Eu vou aproveitar inclusive o relato e trazer para vocês a apuração. Eu conversei ontem, é importante vocês terem em mente o seguinte. Os depoimentos ontem foram presididos pessoalmente pelo ministro relator, o ministro Alexandre de Moraes e acompanhados pelos demais integrantes da turma.
Isso dá uma ideia de do tamanho, da importância do que aconteceu. E eu trago para vocês uma análise partindo desse personagem que o Eric Renelli tanto detalhou, o ex-comandante do exército Freire Gomes. Freire Gomes saiu menor do que entrou na sala de audiência ontem ao prestar o seu depoimento.
Porque na avaliação dos integrantes da primeira turma, que ouviram com muita atenção tudo que ele disse, ele tentou aliviar a barra pro colega de farda, pro colega que comandava a Marinha e que, como ele disse, a Polícia Federal e depois de ter sido repreendido, teve de confirmar ontem novamente, aderiu, disse que estaria ao lado de Bolsonaro quando o ex-presidente, então presidente em exercício, detalhava minutas plural em reuniões plural também. Isso tudo foi confirmado por Freire Gomes, onde ele buscava instrumentos de exceção, estado de sítio, estado eh de GLO, garantia de lei da ordem, para reverter o resultado da eleição. Isso tudo foi confirmado.
Apesar ali de ter muita espuma ter sido produzida por conta dessa tentativa do Freire Gomes de mudar as cores, diminuir o tom do que ele havia falado, eu trago para vocês a avaliação. integrantes da primeira turma dizem que assim, Freire Gomes confirmou as reuniões, confirmou que foram reuniões plural, que elas eh previam sim instrumentos de exceção, que ele e o comandante da Aeronáutica se colocaram contrários e que o comandante da Marinha ficou ao lado de Bolsonaro. Para vocês entenderem a gravidade do que tá sendo, do que foi dito ali, integrantes do Supremo fizeram questão de ressaltar aqui pra gente, e você vai ler isso lá no blog, QR Code tá aí, que o que o ministro, perdão, o que o general Freire Gomes relatou vai além do que a ditadura de 1964 ousou fazer.
Veja o que ele disse. O general, essa é uma avaliação de um integrante do Supremo, tá? O general confirmou que a minuta foi apresentada várias vezes e que ela foi lida na frente do Bolsonaro.
O documento, ele também confirmou, previa até a prisão de integrante do Supremo, o que nem a ditadura de 1964 ousou fazer. Segue esse integrante do STF. Na ditadura, só foram caçar caçar três ministros do Supremo em 16 de janeiro de 1969, depois do A5.
Caçar, ele ressaltou. E ali eles já estavam consolidados no poder. O Freire Gomes tenta aliviar a situação do almirante Garnier ao dizer que não poderia interpretar o que que o colega quis dizer quando eh afirmou que estaria ao lado de Bolsonaro.
Mas assim, pros ministros, o essencial não muda. Pelo contrário, veja como o a performance do ex-comandante do exército acabou comprometendo a imagem de legalista que ele próprio havia construído quando prestou depoimento à Polícia Federal. Veja a avaliação de um outro integrante da turma.
A impressão é que só não aderiram ao golpe por dois motivos. viram despreparo e desespero na liderança do Bolsonaro e dois perceberam que o judiciário resistiria até o fim e que precisariam prender ou matar ministros.