Fala pessoal sejam todos muito bem-vindos para mais uma conversa com Douglas Castro e para a última entrevista do ano hoje eu tenho a honra a grata satisfação de receber novamente aqui nos nossos estúdios aquele que foi o primeiro policial a ser entrevistado no nosso podcast hoje nós teremos a oportunidade de ouvir novamente o Coronel Douglas Soares o subcomandante geral da Brigada Militar Coronel Douglas Muito obrigado pela tua presença seja bem-vindo muito obrigado é sempre um privilégio estar aqui né E foi como é que é abrimos o teu o teu programa eu vindo aqui agora de
novo então muito obrigado pelo convite A ideia é essa Assim como nós iniciamos aí com chave de ouro vamos também encerrar essa nossa primeira temporada também com chave de ouro com a sua ilustre presença aqui no nosso podcast mas Coronel bom acredito que o senhor é uma figura já bastante Conhecida muitos da nossa audiência certamente já acompanharam aí a primeira entrevista que o Senhor deu que o senhor pode eh fazer uma apresentação pessoal também profissional enfim mas dessa vez Coronel eu quero iniciar a nossa conversa falando sobre um assunto bastante sério e também preocupante e
quando eu falo sobre o assunto sério e preocupante sério e preocupante para quem em primeiro lugar para os próprios policiais militares especialmente embora De algum modo esse seja um problema que afete as polícias de um modo geral especialmente obrigado a militar por estar nas linhas de frente é que acabam sofrendo essa questão e também preocupante para aquelas pessoas que assim como eu não são policiais mas reconhecem a relevância o quão importante é o trabalho dos Senhores e apoiam o trabalho dos Senhores eu estou me referindo Mais especificamente a uma Reportagem que foi publicada eh no
jornal Zero Hora até Quero mostrar aqui para essa câmera é evidente que não vai dar para ler mas a título de ilustração tá casos de PMs vítimas de violência sobem 395 por entre 2022 e 2024 Por que que isso chama atenção primeiro porque infelizmente parte de uma imprensa Chapa Branca quando noticia Ah uma reportagem semelhante a essa é no sentido oposto ou Seja fala-se muito sobre o aumento da letalidade policial seja de policiais que nas suas intervenções acabam ali gerando vítimas mortes feridos etc mas dessa vez paraa Nossa surpresa Imagino que isso aqui não seja
novo mas é um dado tão assustador tão alarmante que até mesmo a imprensa que muitas vezes critica teve que ã dar espaço para essa notícia então eu gostaria de ouvir do Senhor o comentário que o Senhor tem a fazer sobre esse número tão alarmante a Respeito dos ataques que T sido ocorrido contra os policiais falando Mais especificamente sobre a segurança dos nossos policiais militares bom vamos vamos lá né Eh esses números né eles são alarmantes eh sobre o o prisma de quem toma conhecimento né esses números eh de de ameaças a policiais militares de lesão
corporal durante a prestação do serviço Ou até a morte como nós tivemos esse ano ele sempre acontecer uhum eh o O que que ocorre eh eh nessa gestão o que que nós Eh estamos tentando fazer né E tudo a gente produz números sim né os senhores acho que todo mundo consegue notar que a brigada ela ela trabalha operacionalmente eh na redução dos indicadores criminais e a gente fala paraa população que para fazer isso nós temos vários mecanos que nós somos os indicadores operacionais número de abordagens número de prisões apreensões de armas prisão de Foragido são
números altos sim bom para que a gente possa fazer isso tem o outro lado né uma exposição maior tem uma exposição maior por conta dos policiais uma exposição que sempre aconteceu só que ela nunca foi mensurada né o próprio aumento de um ano para o outro tem a ver com a própria maneira como o policial eh se vê qual era o policial que há algum tempo atrás não se via eh A grande maioria de nós não se via como vítima nós éramos Ameaçados muitas vezes a gente saía de uma ocorrência lesionado mas nós não reportável
uhum né que ele começou de uma maneira assim sem muito alarde e nós começamos a ver que nós tínhamos policiais militares que durante o desempenho da sua profissão eles eram ameaçados as suas famílias eram ameaçadas eh o seu patrimônio era danificado às vezes e isso não era registrado então houve um incentivo da da instituição para dizer Pro policial Olha só eh tu pode trabalhar e tu deve trabalhar bem tu deve produzir dados operacionais prisões apreensões eh visibilidade Mas tu também quando virar vítima tu tem que nos falar então Eh essa percepção eh também aumentou nós
íos lá né um comportamento em que eu jamais faria um registro que durante uma prisão alguém me ameaçou Ora pois na minha cabeça faz parte do serviço sim não faz sim parte do serviço Mas o registro deve ser feito até para que a gente possa ter um outro olhar né porque daqui a pouquinho a ameaça de uma uma mera bravata ela pode se transformar como já se transformou em tentativa de homicídio em dano ao patrimônio como nós tivemos né Eh casa comércio de policial militar no interior que que botaram fogo então esse tipo de situação
eh eu vou dizer assim como a gente vem insistindo bastante de uns do anos para cá e esses números eles se elevaram sim né porque Os policiais começaram a fazer registros né mas sempre aconteceram só que a gente não mensurava uhum hoje a gente mensura como no passado talvez a gente não mensur asse os indicadores criminais da maneira como hoje é feito e ele olha a ferramenta que é então é esses indicadores aonde o policial é vítima Sim eles são altos eh creio que eles óbvio que eu não tenho como fazer isso né eles são
muito mais altos do que foram no passado porque o que que nós Notamos em relação à criminalidade eh nós estamos sim diminuindo o número de fatos homicídios roubos a pedestre roubo de carro é é é é notório isso agora estes fatos quando eles acontecem também é fato que eles são mais violentos no passado eu não tinha apreensão de fuzil né esse ano só a brigada militar já já tá se eu não me engano em 44 ou 45 fuzis de um total aí de mais de 5.000 armas Apreendidas no passado isso não não era nem motivo
de eu estar te comentando isso porque ele era insignificante sim né Ou seja eu tenho um criminoso mais violento eu tenho eh um número de homicídios de roubos eh a menor a agora quando eles ocorrem eu tenho uma violência mais exacerbada bom se eu que sou a segurança pública enfrento isso é notório é é quase que óbvio que vai aumentar o número de ameaças a policiais Vai aumenta o número de lesão corporal a policial e vai aumentar infelizmente eh o número de óbitos por por conta da polícia o que que o que que a gestão
vem fazendo nós nós tentamos equilibrar esse os números né para que a gente não perca né é inadmissível que eu tenha policiais feridos só esse ano e agora eu vou me lembrar de uma estatística não sei se tem nessa reportagem agora não me lembro mas até setembro eu tive 472 policiais militares feridos em Serviço tá esse número já deve tá chegando nos 500 né eh e e nesse grupo aí de feridos eu tenho os mortos né eu tive eu tive três militares feridos em confronto direto e e teve e teve dois que no atendimento de
ocorrência acabaram virando vítimas de trânsito e acabaram perdendo a vida então totalizando cinco eh militares que perderam a vida trabalhando no ano passado foram cinco então Eh quando eu falo eh os números são Alarmantes são por porque a gente nós nós começamos a medi-los sim e Qual é o nosso objetivo de medir não é alarmar as pessoas e tem um autor que eu não me recordo agora o nome que ele diz que tudo que a gente pode medir a gente pode melhorar então a ideia quando a gente faz esse tipo de eh aferição é no
intuito de fazer o enfrentamento para que esses números venham à Queda então ah eu tenho que melhorar eh exemplo eu tenho que melhorar o meu aparato de Proteção balística Sim constatamos lá atrás Estamos por exemplo a nossa Frota nós estamos caminhando paraa renovação dela toda com Semi blindagem temos que melhorar essa semi blindagem temos que melhorar a semi blindagem Ah já já fizemos a opção por exemplo que não nos cabe mais adquirir veículo sedan vamos adquirir veículo SUV são mais robustas oferecem uma proteção maior pro policial enfim são pequenos detalhes que vem da onde vem
Desses números entendi e detalhes que fazem toda a diferença sim então só para eh a gente entender melhor esses números eh o senhor elencou aqui três fatores tá o número de fato é alarmante mas o primeiro de um tempo para cá foi mais comunicado estas ameaças que os policiais sofriam como o senhor muito bem falou era muito comum isso já ocorria antes isso não é novo na Instituição mas por conta de uma orientação por parte do próprio comando Os policiais foram orientados a passar a comunicar isso né então houve uma comunicação maior também uma exposição
maior dos policiais tanto é que e a consequência maior disso é o fato indiscutível dessa queda dos indicadores de criminalidade no no nosso estado nos últimos anos e é claro que isso tem evidentemente uma uma uma contrapartida ou um custo por assim dizer que a maior exposição dos policiais E além disso também aí é um Outro fator que nos deixa Bastante preocupados é essa questão da bandidagem tá cada vez mais armada e também petulante ou seja eles partem para cima da polícia e e não medem esforços ou parece que não medem ali as as consequências
né então não é só a questão de ter maior acesso focando nesse terceiro ponto tá nesse terceiro fator não é o fato de se ter mais acesso à arma mas o que que o senhor acha que mudou em relação à bandidagem para eles terem aspas essa coragem ou essa Petulância maior de enfrentamento em relação à polícia bom aí nós temos falar da sociedade né Nós temos uma sociedade em que eh a minha instituição ela é calcada na na hierarquia e na disciplina que isso aí tínhamos eh tínhamos em toda a sociedade espalhados nos mais diferentes
segmentos Desde da família dos grupos comunitários seja eles religiosos associativos até o trabalho né O que que nós vemos a sociedade é esses princípios de Hierarquia e de disciplina por assim dizer né de respeito autoridade Eles foram sendo quebrados se perdeu muito né então Eh é a professora dentro da sala de aula eh o pai dentro de pai e a mãe dentro de casa é o líder comunitário na sua comunidade essas pessoas elas perderam um pouco da do seu respeito e da sua autoridade perante os demais a sociedade veio caminhando nesse sentido né e e
veio fragilizando essas figuras de poder Uhum o a a a polícia militar ela é uma figura de poder dentro da estrutura de estado né Eh e quando eu tenho as pequenas estruturas de poder fragilizadas é óbvio que isso eh faz com que o indivíduo ele se sinta empoderado a fazer também frente às estruturas de poder do estado as polícias eh as prefeituras então eu não por que que eu vou respeitar uma regra de trânsito tem tem uma série de atores né a falta de punibilidade e a sensação que Que não vai dar nada enfim a
sociedade como um todo ela veio trabalhando nso eu vejo a questão das drogas no nosso país né lá em 2006 nós tivemos uma alteração na legislação né E essa alteração transformou o o uso como é que é usuário de droga em consumidor ele deixa de ser eh criminoso para ser uma vítima contraventor é para ser uma vítima né Entendi tá E ali nós tivemos o quê um bum no tráfico de drogas aquela pessoa que antes fumava o seu cigarro de maconha escondido ele passou a fumar o cigarro de maconha na frente de todo mundo eu
já vendo assim uma quebra de respeito a qualquer autoridade que vesse na volta né Eh ali a gente começou a ter uma quebra de paradigma e aumentou daí o consumo de drogas o consumo de droga foi levando a outros delitos correlatos porque para consumir droga Eu preciso de Dinheiro para conseguir dinheiro eu tenho que praticar o roubo eu tenho que praticar outros crimes e e e mas tudo tá ligado talvez a esse ponto lá da nossa história né recente sim onde nós transformamos o usuário de droga em alguém que virou uma vítima do sistema em
que a ele não cabia mais chamar ele de criminoso então né não cabia enfim aí a gente começou a permitir eh comportamentos na nossa sociedade que Foram levando a outros comportamentos né e e e vejam como por exemplo no trânsito a gente fez o caminho inverso né no trânsito a gente fez o caminho a gente andava sem capacete a gente andava sem sinto de segurança a gente sei lá fazia um de coisa com com criança no banco da frente e a gente veio e tava morrendo um monte de gente naquela final dos anos 90 início
dos anos 2000 né lembra disso aí aí a gente fez um endurecimento olha só a a multa Aumentou a penalidade a maneira de conseguir as as licenças para tu dirigir um veículo dificultaram né ou se organizaram as fiscalizações tamb E aí o o que que nós tivemos nós tivemos uma queda nas mortes principalmente no Urbano me recordo assim na década de 90 e dentro da cidade de Porto Alegre por exemplo não tinha uma noite que eu não tinha alguém que não tinha perdido a vida num cruzamento mas depois disso veio em Queda não que não
tivéssemos acidentes os acidentes acontecem mas ele o o a gravidade ela diminuiu uhum consideravelmente nós nós temos ainda as mortes talvez em Patamares fora do aceitável mas ainda menores do que na década de 90 nas vias eh nas estradas mas muito menos do que era porque a gente passou a usar o cinto de segurança porque as estradas melhoraram os veículos tiveram mais ou seja a gente fez um fez um caminho inverso no Trânsito houve um endurecimento da legislação e da fiscalização também em cima disso agora com elementos né o quem fiscalizava tinha mais elementos antes
eu fiscalizava um cara que não usava capacete porque podia não precisava usar cinto porque podia podia andar com criança no banco da frente não precisava ter airbag enfim só podia orientar mas não não não tinha Fer o trânsito se estruturou para que a polícia pudesse fiscalizar né e e tudo em volta começou A caminhar no sentido olha eh tem que ser regrado agora a sociedade em relação ao consumo de droga interessante isso né O que que ela fez ela liberou eu vou usar uma expressão né liberou geral O que o cigarro de maconha que não
podia fumar Ali na beira da praia passou a ser aceito não é nem permitido aceito por quê não cabia mais prisão cabia talvez ali registrar aquilo e o juiz ia chamar a atenção dele o chamar atenção entenda-se né pagar uma Cesta básica eh ter uma pena alternativa diversa da prisão uhum porque ele era um mero consumidor E viemos caminhando nisso e fica pior agora recentemente a gente tem a liberação e dizendo que até 40 g de maconha não é tráfico definindo dessa maneira né até então ainda ficava meio né dependia da cabeça do juiz então
e a sociedade ela veio caminhando num numa quebra de paradigmas e eu acho que talvez o principal paradigma são as Figuras de poder s eu não tenho mais respeito a quem exerce poder bom aí a gente tá numa sociedade em que tudo pode sim e aí é óbvio que aquilo que eu achava que eu não podia que era matar alguém agora vamos lá não é à toa que nós temos aí crimes horrendos acontecendo né Eh eh pessoas que cortam o o marido ou a esposa e botam numa mala ou mães que jogam crianças na literalmente
no lixo uhum eh ou envenenam com a mamadeira enfim e tipo a Gente perdeu as barreiras do que podia e do que não podia e começou aonde no início dos anos 2000 quando a gente começou a liberar o consumo de droga porque a gente disse que o usuário de droga ele era um doente ele não era mais um criminoso ou um contraventor coronel acho brilhante essa sua essa sua análise para justificar um dos pontos ou pelo menos um dos fatores para a gente entender justamente Esse aumento ali desse percentual né em relação à Violência contra
policiais e de fato isso não é uma prerrogativa ou digamos assim um problema que afeta só os policiais mas como o senhor bem elencou aqui toda a sociedade né então o pai e a mãe estão sofrendo com isso o professor dentro de sala de aula está sofrendo com isso violência contra professores contra contra outros profissionais enfim mas isso aí é uma coisa que exigiria aí uma análise mais pormenorizada agora eu só falo da droga Douglas e pelo seginte Porque o ano passado das 2000 mortes violentas que nós tivemos sei lá 90% das pessoas que morreram
tinha envolvimento com tráfico de drogas Ou eles eram traficantes ou eram usuários do sistema de tráfico sim então e eu quero por isso que eu linco muito Talvez se tivesse fosse mais a tivesse na mesma regra lá do início dos anos 2000 antes da mudança eu acho que nós não teríamos tido 2000 mortes violentas o ano passado Então pode se dizer que é a principal Causa da criminalidade é o tráfico de drogas e essa flexibilização que a gente vê das instâncias superiores o STF é um deles por exemplo é que acaba digamos é interessante né
Porque existe uma diferença entre permitir e encorajar e às vezes é até sinônimo né como é que o senhor vê isso por parte das instâncias superiores decisões como essa Hoje essas decisões el elas acabam encorajando e vou dizer mais incentivando a criminosos a permanecer no crime e não é à toa que Muitas vezes aquela aquela criança que vive em comunidade ela olha o traficante como um herói modelo a ser seguido é um modelo e aí a gente tem falsos heróis né eu fico muito feliz em tá participando de um programa como um teu como teu
porque a gente bota o pingo no i sim né quem quem efetivamente são aquelas pessoas que são os heróis da sociedade eles não vestem capas eles trabalham de maneira anônima todo dia muitos perdem a vida outros Antes de Voltar para casa Tem que passar pelo Hospital exato Então a gente tem uma série de heróis aí anônimos que enfim diversos do que eh a sociedade eh joga ou encoraja para ir num outro sentido né Eu vi outro dia uma um veículo de comunicação mostrando uma pessoa que vive da prostituição chamando esta pessoa de empresária só que
ela vive da prostituição e ela conseguiu espaço num veículo de comunicação como um grande Empresário profissional do sexo como como se assim bom é esse tipo de de modelo que eu quero mostrar pras nossas famílias lá que estão do outro lado não sei eu eu eu deixo aqui a a reflexão eu acho que nós temos que começar a mostrar exemplos positivos sem dúvida e e não eh exemplos duvidosos ou porque agora virou moda a gente em caminhos alternativos esses caminhos alternativos eu acho que temos que ver com mais Cautela não eu não aqui eu não
eu não tô restringindo mas eu acho que tá meio sem limite sim às vezes o problema não é ser caminho alternativo é o caminho alternativo ser o caminho errado ou que te leva pra direção errada né É mas Coronel ainda em relação a esses números essa reportagem me chama atenção para uma coisa Ah fala sobre dois tipos de violência em relação aos policiais a primeira violência é a violência propriamente física que é Aquela violência que ah seja ali a morte do policial ou deixa o policial ferido e também o outro tipo de violência uma violência
mais moral no sentido de de ameaça coação e assim por diante Quais são os programas da Brigada Militar para lidar com esses dois tipos de violência com policial que sofre tanto a violência física quanto também a violência moral por assim dizer é é vamos lá né o nosso trabalho ele é um trabalho quase que ingrato né é um Trabalho que normalmente as pessoas é a gente trabalha com o perigo nós trabalhamos com o medo né o ser humano normalmente ele se afasta do perigo e quando sente medo ele se recolhe então esses eh eh essas
duas situações elas convivem conosco né Eh e isso causa um desgaste né Eu acho que até um desgaste que ainda a ciência não conseguiu mensurar uhum vamos lá o nível de cortisol eh que tem no corpo de um policial na sua vida adulta Qual é o Efeito que isso causa o cortisol é quando tu trabalha com esses sentimentos de medo de ansiedade né E a gente tem que clo ter esses níveis regulados para tu ter momentos de descanso mas se tu não consegue regular isso tu não descansa enfim afeta tudo afeta tudo isso não é
mensurado hoje a abrigada vendo que é uma profissão muito estressante né nós entendemos por melhorar os sistemas de Amparo então o nosso departamento de saúde hoje Ele Conta lá com os hospitais né um em Porto Alegre um em Santa Maria mas também Ele conta com uma rede né de assistência psicológica tá que foi ampliada em virtude eh do que nós vimos né Eh no dia a dia vou citar só um exemplo as as enques de Maio as enques de maio eh olha quanta coisa ruim os nossos policiais viram diariamente sem folga e eles tiveram que
não não tinha tempo de ó tá agora fiquei chateado com Que eu vi amanhã eu não volto não ele tinha que voltar e a linha de frente e aí nós tínhamos que ter uma assistência por detrás então nós tivemos eh centenas de atendimentos pela por essa rede tá vamos dar o exemplo da ocorrência que nós tivemos em Novo Hamburgo onde um atirador acaba matando né dois policiais e mais três integrantes da dois integrantes da família e e mais dois feridos né Sem contar o número de pessoas feridas naquela ocorrência sim Caso de Novo Hamburgo né
de Novo Hamburgo eh todos os policiais militares no entorno daquela ocorrência foram afetados não tem como eu dizer que no outro dia eles voltaram tranquilos Então e nós temos uma rede eh nesse sentido que é E aí nós temos aí eh que é o Anjos 24 horas tá E fora isso nós temos as capacitações dos anjos para perceber entre o grupo de colegas Quem é que tá com algum sinal que desvia do do Comportamento normal né Eh a própria corregedoria também tem aí programas como o PM vítima eh nós temos aí a mulher brigadiana que
também a mulher brigadiana também infelizmente ela também é vítima do que a sociedade tem né da violência doméstica Sim e ela por ser brigadiana ela tem mais uma barreira do do que a mulher normal teria então a gente teve que criar por exemplo um programa específico Para essa policial militar para que ela se sentisse acolhida no seu ambiente para que ela não entrasse na fila comum então a brigada ela vem se movimentando conforme a própria sociedade se movimenta então nós temos dentro da instituição vários programas nesse sentido e e toda a instituição atua em bloco
a própria ocorrência de Novo Hamburgo que nós citamos ela pode parecer uma ocorrência policial mas por detrás dos panos nós tivemos Assistência Social nós tivemos apoio do setor administrativo por apoio Previdenciário nós tivemos o departamento de saúde para apoiar os policiais militares no no pós evento eh nós tivemos a comunicação social da Brigada para cuidar da imagem daquele grupo de policiais perante aquela comunidade sim porque eu não posso também vender que a figura de poder daquela unidade naquele município por conta de um atirador foi quebrada então Eh nós enquanto instituição a gente eh nós nos
protegemos e nós atuamos em conjunto óbvio que eh quem é a figura de do grande gestor disso no caso Lá de Novo Hamburgo o Coronel famoso né Ele é o que é a ele que a gente conversa para ir montando isso e as estruturas que vão chegando no apoio para te ver como é complexo uma ocorrência de crise e a gente tem olhar só ali no tiroteio não mas tem todo um trabalho por detrás Lá na porta do hospital tinha um médico da Brigada tinha um assistente social da Brigada tinha um psicólogo da Brigada tinha
um oficial do do terceiro Batalhão que não foi para ocorrência ele foi pro hospital porque lá tinha outra ocorrência lá ele tinha que assistir os outros colegas que estavam socorrendo os feridos e os próprios familiares que iam para lá enfim eh eh eh ao mesmo tempo que é é difícil esse grande quebra-cabeça depois quando tu vê ele Montado eh eu não tenho como não te dizer assim que não me dá uma satisfação de ver eh quando a gente sai desses percalços eh com danos eh reduzidos poderia o dano poderia ser muito maior sem dúvida e
e creio que no passado a nossa instituição ela não tava tão madura para ver que a gente precisava disso que a gente precisava por exemplo fazer um registro quando a gente é ameaçado tu consegue entender que isso Precisa de uma maturidade tipo assim isso é comum mas não é normal exato entendeu é e a nossa instituição precisou desse amadurecimento eh porque a gente é ensinado a não ter medo sim ou esconder o seu medo Tá mas isso até que ponto não vai me criar problema na própria operação exatamente Então esse ciclo vicioso às vezes nós
vimos aí cenas de violência policial Tá mas como que o Douglas que era um profissional padrão tá envolvido nisso daí a gente Começou a olhar o O que que tem por detrás disso por que que o pavio curto aconteceu naquela corrência houve aquele aquele aquela bofetada mais que não precisava ter acontecido aí às vezes a gente vai ver Às vezes é gestão E então hoje a brigada ela trabalha muito com prevenção sim eh quando outros estados vêm aqui olhar uma operação de futebol por exemplo eles assim pá mas vocês se preocupam de o Jogo é
de noite você se preocupa desde de manhã ou até um dia antes ah mas nós não nós só vios pro jogo por quê Porque a gente não quer a briga querem evitar a briga eu quero evitar a briga então se eu se eu tiver se eu descubro que são dois grupos antagônicos que na rede social marcaram que vão se encontrar na estação do metrô o que que eu faço eu vou lá e pego os dois líderes e já converso com eles eu já faço admoestação antes e não Só isso eu faço a demonstração de poder
eu coloco efetivo no local aí assim Bá não aconteceu nada Que bom isig estraté mas isso isso desgasta isso isso requer muita atenção e essa tensão continuada também tem um preço todos esses números de redução criminal eh eles tiveram um preço pra instituição a nossa instituição tá chegando esse ano a 1807 anos né dia 18 de novembro fizemos isso tá e Teve um custo nisso né Nós perdemos aí mais de 600 policiais militares até a mídia tá noticiando isso nessa história foram mais de 600 policiais militares que perderam a vida uhum e aí a gente
mostra Ah mas isso aí foi no passado na época das revoluções não nós temos a guerra constante esse ano perdemos cinco pessoas o ano passado cinco quantos feridos nessa história e desses feridos Quantos são feridos graves nós tivemos aquele policial eh do Tatu Bola na época da Copa do Mundo sim tomou uma pedrada e a vida dele parou naquele momento né então a história dele é a história de muitos brigadianos que durante esse servço de atendimento ao público nós tivemos danos né danos às vezes irreversíveis bom Coronel então é muito fácil para quem tá de
fora observar a imagem fria da ocorrência e não ter uma noção da verdadeira engrenagem da máquina que tá funcionando por detrás para dar esse Suporte para os policiais envolvidos em ocorrências principalmente ocorrência como essa de Novo Hamburgo que é uma ocorrência complexa uma ocorrência de vulto e bastante trágica né e Ah até Inclusive essa ocorrência foi o que injou essa reportagem ela se pautou nessa ocorrência para trazer fazer o levantamento dos números e fazer a exposição dos números Eu particularmente fico muito feliz são informações das quais eu não tinha e possivelmente boa Parte das pessoas
que não são policiais de fora da instituição também não sabiam contente também de saber que os senhores também estão vendo outras formas Ah o senhor falou aí a respeito da frota as viaturas né semi blindadas são detalhes que ajudam bastante a pelo menos diminuir ou a evitar essa exposição ao risco ou diminuir consideravelmente o risco que os os policiais correm né mas em relação ainda a a esses policiais que sofrem a violência física isso se dá em Ocorrências e Com base no que aconteceu nessa ência de Novo Hamburgo o senhor acredita que vai haver alguma
revisão de protocolo para as abordagens é eu acho que sobre a ocorrência de Novo Hamburgo né Douglas é importante a gente frisar nós não tivemos nenhum erro por parte de nenhum policial que participou daquela ocorrência nós não tivemos nenhum erro de protocolo uhum tá eh nós temos ali uma ocorrência que fugiu da curva sim tá uma ocorrência Onde normalmente o final dela não seria aquele o final dela seria igual ao de centenas de outras onde a brigada intervém numa briga familiar e conduz a pessoa eh que tá alterada para atendimento médico simples assim ou as
centenas de ocorrências em que nós apoiamos o SAMU quando é necessário fazer uma internação às vezes até compulsória por ordem judicial nós fazemos isso H centenas Durante o ano né E aquela ocorrência ela foge da curva porque nós temos vários componentes que faltam dentro da nossa sociedade controle nós tínhamos uma pessoa armada e com muita munição uhum tá em que a própria família sabia que ela tinha uma condição tal que não era normal sim e nunca fe e que sabia das armas mas também nunca fez uma denúncia então sabe a gente tem vários componentes ali
somados né bom eh O que que o que que vai ensejar isso né Nós nós estamos já com estudos perto do final para mudar o protocolo tá o protocolo que começa desde do do atendimento do Cent 90 eh com perguntas que devem ser feitas e dependendo da resposta que vai levar a outra pergunta e dependendo dessa pergunta vai levar outra e até que para que haja o despacho nós tenhamos aí eh os meios eh colocados à disposição para responder Cada uma daquelas perguntas que foram feitas pelo atendente hum Isso se chama árvore de perguntas e
respostas e aí vai criar o protocolo operacional então um exemplo dependendo da da resposta que é dada ao atendente em vez de ir uma viatura vai duas sim em vez de duas viaturas uma delas vai ser uma força tática não sei uhum isso isso o estudo vai me trazer e para que a gente mude o protocolo para que a gente continue atendendo a centenas de ocorrências Normais mas também essa que foge da curva muitas coisas no dia a dia já mudaram vamos dar um exemplo escudo balístico que antes não saí pras guarnições hoje nós temos
escudos balísticos não em todas as viaturas mais que saem o uso da arma de incapacitação neuromuscular que antes Era exceção Hoje ele é regra nós acabamos de adquirir mais 10000 Taser se eu não me engano né Para que sejam distribuídas para as viaturas do rádi Patrulhamento para que o policial tenha mais meios além do bastão e da arma de fogo o espargidor com gás de pimenta Enfim uma série de de meios e pro próprio policial que lá no passado ele não tinha alternativa o o o ele vou usar uma ou ele dava uma de brapo
ou ele dava uma de abusador dos direitos né ele puxava sua arma de fogo e acabava com a vida do do da daquela pessoa Enfim então hoje o policial ele tem uma gama mais de meios Mas também tudo vai ter que mudar o comportamento o nosso comportamento né eu fui ensinado que a minha viatura quando eu parava numa ocorrência eu tinha que abandonar a viatura por quê Porque eu sou de uma época que a viatura não me dava proteção nenhuma Olha o modelo mental que eu vou ter que mudar não agora a minha agora a
minha viatura ela é eu se quando eu parar na ocorrência eu tenho que ficar nela eu não tenho que sair mas tu Consegue entender que tudo isso são modelos que a gente vai ter que mudar uhum né desde a utilização do cinto de segurança Enfim uma série de de de de situações que a própria sociedade vem mudando mas que a a instituição também vem acompanhando isso eh de maneira que a gente possa fazer o nosso trabalho cada vez melhor mas com menor desgaste possível perfeito a tem que melhorar o processo então o objetivo quando tu
me pergunta dessa o que que vai mudar eu Tenho que melhorar o processo não o resultado final o resultado final da Brigada os números dizem que são excelentes eu tenho que melhorar o processo para eu fazer menos força e ter menos gente lesionada menos gente morta o a questão do da letalidade policial a letalidade policial ela tá ligada ao nível de violência dos marginais o que que eu disse diminuíram os casos mas Aumentou a letalidade dos Marginais eles estão armados de fuzil Antes era só revólver e pistola Aumentou a letalidade deles é essa noite o
nosso comando rodoviário abordou um veículo tinha um fuzil pon 30 caramba fuzil de guerra então e tá mas o que que esse troço tá fazendo aí na rua não sei mas não é para Bonito não é para botar em cima da da lareira entende então assim eh como é que o policial não vai reagir também né e tem um porquê disso e a imensa maioria Desses casos o policial não acorda de manhã assim ah ah eu vou sair pra rua hoje na primeira ocorrência eu vou tirar a vida de alguém não a gente não faz
isso ao contrário o que eu menos quero é isso o próprio pessoal do do BOPE que é treinado para fazer isso eu não eu poderia mentir aqui mas eles são treinados eh para poder tirar a vida daquele que tá causando mal à sociedade com exatidão e sem efeito colateral mas eles não chegam Na ocorrência com esse objetivo eles estão preparados para isso mas esse seria digamos o último recurso Sim eles eles não foram pra ocorrência de Novo Hamburgo para tirar a vida do atirador resol OC Eles foram para socorrer os PMs e prender o atirador
o agora a morte do atirador de Novo Hamburgo foi consequência das ações dele das ações dos 300 disparos que ele efetuou contra os policiais militares e da preparação que ele tava para dar mais 300 ou 400 tiros enfim eh tem o efeito consequência disso eh como muito bem disse o Coronel Cláudio feoli el disse que a ação ou a reação do Estado ela não pode ser proporcional ela tem que ser desproporcional a injusta agressão o mínimo que se espera que seja proporcional mas de preferência acima Para justamente frear essa essa justa a nossa sociedade e
com esses falsos heróis às vezes falsos Heróis eles mostram a cara né e não raras vezes eles mandam recados como toque de recolher como eh avisos para que as pessoas não se movimentem em determinado horário isso a brigada tem protocolo para tudo e quando a gente tem qualquer tipo de notícia dessa a gente starta esses protocolos normalmente nós saturamos essas áreas identificamos Quem fez a brincadeira de mau gosto porque a imensa maioria são brincadeiras de mau gosto sim né os Senhores hoje T meio de identificar a fonte exatamente e nós só que nós também não
não não não achamos que é uma mentira a gente trata como verdade lá e a gente coloca muita gente na rua é melhor pecar por excesso do que fta aí e o e o que e e assim até eu peço aqui talvez usando o teu espaço as pessoas que receberem essas essas mensagens eh apocalípticas né que vai acontecer alguma coisa ou que eh toques de recolher não não retransmit essas esses Áudios ou esses prints de tela não compartilhem e não compartilhem isso e façam o seguinte liguem para o 190 e vejam com o policial militar
de serviço se aquilo é verídico se tem algum fundo de realidade ou se não é uma notícia do ano passado e e e recentemente andou se espalhando um áudio apocalíptico que ia acontecer o o o pior no em alguns bairros das nossas cidades E aí nós fomos a inteligência foi ver era um áudio de 1 ano e meio atrás eu eu sempre Lembro aquela crise que nós tivemos das escolas né que uma pessoa em Santa Catarina invadiu uma escola e acabou matando crianças e aí naquele mês nós tivemos assim várias denúncias falsas coisas que eram
retransmitidas mas que eram de anos anteriores ou até em estados que não eram nossos enfim eh confiem mais nos canais de comunicação da Brigada e e o 190 o 190 ele tá ali para tirar dúvida sempre vai ter um brigadiano atrás Daquela linha 24 horas por dia para atender a população disposto a passar ali a informação Coronel um outro dado Eh alarmante claro que eu aqui eu não tenho os dados do Rio Grande do Sul especificamente mas é é uma problemática que não se restringe só ao Estado do Rio Grande do Sul Isso aí é
um problema a nível de Brasil em relação aos altos índices de depressão e também de suicídio especialmente de policiais militares enfim por diversos fatores aí A pressão da própria profissão Às vezes a falta de apoio por parte da sociedade dentre inúmeros outros fatores tá a gente sabe que de certo modo o Rio Grande do Sul não é diferente e é óbvio que a brigada ela atenta para para esse fator e ela certamente oferece recursos ou meios para que os policiais que estejam aí por alguma razão desanimados ou passando por uma depressão procurem ajuda assistência psicológica
o senhor poderia falar mais sobre essa Assistência psicológica oferecida pela Brigada Militar E como que o policial pode procurar isso por que que eu lhe pergunto isso só para deixar mais específico Porque alguns policiais já compartilharam comigo o receio que eles têm muitas vezes de procurar assistência dentro da própria instituição por ser um oficial e existe às vezes um preconceito entre os próprios policiais e um receio da parte dele de falar com superior e assim por diante o que que o senhor pode Falar sobre isso é bom Vamos lá eh nós temos o programa anjos
na brigada esse programa anjos ele hoje ele é voltado na sua imensa maioria pros próprios praças tá onde nós capacitamos eh militares e a gente usa assim qual é o local onde nós temos maior casos de depressão então é é é nessa localidade que nós oferecemos vagas tá pra gente capacitar colegas que possam identificar outros colegas durante o trabalho que ten sinais de depressão sim tá bom então Esse programa ele existe e nós rodamos ele mensalmente com várias turmas e vamos capacitando pessoas além disso dentro desse grupo de pessoas formadas e e são praças Nós
criamos o anjo 24 horas que é o pessoal não gosta que eu fale isso mas eu acho que não tem outra maneira é o cvv da Brigada só que é um cvv mais qualificado uhum o cvv ele é anônimo né tu liga tu não sabe com quem tu tá falando e a pessoa não Sabe com quem tá falando é um centro de apoio né para desabafar para falar o que tu quer falar sim esse anjos 24 horas tu vai ter lá um colega teu se tu quiser desabafar ele vai ouvir mas não só isso ele
tá te identificando E tu não vai sair dali só eh com uma conversa tu já vai sair com uma consulta com um psicólogo da tua região é uma assistência é uma assistência 24 horas é uma sala de rádio onde quem liga é atendido e e e é dentro De um ambiente onde aquele policial que tá ali se ele tem como buscar alternativas daquele ponto Ou seja é é para atender o brigadiano não nada mais do que isso 24 horas esse brigadiano ele tem o poder inclusive dependendo do que ele ouvir daqui a pouquinho é algo
muito grave é é uma pessoa que tá em desespero e ligou para ele sim tem o poder inclusive de acionar os brigadianos daquela localidade e gerar uma Ocorrência para ir atender aquele brigadiano e lá bater na casa dele ó vou te levar pro hospital sim então isso tudo eh nós já tivemos alguns casos em que o brigadiano tava em depressão aguda e ligou pro pro Angel 24 horas e o Anjo acionou uma Patrulha daquela região foi lá botou ele na viatura e levou pro hospital sim ou seja eh a gente mas isso é Eh vamos
dizer isso é a reação né ao problema uhum tá nós temos eh ampliado a assistência psicológica esses psicólogos Que a gente tem eles não são oficiais da brigada é uma empresa que a gente contratou para ampliar o ponto de atendimento não necessariamente ele vai ser atendido dentro do quartel ele vai marcar a consulta Talvez lá no médico do quartel mas a consulta não será no quartel não será feita por policiais por oficiais não ele vai ele vai ter o atendimento dele fora fora do ambiente de trabalho né Eh E isso tem vamos dizer isso aí
bom eu tenho a reação eu tenho Essa assistência vamos lá a Médio prazo e o que que a gente tá fazendo a longo prazo né Nós estamos trabalhando eh primeiro na melhora do perfil de quem é quem é que chega para brigada que era uma coisa que talvez nós não observávamos antes sim né a gente precisa ter lá uma pessoa mais resiliente a gente precisa ter eh uma pessoa com a liderança mais aflorada porque hoje ele entra soldado mas o que que me Diz que ele não vai se aposentar Tenente entende então esse per do
profissional Hoje ele mudou então quando nós chamamos para um concurso já tem um perfil que é diferente lá da década de 80 da década de 90 do início dos anos 2000 então a longo prazo nós queremos diminuir o número de profissionais que acabem entrando em depressão por qu porque eu vou pegar pessoas que quando eles chegam Eles já psicologia diz isso já tem ferramentas que ele usa no seu Dia a dia para coibir a depressão exemplo é uma pessoa que faz esportes é uma pessoa que se alimenta bem é uma pessoa que as vávulas Cuida
da sua vida financeira Olha só antes de entrar na brigada porque quando ele entrar na brigada ele ele recebe um caminhão de problema dos outros porque Ele atende ocorrência ele é do gatinho em cima da árvore a mãe que jogou a filha na do lixo e como é que tu dorme com isso sim se tu tem que ter algum tipo de válvula De escape agora se eu pego uma pessoa que já entra na brigada sem nenhum tipo de válvula de escape problemática além dos problemas dela é quase certo absorver dos outros que ele vai absorver
o problema dos outros só que ele tem uma grande diferença do da população Ele anda com uma arma de fogo na cintura 24 horas sim então eh olha os cuidados que a instituição tá tendo é óbvio Douglas que eu só Vou Colher esses resultados mais adiante não vai ser Agora agora como eu te disse eu criei eu criei uma um sistema de reação que é o Anjos 24 horas e o Anjo lá dentro da comunidade onde tá acontecendo tá eu criei um sistema para atender o que eu tenho e tô ampliando ele a todo momento
toda vez que me surge recurso eu aumento Se não me engano hoje eu tenho 30 e cinco psicólogos espalhados no estado para atender pontualmente né Eu gostaria de ter um por Batalhão sim não tem e essa é a meta Essa é a meta então toda Vez que me sobra recurso eu vou ampliando isso agora eu a a médio e longo prazo como é que eu faço para reduzir isso é o perfil da pessoa que eu recebo e dentro das e dentre as pessoas que eu recebo eu tenho que começar nas minhas capacitações periódicas eu tenho
que dar lá lições de saúde financeira lições de alimentação lições de eh saúde física enfim essas coisas hoje elas estão muito mais presentes na vida dos brigadianos do que na década de 80 na Década de 90 porque eram preocupações que não se tinha aquela época tipo assim tu entra tu é isso aqui essa farda é uma armadura tu virou o Superhomem tu tu não tem mais problema tu tu veio para cá para resolver o problema dos outros sim só que a gente viu que e a gente acaba absorvendo o problema dos outros e eles acabam
virando os nossos problemas e potencializados pelo sistema pelo modo de vida que a gente tem né A gente não tem lá um regramento para se alimentar Né vou vou tomar lá minha vitamina de seis em 6 horas Sei lá não é assim Coronel Eu particularmente confesso que eu tô surpreso não só dos Senhores obviamente terem a ciência disso mas colocar digamos todos esses recursos à disposição dos policiais não só para lidar com o problema que já existe mas até para evitar futuros problemas de por exemplo fazer como o senhor bem falou aqui essa análise prévia
da pessoa que já tenha um perfil predisposto a lidar Melhor com a pressão policial uma pessoa que já é mais regrada enfim como como o senhor explicou falando em ampliação de de de recursos Coronel e aqui é por isso que eu chamei o senhor que eu acho que e é o seu rosto que tem Aparecido Mais especificamente neste projeto O senhor falou aqui bastante sobre essa assistência psicológica aos policiais a saúde mental doss policiais claro que também existe aquele fator espiritual e aí é que entra um trabalho que eu Considero extraordinário desenvolvido aí por parte
da Igreja Universal do Reino de Deus que tem lá um grupo uma equipe de pessoas que prestam essa assistência espiritual ou religiosa A Brigada Militar o senhor poderia falar um pouco mais sobre isso eh assim né Eu acho que todos nós aqui de regra de regra eh nós entendemos que tem a alguém ou algo né num outro plano Uhum que vela por nós o nome que a gente dá para ele vai depender da tua crença né Eh e e e a gente é muito respeitoso dentro dos nossos quartéis eh para não designar Qual é a
crença de a de B ou de C para que não haja proselitismo né é enfim a a brigada a brigada ela tem aí esse senso de de defender o povo Gaúcho né Independente da sua crença religiosa política e enfim eh e na religião não seria diferente né Eh o nosso pensamento da instituição e os nossos lemas e de ser a força da Comunidade rumo aos 200 anos de ser um patrimônio do Povo Gaúcho não é à toa que a gente vem replicando essas frases uhum tá eh nós tínhamos um brigadiano que trabalhava num pequeno município
mas ele às vezes faltava para ele saber o tamanho da instituição dele ele não sabia que ele era uma ele fazia parte de uma instituição que tinha 187 anos que nesse trabalho já perdeu de mais de 600 homens ele não sabia que Além dele entrar de serviço naquele dia entrou mais 5.000 militares junto com ele mais uma Frota de 2000 viaturas ele não sabia que ele fazia junto com os colegas dele mais de 200 a 300 prisões dia que ele tirava das ruas 16 armas então ele não sabia que ele fazia parte desse monstro que
é a brigada militarum que às vezes tem dificuldade de se movimentar em bloco sim é um elefante né mexer uma perninha depois tem que mexer a a outra eu sempre digo que o nosso Trabalho lá é fazer com que todo mundo vá paraa frente ao mesmo tempo né e e e e dentro disso esse apoio espiritual ele é importante né a gente tem encontrado aí várias eh várias entidades que nos apoiam né Eh esse tem um programa da Igreja Universal que tem se feito muito presente nos últimos tempos né Eh e ele se faz presente
sem sem falar de religião Talvez seja eh a maneira a melhor maneira de ter essa inserção sim Né É se atém ao que é essencial para ass esp exatamente ele ele ele presta assistência ã nesse sentido tem aparecido em momentos como agora nós tivemos essa ocorrência de Novo Hamburgo além de todo esse aparato técnico e médico eh que foi dado lá pro terceiro Batalhão né Eh nós temos esses programas da Igreja Universal que eles ajudam para aquele que querem tá e oferecendo uma Face de Acolhimento né que talvez seja a palavra chave para isso né
Eh e sem e sem levantar temas como medo como ao contrário ele tá eles pregam ali a esperança no momento melhor a esperança que aquela dificuldade vai passar uhum né E E que e e que eh né dentro da religião né que tem alguém ou algo que tá zelando por ele e pelos amigos dele enfim Então nesse sentido o programa ele tem feito aí a sua parte sem se intrometer na parte operacional Da Brigada né E todas as todos os contatos que nós temos com esses eh pastores com esses gestores do programa da Igreja Universal
eh eles eh vem vem nesse sentido né a a a a a participação deles em alguma algum cenário da Brigada sempre é é discreta uhum né é discreta e e Ela atinge aqueles que querem ser atingidos sim então não existe lá não é nada impositivo não existe imposição em nenhum momento tá Eh mas nós notamos sim que eles têm gastado energia querendo amparar o policial militar Isso é isso é notório né Isso é notório eles gastam energia da instituição dele da Igreja Universal no caso e para amparar o policial militar nas mais diversas atividades pode
ser numa ocorrência pode ser num momento festivo pode ser em outras situações nos bons e nos maus momentos Nos bons e nos maus momento então ele eles se fazem em situações Corriqueiras né Sem necessariamente falar de religião Às vezes a religião ela acaba surgindo em paralelo a uma conversa do cafezinho entendeu bem isso tá Então nesse sentido eles têm eu acho que eles têm sido muito hábeis né em fazer a parte deles né Eh de falar de religião mas sem ser impositivo sim e e e a própria instituição nesse sentido ela Acerta no momento em
que cuida para que esse Espaço eh limitador não seja avançado perfeito n então Coronel até aproveitando o ensejo eu quero enaltecer não só aí as equipes né religiosas que TM prestado esse auxílio para pra Polícia Militar mas também enaltecer e o comando por ter eh feito essa abertura porque eu já conversei com algumas dessas equipes e eles disseram Obrigada reconheceu essa necessidade e tem aberto um espaço extraordinário para que nós péssimos atuar e oferecer também essa Assistência religiosa né talvez alguém que esteja nos ouvindo aqui pense não basta oferecer a questão psicológica ali assistência psicológica
e religião Isso é uma questão de foro íntimo liberdade de consciência de crença etc eu ã desenvolvo algumas atividades há pelo menos 10 anos junto especialmente A Brigada Militar e uma dessas atividades foi justamente o fé na segurança já fiz isso algumas vezes e as pessoas não têm ideia do efeito que isso gera na mente De um brigadiano de uma brigadiana que por alguma razão pode estar lá desanimado uma situação de de depressão coisa assim porque às vezes as pessoas esquecem que o brigadiano brigadiana é um cidadão como qualquer outro assim como eu tenho as
minhas crenças eles também TM as crenças deles temm as necessidades psicológicas espirituais e assim por diante então eu quero enaltecer tá essa essa postura da da Brigada Militar obviamente com todos Esses cuidados que os senhores têm tido né Para não misturar uma coisa com outra e etc e agora sim Coronel já caminhando pro final o senhor viu que esse podcast ele foi praticamente todo ele dedicado aí ao cuidado dos nossos policiais é uma preocupação eh da minha parte porque durante toda essa primeira temporada nós fizemos um programa voltado para os agentes de segurança pública e
a gente fala muito sobre o trabalho de vocês sobre os nossos heróis nossos heróis e Como eles cuidam da gente mas quem cuida dos que cuidam de nós então por isso que eu fiz o levantamento desses dados para justamente entender como é que os nossos policiais os nossos heróis que a gente tanto exalta aqui e com justiça e como é que eles estão sendo cuidados como é que eles estão sendo tratados é uma preocupação que nós temos é Douglas eu e assim por exemplo o o comando da instituição hoje e e posso falar aqui pelo
fioli eh com certeza Eh nós trabalhamos por soldado não é o soldado que trabalha para nosso comando uhum eh Pode parecer uma frase solta eh mas nós queremos o melhor bem-estar daquele que tá executando a Nossa atividade sim então Eh e acreditem nós gastamos toda a nossa energia nesse sentido Uhum Então quando nós planejamos uma operação a gente pensa em tudo que pode dar errado na operação para tentar se antecipar mas não é porque eu não quero responder por Erro não eu não quero que dê errado com quem tá lá na ponta eu não quero
que ele responda por um processo eu não quero que ele se lesione eu quero que seja fazer a coisa é fazer o nosso serviço com o menor dano possível esse pensamento é é de quem teve muito tempo e e falo pelo fioli ali por mim a gente teve muito tempo lá na ponta diariamente na viatura que não funcionava a viatura que não tinha eh tecnologia o colete que não era o adequado a arma que não era Correta o fardamento que era inadequado sim o a jaqueta que eu não podia usar porque não casava com o
colete enfim e a gente tava lá a gente não ficou Então hoje tudo que que a gente tenta mudar é porque a gente sentiu na pele também sim conhecem bem o drama eu eu quando eu falo que abrigada é uma polícia de prevenção é porque eu passei metade da minha carreira fazendo repressão Ou mais porque a gente esqueceu de fazer Prevenção prevenção e se eu esqueço de fazer prevenção eh no meu serviço com a população é óbvio que eu esqueço de fazer prevenção interno né sim então hoje o nosso trabalho então hoje os nossos departamentos
têm trabalhado para fazer prevenção interna com melhores imagina o ano passado se eu não me engano nós colocamos em capacitação diversos cursos mais de 9.000 policiais militares esse ano mesmo com as enchentes mesmo com as enchentes Nós Perdemos duas escolas nós fizemos o quê nós paramos para fazer o curso o ctsp SIM para que a gente possa habilitar Sargentos e fizemos o CBA para habilitar Sargentos atendente porque nós entendemos que o futuro da instituição vem através do banco acadêmico Sem dúvida através do curso Então a gente quer investir no homem e na mulher brigadiana para
que ele possa produzir um resultado melhor com menos custo com menos sacrifício Então a gente Tem que eh pensar neles entendeu antes de pensar no resultado O resultado vai ser consequência desse tratamento que a gente dá pros nossos colegas perfeito então agora caminhando aqui pro encerramento da da nossa entrevista eu quero fazer com o senhor uma coisa que eu nunca fiz com nenhum outro convidado aqui do podcast tá o senhor que já é uma figura aí bastante conhecida enfim pela pelo cargo que o senhor ocupa a função que o senhor desempenha também por já Ter
dado uma uma outra entrevista mas eu quero aqui fazer uma espécie de batebola com o senhor umas perguntinhas bem curtas e o Senhor responde po pode ser com uma palavra enfim como o senhor achar melhor mas eu acho que isso serve tanto para mim quanto também para aqueles da nossa audiência que queiram conhecer aí melhor o nosso convidado Então vamos começar do simples pro mais difícil um hobby Coronel corrida corrida Somos dois então um Livro A Bíblia perfeito uma frase tudo que a gente pode medir a gente pode melhorar maravilha o ídolo meu pai uma
paixão Ah minha profissão uma qualidade pessoal sua Coronel resiliência uma qualidade profissional persistência um defeito pessoal medir os outros pela minha régua um defeito profissional ser Introspectivo o que mais te aborrece falta de cuidado com a tropa O que é a morte Coronel a morte é um medo é uma dor e um Talvez o que é a vida ah uma festa agora é uma pergunta bem reveladora se o Senhor tivesse a oportunidade de agora tá diante de Deus que pergunta o senhor faria para Ele ou não necessariamente uma pergunta talvez algo que Senor para ele
se se eu conseguir fazer o meu melhor Douglas Soares por Douglas Soares ah eh eu sou apaixonado pela minha profissão né e eh e e mas principalmente pelo pelos resultados eh que a gente pode trazer pra população Pra sociedade porque eu acredito que o trabalho da que eu exerço eu consigo multiplicar através dos meus colegas eh segurança e segurança ela é a base para tudo na nossa sociedade para estudar sem dúvida para conviver com os outros e quando eu vejo esses resultados em números né e eu vejo que isso isso me dá uma satisfação gigante
quando eu vejo e para mim é um grande quebra-cabeça que diariamente eu tenho que botar uma peça Aqui tirar dali e colocar em outro lugar e e isso me dá uma satisfação quando eu vejo os resultados as pessoas tá dando muito trabalho daí eu falei assim tá mas tá dando bons resultados porque antes dava muito trabalho e dava resultado negativo e eu continuava trabalhando sim agora hoje o que eu vejo tá dando muito trabalho mas tá dando bons resultados então eu tô muito feliz com isso perfeito Coronel então como de prax no final da nossa
Entrevista não apenas faço aqui o agradecimento de boca mas geralmente a gente entrega uma caneca personalizada aqui do nosso podcast também no nosso patrocinador né mas é óbvio que como é a sua segunda vez aqui O senhor já tem a a a sua Caneca espero eu que esteja lá na tá ou em casa ou no gabin E aí eu pensei bom só vou fazer o agradecimento e fica por isso mesmo Mas recentemente eu entrevistei aqui um policial penal e ele tem uma história muito interessante ele Deixou de ser padre ele largou o sacerdócio da igreja
católica e passou a ser um policial né E aí no final entreguei a caneca para ele e ele disse assim Douglas eu tenho um presente para ti Ele me entregou uma caneca e eu tenho outro presente mas esse presente não é para ti esse presente tu vai entregar para o teu próximo convidado eu sinceramente não sei quem é disse ele mas Deus sabe e o presente que tu vai entregar que agora Tô te passando em Mãos é uma Bíblia Sagrada Muito obrigado muito obrigado como o senhor falou aí ao responder a pergunta sobre o livro
da sua vida Não tenha dúvidas que assim como a arma muitas vezes salva a nossa vida biológica aí tens uma arma em mãos que certamente salva a nossa alma se o senhor quiser fazer alguma consideração final fica à vontade Coronel primeiro Quero agradecer pelo espaço pelo presente né Eh Com certeza vou guardar Em em em um bom lugar eh como eu disse aqui né eu eu já vou fazer 30 34 anos de serviço na brigada né eu e o e o nosso Comandante o feoli eh eu eu eu amo fazer o que eu faço né
e mas digo que não é fácil né Para aqueles que querem entrar na nossa profissão mas fazer com amor as coisas eh te traz vários Prazeres né ao longo disso eh A Brigada Militar ela hoje eh ela vem caminhando pensando em quem vai ser o brigadiano do Futuro uhum né então tudo O que nós fazemos hoje no dia a dia é pensando quem vai ser o brigadiano que vai ocupar as nossas funções daqui a 10 15 20 anos porque é para esse essa esse cara que vai entrar lá adiante que a gente tá tentando estruturar
cada vez melhor a nossa instituição não é pensando em melhorar a vida do Douglas Não é querendo melhorar a instituição sim para o futuro do nosso Estado para que realmente a gente seja eh seja reconhecido por todo Gaúcho uhum Eh como um patrimônio do Povo Gaúcho Quando falar em polícia militar para que o gaúcho diga assim lá eu não tenho Polícia Militar lá eu tenho abrigado militar assim como a gente ergue bem alto a nossa cuia para que a gente também diga que lá lá é diferente lá nós temos a brigada militar perfeito seria isso
Coronel Douglas mais uma vez então muito obrigado por gentilmente topar o convite aqui para essa entrevista e o meu agradecimento não é só pelo fato do Senhor ter se colocado à disposição mas também pelo fato de que quando eu convidei um policial aqui para dar entrevista ele topou de imediato e isso sempre Me cham muita atenção né disse Poxa eu sou um ilustre desconhecido o canal é pequeno começou ontem e tal e aí ele me disse uma coisa que eu achei fantástica ele disse assim Douglas eu brigadiano confio no meu comando então quando eu vi
o Coronel Douglas concedendo uma entrevista ti eu vi o Rosto dele lá no teu podcast se eu confio no meu comando e o comando confia no teu projeto logo eu confio no teu projeto então também foi graças a a a tua participação e consequentemente o teu apoio devido a confiança que o senhor tem em mim no nosso projeto minha equipe enfim que muitas portas se abriram é duro é difícil mas poderia ter sido muito mais difícil se não fosse aí a confiança do Senhor e a participação do senhor tá bem e por isso mesmo eu
Quero te agradecer de coração Muito obrigado meu amig Eu que agradeço e a você que nos acompanhou até aqui muito obrigado pela tua audiência e até a próxima conversa com Douglas Castro se Deus quiser i