[Música] Olá, querido irmão! A graça e a paz do Senhor Jesus seja contigo hoje. Seja bem-vindo a mais uma aula da nossa mentoria de inteligência espiritual.
Nessa semana, nós estamos falando sobre bênção e maldição e mostrando que você é abençoado. Você que creu, você que recebeu o evangelho, você é abençoado. Isso não pode mais ser revogado!
Mas você pode escolher deliberadamente viver na lei, e, escolhendo viver na lei, você vai experimentar o quê? Maldição. Essa é a razão pela qual muitos crentes, em vez de bênção, têm experimentado maldição, e não é para ser assim.
Mas a pessoa faz uma escolha equivocada, por ignorância ou porque foi ensinada errado. Por isso, os pastores vão prestar conta, né, porque nós, mestres, temos maior responsabilidade quando ensinamos algo que leva as pessoas a sofrer dano em vez de receber bênção. Então, nós vivemos tempos muito difíceis.
Você liga a televisão, né, e você ouve todo tipo de mensagem. Hoje, eu queria falar para você algo sobre prosperidade, porque as pessoas me acusam, né, dizem que eu prego, não é evangelho; que eu prego é o evangelho da prosperidade. E aqui é uma coisa interessante, porque eu raramente falo de prosperidade.
No entanto, eu preciso dizer para você, logo de cara, que eu não creio. Não existe esse tal evangelho da prosperidade. Ok?
O que existe é o evangelho da graça. E a graça de Deus é tão grande, tão maravilhosa, que ela inclui, sim, saúde, vida, sucesso; entende? Paz, família abençoada, filhos abençoados e também finanças; uma vida financeira abençoada.
Isso está incluído no pacote também, mas o evangelho é muito mais do que isso. No entanto, hoje eu gostaria de compartilhar com você um pouco sobre isso, porque existe mesmo muita confusão sobre isso. Então, você liga a televisão, sempre tem ali um pregador, alguma igreja pregando, né, que diz que se você se tornar um cristão e plantar uma semente financeira, você vai prosperar por causa da bênção de Deus.
Aí, depois desse programa, você vai ver um outro pregador que vem dizer para você que se você se tornar cristão, você vai ter que renunciar tudo que tem para que Deus possa abençoá-lo. Um fala de prosperidade, outro fala de pobreza, e os dois estão usando a Bíblia. E a pergunta é: quem está certo?
O que prega prosperidade ou o que prega renunciar tudo e se tornar pobre, né? Então, essa é a pergunta que as pessoas fazem o tempo inteiro. Pastor, tudo bem, você prega o evangelho da graça, mas você crê na teologia da prosperidade?
Então, volto a repetir: eu creio em prosperidade, mas não creio em teologia da prosperidade. Evangelho da prosperidade? Não!
Não falamos isso. Você pode achar que é a mesma coisa, mas tem um mundo de diferenças. Ok?
Eu creio em prosperidade, mas não creio em teologia da prosperidade. Então, a pergunta é: o que é biblicamente correto, prosperidade ou pobreza? Né?
Então, com relação a esse assunto, eu quero enfatizar três posições que são as posições mais comuns no meio evangélico. Ok? Três posições mais comuns: a teologia da prosperidade, a teologia da pobreza e a teologia bíblica da mordomia.
Mas vamos ver cada uma delas. Primeiro, a teologia da pobreza. Tem gente que ensina a pobreza, sim, claro, entende?
É a teologia do "vou largar tudo por amor a Jesus". Então, evidentemente, aqueles que defendem essa posição não chamam de teologia da pobreza. Eu estou chamando, entendeu?
Mas a pessoa que tem essa convicção despreza, desdenha, né, qualquer tipo de posse. Eles consideram, na verdade, qualquer tipo de acumulação como um tipo de maldição. E qual que é o texto favorito desse pessoal?
É Lucas 18, verso 22. Lembra quando o Senhor Jesus mandou o jovem rico vender tudo que tinha e dar aos pobres, né? Então, eles amam repetir o que o Senhor Jesus disse no verso 25.
Vamos projetar Lucas 18, verso 25: "porque é mais fácil passar o camelo pelo fundo de uma agulha do que um rico entrar no reino de Deus. " Então, eles têm uma base bíblica. Então, eles dizem que as suas necessidades serão supridas se eles tiverem uma atitude de despreocupação, né?
Então, eles não se preocupam em prosperar; não buscam dinheiro, então buscam o reino de Deus em primeiro lugar. Então, eles acreditam que a pobreza é a vontade de Deus para a igreja, né, para o povo de Deus hoje, e que o reino de Deus é pros pobres. Sim, porque está escrito aqui que é mais fácil passar um camelo no fundo de um agulha do que um rico entrar no reino.
Então, os que são pobres é que vão receber o reino. Se você crê assim, aleluia! É um direito seu, desfruta da pobreza, né?
Vai viver a pobreza na presença de Deus com gratidão. Só não fique com raiva dos crentes que prosperam, tá bom? Mas fica em paz.
Aí, tem um segundo tipo de teologia que é o oposto dessa, né, que é comumente chamado de teologia da prosperidade. É um outro extremo, né? Então, eles acreditam que a prosperidade é uma recompensa para os justos, né?
Eles acreditam que ter coisas, né, riqueza, prosperar, é uma bênção de Deus. E qual que é o texto favorito deles? Lucas 6:38.
Vamos ler: "Dai, e dar-se-vos-á boa medida, recalcada, sacudida, transbordante; generosamente vos darão, porque com a medida com que tiverdes medido vos medirão também. " "Dai, e dar-se-vos-á. " Então, basicamente, eles seguem o princípio da semeadura e colheita.
Então, eles ensinam que, se a gente tem uma necessidade, a gente deve semear, e Deus, então, vai nos dar a colheita por meio do suprimento daquela necessidade, entendeu? Então, na cabeça deles, né, o conceito deles de prosperidade no conceito é que eles são donos do que têm, do que possuem. Então, para eles, pobreza, obviamente, não é a vontade de Deus.
Se trata de uma maldição. Ok, você é desses que creem na teologia da prosperidade? Ok, só não faça troca com Deus.
Não tente prosperar com base na troca, porque isso é lei e vai trazer maldição na sua vida. Se você crê na prosperidade, pede a Deus. Deus dá.
Deus dá a todos liberalmente; todo que pede, recebe. Mas não faça barganha: "eu dei isso, agora eu quero aquilo", "eu dei meu dízimo, agora eu quero a bênção". Esse pessoal faz Deus devedor.
Cuidado com isso. E tem um terceiro tipo de visão, que é a teologia da mordomia. É a maneira como eu chamo; é um equilíbrio, na verdade, entre esses dois extremos.
Eu creio que pega o melhor dos dois lados. A perspectiva da mordomia é que a prosperidade é, sim, uma bênção e um privilégio, mas para esses que creem na teologia da mordomia, acho que o texto central é a Parábola dos Talentos. Ok, então o ponto central não é que eu renunciei para receber e nem é o que eu semeei e agora vou colher.
Esse pessoal se vê como servo mordomo de Deus e não se considera dono daquilo que eles mesmos possuem. Na verdade, eles buscam de Deus sabedoria para gerenciar e administrar, como mordomos fiéis, aquilo que Deus confiou a eles. Ok, então qual dessas posições é a correta?
Então eu queria mostrar o problema de cada uma delas, primeiro com a teologia da pobreza e a teologia da prosperidade, para depois mostrar para você como a teologia da mordomia é a mais equilibrada. Vamos lá. O problema com a teologia da pobreza, volto a dizer, é que eles não dizem assim; eu estou dizendo.
Ok? Eles chamam de simplicidade, contentamento, eles dão outros nomes, mas no final das contas é isso. Eles acreditam que não ter é bênção diante de Deus.
Eu coloquei para você aqui alguns problemas. Primeiro, as pessoas que seguem essa teologia presumem que qualquer outra pessoa bem-sucedida financeiramente não deve ser honesta. Já viram isso?
Olha para você mesmo: quando você vê alguém muito abençoado financeiramente, você não fica desconfiado? Ah, esse cara tá abençoado demais, eu acho que não deve ser muito honesto. Entendeu?
Então, quando impressionante isso, a maior parte das pessoas, quando vê um irmão na igreja prosperando, elas pensam duas coisas, né? Ou elas pensam que essa pessoa adquiriu aquele dinheiro de maneira errada, maneira desonesta, porque nesse mundo só fica rico quem é desonesto. Ou então elas dizem que é porque ele não ama a Deus e a sua obra; deveria estar dando dinheiro para missões, e não está dando, né?
Mas Provérbios 22, verso 2, diz que. . .
Vamos ler Provérbios 22, verso 2: "O rico e o pobre se encontram; a um e a outro faz o Senhor". Então, tanto rico quanto pobre, foi Deus que fez. Ok?
Guarda isso. Então, pessoas que seguem a teologia da pobreza sempre querem fazer com que os outros se sintam culpados pela prosperidade. Entende?
Culpados de ter dinheiro, culpados de ser prósperos o tempo inteiro, pois na cabeça dessas pessoas dinheiro nunca pode ser usado para conforto pessoal, prazer, férias, desfrute. Não, de jeito nenhum. Quem vive assim é mundano, é carnal.
Pois é, teologia da pobreza, ok? Quer dizer, eles presumem o mal a respeito dos outros. Segunda coisa: esse pessoal da pobreza exagera muito na questão da obra sacrificial.
Normalmente, essas pessoas fazem grandes sacrifícios ministeriais, não é? E elas têm uma postura arrogante. Elas pensam que são melhores do que os outros.
Então, elas pensam que quanto mais renunciarem, mais espirituais elas vão ser. Isso é muito comum com missionário que tá lá em um país, né, distante; ele acha que vive o cristianismo. Nós que estamos aqui no Brasil, não?
Nós estamos aqui no conforto, no bem bom; esse cristianismo de vocês é um cristianismo de segunda linha. Vocês não sabem o que é ser crente de verdade. Ele sabe porque ele renunciou tudo, largou tudo.
Esse tipo de gente me dá uma angústia. Entendeu? Como se eu tivesse algum problema com ele.
O problema dele: ele renunciou porque quis. Se ele tá achando difícil, volta para cá, vem viver a vida normal. Mas se renunciou, faz com alegria e faz em paz, porque é um fato da vida.
Deus não ama você mais quando você renuncia ou sacrifica. Entendeu? E nem você se torna mais espiritual porque é pobre.
Isso é tudo tolice, aparência exterior. Normalmente, esse tipo de gente é arrogante; arrogante na sua espiritualidade. Eles sempre acham que são o padrão para todos os outros.
Eu não suporto, vou ser franco com você; tenho enorme dificuldade com esse tipo de gente que não é feliz e não deixa os outros serem. Entende? Não tá contente e não deixa ninguém mais ficar.
Vive na miséria e fica revoltado porque outros têm, sendo que Deus é que deu. Não seja assim. Se você quer ser pobre, seja com alegria, seja para o Senhor.
Não julgue o que tem porque o outro não quer ser; é o direito dele. A terceira coisa é que quem segue essa teologia normalmente é muito ingênuo, né? Por que ingênuo?
Normalmente são missionários. Por quê? Porque se todo mundo for renunciar a tudo, quem que vai sustentar eles?
Eles dependem do sustento dos outros. Se todo mundo fizer como eles, vamos ter de onde o sustento? Ok?
Uma quarta e última coisa é que eles têm um estilo de vida manipulativo. Pessoal que crê na teologia da pobreza, inconscientemente talvez, quer manipular os outros. Entendeu?
Então, como eles não têm recursos, toda vez que abrem a boca é para falar do que não têm. E, na opinião deles, eles não têm porque nós aqui temos demais e não estamos mandando para eles. Nós somos avarentos.
Nós. . .
Não queremos compartilhar, entendeu? Então, eles estão o tempo inteiro contando necessidades, pedindo oração por necessidades, mas a esperança deles é encontrar alguém que tenha dinheiro. Entendeu?
É gente dependente e, normalmente, vira um peso para os amigos, que todo mundo tem que sustentar o cara. Nesse estilo de vida abnegado dele, mas que depende do outro, é preciso ter muito cuidado com isso. Entende?
O Senhor Jesus não agiu assim; de fato, ele não tinha onde reclinar a cabeça, mas nunca saiu contando para Nicodemos o tanto que ele estava sofrendo. Nunca fez isso. Não faça também!
Que o Senhor nos ajude. O segundo estilo, ou segunda teologia, é a teologia da prosperidade. Há problemas, né, com esse pessoal?
Sim, tem problemas. Enumerei aqui alguns: primeiro, esse pessoal vê a prosperidade como sinal da aprovação de Deus. Entendeu?
Qual que é a postura deles? Se você não está prosperando, é porque Deus não está te aprovando; você não é bom o suficiente, porque quem é abençoado prospera. Então, são muito arrogantes também com relação à bênção.
Do mesmo jeito que o pessoal da teologia da pobreza é arrogante porque renunciou a tudo, eles são arrogantes porque acham que a riqueza deles é o sinal de que eles são os prediletos. Eles são gente que cumpriu as condições de Deus. Quer dizer, os dois lados se apoiam em quê?
Justiça própria, merecimento. Acham que têm porque mereceram. Ah, que angústia isso!
Espero que você esteja ganhando também entendimento do que eu estou te dizendo. Vamos lá. A segunda coisa é que é uma teologia que produz culpa o tempo inteiro, igualzinho a da pobreza.
A da pobreza gera culpa em você porque você tem; essa aqui é ao contrário: se você realmente crer em Deus, você seria próspero. Ah, você seria rico porque sua fé é pequena. E aí, o que acontece quando alguém está passando por uma luta financeira?
Qual a conclusão dele? Deus não me ama, Deus não está comigo, estou sozinho. Entendeu?
Então, é uma teologia baseada na barganha. Quem faz barganha está sempre com medo, porque ele nunca sabe se pagou mesmo pela bênção. Entendeu?
A lei é a teologia da barganha. Por isso que todo judeu segue essa teologia. Aqui, todo judeu: não siga esse caminho!
Pastor não gosta da pobreza, nem eu, mas também eu não quero viver esse estilo de vida que faz barganha, troca com Deus. A terceira coisa dessa teologia é que ela estimula motivações erradas. Então, precisamos ter cuidado, sim, com o nosso coração para não fazermos negócio com Deus.
Tá me entendendo? Eu sirvo a Deus porque eu o amo. Eu amo o Senhor Jesus e amo o evangelho.
Eu creio que, se eu plantar, eu vou colher. Também creio que Ele prometeu que tudo que eu renunciar por amor do evangelho, por amor a Ele, eu vou ter 100 vezes mais nesta vida, mas eu não faço por causa disso; eu faço por amor a Ele e por amor do evangelho. E, por último, uma quarta coisa é que essa teologia nega, ou pelo menos ignora, a soberania de Deus.
Então, o pensamento é que, depois de algum tipo de transação com Deus, Deus vai ser obrigado a abençoá-lo. Deus agora é devedor, deve algo para Ele, mas Deus não deve nada para ninguém. Tudo que o Senhor faz é baseado na graça.
Se não for graça, você não vai receber. Tá me entendendo? Então, a teologia da pobreza tem coisas boas, entende?
Então, essa coisa de cuidar dos pobres, dos necessitados, isso é bom; traz honra para o nome do Senhor. A teologia da prosperidade também tem coisas boas: ser um canal de Deus para abençoar outros, né? Semear na vida de outros para que sejam também abençoados é de Deus.
Então, eu não posso dizer que a teologia da pobreza está totalmente errada, porque, de fato, um discípulo em algum momento vai ter que renunciar a tudo que tem. Mas nós também temos que admitir que a teologia da prosperidade, como foi dito aqui, tem uma vantagem, porque, se você puder escolher, por que você vai escolher ser pobre? Se tiver opção, por que não escolher ser próspero?
E é óbvio que a Bíblia ensina a semeadura. Paulo diz isso lá em 2 Coríntios 9: se você plantar, você vai colher. Dar se usar, isso é verdade.
Ok? Mas o que eu ensino e quero compartilhar com você hoje não é nenhum dos dois; não é nem pobreza nem riqueza. É a teologia da mordomia.
Entendeu? A teologia da mordomia não pergunta o que renunciamos e nem pergunta o que receberemos; ela só pergunta o que nós temos feito com o que Deus nos tem dado. Aquele que é mordomo sabe que tem de administrar corretamente o que tem recebido, porque o Senhor vai requerer dele.
Entendeu? E o Senhor pode requerer dele 10%, que é o dízimo, ou pode requerer tudo. Quem é mordomo é generoso por amor e obediência, não por troca.
Entendeu? Tanto o pessoal da teologia da pobreza quanto da prosperidade, né? Essas duas teologias estão baseadas no orgulho: orgulho de ter ou de não ter o dinheiro.
Entendeu? Então, é fácil entender porque alguém que crê na prosperidade sente orgulho do dinheiro, mas é difícil perceber que também os defensores da teologia da pobreza têm orgulho; não orgulho de ter dinheiro, mas orgulho da própria pobreza. Entendeu?
É a justiça própria que nos impede de desfrutar da bênção de Deus. Então, o orgulho vai ter dois lados: tem arrogância e tem a autocomiseração. Então, a teologia da prosperidade eventualmente soa arrogante, mas a teologia da pobreza soa sacrificial, cheia de autocomiseração.
Todo mundo tem que ter dó. O arrogante se orgulha do sucesso, mas a autocomiseração é a resposta do orgulho ao sofrimento. Então, o que o arrogante diz?
"Eu mereço admiração! Olha o quanto eu prosperei! " Mas aquele que está na autocomiseração fala o quê?
"Eu mereço. . .
" Admiração. Olha o quanto eu sofro pelo que eu renunciei. Então, o arrogante, né?
Soa autossuficiente, mas a autocomiseração soa sacrificial, o que pode ser muito mais condenatório sobre os outros. Entendeu? O arrogante acredita que tudo depende dele; ele acredita que a prosperidade que ele tem é fruto da fidelidade dele, superior, ou de uma semeadura de fé extraordinária.
Então, ele merece, sim, reconhecimento. Mas os que defendem a teologia da pobreza também estão cheios de autocomiseração, e autocomiseração é orgulho, é a resposta do orgulho que não foi aplaudido. Espero estar trazendo clareza para você.
Amém. Vamos lá. Então, quais são os princípios da Teologia da Mordomia?
Então, a primeira coisa é que Deus é o dono. Deus é o dono de tudo; nós não temos coisa alguma. Tudo pertence ao Senhor; nós somos apenas administradores dos bens dele.
Entendeu? Então, o primeiro princípio que temos que aprender como discípulos é que nós temos um Senhor, ok? Nessa questão financeira, isso é absolutamente vital, porque sem submissão, você não vai prosperar.
A Bíblia fala claramente que Deus é dono de tudo. Lá no Salmo 24, verso 1, diz: "Ao Senhor pertence a terra e tudo que nela se contém. " Ao Senhor pertence tudo.
Lá em Levítico 25:23, também diz: "A terra não se venderá em perpetuidade, porque a terra é minha. " Agora, imagine que você tem uma escritura de uma fazenda, mas quem é o dono da fazenda? Realmente, Deus está dizendo: "Sou eu".
Lá em Ageu 2, verso 8, diz: "Minha é a prata, meu é o ouro. " O Senhor é o dono dos minerais; também é o dono de tudo. No Salmo 50, verso 10, a Bíblia fala que Deus é dono até dos animais do campo, daqueles que estão nas montanhas.
Entendeu? Então, a terra pertence ao Senhor, o ouro e a prata pertencem ao Senhor, até os animais do campo pertencem ao Senhor. Deus é o criador de todas as coisas; ele mantém e sustenta tudo pelo seu poder.
Entendeu? Então, se você sabe que o Senhor Jesus é o Senhor, então você tem que reconhecer que ele é o dono da sua vida, da sua casa, dos seus filhos, dos seus bens; tudo que nós temos, tudo que nós somos pertence a ele. Por que pertence a ele?
Primeiro, porque foi ele que criou; segundo, porque depois de ter criado, né, o diabo veio e roubou, e ele comprou de volta lá na cruz; e terceiro, como se não bastasse tudo isso, ele é o Senhor porque nós entregamos a nossa vida para ele. É uma razão tríplice, ok? Então, nós vamos, sim, prestar contas diante do Senhor um dia daquilo que nós fizemos com o que é dele.
Isso vai ficar para ser explicado melhor numa matéria lá adiante. Então, é a diferença entre o cristão vencedor e o derrotado. Se nós queremos ser vencedores genuínos, temos que compreender e reconhecer a posse dele, o domínio dele sobre tudo que nós temos ou achamos que temos na nossa vida.
Entendeu? Quando nós temos revelação de que Deus é o dono de tudo, então nós reconhecemos que ele tem o direito de fazer o que quiser com o que ele nos deu. Amém?
Então, o proprietário tem direito, o mordomo tem responsabilidade. O proprietário é que define como é que ele quer que os seus bens sejam usados. Então, os servos vão prestar contas.
Agora, por que ele não dá o mesmo tanto para todos? Porque na parábola dos talentos, para um ele deu um, para outro deu dois, e para outro deu cinco talentos. A gente acha que não é muito justo, né, alguns receberem mais do que outros, mas não discuta com o Senhor; é dele!
Ele faz com o que é dele como bem lhe aprouver. Não discuta com Deus: "Ah, eu também queria; em que ele é melhor do que eu? " Em nada!
E em que você é melhor do que ele? Em nada! Ah, então somos iguais.
Então, se somos iguais, Deus faz como ele quer, tá entendendo? Quando nós temos revelação de que Deus é o dono de tudo, então nós reconhecemos que os recursos que nós temos são de Deus e são para cumprir o propósito dele. Então, o que é mordomia?
É usar os recursos de Deus para o cumprimento do propósito de Deus. Então, Deus te deu recursos; você tem que usar esses recursos para que o propósito dele seja alcançado na terra. Simples assim.
Então, a teologia da pobreza não tem para dar; a teologia da prosperidade dá para ganhar mais. Mas aquele que é servo mordomo, porque entende a razão pela qual recebeu de Deus, entendeu? Precisamos ter revelação de que Deus é o dono de tudo; isso determina nossa maturidade em Deus.
Amém? Lá em Romanos 10:9, Paulo diz, né: "Se com a tua boca confessares Jesus como Senhor. " Nem é como Salvador, é como dono!
Sabe, nos dias de Jesus, quando uma pessoa chamava a outra de Senhor, significava que aquele Senhor era dono, ele era o escravo. Escravos são nada! Entendeu?
Então, pegue tudo que você tem; pegue sua carteira, pegue sua foto, pegue tudo e reconheça que pertence ao Senhor, pertence a Jesus. Entendeu? Porque a sua esposa pertence ao Senhor; o Senhor vai requerer como é que você tá cuidando dela.
Porque os seus filhos são do Senhor; vão prestar contas como cuidamos dos nossos filhos. É tudo de Deus; o dinheiro é só mais um item, ok? O dinheiro é só mais um item; nada realmente nos pertence.
Essa verdade tem que afetar a maneira como você oferta aos domingos, a maneira como você cuida das finanças ao longo da semana. Porque, quando você entende que o seu dinheiro pertence ao Senhor, você deveria analisar antes de comprar alguma coisa, alugar, arrendar. Você tem que perguntar: "Senhor, é da Tua vontade?
" O dinheiro é Teu; eu quero multiplicá-lo como servo. Fiel, mas é teu. Você entendeu?
Então, quando você entende que tudo que você tem pertence a Deus, esse entendimento leva você a fazer negócio de maneira apropriada; leva você a crescer espiritualmente. Isso me introduz a um segundo ponto: toda decisão financeira é uma decisão espiritual. Então, alguns imaginam que são submissos ao Senhor porque dão o dízimo.
É claro que dar o dízimo é importante, nós vamos falar sobre isso aqui, né? Em uma das próximas aulas, mas não traduz completamente a nossa submissão. O que nós fazemos com os outros 90% é igualmente importante.
Entendeu o que eu estou dizendo? Então, muitos reclamam: "Ah, eu sou dizimista, mesmo assim eu não prospero". Porque o problema não é só o dízimo, o problema é o que você faz com os outros 90% que você ganha.
Então, você presume o quê? Pelo fato de ter entregado o dízimo, você está liberado agora para gastar os 90% como você quiser? Não!
A verdade verdadeira, filho, é que não é só o dízimo que pertence a Deus, tudo é dele, tudo é do Senhor. Se você tem casa, sua casa é de Deus; seu carro é de Deus; sua vida é de Deus; seus filhos são de Deus. Tudo pertence a Ele.
Então, você tem que permitir ao Senhor dirigi-lo para administrar os outros 90%. Dependa do Senhor. Por que tem muita gente atolada em dívidas?
Porque acha que pode gastar os outros 90% como bem entender, sem orar, sem saber a vontade de Deus. Pastor, você está querendo dizer que eu tenho que dar os 90% pra igreja? Claro que não!
A Bíblia não fala isso. Você não tem que dar 100% da sua renda. Deus quer que você cuide, mantenha com você, mas Ele quer que você seja mordomo fiel, porque o dinheiro que você acha que tem não é seu; é de Deus.
Seja mordomo, cuidando do que pertence a Ele. O problema é que quando nós lidamos com o dinheiro pensando que é nosso e não temos que prestar contas de coisa alguma, então nós agimos, investimos, gastamos sem a direção do Espírito. Entendeu?
Mordomia é algo que é visível, não dá para disfarçar. Um crente pode até fingir que ora, que lê a Bíblia; ele pode fingir nos seus relacionamentos, pode fingir com tudo, mas tem uma coisa que não dá para disfarçar: é a sua generosidade. Por isso, as pessoas escondem a oferta.
Não! Jesus disse que não é para a mão direita saber o que a esquerda faz. O que Ele disse foi o seguinte: não toque trombeta, não fique se gloriando, mas esconder não faz sentido.
Quantos ricos, né? Talvez não sei se tem alguém fazendo mentoria comigo aqui que é rico. "Não vou dar esse dinheiro pra igreja, o dízimo é muito dinheiro, pastor".
Não sabe o que fazer com isso? Cuidado, filho, cuidado. Muito cuidado.
Você pode descobrir em algum momento quem é que não está sabendo realmente o que fazer, né? Lá na Parábola dos Talentos, os servos, o senhor não mandou, mas ficou implícito que eles deveriam multiplicar o talento. Então, o senhor olha como você está lidando com o recurso que Ele tem te dado.
Entendeu? Importante isso. Você sabe que não vai ser reconhecido como um cristão verdadeiro por causa da pobreza, nem por causa da prosperidade.
Mas você vai, sim, ser reconhecido pela maneira como você lida com o dinheiro: se você é generoso, amoroso, ou se você é avarento, ganancioso. Bom, essas coisas, sim, falam a respeito da sua realidade espiritual. Terceiro, terceiro princípio, né?
Tenho que avançar para encerrar a nossa aula: a quantidade não é o mais importante, entendeu? Não importa se você ganhou um talento, dois ou cinco, entendeu? Na Parábola dos Talentos, tanto quem tinha cinco quanto quem tinha dois dobraram talentos e foram elogiados pelo Senhor.
Muitas vezes, aqueles que receberam menos são os mais testados. Por quê? Têm mais medo de negociar.
Esse é o negócio: o rico não dá porque pensa que o valor é alto demais e o pobre não dá porque pensa que vai faltar para ele e está além do que ele pode. Mas Deus olha fidelidade, não valor. Está me ouvindo?
Deus olha fidelidade. Às vezes, é só o seu passe de ônibus, mas é a sua chance de fazer uma proclamação no mundo espiritual. Por último, quarto ponto: mordomia sempre requer ação.
Então, a gente ouve pessoas dizendo: "Mordomia é mais que dinheiro". É verdade. Sou espiritual?
É verdade, mordomia é mais do que dinheiro, mas nunca menos. Está me ouvindo? Nunca menos!
Servir a Deus implica mais do que dar dinheiro, mas nunca menos do que isso. Servir a Deus implica em muitas coisas, mas nunca menos do que ofertar. A oferta é o nível mais baixo, é o básico.
Quem diz que serve a Deus e não oferta está se enganando. Infelizmente, não está vivendo a realidade do Evangelho. Amém?
Nas próximas aulas, eu quero me aprofundar um pouquinho mais sobre isso. Quero te mostrar a relação do dízimo com a graça. Você vai ser muito abençoado e edificado, então não perca até a nossa próxima aula.