Bom bom dia a todos e todas que estão aqui pres presentes no auditório aqui do do ia e a todos que nos assistem virtualmente também né que sejam todos bem-vindos eh eu estou aqui então para em nome do centro de síntese cidades globais do que é um centro aqui do eh Instituto de estudos avançados da qual a professora Fraia ela é também supervisora de pós-doutorado Então faz parte do nosso centro e para dar as Boas-vindas né para este evento cujo título é ecologias de Várzea métodos espaciais multiespécies para a saúde Urbana né e é um
tema de interesse né pro centro de síntese pros nossos pesquisadores e que vão tem o objetivo então de debater a questão né deste espaço desse território dessas várzeas né as várzeas dos rios que são cada vez mais ocupadas né por diversos usos né Talvez nós vamos discutir aqui eh eh a o uso a ocupação dessas várzeas os Impactos que isso traz né e também eh eh além dos impactos hoje a gente tem eh a questão que eles estão contribuindo também né para os sofrendo os desastres os eventos extremos e talvez contribuindo né Por esta ocupação
muitas vezes irregular estas Vas então Eh Isso faz parte aí né do grupo de pesquisa e de um uma pesquisa específica que a professora Fraia e a professora Laura né que são as coordenadoras então Fraia Fes e Laura Kemer a quem a gente Já agradece são as coordenadoras organizadoras desse evento e que vão estar com vocês então nesta manhã tá então eu dou as boas-vindas e desejo um ótimo trabalho a todos e todas e que isso seja né que Saiam daqui eh algumas discussões e algumas perspectivas pra gente refletir sobre essa questão importante Tá Ok
bom trabalho então a vocês obrigada Obrigada Deixa eu só al Alô pronto gente então bom dia a todas a todos Vana muito obrigada pela Sua Gentil eh abertura aqui né dos trabalhos todo o apoio que você nos deu né Houve aqui então a gente de antemão Assim gostaria de pedir eh enfim desculpa a às a quem tá nos assistindo online pelo atraso né E também aqui as pessoas que estão presentes eh eh ao ao vivo digamos assim né mas é coisas de São Paulo né são os rituais de passagem quando a gente resolve fazer um
eh um evento às 8 da manhã em São Paulo hoje em dia infelizmente né isso infelizmente Isso faz parte isso também é eh indiretamente tema aqui desse desse desse nosso encontro desse nosso seminário Então gostaria primeiro assim deixar a professora Vanda fique à vontade aí que ela tem outros compromissos agora eh então eu começo né Agora sim eh por eh gostaria de dar as boas-vindas a todas a todos e todes em nome né do centro que na verdade é o centro global de métodos espaciais para sustentabilidade urbana que é o dic Esmos né Eh do
qual eu sou o coordenadora na USP eu vou falar mais logo mais um pouco sobre esse centro sobre esse dcs sobre esse Global Center ofal meod sustainability mas eh para enfim antes de começar a contar um pouco sobre isso e sobre como nós chegamos aqui nesse projeto atual cuja metodologia nós queremos debater criticamente hoje aqui com vocês eh eu gostaria eh de e também a gente vai entender porque esse seminário tem Essa estrutura eu gostaria primeiro de expor Então meus agradecimentos em conjunto com a professora Laura né primeiro ao Instituto suos avançados da USP nas
pessoas da professora Vanda gunta que tem apoiado o projeto do dis desde que assumiu a coordenação do centro de síntese os cidados globais e também eh agradecer ao professor Marcos bucar Rich que não está aqui né mas que encolhe eh acolheu desde lá de trás 2022022 nós tivemos primeiros dois Primeiros seminários aqui eh que na nesse naquele naquela época no formato Urban SUS né durante a pandemia então relativas a esse grande projeto do desse centro Global né naquela ocasião o tema dos seminários for o cotidiano do Morar nas ruas de São Paulo durante a pandemia
de covid-19 né já agora O tema é outro mas a preocupação metodológica que a gente tinha naquela época e tem agora nós nós mantemos né e a professora Vanda prontamente nos acolheu e apoiou E aí eu Quero aproveitar também para agradecer né o engajamento dedicado das funcionárias Edilma Souza Martins Cláudia Regina Pereira e o nosso que Sérgio que está aqui atrás que também em em 2020 22 nos apoiou com a parte tecnológica desse evento inclusive Para viabilizar a participação online aliás aproveitando eh só quero dizer de an mão para não esquecer depois que quem estiver
assistindo online e quiser fazer perguntas a nós aqui a todas as as Expositoras e expositores dessa mesa e aos debatedores debatedoras que por favor mande um e-mail para iea responde @ usp.br tá então com base nisso quer dizer esses e-mails chegam até a Cláudia Regina E a Cláudia Regina nos envia esses e-mails para para as respostas acontecerem ao vivo aqui tá bom então essa a primeira parte dos agradecimentos também queria agradecer a equipe incrível de estudantes pesquisadores pesquisadores né que nós Vamos conhecer aqui eh eh estudantes assim que não dá para colocar em palavras né
a o engajamento eh gente envolvida no projeto de pesquisa que é eh intitulado ecologias evidenciadores e que nós vamos conhecer logo mais né em terceiro lugar queríamos agradecer aos agentes da da prática profissional relativa justamente à saúde Urbana ao mundo das várzeas à Ecologia de Várzea no bexiga e no Glicério e eu vou aqui fazer isso pensando nas muitas Instituições em particular aqui representadas que são instituições governamentais e não governamentais instituições comunitárias mesmo recobrindo áreas de conhecimento que vão da Assistência Social à dramaturgia passando pela arte pictórica pela fotografia pelo bordado pela saúde pública e
pela saúde das plantas e dos seres humanos essas várias instituições estão mencionadas na programação desse seminário mas eu quero nomeá-las exp Amente aqui porque acreditem se quiser esse evento não apenas é um evento que junta a universidade acadêmicos professores professoras estudantes mas traz aqui uma gama imensa de instituições eh Extra universitárias e é justamente essa por isso que é tão difícil juntar todo mundo e eu tô muito feliz da gente conseguir fazer isso hoje de manhã porque acreditem se quiser a quantidade de instituições é realmente e Então começando pela pela missão Paz de São Paulo
pelas unidades básicas de saúde Nossa Senhora do Brasil e o Maitá o serviço Franciscano de apoio à reciclagem o teatro oficina o movimento e o movimento em prol do Parque do bexiga a horta viveiro comunitário denúcia Pedreira Bastos e o movimento Baixada V do Glicério viva esse só das instituições a professora Laura vai falar depois das pessoas E aí quero também agradecer por fim e não menos Importante aos colegas e às colegas acadêmicos de outras áreas da USP do iaa que também se dispuseram a juntar-se ao time do projeto ecologias evidenciador e a esses eh
profissionais variados que de das instituições que eu acabei de mencionar e que são então em particular queria agradecer ao Pedro Jacob né que já esteve conosco no Urban SUS de 2022 e muito gentilmente se dispôs a participar novamente e que é ligado ao Instituto de energia e meio ambiente da USP e a USP Cidades globais também quero agradecer ao Antônio Saraiva Professor Antônio Saraiva coordenador do grupo saúde planetária Brasil no iea e também queria agradecer a professora Rita Yuri yoe professora do Instituto de astronomia geofísica e ciências atmosféricas da USP e pesquisadora do projeto de
cooperação Alemanha Brasil clima poliis né eles eles concordaram também em figurar como debatedores né dos nossos do nosso evento Laura passo para você obrigada Fraia vou pegar o gancho aqui então falando em colaborações colaborações acadmicas Alemanha Brasil eu queria muito primeiramente agradecer a Fraia e a professora Vanda pela abertura muito bonita desse evento para nós é um projeto de coração euia ente para todos nós né Eh e eh enquanto colaborações eh acadêmicas Alemanha Brasil queria agradecer uma instituição que está atrás desse evento né dessa colaboração e também eh da Cátedra né que que me trouxe
aqui na USP que o serviço alemão de H eh de intercâmbio acadêmico entre Alemanha e Brasil e esse Dad que assim sigla financiou o eh centro eh Global eh de H métodos espaciais para saúde eh Urbana sustentabilidade Urbana desculpa eh e também eh a a cátedra márcios né que que me trouxe aqui na USP e h e queria mencionar esse esse Dad porque eh de alguma forma ele também conecta a Fraia né que eh que institucionalizou essa Parceria entre a USP e o centro eh de métodos espaciais para sustentabilidade Urbana aqui na USP eh e
que então na fef leste se conecta com a cátedra que também trabalha eh de maneira interdisciplinar e eu diria também de maneira transdisciplinar né que é algo que está no coração desse projeto também de não só incentivar a colaboração entre disciplinas né Eh humanidades eh Ciências Sociais e disciplinas ciências exatas ciências naturais Mas também de Colaborações entre a academia e a prática né todos os agentes de prática que estão aqui presentes e muitos mais né que trabalham conosco eh para esses fins de eh incentivar né de de questionar também eh eh temas de sustentabilidade Urbana
e saúde Urbana né então Eh esse seria o agradecimento que Que nós queríamos fazer também né Eh para o Dad que eh que é um agente nesse sentido eh Central também para fortalecer também a posição Eh dessas dessas dessas colaborações da ffl com o ia com a USP entre disciplinas e e fora da Universidade né Legal quer falar mais alguma coisa Laura dessa parte Inicial aqui bom então eu acho que a gente passa eh brevemente se você puder avançar né paraa pergunta de fundo desse seminário né que basicamente é o que ecologias vigentes né nas
várias dos rios do centro de São Paulo nos evidenciam sobre saúde Urbana né para fins do objetivo de Desenvolvimento sustentável número 11 né que é esse que de em torno de tornar as cidades mais inclusivas seguras resilientes e sustentáveis né o que evidentemente envolve a questão da Saúde Tá e aí o objetivo aí o próximo slide né o objetivo desse seminário é debater né a uma a resposta que a gente no âmbito desse projeto né desenvolveu tem desenvolvido até agora como uma como para essa pergunta que eu formulei antes ou seja a gente quer debater
uma caixa De métodos de pesquisa e de extensão Universitária Unidas então é uma integração pesquisa extensão Universitária né para investigar e desenvolver políticas públicas em relação a essa pergunta que eu formulei antes e que diz respeito na verdade né O que que é esse papo de ecologias ecologias de vas né Eh diz respeito às relações afetivas socioculturais e históricas que seres humanos nutrem com as ecologias das vasas dos rios Constituídas por plantas comestíveis não tradiciona convencionais por plantas medicinais e animais e tudo isso em meio a conhecimentos tradicionais sobre esses temas no centro de São
Paulo da atualidade a nossa referência de fundo para propor esse esse objetivo né é justamente um projeto de que a gente costuma chamar em alemão ali mas que na verdade em inglês de implementação prático empírica de métodos e espaciais n né Eh só que a Gente vai ver aqui nesse seminário que se trata de métodos espaciais multiespécies é por isso que Inclusive a gente tem aqui Um teve um um um errinho no título né do do do cartaz que tá métodos mulp mas a proposta é pensar a a resposta digamos dessa a essa pergunta com
ajuda digamos da dimensão espacial dos métodos multiespécies no âmbito de um projeto intitulado ecologias evidenciador urbanas métodos multiespécies para saúde Urbana Que Justamente está sob os auspícios financiamento do desse centro global de métodos espaciais para sustentabilidade urbana o dis esmos tá ou chamamos assim de smo que inclusive é a sigla aí do logotipo né V chamar de Smooth a partir de agora e esse é um projeto que vem sendo realizado desde março e vai até setembro 2024 ou um pouquinho mais até quem sabe eh Qual o objetivo central do nosso projeto Do famoso PIP do
projeto de implementação prática empírica né Eh nós partimos com essa proposta de desenvolver simultaneamente né desenvolver e difundir uma caixa de ferramentas de métodos né de métodos espaciais e multiespécies e de dispositivos eh espaciais de natureza simultaneamente etnográfica e ecológica em colaboração com estudantes né de pós-graduação de graduação em todos os Níveis eh nas áreas de Ciências Sociais humanidades e ciências naturais né políticas eh eh de saúde pública inclusive eh além de colaborar com profissionais né do eh do H do contexto SUS né do contexto saúde única saúde pública no Brasil ativistas de hortas urbanas
e de iniciativas ecológicas interessadas interessados em adquirir e aplicar em suas rotinas de trabalho conhecimentos Metodologicamente fundamentados que evidenciam as contribuições das ecologias de Várzea para a saúde e sustentabilidade Urbana né esse foi o grande objetivo do projeto agora hoje nós propomos a seguinte estrutura para o seminário tá eh um pouquinho atrasado então vamos tentar de recuperar o tempo durante as primeiras eh eh sessões né Nós temos duas sessões que vamos eh desenvolver hoje eh que eh também dão essas duas Sessões dão sequência né a Fraia já mencionou aos dois seminários ouis eh que já
aconteceram que já apresentaram também resultados tipo projetos eh prévios né a este a primeira mesa denominamos diálogos né Eh essa mesa apresentará e debaterá né Isso realmente a ideia de diálogos eh debaterá criticamente a caixa a tal caixa de ferramentas eh espaciais e multiespécies desenvolvidas no âmbito do projeto ecologias Evidenciadas E debaterá também o impacto desses métodos nas perspectivas tanto das dos participantes acadêmicos quanto dos profissionais das profission envolvidas nos temas da saúde e sustentabilidade humana e ambiental em São Paulo tá então essa a ideia da primeira mesa é realmente que eh depois das apresentações
da Fraia né sobre o projeto piloto sobre o o eh o o o guarda-chuva né dos projetos de implementação prática empíricas Eh vamos Apresentar eh o nosso projeto né e alguns resultados do nosso curso de extensão e vamos convidar as debatedoras que eu vou apresentar também eh durante a mesa a eh reagirem de maneira bem espontânea entrarem em diálogo conosco sobre esse curso sobre esse projeto né na segunda sessão que denominamos desafios né já vamos entrar um pouco nos preparativos dessa última fase do nosso projeto que entre outras coisas envisa também um entrar em diálogo
com agentes Da eh da não da da da política da eh né e da da academia também Sim certo vamos né Eh preparar analisar alguns resultados para publicações e outros eventos acadêmicos Mas queremos muito escrever os famosos policy papers também e dialogar com autoridades públicas né Então quais os desafios de comunicar resultados de um projeto né Eh eh para o mundo eh fora da academia e sobretudo também o mundo da das políticas públicas Né Eh discutiremos então nessa sessão até que ponto Tais impactos podem informar práticas profissionais e de planejamento Urbano né eu diria de
saúde pública também em pró de cidades sustentáveis e saudáveis em relação Tanto à paisagens de vás em particular quanto a áreas centrais da cidade em geral Ainda mais quando como no caso do Brasil Contemporâneo se trata de Urbes adensadas verticalizadas com solos impermeabilizados e confrontadas com Fenômenos socioespaciais Associados a mudanças climáticas tais como inundações e secas né E veremos tudo isso e mais nas apresentações Obrigada e já vou ficar aqui para convidar né os participantes da primeira mesa a sentarem aqui comigo por favor gente então é o seguinte eu vou começar Laura você né A
Laura é a mediadora dessa mesa mas enfim eu já vou assumir logo aqui a apresentação da do Do que na verdade tá no no na base de deste projeto e de inclusive dos dois eventos anteriores que houve no na aqui no iaa a respeito digamos assim do Morar nas ruas em São P durante a pandemia de covid-19 né que são esses Tais projetos de implementação prático empírica né Desse eh centro global de médicos espaciais para sustentabilidade Urbana chamemos chamemos de smoo para resumir mas na verdade a sigle digamos oficial é de cesos tá então a
a minha estrutura Vai ser a seguinte deber a onde como eu tô de tempo para tentar ser mais breve possível o que brevemente o que é o DC esmos E também o que é uma ação específica do Dc esmos que é essa que eu coordeno na USP aqui digamos assim né ao longo desses 4 anos e aí vamos entender um pouco de onde vem o que que é isso Qual é a questão de fundo Qual é o objetivo e qual a concepção né E aí os resultados até agora e é nesse âmbito que ganha sentido
o projeto atual sobre As bases eh as ecologias de Várzea no bexiga e no glicer em particular Então vamos lá o DC esmos né Vocês podem encontrá-lo no site informações no site né Eh ele é um um sem quer dizer o nome já diz né mas na verdade se trata de uma de um projeto de pesquisa e extensão Universitária amplo Global né que une 47 parceiros do Rio do do un na verdade da Universidade técnica de Berlim com 46 parceiros do Sul Global né que envolvem o Brasil e outros países realmente dos Quatro cantos do
mundo não sei se vocês conseguem ver aqui né Eh do do Sul Global em torno justamente dessa questão dos de métodos de pesquisa das Ciências Sociais o quanto esses métodos de pesquisa das Ciências Sociais podem colaborar para a agenda 2030 da ONU em relação à sustentabilidade Urbana em particular o ods11 que diz respeito a tornar as cidades e assentamentos humanos mais sustentáveis eh mais inclusivos e entes e e e seguros né e é Nesse contexto Justamente que nós vemos trabalhando desde 2020 o financiamento é do Dad né é um projeto específico do Dad e a
ideia é isso isso envolve um conjunto de ações de quatro na verdade são cinco ações estratégicas desse projeto tá então eh que dizem respeito e a nossa né a verdez inha é essa ação que eu coorden né Eh no nesse centro global e que em particular na USP né digamos eu eu represento esse dis espos na USP né Eh como uma das uma uma das Coordenadoras fora um colega a fora um colega da arquiteto da índia da do Instituto Tecnológico de rur né Eh e um colega sociólogo da universidade botsuana e eu aqui no Brasil
eh como representante digamos do do Brasil nessa na coordenação desse projeto em conjunto com uma colega socióloga da Alemanha eh da Universidade técnica de Berlim Nina baua e uma colega arquiteta e o e e planejadora Urbana Angela Milon também tá na universidade técnica de Berlim bom Então a ideia né Nós nos o o projeto ele gira em torno dessas desses cinco ações estratégicas que envolvem realização eh anual de de conferências de de métodos espaciais para sustentabilidade Urbana nos quatro cantos do mundo envolvem eh financiamento e e e formação de estudantes né em em tanto na
na docência de métodos mas também eh projetos de pós-graduação que trabalhem sobre essa agenda dos métodos espaciais para sustentabilidade Urbana e Eh aí há Justamente a a ação que eu coordeno que é essa de troca de implementações prático empíricas de métodos espaciais né pensando nesse ods11 E aí depois as outras ou mais duas outras ações eu vou aqui enfatizar né que a a questão do eh do da ação quatro que é essa ação de troca Exchange né gira em torno justamente digamos de colocar de levar a sério essa pergunta como Que métodos né que aqui
o pessoal das Ciências Sociais que tá por aqui ou Das humanidades até conhece nossa métodos de pesquisa né das Ciências Sociais só que sensíveis à dimensão espacial social do espaço a gente vai falar disso aqui logo mais eh como que esses métodos podem contribuir para projetos transdisciplinares né professora Laura mencionou antes transdisciplinaridade relativos ao ods11 Só que essa pergunta colocada assim parece uma coisa meio etéria Ah como assim né Eh a o que tá no fundo a a Inquietação de fundo aqui é o seguinte Ciências Sociais elas são ótimas né para fornecer conhecimentos teorias a
gente adora ficar lendo esses textos maravilhosos da Ciências Sociais ah são super inspiradores tá só que a gente acredita que para além da teoria né a gente fica alendo essas coisas lindas mas a dúvida é E aí faz o que com isso no dia a dia certo e aí a proposta dos métodos né digamos assim é tentar ver Bom como que a gente pode de fato ajudar Né se é que dá pra gente ajudar colaborar para por exemplo questões tão práticas como vamos transformar essa agenda 2030 da ONU em algo mais palpável no dia a
dia de quem trabalha com iniciativas ligadas à sustentabilidade Urbana e É nesse contexto então eu quero só brevemente explicar o que a gente tá chamando de métodos espaciais e de projetos transdisciplinares né métodos espaciais né aqui dizem respeito a um conjunto de técnicas de pesquisa Empírica né das Ciências Sociais em particular mas também das ciências espaciais geografia e que aparecem na arquitetura no urbanismo e tal que são e esse é o ponto sensíveis a dimensão as dimensões social e relacional do espaço que que isso significa e é aí que tem a novidade né pra gente
espaço não é apenas onde as coisas acontecem e estão o espaço está em volta de nós Independente de nós o espaço ele é produzido por nós né O que é que o que Quer que seja vá o que que quer que seja essa sala de aula ou esse auditório e tal tudo isso né o espaço é um produto social ou seja ele é um conjunto de relações que os seres humanos considerados na sua corporalidade ou seja como literalmente né a gente tem carne e osso também né travam entre si e com bens materiais e simbólicos
além de outros seres vivos tais como plantas e animais e mesmo seres mais que humanos tais como o próprio que estão presentes No tal mundo digital né então com isso a gente gente tá querendo dizer é uma nova compreensão né Eh do do do espaço nova ela ela tá presente nas Ciências Sociais mas a ideia é um pouco Pensar como se a gente se o espaço não tá simplesmente em volta de nós Independente de nós será que a gente pode fazer a diferença com as nossas ferramentinhas das Ciências Sociais para entender esse esse esse espaço
e é aí justamente só que a proposta é não só entender o espaço ou Seja produzir com conhecimento mas também comunicar ou seja produzir junto com as pessoas que estão fora dos muros da universidade e que podem que vão de assistentes eh digamos de de funcionários públicos a funcionários de ONG gente que desenvolve política pública artistas intelectuais etc Enfim gente amplamente pensada essa gente né então por isso que a gente fala de projetos de transdisciplinaridade como pesquisa e extensão Universitária Unidas Só que nesse caso concebidas a pesquisa e extensão Universitária e realizada por gente da
academia cientistas em colaboração com isso que a gente chama em em enfim aqui na tentativa aqui de da tradução pro português de Agentes da prática practitioners né só que eh gente que trabalha fora justamente dos muros da Universidade tá E aí a proposta Então qual que é o objetivo que a gente tem com este projeto do SM com essa ação quatro é avaliar criticamente se e como Esses métodos espaciais podem fazer diferença no dia a dia profissional desses agentes da prática envolvidos com iniciativa de sustentabilidade Urbana então é aí que eu digo né e enfatizo
o papel importante do daad porque só uma instituição como daad poderia digamos fomentar né Eh o que que é Solange Dad esse serviço de intercâmbio é essa essa agência de fomento tá Não tudo bem mas eh o o importante é que aí que eu digo que é o papel de uma de uma De uma instituição de fomento à pesquisa como daad né Por quê Porque só o uma instituição como essa poderia se dispor a avaliar criticamente projetos eh de de de pesquisa que usam esses métodos para responder essa pergunta como que os métodos podem auxiliar
né então não ia dar não não consegue fomento para isso fora de uma instituição de fomento à pesquisa pública né como é o daad né E aqui no Brasil nós temos as nossas também que justamente resolve levar a Sério essa pergunta para ver é verdade como será que os métodos podem ajudar ou não né e é isso então que é por isso que a ideia é eh avaliar isso aí né no âmbito desse projeto dessa ação quatro e aí a pergunta é o seguinte né quer dizer a pergunta não a concepção de fundo é de
que na verdade a crença né digamos a nossa advocacy para usar um termo aí da da política pública né é de que os métodos espaciais eles se a gente trabalha com métodos espaciais aí até Uma questão que fica aqui pros nossos colegas acadêmicos a Rita o Pedro né que é um pouco isso quer dizer a nossa nossa a nossa enfim nossa nossa eh a concepção de fundo aqui é de que métodos passares for com viabilizam eles dão ali uma uma chave de comunicação do que a gente faz na academia para fora e vice-versa tá proporciona
uma sinergia enriquecedora entre o conhecimento prático e o acadêmico gente acabei esquecendo de formular essa eh de fechar essa frase Aqui no no na apresentação de slides a ideia de fundo ela tá meio que sintetizada aqui né É como se vocês tivessem os agentes da prática que estão na dia a dia mas também os acadêmicos né Nós somos esses seres humanos aí e a ideia é que os métodos espaciais atuem como se fossem óculos que a gente convida né a todos a todas a colocar né para ver como a gente como essas pessoas como nós
aqui todos eh agentes da prática mas também Acadêmicos podemos ver ou o que é que a gente vê com a ajuda dessa caixa de ferramentas que na verdade são óculos que são de natureza metodológica os métodos espaciais né E aí então Eh por isso mesmo quer dizer essa concepção métodos espais proporciona essa sinergia maravilha mas como como praia como né Aí é que foi a proposta aqui desse projetão né de investigar aquilo que eu chamo de espacialidades cotidianas da das pessoas do dos sujeitos que a gente estuda Tá e Por meio de uma caixa de
ferramentas isso que eu chamo de caixa de ferramentas Smooth o que que é são ão essas espacialidades cotidianas veja aí o espaço começa a deixar de ser apenas um lugar lá fora né e começa a virar o quê o as espacialidades cotidianas dizem respeito aos ordenamentos diários né que os homens mulheres e crianças fazem dos lugares por meio dos seus corpos isso é tanto verbal quanto não verbalmente enquanto eles dão sentido à suas Interações com pessoas com instituições objetos animais etc ou seja a espacialidade do dia a dia ela se revela nessas interações que a
gente tem com os objetos com os seres humanos e tal então isso revela né no fundo maneiras de dar sentido ao chamado espaço que é essa abstração que parece que tá totalmente longe do Dia a Dia de Todos nós né agora como que a gente investiga como que a gente identifica essas espacialidades cotidianas é aí que entra em jogo essa Ferramenta caixa de ferramentas Smooth né que eu desenvolvi com os alunos e alunas e com os agentes da prática numa primeira fase que era o projeto piloto que nós apresentamos aqui em 2022 né E essa
caixa de ferramentas SM ela envolve observação etnográfica das espacialidades cotidianas né quer dizer a gente observar dia a dia participando aí vem aqui um elenco aqui de técnicas de pesquisa da Ciências Sociais observação direta participante mas Também entrevistas em movimento né e isso mas a ideia de fundo é eh tornar familiar O que é estranho e tornar estranho o que é familiar que é um um princípio epistemológico básico da antropologia tá então a minha a minha o investimento aqui ao longo desses anos tem sido em tentar fazer uma ponte das Ciências Sociais para fora das
Ciências Sociais né através dessa caixinha de ferramentas então tipo assim você não precisa estudar Ciências Sociais para Para botar isso em prática Essa é um pouco a crença aqui né e em segundo lugar técnicas de visualização dessas espacialidades que envolvem mapeamentos via desenhos fotografias croquis a gente vai ver aqui bordados né filmes todo e qualquer dispositivo técnico que torne possível visualizar no fundo esses esses eh significados corporalmente e materialmente experienciados pelas pelos seres humanos Em relação ao espaço né que elas e eles produzem no seu dia a dia sem saber que produzem tá E e
aí os resultados agora eu fecho aqui durante o projeto piloto a gente capacitou fizemos uma capacitação né Eh espacial etnográfica não foi em métodos ninguém transformou ninguém aqui em aluno de Ciências Sociais mas fizemos com oito estudantes que de pós-graduação eh de vários cursos de pós-grad aação de São Paulo não apenas das Ciências Sociais tinha arquitetura tinha Psicologia tinha enfermagem né E também 26 agentes da prática dedicadas e dedicados à assistência social cotidiana da população em situação de rua em São Paulo durante a pandemia e foi isso que apareceu nesses Urban suus nos dois Urban
SUS que vocês podem encontrar na rede né E desde que o projeto piloto terminou que ele terminou em abril de 22 tem acontecido cursos de capacitação em métodos avançados oficinas apresentações em congressos os estudantes as Estudantes e eu mesmo enfim publicações né E aí que entra novidade a os editais de projetos de implementação prática empírica amplos assim candidatem se para colocar a caixa de ferramentas do smo em Ação criticamente faz a crítica tenta a aprimorar essa caixa de ferramentas para fazer a diferença na prática na na vida prática ou no no dia a dia da
prática de gente de profissionais artistas etc nos quatro cantos do planeta E aí isso resultou resultaram desses editais o Primeiro foi lançado em 22 eh depois em 23 nós temos hoje em dia quer dizer quatro quatro desses projetos de implementação par empírica ou seja pips né um deles concluído e três em andamento quais são um primeiro já conclui né na Índia sobre as Vas de Calcutá tá quer dizer Calcutá oriental um um projeto realizado lá com estudantes de escolas né escolas públicas que naquela região de vá que é uma região muito tomada por lixo enfim
Nada que a gente não conheça aqui no Brasil certo nada que a gente não conheça aqui no Brasil e um segundo projeto que é esse que tá em andamento aqui em São Paulo agora ecologias da Saúde Urbana em São Paulo né um pouco o tema que é isso que a gente vai ver agora né um terceiro projeto que tá em andamento em terã no Irã que é sobre a a mobilidade cicl cicloviária nas escolas de terã eh por parte de estudantes de ó meninas meninos de várias idades e Também em Pretória na África do Sul
atualmente um um um projeto em andamento sobre a população em situação de rua todo mundo botando em Ação essa Bendita caixa de ferramentas smo mas criticamente né para ver como ela funciona não funciona etc e obviamente tentando acrescentar colaborar contribuir para isso nessa comunicação que transcende os Muros da Universidade dito isso eu passo a bola urgentemente para a segunda apresentação tá é isso Ótimo Fraia muito muito obrigada eu já vou começar por convidar eh as palestrantes os palestrantes da segunda mesa vou ficar aqui eh para primeiramente agradecer a Fraia novamente que também além de ser
professora no departamento de sociologia da fefel eh e também né como vimos eh a assim a ponte entre o projeto de c esmos e a USP né coordenando o projeto na USP e ela também é a coordenadora Geral do nosso projeto ecologias evidenciador Junta com Michel Françoso que está aqui conosco que vai apresentar na Seg da mesa e eu que né coordenamos a execução digamos do projeto mas na verdade realmente eu que eu enfatizar Isso foi uma coordenação coletiva né junta com todas as palestrantes que vão apresentar hoje né Eh para a primeira mesa eu
queria apresentar eh as palestrantes que são aum Pompeia por favor já pode já pode ir eh para a mesa eh aumi é arquiteta eh urbanista e mestrada Em planejamento Urbano na faus né na faculdade de arquitetura e urbanismo e a Iumi também né como muitos de nós é uma pessoa que transita entre academia e prática e ela também eh trabalha na eh organização da sociedade civil com criança né uma associação que trabalha com crianças e dentro do âmbito da temática de sustentabilidade Urbana e eh queria só te agradecer realmente aumi também sobretudo pelo papel importantíssimo
que você assumiu dentro Do projeto de facilitar realmente eh essas essas nossas famosas fichas que caíam esses diálogos que nós fizemos né com os famosos agentes da prática né aqui presentes também para refletir continuadamente ao longo dos quase seis meses né sobre esses métodos que propomos dentro desse projeto ecologias evidenciadas né quero convidar PR mesa também a Marta mar hitner eh [Música] é que é arquiteta e urbanis urbanista Pela faus também e cientista Social pela FF Mestrando em sociologia e que estuda entrela entre vida cotidiana e patrimônio cultural e a Marta também né Eh como
como todas as integrantes do projeto teve um um papel essencial em facilitar esse curso de extensão eh em trazer também a perspectiva espacial né junto à perspectiva sociológica transitando entre as disciplinas também e a Marta também participou muito ativamente no Grupo das bordadeiras né aqui representadas também por Solange e Eh estamos justamente agora refletindo sobre o bordado como método espacial corporeal de cura também né Eh e também eh quero convidar a Abel a Isabel que H bem-vindos Ups aqui Abel é eh formada em sanitarismo se não me ano pela pu né Eh não não cientista
Social pela PUC e Sista pela faculdade de saúde pública da USP desculpa eh E você também transita certo Bel entre o mundo assim da ciências ciências sociais e o mundo da prática você leva uma experiência longa de trabalhar na municipalidade também com população e em situação de rua e políticas públicas sobre álcool e Outras Drogas né então a Bel também foi muito importante para o projeto e vai ser ainda nessa segunda fase de facilitar também a elaboração de policy papers de de de inventar meios para comunicar com Agentes da prática e da das autoridades urbanas
e dentro da da Prefeitura de São Paulo né Eh quem Ah sim e quero também convidar o Lúcio t para a mesa eh L tes eh foi um dos eh coordenadores também do curso de extensão eh eh ensinou junto conosco métodos audiovisuais multiespécies né Eh se aventurou nesse caminho de Integrar também a perspectiva multiespécies espacial dentro do método que ele está eh familiar eh profissionalmente que o audiovisual eh Lúcio também é multiartista e ativista dentro do contexto de eh de movimentos negros dentro da cidade de São Paulo e questão questões de racismo eh racismo ambiental
né Eh então Eh quero muito agradecer a vocês por preparar essa essa apresentação também junto a Gabi né Gabriela Lopes que também faz parte do Time núcleo do projeto e que eh nos ajudou sobretudo nos vai ajudar nessa segunda fase do projeto com todas as visualizações eh que vamos apresentar hoje mas que envolve todo um processo de reflexão também sobre conteúdo conteúdos e queria te agradecer muito também para preparar eh eh como figura central a segunda parte do dia que vai ser a oficina mais interna de policy papers eh e lasp notl queria também agradecer
a Carolina que não está connosco agora Porque ela ela tem aulas mas Carolina é estagiária com a cátedra e fui monitora também dentro do projeto ao longo do curso de extensão né Tá então esses são os agradecimentos e apresentações Car sim é é participante ativa nas bordadeiras também ótimo então queridas eu tô muito emocionada e queridos que vocês vão apresentar esse projeto Finalmente né porque a última apresentação que nós fizemos na conferência internacional do SM que foi Muito linda porque realmente era uma conferência de presença majoritária do chamado su Global né Eh mas do Brasil
foi mais difícil conseguir a presença Nossa lá e eu fiquei assim eh isolada em apresentar o nosso projeto que nós né preparamos juntos e por fim vocês vão apresentar hoje para depois entrar em diálogo com todos os convidados aqui convidadas presentes que vão comentar debater esse projeto Lindo eh Obrigada Laura eh Bom dia gente eu sou a eh só para explicar um pouquinho a gente vai fazer uma apresentação eh acho que os objetivos do projeto já foram bem explicados né a gente vai focar aqui nos resultados e nesse eh debate crítico sobre essa caixa de
ferramentas que que a Fraia apresentou eh bom acho que os objetivos eu não vou nem pra gente ser mais objetivas no esse projeto é específico Né tá eh bom então retomando um pouco os objetivos eh específicos desse projeto né a gente procurou recontar e reconectar Os territórios de vsia com a cidade de São Paulo entendendo eles enquanto ecologias evidenciador paraa sustentabilidade Urbana e cura planetária eh dentro disso a gente buscou integrar eh a etnografia multiespécies né Essa essa dimensão multiespécies dentro dessa caixa de ferramentas e contribuir para pra Implementação do ds11 que é o de
cidades e comunidades sustentáveis Então acho que esses são os objetivos Gerais só retomando bom fazendo um Panorama rápido também a gente focou nos territórios do bica e do Glicério esse mapa essa imagem né foi feita pela Gabi e eh Ela é bem interessante porque ela mostra como esses dois territórios estão inseridos em áreas de varsa né Tipo esse é um mapa que mostra eh as áreas de alagamento da cidade de São Paulo eh e opa ai meu Deus Desculpa aqui mostra melhor né como eh essa eh esse território eh tá numa área alagadiça E aí
dentro do Glicério e do bexiga a gente focou ainda em três eh territórios específicos né então a horta de núa Pedreira eh a recifran e o parque do rio bica que fica ali do lado do teatro oficina então a gente trabalhou conjuntamente com esses três equipamentos esses três lugares de espacialidades cotidianas e foi aí Entre esses lugares e neles que a gente Desenvolveu o nosso projeto é falar um pouquinho da de uma visão Geral do projeto pode passar mais um Que bom como a gente já reiterou outras vezes a a eh durante a a primeira
etapa desse projeto que começou em março foi adequar essa caixa de ferramentas eh integrar né os métodos multispecies a essa caixa de ferramentas já desenvolvida pelo smoth e e depois a gente fez o curso de extensão que a gente fez essa coletivamente esses Ajustes né e integrando eh tambm as multiespécies e e depois no fim do que agora né no no esse momento que a gente tá acho vale mais a pena falar sobre isso eh é o momento da avaliação né que essa um pouco da devolutiva para também pros participantes e quando sistematizamos né os
os dados e que a gente vai eh apresentar Daqui a pouco estamos elaborando os policy papers né Eh instigando aí políticas públicas e e Também apresentamos alguns resultados como A A A A A Laura falou na nas conferências do smo e e estamos fazendo relatórios também e tal e lembrando que tá em conjunto com aqueles outros projetos eh de implementação prática empíricas no ao redor do do do Sul Global né aí pode passar então recapitulando para quem participou né e apresentando para para quem ainda não conheceu né o curso eh a gente começou com com
uma Experimentação então a gente fez oficinas de jardinagem oficinas de bordado um pouco antes de começar o curso de extensão pra gente se ambientando na nesses territórios e também eh praticando um pouco de etnografia com com as pessoas do grupo do da do smoo e e algumas pessoas que participaram desse momento pré né Aí eh não deixa aí por enquanto eh aí o curso mesmo começou em abril né com uma discussão sobre o projeto de o Problema de pesquisa que é o que as ecologias de varza do bxi e do clério nos evidenciam sobre saúde
Urbana né tá dando para ouvir tá dando não e aí fizemos eh eh durante essas esses quatro encontros presenciais que a gente teve a gente fez algumas atividades para mudar a perspectiva né então a gente teve a câmera humana que foi uma atividade bem bacana de de de eh multissensorial assim de de cada um experimentar um jeito de narrar o que tá vendo né e e a atividade De moldura que são essas uns bordados que uma uma das participantes trouxe que ela fazia Adriana e aí a gente usou também para eh multiplicar formas de olhar
né aí pode passar então o objetivo desses encontros era compreender a ligação depois fizemos eh ainda Chegamos na na vársea do Glicério e para conectar né esses essas duas áreas de Várzea e e saber como é entender como elas poderiam as possibilidades de cura que elas trariam né Eh tivemos ainda o trabalho De campo de duas semanas para para pros participantes experimentarem os métodos eh multiespécies do que e etnográficos que a gente teve no curso que foram os cadernos de Campo eh técnicas audiovisuais com Lúcio os bordados as né e cada um dos três grupos
depois produziu um mini filme sobre o trabalho de campo e que foi apresentado depois na na conclusão do curso aqui na na na USP eh eu vou passar acho que pode eu vou passar os vídeos que o Lúcio produziu Para vocês terem uma ideia do que que foram esses encontros né Eh acho que a gente também não tinha mostrado pros participantes acho bem legal essa foi da aula vai ser uma tá escrito aula dois lá mas foi a aula um Então essa é da aula um A o seguinte vai ser aula dois TRS e quatro
né Vamos tentar eu acho legal mostrar todos bem-vindos bem-vindas bem-vindes eh muito obrigada por estar [Música] aqui caminhada que a gente fez no B [Música] visita ao terreiro de [Música] dublé almoços que a gente fez sempre no bons cada um em um lugar específico do Bairro encontro no Sesc depois pra gente se apresentar e formar os grupos Esse é na frente da do da horta da Denia bem-vindos bem-vindas bem-vindos bem-vindos bem-vindos a o objetivo geral pra gente relembrar é poder observar e registrar um pouco das práticas que as pessoas Já realizam nesses [Música] espaços ess
é o exercício da câmera humana h [Música] [Aplausos] [Música] o objetivo geral aula TR fo importante assim que eu sinto que é pluralizar as forças que querem o parque né desconcentrar dessa força que é o teatro e poder demonstrar poder público que são muitas as forças que desejam o no parque do rioi no futuro parqu do Rio pic futuro não já existe né na visão de [Música] Muitos Essas são as molduras que a gente aplicou [Música] qu e esse foi no Glicério lá no na recifran no centro de reciclagem do centro Franciscano de [Música] [Música]
reciclagem passei pelo bairro com a rosseline [Música] [Música] B Esses foram os quatro mini mini filmes que o Lucio produziu e apresentando um pouco do do que foram os esses quatro esses quatro encontros que a gente teve Depois a gente teve outros pra discussão mas eh não viraram Filmes né mas Bom dia a todas as pessoas eh minha contribuição foi bem específica né baseada no na no que é essa essa caixa de ferramentas né interpretada a partir do audiovisual e Eh foi muito interessante porque essa ideia de filme colaborativo o filme por si só na
prática do dia a dia né de pessoas que produzem filmes ele é já é coletivo né mas ele é hierarquizado né no caso a gente construiu grupos né que a gente desenvolveu eh temas específicos roteiros né para construir os filmes e ficou mais horizontal né foram três filmes dos grupos com três temas diferentes dentro desses territórios e e O interessante é que o essa caixa de Ferramenta interpretada esse óculos né que que nós fomos sugestionados a colocar ele se expressou e nós interpretamos isso como sistema ótico né e fazendo analogia a as questões técnicas da
do audiovisual né uma lente por dentro ela tem várias outras lentes para compor um um sistema então a gente poderia pensar que cada lente dessa é uma percepção de uma pessoa dentro de um filme colaborativo né então eh a gente interpretou como um sistema ótico de Pessoas né que perceberam um tema né se juntaram com foco construir o roteiro construir ideias e eh de forma eh tangível né de forma ah conclusiva fizeram esses filmes montaram esses filmes eh de modo geral todo mundo monta Filmes né com seus celulares no dia a dia então não foi
baseado em tecnologia o nosso projeto foi baseado em perceber essa parcialidade interpretá-la né dentro daquilo que a gente tava buscando Enquanto tema e o mais legal é porque o o processo ele é mulo espécie mas ele é mtis sensorial também e a contribuição que o audiovisual dá ela é a contribuição visual e sonora mas também eh a gente pode pode passear pelo espaço pode entender esse espaço melhor sentir os cheiros os sabores né sentir o as imagens e ressignificá-las e eh gente fazer isso coletivamente eh parece um desafio Mas no processo você vai encontrando soluções
né Tem Sempre tem essas divergências mas sempre tem a capacidade de a gente poder conceber e convergir para um ponto que foram os filmes né Essa parte tangível de desse resultado ela se expressa dentro disso que a gente precisa que Fraia falou que é sobre eh comunicar mas uma coisa muito importante eh antes de comunicar é você pertencer né Eu acho assim eu como um homem negro migrante nordestino em São Paulo eh eu transito nesses dois territórios né no bexiga e No Glicério no Glicério em especial a rosseline que eu conheci no de saracura que
é outro projeto nosso né da professora Laura fez o ano passado em setembro e rosseline ela me leva pro Glicério que ela é moradora do Glicério Então ela Essa espacialidade ela é uma pesquisadora lá né então ela tem um trabalho importante lá e eu procurando esse esse território essa espacialidade para pertencer a algo né ela ela me apresenta algumas oportunidades de eu Construir filmes lá e aí você quando você pertence você ganha uma força e essa força é uma força de de você entender eh esse coletivo né então eu tô vendo Romildo aqui do bexiga
que é um são pessoas importantes o Abu lá também então são eh são são questões muito eh Poderosas quando você dialoga com essas forças né que que é a força do pertencimento E aí você consegue fazer não só sobre né você faz com essas Pessoas porque você se torna uma delas né hoje eu tô ligado intimamente com o Glicério tanto de uma dimensão não só é de pesquisa artística né Eu sou da eu sou um agente da prática apesar de ter uma formação design gráfico mas me considero imersos nos territórios fazendo coisas eh que eu
acredito que são válidas dentro de tudo isso que a gente tá falando né e eh eu acho que tem um um uma grandeza aí que é a grandeza de você nesse momento de fazer Pontes a Gente entender que essas pessoas que estão no território elas elas contribui com com essa questão essencialmente para fazer com que se valide tudo isso que a gente tá tá tentando conectar né então a experiência de est nesses lugares eh e pertencer a eles hoje assim colaborando sendo um aliado né em todas as lutas em diversas frentes lá faz com que
eh você possa usar a ferramenta do audiovisual de forma colaborativa e participar desse Sistema ótico em cada situação compondo ele e sendo uma uma eterna obra aberta né Porque existe uma dinâmica do fazer que é própria do território né você tá o tempo todo lá ele tá se transformando e tá eh tendo a necessidade de se construir narrativas né o tempo todo e aí o Ado visual entra com isso esse texto foi um texto que eh eu sou parceiro de rosseline e ela sempre me provoca como uma acadêmica né para pra gente eh pensar sobre
alguns Conceitos né eu eu sempre Trago essa importância que eh aqui os filmes eles podem não ser só anexos de projetos eles podem ser forças centrais para um discurso dessa reconstrução dessa nova narrativa com novos signos e dentro dessa espacialidade acho que é isso oi pessoal tudo bem Bom dia eh então agora a gente queria apresentar um pouco desses resultados né Eh preliminares que a gente tem eh resultados do quê né acho que dessa Desse processo de investigação coletiva que foi muito marcado por esse curso de extensão né curso de extensão esse formato que a
Universidade de São Paulo tem que permite justamente romper um pouco dessas Fronteiras da universidade e unir e se unir com os agentes da prática então a gente preliminarmente conseguiu sistematizar e analisar um dos muitos achados que essa nossa investigação coletiva nesses territórios de vsia tiveram e a gente propõe aqui Para vocês três conjuntos né principais de achados em que a gente sistematiza essas Eh esses resultados então o primeiro conjunto A gente quer trazer um pouco das respostas que os participantes né todo mundo que fez parte desse dessa investigação coletiva formularam a pergunta de pesquisa e
aqui só dizendo que não é necessariamente sempre uma resposta né às vezes é uma reformulação dessa pergunta às vezes é um olhar crítico para essa pergunta mas talvez Mais do que uma resposta é como esses participantes reagem a essa essa pergunta eh o segundo conjunto desses resultados é que pra gente muito importante é como de alguma maneira se expressaram possíveis impactos nessa vida cotidiana eh e nessa vida cotidiana e nas prática sustentabilidade Urbana desse uso dos métodos espaciais então será que alguma coisa nessa vida cotidiana desses agentes da prática né nossa enfim muda com esse
contato com Esses métodos e o terceiro conjunto né desses resultados é um pouco pensar essas mudanças de perspectiva produzidas pela experimentação dessa caixa de ferramentas eh então vou falar aqui um pouco dessa questão da pergunta de pesquisa só Para retomar o problema que a gente formulou inicialmente foi o que as ecologias de Várzea do bexiga e do Glicério evidenciam sobre saúde Urbana eh e aí levando isso né não sei se vocês se Lembram mas paraas nossas discussões e atividades coletivas a gente consegue eh enfim a Fraia sempre nos lembra da importância disso de de também
formular as perguntas em termos mais operacionais ou seja mais próximos ali da da coisa prática né então uma pergunta que que a gente sempre se fazia em todos os lugares por onde a gente passou é como esse lugar cura eu não sei se vocês se lembram Então como as ecologias de Várzea hora do viveiro denúcia Pedreira Hora do parque do bexiga hora da recif e do Glicério curam pode passar eh então aí voltando né para pro primeiro conjunto que é da possíveis respostas ou reformulações a esse problema de pesquisa eh a gente sistematizou também em
três possíveis respostas digamos assim uma essa de cura como Resistência E aí a gente trouxe aqui duas situações que né Vocês nós falamos a gente extraiu das relatorias Do curso então eh só duas falas que sistematizam um pouco isso indicam um pouco isso eh uma Fala aí abre aspas É acho que as ecologias de v revelam locais de resistência como plantas rústicas ruderais e E aí Desculpa teve um erro de digitação E aí que mesmo com toda a diversidade Os territórios estudados indicam possibilidades de manejos para curas urbanas e a outra fala é fizemos algumas
reuniões presenciais e a e a caminhada e ao Observarmos durante a caminhada as plantas que brotam da calçada do asfalto a gente chamou isso de resistência essa relação foi acompanhando o percurso e fomos encontrando lugares de resistência Eh aí o segundo tipo de resposta né para essa pergunta é saúde e cura eh dependendo do reconhecimento do homem como natureza Então abre aspas aí uma possível resposta seria que o processo revelou que os homens devem se entender como parte da natureza e importantes Agentes da sua saúde ou seja é curando o espaço e as plantas que
o homem cura a si mesmo processo que só é completo Quando consideramos as várias vivências presentes no espaço riqueza da diversidade eh e o outro as ecologias de váza ou os modos de vida da natureza revelam num primeiro momento possibilidades de existir que não excluem a relação com as plantas e os cursos da água nas duas localidades indicadas bexiga e Glicério a quantidade De resíduos nas ruas e espaços específicos cooperativas de catadores iniciativas populares esgotos a céu aberto e pessoas em situação de rua pareceu uma indicação de fragilidade nessa relação com plantas rios e animais
também uma fala de um resposta de um participante ao nosso questionário de avaliação do curso que foi outro importante a instrumental de coleta e por fim só para Acabar essas possíveis respostas é o terceiro conjunto de Possíveis respostas é saúde e cura promovidas pelo cuidado com as plantas que é um mediador do encontro e da relação de solidariedade entre as pessoas então aí abre aspas tentamos ampliar a perspectiva de cura para as plantas a horta é um cuidado mútuo quem constrói esse ambiente se beneficia dele também dá cura para as plantas esse ambiente também gera
cura para a cidade às vezes vemos a cura por uma perspectiva humana mas há outros olhares A organização do Jardim parece ser aleatória mas é natural da natureza a forma com que as plantas se distribuem gera cura abre aspas de novo cura como espaço de compartilhamento quebra do individualismo vínculo comunitário conhecimentos compartilhados espaço aberto para comunidade horta cura traz tranquilidade abre espaço para criatividade e troca a horta gera continuidade dos saberes no espaço cria totalidade ecológica pertencimento Coletivo abraça vizinhança é aberta promove força coletiva bom e comer eh aqui né uma representação do que das
respostas que que os participantes deram eh a a ao que eles viam de impacto do curso na vida cotidiana deles né então partindo dos maiores né Eh eh da da maior quantidade de respostas nesse sentido né o que acho que o que mais impactou foi a a maior possibilidade de disseminação de Conhecimento trocado no curso né as pessoas uma das dos participantes eh respondeu vou aplicar na minha vida ajudando outras pessoas a se curar eh interesse por maior interesse por participação social também instigou um maior interesse na na nas questões da sua própria comunidade né
eh então impactou no foco a questões que estavam presentes em mim mas desfocadas embaçadas aguçou a curiosidade e a buscar mais questões e soluções né então Mais ou menos como o o Lúcio propôs nas nosas audiovisuais né Eh uma maior percepção de que as hortas urbanas podem significar maior qualidade de vida então tem tem um relato muito sensível aqui né vendo e ouvindo sobre o dia a dia de outras colegas frequentando hortas parques e teatro me dei conta que não tenho qualidade de vida o que consegui fazer para alterar a situação que ficou muito Evidente
para mim devido aos contrastes que percebi foi mudar um Pouco minha alimentação comer mais frutas e legumes ler um pouco mais de literatura para me ajudar na imaginação talvez em outras formas de viver e considerar fazer um doutorado achei muito boa essa uma né uma uma uma uma compreensão muito grande né da de tudo que que aconteceu no curso eu acho eh instigou também eh menor grau mas instigou também a aplicação desses métodos que a gente exercitou no curso nas atividades Acadêmicas e profissional né então impactou na minha pode impactar né na minha vida profissional
acho que buscar mais referências na relação entre a cultura e temas relacionados às relações multiespécies racismo ambiental etc e também um impacto na mudança da maneira de observar fenômenos da vida cotidiana né então H um participante eh relatou que desenvolvi um olhar apurado que não tinha antes do curso e uma certa admiração a percepções antes Negligenciadas eh e também um impacto na como mudança na relação com os espaços da cidade né o curso teve um impacto também na na madeira de interagir com com esses espaços específicos que frequentamos durante a a o curso e também
na nos Espaços que as pessoas frequentam geralmente na cidade cidade né então gostei de conhecer melhor aquele pedaço da cidade e mudou minha relação com a cidade como um todo especialmente pelos Circuitos que que a gente realizou e eh não menos importante eh foi o bordado como uma um um participante falou sobre o impacto que teve o bordado que como método né uma pessoa eh teve essa experiência e relatou as práticas de bordado certamente impregnaram profundamente em mim como prática estética e de cura pessoal Lembrando que um dos vídeos um dos mini vídeos que foram
feitos teve a Representação através do bordado né do Rio então muito foi bem interessante essa juntar os dois as duas os dois métodos né Ah legal perfeito boa eh então entrando aqui no nosso último grupo de resultados e sobre as mudanças de perspectiva a partir do uso dessa caixa de ferramentas primeiro ponto que eu queria destacar é essas diferentes percepções que a gente viu né sobre o uso desses métodos Então teve Gente que falou que a filmagem se mostrou um instrumento de pesquisa poderoso construindo em um só movimento o saber e o registro Mas por
outro lado Teve gente que falou que com relação à filmagem teve dificuldades e questionou esse uso da tecnologia que tá tão eh impregnado no nosso cotidiano né né então tiveram relatos assim sobre o caderno etnográfico Teve muita gente que falou sobre caderno como essa organização das ideias né como ele ajuda A decantar tudo que tinha sido vivido e teve gente que falou que não se adaptou ao caderno etnográfico então primeiro pontuar um pouco esses descensos que apareceram com relação aos métodos eh em segundo lugar a gente identificou uma crítica à perspectiva acadêmica mas paralelamente um
elogio aos métodos Então as pessoas né os participantes do curso eh nos seus relatos e eh a partir da relatoria e também a partir do questionário a gente viu como eh as Pessoas gostaram dos métodos identificaram os métodos como eh uma eh que os métodos acarretaram uma mudança de olhar significativa mas ao mesmo tempo essa crítica academia então por exemplo né abre aspas quando vim para o curso o meu maior medo era justamente ter essa da USP dessa concepção tão assim acadêmica e exatamente quando eu estive no primeiro encontro e voltei porque se fosse assim
acadêmica talvez eu não voltasse por conta disso dessa Visualização que a gente tem do formato Acadêmico da USP eh e paralelamente situações como esses óculos me possibilitaram Um Novo Olhar para um território já conhecido vivenciado sensibilizando para as questões das ecologias de vars então tem esse esse disenso também eh em terceiro lugar a a a inclusão da perspectiva multiespécies né nesse nessa caixa de ferramentas que eh ficou Evidente em algumas falas dos Participantes mas eu diria que ficou mais Evidente ainda nos filmes finais eh nos produtos finais do curso de extensão né então em um
dos filmes O protagonista era um rio eh no outro sobre a horta eh foi muito enfatizado né a a mediação das plantas em diversos âmbitos da vida e também no no terceiro eh foi focado muito essa ciclicidade das vidas assim então acho que essa perspectiva ficou bem forte aí essas possibilidades de existir né Eh foram bem Incorporadas e aí em último lugar em quarto lugar paralelamente a essa inclusão da da perspectiva multiespécie né e des desse entendimento do do ser humano como parte da natureza que acho que apareceu na em uma citação do slide da
Bell eh paralelamente a isso teve uma uma visão assim de que de oposição entre humanidade né com Rigor técnico então em falas como comecei a ouvir e observar muito mais o outro ver a vida com mais humanidade e menos Rigor técnico então Tem essa tem Tem essa visão assim da da humanidade é e apesar de descentralizar o Humano na Perspectiva multispecies volta a centralizar o humano né nessa nessa visão de humanidade em oposição ao rigor técnico eh e aí por último essa citação aqui eh abrir uma Abrir aspas eh eu acho que saí um pouco
desse olhar meio de academia meu e entrei mais para um olhar humano Então acho que eu fiz o inverso Do que aquela flechinha do mé do disz que era passar o método para as pessoas e depois passar paraa frente Isso é uma pessoa que vem do mundo da academia né que falou E aí nesse sentido a gente colocou essa imagem que mais que nada é para fomentar o debate né mas eh acho que essa última citação mostra exatamente como eh o uso desses métodos incide sobre os agentes da prática mas também sobre os pesquisadores sobre
a academia e a gente ficou refletindo Sobre como eh a prática né a partir do uso desses dessa caixa de ferramentas incide sobre os próprios óculos né incide sobre o próprio método não só sobre a pessoa então a gente colocou essa foto da Isabela aqui eh olhando através das molduras para para enfatizar um pouco essa multiplicidade de olhares que pode existir né Eh nesses óculos e que ouvindo Lúcio também poderia ser essas múltiplas lentes que ele apresentou Também poderia est aqui eh para mostrar essa essa multiplicidade dos métodos e é isso obrigada só aqui só
o resultado um pouco do da das oficinas de bordado então a gente aqui A gente tá montando o herbário do do da horta então aqui são apresentados alguns bordados obrigada E essa foi a sim por favor aplauso muito obrigada queridas e queridos uma ótima apresentação podem ficar por favor na mesa eu decidi que eu vou chamar as Debatedoras e os debatedores a falarem através do público porque aqui na sala já se misturam os convidados Ah tá então vamos inverter Tá eu espero que vão caber todos na mesa porque acho que somos somos cinco Acho que
sim bom eu vou convidar vocês daqui a um segundo eu queria só fazer um comentário muito rapidinho eh antes de convidar vocês a debaterem a comentarem a reagirem de forma bem espontânea né a os resultados aos Resultados do curso e as reflexões também as dúvidas os desafios né que foram agora eh compartilhados né Eu acho que é muito importante realmente ouvir vocês porque na verdade foram vocês que responderam a esses que questionários né que fizeram essas eh essas colocações essas eh eh essas reflexões junto com nosco né Eh eu queria perguntar se aa tá conosco
ainda então ela vai ser a nossa primeira debatedora daqui a um segundo queria só eh contextualizar um pouco Também esses Eh esses dados empíricos que foram apresentados né Realmente nós encontramos assim hoje foi uma prévia nós apresentamos uma análise prévio do nosso material que a partir de agora Durante os próximos meses até Novembro vai ser sistematizado e analisado através de um software de anális de dados qualitativos que chama maxca né E que nós ajuda a sistematizar E também categorizar o material então vamos digamos filtrar o material né para Entender por exemplo onde que aparece cura
onde que aparece saúde como prática como proposta como reificação como crítica né Eh onde que aparece uma definição de ecologia o que que é uma Ecologia evidenciadora Nesse contexto Sim vou falar sobre isso agora eh o curso né Acho que essa parte nós pulamos nessa apresentação né contou com 22 participantes ao longo de eh do período entre Março até Julho né então Março Abril Maio Julho 4ro meses Né 4 meses 22 participantes e esses 22 são os que eh foram citados aqui né que responderam aos questionários e também eh foram registrados durante as falas que
fizeram ao longo do curso né E esse o material que foi analisado junto aos eh filmes que vamos analisar durante a segunda mesa e os famosos cadernos de campo e queria só mencionar também que o caderno eh que foi analisado apresentado durante a última parte da apresentação e o Caderno m espcies aqui até na capa dá para ver né caderninho multiespécies da Romilda que ela vai nos apresentar ou assim eh vai compartilhar conosco hoje também muito obrigada ruma novamente eh Então esse esse é um pouco o material que nós vamos ainda né mais sistematicamente analisar
mas o que nos interessa Hoje realmente né o debate que nós queremos abrir para ouvir né primeiras reações também das pessoas que estavam ativamente participando no curso E agora finalmente vou convidar vocês debatedoras agradecer também pela paciência né Eh e eh desculpar novamente o atraso eh vou convidar primeiramente a cafira que que está conosco online porque ela eh depois teria outro compromisso de trabalho então antes de convidar eh prefiro convidar primeiro a a cafira porque aí eu posso eh apresentar ela rapidamente e depois eu vou convidar todas vocês e apresentar também todas as Outras debatedoras
cafira Eh por favor eh cafira eh eh é H entre muitas coisas também representa dentro do nosso projeto a colaboração com o teatro oficina E também o movimento do parque do rio bexiga cafir zoé eh foi também chave nesse momento do curso que muitos de vocês vão lembrar da nossa visita ao teatro oficina e eh do momento de Celebrar de assistir de participar na apresentação da peça mutação de Apoteose que acho que foi um momento realmente Muito importante Pro nosso curso que já tinha experimentado né com as molduras né tinha visitado O terreiro território eh
digamos fora né do Oficina mas que também comunica muito com o teatro né que eu o território do Parque do bexiga e finalmente entramos também por dentro do teatro e acho que foi uma experiência muito muito especial para nós então muito obrigada cafira por estar conosco e vou te convidar a eh a compartilhar seus comentários em CCO a 7 minutos se puder por favor obrigada querida valendo agora valendo Maravilha é estão me ouvindo é uma experiência um pouco engraçada bom então aqui representando os mais que humanos no digital peço perdão pelo ecrã que nos separa
eh bom muita coisa né esse negócio de 7 minutos Me deu até um gatilho de audiência pública das milhares que a gente já fez pelo parque do rio bexiga é Horrível Mas vamos nessa eh essa a a coisa das várzeas ela ela me atiça muito porque tava pensando em em todos os modos de vida né todas as relações afetivas sócio-ambientais culturais que se criam no no entorno né mediadas pelas várzeas assim já dei uma viajada já fui lá no futebol de vsia que originou a a questão do próprio carnaval em São Paulo que é muito
específico que é diferente do carnaval no Rio de Janeiro que tem ligação com com as Escolas de samba e a vsia quer dizer a vsia me encanta E no entanto são territórios aqui em São Paulo que estão muito eh soterrados literalmente né é uma loucura pensar que São Paulo é uma cidade Ribeirinha cidade Ribeirinha tá engraçada essa expressão para São Paulo e no entanto a maioria dos seus filos está so aterrada né dos seus grandes cursos d' água aos seus pequenos cursos D' água estão todos soterrados em canos concreto eu eh venho de um território
ligado a uma Várzea teatro oficina ele tá tá há 66 anos no bexiga 43 deles ligados à preservação né implicados na preservação desse Território que muita gente já deve saber mas eu acho sempre precioso repetir incansavelmente são 11.000 m qu entre as suas abolição e Santo amário e Jaceguai e Japurá são 11.000 m qu de um território que é atravessado pelo Rio bexiga que é um dos Rios do território do bexiga ligado ao saracura e ligado ao tororó e os três juntos correm em direção a ao anhagabaú né Eh são 11.000 m qu de um
território permeável Onde o Rio biga eh é dentro dessa caixinha de ferramentas Achei maneiro esse negócio de caixinha de ferramentas interessante E aí pensando nas caixas de ferramentas eu acho que essa luta do parque do rio bexiga ela tem uma uma Caixa de ferramentas bastante própria bastante específica e sem dúvidas o rio bexiga é um protagonista surpresa nessa caixa de ferramentas com o qual eh eu acho que inclusive o poder público a especulação imobiliária muita gente não esperava é um agente secreto da caixa de ferramentas muito importante porque foi sem dúvida eh um um agente
determinante um sujeito determinante para que esse território Eh mantivesse esse vazio Vital depois de ter sido demolido pela especulação imobiliária mantivesse esse vazio Vital sustentasse esse vazio segurando para que a especulação imobiliária não entrasse com um shopping depois não entrasse com três Torres de 100 m de altura com três andares de estacionamento para baixo da terra eh a gente teve uma uma conversa informal com um um agente da prefeitura que tava fazendo um estudo Do da terra ali que eu imagino que era em virtude das construções do grupo cvio Santos e numa conversa informal ele
ele nos Perguntou mas o que que é que vai ser aqui e aí eh Marília Piraju que é Uma arquiteta ligada ao parque do rio bexiga e ao teatro Ela respondeu bom Tá previsto depende depende quem para quem você tá perguntando a gente quer que seja um parque existe uma luta para ser um parque para se tornar uma área pública eh ambiental Ecológico e Cultural mas existe também um projeto de construção de três Torres com andares de estacionamento subterrâneos e aí a a o técnico que tava fazendo estudo eh da da Terra e do solo
ele diz bom só é possível que seja um parque porque com a água quea passa aqui embaixo é impossível que consiga se construir com essa robustez da especulação imobiliária foi uma fala que foi muito preciosa veio de um técnico que sabe tá falando em relação ao estudo de solo então assim o Rio bexiga É de fato um agente muito importante que dá nome ao ao parque né E existe uma cortina de fumaça nessa nessa história que não interessa que é sobre Qual o nome desse Parque se vai ser grupo sub Santos família bravanel José cels
Martinez correi iso é uma cortina de fumaça porque esse território ele já tem um elemento fundante que D nome a ele que é o próprio Rio bexiga e é Inclusive a característica desse parque né não são todos os Os territórios de Parque eh que tem essa característica de ser um parque que pode ter essa característica e essa vocação de ser um parque funcional né existe a opção de você ter parques de lazer parques para consumo na cidade de São Paulo eh feitos a toque de caixa existe a possibilidade de você com pertencimento no território entendendo
Qual é a vocação e a especificidade desse território perceber que esses 11.000 M qu com um rio passando a 4 m do chão com alguns Estudos de qualidade da água indicando a sua potabilidade existe a possibilidade de você com vontade política coragem política e também uma uma grande eh vontade pública coletiva entender que esse território pode ser um projeto piloto que nasce de uma periferia Central do centro da cidade e que vá servir de modelo de força de encorajamento para outros territórios da cidade que essa é um parque que funciona com aspecto Ecológico ambiental quer
Dizer é possível que o parque do rio bexiga seja simplesmente um pouco de cimento com algumas poucas árvores com alguns equipamentos para a infância equipamentos para o esporte é possível isso é legal bom isso é legal mas isso não é vital porque aquele território tem de diferencial para oferecer pra cidade a gente tá falando da possibilidade de um parque que consiga com soluções baseadas na natureza responder como um projeto piloto a questões de inundações E alagamentos urbanos a gente tá falando de um parque que pode ter uma grande horta escola e já tem o seu
embrião da sua horta lá e ela pode ser ampliada para uma transformação de uma horta escola pública que possa tratar da segurança alimentar do bairro do e o bexiga a gente tá falando de um parque que tem um curso d'água lá dentro que existe já estudos técnicos que obviamente necessitam de aprimoramento que só virão da da possibilidade de Poder realmente entrar no território que ainda é uma propriedade privada em vias de desapropriação e que a gente entrando no território vai poder fazer os estudos específicos para abertura de um trecho desse Rio com a sua reconstrui
de Mata ciliar existe a possibilidade de ter um parque Floresta um Parque que é um pulmão para bexiga no centro da cidade de São Paulo ligado a uma questão de saúde pública e é claro que com isso vem a maravilhosidade das do Lazer não sei Para mim quando as pessoas falam sobre vai ter equipamentos para infância eu não consigo imaginar um equipamento melhor paraa infância do que uma horta escola do que poder ter árvores plantadas do que poder ter um curso de rio com seu trecho a céu aberto com tratamento fitoterápico começando a pensar sobre
tratamento dos fios soterrados em São Paulo quer dizer eu que venho da roça que sou de Minas Gerais Eu não conhecia esses Equipamentos para infância de São Paulo para mim equipamento paraa infância é árvore é Rio mesmo é chão é plantar é brincar é correr qualquer coisa que você possa correr solto é equipamento paraa infância então assim eu acho que o parque do rio btig nesse momento ele tem a possibilidade de dar uma virada na chave dos processos de urbanização da cidade de São Paulo cafira que bonito sim é examente ex desculp desculp Meso que
temos outras debatedoras e temos pessoas que tem que sair a meio-dia e nó queremos assim queremos ouvir todos e todas e todos tá mas assim muito importante o que você compartilhou sobre o Rio beiga como Ecologia evidenciadora como a gente dentro dessa caixa de ferramentas e conecta muito bem queremos muito continuar ess essa essa troca com você e com vocês né Eh do teatro do movimento pque da horta de núzia que lá também existe né Eh porque Eh um dos filmes que vamos apresentar Hoje durante a tarde né exatamente eh retoma essa essa essa esse
entendimento do rio rio bexiga como agente evidenciador certo Solange e grupo né então Eh vamos deixar o rio falar depois também agora eu vou convidar eh as outras debatedoras agradecer novamente a cafira pelo seu tempo e participação online vou convidar na ordem de locais que Nós visitamos a Romilda E a Solange que hoje por favor convidar para sentar Na mesa que hoje para nós vão representar eh eh agentes eh que são muito ativas as duas eh dentro do contexto da horta Comunitária horta viveiro deú Bastos né Eh a Romilda é muito ativa no bairro do
bexiga dentro de várias associações eh entre outras a associação mulheres Unidas venceremos e foi a nossa parceira chave para justamente fazer a ponte com a horta comunitária A Solange eh entre muitas outras coisas curadora Historiadora ela também é bordadeira e organiza dentro eh da horta cada terça-feira um eh uma oficina de bordados e o projeto do semestre passado meio que sincronizado sincronizando com o nosso curso desse semestre foi um projeto de bordar juntas um herbário das plantas medicinais e alimentícias e ribeirinhas do bexiga né então eh eh muito bem-vindas as duas muito obrigada por estarem
conosco eu vou convidar já as outras que Boras ver se as mesas são As cadeiras são suficientes mas acho que sim eh já ouvimos né a a cafira do Parque do bexiga Então vamos pro Glicério agora vou convidar a Isabela Isabela Davis eh que eh nós recebemos muito gentilmente na associação que ela também faz parte a missão pais no Glicério da qual já vimos aquela imagem muito bonita numa das num dos filmes da aula três do seminário né com uma pessoa que bota raiz então uma pessoa multiespécie também né porque uma Associação que trabalha com
refugiados imigrantes e a Isabela também eh transita né entre prática e academia é formada em relações formada em relações internacionais e atualmente mestranda na geografia humana também do glicero vou convidar o Rubens Rubens Lira que nós recebeu na eh recifrar né serviço frá Franciscano de reciclagem acho que eh traduz corretamente o Rubens também é geógrafo entre outras coisas Engenheiro Ah desculpe Ah tá então era S um Interesse para mapeamentos que nós conversamos Em algum momento obrigada rens por estar aqui e acho que vale mencionar que presentes aqui do Glicério estão também o Abu que eu
já vi no público muito obrigada por estar conosco Abu talvez você queria que depois comp algum comentário na na no debate né por questões de tempo a minha proposta seria que vamos abrir para questões do público só depois da segunda mesa para já eh né Eh eh eh eh condensar todas as perguntas Eh e queria agradecer novamente a rosseline também que entre outras coisas representa também a Baixada do Glicério Baixada eh Várzea do glicero Viva aqui conosco né e eu sei que temos outros agentes da prática convidados por Samantha né que eu queria também agradecer
a presença Fábio e Lia exatamente e Esperamos que vocês vão eh poder ficar conosco também para a segunda parte do dia da elaboração dos policy papers esqueci alguém não tudo Certo vou passar então o microfone para vocês e eh convidar vocês a compartilharem algumas reflexões bem soltas sobre eh sobre Como que foi a participação de vocês no projeto O que que vocês acharam da apresentação né alguns métodos que vocês tiveram contatos e o que que vocês acharam desses métodos Obrigada passar Bom dia para todos e em primeiro lugar eu agradeço né você a Laura né
a o Michel né Pela esse convite né maravilhoso né de participar desse curso né que eu fiquei assim gente né O que que eu vou fazer nesse curso né eu fiquei na dúvida né de fazer o curso aí depois eu falei assim não vou fazer Seja o que Deus quiser e vou fazer esse curso né e e quando eu participei da né da da Primeiro Curso a aí para mim foi assim uma coisa assim ah acho que dá para fazer esse curso mesmo Néo né e não tenho nem palavra para Falar assim sobre o curso
que foi maravilhoso tá eh eu para conhecer as pessoas interagir com muitas pessoas que eu não conhecia do bairro mesmo e especialmente você né o Michel já conhecia né e eu as pessoas e e é isso para mim foi maravilhoso foi um curso maravilhoso Aprendi muita coisa muita coisa mesmo nesse curso viu muita coisa m n então e esse diário quando você tá tão Pesado elaborado no primeiro dia do curso o primeiro dia do curso aí você apresentou esse caderno né para todo mundo e falou que era para escrever um diário de Campo aí eu
fiquei pensando Nossa Um Diário de Campo será que é um diário é igual né que a gente né adolescente faz aí que pensando falei não eu vou fazer aí na na reunião que a gente teve Com a professora né então ela falou assim olha o Diário de Campo vocês têm que fazer eh colocar foto vocês passarem passeando na na caminhada do curso o que vocês quiserem fazer aí eu pensei assim ah já sei o que que eu vou fazer com coma de Campo vou pegar as fotos né que dausa da hortinha e dos lugares que
a gente for né fazendo as as visita aí eu tive essa ideia de Fazer esse esse diário né colocar as fotos da lúa né que aí tem ela lá da plantação Que el ela fez oficina lá na h no desfile né que ela desfilava aqui a menina foi essa foi pegar uma frou que ela essa e e ela foi pegar uma bran fazer um chá aí tá ela alí com a frozinha na mão né com a na mão tá a molin nas brantas e é isso também tem muitas situações assim de observações também né sobre
a horta Assim para nós foi foi um diário um dos mais assim importantes é foi muito importante esse diário da rilda para nós para aprendermos também sobre como que a horta e vocês vão ver isso um pouco refletido no filme né que vamos apresentar também o Michel vai apresentar na segunda parte do dia né da da abertura da horta né das pessoas que chegam vão pedir plantas medicinais né e a Rida documentou todas essas interações Cotidianas espaciais dentro da horta com a rua né com as pessoas residentes do bairro quais são essas as plantas que
as pessoas pedem Qual o conhecimento que tá sendo trocado né sobre essas plantas Então realmente assim esse esse diago é um um documento muito especial muito particular que a que a Romilda escreveu a partir de março né então que acompanhou realmente o nosso projeto desde o começo muito obrigada rilda não tá tudo aqui não só só coloquei algumas Coisas né vai continuar né certo porque é como você falou que a horta é uma horta Comunitária com EVA ah ah tá eh isso que é a horta é uma horta Comunitária era o objetivo da deú né
Eh para as pessoas ter conhecimento das plantas né que antigamente né não usava remédio né tinha mais plantação tinha mais evas né então o objetivo dessa horta é isso evas medicinais para aquelas pessoas então várias pessoas Mesmo pegará prando fazer chá Ótimo obrigada Reda muito importante também realmente assim apresentar esse espaço novamente para nós né que foi mencionado na apresentação Reda muito obrigada uma fala muito importante gente eu lembrei agora que porque eu passei dos espaços e não falei dos agentes da prática a Ana Cecília por favor venha pra mesa também eu não te convidei
agora vou te convidar para completar Eu sabia que tinha uma cadeira vazia eh Ana Cecília que que Representa e que participou ativamente no curso participa nas bordadeiras participa na horta é ativa no bairro e também é ativa no Conselheiro da UBS Nossa Senhora do Brasil Então ela também vai comentar sobre essa apresentação do curso mas agora eu quero muito convidar a Solange para compartilhar também alguns comentários obrigada bem Ah obrigada então bem eu sou eu nesse curso eu acho que eu tive Eu me coloquei Pelo menos né em três papéis uma de bordadeira a outra
como moradora e a outra como aluna que era um curso de extensão era aluna não sei se o método era esse se eu me coloquei assim mas foi assim que foi ficando sobre os métodos eu não entendia direito porque não existe cartilha não existia eh manual para seguir eu Relaxei e dei e dei continuidade vou fazendo como eu quero e como posso e e e disso daí eh é bem e e fazendo teve um método que já de início Eu gostei muito que foi o método eh da câmara e do Fotógrafo esse método assim eu
disse era nem sabia que era método mas aquilo dali já abriu para mim uma coisa de o que se via se via de fora se via de dentro ou ou não se o quem via quem não via que que ti vários pontos de vista Amei aquilo dali já me deu um alegria uma animação enorme Depois teve um outro que até foi criticado eu amei não pude seguir Por uma questão pessoal mas eu amei que foi o caderno de Campo Quer dizer ali do isso um objeto que eu quero dizer porque ele dá o objeto que
que era uma união de um eh objeto de um um caderno de campo com origami e que depois mais tarde eu descobri que ele também tem um qu dos bichos da lindia Clark ele pode ser ele espacialmente ele é um objeto ele tem frente verso direita esquerda centro e você vai dos pontos que você pode colocar e pode unir de várias maneiras e pensar de várias maneiras aquilo aquele caderno de Campo Eu amei amei e mais por questões aí devaneios pessoais Fi assim fui devaneando devaneando e aquele papel ali na minha mão e coisa isso
eu faço muitas vezes papel de estacionamento enfim mas isso não vem caso eu amei e para mim foi uma ferramenta muito importante depois frente aquele coisa eu comecei a fazer aquele método assim bem cartesiano né A1 A1 A2 a b que eu me perco que eu tenho que pôr mil flechas para aqui para lá para poder me Organizar é eu achei o caderno de campo riquíssimo e o que que eu iria dizer se sobre vsia eu des vi de uma vsia além de variana termo pejorativo vi eu sou variana de Nascimento Eu Sou eu nasci
no Prado e tinha como meus vizinhos de bairro a vázea e Afogados e Prado é onde os os os cavalos correm mas não era o Hipódromo Hipódromo era outro num outra zona eu vi de Recife que é uma alada é uma vasia completa depois se o que o nosso grupo Aqui formou uma coisa eh nosso grupo primeiro foi nos dado o Parque do bexiga aliás Depois de falar do Parque do bexiga depois da da cafira é você fica desse tamanho porque ela é o m Mas o que eu gostei foi de ver que eu penso
sem ter conversado com ela especificamente apesar de ter participado de várias reuniões lá no eu compartilho com as mesmas as ideias dela mas e e por compartilhar das ideias dela o nosso trabalho e nós eu Tava a a a Andreia que participou do mesmo grupo que tá aqui ela que foi a nossa monitora eh que eu nem assim isso eu falo nem sabia o que era monitora o que não era o que era aluno isso deu uma uma certa confusão e eh nós decidimos que não íamos fazer sobre o parque do bexiga que a o
Parque do bexiga seria mais um elemento que o nosso protagonista era o rio bexiga e esse rio bexiga nesse protagonismo esse rio bexiga ele nos deu o curso dele e a História onde estavam as curas através de uma frase inclusive da André que logo quando chegou e viu o nosso pedaço ela falou assim nossa Aqui nós temos um parque todos ao redores já tinham Parque ali estava um parque formado com as suas eh eh com as suas inclusive dificuldades e como chegar a isso e foi através desse pensamento que nós fizemos esse percurso do rio
Fizemos o percurso do Rio fomos observando eu como moradora tinha um pouco mais de de de coisa que eu sabia Também de certa maneira alguns lugares nós pegamos alguns lugares que eh que a gente achou que era de cura nós pegamos a casa do bestest adenas como como eh momentos e fizemos uma relação entre resistência e cura posso posso posso comentar nesse momento porque acho que essa relação entre resistência e cura vai ser chave também da nossa apresentação vamos apresentar pelo menos um trecho do vídeo de vocês na segunda mesa vou falar tu não fal
nada sobre aí A gente pegou alguns pontos é o problema é mais do tempo passa adante acabou por aqui mas muito obrigada assim eu eu detesto cortar vocês realmente vocês sabem que no curso foi bem diferente assim tivemos todo tempo de escuta não foi mas agora é enfim mas muito obrigada mesmo pressa outra coisa a relação entre monitores e eu não sabia qual era o papel dos monitores Eu acho que isso tem Que ser revisto eu não sabia se é o que que era os monitores ali e quem não era isso não ficou Claro quem
era o monitor não sei se é para deixar claro e não mas eu fiquei confusa até pedir para ela se a gente não pode Vamos marcar aqui um endereço um ah marca aí a nossa entrevista bom eh Laura obrigada pelo convite para mim é uma alegria tá aqui e reencontrar os colegas eh do curso agora numa outra num outro contexto né sem Aquela a euforia também de tá na na prática eh acho bastante significativo a gente tá aqui no iaa debatendo o resultado de uma pesquisa que de fato transcende eh os limites da academia que
é o que a gente sempre fala mas que é muito difícil de colocar em prática Então essa ideia das trocas dos saberes que a gente conseguiu realizar eh para mim foi a assim esse o tipo de pesquisa que eu quero fazer parte né tanto agora aqui no na geografia humana mas em Outros projetos eh me interessa muito a gente romper de fato eh esse lugar da academia que tem a sua importância mas que não é o único é verdadeiro então quando a gente ouve Romilda quando a gente vê a Bua aqui representando o Glicério com
toda a bagagem da migração não tem como a gente falar de bexiga e de Glicério sem falar de migração sem falar das pessoas que fizeram a transformação eh socioespacial né desses desses bairros tão importantes pra gente E que estão agora sendo ressignificados também com essa esse apoio e o da academia Eh eu gostei muito de ver os filmes a gente não tinha visto então foi muito gostoso também relembrar tudo que a gente passou me parece que quando a gente se distancia da obra a gente consegue observar de uma forma mais eh Ampla tudo que a
gente fez em tão pouco tempo e acho que isso é um fato também né soland A gente achou foi tudo Muito corrido tinha fazer fazer fazer e a gente queria ter tido mais tempo e entendo que esses territórios T assim é um terreno muito fértil pra gente eh continuar essas pesquisas eh por outras perspectivas essa integração eh dos dos aspectos ambientais com sociais eh já passou da hora da gente conseguir organizar isso de de uma forma que os métodos possam ser replicáveis Laura e eu conversamos também sobre essa parte da sustentabilidade desses projetos Porque eu
aqui tô com um chapéu duplo trabalho como agente como você chama a gente na prática né E também pesquisadora sei a dificuldade o desafio que é eh mas esse é o único caminho possível no nessa urgência que a gente tem de falar sobre essas questões e transformar essas questões Então eu fico muito feliz e assim apesar de não ser parte da equipe me sinto parte da equipe porque eh Isso foi um uma abordagem muito bonita e muito gentil de vocês eh De realmente abra abraçarem as pessoas uma pena que o Eduardo e a Claudinha não
não estejam aqui com a gente também porque seriam pessoas muito legais de trazer as contribuições eh a gente vai ter mais tempo depois para continuar esse papo falar do policy paper que muito me interessa e que eu acho que envelopa muito bem todas essas fases do projeto é como a academia tem também usa o seu poder para chancelar e para colocar isso de uma forma bastante Direta e pragmática nas políticas públicas Então é isso vou passar aqui pro meu colega hens que também tem várias contribuições para fazer Obrigada Isabela realmente e também muito obrigada você
realmente faz parte do time quero dizer né e na elaboração dos policy papers na primeira reunião que nós vamos ter com a querida Daniela também que representa aqui o grupo de saúde planetária e que vai ser assim fundamental também para colaborar Conosco nessa segunda fase do projeto de elaborar os policas obrigada por estar aqui e obrigada Rubens bem-vindo por favor pass e Bom dia a todo mundo eu vou ao que a Isabela às vezes eu confundo eh que seria muito rico est aqui hoje com o Eduardo e com a Cláudia porque foram pessoas que constr
o recifran né diante a partir de uma outra perspectiva Quem são Eduardo e Claudia eles são acho que é boa parte de conhece eles são Participantes lá do projeto eles atualmente eles estão se organizando também numa casa que eles alugaram eles estão no momento um pouquinho mais distante eh mas acabaram não conseguindo vi compor aqui a mesa e acho que ISO Faria até mais sentido porque eles participaram tanto compõem a equipe do recifran mas também quanto a equipe que acabou realizando o curso eh e eu acabei acompanhando mais o momento que a gente tava ali
apresentando o espaço do Recifran né E aí eu vou só aproveitar de me apresentar eh eu sou engenheiro eh tô muito feliz de tá aqui no no iea lembro quando 7 anos 8 anos atrás tava aí nesse lugar às vezes assistindo uma palestra né e aqui tá contribuindo hoje com o curso e acho que eu tive um grande apreço à proposta do curso por conta do que eu estudei posterior a fazer engenharia né que foi o a epistemologias do Sul e um processo que eu comecei de mestrado lá no Rio de Janeiro Com metodologias participativas
participantes pesquisação e eu queria só fazer um comentário breve para contribuir com a mesa sobre o histórico que do recifran Acho que nem não sei se quem não tava lá no dia ou alguns detalhes que a gente acabou não passando por conta de querer trazer um entendimento de qual que era o público o papel que a gente trabalhava lá né o recifran Ele nasceu de a partir de ações de despejo da população em situação de Rua que se organizava ali na região da Sé que tava ali no embrião do que seria hoje o chá do
padre né e um uma parcela dessas pessoas já tava ali se organizando quant catador mas sofria ações que perduram até hoje né e uma das alternativas que foi dado a partir da prefeitura para eles foi o espaço ali no Glicério né que a gente já observa o esse essa movimentação no pop Rua de sempre afastar ele do centro urbano de um lugar mais evidenciador Né e bom a gente constrói o projeto a partir das da realidade que a gente tem e é algo que pra gente é super importante eh esse olhar sobre o território né
a gente faz coletas seletivas dentro do território principalmente por trabalhar a relação ali junto com o território de saber o trabalho que é feito ali de Ah não é só um suporte para Pop Rua que muita gente ali tem um preconceito né mas as pessoas Estão numa trajetória e tão buscando superar a situação né que tipo sociedade acabou colocando elas e aí hoje a gente observa muitas questões ainda que T essa continuidade eu acho que a rosseline também consegue contribuir muito para esse debate pra gente foi super importante fazer aquele muro para chamar atenção pro
espaço o por quê se a gente observar quem visitou lá tá tendo a construção dos prédios na frente e algo que vocês não acompanharam recentemente Tá tendo uma obra pluvial pluvial desculpa ali na frente e a algo que não foi dialogado junto com o comércio o pessoal do recifran oou pessoal que trabalha ali na região e impacta diretamente sobre como eles se organizam né e um receio é nosso tá quando tiver Esses prédios na frente qual que vai ser o olhar que vai vir para quem tá no bairro há mais tempo Quem tá no bairro
fazendo essa coleta seletiva quem tá cuidando do bairro né Bom muito bom muito obrigada Rubens por compartilhar também vamos convidar a Ana Cecília também para comentar um pouco a partir da perspectiva eh de você também enquanto conselheira dentro da do contexto UBS né da UBS Nossa Senhora do Brasil que está situada justamente no bexiga obrigada Ana então eu tô aqui numa situação extremamente peculiar porque eu sou moradora do mexiga há 8 meses né venho de um bairro extremamente homogêneo gentrificado E que tem muito contato com a com o maior e mais conhecido Parque da Cidade
de São Paulo que é o Ibirapuera e que tem uma relação bastante específica e eu venho para o bexiga a minha relação com o bexiga começa com as cozinhas solidárias que a gente começou a ser organizado na época da pandemia e eu comecei a atuar como voluntária e a partir daí eu fui me envolvendo com o bairro me apaixonei e vi em parar aqui na no bexiga E era uma coisa que assim começou muito rápido logo depois eu fui Eleita para conselho da da UBS Nossa Senhora do Brasil que é do meu território e ao
mesmo tempo começou também esse convite da da Laura para participar do curso Então esse curso foi uma coisa extremamente interessante porque eh eu caí dentro de uma coisa que era totalmente desconhecida né o território ainda me era desconhecido apesar de ter sido acolhida por vários várias pessoas Vários grupos mas o território ainda me era desconhecido as relações e as dinâmicas todas que estavam envolvidas também eu fui aprendendo nesse curso Então o curso me forneceu uma aprendizagem uma aprendizagem muito grande e não só aprendizagem mas eu acho que eh Uma das coisas que eu não sei
se se o pessoal eh os monitores e os eh professores pensaram esse curso também proporcionou a uma criação de vínculos eu acho que eh Conectou uma série de subjetividades né de pessoas extremamente diversas e isso foi extremamente enriquecedor e que permanece e continua né a gente se continua a nesse processo Então eu acho que isso foi foi uma das características mais marcantes e mais enriquecedoras fora isso eh essa aprendizagem do curso que foi um curso que para mim foi extremamente estranho não só por porque eu estava na numa mudança pessoal mas também a a proposta
do curso também eh Eu não não entendi muito bem porque eu era uma eh fui uma estudante uspiana do final dos anos 80 que existia uma coisa extremamente eh acadêmica né e rígida e de repente me me propõe um curso extremamente aberto e fluido eu falei ah vamos jogar de cabeça aí vamos ver no que vai dar né E foi extremamente interessante porque eh a gente também foi percebendo que eh o curso foi se construindo nesse processo né então eh a partir das demandas a partir das eh eh Inclusive das adversidades que que que que
ocorreram durante o curso eh Houve essa eh adequação muito rápida Então eu acho que a a essa própria eh elasticidade que o curso propõe eh permitiu também que que ele se adequasse né a todas essas Eh esses obstáculos ou a demandas próprias que eh os alunos estavam lá eh colocando eh e rapidamente eh deu respostas Então eu acho que isso também foi uma coisa muito interessante eh de experienciar Ah Um dos resultados que eu acho que eh esse eh essa experiência né Essa vivência nesse curso proporcionou foi com relação à minha própria atuação dentro do
Conselho eh da UBS eh eu eh Caio nesse conselho que é uma co é é é é um instrumento extremamente importante de controle social mas que é muito pouco utilizado ainda na área da saúde em outros aspectos você vê uma atuação maior mas na área da saúde principalmente num equipamento Eh muito próprio que é uma OBS eh é é é uma coisa que é extremamente formalizada eh é extremamente eh ligada a interesses né Principalmente na essa situação que a saúde tá sendo terceirizada então Eh vai se adequando muito aos interesses dessas ehh organizações sociais que
que fazem a gestão e não permitem que o controle social realmente seja efetivado eh então uma das coisas muito interessantes que aconteceu foi que a Partir do curso falando com eh outros eh eh conselheiros no setor usuário e no setor trabalhador que estão sendo muito eh silenciados por serem eh funcionários dessas os né então a dificuldade de eximir a gente passou a se encontrar mais e a começamos a escutar e eh organizar as demandas da da da da população eh fora do contexto da OBS então atualmente eh eh eu até tive que desligar o celular
porque as pessoas Vemm e vemm contar e vem dar a resposta e vem demandar né e eu acho que essa escuta eh esse olhar eh esse esse respeito pela e por esse saber e de como quer ser representado foi dado muito por esse curso Então eu agradeço muito né a aessa experiência e eu só faço uma provocação Porque como estudante piano a gente não pode deixar eu acho que essa caixa de ferramentas foi extremamente importante porque ela nos ajuda a transformar e eu acho que Também transformou muito aos ah aos professores agora eu pergunto também
essa experimentação não mudou em algumas técnicas algumas metodologias dentro dessa caixa de ferramenta era isso que eu queria colocar Obrigada Ah que bonito B muito obrigada eu queria até voltar a essa imagem da caixa de ferramentas se eu posso compartilhar a tela aqui rapidinho Nem sei como mudar Como voltar para modo de apresentação aqui talvez Alguém me ajuda mas primeiramente por Favor queria muito agradecer a todas vocês eh e todos vocês porque realmente eu acho que essa mesa aqui né Eh junto com cafira e junto com todo toda a presença que temos também aqui no
no público realmente representa muito a diversidade desse curso né Eh as perspectivas diversas também que cada um de vocês cada uma trouxe né a Romilda E a Solange compartilhando assim sobre exemplos muito específicos né que compõe a nossa caixa de ferramentas mas que Foram apropriados também né que a reda interpretou de um h um jeito particular combinando fotografias desenhos escrita né a a a Solange que compartilhou sobre esse origami caderno de Campo que a Gabriela e o Michel trouxeram pro curso e bicho exatamente muitas espécies realmente né os óculos que também o Lúcio já tinha
colocado como lentes né reinterpretado Eh a Isabela e o Rubens que realmente também falam a partir do Glicério que para nós foi um lugar muito Importante né além das instituições que vocês representam né que já representam aspectos né do dessa Várzea que nós vamos aprofundar na segunda mesa também da da Várzea vista como lugar de transição né Eh de eh de de jeitos né Eh mas a vás também como um espaço que cura né algo que nós estamos defendendo e que também surgiu um pouco nas falas de vocês porque o Rubens trouxe esse exemplo eh
dos conflitos espaciais também né Então temos conflitos Espaciais digamos externos mesmo se nós duvidamos eh questionamos essa essa divisão entre o externo e o interno e temos métodos que também eh eh organizam espacialmente como aquele Origami que H né que a a o caderno de campo né que a salange e a Romilda também compartilharam que organizam também o nosso pensamento né E essa fase de sistematização que justamente começa hoje com esse evento né então eh acho acho que nós assim apresentamos também Uma fase assim uma fase transitória né entre um curso e agora a o
começo das reflexões realmente e o a continuação do Diálogo durante essa fase de eh eh de de reflexões né que vai se transformar em policy papers né e adorei assim do do que a Ana Cecília também compartilhou porque ainda não sabia né sobre como que você traduz isso para sua prática enquanto também conselheira dentro da UBS né então esse esse tipo de esse tipo de diálogo né que aqui no iaa nós Permitiu permitiu realmente assim eh eh performar um diálogo já entre academia e prática Então esse tipo de diálogo é fundamental para esse tipo de
projeto e vamos continuar esse diálogo na segunda mesa a Fraia já tá nervosa mas eu queria eu queria um pouco eh eh eh tranquilizar todos vocês porque o que temos na segunda mesa a maravilhosa Samanta que vai apresentar novamente porque o diálogo entre bexiga glicer foi fundamental por quê Por causa dessa Perspectiva comparativa também né para para confrontar eh eh eh estranhar um pouco o familiar que nós já Alguns de nós já teríamos com o bexiga e a Samanta vai trazer o caso de elóis nós temos 15 minutos tanto para a primeira apresentação que vai
ainda analisar um pouco os resultados do projeto eh a partir do bexiga do glicero e 15 minutos para Samanta e teremos os debatedores eh que alguns deles que têm que sair ao meio-dia e vamos também abrir para o Público e eu sendo optimista vejo que isso vai ser possível Durante os próximos 45 minutos muito obrigada muito obrigada novamente as debatedoras gente Então vamos lá eh é o que eu tava falando pr pra Romilda temos pouquíssimo tempo mas é o tempo que temos Então temos que aproveitar é o que é o que temos para hoje então
vamos embora né não tem muito que chorar não mas é isso E aí começa Essa coisa do do chicote do tempo aqui mas é o que temos Então vamos lá vamos aproveitar o tempo que a gente tem né Eh bom então eu é um grande prazer que eu assumo que é a mediação da segunda sessão que é essa sessão intitulada desafios né em que a proposta é ampliar um pouco assim o ângulo de eh de contemplação crítica né de natureza metodológica das várzeas várzeas como um um referencial empírico para projetos eh em prol da sustentabilidade
Urbana em São Paulo então ah eu gostaria de de em primeiro lugar de chamar aqui à mesa Então a professora Laura que já está aqui rosseline Tavares e Michel Michel Françoso né que vão falar dos potenciais impactos do PIP desse PIB ecologias evidenciador nas regiões centrais do Glicério e do bexiga ou seja eles vão refletir um pouco sobre potenciais eh impactos desse projeto então por favor eu queria começar né brevemente muito brevemente por eh apresentar aqui né a Rosseline eh bacharel em ciências sociais em direito e mestre de antropologia social pela Universidade Federal do Amazonas
eh que possui experiência de pesquisa com povos indígenas do Noroeste amazônico do Sul da Bahia foi pesquisadora do no projeto projeto Nova cartografia social da Amazônia e colaborou no projeto centro de ciências de saberes experiências de criação de museus vivos na afirmação de saberes e fazeres representativos dos Povos e comunidades tradicionais eh ela foi consultora para desenvolvimento de projetos culturais no Museu da Amazônia e membro do grupo de pesquisa mrac estudos de arte cultura e sociedade da Universidade Federal do Amazonas pesquisadora visitante no The Field Museum em Chicago que atualmente é membro membra colaboradora da
comissão especial da verdade sobre a escravidão negra do Brasil da OAB de São Paulo e além de pesquisar nas zonas ribeirinhas Da cidade de São Paulo no âmbito justamente do projeto Baixada vasa do Glicério viva essa eh essa Iniciativa Faz parte da rede de acervos brasileiros do museu afro Brasil Manuel arújo e da rede de museus históricos do Museu da imigração a segunda pessoa que tá chegando agora aqui é o é o Michel Françoso né Eh que pera aí deixa eu ver se eu acho aqui a mich mestre em antropologia e doutorando Em antropologia social
pela USP membro do grupo de estudos de Antropologia da cidade da da do tamb de antropologia e que a partir da propositora cosmológica da Isabelle stas pesquisa os impactos sociais na construção do Urbano em particular das tensões e incertezas acionadas pelo encontro de Exu com o metrô no contexto das escavações do Sítio Arqueológico da futur estação 14 Bis saracura no quilombo do saracura bairro do bexiga São Paulo ele tem Atuado nos últimos 7 anos junto a Organizações presentes nas vasas do bexiga com destaque para o terreiro e Lea Cia ossum Oxum eh casa Rocha 259
rede social Bel Vista horta Comunitária den núzia Pedreira eh e coletivo salve saracura é membro da mobilização saracura vai vai e recentemente coordenou o ciclo debate sobre o território da mexiga no CPF Sesc compõe o projeto internacional South designes e é co coordenador executivo deste projeto Aqui eh sobre o qual a gente tá falando hoje Então é isso eu gostaria então de passar a palavra para vocês com a maior urgência 15 minutos hoje agora vou ser bem de cortar aqui tá ótimo fra Então eu preciso de ser muito eh sintetizar muito porque não quero eh
eh tomar a palavra da rosseline e do Michel que nós convidamos hoje para sintetizar um pouco né Eh tanto a partir das da pesquisa deles individualmente vocês viram que o os dois são agentes eh Eh que atuam que pesquisam que circulam pelos territórios do bexiga e do glicero né Eh mas também vão eh interpretar já os primeiros resultados do curso né Eh tentando de já eh fazer a ponte né entre esse análises dos dados empíricos e as perguntas sobre como que esses espaços de vsia dialogam com questões de sustentabilidade e saúde eh só para introduzir
Então a nossa apresentação eu queria provocar os nossos debatedores né Eh com duas perguntas três na verdade a Primeira porque estudar questões de sustentabilidade e saúde urbana A partir das vazas paulistanas eh e essa pergunta né Nós já ouvimos assim vários qualificadores né a partir da primeira mesa né sobre o que que são essas ecologias de várzeas o que que são essas várzeas dentro de um contexto de sustentabilidade e saúde Urbana eh uma delas foi justamente a partir desse mapa né Eh que eh nós eh evidencia de alguma forma já as ecologias eh eh presentes
Dentro das áreas eh eh de eh eh alargamento das várzeas mesmo né algumas des que resistem vou usar uma palavra que também já foi eh usada resistem até hoje eh e eh aqui sou novamente Relembrando um pouco esses dois territórios que nós vamos H focar hoje nas apresentações da rosseline e do Michel eh o bexiga e o Glicério né Eh só para situar eles um pouco no mapa nos mapas assim atualmente produzidos e também Nas reportagens mediáticos Digamos sobre essas várzeas né já aqui provocando um pouco essa dicotomia essa e duplicidade também que essas várzeas
eh representam no Imaginário atual tá eh então o que que nós vemos aqui no lado eh esquerda em cima né Nós vemos um mapa do bexiga né e das áreas de enchentes no bexiga né e em embaixo à direita nós vemos a rua barrão de Iguapé uma das ruas principais do glicero eh completamente alagada né e eh ressaltamos ou relembramos também né Aqui já provocando um pouco os nossos debatedores a professora Rita né Eh o professor yob o professor sariva também a eh refletirem a pensarem conosco também sobre como que eh em um contexto de
eh digamos eh eh eh acentuação né de eventos extremos climáticos né essas áreas eh atraem a nossa atenção e atraem a atenção das políticas urbanas também né tanto quanto também isso é outro exemplo outro lado dessa dessa medalha né dentro do mapa das ilhas de calor de São Paulo essas duas regiões aqui não dá para ver muito bem né mas localizadas bem aqui no centro da cidade são alumas áreas que representam quase oases né dentro desse Panorama de ilhas de calor justamente pela resistência dessas eh ecologias desses espaços verdes e solos não impermeabilizados né n
alguns casos porque a cafira justamente compativel com conosco né É difícil construir nas Beiras de um rio antigo é difícil construir num área que eh está situada Em cima de um rio né de um território flutuante digamos né Eh bom aqui eu queria realmente muito rapidamente também compartilhar duas dois dados históricos né um que nós achamos durante a nossa pesquisa né Eh sobre o bexiga eh que o bexiga serviu também historicamente como prototipo de asfalti zação digamos né do processo de construção de ruas em cima de rios né Eh durante o processo de urbanização de
São Paulo aqui no lado e esquerdo final do Século eh XIX nós vemos uma imagem do né do Rio eh saracura que depois Eh virou eh eh eh parte dessa infraestrutura em forma de Y né que eh que que nós vemos aqui também coberto pela 9 de Julho né então já temos um pouco esse esse Panorama né dessas várzeas que serviram também como prototipo de eh impermeabilização de asfalti e eh de eh de cobrir com cimento também esses eh essas ecologias esses Rios né e um Segundo dado histórico muito rapidinho eh seria esse aqui na
verdade uma citação de um dos urbanistas influenciais né da cidade o autor do primeiro plano diretor da cidade Adolfo vinto que em 1903 eh escreveu no Estado de São Paulo no jornal né Eh enquanto os tais Plantadores de agrião eh moradores das vas do Rio saracura em habitar no centro de São Paulo enquanto não se aterar o velho tanque do bexiga e mundo Brejão a nossa Bela Capital tudo poderá ser menos uma cidade higiênica menos uma cidade segura de seus destinos né então aqui novamente temos uma duplicidade né tanto dos Tais Plantadores de agrião que
eu queria provocar serão serão eh né os integrantes do movimento paque de bexiga serão as erveiras da horta de núzia né serão eh os Plantadores Eh que que fazem horta e aprendem sobre jardinagem lá na recifran né esses Tais Plantadores de agão que resistem né que continuam a Resistir também um processo de quase eh eh higienização gentrificação antigo né E que ao mesmo tempo essa ideia da Várzea como verso das doenças né como lugar de origem eh assim nessa nessa nessa otomia da cidade saudável e eh da cidade doente da Saudade sustentável e da cidade
também eh perseguida por extremos climáticos né eu vou eh terminar aqui queria só mostrar para vocês eh essa essas duas perguntas que eu fiz para provocar a rosseline e o Michel a compartilharam um pouco eh algumas eh algumas eh eh alguns análises né dos dados íos eh da pesquisa deles e do curso a primeira pergunta é o que que são essas ecologias evidenciadas no contexto das vas do bexiga e do Glicério né queremos ouv exemplos Concretos e ver como que vocês também vão interpretar numa primeira análise né Eh o que que esses elementos de ecologias
de vasia nós evidenciam sobre questões de saúde e sustentabilidade Urbana então uma grande Assim provocação mas espero que vocês vão poder trazer os primeiros resultados e vamos começar pelo bexiga eh e por Michel Obrigada Olá bom dia tudo bem eu vou pedir não sei se é possível abaixar um pouco Ach tá muito alto né Nós estamos em tantos Obrigado eh Então vou começar aqui comentando um pouco sobre a partir dessas provocações da professora Laura e da abertura da Professora Fraia para falar um pouco dessas evidências né ecológicas que nós estamos aqui discutindo em particular sobre
esse Território que é o território do bexiga eh primeira coisa importante né acho que é destacar aqui os trabalhos da Solange Lisboa que vocês já conheceram na última mesa eu acho muito interessante como os trabalhos da Solange sempre emolduram um pouco aquilo que a gente quer trazer de forma mais abstrata em debates mas acaba Sendo representativo na forma material que o trabalho dela tem nós tivemos um ciclo debate sobre o bexiga no Sesc que foi amalur por uma obra dela que é Lute como rio saracura e agora estamos tendo mais um debate aqui também é
moldurado por um trabalho dela sobre árvores né que estão sob ataque numa área de encosta da Almirante marqu de leão então aqui também tem um trabalho que ela faz né representando a espada de Ogum que é um elemento significativo como outras Ervas que também estão presentes no bexiga o bexiga tem uma característica interessante porque sempre que a gente vai discutir sustentabilidade no contexto Urbano a gente imagina um pouco que nós estamos falando de mais natureza no contexto Urbano né como se nós tivéssemos pensando primeiro né Essas duas coisas de formas distintas Então existe a natureza
de um lado e urbano que se contrapõe ela e segundo nós estamos pensando como colocar mais Natureza nesse Urbano acentado vamos dizer assim o bexiga opera numa lógica um pouco diferente ele não pensa esses dois elementos como elementos distintos existe um modo de vida ali muito interessante que faz da própria presença da natureza não uma oposição à sua vida urbana mas faz dela uma potência para viver na sua própria concepção de Urbano E aí né a presença dessa natureza ela não vem de forma separada da sua vida urbana na verdade ela é a própria Condição
para aquele modo de vida poder continuar existindo um pouco disso né não vem só do discurso comunitário Mas vem também do discurso institucional aí tem um trecho né da resolução 22 de 2002 que é a resolução aprovada pelo comesp que estabelece o tombamento do bexiga eh e que reconhece nele não apenas uma característica histórica né o bexiga é muito conhecido pelos seus sobrados italianos né no sentido de um patrimônio material mas também a resolução Reconhece o bgia como um território de relevância ambiental paraa cidade de São Paulo porque ali se preservam né pelo menos três
cursos de rios nas centes urbanas e em costas de vegetação mas fora esses elementos óbvios né onde a gente consegue enxergar o mundo da natureza ele também produz né um modo de vida que dialoga e faz dessa natureza parte da sua cultura aí no próximo por favor slide tem um elemento muito interessante sobre isso né Aí é um Cortejo que foi feito para orixá Oxum né um cortejo realizado no segundo semestre do ano passado que também né sobre a liderança E aí é importante a gente destacar aqui né a mãe Jennifer de Chang mas destacar
também que esse projeto aqui como um todo ele só é possível por figuras muito icônicas no bexiga e que são eles também evidências né Desse aspecto lógico desse Território que é o excelso martinense Correia né a Denia Pedreira que lidera né e liderou o Processo da Constituição da horta Comunitária do bexiga e o pai Francisco deum não por acaso deum porque ali O terreiro estabelecido tá Às Margens né do então Rio saracura o que nós temos no biga não é exatamente uma evidência no sentido que nós usamos na ciência mais natural aquilo que se vê
ou que se destaca né aqui no caso a evidência ecológica do bexiga ela é culturalmente construída ela não tá dada de antemão Mas ela é mediada pelo modo de vida que Ali existe e que produz algo a partir dela e esse algo que é o que nos interessa que é a cura que é um fortalecimento comunitário que é um modo de vida mais saudável então aqui no caso é através da figura de oxun né que se evidencia a presença desse Rio ninguém tá escavando o asfalto para ver o rio mas está de algum modo culturalmente
fazendo com que ele se revele nessa prática que é uma prática de reverência a essa entidade ali também né se Comemora a fertilidade da varze com seu Amarelo Dourado ali também de algum modo de outro se manifesta o modo de vida e aí tem uma frase muito icônica de um morador do bexiga que é as portas das casas do bexiga não terminam né as casas do bexiga não terminam na porta da frente mas ela se prol para Rua Então essa ocupação Rua e que vai ser feita né uma ocupação que é feita através desses símbolos
do mundo da natureza é o que faz dessa cultura um Modo de se fortalecer de se agregar e de se constituir no documentário né um dos documentários produzidos que é o vínculos de cura ele traz exatamente essa ideia do vínculo que outras mesas aqui Já trouxeram a partir de uma sugestão que o Lúcio troue muito interessante que era a ideia de explorar esses portais né ou esses portões E aí no caso esse documentário explorou os próprias grades ali os portões que não Encerram mas de algum modo marcam uma passagem da horta Comunitária den núzia Pedreira
Ana Maria José e que mais do que um fechamento né entre um espaço a outro Ele marca ali um espaço de interação entre esse dentro e fora o público e privado enfim esse modo de vida muito característico do bexiga através desses elementos do mundo da natureza é uma forma muito proeminente da sua cultura que articula de forma muito viva e pulsante esses dentros e Foras né as ruas e casas as hortas e esses espaços teatro não por acaso a gente traz aqui como parceiro o teatro oficina que é um teatro rua né dentro dele você
não tem um Palco exatamente mas é literalmente uma rua que eu atravessa e ali ele se manifesta né Então nesse caso nós temos essa agência né dessa articulação Comunitária que faz do seu próprio modo de vida em articulação com o seu ambiente natural uma forma de se curar de se fortalecer Né e de se colocar é muito curioso que o bexiga quanto tempo eu tenho fra dois t Tô bem tô bem Podemos colocar só vou concluir é muito interessante que o bexiga Como a professora Laura colocou né um protótipo do processo de tamponamento dos rios
em São Paulo então a 9 de Julho 23 de Maio São marcas do processo Inicial dessas grandes Avenidas em fundo de Vale também é dali que vão surgir discursos também muito protagonistas para se repensar essa Relação com as várzeas aí podemos ver então né o documentário Claro só para dar um postinho né presente está a né que colaborou parece fme mas vocês podem ver aqui o processo colaborativo talvez interessante destacar também uma colaboração entre a gente tem que [Música] ser a planta para ela desenvolver ela precisa de de atenção né Tem gente que fala vamos
conversar com a planta ah Ném Eu não consigo né conversar com a planta mas e olhar para ela e ver assim tá bem ou não tá bem eu olho esse peixinho aqui ó eu percebo que que ela ele tá indo bem aí eu vou pausar aqui porque era realmente sso para dar uma uma pequena ideia do filme e da da calidade que esse grupo deu para exatamente essa porta da horta que a a reda já já mencionou também né Essas práticas das pessoas que chegam e pedem e eh eh evas né fhas Etc do vidas
na travessia você queria só para só para concluir né existe um segundo filme eh a partir das ecologias evidenciadas do mexiga vidas na travessia e justamente né evidencia ou ilustra o que aange era uma das autoras do filme também eh já eh argumentou né que o pque do bexiga para esse grupo Ah desculpa o Parque do bexiga para esse grupo realmente Foi algo que já existe e que existe muito além desse território eh eh Do estacionamento né que vai virar o pacto de bexiga eh Então elas foram retraçar esse filme através de bordados e de
som também né Eh depois nós vamos providenciar os links também desses filmes para vocês verem com calma então agora rosseline quer falar rapidinho um minuto um minuto sobre o quê sobre a fala do Michel Ah você quer entrar Agora tá eu vou ser muito breve pô Michel que que é isso a disputa entre o bexiga e o Glicério tá cada vez mais Evidente né acho que é bom vou tentar ser muito breve então eh primeiro agradecer né as formas organizativas locais né da da Baixada doério e eu vou mencionar muito rapidamente que a sou organização
negra Centro de Estudos da cultura da Guiné representado aqui pelo Abu a união dos cordelistas cantadores repentistas e Apologistas do Nordeste a cran se Sebastião Marinho eu recentemente a escola de samba Lavapés pirata negro né representado pela filha neta da madrinha unice a rosmeire Marcones a casa Ché e le oá representado pela mãe Cláudia a cooperativa de materiais eh do Glicério AC Coper Glicério o serviço Franciscano e duas instituições importantes né o serviço Franciscano de apoio a reciclagem representado aqui pelo Rubens e a missão pais representada aqui pela Isabela agradeço a presença eh eu vou
começar com uma citação muito breve também da Carolina Maria Jesus que ela menciona o seguinte porque nem sempre a classificação Ribeirinha tá associada à pobreza né No entanto nos contextos que nós estamos estudando eu acho que essas condições materiais de existência elas são muito evidentes né Eh nós somos pobres isso é a citação da Carolina eh viemos para a margem do rio as margens do rio são lugares do lixo dos marginais Gente da favela é considerada marginal não mais se vê os corvos voando as margens do rio perto dos lixos os homens desempregados substituíram os
corvos eh essa apresentação ela tem como referência uma pesquisa preliminar em curso eh a partir de dados e experiências da observação direta empiricamente observáveis na região do Glicério geralmente quando eu falo sobre o Glicério eu falo andando né subindo e descendo ladeira na vasia do Rio tamando Ati e quem já foi vítima dessa experiência tem a duração de aproximadamente umas três a 4 horas mas eu prometo ser muito breve aqui né para essa conversa eu trago uma fala muito curtinha de 5 minutos ou menos desses 5 minutos apenas para provocar uma conversa sobre o aspecto
característico da estrutura das casas que é essa imagem que vocês estão observando aí eh o que que essas comportas significam num contexto de Várzea né o que elas Evidenciam sobre questões de saúde e sustentabilidade a região do Glicério é classificada também como a zona baixa da capital Várzea do tamando ti bairro ribeirinho e não se trata de uma metáfora de tá de É de fato a região está localizada às margens de um rio que também se popularizou com as dezenas de campos de futebol vaziano né a região está localizada eh passa essa região ela passa
por constantes alagamentos devido ao excesso de água que escoa da da Região da Praça da Sé e essa condição ela tem mobilizado moradores a pensar em alternativas para conviver com a situação caminhando pelas ruas é possível identificar dezenas de casas comércio eh com comport E essas compostas comportas do Glicério São estruturas de metal com aproximadamente 1 m de altura eh quando levantadas e são utilizadas para controlar a passagem de água nos períodos chuvosos né Eh geralmente são Vistas em canais rios e barragens a condição vulnerável das várzeas menos que isso a condição vulnerável das várzeas
no remete a citação da Carolina que já foi mencionada mas também é possível pensar sobre as condições materiais de existência das lideranças da as formas organizativas locais que detém parte da memória viva desta territorialidade tradicionalmente ocupada por pessoas negras é isso então gostaria agora obrigada ros Gostaria de chamar à frente a Samanta por favor Samanta Obrigada graduada em arquitetura e urbanismo pela Universidade de São Paulo e mestre em planejamento e olia pelo Instituto de Pesquisas tecnológicas do IPT de Estado de São Paulo é uma das precursoras da prática da Agricultura apoiada pela comunidade também conhecida
como CSA Nesse contexto defende a prática como experiência disruptiva e reveladora das incoerências do sistema econômico mais Do que como uma simples estratégia de comercialização uma de suas missões é desenvolver ou devolver aos agricultores e agricultoras e as pessoas em geral o direito de Celebrar as colheitas com a pandemia o chamado para voltar a atuar com cidades nascida no Sacoman aceitou com alegria o convite para desenhar e implementar um projeto piloto em Heliópolis no âmbito de uma parceria técnico-financeira entre o núcleo de cidades do Insper a unas e o W wwf Brasil atualmente el bolsista
no eh no clim no climap pois né e colaboradora probono do da Coper pack eu não assim vou começar dizendo que aqui tá um PD então pode ser que não seja exatamente a apresentação tá não tem 56 Então deixa eu me concentrar aqui eu agradeço o convite para est F trazendo a experiência de leópolis Nesse contexto das ecologias tá eh aqui tá com um PDF pera ali bom eu vou usar essa figura para indicar para Vocês pontos em que a gente vai est Mudando de assunto tá A ideia é a gente lembrar nesse Que tal
de que a gente tá dentro de uma caixa não de ferramentas mas numa caixa às vezes de saberes mas a ideia não é que a gente se limite a ela né Assim como fractal a gente pode estar entrando e saindo dessa forma então é um atalho para mim mesma para eu me lembrar tá eh aqui tá então assim eu vou falar um pouco sobre território conexões e Hotspots eu vou ter que fazer um jeito aqui esquisito porque não tá na apresentação Google tá E aí tinha slides ocultos essa é uma vista aérea do território de
Eli Que pena tá vou seguir assim tá no improviso total porque a apresentação tinha animações então assim quando a gente olha a foto aérea de Heliópolis a gente chega se a gente fosse ver só a foto aérea e pensar como que é esse território talvez a gente chegasse a uma Ideia de que é altamente adensado e esse dado ele se confirma no Gel Sampa né Então imagina é como se na área do Parque bexiga que tem 11.000 M tivesse cabendo entre 350 até 30.000 pessoas é mais ou menos essa referência que a gente tem que
ter de densidade quando a gente fala de hotspots ecológicos dentro assim do contexto das ecologias de vasia ou de qualquer outra Ecologia hotspot é um termo é um atalho de linguagem né que a gente pode estar usando se apropriando Da da ecologia a gente poderia falar assim será que eles tão perto das Árvores né E aí a gente vê duas árvores nessa foto aérea será que eles estão nas vasas é a conexão com o seminário de hoje né no Heliópolis a gente tem alguns Rios né algumas Nascentes à esquerda de vocês é um lava rápido
que ele fica assim num pequeno trecho em que um dos rios ele é visível então é interessante esse lugar do de o rio é usado para descarte da água do lava rápido né do Agora nessa outra foto maior também é é esse mesmo Rio num outro trecho que a gente vê um conjunto habitacional de um lado a gente vê as construções do outro a gente tem alguma vegetação Mas você vê é uma vegetação ali eh poderia mandar né para assim com brincando de verdade com uma certa cautela porque a gente tá falando de lugares que
tem o índice de Coli feec tem um lugar ali né Não sei se essas plantas estão no lugar que elas mais Gostam de verdade essa foto eu gosto muito uma vez uma atividade com jovens eu comentei com eles que eu consigo pena tá tá pequenininho para vocês né mas assim é o encontro de dois rios e eu falei para esses jovens que eu consigo super ver de um lado uma vegetação de vas consigo cons ver a instalação de vá as eh caixas sépticas de tratamento né de pequena escala de esgoto e e assim não sei
se dá para nadar né mas assim teria uma outra paisagem adoro adoro Esse lugar e eu tenho uma relação afetiva de verdade eu nasci na ru marque de Maricá que tá a menos de 500 m daquele lava rápido e minha mãe ela nasceu e cresceu e passou a vida inteira na estrada das lágrimas que é onde hoje em dia muito perto tem aqueles predinhos do conjunto habitacional Então essa é a da casa da minha avó já nos anos 70 Essa é a vista que eu tinha da casa da minha avó pro fundo que é onde
a gente reconhece como Heliópolis né então eu Tenho a lembrança desse rio que passava atrás da casa da minha avó hoje a paisagem é assim essa casa amarela então vamos mudar de assunto eu vou trazer para vocês uma experiência de Heliópolis é um relato dessa experiência num contexto muito específico que é um projeto é uma parceria técnico-científica entre wwf Brasil e é o centro de estudos das cidades do rusper ele tinha um nome né quando eu cheguei ele já tinha um nome que é Promoção de segurança soberania e sustentabilidade faltou a palavra alimentar aqui alimentar
em comunidades urbanas e ele tinha um objetivo que era o desenvolvimento de um curso na verdade o conteúdo programático de um curso para comunidades vulnerabilizadas que permita a incidência em políticas públicas e a implementação de um projeto piloto de agricultura Urbana tá então eh quando eu venho para esse contexto a minha pergunta do hotpot ela muda um pouco né Que é como inserir agrobiodiversidade em territórios adensados Então nesse nesse recorte bem rápido a gente eu encontro as escolas de educação infantil evidenciando-se como esses hotspots e esse slide teria que tá oculto mas é assim por
causa da questão da Uh tá bagunçado mas vamos lá por causa da menor rotatividade das funcionárias que atuam nesse Centro de Educação Infantil não vou explicar por agora e por causa do R espacial né assim Esses pontinhos verdes eles estão a menos de 500 m de distância uma das outras quando a gente fala de conexões ecológicas tem um um lugar ali importante a tá vamos lá esse Eh desculpa é só porque eh como baixando o computador do PDF A apresentação final que eu preparei tá na sequência diferente dessa mas vai dar tudo certo então a
gente tem a como aumentar a biodiversidade então eu adotei uma estratégia né E que ela Eu não vou falar que foi na contramão Mas ela é complementar a de vocês eu não fui no território ver o que o território já tinha eu precisava lidar com o contexto que ele já existia esse contexto de querendo ou não ele é murado é dentro de um centro de educação infantil que acolhe crianças sei lá de zero até 3 anos e 9 meses Então dentro desse contexto tá uma para aumentar a biodiversidade o que eu fiz foi a inserção
de espécies tá espécies de Plantas que atraem polinizadores então a gente tinha à esquerda um um um um um canteiro Ocioso esse canteiro Ocioso ele recebeu em torno de 20 espécies de plantas dentre elas sete variedades de manjericão Então essa foto pequenininha é a do Ciro antes essa é uma foto recente com algumas das professoras a gente já tem a presença de abelhas né e a gente ainda não viu joaninhas né então eu tô ali ai quando vai chegar uma joaninha eh a gente teve também a Inserção de outros animais Nesse contexto pedagógico que são
as minhocas tá numa interface ali com os agentes de promoção ambiental Hum que pena vai ficar bem bagunçada a apresentação Mas vamos lá eu não vou ter tempo agora de entrar com vocês em referencial teórico sobre agricultura Urbana e periurbana né mas assim no referencial teórico a gente vai encontrar que a produção de alimentos ela não é a função principal da Agricultura Urbana e a Agricultura Urbana ela teria várias dimensões né só que lembra tem um título de projeto que eu preciso seguir então por isso que tem um recorte da produção de alimentos Ai meu
Deus vai que bagunça é Bora lá ah é vou no f Style tá quero porque mudou porque baixou o pdf Então tá esse slide M pular é tá vamos ver então assim essa imagem ela contextualiza o Sacoman tá o Sacoman ele tá dentro do vamos por pass o El óis tá dentro do distrito do Sacomã Que tá dentro da Subprefeitura do Ipiranga aqui é uma imagem que vai mostrar o Heliópolis na divisa ali entre o distrito do Sacomã e distrito do Ipiranga o Ipiranga ele faz quase essa divisa ali com o Glicério né se a
gente seguir Avenida Nazaré a gente vai chegar no gério eu tinha deixado essa foto pro final e vamos terminar com ela por causa de tempo tá assim é mas é que acho que vai ser acho que para eles vai ser melhor até eu vou Fazer ess gante senão aqui eu vou me perder talvez eu corra com algumas tá vou correr com algumas imagens Rita eu Rita e assim eu vou falar dessa imagem agora tá que assim quando a gente fala sobre o referencial teórico de de agricultura Urbana e as possíveis dimensões a gente tem a
dimensão urbanística como a mais recente na literatura acadêmica né E ela vem dentro de uma narrativa das soluções baseadas na natureza tá então dessas intervenções Quando a a gente vai conversar com o pessoal de meteorologia esse mapa colorido aqui ele não é de temperatura ele é de umidade mas assim como que a gente consegue eh a alguns estudos de especialistas de meteorologia já vão indicando pra gente o volume de massa vegetal que a gente precisa ter num território para que aquilo tenha um impacto de verdade no microclima essa percepção ela é um pouco diferente da
gente enquanto cotidiano Quando a gente tá do lado de uma árvore ninguém vai convencer a gente que aquela sozinha não vai fazer diferença ou quando a gente tá perto de vasos então assim a gente tem uma percepção no cotidiano que é um pouco diferente daqueles têm quando eles fazem análise de modelagem climática então eu terminaria a apresentação nesse sentido tá Rita pra gente tá provocando uma creche é um espaço muito pequeno né Qual que é o impacto real que a gente tem na Cidade esses eu tinha escondido porque é para falar com o pessoal da
UBS né e do programa eh ambientes Veres saudáveis que a gente não vai ter tempo vamos ver ah tá Tinha alguns de punks aqui mas que pena mas tá tudo bem Tem que é improviso é assim né o teatro vocês gostam de teatro teatro tem a ver com isso quando a gente fala de punks né que são as plantas alimentícias não convencionais o não convencional ele Depende do ponto de vista que a gente tá olhando então a gente introduziu o território vou falar com você assim que V me sentir melhor a gente introdu no território
sete variedades de manjericão por motivos de polinização reprodução etc e tal no caminhar a gente descobriu que o manjericão ela era uma planta desconhecida para várias das pessoas que frequentam aquela creche no papel de funcionária professora né então o Manjericão Nesse contexto ele evidenciou pra gente como uma planta alimentícia não convencional né ao mesmo tempo a gente levou pro território plantas que em cartilhas de pks costumam aparecer por exemplo o hortelã gordo ou então cacto de Palma só que a gente teve uma pessoa que trabalha na escola na eh cuidando na horta que quando ela
viu aquelas plantas ela ficou muito sensibilizada porque ela lembrou de quando ela morava no Nordeste e ela Lembrou de quando ela praticamente quase passia passava fome e o cacto de palma para ela é a lembrança da horta que o pai dela tinha e que ele vendia para as pessoas mais ricas alimentariam o gado né E eles como não tinham dinheiro eles comiam né e oan gordo para ela foi lembrança de como preparar carne então assim uma um uma um elemento que para algumas pessoas é uma planta não convencional porque não faz parte do cotidiano quando
você muda de lugar ele Deixa de seo Então acho que vou terminar por aqui tá porque enfim fico bem meio bagunçado mas acho que obrigada obrigada viu valeu você conseguiu dar dar a ideia conseguiu sim obrigada gente então mais do que rapidamente eu gostaria de chamar aqui à frente agora eu vou pedir então pros expositores e expositoras se sentarem para que venham à frente os três debatedores com os quais nós contamos aqui hoje que são o professor Pedro Jacobe a professora Rita e o professor Antônio Saraiva se vocês puderem por favor vir para cá eu
agradeço reitero aqui né as nossas eh enfim a o O Lamento pela correria do tempo mas enfim é o que temos e e é isso então Eh queria aqui começar Então por Seguindo aqui a ordem né da do do do programa apresentar primeiro Professor Pedro Jacob né Eh possui graduação em Ciências Sociais e em economia pela USP mestrado em planejamento Urbano e regional pela Graduate School of Design da Universidade de Harvard doutorado em sociologia e e livre docência em educação pela USP foi professor da faculdade de educação da USP é professor titular sor do programa
de pós-graduação e ciência ambiental da USP membro da divisão científica de gestão Ciência e Tecnologia Ambiental do Instituto de energia e ambiente da USP coordenador do grupo de acompanhamento estudos de governança ambiental membro do Conselho E pesquisador do núcleo de pesquisa incline interdisciplinary climate investigation Center da USP membro da integrated assessment society desde 2021 coordenador do grupo de pesquisa meio ambiente e sociedade e pesquisador colaborador do ia junto ao programa ussp dados globais então agora reaja Pedro bom eh maratona acadêmica eh primeiro dizer a s da satisfação de conhecer esta experiência que eu acho que
mostra exatamente o desafio desse encontro da Universidade com a sociedade civil e com diferentes atores da sociedade civil e e dos espaços importantes que se criam justamente quando saímos da nossa bolha né Eu tô trabalhando também num projeto até com Amanda também tá eh e a Rita no Jardim Pantanal eh junto ao Instituto Alana no projeto que eu coordeno sobre segurança hídrica e eu queria assim eh trazer eh dois ou três aspectos primeiro ao ouvir o biga que a gente conhece não e é um é um Espaço de resistência né Eu acho que isso que
é a marca e toda essa luta pelo teatro oficina que foi aquilo que foi mais disseminado eh não retira a importância de todo o resto das atividades uma horta Comunitária dentro de um bairro totalmente adensado o que também eu acho interessante respondendo com a pergunta porque estudar saúde Urbana e sustentabilidade por eh pelo fato da importância de trazer uma um debate Interdisciplinar que com qual trabalhamos muito nisso aqui no i que é o espaço privilegiado o espaço que rompe justamente com essa unidisciplinaridade que ainda prevalece de forma bastante significativa mas que tá se modificando na
ur de trazer também a transdisciplinaridade que Para muitos é uma palavrinha confusa mas que fundamentalmente permite esse diálogo das disciplinas com diferentes atores com diferentes atores ancestrais Quilombolas e com as comunidades e diferentes tipos de comunidad Caiçaras ribeirinhas etc ou seja e com a gestão pública também E por que que é importante justamente o o Françoso mencionou eh durante sua fala sobre a então Eh das lutas que se colocam para preservar os rios não eu conheço bem o projeto rios e ruas eu colaboro com ele também acompanho muito Porque de fato São Paulo quer esconder
o Rios né ou Seja São Paulo por conta das enchentes você prefere fazer piscinões a pensar o a trajetória correta do Rio e tudo isso tem um impacto na saúde né Ou seja a grande questão não é de hoje que está se falando sobre ilhas de calor não a Professora Magda Lombardo fala sobre isso há 30 anos não da da ótica da geografia então nós estamos vendo realmente um quadro no qual eh as cidades podem ser afetadas por chuvas de 200 mm de água e o que fazemos com isso Não quando da enchentes eh no
Rio Grande do Sul provocada principalmente por razões antrópicas Eh aí surgem conceitos não eh Cidade de Esponja e outros tipos de nomes e agora tudo tudo gira em torno de soluções basear na natureza que nada mais é do que voltar a trazer a renaturalização dos rios a repensar Exatamente Essa dimensão do Rio como fazendo parte da paisagem Urbana mas os Rio foram retificados então ri foram modificados não e até Eh outro aspecto que é importantíssimo quando está falando de de sério está falando de bexiga é os espaços que vão sendo perdidos pela gentrificação nãoé pelo
aumento do adensamento verticalizado com a perda também de algo que é fundamental no bexiga que é a história a cultura tudo isso que foi mencionado hoje não E ao mesmo tempo o desafio da sociedade civil e eu acho que tanto o parque Augusta é um exemplo e outros parques são mostrando que a Sociedade civil se não se organiza vai ser engolida mesmo pela especulação imobiliária e por todos esses atores predatórios que tem eh caracterizado lamentavelmente também na representação política numa câmara municipal extremamente manipulada nó não podemos ignorar isso essa é a realidade das nossas cidad
então Eh ao falarmos das vras e a vár fazem parte da história de São Paulo não ou seja nós as várzeas desaparecem se você pergunta para uma Criança o que que é uma vár ela não vai saber o que que é entretanto nós estamos localizados em vár a hospita localidade numa Bia não eh eu lembro que quando eu fiz Economia em 70 70 a gente andava pela USP e e muitas vezes nem achava o lugar que ia porque tinha tanta neblina não é verdade e cobria completamente Então hoje não existe mais essa palavra neblina na
USP né então o que existe são prédios e prédios de prédios mas aí eh reforçando também eu acho que é Importante destacar eh Justamente a força eh deste projeto como um projeto colaborativo um projeto com produção de filme Projeto de eh material didático não material e eu até tenho experiência com as agenda de políticas públicas produzir um projeto que eu vou apresentar hoje na Unicamp eh 11 agendas de de política pública que eu posso compartilhar com vocês eu estava comentando com a Daniela também eh porque nosso desafio ao produzir esse Material é justamente comunicar algo
para uma sociedade que transcende o universo da Universidade Principalmente para o diálogo com as escolas com eh com os estudantes de graduação principalmente com gestores públicos também né então eu eu vejo assim que eh o o que esses projetos trazem e que eh eu acho que dentro da USP tem aumentado muito esse estímulo inclusive com outras outros grupos de trabalho como Saraiva Como en periferia como que que que eu Coordino de com a Gabriela de Júlio de Meio Ambiente sociedade é Produções cooperativas E colaborativas então Eh eu tenho pouco tempo hoje mas eu queria sim
reforçar o quanto que nós temos um desafio de resistir e mostrar a importância da resistência e mostrar como é possível ter hortas urbanas dentro da cidade nos Espaços mais insólitos mas que dependem fundamentalmente como da senhora aí com sua batalha e e sua energia positiva e De líderes que obviamente nas nossas comunidades se perderam muito nós nó somos uma sociedade São Paulo eu estudei sempre movimentos sociais urbanos desde a década de 70 e a sociedad amigos de bairro hoje não existe praticamente a não ser para agente de especulação Imobiliária então é importante também Resgate desses
espaços de organização social para resistir legal obrigada eu passo agora a palavra Imediatamente ao professor Saraiva deixa só brevemente já aqui reduz Prof reduz reduz reduz isso quer que quer que eu me apresento quer que eu quer que eu me apresento em duas pal em duas linhas em benefício do tempo igualdade né o professor departamento de engenharia da computação e sistemas digitais col desde 89 e professor titular desde 2008 tem atuado na aplicação de tecnologias da Informação e comunicação ao agronegócio e ao ambiente tem dedicado à disseminação da ti no agronegócio eh e coordena no
iaa o grupo de estudos de saúde planetário uma abordagem transdisciplinar paraa sustentabilidade do planeta integrada à saúde humana e e é membro do do grupo de pesquisa serviços ambientais eu acho que enfim tá obrigada tá encurtado obrigado eh de novo é um prazer est aqui conversar com vocês conhecê-las ouvir um Pouquinho mais desse projeto tem interagido bastante com a com a com a Laura MM nesse meu tempo Agradeço o convite tá aqui Divindo com o Pedro com vocês esque seu nome Rita com a Fraia eh é super importante acho que essa nossa conversa aqui eu
vou tentar não repetir muito que o Pedro falou que vocês falaram mas esse espaço de convivência Nossa de troca é fundamental e o ia é um espaço por Excelência dessa conversa desse furar a bolha né Eh Universidade e sociedade somos partn uma sociedade é fundamental que isso aconteça porque a gente precisa COC construir né claro eh tem saberes diferentes conhecimentos diferentes mas se a gente não faz essa troca não tem muito sentido o o nosso trabalho né a gente não não evolui como sociedade eh a minha experiência ouvindo tudo que foi dito aqui é muito
interessante porque me me remete à minha infância né eu na minha infância eu Convivi muito com vgas né vgas ali no Itaim perto doap puera mas também bexiga também glic Aclimação ou seja São Paulo no meu tempo de criança todos esses rios e Córregos eram expostos e a gente vivia tinha um tio meu que tinha uma chácara ali onde atualmente aquela Avenida que e que liga o bir apuera Antônio Joaquim de mour Andrade ninguém sabe o nome dela Antônio Joaquim de mour Andrade né Sai do irap puera portão bonito vai até vai até o Corrego
Pinheiro Pinheiros ali ele tinha ele tinha uma chácara lá né e produzia um monte de coisas bichos lá animais a gente ia lá e tudo mais e era perigoso a criança ca no córrego né enfim ia no ibrap puera né e enfim era um espaço que de de de vida mesmo ali né e espaço onde se produzia produziam e se compartilhavam alimentos compartilhavam eh ervas que as pessoas usavam para cura algumas pessoas particular naquela época a gente havia muito curandeiras né que Usavam aquilo era uma situação totalmente mente de uma cidade que mudou né E
olha falando de uma de uma região que hoje né aquela região ali é altamente Nobre né né mas veja cinco décadas atrás era um espaço de chacras das pessoas convivendo de brincar na rua de andar descalço jogar futebol etc Então o que aconteceu com essa cidade né O que que a gente perdeu né perdeu não só perdeu os espaços mas perdeu convivência perdeu contato Vou falar com a natureza nós somos natureza né mas a gente se vê meio apartado né então a gente deixou de se ver como natureza naqueles espaços as crianças as pessoas né
festas juninas né na rua ou seja é uma toda uma situação diferente que foi perdida Então acho importante eh sob o tema da vsia né Eh a gente resgatar tudo que a cidade perdeu Como dito né um local de resistência porque historicamente a as ves continuaram a Ser espaços menos urbanizados mal urbanizados né muitas vezes né com a supressão dos rios que os rios estão lá os corros estão lá mas eles não estão mortos então de tempos em tempos eles vê à tona né Estou aqui Estou presente e de uma maneira nem sempre eh adequada
para nós né Eh eu trago um pouquinho isso do ponto de vista da Saúde planetária que é o grupo que eu coordeno aqui no ia Laura faz faz parte eh Daniela faz parte eh que Procura trazer essa visão eh da da relação humana no planeta de um ponto de vista muito amplo né então muito mais do que o DS do que outros indicadores a gente procura trazer que essa questão de a principal crise Hoje é a crise climática né mas que ela é muito mais do que uma questão técnica de poluição de ondas de calor
né Eh muito mais do que soluções técnicas do ponto de vista vamos trocar carro pro carro elétrico Vamos fazer uma série de outras coisas na verdade por trás tudo isso o principal questão é questão humana humana e social não só porque são as decisões e as opções humanas e sociais que nos levaram a essa situação né como também se a gente não levar em contra a isso a gente pode continuar com esse problema que tá por trás de tudo isso que é a questão de in Equidade de exclusão né de injustiça né climática é um
exemplo mas essa injustiça urbana é Outro exemplo e quando as duas se juntam né como aconteceu no Rio Grande do Sul e a gente vai acabar tendo isso aqui em São Paulo um dia vai ter uma chuva daquela aqui em São Paulo embora a situação de São Paulo é totalmente seja totalmente diferente de de Porto Alegre mas a gente vai ter uma consequência gravíssima aqui também só que aqui nós temos 20 milhões de pessoas que não vão estar ilhadas como o Porto Alegre vão estar ilhadas de outro Jeito só que são 20 milhões de pessoas
então e super importante essa discussão essa discussão realmente assim conversar né trocar experiências e saberes eh que é outra questão que saúde planetária também valoriza muito sobre planetário procura não só trazer essa questão do humano além de toda a questão técnica digamos assim né que tá acontecendo mas também das dessas diferentes saberes e ciências ou conhecimentos né evidente que a gente hoje percebe a Relação muito mais Ampla que há entre tudo né todas as nossas ações impactam o planeta e eventualmente a gente recebe de volta Impacto que a gente não gostaria A gente esqueceu de
ver que a gente faz parte que tudo tá interligado n meio uma ideia de Gaia independe de pensar se Gá existe como entidade ou não mas essa essa relação essa rede existe indubitavelmente a nossa ciência procurou fatiar as coisas para entender melhor ela esqueceu de remontar o bolo Depois né coisa que a as comunidades tradicionais indígenas nunca fizeram elas sempre trazem né dentro de si essa questão da interligação de tudo com tudo então outra coisa que eu vejo nessa nossa conversa aqui é essa eh proposta né tentativa e a ação no sentido de coexistência dos
saberes não vou nem falar integração porque ontem estava numa conversa Ahã E aí alguém falou assim não indígena não quer não quer Eh integração dos conhecimentos porque para eles integração dos conhecimentos dá impressão que eles vão ser absorvidos e não então pensando numa palavra né coexistência né entre os saberes para uma construção de alguma coisa melhor né claro que a gente não vai jogar fora todo o conhecimento da ciência ocidental né mas como é que a gente alavanca para uma novo patamar de civilização e que a gente considera não só o que a gente desenvolveu
que nos permite estar aqui Né a gente não quer também se ver livre disso mas também levando em conta toda a riqueza né e uma riqueza muito interior né que os indígenas sempre trouxeram que a gente acabou se desconectando eh Então eu acho que eh essa questão da vara nos permite eu eu vejo isso espero que esteja conseguindo fal um pouco para vocês né Eh toda essa questão né Toda Toda essa riqueza né porque é um espaço desprivilegiado a mesmo tempo um espaço vivo de resistência da natureza da Natureza brotar literalmente às vezes né inundar
e ser estou viva né um espaço onde um um lugar a gente pode ter as hortas eu queria convidar você para ver a nossa visitar a nossa horta aqui na na USP is que é USP o USP sustentabilidade tem horta tem meliponini tem Jardim de chuva tem um monte de coisas interessantes aqui mas de novo é um lugar fazendo paralelo um lugar de muita inclusão tem onde a gente tem mais Voluntários do que gente da própria Lu que acho que isso é fundamental eh Enfim acho que é isso eu fiz anotações aqui meio conforme foram
aparecendo as falas eu não queria me estender mais então passo a palavra pra Rita depois depois se for o caso a gente volta com obrigada obrigada Antônio muito obrigada eu passo Então agora eu gostaria de apresentar Rita Rita Yuri Ino possui graduação em Meteorologia Pela USP mestrado em Meteorologia pela USP também e doutorado em Meteorologia pela USP atualmente Professora Doutora da USP com experiência naa de geociências com ênfase em química da atmosfera atuando principalmente e a respeito de poluição urbana modelagem fotoquímica e demissões ozônio aerossol Urbano distribuição de tamanho do material particulado e também meteorologia
sinótica que diz respeito a modelagens numéricas em relação à Meteorologia é isso Rita obrigada obrigada frai Obrigada Laura pelo convite como vocês podem ter observado pela minha descrição eu tô assim num ambiente bem fora da minha área de conforto mas eu acho que isso é um Desafio e esse é um Desafio que eu aceito Porque eu quero crescer também tambem E aí então eu perguntando pra Laura e pra Fraia o que que eu faria aqui hoje né assim meio desesperada assim né tão tão fora da minha área elas Falaram assim olha Ouça e aí depois
coloque o que você entendeu né as suas reflexões Então vou colocar aqui o que que eu ouvi e eu acho que o Multi ele tava muito presente né então não só nessa questão de multiespécies Mas multidisciplinas multilinguagens então assim essa questão de linguagem ela é interessante porque que a forma como vocês descrevem os fenômenos que vocês estão observando é muito diferente da forma como eu descrevo a meteorologia Por exemplo então é uma multilinguagem multimétodo multi instituições e classes multi elementos ambientais como Rios hortas cidades parques multiaços tantos reais quantos virtuais multicorpos multiv visões e perspectivas
achei muito interessante aquela questão das molduras de se colocar no lugar do outro porque a gente tem essa multiplicidade de várias coisas mas o que é importante é justamente o diálogo entre todas essas partes então foi isso Que eu entendi que eu vi aqui eu achei muito bacana e a partir desse ouvir o outro dialogar com o outro eu acho que vem o envolvimento e o engajamento das pessoas que é uma coisa que a gente também tá sentindo muito falta principalmente na área das atas tá eu vejo aqui que o pessoal da humanas é é
mais engajado é mais envolvido mas o pessoal desatas fica muito lá atrás do seu computador né bastante confortável Então essa questão ela me foi muito eh Ela assim revelou bastante de como a gente consegue envolver as pessoas que é justamente nesse diálogo né E por que que a gente precisa disso porque a gente precisa de cura e resiliência porque o nosso nosso mundo né o nosso planeta nós estamos doentes e aí eu que eu venho aqui então com a minha visão de climatologista né de meteorologista mostrar quais são os sintomas né de que a terra
está doente então assim já foi colocado aqui várias vezes é difícil Falar depois do professor Pedro e do professor Saraiva né que que eu vou acrescentar aqui mas assim os nossos estudos de fato mostram que a gente tá tendo um aquecimento global intenso eu acho que vocês não precisam de mim para ficar falando sobre isso né a semana passada por exemplo sexta-feira Além de estar extremamente quente extremamente poluído a gente ainda também teve o impacto das queimadas que estavam acontecendo não só no centro-oeste do Brasil mas aqui mesmo no Estado de São Paulo então assim
a gente tem uma hortinha lá no IAG né eu tava regando essa horta n sexta-feira à tarde tava caindo foligem né então assim que espantoso que é isso né então assim a gente né e é o homem que tá fazendo tudo isso né então assim a gente tem a essa parte da secura eh como a a Samanta colocou lá naquele slide dela a gente percebe muito muito bem que as regiões mais quentes e secas dentro da cidade de São Paulo São justamente aquelas desprovidas de qualquer tipo de vegetação eu sou super favorável às hortas à
agricultura Urbana mas assim como a desculpa esqueci o nome daquela pessoa que participou online A cafira falou assim a gente precisa de algo um pouco maior para ter um impacto de fato na cidade então o parque ele é extremamente importante então assim do ponto de vista da meteorologia assim fala assim plante uma Árvore né Coloque mais vegetação porque não a gente não tá só numa ilha de calor em São Paulo a gente tá numa ilha de secura né então como o professor Pedro falou a gente tinha antigamente muita neblina aqui em São Paulo São Paulo
era a terra da garoa mas a gente tá tão seco agora que a gente pode até ter um friozinho que nem hoje a gente teve mas a gente praticamente não tem neblina tá então assim qualquer tipo de vegetação ela é muito bem-vinda mais projetos um Pouco maiores vão ter com certeza IMPA maiores também E aí então com relação à pergunta né do por estudar questões de sustentabilidade saúde urbana A partir das dessas vsas Urban dessas vsas Paulistas né paulistanas E aí assim Eu geralmente saio de palestra sobre mudanças climáticas de uma forma muito pessimista então
vocês devem ter ouvido que ano após ano a gente tá batendo recordes de calor eh as perspectivas é que os modelos eles Estavam colocando esses o alcance desses limiares de calor assim para muito mais paraa frente mas eles estão sendo antecipados então de fato a gente tá passando por uma emergência climática então quando eu saio de uma palestra de mudança climática Geralmente eu saio muito pessimista O que que a gente vai fazer meu Deus do céu e aí participar desse desse evento de hoje para mim ele me dá uma um um respiro de alívio eu
vejo Esperança Nisso porque eu vejo Soluções sendo pipocadas aqui então o que que importante de fato descobrir as soluções que estão sendo proporcionadas por vocês TR menar um pouco né mitigar um pouco essas mudanças climáticas e divulgar eu acho que assim a gente também aprende com o que o vizinho tá fazendo e essa ideia de seu né o Parque do bexiga Por exemplo algo motivador né algo Inicial Eu acho que é uma uma proposta que a gente precisa levar para outras pessoas também se engajarem se Sentirem mais esperançosas é isso muito obrigada [Aplausos] gente obrigada
agora agora a gente já tá aqui quase assim chegamos ao meio-dia e o per tem que sair correndo não é isso correndo ou não ou ou já ou a gente já conseguiu te convencer eu vou não mas enfim eh eu acho que assim diante do pouco tempo o que eu acho que se valeria a pena talvez acho que é do interesse de todo mundo que apresentou aqui eh e e Dos debatedores das debatedoras também era ouvir se tem pergunta comentários do público né mesmo que não haja tempo pras pessoas pros expositoras expositores Dev responderem mas
que a gente leve essas questões porque é o mais importante mesmo para enfim é o que dá para ser feito agora gostaria de saber se alguém gostaria de comentar alguma coisa mesmo de quem apresentou sim por favor tá bom obrigada Pedro muito obrigada obrigada viu tarde muito Obrigada obrigada pelo evento foi super importante eu tô muito feliz de estar aqui eu sou da Faculdade de Direito longe Olha eu gostaria de saber o seguinte eh eu tenho curiosidade eh as hortas a agricultura Urbana As hortas urbanas eh como é que elas estão organizadas Para efeito de
geração de renda por exemplo existe um link com as cozinhas solidárias tá que também tem Funcionamento eu tenho essa curiosidade tá muito obrigado obrigada Fernanda Então acho que a gente deixa registrada uma pergunta vamos juntar algumas perguntas um pouco para ver deixa eu só fazer uma pergunta de fundo aqui Cláudia como estamos em termos de tempo a gente tem que sair correndo agora né Não pode ficar mais meia hora até meio de30 por exemplo seria possível aí Que bom tá porque acho que aí dá pelo menos pra gente ter um um debate eh né Para
Além do obrigada tá porque a primeira informação que eu tinha tido era que isso que era só da acho que foi Dilma que disse que precisava da sala e tal por isso que eu tô querendo saber eu tenho um evento às 14 horas então você precisa tá meio dia e meia funciona para você é Sérgio funciona dá para ser obrigada gente pronto então vamos juntar questões eu acho que a gente a a junta questões depois para para responder pode ser Fernanda mas Obrigada E se temos um pouquinho mais de tempo pelo menos também dá o
tempo de agradecer algumas pessoas aqui no público além do Abu que já foi mencionado né que é uma figura muito importante no bcero Talvez você queira comentar também temos várias alunas participantes digamos né melhor no do curso a Andreia e a massumi que também est aqui presentes conosco queria só agradecer a presença de vocês e a Carol que chegou Ah acho que chegou é você foi agradecida no começo mas não estava aqui ainda perfeito é legal obrigada E aí perguntas comentários deixar as coisas assentarem um pouquinho diga então pera aí vamos chegar até você a
a Cláudia tá levando Obrigada Cláudia bacana Vamos deixar a coisa foi tanta coisa né Obrigada eh não primeiro bem legal né acompanhar todo esse trabalho Fiquei muito feliz de estar aqui assistindo e conhecer um pouquinho mais aí do trabalho dos coletivos né sobre perspectiva também mais e ecológica e humana né não conhecia alguns desses termos foi bem bacana eh você desculpa deixa eu só te pedir você pode se apresentar só pra gente saber um pouco que nem A Fernanda falou que era da faculdade de direito que você pudesse dizer ah tá bom eu sou Ana
Carolina Eu Sou formada e graduada né Engenharia ambiental pela UNESP de Rio Claro e também fiz uma pós de educação ambiental e políticas públicas na Oca né na exal eh USP também então algumas alguns rostinhos Eu já vi o o Pedro já participou uma vez foi legal e eu fiquei só com algumas eh curiosidades e vontade de saber um pouco mais sobre o caderno etnográfico se ele é a mesma ideia do diário de bordo né dessa parte de registrar as impressões né a parte mais subjetiva dos processos eh a ca de Ferramentas eu fiquei muito
curiosa para ver mais dos vídeos só queria perguntar se eles vão estar disponíveis também né pra gente acompanhar melhor como foi os processos e era basicamente isso assim acessar e conhecer um pouco mais essas ferramentas também parabenizar que essas metodologias parecem ter sido bem legais aplicadas obrigada Ana Carolina E aí gente mais questões mesmo de quem apresentou Eh por favor Daniela então eh eu sou Daniela Viana sou de saúde planetária Brasil sou jornalista de Formação eh e Doutor em ciências ambientais pelo procan professor pedra foi meu orientador Professor Saraiva é orientador do meu pdoc bom
eh eu na verdade é uma provocação né a gente diante dessa emergência climática que a gente tá vivenciando a gente percebe que eh a retomada das chuvas dos rios eh vão cobrar os seus espaços que foram Urbanizados né então Eh é uma provocação mesmo pra gente entender De que forma a gente se prepara enquanto sociedade para que comportas que hoje tem um metro tenham que ter dois eh e como que a gente lida com essa ameaça climática porque parece que existe uma certa normose né onde a gente vê uma cidade virar noite durante o dia
por conta de fumaça e dos rios voadores que viraram rios de fumaça que vieram para cá e também queimadas no dia do fogo eh aqui Em São Paulo e parece que a gente continua vivendo como se não né nada tivesse acontecendo assim então eu acho que é uma provocação mesmo de como a gente se prepara enquanto sociedade e o quanto é possível viver em regiões como essa onde tem toda uma his história de vida construída nessas regiões de vá mas como que a gente se prepara para sobreviver diante dessa emergência climática que tá trazendo eventos
extremos que aumentam em frequência e Intensidade então eu gostaria de ouvir de vocês eh sobre isso obrigada obrigada Daniela alguma questão a mais perguntas eh ou comentários a serem feitos eu quero Honrar assim um lugar que já existe dentro da política pública e aí que o Fábio e aia estão representando aqui que é esse programa que já existe né ele tem quase 20 anos menos mas quase que é o programa ambiente verdes e saudáveis né ambientes verdes e saudáveis o paves que fica dentro da Secretaria da Saúde então eu tem um assim é um depoimento
na verdade complementar né acho que assim Nem sempre a saúde ela consegue encontrar no ambiente um um lugar ali de contato né seja favorável desfavorável às vezes é só a medicina alopática o remédio quando vai pro ambiente quando a gente fala de multiespécies do ponto de vista deles um hotspot pode ser um criador de dengue né ali a gente tem um uma vida acontecendo Então também quando a gente olha para m Espécie que espécie a gente quer que esteja no território a estratégia de saúde da família quando ela se materializa com os agentes de comunidade
de saúde ela já tá trazendo um gancho com o território no município de São Paulo quando a gente traz o agente de promoção ambiental né que é o papel que ali exerce na OBS Sacoman a gente não só traz maternidade do território mas também do ambiente saudável né então acho que assim eh Eles tão na ponta Assim Então imagina cada ACS talvez cobre cerca de 200 casas qu Quantas pessoas tem dentro da de cada casa cada equipe de ACS é composta por entre cinco sete agentes de comunidade de saúde cada UBS pode ter sete equipes
de ACS Olha já tá falando de um universo de 50 agentes no território e aí para todos eles se for uma unidade básica de saúde que adota a estratégia né de Saúde da Família ela tem também a possibilidade de est no contexto do programa ambientes Verdes e saudáveis com essa figura do agente de promoção ambiental então assim eu acho que essa interface que a gente cria com eles ela ela precisa ser honrada porque na verdade é ali é que tá todo dia no território é o Fábio que tá lá né então quis assim para que
todo mundo saber assim você vai você frequenta o BSA Você já viu a mulher de colete porque nem todo mundo frequenta o BS Mas você já viu a mulher de colete Azul andando pela rua meu ela ela não é A tua ag gente de comunidade de saúde Mas ela tá no território vê uma moça de colete verde quer dizer eles são personagens importantes assim muito importantes era isso obrigada Samanta muito bacana alguma coisa alguém Sim eu eu sou abar Abu de gu West África Sou representante de Centro Cultural e essa coisa tem tudos mas que
eu tá vendo hoje aqui é muito marcou né muitos eu vou falar meu amigos lauras todo Person se Tem essa oportunidade só me chama tá para eu também contribuir não quer perder essa encontros sou muito feliz participar né diretamente de guin conac e hoje eu tem Mita experiência que eu vou voltar né carregar né hoje que eu entendi hoje não minha Ares mas estou eu vou contrib também um pouco para ess encontros e muito feliz lur Vocês sempre se tem esse debate esse encontro me toca sou artista e se tem debate se tem encontra é
bom um artista CL eu estava Esperando isso para cantar dos mú que chama músic para vocês que chama naturezas porque a gente está conversando sobre naturezas porque tudo vem de naturezas A Madeira que a usa instrumento vem a peles que a gente ajuda madeira instrumento tudos que a gente usa África vende então eu vou cantar esse músic para vocês né [Música] [Música] mand [Música] [Música] [Música] obrigado praser obrigado vocês obg Tod só alegria obrigada obrigada Marta você tinha uma pergunta acho que aí precisaria nem sei muito bonito é não eu queria rapidamente uma coisa do
do da vida cotidiana uma Anedotinha que aconteceu ontem inclusive que eu queria até complementar com você você falou que da exatas né E aqui é tudo de humanas mas num contexto de humanas eh para você ver como é o Imaginário às vezes sobre o ambiente que a gente está né no ambiente de humanas a gente discutindo um uma comunidade que a gente tá vai estudar numa disciplina da pós na fefel um um menino né um estudante também de de humanas e a apresentadora tava era uma moradora que Tava falando sobre um um pequeno Córrego Mas
é ela falava o rio o rio o rio tinha um um trechinho de Rio aflorando só nessa comunidade densamente ocupada né e ele falou assim mas mas é é só um curso d'água por que não tampar aí eu falei assim eu falei assim Como assim você fala isso do Rio aí não mas eu sou de humanas a a desculpa dele foi eu sou de humanas é tudo bem né mas só para eh ver o Imaginário né de de como a gente acha Também um rio como a cafira né colocou é é importante é importante você
ainda recuperar aquilo é um é uma coisa um um curso d'água florando você é tá te pondo para pensar né não tampar tipo para pensar só isso não isso também revela Desculpa vou pegar a carona mas isso revela o Imaginário que ele tem sobre as humanas como se as humanas não precisassem li exato as disciplinas mulp n exato exatamente era essa anecdota Sim queria começar reagindo ao Abu né Eh no saúde planetária que é o grupo que tem tá aqui no ia e já estão todos convidados a procurar l s planetária né aqui no ia
convidados a participar a gente acabou de criar um grupo de trabalho a gente funciona com grupos de trabalhos um deles é arte e saúde planetária Ai que lindo a gente teve aqui faz uns 15 dias um um uma lançamento disso com um vídeo de um de um colega temos artistas diferentes áreas justamente porque a gente entende Que paraa gente enfrentar para gente sair desse lugar que a gente está uhum não basta só a gente a agir com o mental a gente precisa ser tocado e agir a partir de outros lugares também literalmente né Eh porque
vai serão grandes esforços ainda serão grandes desgostos né a gentea vai passar por muita situação ruim então esse estar junto esse usar outras outras faculdades nossas outras habilidades nossas que a arte é é fundamental nisso para nos Reconectar entre nós e reconectar com a natureza Então já tá convidado a participar e todos estão convidados planetária artistas ou não artistas artistas e arteiros também pode ser fazer parte do agora se eu puder comentar só duas coisas e esqueci seu nome desculpa perguntou sobre as hortas né é fernanda fernanda eh a gente atua aqui no tem uma
horta Nossa aqui do ub sustentabilidade a gente tem bastante contato com aquele Programa Sampa mais Rural da prefeitura que é um super programa legal né da Prefeitura de São Paulo tem não não é não a da medicina é lá da thí né thí e outros aqui a thí até esteve na Gênese desse projeto ela não participa mais infelizmente é uma horta que fica aqui no centro de práticas esportivas tem mutirões todas as quintas-feira são todos convidados a vir participar por a mão na terra não a mão na massa mão na terra faz um lanche comunitário
com a Gente é esp passo super legal na quintas-feiras desde de manhã até a hora do almoço assim então a o ente de hortas do Pr de São Paulo é super amplo e super diverso né Tem tem hortas que são de de praças de condomínios hortas mais organizadas algumas com alguma conexão como essa que você fala né Tem de tudo né é muito amplo tem milhares de hortas em São Paulo né das que foram mapeadas né Uhum Então tem a nossa aqui também que E aí para reagir ao que a Daniela Mencionou né como é
que a gente faz né Eh eu questão de de resistência e adaptação acho que a ainda vai enfrentar Como eu disse Muitas dificuldades porque você não se adapta a isso não muda de uma hora para outra e a gente precisaria mudar de maor para outra né se Porto Alegre não vai conseguir mudar de maor para outra né imagina São Paulo que nem nem passou por um problema da k né mas eu acho que a gente tem que estar atento a isso para tentar fazer essas mudanças Né Paul latinamente né No que for possível então a
gente tem problemas de de transporte de poluição de alimentação né mas basicamente são questões que a gente para mudar precisa ter essa articulação da população né Inclusive a articulação da população para eleger pessoas melhores né que no fundo tem um certo poder de de dirigir né os rumos das cidad Vejam a gente fala de da das vsas falou de adensamento a cidade de São Paulo hoje não nas Vas mas em outros Locais tá se adensando absurdamente absurdamente construções em todos os lados Então a gente vai passar por outros problemas ainda né então eu eu não
vejo assim a gente ainda a gente não vai passar por por situações mais complicadas né mas ainda assim eu vejo com esperança né até porque não dá para ter não tem outra alternativa né não tem que atuar a gente tem que trabalhar para reverter muito desses quadros e é muito complexo é na área da da da segurança Pública da alimentação segurança alimentar na área de transporte na hóa da da Saúde Então tudo na verdade a gente chegou numa situação muito complicada como sociedade como um todo Acho que tudo demandaria mudança né nossa individual dos governos
das empresas tudo precisaria mudar fácil absolutamente não a precisa fazer então acho que também um evento como esse ajuda pra gente se sentir parte de um grupo que quer mudar uhum porque a Maioria das pessoas e no mesmo mesmo nós 90% do tempo a gente tá descon tá vivendo o dia bom tem que trabalhar tem que levar fil na escola isso aquilo você esquece né talvez Ainda bem né Talvez seja difícil ter isso tempo inteiro em mente mas nós precisamos trabalhar agora a Marta desculpa a Laura quer falar alguma coisa Laura pera aí por S
rapidinho gente eu queria só pegar o gancho também da provocação da Dana que eu entendi do jeito seguinte qu I as comportas do nosso tempo eu achei muito bonita essa provocação e Relembrando um pouco do que que a rosseline também trouxe na apresentação né que colocou as comportas como exemplo de uma Ecologia resistência de uma Ecologia que eh um pouco também provoca eh questiona esse dualismo entre o que que é saúde o que que é doença né que eu acho que a vs é um território em excelência que traz também essa provocação Eh mas também
queria conectar essa pergunta com a pergunta de você eh Ana desculpa Ana eh porque você perguntou também sobre o que que foi esse caderno de campo né O que que nós fizemos com esses métodos enfim assim me provocou a pensar também eh ou seja respondendo um pouco essa provocação da Daniela sobre as comportas dos nossos tempos né Eu acho que uma etnografia multiespécies métodos espaciais cadernos De Campos tudo toda essa caixa de ferramentas de métodos qualitativos espaciais né Elas como a Fraia também relembrou né elas servem para de alguma maneira estranhar o familiar né então
de de identificar a comporta como parte dessa Ecologia né Mas também de identificar outras práticas de cura de sustentabilidade que já existem então eu concordo com o Professor Saraiva nós precisamos de mudar os paradigmas né Mas como que fazer e os comportamentos Mas Como que fazer isso também através de identificar e ressignificar práticas que já existem no cotidiano no dia a dia das Hortas no dia a dia da recifran no dia a dia da missão paz no dia a dia do bexiga do glicero de Heliópolis né Eh reificar o que que é um hotspot né
ou seja acho que isso é realmente muito fundamental isso realmente assim o o diálogo de campo né Eh a sistematização às vezes até a espacialização de um pensamento Organização reorganização eh dele né ajuda muito a incentivar esse processo de estranhar Eu acho que isso é o bonito do nosso projeto realmente que eu aprendi muito também com esse projeto e sim aum por favor já passou não eu eu queria só pontuar assim porque acho que uma coisa que perpassa para mim né na na a partir da minha pesquisa a as falas de todos vocês é a
questão da infância né então o Saraiva traz né a natureza como uma Memória de Infância acho que para muita gente aqui é assim mas fico me perguntando né Eh as crianças que vivem hoje nas cidades como é que tá essa relação e e um pouco como é que a gente consegue se aproximar um pouco disso né e reconhecer a importância de envolver as crias não explicando para elas O que é eh a importância do meio ambiente mas por meio de experiências né como é que a gente dá cria proporciona experiências para elas que eh que
contribuam para Essa ressignificação que parece que a gente vê mas a gente precisa de alguma forma eh construir com elas também não adianta a gente achar que a gente vai construir o caminho que elas vão eh seguir né elas precisam ser agentes também uhum dessa transformação e daí no sentido da dos métodos fico pensando também como essa caixa de ferramentas pode eh nos ajudar a criar essas Pontes né assim com com essa outra percepção que é bem diferente né da da nossa da Nossa linguagem adulta acadêmica Enfim então acho que é isso legal eu também
gostaria de falara coisa mas eu só vou falar depois que saber se todo mundo aqui por favor eh eu queria comentar só que eh para mim cada vez mais a questão de multiespécie é fundamental porque a gente não pode querer Que espécies que tá querendo viver perto da gente não pode elencar assim se tem um Ambiente em equilíbrio todas as espécies convivem então por exemplo se tem o aeds egípto ué deixa a lagartixa viver deixa o sapo viver entendeu assim não é não somos nós que temos que hierarquizar eu moro aqui muito perto e os
bichos eles vão eu chamo de bicho porque é o jeito que a criança gosta de chamar eh o todos os seres vivos né então os bichos aqui da úpa eles eles vão caminhando e andam aqui no bairro do Butantã e tem vizinho que se incomoda incomoda com o Sagui que tá chegando para lá e se incomoda com o gambá que tá ali e eles são agentes também de de além de reveladores além de serem sinalizadores de qualificação do espaço eles ajudam de várias maneiras as as as aves comem os ratos entendeu os o sarué também
ele vai lá e come Então o que Eu Fico impressionada é que a gente tem que profundamente profundamente ter respeito Pelas outras espécies vegetais e animais porque a gente fica querendo Ah não esse um dos meus vizinhos fala mas esse Sagui esse gambá que tá aí não tem utilidade como é útil para ele né É o que o que o krenak fala a vida não é útil não é útil Ela está aí né Então as crianças T que ter vivências não é uma experiência provocada Elas têm que conseguir vivenciar aquela aquela beleza aquele vínculo né
e enfim é isso Obrigada Alguém gostaria de falar mais alguma coisa então acho que eu eu gostaria de tentar não sei se você Laura quer falar uma coisa mais que acho que eu tentaria aqui uma amarração em cima de tudo que foi dito aqui agora tanto nas apresentações quanto no debate quanto na nos comentários nas perguntas no debate do público Tudo bem então porque eu eu acho que tem vários elementos esse Como que você se chama de novo mum eu vou pegar exatamente o Gancho né nessa fala da mume que eu acho que ela ela
sintetiza ela sintetiza não ela fecha um arco a meu ver né Eh em relação a ao ao que a gente a a questão que a Laura colocou pros debatedores pras debatedoras eh no que se refere assim a por as varas para pensar a saúde Urbana né E por que que eu tô dizendo isso em particular em relação a São Paulo e aí eu quero aqui né vários de vocês falaram das memórias de Infância a a y me recuperou aqui o que disse o Saraiva o próprio eh Pedro tinha falado eu acho que a gente tá
não apenas a gente tá diante de uma cidade né que um projeto como esse eu acho que isso a gente ainda Precisa ressaltar no nosso projeto né o papel que um projeto como esse tem numa cidade como essa né porque a gente no âmbito do projetão do smus tem sempre essa história importante de ah evidências eh localmente identificadas quer dizer um pouco uma Tentativa de avançar na agenda da sentabilidade Urbana mas fazendo fazendo Justiça as evidências localmente produzidas né e eu acho acho que tem eu acho que essa a comoção a ponto até do Abu
ter falar agora vou cantar né Eu acho que ou a Solange ter falar nossa agora eu vou começar a fazer meus bordados e trazer a coisa do Rio etc etc en essas esses essas maneiras alternativas de se expressar culturalmente que um projeto como esse Evoca a meu ver tem muito a ver com a vida nessa cidade aí eu chego volto a pergunta da da da da Daniela quer dizer como a gente faz né para sobreviver eu acho que isso tem a ver com a história dessa cidade e desse país Então isso que a massu me
trouxe né me lembrou aqui Gilberto Freire em sobrados e mucambos né ele Comenta uma coisa que me impressionou muito quando eu li assim eu estudei muito século XIX São Paulo no século XIX e ele falava assim que é uma Coisa assim assustadora porque H as cidades no século X Claro ele tá falando das grandes cidades Recife Salvador naquela época Rio de Janeiro né mas eram cidades em que basicamente eh essa essa população urbana Claro nos sobrados ou seja as elites da época né E se revoltavam contra a presença de árvores de plantas então uma uma
associação muito forte a dessa desse mundo entre mil aspas da natureza né entre aspas também né árvores plantas animais né Então o cachorro era o cachorro bravo então ele tem uma uns trechos incríveis n que essa história do cachorro bravo aparece quer dizer quando aparece o animal na idade é o animal que ameaça né e e por outro lado A no que se refere as plantas essa relação assim de e derruba corta a planta Enfim então eu eu tô trazendo isso porque a gente tá lidando E aí eu volto para cção da Daniela a meu
ver né com uma não apenas com Imaginário mas com práticas historicamente muito Estabelecidas no Brasil né então e e que aí eu venho com o outro lado né como lidar com isso a gente não é à toa que várias vezes foram Lem aqui as as populações eh indígenas né porque esse pessoal a gente tem que aprender com eles né eles são multiespécies como todo mundo aqui já disse também né Eh e que sempre pensaram de maneira muito espé não teriam conseguido nem chegar até hoje porque a a a gravidade da da opressão e Da né
enfim Da perseguição da da e da do genocídio a gente sabe que é uma coisa histórica também então com isso eu quero dizer que eu acho que eh não apenas o sarai lembro muito bem né e a a a a própria eh Solange também mas a a nossa amiga Samara aqui né Samanta trouxe a questão do do da das várzeas né mas trouxe uma outra área da Cidade Heliópolis tal e tem Rio tem rio em todo lugar né e uma cidade que assim no século XIX ela era Conhecida pelos Viajantes estudant Viajantes do século XIX
os europeus norte-americanos que passavam por aqui eles dizem Nossa essa cidade ela é linda por causa dos rios ela tem muito Rio ela tem muito mais água do que o Rio de Janeiro imagina né então porque ela não é ela não tá na praia ela não tá no litoral e ela é cheia de água né tanto que a principal Atração que havia na cidade de São Paulo no século XIX era basicamente assistir as enchentes do do Rio Tetê né então isso unia a população era grande então com isso eu quero dizer que a gente tem
aqui uma uma um elemento de natureza sócio histórica que eh enfim que que traz Mas por outro lado a a importância e aí um pouco para fazer Face a tudo isso é essa organização da sociedade da qual tratou o Pedro n e e o o sariva recuperou isso aí né a importância então Eh da política né e de uma política que não se dá E aí eu conecto com o que disse a Fernanda a Pergunta da Fernanda ai quantas hortas urbanas sarava Nossa são várias são incont eu que trabalho muito com população em situação de
rua se a gente olha pra maneira como as próprias pessoas que estão na na rua cuidam né se a gente incorporasse nas hortas eh urbanas o o quanto essas pessoas e e gente que garis garis da cidade de São Paulo que trabalha que assim é na esquina naquele cantinho naquele quarteirão do qual ele que eles que eles Varrem ali as arvorezinhas ou os arbustos que tem ali aí dentro tem uma vem uma uma aparece uma bananeira do nada não do nada não ela foi plantada ali por alguém Enfim então tem aí né Eh tem tem
uma riqueza né de digamos de de estratégias de lidar com essa com essa com essa com essas adversidades todas né que a meu ver E aí eu acho que é o papel do projeto e o papel dos métodos espais eu retomo aqui a questão da Ana Carolina né que é de justamente nos levar a Estranhar o familiar E também e também nos familiarizar com que é estranho quer dizer é a a o jogo do projetão é um pouco esse duplo olhar não é só uma coisa é outra também porque às vezes a gente tá tão
acostumado um pouco essa questão da massumi quer dizer Nossa é tanto de a gente naturaliza essa opressão essa essa coisa do né o cara das humanas aí dizend a Mas então por que que não tampou no rio porque parece que é é é o natural né e é aí que vem a A questão Ana eh Carolina muito bacana que você trouxe do caderno de campo né Eu acho que o que a gente viu aqui com Os relatos da da da Romilda o caderno dela mas também o uso que as estudantes Os estudantes fizeram e fazem
né aí também Os relatos da rosseline que dizer um pouco o olhar da academias e e o Michel a própria Bel analisando Os relatos né e a meu ver tem aí uma eu diria o seguinte que você falou assim ai o que que vai pro caderno De C que como a gente faz né faz a na nossa nossa visão pessoal ou que a gente ou a gente descreve né diria a gente quando ensina isso nas nas Ciências Sociais fala assim as duas coisas né quer dizer digamos assim você vai você você eh aprende a estranhar
o familiar E a familar e aí por isso que as categorias nativas T tanto papel então isso por exemplo que a a Samanta trouxe aqui né das punks Ela disse assim nossa punk é é É eh plantas não convencionais né mas o que é não convencional Depende do ponto de vista Então é isso que a gente aprende nesse exercício de produzir os cadernos de campo porque a gente aprende no fundo a a a a a a se ver por escrito né um pouco isso que a que a própria rilda falou nossa eu eu nem não
imagina não ia fazer nada mas aí eu comecei a escrever e aí nossa de repente a gente tem aqui Um um relato são páginas e páginas e páginas e você se vê como uma Autora né de uma outra coisa que você nem sabia que você poderia escrever né ou fotografar etc etc então com isso eu quero agora meio que eh fechar né Por dizer o seguinte que a a o o papel do caderno de campo então eu diria que tem tem aí eh e aí a importância dessa caixa de ferramentas Por que que ela é
etnográfica né quer dizer um pouco a minha ah essa é uma aposta que eu fiz lá atrás gente como a gente comunica sem transformar as pessoas em centio social Né mas eu acho que a via é etnográfica porque o que a gente pode fazer é na verdade fomentar essa troca de olhares esses óculos sem convencer ninguém não é que eu quero aqui fazer a gente recebeu uma pergunta aqui né do público aliás agradecemos né Ah vocês têm que bases de dados confiáveis existem para fazer pesquisa sobre sustentabilidade Urbana aí eu fiquei me perguntando bom o
que essa pessoa diria sobre esses dados que a gente trouxe aqui é claro que como a a Marta vem a Laura vem lembrou e a Bel eh enfatizou também essa é uma análise preliminar quer dizer a gente aqui por exemplo os próprios dados né que a que as que as estudantes que apresentaram né na segunda sessão são Dados apenas digamos elas trouxeram uma citações e precisamos ainda fazer análise né são 22 do 22 participantes etc etc então tem tudo isso para ser trabalhado ainda de de quantitativamente né pra gente po falar não tem porcentagens e
coisas Assim mas o fato é que de alguma forma a gente com esse exercício de olhares né de é quase como se fosse por isso que eu adorei a fala do Lúcio né quando ele falou assim bom então é para falar de óculos é para falar de lente mas uma lente constituída de várias lentes né E é isso que a gente tem vários olhares né então com isso aí eu chego aqui a pergunta ou melhor o comentário a pergunta mesmo da Ana cicília né sobre vem cá qu que vocês houve mudanças na Caixa de ferramentas
né cadê ela eh então Ana foi uma ótima pergunta e assim um pouco voltando aqui pro início né ou digamos para paraa esse projetão que fomentou esses várias iniciativas é a a questão do multiespécies em gme ele já tá lá na maneira de definir as espacialidades cotidianas ou seja as relações né as interações são interações de seres humanos com objetos com ideias com plantas com animais etc com mundo amplo só que e eu não tinha ainda claro Por razões óbvias né Por causa do próprio campo do projeto piloto que era ah eram as pessoas em
situação de rua eu não tinha conseguido avançar nessa agenda certo do multiespécies Claro que essas próprias pessoas situação de rua nos ensinavam e ensinam isso que elas são absolutamente ativas nessas relações com o mundo mais amplo de plantas animais etc certo Aliás não existe você sabe muito bem não é apenas no Brasil que a população em situação de rua quer Dizer o melhor amigo de qualquer pessoa que vive na Rua São cachorros são gatos etc né então é uma coisa comovente inclusive né mas fora isso aá possibilidade desse desenvolvimento veio com esse projeto das ecologias
evidenciador E aí quando a gente abre a a caixa né a Caixa de Pandora no multiespécies aí como bem lembrou o Lúcio aí precisa de filme aí precisa de bordado porque aí tem o rio porque aí tem né enfim Então eu acho que foi um Pouco essa esse foi o passeio dessa manhã né em grande parte numa Mega fala Solange Claro ELS vezes por exemplo a nossa a Romilda pode até falar melhor a nossa é uma pequena é um terreninho bem estreito para gerar renda ali não tem mas ele ela gera uma questão de pertencimento
que na minha opinião ele é o grande mote da da H doa de pertencimento e nós trabalhamos Interdisciplinariamente e também uma gama de de de pessoas diferentes acho que a grande horta também é pr mudança precisa essa questão de pertencimento e também precisa de uma sociedade civil organizada que vá a luta Como disse o professor anização civil nós vamos entrar pelos canos como os rios já entraram estão é boa não mas eu acho que é isso mesmo quer dizer só issoa tinha anotado até aqui para fechar né Eu acho que o que Você trouxe é
eu acho que que você tá trazendo na verdade é o link entre tudo isso aqui porque é o seguinte quer dizer para organizar é muito fácil a gente falar ah precisa de uma sociedade organizada mas quando ela se organiza ela se organiza quando ela pertence e e é e a aí a gente chega né no eu diria quase que a resposta a segunda pergunta da Laura né que é o que é a saúde Urbana né Eh eu acho que o que esse projeto ensina é que a saúde Urbana ela é Convivência ela é humana e
é humana mas humano pensado no seu contexto multiespécies porque a gente é uma das espécies dentre as várias espécies etc etc Então eu acho que Uma das uma das grandes Sacadas né Desse de digamos assim com provocação até paraa saúde planetária o próprio eh sarava trouxe isso aqui né não a gente saúde planetária é todo mundo junto então e é aí que tem uma contribuição a ser dada inclusive o pessoal da Saúde da saúde Mesmo coletiva né A Bel que trabalha com isso mas também medicina e tal etc né então é isso gente eu acho
que fechamos né conseguimos gente eu tô morta Passei o dia todo mundo n