[Música] Meus queridos irmãos, minhas queridas irmãs, nós estamos aqui mais uma vez no nosso Pe§resia, nosso podcast a respeito de assuntos da atualidade eclesial, e começamos uma nova fase: o nosso site. Começamos uma fase de vídeos mais frequentes, graças a Deus, graças também à contribuição dos nossos assinantes. Nós tivemos condições de comprar um equipamento; já temos uma câmera bem melhor e uma série de equipamentos: uma ilha de edição, um computador que nos permite trabalhar esses vídeos de forma mais adequada.
Ainda não temos um cenário, ainda não temos a iluminação adequada para apresentar a você aquilo que seria o trabalho como nós planejamos. Não é como nós gostaríamos de apresentar para você, mas estou fazendo isso um pouco como prestação de contas, prestação de contas das pessoas que contribuíram. Infelizmente, existe uma certa falta de confiança nas pessoas quando se fala de dinheiro; ou seja, por que é que Padre Paulo quer dinheiro?
Então, Padre Paulo quer a sua contribuição para manter esse site por uma razão bem simples. Vamos entender assim: é uma questão de matemática. Tempo.
Tempo é matemática. Tempo não é uma coisa que a gente dispõe quando quer; o tempo que Deus nos dá é o tempo que nós temos. Pois bem, eu não sou um artista de televisão, eu não sou um jornalista que trabalha o tempo todo na internet.
Eu sou um padre, ou seja, eu tenho a minha vida. Não é? Então, para manter um site atualizado, eu preciso de uma equipe.
Essa equipe também tem gente casada, com a sua competência, que poderia estar prestando esse serviço em outros lugares e ganhando bem. Eles, porque têm fé, se contentam com o salário mais modesto que é aquilo que o site consegue pagar. Mas para levar para frente esse projeto de evangelização, pois bem, estamos não somente pagando o salário das pessoas que estão trabalhando no site, estamos investindo no equipamento e temos também outros projetos, com a graça de Deus, que não convém aqui expor toda essa realidade, mas, de qualquer forma, fica como desejo futuro.
Queria somente então agradecer a fidelidade daqueles que continuam contribuindo e pedir a você que ainda não é assinante do site que faça isso. Não é? Veja aí do lado no site, né?
Se você não está acessando através do site padrepau_lorricardo. org, mas está no YouTube ou em algum outro site, acesse o site padrepau_lorricardo. org.
Lá você vai encontrar um link onde você pode fazer o seu cadastramento. Você se cadastra e depois vai ser oferecido. Você preenche ali seu nome, endereço, né, de e-mail, etc.
, e nós vamos evidentemente tratar aquilo com muita privacidade. Não vamos divulgar isso para ninguém, e você então vai assinar, fazer a sua conta. Como é que você vai pagar?
Dois métodos: o PayPal, que é uma forma de pagamento através de cartão de crédito, é uma forma de pagamento que renova automaticamente todos os meses. Você não precisa se preocupar. Para nós, é a forma de pagamento ideal.
E tem também o PagSeguro; ou seja, PagSeguro é uma outra forma que oferece também pagamento através de cartão de crédito, embora seja um cartão de crédito que não renova automaticamente, né, e também através de boleto bancário. O PagSeguro. Nós gostaríamos que você preferisse o PayPal por causa da fidelização; é uma espécie de débito automático, porque ele debita automaticamente no seu cartão de crédito.
Agora, infelizmente, nós não podemos oferecer esse serviço em contas bancárias porque isso significa assinatura de contrato com um banco. Não é? Então, nós não podemos sair assinando contrato com tantos bancos, porque nós não temos tanto assinante assim.
Não somos um site tão grande. Podemos, se Deus abençoar e se for da vontade de Deus, ficar maiores, mas, em todos os casos, nunca vamos ficar tão grandes que a gente possa assinar contrato com um número enorme de bancos. Pois bem, agradecemos, estamos um pouco prestando contas para você, não é, daquilo que foi investido.
O material que nós estamos trabalhando é de qualidade. Você já está notando uma diferença na imagem, mas vai ficar melhor, vai ficar melhor. Só estamos querendo dar os passos, né, aos poucos, para não assumir despesas maiores do que as nossas entradas, né, porque, afinal de contas, nós temos que administrar as coisas responsavelmente.
Pois bem, depois dessa introdução um pouco prestando contas para você, o tema desta semana é a Campanha da Fraternidade. Nós, esse ano, estamos na Igreja do Brasil vivendo a quaresma, e como todos os anos a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil nos propõe um tema. O tema deste ano é o meio ambiente, a ecologia.
Pois bem, existe uma forma católica cristã de se fazer uma reflexão a respeito da ecologia. E existe uma forma que é revolucionária e completamente não cristã de se pensar a ecologia. E é exatamente aqui que eu gostaria de contribuir para que você soubesse que, infelizmente, tem gente se aproveitando da Igreja Católica para, nesse tema de ecologia e meio ambiente, colocar uma agenda que não é católica; ou seja, fazer com que os católicos de alguma forma percam a centralidade da sua fé em Deus.
Como é que acontece isso? É a proposta de um neopaganismo. Esse neopaganismo consiste em.
. . Vamos entender qual é a diferença entre a religião cristã e a religião pagã.
Para você ser cristão, você precisa, em primeiro lugar, ser profundamente ateu. Sim, profundamente ateu dos deuses falsos. Você precisa negar os deuses falsos, você precisa não acreditar que Júpiter, Zeus, ou Apolo, Minerva são deuses.
O cristianismo sempre fez isso. O cristianismo, na sua evangelização primeira, era assim que os apóstolos agiam: eles propunham que as pessoas deveriam renunciar aos deuses falsos e nisto os cristãos não inventaram absolutamente nada porque eles estavam somente levando para. .
. À frente, aquilo que era a herança de Israel, a herança dos judeus. Se vocês forem ver no Antigo Testamento, não é toda a ação dos profetas.
Visa exatamente isto: visa o povo de Israel deixar de lado os falsos deuses e adorar o único Deus verdadeiro, né? O Deus de Abraão, de Isaque, de Jacó; o Deus que revelou seu nome a Moisés no Oreb. Pois bem, isso não é novidade.
Quando nosso Senhor Jesus Cristo veio ao mundo, o Filho de Deus que se encarna, ele continua nesta mesma dinâmica. São Paulo, quando sai para pregar o Evangelho, continua nessa mesma dinâmica. Portanto, nós, cristãos, temos que, para sermos bons cristãos, ser profundamente ateus dos deuses falsos.
Nós precisamos ter um só Deus. E quem são esses deuses falsos? Quem são os deuses pagãos?
Os deuses pagãos, eles são, de uma forma geral, potências cósmicas, ou seja, poderes cósmicos. Então, se os índios adoram Tupã como o Deus do raio, e se os escandinavos adoram Thor como o Deus do raio, os romanos adoram Júpiter como Deus do raio, e os gregos adoram Zeus como Deus do raio, não é? Também, se nós formos olhar para os cultos afro-brasileiros, né?
Também deve haver um orixá que é o responsável pelos raios. Não sei aqui de cor, porque não sou tão especialista assim em candomblé, mas esses poderes cósmicos eram adorados pelos homens como sendo deuses. Nós, cristãos, olhamos para esses poderes cósmicos e dizemos: são somente criaturas.
Não, são coisas boas e bonitas. Não, não estamos demonizando as potências cósmicas, mas nós não devemos a elas adoração, não devemos a elas respeito, não devemos a elas temor, no sentido de religião. Não é um temor, um respeito de uma divindade.
Devemos respeitar, sim, a criação, mas por que respeitamos o criador, Deus? Porque nós respeitamos o Deus verdadeiro, criador do universo; nós respeitamos o seu projeto. Então vejam que existe uma diferença muito grande quando nós, cristãos, respeitamos a criação e quando os pagãos idolatram a natureza.
Primeiro que começa sempre por aí: numa linguagem, nós, cristãos, temos uma tendência de falar o quê? A criação. Por quê?
Porque criação é um criador; existe um criador: é Deus. Já os pagãos que não querem lembrar do Criador falam de natureza e começam a tratar a natureza como se ela fosse uma potência superior a nós, ou seja, é mãe, a mãe em natureza, a mãe em terra. Ora, a mãe terra, a mãe natureza é uma divindade pagã.
É Gaia, é uma deusa. E aí se começa a personalizar, dar personalidade para isso que é uma criatura. Vejam, você vai dizer: “Mas padre, pera lá!
O que é que São Francisco de Assis fez? ” Ele não personalizou a natureza? Não, não foi exatamente isso que ele fez.
Primeiro que ele não falava de natureza; São Francisco falava da criação, não é? O hino das criaturas, então, já é algo referido a Deus, e ele louvava a Deus pelas criaturas. Claro, ele tratava as criaturas como irmãs, mas irmãos, porque eram irmãos e irmãs claramente inferiores a nós, porque Deus nos deu o domínio sobre toda a criação.
Então, para São Francisco de Assis, a terra era a irmã terra e não a mãe terra. Jamais São Francisco de Assis pensou em tratar a terra como mãe. Como diz Chesterton, no seu livro Ortodoxia, para Francisco de Assis as criaturas não eram mãe, não eram pai, mas eram irmãozinhos e irmãzinhas, inferiores, até um pouco ridículos e desajeitados, pelos quais ele louvava a Deus, porque recebia neles um dom.
Ou seja, a criação inteira, o mundo foi feito para nós. Então, numa visão cristã do mundo, o homem está no centro do universo. Não tem sentido nenhum, agora, nós, cristãos, ficarmos repetindo que a Terra é a criatura mais perfeita.
Isso simplesmente não é verdade. Simplesmente não é verdade. Se você pegar o relato da criação no primeiro capítulo do Gênesis, você verá que Deus fez uma coisa no primeiro dia e viu que era bom; outra coisa e viu que era boa.
Quando, no sexto dia, Deus faz o homem e a mulher, ele faz o homem e a mulher como o ápice da criação e ele diz: “E Deus viu que era muito bom. ” Portanto, é na criatura humana que está a dignidade maior e não na mãe terra, como se ela estivesse acima de nós e nós abaixo dela, nós precisássemos obedecer.