[Música] [Aplausos] Olá sejam bem-vindos ao podcast Impacto social FGV nessa série de seis episódios você vai mergulhar no conhecimento produzido pela Fundação Getúlio Vargas que impulsiona o Brasil esse podcast é gravado no estúdio da FGV comunicação Rio está disponível no canal oficial da FGV nas principais plataformas de áudio e no YouTube se você se interessa pelo assunto gosta de espalhar conhecimento Não deixe de compartilhar também nas suas redes sociais e hoje eu tô aqui com André Andrade que é gerente executivo da FGV Projetos coordenador do programa de transferência de renda lá em Brumadinho em Minas Gerais André um prazer tá aqui com vocês conta pra gente o que é o PTR Eduardo é um prazer est aqui com você também é um podcast super interessante sobre iniciativas da fundação que tiveram Impacto social no ano passado todo ano a gente vem fazendo esse relatório da fundação que traz informação pro público Todo sobre o que a fundação faz muita gente nos conhece como escola eh nos conhece como geradora dos índices econômicos brasileiros mas pouca gente sabe do impacto na ponta que os projetos da fundação tem o PTR de Brumadinho né o programa de transferência de renda que atende não só Brumadinho mas todas as cidad do Vale do Rio Paraopeba que foram atingidas pelo desastre que ocorreu em 2019 em Brumadinho é um desses casos em que a fundação atua na ponta causando Impacto real na vida das pessoas e que Impacto é esse André quando teve lá em 2019 o desastre né as pessoas tiveram se modo de vida alterado perderam muitas coisas não só de bens materiais mas do seu próprio modo de viver da sua própria produção Econômica né suas próprias atividades econômicas locais né e quando foi feito o acordo eh uma das Reparações possíveis que essas pessoas vão receber é a reparação dessa perda do modo de vida desse Impacto sobre a forma como elas viviam por exemplo quem vivia do rio não pode mais pescar o rio é proibido pescar você não pode usar a água do Rio para rigar sua colheita você não pode plantar na margem do rio mais né você não pode passear de barco com a sua família para se extrair no final de semana você não poar seu neto a pescar né e outras coisas como religiões africana que usavam o rio como lugar de território de cerimonial também os povos originários faziam o mesmo não podem mais usar esse rio Então essa alteração no modo de vida levou a essa indenização chamada PTR ou programa de de renda que trazas pessoas uma recuperação mínima da dignidade delas né a partir de um pagamento mensal que elas vêm recebendo desde 2021 novembro de 2021 quando a fundação começa o programa né E que deve se estender ao longo dos próximos anos e até que o dinheiro destinado a essa reparação se esgote eh e quando você chegou lá em 2021 qual era o cenário que você viu é antes de 2021 existia um negócio chamado pagamento emergencial que era pago pela Vale do Rio Doce eh desde a época do desastre esse pagamento vha sendo feito as famílias eh que moravam até 1 km da calha do Rio Paraopeba eh No acordo esse acordo fo muito mais inclusivo esse acordo considerou como atingidas as pessoas que as comunidades estavam pelo pelo menos em parte at ter um k da cal Rio Paraopeba porque acontecia o seguinte era como passasse uma linha dividindo o território em volta do Rio e essa linha que era traçada nesse território dividia Às vezes o vizinho de porta do outro né Porque o o o o o o mapa né a régua a matemática muito precisa 1 km de distância dá no meu muro eu tô dentro o vizinho meu de porta e tem o próximo muro tá fora então essa essa matemática do emergencial foi situação que a gente encontrou no território e por isso a fundação teve que cadastrar as pessoas pela nova regra qual era a nova regra se a comunidade se aquele bairro estava pelo menos em parte dentro desse quilômetro do Rio todo mundo naquele bairro deveria receber então num situação de muita revolta por essa divisão social causada por essa margem de 1 km do Rio Mas também de esperança de pessoas que tinam expectativa de serem incluídas no programa Entendi então hoje o PTR ele é um programa mais inclusivo mais abrangente eh mas como é que é a construção disso como é que você chega porque é uma situação inédita né que o Brasil tinha nunca tinha vivido nada parecido com isso e E aí as instituições de Justiça eh em conjunto ali com com as comunidades e com a FGV construíram um programa que hoje é inédito e de certa forma referência para eh situações semelhantes que possam vir a acontecer né é o ponto de partida é o acordo né de reparação que é um acordo realmente inédito no Brasil ele é o primeiro acordo que traz uma série de elementos de reparação é que colocam realmente o atingido as pessoas atingidas no centro dessa reparação é o primeiro caso em que você tem um pagamento efetivo de uma reparação não quantificável né nos demais acordos anteriores nos demais casos anteriores você tem a reparação sempre do dano material né e da da Casa Perdida do carro perdido mas esse vai além ele cria esse programa de de renda né o PTR que traz uma reparação de um dano imaterial o dano à comunidade né e a reparação desse dano não só através de obras né de recuperação Ambiental de construção de espaços públicos né de hospitais de escolas mas também através do pagamento direto a essas pessoas Essa é a grande transformação desse acordo é interessante que esse acordo está influenciando outros acordos ele está influenciou o acordo de Barão de Cocais que contempla um PTR semelhante a esse eh está influenciando o acordo de tatia usu que deve contemplar um PTR semelhante a esse influenciou o acordo de macacos que também tinham através de renda dentro desse programa de macacos eh e disse que uma das demandas principais da comunidade em relação a renov ação do acordo de Mariana é que se inclu um programa semelhante então o sucesso do programa a gente consegue ver pela replicação dele ele vai sendo uma boa prática e como boa prática ele se replica em outros casos e é uma lição aprendida que essa é uma forma muito efetiva de reparação que realmente chega nas pessoas especialmente aquelas mais pobres que não foram reparadas bem materiais porque às vezes não tinham nada para perder ou tinham muito ou pouco para perder André e assim quando a gente fala de um programa dessa magnitude que é abrange diversos municípios ali da região a gente tá falando de quantas pessoas hoje beneficiadas Olha só São 26 municípios atendidos pelo PTR hoje na bacia do Paraopeba e do ti Brumadinho até três marias aesa de Três Marias lá ao norte n é uma estação geográfica imensa né e mais de 1. 000 pessoas atendidas hoje n a fundação recebeu esse programa em 2001 2021 desculpa com 98. 000 pessoas cadastradas recebendo hoje são mais de 130.
000 pessoas graças a essa inclusão social feita pela ampliação da área atingida n que atingiu os bairros de forma completa eh existem é claro cadastros aindo em andamento cadastros sendo analizados é uma situação muito difícil às vezes analisar esses cadastros porque você tem que examinar em em regiões que você não tem eh eh nome de rua né saiu outro dia uma pesquisa 30% do inços brasileiros não Poss numeração n então no interior is ainda é mais grave quando vai pra zona rural ali na região CCO né Eh você morar Nova de Minas você tem ali uma dificuldade de achar essas casas de saber quem tá dentro quem tá fora então continuamos cadastrando pessoas continuamos analisando requerimentos eh de inclusão do PTR né E a expectativa que a gente tem é que esse número supere 140. 000 pessoas e eu imagino que para atender um número tão grandioso de pessoas também a FTV tem que colocar à disposição uma estrutura enorme para fazer toda essa engenharia funcionar como é que é isso na prática a fundação tem muita experiência em atividades que grande porte né Como por exemplo o exame de ordem o Enem em que a gente atua no Brasil inteiro Então esse tipo de atividade pra Fundação já faz parte da nossa vida o que tem de diferente nesse programa é que ao contrário de uma prova que você vai lá e faz o Enem e aplica nemum dia né você sem ficar no território durante anos então para isso a fundação abriu cinco postos fixos de atendimento uma coisa inédita pra Fundação Abrir postos da fundação para atender a população diretamente né com com mesa de atendimento espaço de atendimento espera não é para que as pessoas possam lá se informar saber dos seus direitos e se tendo direito ao PTR poder fazer su inscrição mas também podem tirar dúvida sobre pagamento trocar conta bancária uma série de serviços direto da população que a fundação não estava habituada a prestar anteriormente e com o PTR de Brumadinho a gente aprende a prestar serviço direto a população aprende como atender esse tipo de de público que é um público diferenciado porque são pessoas atingidas por um desastre né que tem que receber a sua reparação sem que se refaça o dano a ela sem que ela precise passar por um novo processo de vitimização para que ela tenha acesso ao seu direito é e e é um momento complicado né um momento que a pessoa muitas vezes perdeu a sua casa perdeu sua moradia perdeu o seu sustento e que é preciso ter ali uma certa sensibilidade com a dor daquela pessoa né como é que é isso assim como é que é receber pessoas eh tão vulneráveis né No momento de tanta vulnerabilidade isso é Talvez um dos pontos mais importantes desse programa né é o cuidado com a pessoa atingida é como a gente preparou as equipes é que inclusive são compostas muitas vezes de pessoas atingidas né para receber essas pessoas de forma muito muito atenciosa eh fazer uma escuta tia dessas pessoas para que elas tenham voz para que elas se sintam ouvidas não é meramente cadastrar uma pessoa como você vai lá e faz um cadastro no banco para abrir uma conta né É você ouvir a história dessa pessoa entender de onde ela veio entender para onde ela vai entender a dor dela e ajudá-la a alcançar o seu direito então a fundação aqui ela trabalha apoiando as pessoas a terem acesso a um direito que é delas porque assim foi decidido No acordo judicial E por falar no no cadastramento né a FGV ela é responsável pelo pagamento Mas como que uma pessoa ela ela fica habilitada a receber o PTR quem é que determina que ela está apta a receber o auxílio essa essa é uma uma um ciclo com várias etapas a primeira etapa tá ali o cadastramento de pessoas atingidas que podem ser feitos ou nos postos da fundação nos cinco postos fixos ou nos nossos postos volantes é é bem legal isso Eduardo a gente tem equipes que rodam de carro e vão para bairros de estantes zonas rurais fazendas cadastrar as pessoas que não TM acesso aos grandes aos centros urbanos muitas vezes nessas regiões as pessoas pela sua baixa renda não possuem carro obviamente mas também sequer existe transporte público por sede do município então a fundação tem equipes volantes que vão pra casa dessas pessoas e vão para bairro de cada um vão ali na na igreja na escola e na praça mesmo ao ar livre cadastrar essas pessoas mas também pode ver cadastro pel nosso site né é fgv. br bptran necessária para pleitear o benefício uma vez feito esse cadastro uma outra equipe totalmente separada né trabalha fazendo a análise desse cadastro e vendo se essa pessoa tem os documentos necessários para se enquadrar num dos vários casos né Eh de direito do benefício se ela está p critério de território por exemplo quem morava naquela região a época do desastre ela tem que juntar uma documento entação são mais de 20 documentos possíveis que a pessoa pode juntar Para comprovar que morava lá declaração de escola do filho obviamente comprovante de conta de luz de gás eh mas também documentos do do posto de saúde existe uma ampla Gama de documentos que a pessoa pode juntar e uma equipe Analisa isso depois para garantir que essa análise foi bem feita tem um segundo nível de análise em que a gente Verifica a adequação dessa primeira análise e aí sim se ela passar pelo segundo nível de análise a documentação tiver correta ela tiver comprovando ali realmente que ela tem direito ao benefício a fundação envia uma listagem das pessoas que a gente considera aptas a instituições de Justiça as instituções de Justiça vão aprovar essa listagem e E aí sim ela passa a receber as pessoas falam muitas vezes que esse projeto processo é muito longo né Tem uma análise de um nível análise de outro nível instituição jas aprovando Por que que tem tudo isso porque esse dinheiro não é da fundação esse dinheiro não é da fundação de Justiça dinheiro não Justiça esse dinheiro das pessoas atingidas então nós pramos ter muita certeza de quem tá entrando para só deixar entrar quem realmente tem direito porque como o bolo é limitado e ele é dividido em outras pessoas hã cada vez que entra mais gente menor fica a fatia de cada um né é uma conta difícil de fazer então tem que ter muita certeza que eu tô deixando ganhar uma fatia de bolo aquele que realmente tem direito àquele bolo para não tirar dos outros perfeito Então você já falou que a gente conta com a parceria da FGV as e as instituições de Justiça que são a as as instituições que encabeçam esse esse programa Mas e a comunidade local assim você tinha você mencionou as igrejas Quais são as comunidades ali que ajudam eh nessa triagem né de quem de fato precisa receber e de quem não não tem o direito existem vários atores importantes nesse cenário né que tem nos apoiar ao longo todo o caminho e a gente tem uma grande parceria com todos eles primeiro ator importante são as attis assessorias técnicas Independentes que são As instituições escolhidas pelas comunidades para ajudar as pessoas atingidas a alcançar seus direitos não só no PTR mas em todos os outros anexos do acordo em que elas têm direito a algum tipo de reparação como por exemplo as obras que são realizadas em cada município as ateis vão ajudar essa comunidade a participar da escolha de que obra vai ser feita Então as ateístas é nosso parceiro principal no território nos ajudando né a entender as demandas da população trazendo essas demandas da população paraa Fundação Para que a fundação possa analisá-la de forma coletiva né interesses coletivos interesses individuais a gente Analisa é claro cada caso é um caso cada pessoa é um beneficiário Cada pessoa tem o seu direito individual de atingir o benef alcançar o benefício mas no caso dos attis a gente vai fazendo a análise de direitos coletivos por exemplo a inclusão de uma comunidade que não estava antes eh e a fundação fez um trabalho muito legal né baseado no trabalho anterior das attis de analisar o mapa da região para poder entender nessa ampliação do critério Quais são as comunidades que são incluídas né e a gente hoje tem as chamadas poligonais né poligonais são as áreas dos bairros atendidos pelo PTR nasce de um trabalho da das attis a fundação referenda esse trabalho em parte onde considera que o trabalho está correto Analisa esse trabalho propõe correções aesse trabalho e e também às vezes descobre até comunidades que não estavam nem na proposta da teis por exemplo em R5 né a região mais ao norte a fundação descobriu mais de 50 comunidades que a ti local não tinha nomeado paraa inclusão no PTR nós identificamos no mapa Vimos que ali existiam povoados existiam uma comunidade né muitas rurais dispersas mas comunidade geográfica bem definida com unidade de comunidade incluímos no PTR eh Após a aprovação da de Justiça então o caminho dessa inclusão passa pelas aí como parceiras para ajudar a identificar nidades e comunidades pela fund com o seu trabalho técnico e pela justiça é claro pelas de justiça que dá uma palavra final sempre então André a gente já tem o PTR em funcionamento desde novembro de 2021 como você falou de lá para cá Qual é a transformação que você Como morador da região que tá atuando ali no campo junto com as pessoas Qual é a transformação que você enxerga já naquela região eh da do do cenário de devastação lá de 2019 pro início em 2021 do programa e agora é já com alguns anos aí do benefício sendo pago aquelas pessoas eu acho que o mais importante são transformações individuais né eu lembro que até o presidente fala no relatório né que des movimento socioeconômico parte das pessoas o Presidente Carlos Ivan né Presidente Carlos Ivan nosso presidente da FGV né fala no relatório social né ah trabalhamos para as pessoas Estamos preocupados com as pessoas a fundação é voltada para as pessoas Então esse olhar para as pessoas que a gente faz de caso a caso se vê presente no campo a gente tem uma série de depoimentos é claro de líderes comunitários falando como o PTR transformou sua comunidade né a gente tem comunidade de povos originários cuja vida foi transformada pelo PTR porque eles saíam numa situação em que eles tinham perdido a fonte subsistência deles que era por exemplo plantia mandioca né a criação de animais na beira do rio eles não poderiam mais fazer e e passam a receber uma renda com o PTR e passam a desenvolver outras atividades como por exemplo a produção de artesanato para venda eh para fora né não fora não só fora do Estado mas também fora do país né então e essa esse dinheiro que entra se transforma em insumo paraa produção né gera matéria prima essa matéria prima é transformada pelo trabalho deles eles fazem essa venda eh comunidades como Shopping da minhoca eh que é um shopping muito interessante que existia na beira da rodovia em que as pessoas viviam da venda do mioco su que era usado pelos pescadores final de semana pescadores eh de recreação para pescar no rio se você não pode pescar no no rio você não vende mioco su eh esse shopping inteiro começa ter suas lojas fechadas e as pessoas vão ver de quê então o PTR para essas pessoas foi um alívio né porque garantiu para eles uma renda mínima independente da venda do mioco su que caiu muito movimento então eh eh o pessoal conta né que antes antes do do desastre havia fila de carro parada no shopping da minhoca nas barraquinhas para comprar minhoca su e hoje para um carro meia hora hora depois para outro carro uma hora depois para outro carro né você tem a competição entre os barraqueiros para ver quem atende aquele carro e antes a competição era entre os carros para ver quem conseguia comprar minhoca ou não porque faltava minhoca né então você tem uma mudança dinâmica Econômica essas pessoas com PTR tem a reparação dessa perda objetiva delas h de perder o seu sustento seu seu negócio em si onde trabalhava o pai a mãe o filho né É É muito interessante quando a gente vai para conversar com essas pessoas e dessas conversas nascem essas histórias que a gente fala como a gente transforma a vida das pessoas eu lembro uma conversa que eu tive com uma senhora no posto né que ela falou assim lá em casa recebo eu meu marido e minha filha de 7 anos né o dinheiro meu marido e eu Recebemos a gente gasta com as despesas da casa né mas o dinheiro que minha filha recebe vai pra poupança porque ela vai fazer faculdade um dia ah que legal esse tipo de história a gente recupera que a gente tenta contar do PTR né é história de pessoas que transformaram suas vidas a partir de bom uso desse dinheiro né partir da aplicação positiva pessoas por exemplo eh existe um caso numa comunidade ch pontinha uma comunidade quilombola da região n em que a a pessoa recebeu dinheiro e usou o dinheiro para investir para melhorar os seus salos de beleza né então tem uma série de casos interessantes de pessoas que mudaram suas vidas em que a gente observa como esse dinheiro né dado na mão de pessoas mais Humildes consegue dar para elas eh o estímulo necessário para que elas possam transformar as suas vidas as vidas das suas famílias e às vezes como no caso D sua mãe as gerações futuras legal e assim não existe um pouco desse trabalho também né que a FGV realiza de educação financeira né de conscientizar essas pessoas que o benefício ele é finito né Ele vai chegar ao fim em algum momento e que essa as pessoas quando chegar nesse momento eles precisam estar preparados para tocar a vida com com a sua força de trabalho com os seus recursos né a gente nunca pode esquecer que a fundação é uma escola e a natureza de escola da gente é compartilhar conhecimento para compartilhar conhecimento a gente precisa compartilhar conhecimento com todo mundo a fundação tem diversas iniciativas não só no PTR mas por fora do PTR de apoio Educacional inclusive em nível de segundo grau por exemplo que mostra que a fundação tá preocupada com o desenvolvimento das pessoas no PTR a gente começou as primeiras iniciativas de desenvolvimento de educação financeira né Eh primeiro numa aldeia de povos numa aldeia de povos originários né Eh cuja cacica nos demandou esse tipo eh de educação porque as pessoas estavam recebendo o dinheiro do PTR né e muitas vezes não sabem lidar com essa renda que chega vão fazer compra parcelada eh vão se individar no cartão de créd crédito e de repente esse dinheiro começa a virar um problema eh porque ele tem mais dívida do que receita porque não Às vezes as pessoas não entendem esse fluxo do dinheiro e não se entende crédito como dívida entende crédito como dinheiro no bolso então assim explicar a natureza do crédito a natureza do cheque especial natureza todas essas facilidades bancárias que a gente tem na vida moderna mas que podem nos complicar é muito importante então a fundação começou com essa iniciativa mas a gente também tem um outro plano né que é o plano para nossa fase dois do PTR e isso diz o seguinte assim que foi encerrado o cadastro de novos entrantes os nossos postos que são postos ho de atendimento de cadastramento vão virar postos de educação Ah que legal para fazer educação financeira na ponta para que as pessoas tenham a onde ir para tirar para assistir uma aula sobre educação financeira para se tirar dúvidas sobre educação financeira saber qual a diferença de uma poupança para uma pro CDB né eh como é que eu faço para guardar guard dar dinheiro paraa aposentadoria como é que eu faço guardar dinheiro pro meu filho pra faculdade como Aquela mãe tá preocupada zelosamente fazendo né eh como é que eu equilibro as contas de casa n coisas básicas que a gente precisa que a população brasileira como um todo não só a população do PTR precisa aprender excelente então assim você vê que o legado do PTR ele vai além de trazer de volta a dignidade dessas pessoas né a gente também com esse programa consegue olhar para o futuro né paraar essas pessoas para uma vida melhor para uma vida com as Finanças equilibradas né Preparadas para assumir uma posição de emprego seria isso André o legado do PTR o legado do PTR ele é mostrar primeiro mostrar que a reparação é possível e que a reparação possível precisa chegar nas pessoas que foram atingidas precisa ser individualizada a reparação coletiva é muito importante é claro realizar as obras eh fazer a drenagem dragagem do Rio retirar retirar a areia que desceu né tudo isso é muito importante mas a reparação também chegar em cada um em cada indivíduo que foi atingido é em cada um que tem lá a sua história para contar né E que sabe o que sofreu com aquele desastre Esse é o primeiro legado é deixar uma história de como se faz reparação tanto pro Brasil quanto para fora ensinar como boas práticas de reparação e a fundação tá sempre preocupada com a questão de boas práticas e falando em boas práticas né fica claro pra gente que o PTR é uma iniciativa de muito sucesso e que tá sendo replicada né você podia falar um pouco do PTR Barão de Cocais é o PTR Barão de Cocais é outro PTR que a gente passou a assumir agora nesse ano 2024 bão de coca uma cidade eh de 30.
000 habitantes tamanho semelhante a Brumadinho eh que em 2019 teve uma cm de alerta tocado de madrugada e as pessoas tiveram que esvaziar suas casas sobre medo né da barragem e zabar nesse caso então a gente não teve o rompimento da barragem né foi uma ação preventiva de evacuação da isso a gente não teve rompimento da barragem mas teve o pânico na sociedade como um todo que teve que esvaziar eh suas casas e sair correndo no meio da madrugada deixar tudo para trás muit dessas pessoas nunca puderam voltar para suas casas para recuperar suas coisas ficaram lá suas fotos suas roupas suas coisas de família porque o risco da barragem zabar ainda hoje é real ele ainda hoje se encontra no nível três que é o nível máximo de risco de uma barragem E aí quando você pega essas pessoas né e remove elas da sua residência né e você bota uma cidade inteira sobre risco né Eh a cidade inteira podendo sofrer risco deamento mesmo que você não esteja um caminho da Lama mesmo que você não venha até Tua Casa Perdida pela lama n o a cidade se destrói economicamente porque o turismo deixa acontecer os negócios param de acontecer num ambiente de certeza né você que tem um comércio você vai comprar um estoque você saber para quem vai vender você vai manter vai vai contratar mais funcionários sem saber se você vai ter clientela eh você vai abrir deixar o restaurante aberto né E você vai alugar quara da sua pousada para alguém porque tem um risco de barragem cair esses negócios todos são impactados por essa essa possibilidade da barragem cair ainda hoje ainda que hoje na área que a barragem vai cair não more mais ninguém né a cidade toda como um todo vive esse medo da barragem cair e vive sobre o impacto socioeconômico desse desse Risco Criado pela atividade de mineração na região é a gente entende que nesse caso a prevenção é melhor do que a gente correr o risco né a gente já o esse acidente de Brumadinho e que ele deixou aí algumas lições e para todo mundo né pra gente pro brasileiro como todo como sociedade né Então essa questão da reparação a gente entende que é muito importante que é fundamental e Sem dúvida nenhuma é o trabalho que FGV você lidera lá em Brumadinho tem feito a diferença e tem impactado bastante a sociedade como um todo né então acho que cumpre a missão da FGV né de promover o desenvolvimento das pessoas e de levar ainda mais longe o conhecimento como você falou né mesmo numa situação dessa a gente não deixa de ser uma escola e levar o nosso conhecimento adiante mais longe é a nossa missão é isso André é isso em verdade é isso estamos cumprindo missão da fundação né de promover o desenvolvimento Nacional foco nas pessoas apoiar que essas pessoas se desenvolvam o país se desenvolva né é o maior programa TR de renda da América Latina não tem nada parecido né a gente entende de que traçou Novos Rumos paraa política nacional eh de reparação em caso de desastres a própria lei promulgada ano passado né traz elementos dessa experiência de pradinho pro caboo legal brasileiro ou seja transformou a legislação brasileira para esses casos com base nessa experiência né os deveres de reparar os rel estados são muito eh baseados na experiência de Brumadinho e a gente entende que esse processo de reparação de Brumadinho é uma escola de como fazer mas também é uma escola do que não deve ser feito né é uma escola do que a gente aprender os riscos criados e cocais é um exemplo que você tem um Risco Criado que antes do desastre Todo Mundo Foi removido e tá sendo indenizado por essa remoção forçada ainda que as pressas e a gente precisa olhar também pro futuro e olhar para casos de barragens n e são vários em Minas que estão em nível três nível dois n que as pessoas vivem sobre aame do Risco O que fazer com essas populações nós vamos esperar que as barragens caiam né E vamos tirar essas pessoas de casa de madrugada sobre uma sirene correndo risco de vida ou nós vamos criar políticas nacionais que levem a remoção e relocação dessas pessoas para áreas seguras né mesmo problema dos centros urbanos a gente sabe que tem regiões de risco no Brasil em centros urbanos as pessoas vivem em situação de desabamento frequente vamos deixar essas pessoas nesses lugares correndo risco de vida nó vamos remover essas pessoas Acho que mos da vi da fundação é promover debate Nacional sobre vidas em risco né são mais de 1300 situações de risco pontos mapeados pelo Gover Federal que as pessoas vivem diariamente sobre o risco de desabamento eh o caso do do Rio do Sul nos traz outro exemplo disso né Eh até que ponto nós vamos ferar pessoas em situação de risco até que ponto pessoas viverem com a vida em risco é compatível com um país que quer ser desenvolvido não perfeito André a gente entende né a situação lá de Brumadinho né Foi um acidente provocado pela atividade da mineração e tem diversos casos já de de acidentes climáticos né provocados aí por eventos extremos como você citou no Rio Grande do Sul né mas os dois eles no fim das contas eles impactam as pessoas a vida das pessoas o lugar que elas moram o lugar que elas escolheram viver que elas ganham a sua vida né então sem dúvida que está preparado é é fundamental e e eu entendo que por tudo que você trouxe aqui compartilhou com a gente que a fundação tem colaborado eh de forma decisiva para que a gente consiga prevenir eh os desastres e quando a gente não consegue prevenir a gente sem dúvida consegue entrar e dar ali uma dignidade para as pessoas seja com um programa de transferência de renda ou com educação ou pesquisa né que é um um dos pilares aqui da fundação André Muito obrigado pela sua participação foi uma conversa muito legal consegui os entender melhor eh sobre o que é o PTR e como ele impacta as pessoas lá em Brumadinho Obrigado Eduardo e eu queria aproveitar e convidar todos vocês para conhecerem mais sobre o PTR de Brumadinho no nosso site fgv.