Olá pessoal os alunos sejam muito bem vindos a mais uma aula da nossa disciplina a cosmovisão reformada desde a metade da aula passada nós temos ingressado no segundo grande bloco de estudos da nossa disciplina que é o bloco de articulação da cosmovisão reformada Como eu disse lá no começo a nossa disciplina teria dois grandes blocos de estudo o primeiro um bloco mais conceitual cujo objetivo era definir o que nós entendemos por cosmovisão desde a consideração que nós haveríamos de fazer sobre a origem do conceito e seu desenvolvimento até mesmo chegando a uma definição proposicional desse
conceito que foi o que nós fizemos nas duas últimas aulas nós terminamos essas aulas definindo cosmovisão como a nossa malha hermenêutica como a lente através da qual nós interpretamos a realidade enquanto o indivíduos criados à imagem semelhança de Deus Nós seres humanos não apenas experimentamos a realidade mas nós a interpretamos nós buscamos o seu sentido o seu significado e nós o fazemos a partir daquilo que nós temos chamado aqui de cosmovisão em outras palavras o nosso contato com a realidade ele é um contato mediado por aquilo que a gente chama de visão de mundo ou
de cosmovisão nosso objetivo desde a metade da aula passada tem sido agora perguntar a nós como é que um cristão deve encarar a realidade a luz de uma tradição da tradição reformada ou seja nós queremos compreender como é que alguém que se afirma um cristão a encarar a realidade e reagir a ela em termos de cosmovisão Queremos nos perguntar Quais são as crenças fundamentais que devem reger a maneira como um cristão encara a realidade e responde a realidade ao seu redor dissemos na aula passada que pretendemos fazer isso aqui no nosso curso é inicialmente Considerando
o modo de articulação narrativo Lembrando que segundo os autores que trabalham com esse modelo o modo narrativo de articulação de cosmovisão ele tem uma estrutura comum ou seja ele é um esforço por expressar através de uma grande história de uma meta narrativa a maneira como os cristãos devem crer e ela faz isso considerando três grandes cenas fundamentais que compõem essa história a cena da origem a cena que busca lidar com as distorções da realidade e a terceira e última cena que lida com a solução para os problemas da realidade ou seja estruturalmente falando toda cosmovisão
tem consciência de que a realidade tem uma origem que determina a sua natureza toda cosmovisão tem a consciência de que a realidade foi distorcida por alguma razão ou está distorcida por alguma razão e toda cosmovisão tem também a consciência de que a alma uma solução para esses problemas defende a expectativa o trabalho com a expectativa de que essas distorções da realidade elas podem ser solucionadas de alguma maneira Tudo começa portanto na cena que diz respeito a origem a origem da realidade eu diria que nunca desrespeito a esse ponto Nós também deveríamos reconhecer uma espécie de
hierarquia entre as crenças ou entre as ideias a nossa crença sobre as origens ela determina a nossa crença sobre a natureza da realidade e a nossa crença sobre a natureza da realidade vai impactar ou influenciar todo o restante das nossas convicções ou para tentar tornar isso aqui um pouquinho mais simples a resposta que nós oferecemos a pergunta como tudo começou como é que a realidade veio a existência é determinante da resposta que nós oferecemos a pergunta o que é realidade é qual é a natureza da realidade o que é de mais importante nela e a
maneira como nós respondemos a essa pergunta por sua vez é determinante de tudo mais que nós é consideramos ou da maneira como nós se interpretamos tudo mais e atuamos na realidade ao nosso redor Então a partir de agora nós pretendemos lidar com a ideia Cristã de origem esse é o nosso objetivo responder a questão como é que um cristão deve encarar a realidade no que diz respeito a sua origem e a natureza da realidade e apresentar das implicações maiores de ser um cristão coerente ou consistente No que diz respeito à crença quanto as origens mas
como o assunto é relativamente complexo o assunto de discussão é quando nós discutimos essa questão das origens nós sempre estamos entrando em um terreno polêmico eu quero fazer alguns esclarecimentos aqui introdutórios quanto a maneira como nós vamos lidar ou como nós vamos tratar com essa questão eu quero começar dizendo que tem uma percepção Posso estar errado mas eu tenho uma percepção de que a doutrina da criação que é a maneira como nós podemos nos referir a crença Cristã a respeito das origens é uma crença que ou é uma doutrina que não recebe a atenção devida
no meio ou entre os evangélicos brasileiros eu acho que nem de longe nem de longe a reflexão a respeito da doutrina da criação ela é tão frequente entre nós Quanto o São A reflexão a respeito da doutrina da queda e a reflexão a respeito da doutrina da Redenção sempre que eu falo sobre isso eu faço um teste e eu pergunto as pessoas quantos sermões expositivos elas já ouviram em Gênesis capítulo 1 ou em Gênesis Capítulo 2 e é sempre assustador perceber que eventualmente no meu auditório o auditório para quem às vezes eu falo a respeito
desses assuntos a pessoas que nunca ouviram um sermão sequer em Gênesis Capítulo primeiro ou em Gênesis Capítulo 2 às vezes eu pergunto também de quantos cursos de escola dominical ou de quantos acampamentos as pessoas já participaram cuja temática era a temática da criação e eu não me refiro aqui aquelas ocasiões em que nós somos infantis não é crianças e por ocasião da escola dominical Nós aprendemos a respeito dessa doutrina eu digo isso porque isso acontece com frequência enquanto as pessoas são pequenas a doutrina da criação é muito ensinada na igreja para as crianças mas eu
temo que nós imaginamos que este é um assunto que deve ser ensinado exclusivamente para as crianças e não para os adultos visto que quando Nós entramos na idade adulta parece que nós não não voltamos ao texto de Gênesis 1 a doutrina da criação para trabalhar essa doutrina com a intensidade que ela que ela merece veja eu não quero ser Cata né Eu não acho que haja uma catástrofe aí até porque a gente não fala de um assunto Apenas quando ele é o tema principal da nossa reflexão não é e nesse caso eu suspeito que em
várias ocasiões quando nós estamos enfocando elementos relacionados à queda e elementos relacionados a redenção nós até trabalhamos com a criação como plano de fundo ou como background da nossa análise então às vezes embora o nosso ponto de partida seja a queda seja a redenção a gente acaba retornando algumas vezes para tratar da doutrina da criação mas eu acho que a baixa frequência com que essa doutrina se torna o tema principal a testa aquilo que eu acabei de mencionar não é eu acho que isso é um indicador é pelo menos da falta de consciência que um
ambiente evangélico parece ter da importância da doutrina da criação mas há uma outra coisa que me preocupa na tratativa da doutrina da criação entre nós é que é além de não ser muito frequente quando a doutrina da criação se torna nosso objeto de reflexão ou nosso objeto de estudos quando a temática da criação é trabalhada Entre Nós frequentemente isso acontece de maneira equivocada nós o fazemos pensando de maneira de maneira reducionista refletindo a respeito da implicações científicas da narrativa de Gênesis 1 ou com a finalidade de matar alguma das nossas curiosidades e outras palavras além
de ter a impressão de que a doutrina da criação é pouco trabalhada entre nós cristãos evangélicos eu tenho a impressão que na grande maioria das vezes em que nós lidamos com essa doutrina nós o fazemos ou com uma preocupação apologética reducionista ou com uma preocupação de sanar algumas curiosidades que não são fundamentais o que que eu chamo de uma apologética preocupação apologética reducionista basicamente é Aquela nossa tendência que a tendência que nós temos de ler Gênesis 1 e 2 no contexto da polêmica entre Darwinismo e criacionismo ou criacionismo e evolucionismo como se Moisés tivesse escrito
acerca de 150 anos atrás com a finalidade de contrapor de maneira direta O materialismo darwinista o escrito né de Charles Darwin em a origem das espécies O que é obviamente um anacronismo exegético Moisés não escreveu com esta finalidade imediata embora aquilo que Moisés dizem Gênesis Capítulo 1 e 2 pode ter implicações significativas para contraposição ao materialismo e as curiosidades que eu tenho em mente aqui são curiosidades tais como Qual é a idade da Terra se a Terra é uma terra jovem ou se a Terra é uma terra velha ou se os dias da criação sete
dias eles são Dias literais Ou eles são dia fictícios ou pelo menos simbólicos Talvez seja a palavra melhor se eles são um dia sequenciais ou se existe um dia ou Dias entre eles e a mais importante de todas as curiosidades que é se a serpente começou a rastejar depois da queda como Afinal a serpente se locomovia anteriormente vejam irmãos eu não ignoro o valor da apologética científica aliás eu estou bastante consciente dos malefícios que o materialismo darwinista causou não apenas ao desenvolvimento científico mas também a vida social como um todo se eventualmente você quiser ler
alguma coisa nessa direção há um texto organizado ou escrito pelo Dr John West chamado chamado Darwin day in American que mostra como o materialismo darwinista Ele está na base de grandes problemas culturais que a nação norte-americana é enfrentou nos últimos anos então eu estou bastante consciente dos males acadêmicos e sociais que foram causados pelo materialismo darwinista e eu acredito aqui enquanto apolojetas nós precisamos nos contrapor a essa mentalidade materialista que foi veiculada por Charles Darwin e pelos escritos evolucionista ao mesmo tempo eu não ignoro o valor de matar a nossa curiosidade a um provérbio bíblico
lá em provérbios Capítulo 25 verso de número 2 que diz que a glória de Deus é encobrir as coisas mas a glória dos Reis É esquadrinha-las eu gosto desse provérbio porque ele ele parece mostrar que assim como um pai se alegra nas descobertas feitas pelo seu filho Deus também se alegra com as descobertas que nós fazemos a respeito do mundo que ele criou da história da realidade na qual nós estamos inseridos não eu creio que matar a nossa curiosidade também tem o seu lugar e eu não estou dizendo que seja necessariamente ruim fazer isso o
que eu estou dizendo é que frequentemente nós reduzimos a nossa abordagem da narrativa da criação a essas discussões ou a discussão da apologética científica ou discussões relacionadas a nossa curiosidade e quando isso acontece nós ficamos com menos do que aquilo que o texto ou a narrativa bíblica deseja nos oferecer com menos do que a narrativa bíblica deseja nos dar porque e agora permita me dizer como eu compreendo o objetivo central de Gênesis Capítulo primeiro aliás eu escrevi recentemente um artigo que foi publicado em nossa Revista acadêmica Nossa quando eu me refiro aqui a nossa estou
me referindo a escola onde tem o privilégio direcionar o centro de pós-graduação Andrew Jumper que lida exatamente com essa questão abordagem de Gênesis Capítulo 1 e eu entendo que o grande objetivo de Moisés ao escrever Gênesis 1 e 2 3 né os primeiros Capítulos de Gênesis é exatamente fincar os elementos fundamentais de uma visão de mundo ou de uma cosmovisão lembre-se do contexto de Gênesis 1 2 e 3 o povo de Israel aos leitores primários de Gênesis de Gênesis são os membros do povo de Israel que estavam saindo do Egito depois de 400 Anos de
Escravidão Imaginem quantas cosmogonias ou a quantas cosmogonias os judeus tiveram submetidos ao longo dos seus Anos de Escravidão Eles foram certamente educados em uma mentalidade forjada por textos babilônicos textos egípcios que procuravam oferecer algum tipo de explicação a respeito da origem da realidade Então já se circulava naquela ocasião textos como a epopeia de julgam mexer numa Elite que são mitos antigos que tem a pretensão de oferecer uma explicação a respeito da origem do Cosmos que tem como objetivo responder a essa pergunta fundamental que é como tudo começou o que mostra que essa questão é de
fato uma questão fundamental para a humanidade não fosse assim nós não teríamos textos tão antigos discutindo essa questão tão importante o fato de termos cosmogonias antigas tentando oferecer explicação para a origem da realidade mostra que esta É de fato uma questão fundamental determinante na maneira como o ser humano enxerga a realidade agora imagine que o povo de Israel está saindo do Egito indo em direção à Terra Prometida onde ele vai se estabelecer como nação debaixo do governo e do senhorio do Senhor uma das coisas mais importantes para esse povo é que ele compreenda a sua
verdadeira origem e esta é a finalidade de Moisés Moisés está em Gênesis oferecendo ao povo de Israel que está saindo do Egito uma visão correta adequada a respeito de como tudo começou como que é finalidade dentre outras a finalidade de que o povo se estabelecesse como nação de maneira a promover a glória de Deus e o bem do próprio povo que são dois lados de uma mesma moeda como nos diz por exemplo a primeira pergunta do breve cadismo né que o fim principal do homem é glorificar a Deus e se alegrar nele para sempre ou
gozar para sempre vejam imagina em que o povo de Israel se estabelecesse na Terra Prometida com base nas visões que eles tinham a respeito de origem Eles teriam muita dificuldade de glorificar a Deus e de promover uma sociedade que redundasse no bem-estar do próprio povo naquela terra eu digo isso porque as cosmogonias antigas elas fundamentam o princípios que não conduzem necessariamente a um estilo de vida que glorifica a Deus e alcança o bem-estar comum permita-me aqui apenas alguns exemplos dois nas cosmogonias antigas na grande maioria delas é o que acontece por exemplo na cosmogonia babilônica
a realidade o Cosmos ele é o produto de um conflito entre diferentes Deuses ou seja os babilônios eram politeístas eles acreditavam na variedade de divindades e acreditavam que a realidade surgiu através de uma batalha entre deuses diferentes representantes de princípios diferentes no caso da cosmogonia babilônica A Batalha teria sido entre Marduque e tia Matte uma divindade relacionada ao princípio masculino outra divindade relacionada ao princípio feminino uma mais relacionada à Terra outra mais relacionada a água uma mais relaciona da ordem outra mais relacionada ao caos e a realidade teria surgido através de uma batalha ou através
de um conflito entre esses dois Deuses permita-me fazer uma pergunta que tipo de sociedade você acha que pode surgir de um grupo de pessoas que tem uma visão a respeito da origem que naturaliza o conflito Você acha que a gente tem a tendência de que uma sociedade pacificadora pacífica e pacificadora suja de uma mentalidade como essa deixa eu dar um outro exemplo na cosmogonia babilônica quem é o ser humano o ser humano é um ser de segunda categoria criado para fazer um trabalho sujo que os deuses não queriam fazer os deuses estavam para criar uma
cidade a cidade da Babilônia Mas eles chegaram à conclusão de que tinha um trabalho que era um trabalho sujo demais para a divindade então eles criam o ser humano com a finalidade de que eles pudessem realizar esse trabalho sujo que os deuses não queriam realizar agora permitem uma outra pergunta Que tipo de visão a respeito do homem ou Que tipo de sociedade Que tipo de relacionamentos surgiriam de uma sociedade que concebe o homem não como um ser que tem dignidade natural ou dignidade inerente mas consegue o homem como um ser de segunda categoria criado para
um trabalho sujo que os deuses não quiseram realizar perceba a diferença entre a cosmovisão babilônica a qual os a cosmogonia babilônica que naturaliza o conflito em termos de cosmovisão que Não afirma a singularidade do ser humano em relação a outros seres pelo contrário tem uma visão depreciativa do próprio ser humano e não uma visão uma visão que valoriza e fica o ser humano perceba a diferença entre esta visão essas cosmogonias ou esta cosmogonia e a visão de origem que é dada em Gênesis capítulos 1 e 2 em Gênesis 1 e 2 a realidade não surge
por meio de um conflito entre diversos Deuses ela surge por meio da Ordem do comando completamente absoluto e soberano de um único Deus pessoal não há conflito O que há é uma organização pacífica que Deus realiza por meio da sua palavra em Gênesis Capítulo primeiro o homem não é uma criatura de segunda categoria criado para realizar um trabalho que os deuses não querem realizar o homem é imago dele ele é criado a imagem e semelhança de Deus tem portanto dignidade o ponto de partida Ele é Digno pelo fato de ter sido criado a imagem e
semelhança do Criador que Moisés está fazendo ao apresentar essa esse relato de origem Moisés não está primariamente interessado em oferecer para nós uma visão a respeito da idade da Terra uma visão a respeito de se os dias eram sequenciais ou não sequenciais de 24 horas ou não como é que a serpente fazia antes da queda essas não são preocupações primárias do relato de Gênesis 1 2 e 3 a preocupação do relato é oferecer as Estacas fundamentais de uma visão de mundo a partir da qual o povo de Israel deveria enxergar a realidade e se organizar
enquanto uma nação na Terra Prometida Esse é o alvo primário do texto e é claro é também Alvo do texto oferecer para todos os servos de Deus que vieram depois uma visão adequada uma visão correta a respeito das origens capaz de animar uma vida no mundo que corresponda a glória de Deus e ao bem do ser humano e da própria realidade criada eu tô dizendo tudo isso apenas para explicar que nós vamos nos aproximar do relato da criação com esta finalidade não com a finalidade de matar nossa curiosidade a respeito de algumas coisas não com
a finalidade de fazer apologética científica embora seja importante essa questão não é o que nos interessa neste curso o que nos interessa nesse curso é compreender Quais são as crenças básicas os pilares que devem ser cridos por todos os cristãos em todas as épocas e lugares a respeito da origem da realidade o que o cristianismo diz sobre como tudo começou de onde tudo vem e o que o cristianismo diz a respeito da natureza desta realidade como consequência da sua afirmação a respeito de como a realidade veio a existência então Este é o nosso objetivo ao
lidar com o relato bíblico ou relato cristão da criação e eu vou basicamente apontar três questões fundamentais ou três pressupostos fundamentais três princípios fundamentais da Visão Cristã de origem sendo que o terceiro elemento fundamental que eu vou apontar eu vou trabalhar com um pouquinho mais de calma tentando extrair dele algumas implicações importantes para a maneira como nós enxergamos a realidade Então é se tudo correr bem agora no tempo que nos resta Nesta aula nós vamos lidar com os dois primeiros elementos dois primeiros aspectos da crença cristã ou da cosmovisão cristã no que diz respeito à
origem da realidade e então na aula seguinte nós vamos lidar com o terceiro aspecto da cosmovisão cristã no que diz respeito às Origens Então vamos lá primeiro aspecto importante primeira coisa que eu creio nós devemos ter ciência para começar a falar da cosmovisão cristã é que a cosmovisão Cristã e a conclusão reformada enquanto uma uma expressão da cosmovisão cristã a mais consistente expressão dessa cosmovisão Na minha opinião ela é uma cosmovisão Ou seja que que eu tô querendo dizer com isso basicamente que eu tô querendo dizer é que o grande pressuposto da cosmovisão cristã é
Deus esse é o grande pressuposto interessante que a escritura ela não começa tentando provar que Deus existe ela pressupõe a existência de Deus a primeira afirmação da Bíblia é No princípio Deus ou na cabeça para a gente ser bem literal acontecido hebraico né na cabeça Deus ou seja o cristianismo começa com essa afirmação de que Deus existe teismo e ateísmo são obviamente dois pressupostos e o pressuposto Cristão por Excelência é existe um Deus quando James sairem vai falar a respeito da cosmovisão cristã lá no seu livro O Universo ao lado a expressão que o James
sai ele usa é teísmo cristão essa expressão que ele usa para denominar a cosmovisão Cristã é o teísmo Cristão veja o fato de ter isso não vir aí primeiro a ponta para o fato de que o grande pressuposto da cosmovisão cristã é o pressuposto da existência de Deus agora há um problema há um problema problema que é comunicado pelo francischer em uma de suas obras se eu não me engano o Deus que intervém veja que o francês fez dias a respeito da pluralidade hermenêutica do termo Deus ou Veja como ele ele afirma aqui neste parágrafo
como ao usar a expressão Deus nós precisamos ter clareza de que ela carece de alguma definição ele diz assim não há palavra menos dotada de sentido do que a palavra Deus ela não significa nada por si mesma trata-se somente de um símbolo linguístico como de qualquer outra palavra é a junção das letras aí né de e U E S até que ele atribuamos conteúdo isso é especialmente válido para a palavra Deus porque nenhuma outra palavra já foi utilizada para abranger sentidos tão absolutamente opostos não prova nada é preciso que você me atribua algum sentido a
palavra Deus em si não é a resposta ao problema filosófico da existência mas atenção a isso o conteúdo judaico Cristão atribuído a palavra Deus no antigo e novo testamentos este sim vai ao encontro da Necessidade daquilo que existe a existência do universo em sua complexidade e homem enquanto ser e o homem enquanto ser humano Ele termina aí com a seguinte questão qual seria esse conteúdo Então veja o que é que o shape ou a questão para qual chefe está nos chamando a atenção aqui existem diferentes termos se o cristianismo é uma religiãoteísta é uma cosmovisão
teísta nós poderíamos dizer que o judaísmo ou o Islamismo também é uma Eu também são religiões teístas de modo que afirmar que o cristianismo é uma religião teísta não necessariamente distingue o cristianismo de outras cosmovisões é por isso que o James Fire ao nomear o cristianismo enquanto uma cosmovisão lá no Universo ao lado não fala apenas em teísmo ele qualifica o teísmo com o adjetivo Cristão é um tipo de teísmo particular é o teismo Cristão e a pergunta que nós deveríamos fazer então é qual é a singularidade do Deus Cristão em relação a outros Deuses
o que é que torna a crença Cristã em Deus uma crença distinta da crença que muitas outras religiões muitas outras pessoas que têm uma cosmovisão teísta também possui bem o doutor John frame em uma de suas obras a doutrina do conhecimento de Deus e também na obra a doutrina de Deus ele apresenta duas características que tornam o Deus Cristão singular em relação a outros Deuses Na verdade o que o Freio diz é que existem atributos quem geral aparecem separados em outros teismos ou na concepção de Deus de outros teismos ou no Deus de outras religiões
que no Deus Cristão ou na concepção Cristã de Deus aparecem conjuntamente Então qual é ou Quais são os primeiros atributos que em outros teismos aparecem separadamente mas no cristianismo aparecem conjuntamente então Ouça aí primeiro o que o John frame diz ele diz assim adeus pessoais no paganismo Mas nenhum deles é absoluto a Deuses absolutos no paganismo Mas nenhum deles é pessoal somente no cristianismo e em outras religiões influenciadas pela bíblia existe o conceito de um absoluto pessoal vejam então que o frame diz que uma das singularidades do Deus cristão é que o Deus Cristão une
duas características que em geral em outros teismos aparecem separadamente quais são essas características a aceita e a personalidade o fato de que Deus é o Deus Cristão é ao mesmo tempo absoluto e pessoal vejam que o John Freire disse que em geral os deuses de outras religiões ou são uma coisa ou outra e quando a gente olha para ela a gente percebe que é isso mesmo por exemplo pense no politeísmo grego os deuses gregos eles são pessoais então eles se relacionam com as pessoas eles têm uma vontade eles atuam Então os deuses gregos eles são
pessoais mas eles não são absolutos eles são sujeitos a limitações as mesmas limitações que os seres humanos estão sujeitos os deuses gregos na verdade são versões amplificadas dos seres humanos Então nesse caso a gente tem Deuses pessoais mas que não são absolutos pense agora no monismo oriental religiões como o budismo por exemplo no caso do budismo a gente tem um Deus que é absoluto não é mas esse Deus que é absoluto que é controlador de tudo e etc curiosamente é um Deus impessoal é uma força uma espécie de energia uma espécie de princípio mas não
é uma pessoa no caso do budismo o cliente ganha um inverso a gente tem um Deus que é absoluto que desfruta de aceitad mais um Deus que não é pessoal apenas no cristianismo E aí ele faz um adendo lá né vocês se lembram lá dentro que o John FM faz apenas no cristianismo e em outras religiões influenciadas pela bíblia que seriam as duas outras religiões de tronco abraâmico né o Judaísmo e o Islamismo todas essas três islamismo Judaísmo e cristianismo descendem de Abraão apenas nessas Deus é ao mesmo tempo pessoal e absoluto Então veja isso
aqui distingue o Deus Cristão de dos Deuses de outras religiões embora ainda não distinga do Deus judaico e do Deus islâmico é por isso que há uma segunda singularidade que agora sim distingue o Deus Cristão do Deus do Judaísmo e do Deus do islamismo E qual é essa singularidade é o fato de que o Deus Cristão Une em si unidade e multiplicidade é a doutrina da trindade essa é uma singularidade do Deus cristão ele é uno e múltiplo ao mesmo tempo em Deus unidade e diversidade se encontram tanto O Deus do Judaísmo quanto o Deus
do islamismo são unicamente um no judaísmo do islamismo a unidade no conceito de Deus mas não a pluralidade no conceito de Deus apenas o Deus Cristão une essas duas características esses dois atributos é ao mesmo tempo Uno e múltiplo e francischer de maneira bastante perspicais vai falar da importância fundamental que essa doutrina tem para a cosmovisão Cristã veja o que diz aí o francês ele diz os nossos antepassados cristãos já compreendiam isso muito bem em 325 a lista antes de Cristo mas é depois de Cristo obviamente a Shaker tem em mente ali o Concílio de
nicéia né um dos conselhos cristãos em que o Dogma da Trindade Foi estabelecido então ele disse os nossos antepassados que estão já compreendiam isso muito bem em 325 ao destacar as três pessoas na Trindade como a Bíblia ensina com tanta clareza note-se que eles não inventaram a trindade para dar uma resposta às questões filosóficas da época que os gregos pudessem entender ao contrário o problema da unidade diversidade estava aí e os cristãos perceberam que na Trindade de acordo com o ensinamento da Bíblia eles tinham uma explicação que ninguém antes havia tido eles se deram conta
de que na Trindade Nós temos tudo sobre o que não havia explicação nós temos mais uma vez que esta não é a melhor resposta é a única resposta ninguém mais nenhuma outra filosofia Jamais foi capaz de oferecer resposta para a unidade na diversidade a única resposta para o problema metafísico da existência é que o Deus infinito pessoal existe e a única resposta para o problema metafísico da existência é que a Trindade existe muito interessante isso aqui muito interessante de fato desde o início da história da filosofia a questão da unidade da diversidade tem sido um
problema insolúvel para humanidade a filosofia nasce ela nasce com um debate em torno dessa questão se a natureza se a realidade é Una ou múltipla ela nasce com Parmênides Heráclito dois filósofos pré-socráticos um enfatizando a permanência e outro enfatizando o movimento um afirmando a permanência em detrimento do movimento a unidade em detrimento da diversidade e outra afirmando um movimento em detrimento da permanência a diversidade em detrimento da unidade e aonde toda a história toda a história o que nós temos na história da filosofia nada mais é do que um debate em torno dessas duas questões
aplicado a outras coisas particulares então nós temos por exemplo perspectivas mais racionalistas de epistemologia e perspectivas subjetivistas de epistemologia algumas pessoas que não compreendem a complexidade da Verdade e a enfatizam a unidade da Verdade sem desconsiderar ou sem considerar a sua multiplicidade e imaginam que podem ter o controle absoluto do conhecimento enfatizando a unidade outros que acreditam que não podem ter conhecimento nenhum exceto o conhecimento subjetivo E aí então rejeita toda conceituação de verdade e diz que é verdade é simplesmente a pluralidade de percepções dos indivíduos percebem como ao longo da história da humanidade tem
sido difícil para o ser humano fazer com que essas duas coisas convivam adequadamente unidade e multiplicidade tá dizendo é que o cristianismo é a cosmovisão que pode oferecer a explicação do porque é realidade é Una e múltipla ao mesmo tempo ao mesmo tempo É porque ela é o resultado ela é o fruto de um Deus que é ao mesmo tempo Uno e múltiplo portanto se nós queremos alcançar a sabedoria é preciso perceber que o mundo no qual nós vivemos é um mundo onde unidade e multiplicidade de alguma forma convivem em virtude de ter sido este
mundo criado por um Deus que é o mesmo tempo Uno Então a primeira característica de uma cosmovisão Cristã é que ela é testa agora não é qualquer tipo de teísmo que o cristianismo afirma o cristianismo afirmamteísmo no qual a pessoa Divina é uma pessoa em que se encontram a sua idade e personalidade unidade e multiplicidade então uteísmo Cristão começa com a afirmação de um Deus absoluto e pessoal E com a afirmação de um Deus que é uno e múltiplo a segunda característica do tênis um cristão é que ele é realista Realista e por Realismo aqui
eu me refiro a uma postura ontológica é a postura que diz que a realidade existe então Deus existe e a realidade existe Talvez esteja estranhando e dizendo mais Professor existe quem negue isso a resposta é sim não pessoas que neguem completamente a existência da realidade mas pessoas que negam a existência de determinados aspectos da realidade por exemplo determinadas cosmovisões orientais elas rejeitam a existência da diversidade no Cosmos e afirma que a nossa percepção de diversidade deve ser o nosso estado de queda mas no dia que a gente alcançar a nossa Plenitude espiritual nós não vamos
mais perceber a variedade de experiências que nós temos no Cosmos para eles dor prazer bem e mal são na verdade percepções equivocadas que nós temos a percepção dessa fazer uma percepção equivocada que nós temos em virtude do nosso Estado de queda o dia que a gente alcançar a nossa superioridade espiritual e moral Então a gente vai perceber que tudo que existe na realidade é uma coisa só o bem e o mal é a mesma coisa a dor e o prazer são a mesma coisa e assim sucessivamente vejam essas pessoas não rejeitam tudo que a realidade
é mas elas rejeitam a existência de boa parte da realidade atribuindo A nossa percepção dessa parte da realidade há uma ilusão nossa veja cristianismo não faz isso o cristianismo afirma que a realidade existe a realidade é o nosso redor ao redor existe em determinadas posturas científicas ou existem determinadas possuem científicas que até negaram completamente a existência da realidade é o caso do solitismo Por Exemplo né Isso foi de certa forma trabalhado aí é de maneira muito significativa pelo cinema é o caso de Matrix né Matrix lida muito com essa questão da existência ou não do
real do que é o real e o cristianismo ele faz a afirmação de que a realidade é em grande parte tal como nós percebemos com essa variedade de experiências que nós temos enquanto nós a experimentamos veja o que o James Side diz a respeito disso ele diz no ocidente nós não estamos acostumados com esse tipo de sistema que nega né a existência do Real pensar é distinguir as leis do pensamento exigem distinção não é não há conhecer a realidade significa distinguir uma coisa de outra rotular capital orgá-la reconhecer a sua relação Sutil com outros objetos
no cosmo no Oriente conhecer a realidade representa transcender a distinção perceber a unicidade de tudo um com o todo o cristianismo não rejeita a existência do real ele não é não é uma uma cosmovisão que vive de ilusão o [Música] cristianismo é uma cosmovisão realista realista ao mesmo tempo em que ele afirma a existência de Deus ele também afirma a existência da realidade agora obviamente ele não afirma a existência de Deus e da realidade como substâncias idênticas não é a uma diferença essencial entre o criador e a criatura e agora eu já tô aqui enunciando
qual é o terceiro elemento fundamental da cosmovisão cristã que nós vamos trabalhar na próxima aula se Deus nos permitir que é o elemento da criação além de ser testa e realista a cosmovisão Cristã É criacionista mas isso é assunto a próxima aula Se Deus quiser nos vemos lá até mais