Agora, a professora Daniela vai falar um pouco a respeito dessa sua experiência atual enquanto coordenadora do curso de Letras. É uma experiência recente que eu assumi. Agora, estou na coordenação do curso de Letras e é uma honra, porque estou ali trabalhando com os professores que foram meus chefes.
Então, é muito gratificante. Em relação ao fazer ali, ao dia a dia, ao cotidiano da coordenação, estou aprendendo muito. Na verdade, estou aprendendo bastante, principalmente com os alunos.
Eles me procuram quando alguma coisa está precisando de um foco, de uma dosagem de uma discussão; eles me dão as soluções também. Eu procuro deixar um canal bem acessível para que eles venham me consultar ou dialogar, e isso está sendo interessante. Eu tenho aprendido muito na questão de organização, em questão de, quando você acha que já pediu demais, eles promovem novas experiências.
Não, mas se a gente fizer isso também. Eu achando que já estava suficiente, por exemplo, no Elkann, a gente se reuniu, me reuni com os alunos, montamos as Semanas, duas Semanas do Elkann juntos. As propostas mais foram originadas das ideias dos alunos e, como eu achava que aquilo já estava suficiente, eles vinham com novas novidades; eles traziam, indicavam alguém, e aí foi maravilhoso.
Agora, a gente já está montando a 33ª Semana de Letras com a 38ª edição do concurso de melhor horário, e os alunos já estão a todo vapor, com mil ideias. As novidades serão gigantes. Muito bom!
E que o concurso literário tenha sucesso de novo, né? Quantos inscritos? 265!
Diversos países, principalmente Angola, principalmente Portugal e Brasil, com quase todos os estados, sendo 20 deles. É muito bom! E, logicamente, com a sua coordenação, você está sendo muito bem nessa condução do concurso e de todas as ações.
Realmente, não é porque a gente percebe você com muita alegria. Isso é fundamental! Você faz as coisas com muita alegria, então eles também fazem as coisas com muita alegria.
Então, a gente vai percebendo isso. Me dei conta um pouquinho também que você escreveu muita coisa a respeito também das técnicas pra dar aula, até a contação de histórias. Você também produziu textos próprios, jornais para congressos, né?
E mesmo com os seus alunos que você. . .
Olhe, Antônio, como doutora dentro do curso de Letras. Você conduzindo alguns jogadores nos seus trabalhos. Fala um pouquinho pra nós dessa questão, dessas experiências em que você vai vendo novas metodologias e vai propondo algumas ideias a respeito.
Então, quando eu procuro discutir novas abordagens, na verdade, sempre estão ligadas à formação docente. Então, se a performance, o brincar, são artefatos, isso está ligado à formação docente. Então, eu desenvolvo pesquisa, eu oriento algumas pesquisas de iniciação científica sobre o brincar nas aulas de Língua Inglesa.
E os orientandos geralmente se apaixonam pelo tema, né? Parece que o brincar é ali um artefato de educação infantil, não, de jeito nenhum! O brincar deveria, e ele pode, estar em aulas até do curso superior, como a gente já discorreu nesse momento, nesse dia.
Também desenvolvi pesquisas e orientações sobre a perspectiva sócio-histórica e cultural na sala de aula, que nada mais é que tratar o sujeito como protagonista do seu ensino-aprendizagem. Ele também é um ser que transforma o seu contexto e se transforma, né? Porque, historicamente, ele vai se redimensionando; ele vai aprendendo e sai modificado.
A mesma coisa que o teatro. A formação docente é quase uma atividade criativa, crítica, reflexiva, como a atividade do teatro. Muito bem!
E 20 anos, né, enquanto professora, doutora, mestra, com formação na PUC de São Paulo, Unisul. E você chega pra mim assim: "Como professora, quais são as maiores satisfações que você tem enquanto professora? " Olha, Roberto, enquanto professora, é constatar essa transformação do nosso aluno, que chega muitas vezes tímido, muitas vezes um pouco perdido, e ele vai experimentando não somente os teatros, as aulas de teatro, mas ele vai permitindo participar das atividades do laboratório, participar do Cineclube de Letras, e em algum evento com o professor da USP, PUC, e ele vai se constituindo.
Isso é processual; cada um tem o seu ritmo e leva o seu tempo. Tem alunos que se despertam muito rapidamente; é impressionante! E tem outros que, às vezes, no último semestre, não importa, mas isso é fundamental para o nosso continuar, não só fazer acadêmico, mas profissional na docência.
Muito bem! E sobre o filme na sala de aula, você já escreveu a respeito também disso. Essa experiência, como você encara então a utilização do filme para as aulas?
No caso, no seu principal, ele terá turma de língua inglesa. Nossa! A utilização de filmes é diária, quase todas as aulas a gente utiliza esse recurso, esse artefato cultural, para materializar um exemplo, para trazer um trecho que a gente queira trabalhar; é pra mostrar uma curiosidade ou pra comparar diferentes interpretações.
É um recurso riquíssimo, sim, com certeza! Tem alguma coisa que você gostaria de falar mais, assim, dentro do contexto da sua proteção, de agradecer? Gostaria de deixar uma mensagem, talvez um recado, um singelo recado: que ninguém desista da docência, porque há muita alegria, e é um trabalho que nos permite sempre estar em contato com os alunos, que são os alunos que nos despertam a vontade de continuar, de recriar, pra ninguém desistir da docência.
É, professora Daniela, eu posso dizer que quem tem orgulho de estar aqui com você hoje sou eu, né? É um orgulho muito grande, porque eu vi você crescer muito rápido dentro da Uniso, nessa sua vontade de aprender, essa vontade de estudar e de se doar. Isso sempre foi muito aparente.
Então, nós percebemos a sua evolução. As quais a gente às vezes compensava observando você. E é um prazer muito grande, realmente, tê-lo aqui hoje contando.
Porque a gente olha pra você e pela nossa, da possível, tão nova, e 20 anos já de experiência, grande adolescência, e se saindo tão bem, e já sendo a nossa coordenadora de cursos, né? É um prazer muito grande, uma gratidão, um orgulho muito grande de estar com você aqui hoje. E muito obrigado!
Até a próxima atração, a gente investe esses papéis, e até a próxima. À nossa gratidão a essa minha querida professora, mestra chatinha, enfim, essa personagem, essa educadora, de quem nós nos jogamos, nos orgulhamos tanto. Até a próxima!