Eu sei que você trabalhou um tempo com o Paganoto também, veio aí ontem inclusive falou do senhor, falou que >> é o Paganoto é um grande amigo, >> falou que foi muito bom, trabalhou acho que 10 anos junto ele falou, né? >> Nós temos várias histórias, né? O >> falou junto e tal.
Hoje ele tem se destacado bastante na internet. Como é que tá? E eh como é que que vocês lembram aí da que que você traz de lembrança?
Porque ontem ele só teve elogios ao senhor. E você, que que você diria aí? >> Não, o Pagaroto é assim.
Chegou lá na rota, garotinho meninão. >> Meninão, meninão. Nem cabelo branco ele tinha.
Menino novo, >> meninão, veio lá, acho que do sétimo batalhão, se não me engano, né? Não sei se eu tô enganado. Eu tive o privilégio, cara, de trabalhar com esse rapaz, né?
Tive o privilégio de trabalhar com ele, né? Temos ocorrências maravilhosas, temos ocorrência de tráfico, >> é, >> temos ocorrência em resistência. >> Conta mais pra gente aí.
Vai, vai, conta aí. >> Ó, saímos do quartel, tem uma ocorrência bacana que nós prendemos um polícia. Ô louco, >> ladrão, bandido.
>> Caramba, >> por isso que eu falo Polícia Militar. Eh, sejam bem-vindos os garotos que querem chegar aqui. >> Sim, >> mas é assim, ó.
Não admitimos vagabundo aqui. O ladrão policial aqui, a PM, ela corta ele na carne, meu, né? Ele é mandado embora e vai pra cadeia.
Essa daí que eu que você me perguntou, eh, saímos do quartel num domingo de manhã, sentido zona leste, patrulhamento normal, zona leste, tal, >> matutina. Matutina. Matutina.
Pelotão da Matutina. Na verdade, estávamos procurando um lugar para tomar um café, porque o policial sai do quartel, sai da casa dele de madrugada, então ele 9, 10 horas da manhã dá uma fominha. Então tem que comer um lanchinho, tomar um cafezinho.
O policial tem que se alimentar, usar um banheiro, não é só ficar o dia inteiro correndo atrás de bandido, né? Pera aí, pô, né? Filho de Deus também.
>> Então nós saímos do quartel pela manhã e já estava, eu tava dirigindo a viatura, o Pagan do meu lado. Eu tô tentando lembrar a equipe que tava naquele dia, mas tá difícil, >> tá? E nós paramos num farol ali próximo da Avenida Rio das Pedras.
Parou um ônibus do meu lado informando, ó, os senhores estão vendo aquela moto com aqueles dois caras ali? Eles acabaram de roubar essas duas senhoras que estão no carro aí no fundo da viatura de vocês. >> Ô louco, >> tinha um carro com duas senhoras, é automático.
A rota trabalha que não um relógio, né? Eu me preocupei em dirigir para pegar a moto. O pessoal do banco de trás se preocupou em pegar a placa do carro.
que eu já estava saindo com a viatura, né? E o prefixo do ônibus que informou a gente desse roubo. E nós saímos sem ligar sirene, sem fazer show, sem fazer escândalo para pegar a moto, né?
Eu consegui, eu tive a a a felicidade de de conseguir alcançar e abordar essa essa dupla aí, né? >> Você que tava no piloto, >> é, eu sempre dirigi lá na rota. A minha surpresa da equipe aquele dia, que eu tô tentando lembrar quem que tava com a gente.
Paganoto tava comigo nesse dia. E a a minha surpresa na hora quando nós abordamos já veio uma arma com o ladrão, com o vagabundo, o garupa. Essa arma, na hora que sacou a arma do vagabundo, deu para ver nitidamente que era um Rossse cromadão que a PM tinha eles, >> certo?
Ross era o quê? 38, né? >> 38.
Eh, eh, quando separa os caras para começar a conversar, um dos caras já rachou. Sou policial militar. O outro ladrão procurado, a arma da PM na cintura dele, mano.
>> Roubando com a arma da PM ainda. >> O policial, Noia, Noia, ele rachou tudo pra gente depois. Noia, vagabundo, né?
Ele furtou a arma lá da companhia dele porque ele nem armado poderia estar mais, ele já tava cheio de problemas respondendo alguns procedimentos na PM, né? Ele furtou a arma lá da da da companhia lá que ele trabalhava e foi pro assalto com esse com esse ladrão. Ladrão procurado inclusive.
>> Caramba, >> né? Teve o azar, teve o azar de o ladrão não sacar aquela arma para nós, esse policial, né? Porque se ele saca aquela arma para nós, o policial tinha ido pro saco e o ladrão também, né?
Mas a rota ela trabalha em cima de defesa, da sua autodefesa. Então não houve um um um uma tentativa de injusto agressão. Vocês estão presos porque ele escolhe a maneira que quer vir o ladrão escolhe.
Ou ele vem em pé ou vem deitado. Esses dois resolveram vir em pé. Cana nos dois.
Um apoio chegou. Localizado as vítimas. São duas senhoras, todo mundo no DP.
Ladrão paraa cadeia comum. policial congedoria, exame de corpo delito e Romão Gomes. Acabou ocorrência por aí, recuperou os bens, tudo bacanão, tal, tal.
Passou algum período, passou lá uns, sei lá, uns dois anos mais ou menos, eu fui até o Romão Gomes a serviço lá da Rota. Nós fomos buscar alguns documentos lá, né? E passando, vamos lá no Romão Gomes.
Entramos no Romão cumprimentar um amigo, outro tal, tal, e formou ali um uns dois, três caras ali, inclusive aquele conhecido, cabo Bruno aí, né? Veio lá nos cumprimentar, tal, tal. E a gente não tem que eh virar as costas para ninguém, porque o cara tá preso, tá pagando o que ele cometeu lá, o crime que ele fez ou deixou de fazer, não sei.
A justiça condenou, ele tá lá, ele alguma coisa ele fez, >> né? Então eu não vou eu deixar de dar a mão para uma pessoa que vem me complementar, seja ela quem for. Estamos ali, eu tô vendo de longe assim uns 150 m para lá ou para cá, um cara me olhando, cara me olhava, me olhava, me olhava.
Eu perguntei para as pessoas que estavam comigo ali, falei: "Meu, tanto aquele cara me olha". "Você não lembra? " Falei: "Não, não sei, de longe, não sei nem quem é".
Chamaram o cara, ele chegou pedindo licença. Pô, com licença, com licença, coisa de preso mesmo, né? Lembra?
Aí eu lembro. Sen que me prendeu na moto lá no Rio das Pedras, assim, assim, assim, assim. Eu preciso agradecer ao senhor, agradecer aquela equipe daquele dia, tal, porque eu estou vivo hoje, poderia estar morto.
Eu sou evangélico hoje, casei, a PM me mandou embora. Daqui uns dias vou estar na rua, saí das drogas e vou tocar a minha vida, né? Se tiver vendo o programa, sabe o que eu tô falando, né?
Espero que esteje bem mesmo, né? Que não virou bandido de fato, né? E essa daí é uma das ocorrências que eu tava com o com o Pagaroto, né?
Teve várias, várias, várias, várias. Teve uma que, nossa, pode dar sequência aí. >> Lógico, você tá em casa, pô.
>> Teve uma que agora >> aquela lá foi aquela foi >> aquela foi incrível, cara. >> Proiche, Paganoto, Cabo da Silva e F Carlos. Boa.
>> Olha a equipe, mano. Zona sul de São Paulo. À noite, caindo à noite, já abordamos uma moto, produto de roubo.
Ah, é tudo que a gente gosta, né? >> Opa. >> É, moto roubada, vamos devolver lá o proprietário, tal.
Chamamos o proprietário, outra viatura vai buscar o proprietário, lá tem tudo uma sequência de ajudas, você não faz nada sozinho. Sempre falo isso, né? Aí uma outra viatura foi lá pegar o proprietário da moto, fomos até uma X delegacia lá na na zona sul, tal, apresentamos a moto, veio o proprietário, levou a moto embora, ganhamos mais um amigo, né, e um inimigo que é o bandido que foi preso, tal, terminou a ocorrência, demorou lá umas 3, 4 horas para fazer aquele flagrante, tal, estamos recolhendo, >> tá?
>> Vamos embora para quartel. E o pagan tava noivo a época ainda, >> novinho, menino novo, >> cão, meu molecão, noivo, né? Não vou falar o nome da esposa dele porque eu conheço.
Aí estamos vindo embora. A Silva, Chicão, F Carlos, eu e ele recolhendo. Vamos embora.
Tem uma coisa que a Rota gosta muito, é a famosa mãozinha. >> É, >> é aquele cidadão que vê um roubo, vê um uma situação qualquer e faz o quê? Vê a viatura, ó.
>> Sim. mete a mãozinha lá pra frente e um cidadão viu o taxista, viu a rotona passando e tinha presenciado um roubo a um supermercado. Os caras >> fresquinho, >> não, uma coisa novinha, cara.
>> Sainda, chapãozinho quentinho, >> combi lotada, combi carregada de mercadoria, >> caramba. >> E ela não tinha os bancos traseiros, então você imagina aqui do cheio de mercadoria e dois ladrão na Kombi, >> tá? Ah, meu, foi automático.
A equipe já anotou a placa do táxi como testemunha. Foi automático. Manobra que nem um louco e bu para cima da Kombi.
Pô, tá bordando a combi, desce todo mundo. É a mesma coisa que eu volto a repetir. Os caras escolheram o jeito que eles queriam.
>> Entendi, >> né? Jogaram duas armas, deixaram as armas lá dentro do carro e desceram e já deitaram no chão, cara. Todo mundo preso, todo mundo bacanão.
O Paganoto, aquele dia, ó, ele não chorou de cair lágrima, mas ele entrou num desespero, meu. >> Aham. Porque ele tinha compromisso com a esposa, com a noiva na época, a noiva esperando ela, ele na casa dele pronta, toda bonitinha, cheirosinha lá e ele e nós pegando o bandido, prendendo mais ladrão e voltando pro mesmo distrito.
Atrasou o compromisso? >> Atrasou, não teve. Nós chegamos no outro dia 10 horas da manhã no quartel.
>> Nossa, velho. >> Ele sabe o que eu tô falando. Ele deve lembrar disso.
Se ele vê, ele vai lembrar. >> Aham. >> Tem um é meu, trabalhamos bastante.
É um grande cara, um grande professor, não, um grande amigo. >> Ocorrência de droga pegou alguma >> com ele? É, >> [ __ ] pegamos Guarulhos que nossa, >> pouca droga.
>> Olha, eu não vou falar a quantidade assim se foi uma ou duas toneladas. >> Putza, mas é mesma. Era mais que 1 kg.
Fala assim, fala assim. Era mais de 1 kg >> dentro do quartel nós estávamos. >> Ahã.
>> Dentro nós estávamos recolhendo. Tava indo para ir embora para casa. >> Sim.
>> Nós temos um serviço de informação lá. O P2 nosso, cara. Aquele P2 nosso é de primeiro mundo até hoje, >> certo, >> né?
O cara para servir no P2 da base lá, ele tem que provar o que ele tá fazendo lá. E o P2 nosso, um oficial do P2 nosso, chamou, o Paganoto, chamou a gente, né? Chamou a equipe inteira, falou: "Ó, caiu uma informação aqui que numa casa lá em Guarulhos, chegou uma quantidade enorme de drogas lá.
Quer ir? " Falou: "Opa, >> o oficial do P2 poderia ter chamado, ter convidado, ter passado essa informação pra Vespertina que tava na rua. O ano turno, provavelmente já tava na rua, mas sabe o quanto nós gostávamos de correr atrás disso.
Foi direto nele. Aí armar, foi manobrar a viatura e vope para lá, para Guarulhos. >> Tchau.
Obrigado. >> Só que era no guia. Meu guia de mão, não tinha GPS, não tinha nada disso não.
Meu banco de trás já no guia, pá, achamos uma rua. Chegamos lá em Guarulhos. >> Inclusive tinha um maverique preto na história.
Você vê como como é coisa mais ou menos antiga. Apesar que tem bastante maverique na rua hoje, né? >> Sim.
>> Ainda tem alguns aí, os caras que gostam ainda tem. Chegamos lá, cara. ca para dentro da casa.
Nossa, meu, caixa d'água vazia, tudo cheio de maconha, os guarda-roupa, os quartos, sala, chão, tudo quant lugar tinha maconha naquela casa. >> Caramba, >> veio dois caras pra mão, uma arma, né? Aí tivemos que pedir caminhão emprestado lá para transportar aquela droga para pra delegacia lá de Guarulhos, né?
Inclusive nem foi para lá. Nós fomos direto lá pro Dedic ali na Zakn, né? Levou tudo para lá, né?
Foi dois caras armas e olha meu foi assim metade de um caminão de maconha nós pegamos lá com a informação do P2 isso aí >> com garoto. >> Caramba, metade do camião. >> Muita maconha.
Muita meu. Tinha maconha na na no forro da casa. Tinha umas caixas d'água vazia lá em cima de um telhado.
As caixa d'água tudo cheio de maconha. Guarda-roupa do cara. A casa fedia maconha ponta a ponta.
Meu casa fedia maconha de ponta a ponta.