O que vem acontecendo é que cada vez menos eu separo a vida profissional de qualquer outra coisa. Na verdade, meu compromisso profissional é profissionalizar a vida. Isso quer dizer.
. . Em alguma maneira, eu acho que a gente tá muito amador na vida, e tá na hora de profissionalizar.
Tá na hora de ficar adulto. Eu sou a Ana, sou mãe e. .
. sou uma pesquisadora de uma mudança de paradigma da educação. .
. e sou uma apaixonada pela vida. Os filhos me trouxeram uma.
. . um outro olhar pra pensar e viver um processo, porque quando você já é adulto e você começa a fazer mudanças na sua vida o que passou passou e você tenta se relacionar com isso da melhor maneira possível onde.
. . você não vai recomeçar você vai continuar, só que você faz diferente.
Então, eu comecei o meu processo, o meu pessoal de mudança de paradigma, de tentar. . .
de tentar sair do lugar de que existe alternativas. Eu primeiro percebi. .
. eu tive uma. .
. um vislumbre do era o tipo de vida que a gente tem e vive só parei pra olhar isso, só prestei atenção nisso, não inventei nada. Aí eu comecei a criar alternativas pra isso.
Alternativas na alimentação, alternativas no modo de vida, alternativas com o trabalho. . .
às vezes na maneira de se vestir. . .
são alternativas que você acha que vão melhorando a sua vida, e vão mesmo. Aí eu. .
. sei lá que me deu o insight um dia eu falei assim: "E se não partisse desse ponto de partida? E se fosse para um outro lugar mais de base?
" E aí que eu considero a mudança de paradigma. Então eu posso ter. .
. Partir de um princípio e criar uma alternativa ou eu posso mudar o paradigma. Uma vez eu fiz uma pesquisa assim, eu tinha.
. . uns 30 alunos particulares e 300 alunos na escola.
Eu perguntei absolutamente pra todos eles, no mínimo eles tinham 18 e no máximo 70 anos. E eu fiz essa pergunta: "Se você não precisasse pensar em ganhar dinheiro ou trabalhar por algum tipo de obrigação familiar, o que você faria? Você sabe o que você faria só porque você fala, eu nasci pra pra fazer isso?
" Todos falaram "não sei". Você não sabe porque você praticou uma vida inteira de ausência de você mesmo. E nessa prática de ausência de você mesmo você não tem nenhum acesso pra chegar e falar assim "É óbvio que eu quero fazer isso.
" É não é "isso" profissão, é "isso" olhar, "isso" experimentação que de uma certa maneira vai te levar a uma profissão, ou vai te levar a alguma maneira de troca, de fazer recursos. . .
É engraçado, como eu comecei isso muito cedo, essa pesquisa comigo mesma, eu fiquei muito sempre atenta aonde é. . .
o que o meu olhar alcançava diferente das outras pessoas, e cada um tem um alcance diferente, e eu queria saber sempre qual era o meu alcance. Eu sou uma especialista em inventar profissão. Eu invento profissão pra mim mesma.
Eu nunca me adequei a uma profissão, eu sempre inventei. Hoje em dia eu inventei completamente um modo de exercitar os meus processos, compartilhar e ainda ganhar dinheiro. Então, eu acho que essa é a virada.
Parar de achar que você precisa se encaixar a uma profissão, ao mercado de trabalho, entrar em contato e perceber o que é singular em você. Você tem um alcance de um olhar que ninguém mais tem. Justo as pessoas que têm medo de sair daquilo, imaginando que quando ela sair, ela vai encontrar algo pior, e não, ela vai se livrar de um problema, ela não vai criar outro problema.
Porque assim, o a gente acha que é garantia, não tem garantia nenhuma. É uma grande bobagem. Alguém acha que tem garantia.
. . "Eu pago meu seguro doença ou seguro saúde, e isso me dá uma garantia".
De quê? De que você não vai ficar doente, de que você não vai morrer? Ou de que você vai ficar doente e vai ser atendido.
. . Também nem essa garantia te dá.
. . Essas garantias são absolutamente falsas, e a gente.
. . é convencional, é uma garantia convencional que a gente já se acostumou e fala assim "bom, eu chamo isso de garantia.
" Quando você faz a mudança e a mudança tá colada, na sua potência, naquilo que você nasceu pra fazer, naquilo que você. . .
que o seu olhar tá sendo. . .
privilegiado do que ele alcança, é a garantia absolutamente precisa. É a garantia absoluta. Não tem.
. . não tem tudo pode acontecer, porque qualquer coisa que aconteça, faz parte dessa sua experimentação.
Eu acho que a gente tem que se profissionalizar e sair da era da. . .
da irresponsabilidade, e tem que amadurecer e sair da era da infantilidade pejorativa que é isso. . .
que é falar "ah não, é meu limite. Ah não, isso também. .
. Ah, isso é difícil. .
. Ai, Deus me livre, ai. .
. Não é pra qualquer um. " É muito imaturo, então, eu acho que é desinvestir mesmo, o que não interesse e investir o que interessa.
Eu acredito que é o que mais vai surgir na lente de vocês. É. .
. pessoas se questionando pela imaturidade, pela irresponsabilidade, e quem tá fazendo a mudança fala assim, "Eu tô pronto pra assumir a maturidade, e eu tô pronto pra ser responsável pela minha escolha de vida.