Pronto, pessoal. Começamos a gravar então a nossa reunião e vejam se dessa vez eu fiz certo a questão do formulário. Ja. Tá certinho, eligi? E aí, eles podem começar? Então, Manu e Adrian, fica à vontade, tá? Certinho. A Stephan salvar e compartilhar a tela aqui, tá bom? Todo mundo tá vendo? Tá conseguindo enxergar? Sim. Certinho. Gente, boa tarde novamente para todos. Bom, hoje a gente vai apresentar aqui o artigo Educação Científica e diversidade étnico-racial, o ensino e a pesquisa em foco do autor Douglas Verranja. Bom, e este artigo ele vai trazer e como o próprio
nome já diz, né, as relações étnic étnico-raciais dentro do contexto do ensino e da pesquisa. Pode passar, Stephanie, por Favor. Pode, pode voltar um rapidinho. Isso. Bom, então eh a gente tá apresentando pelo PIBID de Biologia, né, do subprojeto Ciências de Uberaba, Minas Gerais, da Escola Estadual América. Eu vou fazer a apresentação, vou vou iniciar e o Adrian vai finalizar. Pode passar. Bom, primeiramente, o autor ele traz eh já no no início do trabalho, ele traz uma contextualização histórica da Escolarização no Brasil. Eh, como a gente lembra, né, do movimento colonialista, né, das das aulas
de história, eh houve muito a marginalização de populações indígenas e afro-brasileiras. Então, o o autor ele traz a necessidade de historicizar as relações pedagógicas e reconhecer eh as heranças culturais desses povos. E ele também afirma que a educação deve ser inclusiva e reflexiva Das diversas contribuições culturais. Pode passar, Stefan, por favor. No tópico interface entre educação científica e relações étnico-raciais, o autor traz a escassez de pesquisas que conectem a educação científica à diversidade étnico-racial. Eh, ele aborda principalmente eh, como já diz, né, escassez desses trabalhos e como ela afeta os professores no geral, né, os
Projetos pra gente dar continuidade, né, a essas a essas questões. por exemplo, é o PIBID. Eu é a segunda vez que eu tô participando do PIBID e desde a primeira é a primeira vez que eu estou trabalhando, né, as questões da da as questões étnico-raciais dentro do PID do PIBID. É a primeira vez que a gente vai abordar com os alunos também essas questões. É a primeira vez que a gente tá estudando, que a gente tá fazendo uma apresentação, que a gente tá discutindo. Então ele traz também a importância do início desses trabalhos, assim como
a continuidade desses trabalhos na educação científica. Então ele traz também as propostas para eh integrar práticas educativas que incluam a diversidade cultural do Brasil e também eh como é importante, o campo educacional científico, eh eh assumir eh pode assumir e deve assumir um papel crítico no combate a crimes de racismo. Pode passar, Stephanie, por Favor. Bom, assim como todo trabalho, né, ele fala um pouquinho sobre a metodologia e ele traz principalmente a abordagem fenomenológica influenciada por Melhor Ponti. Melhor Melhor Ponti é um autor francês, né, um filósofo francês. Eh, o trabalho tem uma análise qualitativa
das experiências de professores e suas práticas educativas. E essa metodologia, ela é basicamente a uma reflexão que permite os educadores Compreenderem suas práticas nos contextos concretos da na educação, auxiliando então a construir uma educação mais humanizada e contextualizada, não só aquela educação teórica, né, bem bem profissionalista, mas trazendo todo o o a questão da cultura das diversas raças e etinhas que no aqui existem no Brasil. Pode passar, Stephan, por favor. Ele traz também, né, ele aborda um pouquinho sobre as relações sociais no Contexto educacional e como elas possuem uma importância também na no contexto da
educação. Ou seja, ele basicamente fala que eh o contexto não só educacional, mas a família, eh a comunidade eh eh influencia na na formação do indivíduo. É, e as questões como raça, gênero e classe também devem estar incluídas no contexto educacional. Eh, pode passar agora o Adrian vai finalizar pra gente. Oi, gente, boa tarde. Eu vou finalizar aqui a apresentação da Escola Estadual América e eu fiquei com a parte da construção de uma agenda de pesquisa. O que seria? Segundo o autor do artigo, são propostas de temas para futuras pesquisas que exploram a educação científica
e as relações ético-raciais. Ou seja, o autor ele sugere de ideias de pesquisas que investigam como a ciência é ensinada em instituições de ensinos, por exemplo, Universidades, escola, levando principalmente em conta as questões étnico-raciais. Ou seja, ele tem que pensar como a educação científica pode ser mais inclusiva, representativa e consciente das das diversidades culturais e raciais. alguns exemplos também que a gente pode estar citando do nosso dia a dia mesmo, até pra gente que nós somos estudantes, já formou na escola de como os livros de ciências retratam imagens ou contextos, Contribuições de cientistas negros indígenas
ou de outras etnias, por exemplo, como a gente trabalhou na escola América na primeira aula, sobre os estereótipos, sobre cientistas negros, eh, trans, mulheres. Então, o autor quis trabalhar essa questão também e para os professores trabalhar projetos pedagógicos que valorizam saberes tradicionais dessas comunidades, por exemplo, quilambolas ou até indígenas Como forma de ciência, porque eles têm uma cultura que para eles é a ciência. E para nós eh futuros cientistas, professores, temos que enxergar essa importância que eles têm na ciência dos estudos científicos que tem. E também estudo sobre o preconceito racial no ensino de ciências,
saber se os professores estão preparados para lidar com essas questões, como as crianças negras, por exemplo, se vêm dando, se vem no campo de ciências. Muitas não, porque elas acabam que já entendem que não tem tantas pessoas negras no meio da ciência. Então, como que a gente pode estar incentivando essas crianças eh negras, por exemplo, elas entrarem no campo da ciência? Ele também traz a importância de alinhar a pesquisa à legislação educacional que promove a diversidade. Por exemplo, eh ele traz uma ideia de que toda pesquisa nessa área deve estar em sintonia com as leis
E diretrizes oficiais de educação. Por exemplo, a lei 10.639 de 2003, que torna obrigatório o ensino de história e cultura afro-brasileira nas escolas. e também a lei 11.645 de 2008, que inclui também os conteúdos indígenas na escola. Ou seja, por exemplo, eh, lá na África, por exemplo, aqui mesmo no Brasil, antes dessa antes dessa criação dessas leis, não tinha não era Trabalhada as questões indígenas nas escolas, não tinha cultura afobrasileira, até hoje tem muito presente apresentações nas escolas, eh debates sobre essa participação, né, da cultura afobasileira na escola, tanto na ciência como a gente trabalhou
lá na escola América e também traz algumas diretrizes sobre o a Base Nacional Comumricular, como que esses temas estão sendo trazidos para essa base para os Professores estar trabalhando nas escolas. Pode passar, Stephanie. E também sobre o papel da educação científica na formação da cidadania, a educação como ferramenta para combater a discriminação e promover justiça social. Isso significa que a educação pode e ela deve ser usada para enfrentar desigualdades e preconceitos. Ou seja, eh vindo, eh, a escola é um papel fundamental de trabalhar para eh disseminar esses preconceitos com os Negros, com a população afobrasileira,
né, de tentar acabar com esses preconceitos que tem hoje em dia na nossa sociedade, que é ensinar sobre o respeito, a diversidade, a forma de empatia e, principalmente, os direitos humanos dentro da comunidade. até mesmo dentro das escolas que são a escola tem um papel principal, né, de diminuir o racismo, a homofobia, a xenofobia, porque pode acontecer muito de, por exemplo, aqui em Sacramento, Onde eu moro, vem muitas pessoas do Nordeste, então a cultura de lá deles é diferente da nossa aqui de Sacramento, ou seja, isso acontece muito, essa questão do preconceito por eles ter
uma cultura diferente. da nossa e principalmente também a escola, os professores tem o papel principal de promover a justiça social, ou seja, garantir que todas as pessoas tenham acesso às mesmas oportunidades, independente de cor, da classe, Principalmente da religião ou origem de onde veio e as necessidades de tomar de formar cidadões críticos e conscientes sobre essa diversidade. Ou seja, isso quer dizer que a educação deve formar pessoas que pensam de forma crítica sobre como as pessoas devem refletir sobre o mundo à sua volta e questionar quais as injustiças estão acontecendo no meio que ela está
e quais preconceitos estão Ocorrendo. e entender também e a valorização das diferenças culturais, raciais e religiosas e agir de forma responsável numa sociedade que a gente vê onde tem muito preconceito, muitas desigualdades. Então assim, a escola, os cidadões, nós como os futuros professores, torização com as pessoas. Pode passar, Stefan. E para finalizar algumas considerações finais, a educação deve ser um reflexo Das diversidades da sociedade. Por exemplo, o papel dos educadores é fundamental, que por meio deles as suas práticas pedagógicas podem construir ambientes de aprendizagem, mas inclusivos, acolhedores e críticos. E o papel dos educadores é
essencial também para promover prática que respeitam e valorizam a pluralidade cultural. Ou seja, os professores, tanto por estar no seu currículo, no seu Currículo de trabalhar com os alunos, é disseminar essa, essas diferentes culturas que tem no nosso país, as diferentes gêneros, eh, trabalhar as igualdades, os direitos que as pessoas têm e também o desenvolvimento de uma mesma educação científica inclusiva, que é fundamental para enfrentar as desigualdades raciais e sociais presentes. na sociedade brasileira. Pronto, pode passar, Stefan. E a escola América, eu, todo Mundo que preparou o trabalho agradece pela atenção de todos. Muito obrigada.
Parabéns, pessoal. Parabéns. Eh, já tem uma mãozinha levantada aqui. Eh, ou confundiu. Deixa eu ver aqui. Não, eu acho que são os aplausos para Ah, é porque eu acho que eu vi. É, enfim. A do galego tá levantada. Tem alguma mãozinha levantada, mas tudo bem. Érica. Não, eu tô batendo palma. Ai, que aqui parece o ícone de mãozinha Levantada, mas vamos lá, ó. Ó, quer ver? Eu vou levantar agora. Eu levantei a mão, tá vendo, ó? Uhum. Agora eu baixei. Bate palma. Vamos ver aí. Deixa eu bater palma. Vamos ver. Ó, vou mandar um coração
porque eu amo vocês, ó. Não é, tava dando um tilt. Tava dando um tilt porque é bem diferente e eu tava aparecendo a mãozinha de uns três pessoas. Mas ó, deixa eu falar uma coisa. Vocês já querem que faça outra apresentação e a gente discute tudo no Final? Pode ser? Então vamos engatilhar a próxima na sequência aí o pessoal, por favor, de Turama. Oi, galera. Vocês estão me ouvindo? Estamos. Eu vou compartilhar a tela aqui só um momento. OK. Isabelo, [Música] todo mundo tá me vendo? Sim. Apresentação. Estamos isso. Apresentação. Só não tá em modo
apresentação. É, eu vou pô aqui só um momento. Eita, não tô enxergando. É aí. Ah, você tinha, você tava com o ícone bem em cima aqui. Isso. Está ótimo. Pode começar. Posso começar? Pode sim. Eh, boa tarde, pessoal. Eu me chamo Isabela, eu faço parte do núcleo do PIBID da biologia aqui de Turama. E hoje eu vim apresentar sobre um artigo, um trabalho muito importante. Eh, eu não tenho webcam, então peço desculpas, pois eu não vou poder ligar a Câmera. E vai apresentar eu e a Érica. E a Érica não, e a Ivone. Eh, a
nossa, a nossa coordenadora é a Fabiana. O nosso professor supervisor é o Heitor Arantes. Os Gentes são a Ana, o Braia, a Lara, a Lívia, a Ivone, a Érica e o Stefano e eu, né? Eh, ui, hoje eu vim apresentar sobre o artigo Relações étnicois e o ensino de ciência. Eh, esse trabalho que eu vou apresentar, ele foi Desenvolvido por três pesquisadoras e ele faz uma análise sobre como essa temática vem sendo tratada nas pesquisas da área. Então, é um convite, né, pra gente refletir junto sobre o racismo, a educação e o papel transformador do
professor. Introdução. Bom, antes de entrar nos dados da pesquisa, eu queria que a gente pensasse, né, eh, quando vocês estavam na escola, vocês lembram de terem aprendido sobre a cultura Afobrasileira nas aulas de ciências? Eh, sobre o racismo como um tema que atravessa a vida das pessoas negras no Brasil? Pois é, isso ainda é muito raro, né? Eu mesmo não aprendi. E a verdade é que o racismo sempre fez parte da nossa sociedade. E a escola, por mais que ela seja um espaço, né, de aprendizado e de transformação, muitas vezes reforça esse racismo sem nem
perceber. A boa notícia é que em 2003 foi criada uma lei muito importante que É a lei de número 10.639 639, que obriga o ensino da história e da cultura afobrasileira nas escolas. Mas será que ela vem realmente sendo praticada? É sobre isso que o artigo ele se trata, tá? Eh, objetivo do artigo. Bom, o objetivo das autoras foi entender como a temática racial está sendo discutida no ensino de ciências e, principalmente se os professores eles estão conseguindo, né, aplicar essa lei nas suas práticas. Eh, Elas analisaram os trabalhos apresentados num evento muito importante da
área chamado EPEC, que reúne pesquisas sobre o ensino de ciência. E a ideia foi observar quantos desses trabalhos traziam reflexões sobre raça, racismo e diversidade e como isso estava sendo feito. Peço desculpa os cachorros latindo. Eh, metodologia. Bom, as autoras elas pegaram todos os trabalhos apresentados nesse evento entre o ano de 2003 e 2015. Foram mais de 6.000 trabalhos e a partir disso elas usaram palavras chaves, né, como raça, racismo, etnia, diversidade, para filtrar os que realmente tratavam dessa temática. Depois elas organizaram esses poucos trabalhos em quatro grandes grupos. os que falavam sobre como as
pessoas pensam o tema, que são as concepções, os que falavam sobre o ensino na prática, os que abordavam a formação dos professores e os que analisavam materiais didáticos, Que são esses aqui. Eh, esses esse método ajudou a entender melhor em que pontos a educação tá avançando e onde ela ainda tá falhando, né? Concepções, visão geral. Bom, nessa categoria a gente começa a ver como os alunos e os professores eles compreendem a questão racial. Eh, e o que os estudos mostram, mostraram, né, é que muitas vezes há uma dificuldade grande em reconhecer o racismo. Muitos alunos
têm vergonha de se autodeclarar negros, por Exemplo, né? E isso mostra o quanto o racismo estrutural afeta a identidade das pessoas desde muito cedo, inclusive dentro da própria escola, né? Eh, a ausência de, vamos se dizer assim, debates, né, sobre o tema faz com que essas concepções permaneçam distorcidas ou até mesmo invisíveis. Exemplos de pesquisa. Bom, um dos trabalhos analisados entrevistou alunos do ensino médio, né, e percebeu que muitos deles não sabiam ao certo que Era o racismo ou achavam que ele só acontecia, por exemplo, em casos muitos extremos, sabe? Outro estudo mostrou que alguns
coordenadores pedagógicos tinham dificuldade até para usar o termo negro. E esses exemplos revelam que se a gente não discute o tema de forma clara e direta, a gente acaba alimentando o silêncio e a reprodução do próprio preconceito. Abordagens didáticas. Bom, na segunda categoria, os estudos mostram práticas de professores que tentaram Trabalhar a temática racial nas aulas. Alguns deles trouxeram questões da cultura afobrasileira para dentro da biologia, por exemplo, relacionando o conhecimento tradicional às plantas medicinais, né? E outros usaram músicas e outras linguagens para tratar de identidade racial. Eh, essas iniciativas nos mostram que é possível
abordar sim o tema, né, de forma interdisciplinar, criativa e respeitosa. Desafios identificados. Bom, Apesar das boas iniciativas, muitos professores ainda se sentem despreparados. É comum a gente ouvir frases como: "Ai, eu não sei como abordar esse tema" ou, por exemplo, isso não é assunto da minha disciplina, né? Mas a verdade é que o racismo atravessa todas as áreas do conhecimento, inclusive a ciência. Então, o desafio aqui é romper com a ideia de que isso é um tema isolado e começar a tratá-lo como algo que faz parte de um currículo Como um todo. Se o professor,
gente, ele não se sente seguro, a culpa não é dele, é da formação que ele recebeu. Essa categoria mostra justamente isso. A formação inicial e continuada ainda não prepara os docentes para lidar com a diversidade e para combater o racismo em sala de aula. Muitas vezes o tema é tratado de forma superficial ou só aparece em datas comemorativas, mas a educação antiracista precisa ser um compromisso Constante, não algo só pontual. Exemplos de estudos. Bom, alguns trabalhos eles relataram experiências com oficinas para professores, né? Uma delas usou a poesia como forma de refletir sobre a identidade,
ancestralidade e preconceito. E esses momentos de formação mais sensível e reflexiva são importantes porque permitem que o professor se reconheça no processo e entenda seu papel social. Afinal, né, o Combate ao racismo começa na escuta, no diálogo ou até mesmo no reconhecimento do outro como um sujeito. Material didático, abordagem. Bom, a terceira categoria, ela mostra que os livros e os materiais que usamos em sala de aula, muitas vezes, eles reforçam certos tipos de estereótipos, né? Eh, em muitos casos, a população negra aparece só em contextos negativos, né, como a escravidão ou a pobreza. E é
raro a gente vermos cientistas Negros, intelectuais ou referências positivas. Isso também é racismo, porque invisibiliza essas pessoas e faz parecer que elas não pertencem ao mundo da ciência ou até mesmo ao mundo da própria educação. Problemas. Bom, além disso, a maioria dos livros ainda adotam uma visão eurocêntrica, como se a ciência tivesse nascido só na Europa, né? Mas nós sabemos que os povos africanos, indígenas e asiáticos, eh, também desenvolveram Conhecimentos complexos, mesmo que isso não esteja nos livros ou mesmo que isso não apareça tanto nos livros. Portanto, eh precisamos repensar o que ensinamos e como
ensinamos, né, para garantir uma educação mais justa e representativa. Eh, agora eu vou passar minha fala paraa Ivone, tá? Ivone tá aí. Sim. Eh, boa noite, gente. [Música] Eh, tá dando continuidade aqui. Meus cach tá latindo, mas eh eu est dando continuidade aos dados no artigo. E referente aos dados levantados no antigo, eh eh nesses anos e foram visto que mais de 6000 trabalhos apresentados. Eh, nos encontramos que no entre 2013. Ivone, Ivone, tá bem difícil de te ouvir. Eu não sei se se é só para mim, é para você, para também aí LG ou
Não? Tá muito difícil de te ouvir. Tá muito difícil de ouvir. Ivan, se você quiser, eu posso continuar. Não tem muito barulho. Eu eu acho que a tua saída de som não tá muito boa, viu? Tem o barulho do cachorro, mas eh o barulho do cachorro ele tá tá superando a sua voz. Então acho que tem a ver com a captação de som. É. E a e a sua voz tá oscilando também. Tem hora que ela vem mais alta, Tem hora que ela vem bem baixinho. Aí o o o latido do cachorro sobressai. Ivan, você
quer que eu continueo? Eu acho que é é o meu celular. Então, posso continuar então? Obrigada, viu, Rivon? Bom, vamos lá. É, dados do levantamento, né? Agora, um dado muito importante é esse, que entre mais de 6.000 1 trabalhos apresentados nos encontros do IMPEC entre 2003 e 2015, apenas 16 tratavam de relações Étnico-saciais. Isso dá menos de 0,3% do total, né? Ou seja, é um número muito baixo. Isso mostra, gente, que a área do ensino de ciências, ele ainda está engatinhando nesse debate, né? Eh, temos uma grande lacuna que precisa ser enfrentada com mais pesquisa,
mais ação e, enfim, a maioria dos trabalhos encontrados vinha das áreas de biologia e da área de química. Já o ensino de física, por exemplo, ele, por exemplo, Ele praticamente não abordava temática racial. Eh, isso nos mostra que alguns campos da ciência ainda estão mais fechados para discussão, o que é preocupante, né, já que o racismo está em todos os espaços, inclusive nos espaços mais técnicos. Contribuições do artigo. Esse artigo ele é bem importante, esse trabalho, né, ele é bem importante porque ele nos dá uma panorama geral da produção científica sobre o tema, né? Ele
nos ajuda a enxergar o que já foi feito, o que falta fazer, né, e onde nós professores, nós educadores podemos avançar. Eh, também nos lembra que a legislação sozinha não dá conta de transformar a realidade, né? Eh, é preciso que as escolas, os professores, os pesquisadores e até mesmo os gestores assumam esse compromisso juntos. Reflexões críticas. Bom, a escola pessoal, ela ainda, desculpa, a escola ela ainda Carrega muitos traços do racismo estrutural, né? Mudar isso exige mais do que boa vontade, exige consciência política, revisões de práticas e um posicionamento bem claro contra todas as formações
de discriminação. Como educadores ou futuro educadores, precisamos nos perguntar, né, qual que é o nosso papel nessa transformação? A mudança começa na forma que a gente começa a olhar pro outro, né? Implicações práticas. Na prática, Isso significa criar espaços de escuta, adotar materiais mais diversos, valorizar as culturas marginalizadas, né? E até mesmo questionar os conteúdos prontos que chegam até nós. E a gente faz bastante isso, né? Significa também apoiar os professores com formações que façam sentido, que não seja apenas técnicas, né, mas que envolvam também afeto, história e até mesmo humanidade, né, perspectivas futuras. É
fundamental, gente, que mais pesquisadores se Interessem pelo tema, né, especialmente em áreas como de física, matemática, ciências naturais. Eh, também precisamos de políticas públicas as que incentivem esse tipo de trabalho nas escolas e nas universidades. Eh, o caminho é bem longo, né, mas ele começa com um reconhecimento de que o racismo existe, né? Isso é um fato e precisa ser combatido com conhecimento, empatia e ação. Conclusões e conclusão e considerações finais. Bom, para Finalizar, pessoal, eu queria reforçar que falar sobre racismo na escola não é algo opcional, né? É um dever. A educação antiracista não
é só uma pauta política, é uma pauta ética e é uma pauta humana, né? Esse estudo, esse artigo nos mostra que, apesar de ainda termos um caminho longo pela frente, já existem sementes sendo plantadas, né? E nós como os estudantes, professores e cidadãos, podemos ser parte dessa mudança, Né? Essas foram minhas referências. Eu agradeço muito todos vocês que ficaram até aqui. Eh, quaisquer dúvidas eu estou à disposição. E eu acho que eu esqueci de falar a escola, né? Mas é a Escola Estadual Nossa Senhora de Lourdes. Eu esqueci de colocar ali no comecinho. Tranquilo, Isabela.
Parabéns, viu? Obrigada. Vocês, vocês todos falaram muito bem, organizaram bem as Apresentações. Eu queria saber se o professor Luiz Gustavo e a professora Fabiana quer fazer alguma consideração ou eu abro, eu posso abrir a palavra para vocês primeiro. Alguém tem alguma consideração para fazer? Alguma dúvida? Eu queria muito ouvir os alunos, hein? A Taiane já Taiane é a nossa supervisora da América. Ela pediu a palavra, eu vou passar para ela. Eh, isso, eu ia falar para minimizar a apresentação. Eu tinha Esquecido. Tranquilo, tranquilo. Tai pode falar. Obrigada. Não, mas assim, se quiser passar primeiro pros
meninos, não tem problema também, não. Por enquanto ninguém pediu. Ah, tá. Eu ia comentar eh eu notei algumas coisas da primeira apresentação, a hora que o Adrian e a Manu tavam falando, só ressaltar que foi uma fala assim que falou que não havia, né, a educação antiracista. Eh, a questão é que ela não era obrigatória, né, o ensino de cultura Afro e de dessa dessa vertente, mas sim, assim, a gente não pode analisar que não existia, né? A segunda apresentadora, ela perguntou se os meninos, se as pessoas já tiveram alguma coisa na escola. Eu lembro,
e eu já tenho muito tempo que eu saí do ensino fundamental de ter tido. Só que aí já entra na segunda coisa que eu ia comentar, que eu acredito mesmo antes da lei ser promulgada e até hoje o que existe, que eu vejo hoje como professora, são ações Muito pontuais. Então, antigamente a gente via muito assim, cultura, eh, feira de cultura afro, feira das danças afro, eh, as comidas africanas, né? E a gente fazia eventos, até hoje tem muito isso na escola. Então, a minha lembrança era muito de participar quando eu tinha ensaio de uma
dança, né? E aí toda a participação é válida, mas eu acho que dessa forma levava a acreditar, né? Levava a gente a vivenciar que a Cultura afro tava inserida só nisso, né? Ah, é o dia de dançar a dança afro, é o dia de apresentar a comida afro, né? É o dia anti bullying, o dia antiracismo. Então eram situações muito pontuais. E o que a gente precisa lutar hoje em dia é para que esse eh esse tema ele seja diluído em todas as aulas e em todas as disciplinas. É isso que assim a lei coloca
que é obrigatório, mas não tem algo na lei que estimule que isso seja diluído, sabe? Então, assim, se tornou Obrigatório o ensino de história e de cultura afro, mas as escolas ainda optamizar eh eventos muito pontuais. E o que eu sinto necessidade disso, é uma visão particular minha, é de que isso seja de uma forma mais diluída, que todos os dias as nossas aulas têm que ser assim, né? É isso meu comentário. Senão eu ia falar outras coisas, mas vai ficar eu deixar o pessoal participar, senão vai ficar Muito longo também. E assim, Natane, parece
que isso não é nosso assim, né? Eh, parece que é uma coisa assim muito distante que estão apresentando pra gente, né? Eu, eu concordo com você. Eu não lembro de quase nada, né? Eu tô formada um pouco mais que você de tempo, né? Mas eh enfim, eu ia falar outra coisa, mas eu vou passar. Alguém mais quer fazer algum comentário? Pessoal, os alunos, né, e os covidianos, quem daí, quem teve isso no ensino médio, ensino fundamental, vocês tiveram cultura, ar enquanto vocês estavam no ensino fundamental e ensino médio antes estar na universidade. Acho que a
Roberta levantou a mão primeiro, depois a Isabele. Eu vou abrir a lista aqui. Roberta, pode começar. Então, eh, eu já tive alguma aula sobre isso, só Que é como eu tinha lido aqui no site, era considerado meio que algo fora da nossa realidade, sabe? algo exótico, não era como se não fizesse parte do nosso dia a dia, principalmente no Brasil, que é um país super multiracial. Aí essa é essa é o que eu tive na escola, sabe? Não foi aquelas aulas, mas foi bem por cima mesmo. Só isso mesmo. Depois da Roberta, quem que levantou
a mão? Foi Isabela. Isabel, isso foi eu. Então, eu terminei o ensino médio em 2021, mas eu vim de uma pandemia, né, só que eu me lembro bem de como que era mais ou menos a escola. Eh, a única coisa que eu via de cultura afro, assim, era mais ou menos na história mesmo, mas em outras matérias nunca via nada sobre, enfim, questões raciais, sabe? Era só isso que eu queria falar mesmo. Jaser, boa tarde. Bom, tendo um assunto, assim, eu estando hoje só no Fundamental, ah, quanto professora e também quanto aluna, e nem na
minha minhas formações acadêmicas, a gente teve uma aula voltada pro tema, era muito voltado assim, semana da educação paraa vida. Então, dia da consciência negra, quando ela surge, né, que no início não tinha também. Então, aí o pessoal de história meio que ficava pro pessoal de história Falar sobre aí trazinha apresentação de capoeira, como se fosse a única representação afro que a gente tem. Quanto professora, uma vez desenvolvi um projeto quando eu dava aula de estudos orientados, em que eles pintavam eh faziam arte afro na garrafa, eles pintavam desenhos afros na garrafa, fiz os bonecos
afro, ficou interessante os bonecos, aqueles que capricharam um pouco mais, ficaram bonitinhos os bonequinhos na garrafa. Foi, eu fiz esse mov esse esse trabalho também na semana da educação para vida em sala de aula com os pequenos. Às vezes a gente, eu tô vivenciando esse ano algumas referências que vir eles falam em racismo, mas é uma distorção às vezes até do termo que é racismo. Eles falam muito seu preto, se é preto e às vezes muito sem referência do que que significa ser um preto, do que que significa dizer que que isso é Racismo. E
aí às vezes a gente tem que voltar a parar. Me deparei com uma alunina que falou assim pro outro coleguinha: "Você para de pular que nem macaco?" E tá me chamando de macaco. Ó, pera aí, vamos parar que existe duas informações aí. Uma coisa é chamar de macaco, a outra é ter comportamentos similares aos movimentos de um macaco, que é muito diferente uma coisa da outra. E a referência dela foi porque ele estava pulando de uma mesa Para outra. E aí ela quis explicar que ele tava tendo movimentos de saltos como um macaco. Não que
ela estivesse chamando ele de macaco, não foi essa a referência dela. Aí separa a aula de ex passera aí vamos lá. É diferente uma coisa da outra. Ascismo é quando eu aponto, falo que você é como deboche. Quando eu faço uma equiparação por Movimentos, não estou chamando você de eu estou falando que você está pulando. Ela poderia ter citado cabrito, citado outro bicho que também sal também na cabecinha dela. Sexto ano, o bicho que pulava de galho em galho era um macaco. não que ela tivesse chamando coleguinha de preto, mas mesmo assim a gente tem
que voltar a corrigir, tentar cortar, que é para evitar esses termos e pro outro parar o movimento. E é muito pouco, porque a gente tem que olhar que Racismo está que ser preto não está só na cor, está nos outros traços também. Às vezes a loirinha de olhos verdes com cabelo cacheado também afro. A gente vai falar: "Ó, esse cabelinho ruim que você tem, você também tem sangue de afro aí, ó. Não tem como." A gente volta lá e falo que não está somente na cor da pele, tem outros traços que marcam a nossa afrodescendência.
E todo brasileiro é um Pouco afro, tem na sua origem. Não tem como a gente fugir muito disso. Não tem como a gente fugir, então, tentar igualitá-los independente da cor, independente do tipo de cabelo que na nossas origem tem os traços. Mas é muito pouco, muito pouco. Eu acho que a gente precisa falar um pouco mais. OK, Jaser, vou passar pro próximo que é o Eitor. Tá sem algo? É isso, Heitor. Eh, não tá. Você tá abrindo o áudio, mas a gente não tá te ouvindo. OK. OK. Enquanto o Heitor eh arruma o áudio dele,
eu só queria fazer um comentário, né, que a gente teve avaliação do MEC aqui, todos ficaram sabendo, né, e nós subimos paraa nota cinco, né, e o que que eu percebi, uma das perguntas deles, né, eu participei do do grupo de docentes, foi se nós Tínhamos eh projetos, né, que abordavam as diversidades, né? Todas as diversidades, de maneira geral, que que eu percebo assim até diante da fala de vocês, né? Nós temos, a universidade tem projetos, mas esses projetos não estão institucionalizados. Entende que é isso? Não faz parte da instituição. Às vezes é o projeto
de um professor ou de outro. Alguns projetos aqui já estão ganhando Uma proporção maior, né? chance de ser institucionalizados. Mas eu acho que é mais ou menos isso que vocês estão falando até agora. Eles querem que a gente saia das ações pontuais para que isso se torne institucionalizado, entende? para que faça parte do calendário, para que faça parte assim da eh que componha, né, a educação como um todo. Eu não sei se os outros professores concordam comigo. Eh, Vocês levantaram a mão. Deixa eu ver aqui. Rosville, pode falar, por favor. Oi. É, minha fala vai
bem nesse sentido mesmo, viu, Patrícia, que vocês estavam falando aí, né, que falou também sobre as ações pontuais que ficam muito atreladas, né, ficam muito ali, elas aparecem quando acontece algum problema dentro de sala de aula ou senão no mês da consciência negra, né? E aí fica um pouco eh estigmatizado mesmo. Ano Passado, na escola que a gente a gente que eu trabalho, né, escolava eh fez uma força de turismo, né, onde os alunos escolhiam um país da ASRA que falavam sobre ele. Foi muito legal a feira muito produtiva, só que é bem pontual, né,
e a gente sente falta dessa dessa questão mais, né, longitudinal, uma questão mais eh bem trabalhada, né? E outra coisa também que eu queria pontuar que às vezes até ação, né, falando sobre as formações de Professores aí que mostrou no trabalho, né, é, às vezes até é oferecido, mas a procura ainda por parte dos professores ainda é pouco, né? Então, eh, porque eu trabalho aqui, né, na UAB aqui na Universidade Aberta do Brasil, direto vem alguns cursos até de extensão mesmo, né, cursos que tão relacionados com isso. A procura é sempre eh baixa, assim, precisaria
também de uma de uma reflexão maior sobre o tema até para pros próprios Professores aí eh entenderem, vislumbrarem também como é que como é que pode colocar, né, isso aí dentro da aula. assim, para não estender muito, é uma experiência legal que a gente teve agora também, que a gente até tá, uma ideia que a gente tá amadurecendo, é a questões, é a questão aí às vezes, né, de trabalhar com as biarrativas, né, que às vezes eh a gente é uma maneira indireta de abordar certos problemas, certas situações que acontecem dentro da Escola de uma
maneira mais não tão pessoal assim, mais leve e mais eh somente essas as discussões, né? Então, é uma uma coisa interessante aí a gente procurar tanto essas essas alternativas aí para trabalhar o tema e também, né, eh procurar maneiras de valorizar. E eu acho que por meio aí da universidade, assim, eu acho que isso pode também eh se expandir ser interessante, né? Era só esses pontos que eu queria eh, né, lembrar aí, Salientar. OK. Eu vou passar agora pro Heitor, vê se vocês conseguem me ouvir agora. Eu entrei pelo celular, acho que ficou mais fácil.
Eh, eu queria parabenizar as meninas pelo pela apresentação. Acho que foram apresentações muito boas. Ah, tava conversando com a com a agorinha sobre a apresentação. Ela tava nervosa, falei: "Pera, olha, foi muito bem, não precisa preocupar com nada, tá tranquilo". Eh, Quando a Isa tava falando sobre o nosso artigo, né, que ficou paraa nossa escola, eu lembrei muito da da minha dissertação de mestrado, porque eu trabalhei exatamente com isso, com a perspectiva decolonial no ensino de ciências. Então, durante a minha pesquisa, a nossa proposta foi trazer como que a ciência poderia abordar essas questões decoloniais,
né? Então, os temas que poderiam ser abordados, sugestões. Então, eu acho que nós, Quando professores de ciências, eh, não todos, né, mas nós precisamos mudar eh essa ideia de que nós não entramos nesse assunto, né, que não é da nossa área, porque é da nossa área, tem muito assunto que dá pra gente envolver e trabalhar de forma interdisciplinar. E é importante a gente trabalhe com isso. Eu sei que alguns professores trabalham, mas pensando na em como é como aluno pouco tempo também eu saí da do ensino médio, não tem muito tempo. Então assim, eh eu
não lembro de trabalhar nada disso na na área de ciências, pelo menos não no período que eu fiz, né, o a educação básica. Eu acho que é importante a gente ter esse olhar diferenciado, sabe? trazer essas eh narrativas paraas nossas aulas, para poder trabalhar ali também, conseguir contribuir com o mundo que queremos, digamos assim, sabe? Então, achei bem legal as falas que as minas trouxeram. Uma coisa que eu queria colocar, né, eu Acho que tá todo mundo convergindo para isso, não sei se o o LG e a Fabiana vão concordar, é que assim, então a
gente já entendeu que nós não temos discussão disso e quando tem não é da maneira eh eh adequada, né? E aí eu fico pensando assim, vocês conseguiram, vamos ver, a gente pode até esperar as outras discussões, né? Eu acho que a gente podia depois socializar metodologias, atividades que vocês podem propor nas escolas. Que que Vocês acham? E trazer pra gente discutir aqui. Que que você acha, LG? A gente pode amadurecer melhor isso? Que você acha, Fabiana? Eu eu acho importante que haja aplicação, porque a a ideia de fazer a leitura desses artigos, a resenha deles,
né? e a apresentação pelas escolas é que o grupo tem uma uma fundamentação para se discutir, né? O Yuri colocou e aí a questão da aplicação, né? Ela tem mais sentido se você tem uma fundamentação Teórica por trás, né, Pat? Então, acho que é importante ter aplicação, eh, que senão fica só a discussão pela discussão e isso muita gente já faz. O que tá acontecendo é que isso não se concretiza no chão da sala de aula, né? E pelos relatos aqui, sim. E a o Iuri colocou uma questão muito importante, né, eh, da questão que
a Fabiana já tinha dito do da da questão étnicoracial ser tratada como exótica. Isso provavelmente reflexo daquela daquele mito da democracia Racial, né, que reverberou aqui no Brasil, principalmente no século XX. Eh, mas a gente tem obviamente ecos dessa dessa falácia, né, eh, chegando até os dias atuais. E uma outra coisa que o Heitor colocou, que a que o Yuri, perdão, Yuri, que o Iuri colocou, eh, a utilização de de palavras racistas, né? Por exemplo, falar que o cabelo caixado é ruim, eh dizer que eh o indivíduo eh usar a metáfora do macaco para de
alguma forma Utilizar uma ideia racista e depois se esconder atrás da ideia racista, né? Porque é fácil a gente usar a ideia da piada, mas a piada só faz sentido se as pessoas rirem junto, né? Se a gente rir do outro e o outro não rir junto com a gente, a piada não é legal, né? Eh, obviamente que isso aí foi muito eh valorizado nos anos 90, né? Nós que somos um pouco mais velhos, a gente lembra os programas de comédia, eles se a gente a gente ria daquilo, mas Assistindo hoje a gente percebe o
quão absurdo eram aquelas brincadeiras, né? Porque é interessante quando a brincadeira envolvia uma pessoa preta, eu enquanto homem branco eu achava engraçado até eu entender que é muito difícil você ser uma pessoa preta, né? Eh, dentro do meu privilégio branco, eu tenho muita dificuldade de entender o que que uma pessoa preta passa. Mas dentro do meu não privilégio de homem e homossexual, eu consigo pelo menos Tchar, tangeniciar muito de forma superficial, porque ainda eu sou um homem e sou branco. O fato de ser homem branco, eu tenho muitos privilégios a despeito da minha sexualidade, que
hoje em dia, na verdade, eh, a gente tem muito mais espaço que se tinha nos anos 90. Por exemplo, quando eu, Patrícia, fizemos graduação, a o ambiente, a gente estudou na Unesp, a gente foi da mesma época, né, lá na UNESP, São José de Rio Preto, a situação era muito complexa, Gente. Hoje em dia é outra, aparece outro lugar, né? Eh, não tem, teve um avanço muito grande, principalmente pra questão da sexualidade. Tem muita coisa para ser eh caminhos para ser percorridos, sim. Mas a questão do racismo, a impressão que me passa é que a
gente não sai do lugar, né? Você tem, por exemplo, uma lei que foi homologada em 2003 e até hoje ela não não se concretiza de de fato, né? Eh, comemorar a data cívica. Que que é isso, gente? A Questão do racismo, ela é diária. A outra questão também, né, que é importante eh pensar enquanto futuros professores, vocês nem nós como professores, nós temos uma obrigação ética a intervir diante de qualquer atitude racista que a gente presencie, né? Numa reunião que a gente fez, acho que lá na no América, né, P, a gente comentou sobre essa
questão que veio uma ideia de trabalho a questão eh do anti da educação antiracista, né? Eh, mas Nós, professores, se a gente presenciar qualquer ato que surgira racismo, a gente deve intervir de forma bastante efetiva e assertiva. Eh, a gente não pode, a gente não pode deixa colocar panos quentes, porque é uma questão muito séria, né? A gente tem que pensar que aquele outro que é uma pessoa preta, ele sofre isso só por ele existir no espaço, né? Isso, isso é uma questão muito muito séria, né? Eh, eu sugiro que vocês leiam a trabalhos da
Dijamila Ribeiro. A dejamila Ribeiro. E assim, a Dejamila, ela é muito eh youtuber, eu acho, porque ela tem uma forma de se comunicar tão maravilhosa e tão clara e assim você consegue encontrar muitas muitas falas dela no YouTube. Então, você tem a questão da leitura, leitura fácil, leitura curta e ela é muito precisa nos apontamentos, né? Então assim, eu acho que é importante a gente ter essa formação. É importante a gente entender que o racismo ele existe, que Ele não pode ser mascarado, que ele não pode ser amenizado. É uma situação grave, inclusive é um
crime aqui no país. Qualquer ato racista, ele é considerado crime. Então a gente tem que tomar muito cuidado. A aqui no Brasil o racismo estrutural ele é muito forte. Por isso que é interessante trazer paraa reflexão. Eh, por exemplo, nesse nosso grupo aqui, quantas pessoas são pretas? Em teoria, a gente esperaria que metade fosse. Se a gente olhar pro grupo de Professores, eu acho que não tem nenhum preto, né? Ou estou enganado. E aí quando a gente olha nos Fabiana falar, tá certo? Todos somos branquinhos. Então isso isso indica alguma coisa muito séria, né? Eh,
a pessoa não precisa literalmente dizer: "Ó, você parece um macaco ou o seu cabelo é ruim". Na verdade, o fato de pessoas pretas não ocuparem diversos espaços na sociedade indicam que elas estão tendo Mena menos possibilidades, menos chances, né? Então eu queria só colocar isso. Concordo que a patate acho que deve ser aplicado, mas a gente ter essa essa consciência, né? Que a educação antiracista ela tem que efetivamente mudar a forma que as pessoas enxergam outro, né? Então, toda a metodologia que a gente foca, questão de racista, a gente tem que focar nessa questão do
de como o outro ele pode mudar a percepção, né? Obviamente que na Escola, e aí os professores sabem disso, né? Que estão lá com ensino básico, educação básica, eh tem muita influência das famílias, né? Então, as crianças trazem isso, não necessariamente uma criança ela é racista de fato, mas ela ela ela reproduz um discurso que ela escuta dentro do ambiente doméstico, né? Então assim, mudar posicionamento é mudar também até a a dignidade que a família traz, né? Então só queria colocar essas coisas. Nossa, agora que eu vi que meu microfone tava aberto, gente, mas enfim,
não tava atrapalhando não, né? Eu vou passar a palavra paraa Fabiana, depois a Taiane. E aí, que que vocês acham da gente encerrar as inscrições? Porque são 6:30. Então vou passar a palavra paraa Fabiana. A Taiana tava na minha frente. Quer falar? Tai quer falar primeiro, Taiane? Tanto faz. Pode ser. Só parabenizar Assim o Gustavo. Ele fala muito bem, né? Saudade das aulas, viu? Eh, é isso mesmo. Sim. E eu só, eu ia falar muita coisa, mas depois da chamada de atenção da Pat aí eu vou só compartilhar aqui a tela. Como é que faz
mesmo isso aqui? Eu acho muito bacana. Eu faço isso aqui tem algum tempo. Isso daqui é uma prova que eu vou aplicar essa semana dos sétimos anos. A o tema é propriedade Propriedades do ar. E aí lá nessa prova aqui tem a M Jamerson, que foi a primeira astronauta, tal, um textinho falando sobre o que ela pesquisou no espaço, porque além de de médica, ela era engenheira, tal, astronauta. E aí depois as perguntas referentes, né, e aí a imagem dela, tudo mais. E eu sempre me deparo com comentários assim ao longo dos anos, ah, meu
pai viu uma prova, ele achou legal ou algum Aluno falando alguma coisa assim de que levaram essas provas para casa. Então, na prova do sexto ano também vai ter a não conseguir incluir na matéria, né? algo que que tivesse ali já na matéria. Mas no finalzinho tem eh curiosidade que a gente tava falando sobre método científico e aí eu coloquei a como é o nome dela? A Jaqueline Gois, né? O finalzinho da prova eu coloquei a fotinha da Jaqueline Gois e coloquei um textinho falando que ela seguiu todas as Etapas do método científico, que ela
é uma grande referente referência de cientista no Brasil. E aí tem a imagem dela também. São situações assim que a gente vai disseminando ao pouquinho que o aluno pega a prova ali, né, vê um astronauta, uma astronauta mulher, uma astronauta negra, ele pega a prova de método científico, falando de ciência, das etapas da ciência, aí tem ali uma referência de uma mulher negra que atua, né, que tá atuando na ciência. Então, Pera aí, não. Então, quer dizer, o negro não é só tocar tambor, a capoeira, né, a feira da consciência negra na escola. E aí
de pouquinho em pouquinho a gente vai fazendo isso. Mas eu ia comentar que eu sinto assim uma resistência por parte até do corpo docente, porque meu filho atualmente estuda na escola e aí eu peguei as provas dele da semana de provas para assinar, para ver. E esse foi um projeto que foi comentado na reunião de módulo para toda a escola Fazer e eu não vi nenhuma prova dele com outras imagens, com outros textos, com outras referências. Então é uma coisa assim que fala assim no módulo, no módulo, na reunião bonito para, né, colocar na pauta,
colocar, mas na prática faz quem quer. E hoje eu como mãe de uma criança negra, a gente vê a importância também dele se sentir representado, né, dele se sentir parte disso dali. E vou deixar quieta essa outra parte, tá Ouvindo. É, e aí se a gente colocar e inclusive eu ia falar também da questão da inteligência artificial que hoje eu tive um bozão com inteligência artificial, com chat GPT, mas tanto essa esse texto da Mike Jameson quanto da Jaqueline Gois foi eu pedi pra inteligência artificial porque lá assim eu quero uma referência de um cientista
ou uma cientista negra que tenha eh alguma pesquisa relacionada à Propriedades do ar, composição do ar na atmosfera e tudo mais. Ele fez a sugestão de uns cinco. Eu dei uma lida em cada um, falei: "Ah, legal, essa mulher aqui é astronauta, é mulher, é negra, foi pro espaço, pesquisou pressão atmosférica, pesquisou composição do ar, o efeito dele na no corpo humano, vou colocar ela, vou fazer um texto sobre ela, né? Um texto sobre isso." Ah, numa prova de ciências do sexto ano. Não, pera aí, eu preciso de uma referência. Eu tinha na minha cabeça
o New Grayson Tyson, que é as astrofísico, mas eu sempre uso ele. Tudo que eu vou fazer, eu falei assim, não, quero alguém que tenha assim mais eh contato com a gente, assim, um brasileiro, ah, eu queria uma pessoa brasileira que tá em contato com as etapas do método científico, tal. E aí veio algumas eh sugestões e eu lembrei que as meninas do PIBID já tinham trabalhado já canine goóis com as meninas do PIBID. Falei: "Ah, vou Colocar ela de novo". Então assim, usar o que a gente tem de recurso também de uma forma positiva,
porque a gente pode formular uma questão de prova, a gente pode formular uma questão, um exercício, não precisa ser necessariamente o tema da nossa aula. Não vou falar sobre racismo, eu não vou dar uma aula antiracista, eu vou ser antiracista, eu vou incluir os meus alunos nisso, eu vou incluir a minha aula, ela tem que ter isso, porque ela vai falar de cientista Negro, porque ele faz parte, ele faz parte, ele existe, ele é, né? Então não tem que ser pontual, não tem que separar uma aula. A minha esperança é que exista um dia que
a gente vai discutir: "Ah, eu tive aula antiracista". Não, porque todas as minhas aulas eram antiracistas. E o que o Yuri falou, eu respondi no chat por quê? Eh, a de a Dijalma, como que é o nome dela, gente? Jamila. Jamila. A Diamila fala isso, que a gente tem que tirar da Invisibilidade para poder fazer alguma ação. E quando a gente, os professores põe pano quente, que foi o que o Gustavo falou, às vezes é medo de ficar de tocar naquele assunto porque é uma coisa desafiadora para se tocar. Então fica tentando, porque se você
levanta bandeia, às vezes a gente é mal visto na escola, mas a gente não pode. A gente quando a gente assume um concurso ou um contrato como professora, a gente tem uma lei que a gente segue, um código de Ética e qualquer situação que ela é vista, ela tem que ser eh comunicada. E às vezes a gente comunica o superior e algo não é feito. Então, a gente tem outras instâncias também para tomar eh providências diante disso, mas é muito importante que qualquer atitude homofóbica, eh, de preconceito, de agressão, ela tem que, os nossos alunos,
eles têm que entender desde o primeiro momento que eles estão dentro da nossa sala de aula, que aquele é um ambiente Seguro para todos e que aquele ambiente ali, qualquer coisa que acontecer, ela vai não é ser punida, mas ela vai ser corrigida, ela vai ser conversada. Isso é uma biarrativa na prática que quando a gente começa a prestar atenção nos nossos alunos, a prestar atenção na conversa que eles têm, a gente tem que agir, a gente tem que, ah, não, pera aí, eles estão falando muito sobre um assunto, né, uma briga que teve de
alguém. Não, pera aí, vamos trazer isso Daqui, gente. Vocês acham isso certo? Isso tá correto, né? a resolução de conflito. Logicamente que a gente não tem isso na nossa formação. Isso é um dos dois desafios de ser professor, porque a gente não é formado para tudo. A gente não tem essa formação humana tão ampla dessa maneira, mas a gente quando tá lidando ali com crianças, a gente tem que colocar isso na nossa cabeça, gente, porque a gente tem um papel, sim. Não adianta você ser professor e depois vir Numa reunião e num num negócio falar
assim: "Ah, eu sou professor, eu queria só dar minha matéria e não sei o que lá". Não tem jeito. Você tá na frente de uma sala de aula com 30, 20, 40 que for crianças, adolescentes ali que tem a gente como referência. Tem a gente como referência e o que a gente faz ali é exemplo. Só isso. Falei muito. Muito bom. Muito bom. Tai arrasou. Agora, eh, Fabiana, você abaixou a mão? Eu acho que eu passo, eu passo a minha vez pra B falar. Tá bom. É, nossa, que responsabilidade. Ela passou a vez para mim.
A câmera tá funcionando? Ah, agora tá funcionando. Bom, eu só aproveitando a fala da professora sobre a Jaqueline Degóis, hoje eu tava dando aula pro sexto ano e aí na hora revisão pra prova de amanhã e na hora que eu fui ler, né, pros meus alunos, sexto ano atividade, Aí eu falando, né, gente, olha a importância dela, é uma pesquisadora negra, mulher, baiana. Aí um aluno lá do fundo ergueu a mão, falou assim: "Por que que a senhora tem que reforçar tanto que ela é negra?" Eu falei assim: "Para que pessoas da nossa cor entenda
a nossa importância, porque ele era moreno também, né?" Falei assim, para que a gente entenda que todos nós temos essa possibilidade de chegar onde ela chegou. E aí a cela ficou tudo olhando assim, ele ficou assim assustado, porque às vezes o nosso aluno, ele nem se reconhece, né? Ele não tem essa consciência de classe, essa essa consciência de pertencimento. Então, quando ele perguntou, eu devolvi para ele, né, assim, ele ele ficou meio assustado, meio assim. E eu continuei, né, e falei mais uma vez, uma mulher negra, baiana, falei: "Isto é muito importante pro Brasil, isso
é muito Importante para nós". E assim, foi uma sementinha e foi assim, foi discreto, passou ali, né? E e realmente para nós que somos professores, e eu costumo dizer isso, que quando eu entrei na educação, eu não entrei pela porta da frente, não era a minha intenção ser professora, mas optei ficar e desde o do momento que eu optei ficar como professora, meu posicionamento é o mesmo. Diante disso, vai fazer falta apenas três anos para me aposentar, eu Encontro com reis com ex-alunos e a minha visão é sempre a mesma. Eu fico feliz de manter
sempre essa mesma linha durante toda a minha vida de trabalhar contra situações de preconceito dentro da escola, porque elas estão ali todo dia. E assim, e mesmo que eu eu acredito que nós somos professores, a gente tá aqui por eu estou na profissão porque é a minha profissão, eu faço a minha profissão com amor, eu escolhi ficar, então eu não romantizo muito não. E aí Tem gente que nem acredita que eu não romantizo. profissão há 27 anos, mas eu não romantismo. Olha, eu sou professora, amo o que eu faço, mas eh estou aqui porque eu
escolhi ficar e sou feliz como ser humano nessa profissão, né? Mas é muito difícil a gente trabalhar esse tema dentro de uma sala de aula, mas eu acho que é o mais difícil a gente se compreender nesse contexto, porque às vezes os próprios colegas não se vem negros, os próprios alunos são não se vê Negros, eles não têm essa consciência. que quando a gente afirma dentro de uma sala de aula é assustador. Então, trabalhar esse tema foi muito interessante, né? Então, era só queria pontuar isso. Muito bom. E quia só falar uma coisinha bem rapidinha
para ser que estourou tempo super, né? Não, vamos, vamos, vamos seguir. Vamos seguir. O papo tá bom, né? E a gente tá no recesso, Fabiana. Senão a gente já tá correndo Para entrar em sala de aula. Exatamente. Apesar que eu tentei não marcar minhas aulas de de terça, mas eu não tive jeito não. Oxe. Eh, gente, eu acho que esse esse é um tema assim como, né, todos destacaram aí muito bem, bem falado. as apresentações foram muito profundas, as discussões aí que foram realçadas, né, que da falta dessa de uma de uma conversa mais profunda
sobre esse tema de ele ser dele Existir, né? Acho que uma uma das coisas que eu tenho que falar e é que assim existe esse racismo, viu? Certo, isso que precisa realmente destacar que é uma pessoa negra, que vidas negras importam, né? E aí fala assim: "Ah, mas aí todo mundo é igual". na estrutura hoje, do sistema hoje que nós vivemos, não é todo mundo igual e a gente sabe disso. A polícia vê isso, né? Eh, os lugares que nós frequentamos, a gente vê isso. Outro dia eu fui ao banco, precisei ir até o gerente
e eu como mulher branca tava vestida. Eu saí correndo de casa que eu tinha um problema para resolver e o banco ia fechar e fui de chinelo, bermuda assim, uma regatinha e cheguei lá com a minha bolsinha tal, entrei no banco de boa e aí eu tava lá sentada esperando o gerente me atender. Olhei o um uma pessoa, um homem negro que estava Vestido com uma calça jeans, ele tava muito melhor vestido do que eu. Ele teve que praticamente assim, ele teve que tirar o cinto da calça que ele tava, ele teve que eh mostrar
que ele tava, ele tava com uma um tipo um colete assim que que tinha bolsos, né? E não tinha nada nos bolsos coletes que o que tava pitando era o zíper desses bolsos, enfim. E eu fiquei pensando assim, caramba, mas ele tá por aí e ele era negro. A dificuldade dele entrar no Banco é porque ele era negro, né? Eu tava lá com uma chinelinha toda lambenta, né? E não fui barrada porque eu sou branca. Então tenho muito, a gente precisa olhar tudo isso, né? E ver falar: "Olha, nós temos problema, a nossa sociedade tem
problema com isso. O que nós fazemos, né, quanto a isso? enquanto profissionais, né, professores, eh, somos e seremos, né, com os nossos cividianos aqui. E Enquanto cidadão, né, como a Taiane bem destacou, e, né, se não não se a instância que você chegou ali não é suficiente, vá a outra, vá a outra. Nós temos que denunciar. As denúncias precisam ser feitas dentro da universidade. A gente vê isso. Então, se, né, se na universidade não não não conseguiu lá no seu gestor, na coordenador, chegou no diretor, no chegou no no diretor do eh do seu instituto,
não não alcançou nada, vai Para ouvidoria. Se vidia não alcançou, vai para uma instância fora da universidade. Mas isso tem que ser barrado. As pessoas têm que ter medo de fazer ato de racismo. As pessoas têm que ter medo, gente, porque acho que essa é uma das formas de parar, de acabar o e e da gente conseguir realmente fazer tudo isso que a gente deseja aqui, né? Que bom que a gente tá tendo essa oportunidade de discutir, que bom que nós estamos tendo esse momento para Conversar. Eu agradeço demais. Foi uma ideia do Luís Galego
aí maravilhosa. Então, eh, obrigada, viu, Galego. Foi muito, muito agradecida mesmo por tudo isso que tá nos proporcionando, porque esse é só o primeiro, hein? É só o primeiro. Vamos fazer outros. LG, quer encerrar? Ah, sim, né? Acho que podemos encerrar, né, gente? Eh, Fabiana, eu acho que a eu dou uma disciplina dessa natureza na pedagogia e eu sempre falo pros alunos Que eu acho um absurdo eu ministrar essa disciplina de questão étnico-racial, porque eu acho que eu não represento o grupo de forma adequada. Eu entendo a questão do lugar da onde a gente fala,
mas eh isso é um indicativo de racismo. Por quê? Porque não tem professores pretos para assumir essa disciplina. Toda vez que tem processo seletivo na pedagogia para assumir essa disciplina, só tem eu como candidato, né? Mas por quê? Porque não tem pessoa Capacitada, tem. Só que essas pessoas são poucas e elas estão sobrecarregadas, né? Porque nós não temos muitos profissionais eh negros nas universidades, né? Então, por isso que é importante e essa oportunidade, meninas, a gente discutir isso, isso deveria ser uma rotina dentro da formação de professor, independente da área. Todos os professores que dão
aula para vocês na formação de professores deveriam trazer isso paraa discussão, né? Porque O que acaba acontecendo que assim, ah, eu dou aula de evolução, é que duro que evolução tem tudo a ver, né, com essa discussão, mas digamos assim que eu dou aula de, sei lá, eu vou pensar aqui uma coisa, da criptógama, é criptógama, né? Se eu dou aula de criptógama, qual que é a relação de criptógama com racismo? gente, tem tanta coisa de eh etnobotânica relacionada a isso que pode ser usado, que a Cris pode até falar Mais paraa gente, tentar buscar
essas criptógramas que as que os indígenas utilizam, que as que o que as populações de origem africana utilizam, né, para começo de conversa. Ainda eu acho que essa abordagem é muito superficial. Só trazer o que o que a população usa, eu acho pouco. Acho que a gente tem que trazer mesmo a questão do racismo estrutural para discussão. Só que eu acho que seria um mote para discutir o racismo estrutural, né? Você partir de Algum lugar que tipo: "Ah, eu dou aula de uma disciplina tão específica, como que eu faço isso?" Tudo é possível fazer, gente.
Tudo é possível fazer. E a biologia ela é perigosíssima na discussão do racismo, porque ela acaba, quando ela traz aquela ideia que todos nós somos iguais do ponto de vista biológico, eh, isso não é verdade do ponto de vista social. E sociedades humanas se organizam muito mais pelo social do que Pela biologia, né? Então, é uma questão que que a gente precisa ter isso muito claro, né? E a gente precisava de ter isso mais na formação. Eh, eu não tive absolutamente nada disso na minha formação de biologia, nem de letras, não de pedagogia, sim, porque
já era obrigatório. Quando eu fiz pedagogia, já era obrigatório ter na formação de professores. E aí na prática de sala de aula, a gente vai se deparando com com as questões e aí você Vai, né, se desenvolvendo enquanto enquanto eles de biologia, nenhum tipo de diversidade foi discutido na nossa época, né? Nenhum. Pois é, nem de nem de diversidade direito, né, P? Porque aquele monte de nome que você tinha que decorar, eu só lembro dos nomes que tinha nome, nome, nome, nome, nome, nome, nome, tinha nada. E aí tinha que reproduzir tudo nas provas. Eu
só lembro disso, né? Então assim, infelizmente a gente teve uma mudança muito positiva aí Nas diretrizes eh de formação de professor, mas eu ainda acho que precisa mudar mais. Eu acho que as nossas diretrizes ainda estão muito presas uma formação muito eh cartesiana, sabe? O professor precisa de uma formação mais humanista mesmo. E as disciplinas de formação de de conhecimento, elas precisaram se articular melhor com a questão do ensino, sabe? Eu acho que isso é um é um caminho longo que a gente tem aí pela frente, né? Mas era isso. Acho que a gente pode
encerrar, né, parte? Nossa, eu eu revolto, né? Mas tudo bem. Eh, pessoal, então acho que a gente pode encerrar a a gravação vai ser disponibilizada no YouTube, que aí vocês podem socializar com outras pessoas, que eu acho importante a gente eh disponibilizar o que a gente tem feito aqui nessas nossas reuniões conjuntas, porque sempre a gente vai discutir algum tema de formação e eu acho que é interessante Outras pessoas terem acesso às discussões, certo? E agora tu fiquei super empolgado pra season 2, né? próximo mês que vai ter discussão. Ah, e aí ele mais o
que eu imaginei. E aí eles já podem ir pensando em alguma coisa, né, LG? Para virar prática isso, tá? A gente vai depois reunir na próxima reunião que a gente fizer, eu, Fabiana e Luiz Gustavo, a gente vai pensar em como a gente vai eh coletar isso de vocês, o que que a gente vai pedir, mas vocês já Podem ir aí colocando, né, as discussões em prática aí, né? Aí a gente delimita melhor a a atividade, mas assim,