É uma idosa foi expulsa de uma loja por ser velha demais. O que ninguém sabia era um motivo que a levou até lá, né? E aí?
Era uma tarde de domingo quando Esther, uma senhora de 81 anos e de roupa simples, entrou em uma conceituada loja localizada em um shopping da cidade de Baltimore, Estados Unidos. A loja era famosa por vender caro os produtos de luxo que iam desde bolsas de grifes a lingeries de marcas importadas. O público-alvo dessa loja sempre foram as mulheres entre 18 e 25 anos, aspirantes a modelos e executivas, não a senhora como Esther, vestida nos trapos que ela mesma costurava.
Era um objetivo bastante específico para estar ali, mas antes de se revelar, ela precisava ter certeza de que estava fazendo a coisa certa. Depois, os olhares dos mais preconceituosos vendedores logo caíram sobre ela assim que ela pôs os pés no saguão. Enquanto caminhava pelos corredores cheios de vestidos e sapatos valiosos, Esther sentia-se como se estivesse vivendo um filme e como se estivesse de volta à sua juventude, na época em que arrancava suspiros apaixonados por onde passava.
O que Esther não sabia era que havia uma câmera com as lentes miradas para ela logo acima de sua cabeça, enquanto ela tocava nos vestidos de seda e se imaginava dentro deles. O chefe de segurança da loja avisaria no rádio operacional: "suspeita no corredor 16, aparentemente uma mendiga. Talvez seja só uma louca, mas é bom tirar ela daqui antes que esconda alguma coisa debaixo daquela saia velha".
Esther Mendes sonhava que esse diálogo se desenrolava à sua volta e apenas admirava os belos cortes e panos, curtindo o som ambiente da loja, cujo próprio chão era dourado como ouro e luzia riqueza. Depois de mais de 20 minutos tocando as peças e selecionando as melhores de acordo com o seu gosto, estranhou que nenhuma das belas vendedoras se aproximou para atendê-la. Apesar do fato ter lhe incomodado bastante, Esther preferiu não dar muita importância a isso e simplesmente tirou um dos vestidos da área, começando a caminhar na direção do provador.
Foi nesse instante que a pior situação de sua vida começou a se desenrolar. O que ela estava prestes a passar nenhum dos seus pesadelos jamais havia chegado perto. Há mais ou menos dez passos do provador, uma dupla de seguranças avançou pelo corredor e a cercou com os braços cruzados.
"Onde pensa que vai com isso, vovó? " disse um deles. A situação parecia tão surreal que, a princípio, Esther não deu confiança, pensando que tudo não passava de uma brincadeira, e por isso prosseguiu.
O pior ainda estava por vir. "É um verdadeiro caso de despreparo", um dos seguranças ao vê-la passar ignorou sua presença e simplesmente a segurou pelo braço com tanta brutalidade que ela gritou de dor. "Você não escutou, minha amiga?
Sua velha, onde está saindo com essas roupas? " Mesmo com a dor no braço e os olhos cheios de lágrimas, Esther tentou ser o mais gentil possível com o rapaz. Ela olhou para o vestido que segurava e viu uma lágrima cair sobre a bela cor verde.
"Estou indo ao provador, meu filho. Gostei desse, vou experimentar. " Os homens a encaravam intrigados e, depois de olhar dela dos pés à cabeça, sua sandália simples e roupas feitas de tecidos baratos, os seguranças simplesmente começaram a gargalhar.
Eles riam da cara dela, como se ela tivesse contado algum tipo de piada. Com a resposta, Esther sentiu-se extremamente humilhada e um forte aperto no peito. Ela respirou fundo, pois sabia que se ela se importasse demais com a situação, seu problema do coração poderia atacar e ela ter complicações fatais.
"Não entendi o motivo de tantos risos, meus filhos. Tudo que eu quero é experimentar esse vestido. " A moça que segurava seu braço falou alguma coisa no rádio de comunicação e logo uma bela mulher começou a caminhar no corredor principal.
Ela tinha um belo sorriso e um cabelo loiro que se parecia com o dourado do ouro. A pele daquela moça era tão bonita e tão macia quanto a seda do vestido que Esther segurava. Até mesmo Esther admitiu em pensamento que aquela era uma das mulheres mais bonitas que ela já tinha visto fora da TV.
"Qual o problema que está acontecendo por aqui? " a moça perguntou assim que interrompeu seus passos. Esther olhou para os altos saltos que ela usava e abaixou a cabeça.
Quando estava prestes a responder, o primeiro segurança se antecipou: "Essa mendiga velha estava tentando roubar esse vestido verde. " As palavras daquele jovem homem foram como punhaladas no coração de Esther. Ouvir eles dizendo que ela queria roubar aquilo foi algo muito pior do que chamá-la de mendiga ou dizer que era velha demais para estar ali.
Eles não tinham ideia de quem ela era, não a sua vida, uma história, e simplesmente a julgavam pela atual aparência. Depois que tudo foi resolvido, mas até as coisas serem esclarecidas, Esther teve que escutar muitas outras humilhações. A bela moça se apresentou e disse que se chamava Kimberlly.
Ela se identificou como a gerente local daquela loja. "Muito bem, senhora. Entendo que essa é uma loja muito bonita e que os nossos produtos fazem as pessoas terem um sonho de princesa, mas infelizmente eu não posso deixar a senhora levar esse vestido.
Nem mesmo eu, que tenho o melhor salário dessa unidade, costumo comprar com frequência roupas como essa. Então a senhora já deve ter entendido que ele é muito caro. Por isso, quero que a senhora devolva a ele imediatamente, antes que eu chame a polícia.
" O mundo de Esther caiu e seu chão desabou. Por que motivo aquelas pessoas simplesmente preferiram julgá-la ao invés de atendê-la? "Moça, eu não teria entrado nessa loja se eu não quisesse isso.
Estou fazendo, por favor, peça para esse homem largar o meu braço e me deixar fazer isso! " Palavras de Ester foram ignorados, e com muito mais espanto, ela viu a gerente se aproximar e falar bem baixinho: "Por isso, surgiram largar logo esse vestido para que eu coloque no lugar. Escute aqui, sua velha, as pessoas estão olhando, e eu não quero sujar a minha imagem e a imagem dessa loja chamando a polícia.
Por isso, surgiram largar logo esse vestido para que eu coloque no lugar. Se eu for obrigado a ter que deixar policiais entrarem aqui para tirar à força, garanto que vou fazer o possível para que você passe os poucos anos que ainda te restam na cadeia. " Ester desabou no choro, e seus dedos simplesmente se abriram, fazendo o vestido cair no chão.
A gerente se abaixou, pegou a peça de roupa e a levou de volta ao cabide, enquanto seguranças a levavam para fora da loja. Ester chorava feito uma criança, sentindo toda a humilhação e os olhares ao redor apertar em seu peito e, quando a porta automática da loja se fechou às suas costas, ficou parada, sem acreditar no que acabara de acontecer. Aquele era para ser um dia feliz.
Ela tinha reservado amanhã para escolher um belo vestido e se preparar para a comemoração de suas bodas de ouro, e agora tudo parecia não fazer sentido algum, pois ela já não tinha mais ânimo para ir à manicure e pedicure, não tinha mais vontade de arrumar o cabelo no salão e, muito menos, usufruir da massagem que tinha reservado para mais tarde. Ester simplesmente começou a andar sem rumo pelo shopping até parar numa rua que ficava aos fundos e se sentar no meio-fio da calçada, onde chorou ainda mais. Ela estava se preparando para ir embora quando viu um belo Mercedes preto surgir no fim da rua.
No primeiro momento, o carro passou por ela como se não a notasse; depois, o carro simplesmente freou a alguns metros de distância e começou a dar a ré bem devagar até parar próximo de onde ela estava. Do carro, abaixou-se um homem de óculos escuros, que parecia ter aproximadamente uns 40 anos, e mostrou-se preocupado. "Meu Deus do céu, minha senhora, o que está acontecendo?
A senhora se sente bem? " Antes de responder, o homem desligou o carro e desceu para consolar a velha senhora. Mesmo vestido com um terno dos mais caros, ele sentou no chão ao seu lado e tocou em seus ombros, dando um abraço caloroso e fraterno.
"Vejo que a senhora não está passando mal fisicamente. O que aconteceu? Que mal te fizeram?
" Ester ainda estava descontrolada com seu choro e mal conseguia enxergar o rosto dele por causa das lágrimas. De qualquer forma, ela sentiu uma sensação indescritível de amparo quando ele a tocou. "Não é por nada, meu querido, agradeço por sua gentileza, mas já passou.
Não vale a pena se importar com isso. " O homem segurou suas mãos, e os dois ficaram em silêncio por um longo tempo até que a mente de Ester se acalmasse. Agora que seu choro se foi, "a senhora pode me dizer que mal é esse que te fizeram?
" "Eu não posso prosseguir o meu dia se deixar a senhora sim", disse o simpático cavalheiro. "Ora, o mundo não está completamente perdido. " Ester disse pouco antes de sorrir e contar os acontecimentos da loja.
O homem ouviu com total atenção, palavra por palavra, sem largar suas mãos. Ester contou sobre seu dia especial, que era o seu 50º aniversário de casamento, e que os filhos tinham feito uma vaquinha para que ela pudesse aproveitar o máximo que pudesse daquela data. Ela falou sobre a festa que aguardava no fim da tarde, sobre toda sua programação, e eles se deram tão bem que ela começou a contar sobre a sua vida.
Ela explicou que morava em um humilde bairro da cidade e que sempre viveu como costureira, trabalho esse que, por anos, fez a renda que levou à faculdade e à sua casa. Quando ela contou sobre um projeto beneficente na periferia, onde ela deu aula de costura por mais de 20 anos, o homem ficou em choque ao reconhecê-la. "Eu não acredito, Dona Ester!
" A princípio, Ester não reconheceu, mas no momento em que o homem começou a sorrir, ao mesmo tempo em que derramava lágrimas e beijava suas mãos, ela lembrou de um rosto alegre, no fundo da sala, na última máquina de costura, e como um milagre, o nome do menino surgiu na memória: "o Guinho. " E o homem confirmou com a cabeça e a abraçou tão forte que chegava a doer. Ele contou sobre como aquelas aulas de Dona Ester tinham sido o pontapé inicial na sua história de vida, falou que os aprendizados de costura que teve com ela o fizeram se tornar um ótimo alfaiate e que, então, passou a produzir os próprios internos, que logo viraram uma marca de grife.
Depois de contarem as histórias de vida um para o outro, o homem franziu a testa e perguntou qual era a loja do shopping que tinha feito algo tão ruim. Depois que Ester revelou o nome, o rosto do homem tornou-se vermelho de raiva, e ele se levantou furiosamente, não acreditando no que tinha acabado de escutar. "Não pode ser!
Não acredito numa coisa dessas! " Ester então entendeu que ele estava alterado demais para alguém que não tivesse relação com a loja. "O que houve, Hugo?
" Você conhece aquelas pessoas! Hugo então explicou que sua grife tinha crescido tanto que ele não produzia apenas externos, como também perfumes, sapatos e diversos acessórios femininos, e que naquele instante ele estava a caminho para renovar o contrato com a loja citada. Hugo colocou a senhora em seu carro, que, mesmo relutante, o acompanhou de volta à loja.
Hugo foi até a sala do presidente, rasgou o contrato bem em cima de sua mesa, dizendo que uma loja onde a política era baseada em preconceito não combinava com seus produtos. Quando saíram dali, Hugo levou. .
. Espera até o seu ateliê, onde une uma força-tarefa para produzir, em tempo recorde, um vestido de luxo feito especialmente para ela. No fim da tarde, ao pôr do sol, Hugo dançou uma valsa com Ester em sua festa de aniversário de casamento, esperto, e sentiu novamente linda, e a felicidade tomou conta de seu coração naquele dia especial.
E o que vocês acharam dessa história, amigos? Já presenciaram uma situação de alguém que foi julgado por sua aparência? Muitas das vezes existem grandes valores por trás de um rosto calejado.
Sem o talento de Ester, talvez Hugo jamais seria quem se tornou; e por isso o destino, um dia, proporcionou esse encontro quando ela mais precisava.