, quando sua estrela abrilha mais que da de alguém, alguém quer apagar a sua estrela, cara. Então eu eu sofri muito, só que eu nunca Desisti. Ah, os caras chamam de Geotolândia, Quick Peak, West Depie, sabe, os cara me zoa, [ __ ] Hoje eu sou maior clube da região
metropolitana, irmão. >> Tem pouquinho, mais de 4.000, né? >> Gigante. >> Pois, mas por quê? Porque eu não sabe qual que é me dói hoje? Não é porque eu sou empresário, não, porque eu eu tenho um clube, mas é é às vezes chegar em algum lugar e eu ver aquele, sabe aquele Mikezinho que trabalhou com você, que aposentou e aí ele tá sentado no no banquinho aqui, ó, fazendo um bravinho na porta de um mercado. Falou: "Cara, a Polícia Militar é uma mãe, cara. Ela te forma profissional da área de segurança pública, cara. Ela te
abre portas, porque meu, o que você conhece de pessoas, de empresário, de cara, você tem centenas de oportunidade de estudar, de fazer uma universidade, fazer uma faculdade, se aperfeiçoar para que Quando você for embora, cara, tem sua casa própria. Não precisa muito, cara. Como é que um cara hoje ele aposenta? Ele foi funcionário público 30 anos, foi policial militar e não tem uma casa de aluguel. Ô, Giroto, >> e faz bico. >> Nós nós temos policial de rota hoje vivendo na rua, cara, como morador de rua. Aí >> nós temos um grupo aí tentando ajudar
ele. >> Olha isso aí. >> Não isso eu te inadmissível. >> Ele é afastou da da >> Ah, cara, essa a vida a vida é >> e não é um, são vários, cara. É que a vida na polícia ela te suga tanto, tanto que muitos caras vão desestruturando a base inteira, família, financeiro, um monte de coisa. E se você não tiver um uma base forte, tua cabeça vai lá embaixo, cara. Se você não tiver uma família por trás, anos tem? Quantos Natal você passou longe dele? Já pass, já passei alguns. >> Quantos anos? Quantos anos
novos você passou longe dele? Quantos aniversários dele você passou longe? Eu passei vários. Vários. Era eu tá escalado. Acabou, cara. Que [ __ ] de aniversário, que Natal, que ano novo. Cumpri a minha missão, cara. Eu me prontiquei. Ninguém foi me catar pelo pescoço e fez eu ir lá no panelão me escrever. Eu fui lá. Eu fui voluntário para ser policial Militar. Então eu sabia das consequências disso. Só que ela te rouba muita coisa. Você vive, cara, não, eu tenho certeza absoluta. Vocês vão sair daqui, cara. Vocês vão embora desencanado. Eu saio daqui, irmão. Eu
saio aqui assim, ó, arma no colo. Tô aqui, ó, retrovisor, retrovisor interno e tô até vou chegar em casa, dou a volta no quarteirão, olho na câmera, desligo o alarme, abro o portão, entro de ré, já desembar. A vida nossa é isso, cara. Até Pouco tempo atrás, nem tanto, né? E agora que nós estamos mais conhecidos que nota de R$ 1, nós estamos [ __ ] né? O cara para para pegar autógrafo e o [ __ ] Então assim, >> você tem uma vida completamente diferente. É isso que o cidadão lá fora não entende. Só
que o cara também não entende que nós do outro lado somos ser humanos. Nós sofremos as mesmas sensações. Nós temos os mesmos problemas que qualquer pessoa. Só que, [ __ ] a Responsabilidade que eu tenho, irmão, minha ferramenta de trabalho é uma arma de fogo. O professor ele erra, ele apaga. Se eu errar eu mato, morro, apago. Apaga. apag >> minha ferramenta de trabalho não dá para voltar atrás. É, é, é bom isso aí. Não vamos entrar nesse >> não, mas é isso mesmo. É uma tensão, tempo na vida. Muito tempo na vida com Tensão.
É paulada para todo lado, viu, irmão? É paulada da sociedade, é paulada do seu superior, é paulada meu >> família, né? Difícil a a esposa, a esposa >> é o que tá falando com o coronel um pouco antes ali. >> Eu tenho é filho ou filha de vocês? Eu tenho duas filhas. Hoje já ele tem um filho. >> Você quer que elas caseem com PM? >> Ah, conhecendo os PMs que eu os que eu Amigo nem [ __ ] >> Os que você conhece já tem duas, três mulheres já, né? >> Quatro quatro família assim,
se você se for para ela ser a última esposa dele, pode ser, mas ele vai trocar. Coisa que aconteceu na minha vida foi ter me aposentado, cara. Hoje eu sei, hoje eu não sabia o que era ser pai. Hoje eu sei o que é ser pai. Eu sou pai de três meninas. Cara, eu não sabia. Hoje eu sei a verdadeira sensação de ser pai, porque Hoje >> só depois de aposentar. Só depois de aposentar. >> Só depois que eu me aposentei. Trabalho para trabalho até mais. Porque eu falo que na PM eu parava quando eu
queria, onde eu queria e comigo que eu queria. Hoje eu paro quando dá, como se tiver e se der, >> porque você ser empresário, ser empreendedor no Brasil é inferno, né? >> Acho que a força de segurança que mais Apanha é a militar, né? Polícia militar. >> Você acha? >> É, >> não pode ter certeza. >> É no Brasil inteiro, tá? Apesar de algumas têm, eu não vou dizer privilégio, tá? Mas elas têm um salário melhor, condições melhores, até uma pressão um pouco menor. Mas, cara, a tropa mais sofrida, cara, o cara que mais se
[ __ ] na ponta da linha somos nós. É o é que aquilo que o coronel Falou, é aquele cara que atende ocorrência ali, porque esse cara ele é tudo, cara. Ele é psicólogo, ele é ele é médico, ele é parteiro, ele é ele é tudo >> mecânico, >> tudo. >> O cara tá com o carro quebrado na rua, ele faz assim com a viatura, como se eu fosse mecânico, mano. E >> ele quer que eu resolva o problema mecânico dele. >> Você fala: "Meu amigo, eu não sou Mecânico não. Chama aí seguradora, alguém que
venha te ajudar. E o máximo que eu posso fazer é ficar aqui para você não ser assaltado. Mas eu arrumar o teu carro eu não consigo. >> E posso falar mais para você? >> Você vai viver 90 anos, 100 anos. Você não vai ver 1/3 do que eu vi em 30 na Polícia Militar. Você não vai ter a experiência que eu adquiri, que ele adquiriu. Vai viver 100 anos. Você não vai sentir a dor que eu senti. Você não Vai sentir, você não vai chorar como eu chorei muitas vezes para você chegar num local da
ocorrência e você vê uma coisa que você fala: "Cara, como é que pode um ser humano fazer isso? >> Porque você olha pro seu, você chega na sua casa, você olha pro e tem outra. Eu tenho que chegar em casa assim, ó. Oi, amor. Oi, neném. Cara, tá, eu tô me remoendo que eu vi uma criança que o cara acabou de estuprar, quebrar a perna da criança, matar essa menina de 9 anos E eu tenho que entrar dentro de casa como se nada tivesse acontecido olhando para minha filha. Mas o cara que tá lá fora
só sabe não julgar. É só paulada. Ah, mas porque nós não podemos errar, por que que nós não podemos errar? >> E você não pode ter um dia ruim, né, cara? Se você tiver um dia ruim, >> cara, é meu, o a pessoa não tem, quem não vive não tem ideia, não tem noção do que é ser policial no Brasil, cara. É uma um peso e uma responsabilidade tão Grande que assim não dá para você comparar com profissão nenhuma. O médico é o [ __ ] das galáxias, vocês podem matar um cara arrancando um dente,
pode ser o que for, mas cara, vocês nunca vão viver a pressão que a gente vive. >> Imagin >> administrar o que a gente administra e da maneira. E tem outra, eu acho que 80% das ocorrências nós resolvemos no local. O cara vai lá, ele é tão bom naquilo que ele faz que os caras estão se matando. O Cara, a mulher tá querendo saquear o cara, o cara vai lá, daqui a pouco tá os dois se beijando. Mas por quê? Porque você pega um de um lado, você para ali, aí você pega, aí você começa
a explicar as consequências daquilo, né? E aí você vai trabalhando o psic amor, me perdoa, desculpa, não vai acontecer mais. Você ô COPOM, resolvido pelo local e o Copom fala: "Ô, companheiro, tem aí o CGP já, ô, mas os caras tá querendo se matar, chefe, já tão no love. >> Quantos policiais já fizeram parto, né? Eu fiz parto. >> Então assim, é uma, eu não tem como explicar a sensação de ser policial. Por isso que eu falo, eu não me arrependo, não só segundo em tercido policial, mas pelas experiências que eu vivi, pelas pessoas que
eu ajudei, né, e por tudo que eu vi. Isso abriu minha cabeça assim, cara, de um jeito que a gente vê um mundo diferente, cara. É maior barato. É como se a gente tivesse um Sexto sentido, alguma coisa assim que a gente olha, os cara às vezes você tá andando a mesma, a jaque mesmo, a Jaque, a minha esposa é policial militar, ela trabalhou comigo. Eu tava no final de carreira, eu fui trabalhar como motorista do comandante da seja companhia, cara. Foi uma experiência ímpar porque ela tava na companhia e eu tava dirigindo para ele.
Então eu fazia status três, Apoio, né, patrulhando. Falei: "Chefe, deixa eu ensinar alguma coisa pra mulher antes de ir embora, pelo menos para ela, né, ficar ligeira, né? Beleza, senta ela num atroo do meu lado, patrozinho." Tem uma hora que eu olhei na calçada assim, eu olhei, falei: "Mano, o cara tá armado, velho". Eu fiz assim, eu vi que ela tava assim, ó, arma na mão. É, cara, eu fiz assim, ó. Levanta a mão, grande. Aí ela colou no banco da viatura. Eu falei: "Levanta a Mão, grande". Aí, não, não, eu sou polícia. Eu falei:
"Cadê tua funcional?" Aí ele não tá no bolso? Eu falei: "Jaque, desce a boda, vai lá, pega a funcional dele." Não. E a arma? Eu falei: "Arma deixa, não tira, só vai lá e tira, pega funcional dele." Aí ela, eu falei, "Cara, põe a mão na entrelaço na nuca". Ela entrelaçou, ela foi lá, catou o documento, tinha a carteira, ele era guarda municipal. Aí irmão, >> aí ela apaixonou, ela e casou por >> Não, não, eu já tava casado com ela. >> Ah, já tava, >> já tava. Aí o o o >> E pode de
ser casado e trabalhar junto assim? >> Ah, tá capitão. Desculpa. >> É que tem 20 anos também, capão. Prescreveu, né? Foi uma exceção. >> Teve 20 anos. Isso daí já prescreveu, né? Já, >> já. Graças a Deus tem 32 anos já que tem 34. Então foi uma experiência muito boa. Então assim, foi uma situação que eu falo, ela não imaginava. A outra, tô aqui patrulhando, falei já que eu vou voltar naquele cara ali, ele desovou alguma coisa e o cara tava com sorvete na mão. Cara, eu sempre aprendi, independente da cor, raça ou qualquer coisa,
é cidadão. Cidadão, lev, não existe essa de negrão, ladrão, não. Cidadão, levanta a mão. Depois que eu vê que ele é um cliente assíduo, aí o papo >> o advo é é um pouco mais na mão, acabar De sair da padaria. Vá, enquada, levanta, cidadão. Aí ele pá, revistei ele com o sorvete na mão. Não joguei, não fiz nada. Ele vira de frente para mim, po. O que que você jogou? Falou: "Não, o senhor é um cachimbo". Ah, ele começou a enrolar. Meu irmão, eu vou dar uma safatada no teu pé do teu ouvido que
eu vou enfiar esse sorvete com cabo e tudo no seu cu. Ô, desculpa, não sei se aqui pode falar. Po, pode >> não. Cu não pode falar não. Tá falando Não. O senhor foi um cachimbo. E ele com sorvete na mão. >> Ô, o senhor foi um cachimbo. >> Mas ele não era um saci, será? Por isso que ele tava com com cachim. Será que ele não era um saci? >> Podia ser. Aí foi lá, cara, um negócio nada a ver, o cachimbinho com alumínio, tal. O cara é viciado em craque, tal e chupando o
sorvete. Aí ele falei: "Irmão, só me respeita, não vai calambber essa [ __ ] na minha frente Não?" Mas é para jogar fora. Falei: "Não, você não comprou, o bagulho não é seu, você não pagou não." "Sim, senhor. Então, segura aí". E o bagulho derretendo na mão dele. Faz só me mete a língua nessa merda. Aí eu chamo a vida do cara. >> Isso que eu fiquei pensando, pô. Gir outro lá quadrando o cara lambi na por >> entrei na viatura. Ela falou assim para mim nossa amor, mas é ô o cara com sorvete na
mão que falei Jaque, o cara o Cara tá devendo, ele é procurado, ele tá no crime não, o cara é viciado, o cara o cara é craquento. Que que eu vou fazer? Vou escurraçar, mandar ele enfiar o sorvete na [ __ ] do rabo, jogar fora. Eu vou arrumar um problema. Eu vou arrumar um inimigo. Eu sempre aprendi. Quando você abordar alguém na rua, ganha um amigo, não um inimigo. Ladrão tem que ser tratado como ladrão. Cidadão de bem tem que estar tratado como cidadão de bem. E assim, [ __ ] eu não sabia. Ela
grávida da nossa primeira filha, guarda municipal de São Caetano, acompanhando o caráter geral, guarda baleado dentro do Eliópolis. Ela nunca sonhou entrar no Eliópolis. Ela fazia progressão de conduta dentro do Eliópolis. Eu na trio, falei: "Jaque, segura, meu, não dá nem para descrever ela grudada aqui assim, ó, a barca da guarda. Passei a barca da guarda, entrei na alinete de lamar e os caras gritando Com uma certa, entrei, mas entrei em duas rodas. Cri, e aquela [ __ ] aquela viatura é tudo, cara. A tri blazer assim, depois da blazer, >> sobe parede, né? Sobe
parede >> depois da Blazer, né? que eu gostava muito mais, cara. Entramos, vi ela, desembarcamos, progressão, olha de risco, pai e tá e o [ __ ] pá, apanhando os guardas, tal. E ela, aquilo era, cara, é uma experiência que vocês não vão viver. E ela, ela, ela quando a Baixada na ela fala assim: "Puta que pariu, que sensação, cara, em poder ajudar, em fazer o que a gente fez." E aí ela começar a descrever e falar: "Tá vendo isso quer ser polícia. É essa sensação de ser polícia. Você tá ajudando o próximo, policial guarda
lá tava precisando de apoio. Você quase morreu do coração na condução da viatura. Então assim, isso é ser polícia. Onde você vai andar 160 numa marginal qualquer no Mancheta, 200 Por hora? Não vai, cara. Você vai, tem uns cara ali que tem uma farda de calça cinza escura e candola clara que os cara te arre. Não, os caras são >> Vai >> [ __ ] velho. >> Acelera lá para ver. Não dá, não temmão. >> Só por isso quer andar assim, tem que fazer a escola lá em Pirituba. >> Andar. >> Mas, mas e aí
girota? A, já que dava uma confundida o dia que você não dava, Lavava louça em casa, aí já continuo fazendo as obrigações, mas é porque eu gosto. >> Mas em serviço, tô dizendo em serviço ali, misturava as coisas, não sempre lavou a louça, >> cara. Era impressionante, irmão. Uma coisa que eu achei muito bacana foi um período bem curto, tá? Foi uns seis serviços só. A gente entrava na viatura, cara. Eh, ela era minha parceira e eu parceiro dela. Então assim, a gente era Muito depois que sai de serviço tinha que brigar, a gente brigava.
Vamos fomos fazer uma abordagem, oito cara. Aí os caras quando viu nós em dois, só que assim, eu tô com a Fox, né, cara? Eu falei agora abordo ou não abordo? Eu falei: "Mano, mas levanta a mão e tal, todo mundo na parede". Eu falei, e aí tá vai começar a contar aquela coisa, né, meu? Falei, começa a revistar. Ela começou a revistar e tal, não tinha nada. Falei, Vira de frente para mim p nas costas. Falei: "Ô, Jacqueline, vai no rádio e dá QTA no apoio". Aí ela: "Hã, falei, vai no rádio, última forma
no apoio. Fala que aqui tá tudo tudo gente boa, é trabalhador." Aí o cara que tinha passagem, tinha um cara que era palmeirense, e um corintiano de camiseta. O cara que tinha passagem era o palmeirense. Eu falei pro corintiano, mano, você não tem vergonha na sua cara, velho. O palmeirense passando rasteira Em você, mano. O cara é o C7, você não tem nada, ô senhor, sabe como é que é. Aí você começa a descontrair, mas era tudo ladrão, cara. Só que aí o cara ouviu, pô, eu tô em dois, eu tô com uma policial feminina,
pô, se os caras resolve, tem um procurado ali, não deu tempo de eu puxar a vida progressa de todo mundo, mano. Ou o cara vem para cima dela ou de mim, ou o cara vai correr. Ô, Jac, vai lá, dá, dá, dá a última forma no apoio. Aí ela Pegou, disfarçou, fal, ô CPOM, dá a última forma nas viaturas, pô, todas as vi, todas as viaturas, pode dar a última forma em todas as viaturas, tal. Os cara >> abaixaram, trocaram ideia numa boa, alguém te passar, começamos a verificar todo mundo tranquilo, só o palmeirense. Falou:
"Não, senhor, eu tenho, falei: "Você tá torcendo para o time errado". >> Você sabe que 8, ainda falei pro cara, 85% da torcida corintiana tem lí Superior? Falou: "Ah, brincadeira, senhor. Tem, passaram 4 anos do Carandiru, irmão. Tem alguns que tem pós mestrado, carão." Pô, senhor, aí não, né? Pô, falei: "Ó, você não quer ser um cara intelectual?" Então assim, essas esses exemplos que a gente aprende na rua, esses praquejo, para você sair de certas situações. Ela falou: "Meu, por que que eu falei por quê? Se esses caras resolve os vir para cima. Eu beleza,
eu vou começar a dar. Enquanto eu tiver Munição, vou dar, só que pensa o crime que a gente vai responder. >> É, seria uma chance. >> Então, tem algumas coisas você tem que ter jogo de cintura, né, para você poder, e essa experiência que eu falo que nenhum cara que nunca vestiu uma farda vai viver. Ô Giroto, recentemente a gente teve um caso aí do jogador de basquete lá que resolveu dar 60 socos no rosto da sua companheira. Eh, acredito que vocês Tenham pego bastante ocorrência assim já e às vezes com certeza até de óbito
e tal de Mas já tinha visto algo assim filmado tão tão agressivo. O cara foi uma sequência de 60 socos na cara de uma mulher brutal. >> Irmão, nem filmado e nem não filmado. Eu nunca testemunhei. Na minha na minha carreira eu já vi tudo que você pode imaginar. O neto matou a avó com 40 facada porque ela não deu R$ 20 para ele comprar o craque, um Monte de coisa. Mas um cara fazer o que ele fez a esse ponto, não, não. E eu claramente, na minha opinião, ele tinha intenção de matá-la porque não
tem justificativa a atitude dele. Quer dizer, não justifique nada, nem que ele tivesse dado um tapa nela. >> Mas eh não, nunca vi, cara, com tamanha violência, cara. Não, nunca vi ali. Eu acho que nada justifica. Nem um fator psicológico, nada, nada. >> Coronel. >> É, é. O, na verdade, cara, eu acho assim, eh, num passado isso devia acontecer, mas como não tinha celular, não tinha câmera, não, as as imagens não vazavam tão fácil, a gente não ficava com essa sensação de ficar chocado o quanto um imbecil é capaz de fazer isso com uma mulher.
E hoje isso nós estamos vendo com mais frequência. Então é assim, a mulherada apanha há muito tempo lá na cidade, né? Não, não. Esse aí foi tentativa de Feminicídio. Não, ali o cara queria matar. Eh, o que eu tô só falando é assim, a sociedade tá começando a acordar para como o ser humano tá capaz de ser violento ao extremo. Cara, se o cara faz isso com a esposa, com a namorada, o que ele não faz uma briga de trânsito com o vizinho que ele se desentende por um som alto. Ou seja, precisa acordar quem
tem poder de decisão e mudar as as leis, principalmente processuais, penais. Eh para cumprimento de pena, porque a violência tá ficando cada vez maior e desmedida e choca a gente. Quem que assiste aquela imagem dentro de do daquele elevador e não fica chocado? Ninguém, cara. Imagina se fosse sua filha. Você tá maluco. >> Sua filha, namorada dele ali. >> Você tá maluco. >> Qual é a sensação que você ia ter? E aí você fala assim: "É meu, nós fomos lá na cidade onde a gente estava trabalhando, Cara, uma mãe, isso aí tá até em apuração,
não vou citar muitos detalhes, mas uma mãe na porta da escola, uma escola de adolescentes incitando a filha a ir para cima da outra menina adolescente também sai na porrada. As meninas saem na mão, parece MMA. O resto dos estudantes em volta gritando para elas se espancarem e a mãe do lado de fora, tipo, aplaudindo a filha e espancando a outra. Que Sociedade é essa, velho? que os colegas não separam, que a mãe que deveria educar o filho foi lá incentivar que um marido, um namorado espanca uma esposa, uma namorada num elevador desse jeito. Ou
seja, tudo isso é reflexo de uma sociedade que tá começando a se acostumar, que tem certas atitudes que não dão nada, cara. É impunidade, velho. A >> clara sensação da impunidade. É a clara. >> Farei e nada acontecerá. É, cara. É, Então, esse imbecil que fez isso, >> é esse imbecil que fez isso com a menina lá, ele é só mais um dos diversos que tão espancando mulher dentro de casa, que tão arrebentando eh eh um vizinho, um cara na no trânsito com um requinte de crueldade excessivo. Brigas de marido, mulher que e de namorado
que no passado era um tapão, um chacoalhão. Tá nesse nível agora, cara. Aonde nós vamos parar com isso? Mas parece que ele tá com medo de de morrer na cadeia agora, Né? De ser morto na cadeia, alguém bater nele lá. Ação e reação. Você vai colher, né, que vocêou >> aquilo que você plantou. >> Assim, eh, a gente não torce para que as pessoas sofram porque causou sofrimento, mas se isso tiver no caminho dele, é, >> ó, coronel, a gente é muita, é muita, muita gente. Eu dou uma torcidinha aí, torcida. Eu quero que ele
se [ __ ] >> Dá uma torcidinha para ele colocar ele numa numa cela comum, né, cara? >> Nossa senhora, cara. Faria tipo o Giroto fez com o advogado lá, com o delegado, só que um pouco pior. Falei, ó, falou que ia chegar aqui e dar na cara de todo mundo. Aí >> pior do que ele fez lá, né, cara? Cara, nós tivemos, nós tivemos uma ocorrência, >> nós tivemos uma ocorrência recente lá na cidade de Montemor, uma menina de 20 e poucos anos, grávida, o o cara meteu ela Dentro dos pneus e queimou ela.
Por sorte começou a chover, parou a combustão dos pneus. Quando a, eu tenho foto aqui, a menina tá eh queimada parcialmente com o corpo, com o bebê na barriga, morto também, velho. Você tá entendendo, >> cara? E quantos quilômetros tá aqui? Tá 100 km, >> cara. Já interior. >> É, a curiade. Eu falo a [ __ ] Isso. Eh, cara, o que eu vou falar é opinião Minha, tá? >> Eh, isso tudo gira em torno de uma casa, uma coisa chamada política. >> Exemplo, né? Exemplo, >> tudo. Por que que hoje a gente tem no
estado de São Paulo eh todos os índices criminais estão abaixando? Todos, em todos os sentidos. >> Não tem dinheiro na rua. >> Política, porque a gente tem um governador de pulso, o secretário de segurança de pulso, Que não se importa em tomar paulada. Ninguém é perfeito, irmão. Eu não sou, coronel, não é, você não é, ninguém, ninguém é perfeito, tá? Mas nós temos pessoas à frente hoje que pode se dizer que tem o quê? Atitude, coisa que não tá acontecendo mais no Brasil. E isso vai pipocando em todo lugar. E essa sensação de impunidade é
porque o cara ele ele vê noticiário, ele viu que o amigo fez e deu certo e não aconteceu nada e assim vai. Mas por quê? Porque não tem pessoas mais de pulso, firme para que possa mudar isso aí. Segurança pública para mim ela é feita com estratégia, irmão, e hoje muito mais com tecnologia, né? Porque hoje a gente tem a tecnologia a nosso favor. Dou um exemplo lá o Smart Sampa. >> Smart Sampai a centre no interior meu tá no meu município São Caetano lá, o Smart Sanca. Cara, isso é uma [ __ ] ferramenta
pra segurança pública. >> É >> impressionante. O cara pisou para dentro da cidade, foi identificado, tá procurado, é lenha, pai. Você entrou com o carro roubado, leu a placa, é lenha. Não tem, não tem como o cara sair. Ele vai se [ __ ] Não tem como. >> Mas esse sistema só lê placas, né? Não, não é o facial, não. >> Não, mas tem o facial também, né? Facial. Na verdade, hoje hoje o sistema de segurança pública, ele gira em três tecnologias. Ele gira no reconhecimento De placa, que é o OCR, ele gira no reconhecimento
facial e ele gira no VMS ou VMI, que é o vídeitoramento com inteligência agregada. Então você define alguns algoritmos de alarme para que o monitoramento eh tenha inteligência, porque senão você fica com um monte de câmera, deu duas horas, você não enxerga mais nada, você perde perde a capacidade. Então você coloca ali algum software de inteligência e define algoritmos. Quer ver um coisa de inteligência para vocês entenderem que dá resultado? Que que é o que ele tava falando, eh, sistema de leitura de placa. O caminhão tá vindo da divisa para São Paulo. Beleza. O caminhão
roda quantos quilômetros por hora em média? >> 80 >> 80 100. >> É, >> tem um veículo AP, que a gente fala na rodoviária, Veículo de pequeno porte, andando com ele todo esse período. O veículo deveria ultrapassar, só que ele não passa, ele continua atrás. Quando a placa cai no sistema, ela não é de empresa de segurança, ou seja, não é escolta. Esse carro tá acompanhando essa carga, >> tá fazendo uma escolta, mas alguma uma escolta. >> Eu abordo, eu abordo. Se eu abordar for uma escolta de policiais, por exemplo, sem problema. Mas se for
um carro civil Com pessoas com passagem ali, antecedente criminal, esse caminhão tá na escolta do crime. Ou seja, você define parâmetros de alarme. >> [ __ ] esse esse show de bola, hein, cara? >> Quer ver outro algoritmo? Isso aqui é um carro. Beleza. Vamos pegar um menor. Esse aqui é uma moto, porque todos esses softwares eles são matemáticos. Então eu desenho quadrados Do tamanho de carro ou de caminão ou de ônibus e um quadrado ou um retângulo menor do tamanho de uma moto. Toda vez no meu vídeo que essa moto, ou seja, o quadrado,
o retângulo menor encostar no quadrado maior mais do que x segundos, ele alarma ou se passar algum objeto entre um e outro, >> [ __ ] >> Entendeu? É um software que vai dar esse alarme, porque se eu tiver que ficar o Homem ali olhando e ele opera 80 câmeras, como é que ele vai ver esses segundos e enfiar a arma ali para enquadrar o carro? >> Entendeu? Então hoje você tem no VMS essa possibilidade de definir algoritmos, você tem a leitura de placa e você tem um reconhecimento biométrico. Nós tivemos uma reunião em Campinas
ontem sobre tecnologia e ainda há alguns problemas em relação a banco de dados. Mas eh, olha que interessante, cara. Se você roubar um carro hoje, hoje qualquer ladrão sabe que tem leitura de placa, que tem a muralha. Sim. >> Então o cara rouba o carro, o que que ele faz rapidinho? >> Troca a placa. >> Troca a placa. Vai ler a placa, vai dar a placa do carro. Bom, beleza? Então hoje você tem que definir sistemas de pesquisa com outros detalhes. Hoje você só pegar, por exemplo, uma placa, >> aquela placa condiz ao carro, por
exemplo. >> Não, não. Por exemplo, assim, ó. Seu carro é um HB20 branco. Se você me der só carro de dentista, hein? >> É, é nada. Carro de dentista é Land Rover, né? Mulher, não, mulher dentista. Ó, se você d só a placa é muito pouco, mas se você der mais alguma característica do seu veículo e eu tiver um software bom, que nem o centro, que nem o Smart Sampa, >> você alimenta ali, >> entendeu? Eu consigo na leitura da imagem >> um adesivo, algum tipo o teto preto, né, que no passado não tinha. Nessa
reunião que nós somos em Campinas, essa empresa chamada Centre, para você ter uma ideia, nesse ano, sabe quantas ocorrências de clone bingaram no sistema deles aí no interior? Veículo clonado? 23.000. >> Dos 23.000 clones no sistema aqui do interior, >> só no interior. 23. Quant quantos clones tem aqui em São Paulo? >> Calma, calma, deixa eu terminar, senão vocês vão fazer uma ideia errada. Desses 23.000, eles tiveram que processar porque o que acontece às vezes o clone >> é e às vezes a clonagem é porque alguma na captura da placa deu alguma interferência e o
o Virou U, por Exemplo, beleza? >> Certo? Tá? >> Então eles fazem uma um nova inteligência artificial lá para processar isso até chegar num match ideal para falar: "Não, isso realmente é um clone." Quer ver outra coisa simples? O Rogério, na época da faculdade, o seis virou um oito no no na placa do carro dele com a fita isolante. >> Eu ouvi falar isso. Você quer ver uma coisa simples? Distância. O carro tá em São Paulo, outro carro tá em Rondônia. Qual que é a distância dele passar nesse radar e nesse radar? Quantas horas deveria
levar? >> Sim, >> 55 horas. Ele passou em 9 horas >> de alguma falha. >> Então eles foram criando uma Iá. Desses 23.000 clones que a centre pegou, 2000 confirmaram como clone. 23.000. >> E é integrado o sistema nacional. >> Não, cara, tem uma série de falhas de integração e de banco de dados. Mas um dia vai chegar, um dia vai chegar lá, né, cara? Hora dos egos diminuírem. Então, mas é, >> vai chegar, mas é problema de ego, de política, de e >> e e baseado até no no que o Giroto falou aqui da
da criminalidade tá caindo estado de São Paulo, tudo. Eh, falta um pouco de Isso mostra que é um pouco de boa vontade, porque não precisou mudar a Lei, não precisou mudar nada, não. Só precisou mudar atitudes e >> colocar ferramentas. Eu eu vou falar uma frase, eu vou eh eu vou falar uma frase de um de um sargento aí que eu gosto muito. Eh, mano, os pitb estão tudo na coleira, irmão. É só soltar. Então é assim, você tem que deixar a polícia trabalhar e você tem que dar ferramentas para isso >> e dar um
respaldo também, né, cara? >> É, agora você não tem nenhuma coisa, nem A outra, você não pode trabalhar, não tem respaldo, não tem ferramenta, >> tem nem advogado, pô. É difícil. Uma coisa que eu discuto muito às vezes com a tropa, o policial fala: "Porra, toda viatura tinha que ter um fuzil". Eu eu particularmente eu sou contra. Primeiro que o fuzil é um é um poder ofensivo muito grande para combate urbano, por exemplo, em área você pega uma comunidade aí você faz desgraça com fuzil. >> Faz uma merda. Faz uma merda. >> Segundo a patrulha,
por exemplo, eh, se levar uma 12 é uma coisa, mas se se ele esquecer a um fuzil dentro da viatura, a coisa complica. Muito mais. Eu sou muito mais o cara ter uma calibre 12, que é uma arma de proteção coletiva, mas que também tem um poder ofensivo. Cara, eu não abordo 10 caras com uma 40, mas eu abordo 10 caras com uma CB 12, porque o fator psicológico dela ajuda muito, né? Você levanta o cano quando o Cara olha o tamanho do buraco que ele fala: "Mano do céu, quando você pampeia, o cara te
respeita, porque ela tem esse fator psicológico e é uma arma que a 50 m você acerta uma maçã, cara, um plate, é só você usar a munição adequada, né? Cada a 12 tem vários tipos de munição. Você cada uma tem um objetivo e uma missão. Tem munição de elastico, tem munição de precisão, tem uma porrada de coisa, mas eu sou a favor de que Toda viatura tem uma caribos. Mas não só com munição real, munição não letal, porque a gente tá vendo a população partindo para cima da patrulha, os caras tão não estão mijando. E
como é que você controla uma uma multidão com um pelotão de 15 cara? É, usando ou gásmogênio ou bomba de peito moral ou elastômero, né? >> O elastômero é a bala de borracha aí, Né? Que o pessoal fala >> para não ter o resultado morte, né, cara? Mas por quê? Porque o meu, o coronel mesmo falou agora a pouco, cara, se o cara em dois polícia ele, a gente vê isso muito com Rocan, vem para cima, vem para cima. >> A gente veio muito com a Rocan direto. Você tá vendo os cara joga coisa em
cima. >> Só perdeu cara, duvido, velho, você lançar uma tríplice no meio de meia Dúzia de baiano e começar, toma aqui, ó, 7 6 5 cara não fica um, não fica, porque meu, aquela [ __ ] do >> [ __ ] >> muito, né? Lógico, tem pop para isso, tá? Tem distância, tem tudo. Mas é que eu tô falando, tem que ter meios, né? >> Exatamente. Agora a parte do interesse de quem, né? >> É isso aí, >> pessoal. Acho que a gente vai chegar pelo fim de hoje aqui do do nosso Bate-papo. Deu, né?
Tem que deixar para uma próxima de novo aí, né? >> Já tem já tem que ser CLT na próxima. Ele é vou entrar com ação contra vocês, hein? Eu sou como um bom esquerdista que eu sou e vou entrar com ação trabalhista. >> Chegar com o sindicato aqui já. Vamos, vamos chamar ele pra sociedade que hoje amanhã é dia de aluguel, né? Dia de pagar aluguel daqui. >> Não, eu sou canhota e o aluguel só Benefício. Eu não quero, eu não quero empreender. Eu só quero entrar com ação contra vocês. >> Isso aí. Faz o
seguinte, deixa eu, deixa as redes sociais de vocês. Pode, pode começar com você, coronel. >> Coronel Paganoto com dois na do meio, do meio. No meio. >> Coronel Paganoto com dois ts no Instagram, no TikTok, no YouTube, sei lá. É, eu eu sou eu sou meio inseto com essas coisas. Coronel Paganfan é qual? >> O Tinder. O Tinder, pessoas. >> Não tem dancinha no TikTok, não, né? >> É louco. No Tinder, no Tinder como te acha, doutor? >> Que que é isso aí? >> No Tinder? >> Sei o que é isso? >> No outro no
outro podcast ele ele pegou até na pistola do do coronel. Você não mostrou ele no aplicativo do Tinder? Não. Você não tem mais Tinder? Que que é isso? >> É louco. A mulher dele assiste, velho. Mão de secet. casamento do Corel. >> Giruto, deixa suas redes sociais, deixa o contato do do assalte também, como que o pessoal faz para >> para participar lá, para se nem sei como que é o termo, né? Se se inscrever, se matricular, ser um CAC, né? >> Bom, hoje é meio complexo essa essa situação, né? Do o cara não existe
mais o tiro recreativo no país, né? Então o cara >> para acessar a pista ele tem que ser atirador esportivo, >> ele tem que obrigatoriamente ser um um colecionador, atirador ou caçador. >> Eh, meu meu Instagram é Rogério Giroto, tudo junto aí vai Facebook, TikTok, tudo mais. Assalte tá localizado em São Bernardo. Nós estamos lá no bairro Icho Grande. Eh, nosso contato é 11945515580, é o nosso WhatsApp. Você quer conhecer o clube, não tem problema. Você pode ir lá Nos visitar, ir na nossa lanchonete, fazer seu lanche, mas a tirar propriamente dito, você é obrigado
hoje no Brasil a TCR, que também nós fazemos sua documentação, te orienta. E o nosso diferencial é o quê? Para mim, você tem que sair de lá sempre melhor do que você chegou, porque a responsabilidade de ter uma arma de fogo é muito grande. E não adianta você possuir uma arma de fogo e não saber utilizá-la. Não é só atirar no papel, né? Eh, possuir uma arma vai muito além, porque a sua família acredita que você tá preparado. E a polícia não é unipresente, ela não consegue estar em todos os lugares ao mesmo tempo. O
exemplo é que quando o nosso presidente Bolsonaro tava no na à frente que o CAC, o atirador esportivo tinha o porte de trânsito, os índices no Brasil inteiro caíram, os números caíram, porque o cara, >> [ __ ] será que se eu for roubar esse Cara, esse cara é cque? Se eu entrar na casa desse, aquele é caque. Isso a gente acabou perdendo, mas muito breve, se Deus quiser, vai mudar. Então espero vocês no clube. Um abraço, >> pessoal, mais uma vez aqui com vocês. Um abraço e até a próxima. >> Valeu, galera. Muito obrigado
aí, Giroto, Coronel. >> Valeu. Tamo junto. Espero que tenham próximos. Valeu, [Música]