[Música] estamos de volta com diálogos na usp hoje falando de museus como um ambiente de cultura e também de pesquisa com os professores carlos roberto brandão diretor do museu de arte contemporânea da usp macchi e ex presidente do instituto brasileiro de museus do ministério da cultura ea professora solange ferraz lima professora e diretora do museu paulista da usp professores nós tocamos nesse ponto algumas vezes no bloco anterior mas vamos aprofundar um pouco mais sobre os museus principalmente o museu universitário eles serem um ambiente ou centros de pesquisa o primeiro o quanto isso é importante dentro
do ambiente universitário e dentro da questão museológica outra coisa enquanto o visitante tem noção disso é importante que ele saiba disso também quem tem essa noção que queria que ele não está só no esporte expositor you acreditar num espaço de pesquisa sobre a mão sim eu acho muito importante é fundamental até para justificar nossa própria existência sim mas a questão do dos museus universitários eles têm realmente a pesquisa como mote principal né e não são os únicos mas se tem uma preponderância desse tema e não é a pesquisa só sobre o seu acervo por exemplo
marco no caso do macba museu de arte moderna e contemporânea - não pesquisamos apenas a arte moderna e contemporânea que pesquisamos também por exemplo a conservação dos materiais que suportam essas artes visuais pesquisamos também é sobre o nosso público da pesquisa de público há pesquisas em museologia então tem uma série de temas que são pesquisados nos museus você fala um pouquinho dessa comparação entre os museus e os outros órgãos de pesquisa própria universidade no nosso caso da usp é muito interessante porque nós temos quatro museus estatutários e temos áreas de pesquisa em departamentos das escolas
de ensino e pesquisa que são do sobre o mesmo tema mas são complementares por exemplo de um exemplo muito claro o departamento de zoologia ele faz pesquisas hoje sem isso não faz pesquisa com base em coleções seriados como o museu de zoologia faz essas duas peças dois enfoques de pesquisa quando se somam dão a universidade de são paulo um destaque muito grande tanto em zoologia é uma das áreas sintoniza estado de são paulo se destaca internacionalmente foi feita uma pesquisa recente sobre quais as áreas por área quais são as universidades que mais se destacam a
usp foi apontada como destaque internacional na zoologia e na odontologia odontologia não conheço muito bem e se esse universo mas na zoologia eu posso dizer que é muito pela complementaridade das pesquisas feitas nos museus e nos departamentos é um português professora solange casas é essa pessoa essas pesquisas acabou também aprimorando outras dentro da universidade há um diálogo muito desse primário aí não há um diálogo multidisciplinar eu acho entre departamentos então isso que o professor brandão aponta é importante então nós temos mack museu paulista projetos com o instituto de física e com a escolas da dae
ache que estudam que o outro lima outros museus né temos um projeto temático que reúne os quatro museus discutindo a questão do ciclo curatorial mas eu acho que a possibilidade aí pensando na universidade na formação mesmo nível graduação e pós graduação é que nuno ciclo dessa pesquisa nesse ciclo curatorial do qual a pesquisa é sustenta muito existe um campo enorme para a formação então na verdade embora não sejamos dentro da universidade de ensino nós fazemos parte dessa dessa função complementar mas muito importante que é permitir que alunos de diversas de diversos departamentos e diversas áreas
possam participar e entender o que é um trabalho curatorial porque ele é transdisciplinar e não é só multi seria muitas vezes que eu transmitisse plenário é quando um saber depende do outro pra seguir nas suas perguntas de pesquisa então assim nunca uma análise do instituto de física sozinho vai dar todas as respostas elas precisam estar combinadas com as perguntas seja da história da arte seja da história para que o resultado apareça então é uma oportunidade que eu acho que só uma universidade que dispõe de acervos e de coleções em museus como o museu universitários pode
oferecer é para formação porque é incrível nós temos eu acho que no marco acontece a mesma coisa nós temos estagiários e bolsistas de iniciação que não são só da área de história ou da história da arte mas que vem do jornalismo é que vem da engenharia naval então assim é é assim na ação física que move esses alguns aqui a pergunta bem básica talvez até ingênua mas o que move os alunos de outras áreas a estagiária no museu e nós temos títulos muito sugestivo disciplina eu acho que acaba atraindo a ideia da própria cultura material
eu acho que o aluno quinta numa universidade ele não demora muito a entender porque universidade a universidade porque ele permite justamente esse trânsito e ele acaba muitas vezes se interessando por alguma coisa que ele não tinha nem ideia que existe antes de estar ali então esse oferecimento do estádio quando a gente faz a descrição do do estágio com que ele vai trabalhar é alguma coisa que atrai muito aluno porque ele entra o estágio é isso ele tem uma preparação para a vida profissional também uma possibilidade de campo profissional de atuação sobre ele entre a unicamp
abre porque ele está ali no dia a dia na nossas rotinas assim os estagiários eles acabam se integrando é interessante também escutaram aprovou mas o aluno tem a possibilidade de fazer a mediação entre o conhecimento construído na universidade com o público de surpresa essa interface é fabulosa para os alunos dão uma experiência de vida que ele vai poder aplicar em qualquer campo que ele foi trabalhar é uma formação muito mais do que profissional a voz o pessoal usava só já é muito mas não pensa lá dentro diz que o interessante é que muitas vezes ela
não é no seu campo específico de atuação mas é num outro contexto em que ele tem que aprender até mais porque fazer por um aluno de educação física vai fazer a mediação de uma exposição de arte contemporânea está sendo desafiado ali a ampliar os seus horizontes ampliar isso a sua visão não é isso é importante é tão dentro disso queria trazer uma um depoimento que a professora solange deu o campo atrás do jornal da usp no qual afirmou que uma coleção só retomados como já tínhamos falado rapidamente que a coleção eo museu universitária bem diferente
daquela de um museu particular com essa diferença professora solange eu acho que o professor brandão a no começo da fala comprou isso né e isso é especialmente interessante de se tratar quando nós falamos de um museu de história que muitas vezes pensam museu de história a como aquele lugar em que você vai legar à memória vai deixar aqueles objectos sim a memória para nós ela é um objecto né e os seus e as suas expressões materiais também é um objeto para que possamos discutir historicamente a formação dessa memória isso significa o quê que mesmo no
museu de história mesmo no museu de história como museu do ipiranga que tem uma longa história vinculada a uma narrativa sobre a formação do brasil né é nós pensamos a formação dessas coleções a partir dos problemas históricos então o quê isso na prática significa dizer significa inclusive pensar é historicamente pra que serve um museu isso é uma reflexão e para que por exemplo por que as pessoas decidem é selecionar muitas vezes objetos da sua esfera privada íntima do seu cotidiano para deixar como legado para o museu que move as pessoas a fazerem isso é uma
pergunta que tem um caráter histórico antropológico também e que nos fala muito sobre essa sociedade o coleccionismo próprio coleccionismo hábito de colecionar que é muito muito presente desde sempre mas e que foi ganhando contornos específicos no século 20 e no século 21 ele diz também muito sobre essa sociedade sobre esses indivíduos então essas são perguntas ficar bem no museu de história assim como cabe no museu de história o papel dos retratos fotográficos dos álbuns de família então quando nós coletamos quando nós incentivamos a doação e somos ativos na busca de coleções desse tipo do que
nós chamamos é de uma fotografia vernacular que não é fotografia é do fotógrafo artista do fotógrafo profissional de fotojornalismo eu falo disso porque o trabalho mais cultura visual é porque nós estamos interessados em entender que pistas esses álbuns de família esse retrato nos dão sobre a maneira do sujeito se representarem é que às vezes é ou muitas vezes é uma representação muito mais fiel de dentro daquele quado de não é uma coisa montada não é uma estrutura é o é mais natural a gente pega é mais ou menos mais ou menos mais ou menos como
eu falo mas ela está presente em todo dia é uma outra mediação não sob a pressão do sobradão colocou da mesma forma de você estudar história partiu dos das fontes oficiais ou das cartas é não são outra uma outra vertente mas são complementares neném é uma forma de você ver a sociedade uma forma mais ampla outras fontes é ampliar as fontes é incluindo aí fontes materiais é como fontes é interessantes passíveis é para as quais podemos fazer muitas e muitas perguntas então o álbum de família ele tem uma função e entre outras coisas a ele
tem uma história mas é interessante pensar o que é o álbum de família hoje né com o advento do celular e do self quer dizer é a própria ruptura ou a mudança nisso também nos informam né e não só fazer a pergunta para pesquisa mas levar essa reflexão é para o público que eu acho que isso é uma é também é único nos museus as nossas a relação do público com as fontes que motiva essa produção de conhecimento está ali o público ele entra em contato com com esse material e professores o brandon essa relação
com o público pessoa essa é a tem cidade de uma forma mais intensa e o público entende participa mais nessa integração e de poder até questionar o trabalho de uma arte como o seu museu o arte contemporânea arte moderna sim eu acho que é um são respostas o que a gente busca do público o público atende mas a gente sente por exemplo nós temos setor educativo que tenta a atender um universo muito grande de públicos específicos e que faz isso com a de um profissionalismo muito muito grande ea gente percebe que os públicos respondem tanto
que quando nós oferecemos cursos livres todos estão sempre lotados por mais que a gente ofereça abra vagas nós não conseguimos atender todo mundo que nos pede atenção mas eu queria talvez destacar e ponto há sim é que a usp tem um conjunto excepcional de coleções se você for somar todas as coleções que nós temos que vão desde da paleontologia até arte contemporânea passando por todos os segmentos da cultura material é um conjunto inigualável eu não conheço universidade e venha um conjunto tão potente quanto que nós nós sonhamos a gente luta com tudo o que você
falou de reconhecimento sustentabilidade a gente também luto internamente na universidade é essa a nosso papel na usp não está pacificado a nossa maneira de tratamento também não está ainda completamente resolvida nós temos desafios muito grandes então eu acho que é importante até a nossa presença aqui hoje nesse diálogo é um diálogo dos museus com a une próprio universitário dos museus e coleções e num distinção isso porque tem muitas coleções em departamentos não só coleções históricas que tratam do documento daquele departamento daquela unidade mas também coleções que são advindas de pesquisa material de pesquisa gerado por
coleções então se você somar isso tudo no patrimônio da universidade tem é inigualável mas poderia ser melhor valorizado de que maneira o professor porque nós não foi valorizado em boa forma com adequado o melhor são razões históricas realmente os museus a maioria dos museus da usp nasceu fora da usp cem foram incorporados o papo maxwell próprio macaé 1 é um deles e entraram na usp quando já existe um departamento da cnis temas são sempre houve uma certa dificuldade de integração mas que a gente nunca parou de lutar e é uma luta cotidiana e que ainda
não está resolvida eu acho que isso é importante deixar consignado que crescemos junto a uma foi uma missão pela frente é pra ilustrar sua lógica z é uma é uma expressão do próprio sobrando uma luta cotidiana uma missão a ser cumprida mas que está caminhando quer dizer até para a aceitação por um entendimento e talvez aquela coisa que muito embora possam perguntar de uma forma é correto ou não o ponto universidades e de museus é isso ou é o da cidade é isso que nós fazemos assim bastante contínuo próximo eu acho que quando tudo isto
faço é quando eu quando nós tratamos aqui do pará que servem essas coleções ou de que maneira ela transita nesse tripé que é da universidade já fica muito claro é que nós temos a contribuir que não somos uma duplicação daquilo que é produzido no departamento e que é temos a contribuir de uma forma muito especial de ensinar e de produzir pesquisa né então eu acho que é isso que caracteriza uma universidade é porque é exatamente essa abrangência essa possibilidade é o que ela oferece aos seus alunos e aos pesquisadores dos vários departamentos né então eu
acho que esse reconhecimento é necessário é eu acho que essa missão assim como nós temos também essa missão voltada para o público também de falar que o museu não se reduz o mares positiva é que ele tem muito mais a oferecer isso eu acho que faz parte do nosso cotidiano do trabalho faz parte do trabalho né eu acho que quanto mais nós repetirmos isso é melhor maior será o entendimento e mais abrangente eu acho que existem iniciativas muito interessantes de levar exposições e falar com a própria área da reitoria nem que agora é uma área
dedicada tem uma área dedicada isso é um lugar muito estratégico porque por ali passam dirigentes de todas as unidades eu acho que são esses canais e essa oportunidade como esse programa e não é pra nós é muito importante é de continuar divulgando a importância e o incrível patrimônio que a universidade tem e nós velamos né sim sem dúvida que algum jogador ia almas elaborar a teoria significa isso ae a pesquisa não é só o espaço de exposição há todo um cuidado com uma preocupação e aí eu queria ampliar um pouco para além dos muros da
universidade quando falarmos de musa forma mais ampla o professor brandão comentou que o número de visitação ou de visitações está aumentando o que é uma boa notícia ainda estamos muito longe do que nós temos por exemplo museus da europa nessa gente pára para pensar nuno fica que teve 2017 8 milhões de visitantes quantos são franceses é esse o foco é ex até 11 rechear o que podemos fazer para tornar os museus brasileiros museus importantes da universidade fora dela focus interessantes para visitação do exterior também será atração turística é exatamente isso que a gente chega nunca
você vai encontrar todo tipo de pessoa do tipo de turista e posição efetiva já tenho vários franceses também mas mas a maioria provavelmente é estrangeiro o que podemos fazer para que o brasil seja um foco interessante isso é um caminho de mão dupla na eu acho que existe uma questão na educação na valorização do património da memória que em outros países já atingiu níveis mais desenvolvidas do que nós mas também o lucro por exemplo ele oferece para o seu público um serviço de altíssimo nível eu acho que os museus brasileiros ainda precisam também é melhorar
a maneira como trata o seu público perdão da expressão com óculos e acha uma profissionalização maior sincronização estão dentro desse universo 3.700 museus a gente ainda não tem uma quantidade muito grande de museus bem preparados então a maioria dos museus em cidades menores nos pequenos com pouca infraestrutura com acervos não muito bem cuidado então acho que nós temos ainda um caminho longo a percorrer para atingir determinado nível que a gente pode estabelecer o volto aqui o início da nossa nossa conversa nós temos uma política o senhor leva ao sla fechamos os chamo a polícia já
estamos quase no final do programa infelizmente passou muito rápido não só concorda para nós erramos é isso fechando esse círculo preciso uma política que na fase decisiva continuar continua o fluxo não é que eu acho que também a gente tem que pensar que museus né e toda é e toda a actividade cultural educacional ela faz parte de uma de algo mais amplo né então assim a gente precisa pensar o que são o que é a frança que a inglaterra que é o brasil acho que tem vários passos neto também relacionados à saúde à educação barraca
fica a educação fundamental à moradia que é o transporte e cidadania sofá ou então é faz parte desse quadro então assim no final de semana que os museus podem ser visitados pela população local como é o transporte público na cidade para facilitar a facilitação de onde estava falando da avenida paulista é sem dúvida nenhuma uma política de abrir a avenida paulista no domingo para a população foi fundamental para que os museus e as coleções localizadas ao longo da avenida paulista fossem conhecidas neto é muito importante que é muito importante então as coisas elas estão sempre
mas isso também escutou o dow jones a capa e se existem instituições que estão na avenida paulista se elas tivessem um proposto pra fechar a avenida paulista ela teria muita dificuldade pra mim sobrou de novo é uma política quem é gravíssima e algo que facilite a todos ea política como falou vocês falaram uma política constante costa concordia ela pode continuar essa segurança é exatamente que possa e se informar ovos o melhor forma público e noll e novas gerações que possam é uma preocupação grande com essa formação de público é uma preocupação nossa também diária o
que nos obriga a inovar sempre que são muitas as linguagens e que elas escapam só do espaço expositivo então acho que é lidar com outras linguagens também avançar na cultura digital então acho que essa tem uma um compromisso com a inovação que é um pouco indiferente a essa atividade o diálogo está chegando ao seu final queria agradecer mutismo a presença do professor carlos roberto brandão diretor do museu de arte contemporânea da usp o max ex presidente do instituto brasileiro de museus do ministério da cultura ea professora solange ferraz lima professora e diretora do museu paulista
da usp professores muito obrigado pela presença dos senhores aqui vai descendo agradeço também oportunidade o projeto muito importante muito obrigado e jogo de volta na próxima semana [Música] [Aplausos] [Música]